Olá Aryel-Chan ainda bem que você esta a gostar tanto assim dessa história … que eu também amei loool. Espero que leia esse cap porque vai ter muitas surpresas ehehe bjos.
Olá Estrela Lunar aqui vai mais um cap… a usagi vai aprontar sim … mas é uma coisa boa.. ehehe vai ter que ler pa saber … e sim você tem razão… bjos
Olá Neo Serenity Eternal sim você tem razão é uma história fascinante ehehehe muito mérito a quem a escreveu, o Tuca Hassermann, sim vem muitas emoções e que emoções …..bjos
E vem mais um capitulo, ah e também está quase a acabar a história ….
Esclarecimentos:
Como sabem Sailor Moon não me pertence, pertence sim a Naoko Takeuchi.
E esta linda história também não me pertence, pertence a Tuca Hassermann.
Espero que gostem de a ler como eu gostei. Quero simplesmente a da-la a conhecer mas com os nomes dos meus personagens favoritos.
O Príncepe e a Plebéia
Enjoi.
CAPÍTULO 9
Para que não chegasse aos ouvidos de Mamoru a presença de Usagi no palácio, Miled, Maata e Luna foram para casa com seu motorista, mas Usagi seguiu mais tarde, de táxi, como uma amiga da princesa que vinha passar uns dias com ela.
Usagi foi conduzida aos aposentos de Maata, que a aguardava, ansiosa.
O trajecto desde a entrada até o harém deveria ter sido feito em poucos minutos, mas não foi possível. Usagi, boquiaberta, parava a todo instante para admirar a sumptuosidade e bom gosto da arquitectura árabe. O pé-direito do palácio tinha doze metros, informou-lhe Mohamed, o criado encarregado de conduzi-la até a princesa. A base da cúpula principal era toda de afrescos representando batalhas enfrentadas pelos ancestrais do sheik. No piso, magníficos mosaicos conferiam alegria e requinte, em contraste com o mármore de um branco imaculado das paredes.
— Os frisos do tecto eram de marfim, mas a rainha mandou substituí-las por madeira assim que se mudou para cá. Ela ama muito os animais, e diz que é um crime absurdo matar um ser tão incrível como o elefante apenas para se extrair as presas dele. O comércio de marfim e peles verdadeiras é proibido em Nakabir.
Uma gata passou correndo, seguida de três filhotes. Usagi sorriu ao vê-las brincando.
— Este lugar é um sonho…
— O palácio foi construído há setecentos anos, senhorita. É um dos orgulhos de nosso país.
Usagi levou a mão ao peito e não conteve um suspiro quando eles alcançaram o pátio interno.
— O jardim que circula a fonte é uma cópia exacta em miniatura do oásis que o sheik mandou fazer para a rainha Luna.
Ela arregalou os olhos.
— Não brinque! Ele fez isso?
Mohamed sorriu.
— Se a senhorita tiver oportunidade de conhecer o oásis, não deixe de ir. É um verdadeiro espectáculo.
Usagi costumava assistir a documentários na televisão, e em diversas ocasiões vira templos e palácios maravilhosos. Mas estar dentro de um deles era uma experiência surpreendente. A impressão que tinha era de que entrara num outro mundo. Nada ali lembrava a realidade que a cercara desde o dia em que nascera.
As portas duplas que davam para o harém se abriram para lhes dar passagem.
— Nunca antes houve guardas aqui, mas o príncipe Miled não quer mais que nenhuma área fique desguarnecida. A segurança foi redobrada por ordem dele.
— Ser cauteloso nunca é demais — Usagi ajeitou melhor o xale em tomo da cabeça.
Subiram uma larga escadaria de ardósia encerada e alcançaram o corredor dos quartos. O harém também possuía um pátio interno, menor que o principal, mas não menos bonito. Bem no centro dele, um grande tanque com plantas aquáticas fazia sombra para as carpas, e suas raízes lhes serviam de esconderijo. Algumas mulheres conversavam ali, muito à vontade. Ao verem Usagi, acenaram-lhe.
— Quem são elas?
— Moradoras aqui do harém — fora a resposta sucinta de Mohamed, que parou diante de uma porta, assim que viraram à esquerda. — Estes são seus aposentos.
Ele girou a maçaneta e entrou, indo colocar a mala de Usagi aos pés da cama.
— Se a senhorita precisar de ajuda para arrumar seus pertences ou qualquer outra coisa, basta apertar o botão 7 de seu telefone e uma criada virá atendê-la.
— Muito obrigada, Mohamed.
O criado se inclinou e saiu, fechando a porta sem fazer ruído.
— Sim, senhor, as concubinas do sheik passavam muito bem — Usagi comentou consigo mesma.
— É o que diz a lenda.
Ela se virou rápido, assustada, e deparou com Maata.
— Como entrou aqui? — Usagi deu-lhe um abraço.
— Vê aquela estante? É na verdade uma porta de comunicação com meu quarto, que tem outra idêntica do lado de lá. Se quiser manter sua privacidade, basta baixar a trava, e assim a estante não deslizará.
Usagi ergueu os braços.
— Meu Deus, se eu morrer amanhã, irei feliz, só por ter estado aqui dentro. Como foi que lhe passou pela cabeça viver longe disto tudo?
— Não se esqueça de que moro neste palácio desde que nasci. Para você é novidade, mas para mim não.
— Mesmo assim. Estou deslumbrada!
— Você não viu nada ainda.
— E talvez nem chegue a ver.
— Não diga isso, Usagi. Pode atrair má sorte.
Usagi foi até o frigobar e se serviu de um copo d'água gelada.
— E então? Mamoru já encontrou a noivinha saudosa?
— Não. Houve uma mudança de planos. Ele e Beryl não vão mais se casar.
O coração de Usagi deu um salto.
— Não me diga. Mamoru estava tão decidido… O que aconteceu?
— Beryl se casou com meu outro irmão, Hassin, e eles estão viajando — foi a resposta sucinta de Maata.
— Hum! Será que a moça de nobre estirpe não conseguiu esperar por seu prometido? Bem, de todo modo ela se casou com um príncipe. Nada mal, não é? — sorriu, maliciosa. — Como está Mamoru? Ficou muito frustrado? Nossa, o próprio irmão o passou para trás! Pensei que em famílias como a sua essas coisas não acontecessem.
— Pare com esse sarcasmo. Não vou lhe dizer nada do que houve, pois isso é assunto particular de meus irmãos. Se quer saber os detalhes, pergunte a Mamoru.
— Não pretendo encontrá-lo. Farei o que tenho de fazer e irei embora logo em seguida.
Maata afagou o rosto de Usagi.
— Você ama Mamoru, não é?
— Isso não importa. Não alimentarei falsas esperanças. Gente como eu não se envolve com gente como ele.
— Está sendo preconceituosa, Usagi.
— Realista, isso sim.
Usagi caminhou até a estante, encontrou o mecanismo que a fazia deslizar e o accionou.
— Tenho de ficar sozinha, Maata. Há muita coisa para pôr em ordem aqui dentro — tocou a têmpora com o indicador. — Mais tarde nos falamos, está bem?
— Claro, fique à vontade.
Assim que a princesa ultrapassou a passagem secreta, Usagi fez a estante voltar para o lugar e baixou a trava.
Usagi pediu a Maata que avisasse à rainha e a Miled que já tinha tudo planejado; portanto, que marcassem a reunião.
Luna decidiu que o melhor lugar para não se levantar suspeita seria no próprio harém, nos aposentos de Usagi. Miled relutou; não era permitido aos homens, com excepção de alguns criados, ir até lá.
— Por isso mesmo, meu filho — a rainha afirmara. — Estaremos a salvo de todos os ouvidos.
Dessa forma, eles aguardaram até que todos os moradores do palácio se recolhessem para se reunir nos aposentos de Usagi.
Assim que todos se acomodaram — Luna numa poltrona; Miled e Maata em almofadas, sobre os tapetes —, Usagi começou a andar de lá para cá. Raciocinava melhor dessa forma.
— Meu plano é de uma simplicidade tão grande que num primeiro momento é bem possível que vocês não lhe dêem crédito. Mas eu lhes peço que me ouçam sem pré-julgamentos. Posso garantir que estratégias elaboradas demais costumam apresentar muitas falhas. Talvez seja por isso, Miled, que você ainda não alcançou êxito, apesar de todos os seus esforços.
— Diga, Usagi, o que tem em mente? — a famosa curiosidade de Maata ficava cada vez mais exacerbada.
— É costume dos povos desta região beber chá morno às refeições, certo?
— Isso mesmo.
— Portanto, se alguém pusesse algo no chá servido no palácio, todos sofreriam as consequências.
— Sim, claro, mas nossos criados são de absoluta confiança.
Jamais fariam algo semelhante.
— Mas se algum terrorista conseguisse entrar aqui, uma maneira rápida de pôr todos a dormir seria "baptizar" a água, como se diz vulgarmente.
— Imagino que sim — Miled franziu o cenho. — Eis aí um ponto vulnerável.
— Para todos.
O príncipe encarou Usagi.
— Seu plano é envenenar a água dos rebeldes?
— Nada disso. Não vou matar ninguém.
— Fale logo, Usagi!
— Fique quieta, Maata! — a mãe a repreendeu.
— Como eu disse, é tudo muito simples: entrarei no quartel general dos fanáticos e despejarei a maior quantidade possível de um forte sonífero em seu reservatório de água. Eles beberão o chá e dormirão como bebés. Quando todos estiverem fora de combate, telefono para você, Miled, que invadirá o local com seus homens e fará as prisões com toda a facilidade do mundo. Fim da história.
Miled ficou de pé, irritado.
— Estou acordado até esta hora para ouvir isso?
— Calma, meu filho.
— Apenas uma perguntinha, moça: como pretende entrar naquela fortaleza? Vai se fantasiar de arbusto, como nas comédias de faroeste? — O príncipe respirou fundo, tentando se acalmar. — Nakabir é uma ilha, como você sabe. O quartel-general dos rebeldes fica no continente. De lá eles veriam com total clareza uma embarcação saindo daqui e se aproximando da costa. Não haveria a menor chance para você, nem para ninguém.
A passos largos, Miled foi para a porta.
— Não terminei, Alteza. Agora vem a melhor parte.
Ele se virou e cruzou os braços.
— Ah! Continue, estou louco para ouvir mais disparates.
— Nós três fizemos compras, antes de encontrarmos você e Sardok no restaurante. Eu e Maata adquirimos roupas idênticas.
— Usagi voltou a andar de um lado para o outro. — Vocês foram informados de um plano dos fanáticos para sequestrar a princesa. Que tal facilitar para eles?
— O que tem a ver as roupas com… — Miled arregalou os olhos. — Quer que aqueles homens a sequestrem achando que você é minha irmã?
— Isso!
— Enlouqueceu? Assim que desfizerem o equívoco eles não deixariam uma célula inteira de seu corpo!
— Sério? Acredita que algum deles conhece a princesa tão bem?
— Na verdade, vocês são até bem parecidas. Mas seus olhos são claros. A marca registada de minha irmã é ser morena de olhos azuis.
— Meus cabelos estão tingidos de preto, mas nenhum homem é capaz de distinguir entre uma cabeleira natural e uma tingida, concorda?
Ele fez um esgar, obrigado a admitir.
Usagi abriu uma gaveta da cómoda, mexeu em algo e em seguida se aproximou dele.
— O que me diz agora?
— Lentes de contacto!
— Eu falei que o plano era simples.
— Mesmo assim, Usagi, é arriscado demais.
— Quero tentar.
— Você pode ser assassinada. O que faremos se isso acontecer?
Usagi deu de ombros.
— Se eu cumprir minha missão a contento, ficarei muito feliz com um "muito obrigado". Caso contrário, paciência.
— Será mesmo que você é tão fria quanto quer fazer parecer?
— Todo o mundo morre um dia, Miled, mais cedo ou mais tarde — Usagi se dirigiu a Luna e Maata. — Basta discutirmos alguns pormenores, e amanhã mesmo colocaremos tudo em prática. Certo?
Instantes depois, Luna e Miled se despediram e foram dormir.
A sós com Usagi, Maata tomou as mãos dela.
— Ainda não decidi se você é a pessoa mais corajosa que já conheci ou se é uma completa desmiolada.
— Ambas as coisas, minha cara — Usagi a conduziu até o sofá.
— Maata, você se lembra de meu irmão, que venho procurando há anos?
— Sim.
— Muito bem. Se eu morrer, quero que me prometa que mandará alguém continuar a procurá-lo. No caso de Shingo estar precisando de algo, peço que o ajude. Faria isso por mim?
— Sem dúvida. Tem minha palavra de honra.
— Obrigada. Assim eu fico mais tranquila. Agora, vá dormir, minha querida.
— Tomamos o café juntas?
— Evidente. Até que tudo termine, eu serei sua sombra.
— Até amanhã, então.
— Durma bem.
— Bom dia — Mamoru cumprimentou os irmãos e o sheik, e se sentou com eles para fazer seu desjejum. — Mamãe ainda não desceu?
— Luna foi tomar o café-da-manhã com Maata, no harém — informou Artemis. — Pelo visto, elas ainda não mataram toda a saudade.
Mamoru se serviu de pão sírio e chancliche, um queijo temperado muito tradicional e delicioso.
— Ainda não vi Neflite desde que cheguei.
— Ele está bem — Sardok tomou um gole de suco de abacaxi com hortelã. — Mas tem reclamado do excesso de trabalho. Neflite é muito exigente, e não admite manter em seu escritório um funcionário que não seja no mínimo perfeito. Por isso, tudo acaba sobrando para ele.
— Ser Ministro do Tesouro de um país rico como o nosso é uma grande responsabilidade.
— E Neflite não admite erros. Basta uma pequena falha e ele demite o pobre secretário.
Mamoru colocou creme em seu café antes de indagar a Miled:
— Eu poderia ajudar em algo?
— Do que está falando?
— Dos rebeldes. Há alguma coisa que eu possa fazer?
Miled sorriu para o irmão.
— Sim. Fique longe deles. Será uma preocupação a menos para todos nós.
O sheik encarou o filho mais velho.
— Eu o conheço como a palma de minha mão, Mamoru. O que tem em mente?
— Deixei um assunto inacabado nos Estados Unidos, meu pai.
— De que tipo?
— Do tipo muito bonito e difícil de esquecer.
— Ora! Nosso futuro sheik se apaixonou? Quem diria!
Artemis repreendeu Sardok com o olhar.
— Você também devia se apaixonar. Um pouco de amor nesse seu coração duro talvez o fizesse mais doce.
— E para que eu preciso ser doce, meu pai?
— Para viver com mais alegria — Artemis tornou a se dirigir a Mamoru: — Vai se casar com essa moça?
Ali estava uma questão para a qual Mamoru não tinha resposta. Agora era um homem livre, e poderia desposar quem bem entendesse. Desde a última vez que vira Usagi, no restaurante, a imagem dela não o deixara em paz nem por um segundo. Era uma tortura deitar-se para dormir, pois o cheiro dela chegava com a brisa para atormentá-lo. A maciez de sua pele ficara gravada nas pontas de seus dedos. Sua risada debochada, embora o irritasse um pouco, tinha o dom de tornar o mundo ainda mais belo.
Mas Usagi era uma criminosa. Poderia confiar em alguém que caminhava à margem da lei?
Além disso, quem disse que ela o queria? Sim, Mamoru tinha plena consciência de que lhe proporcionara um prazer indescritível no leito. Empenhara-se bastante nisso. No entanto, daí a deduzir que ela também o amava ia uma boa distância.
Bem, só há uma maneira de saber.
— Pai, se você me disser que neste momento não sou necessário aqui, eu irei para os Estados Unidos tentar resolver minha… como direi… pendência.
— Pode ir, meu filho. Se essa moça vale tanto a pena, não a deixe escapar.
— É o que quero descobrir, meu pai. Eu a conheço muito pouco ainda.
— O suficiente para não suportar se manter longe, não é? Para mim, isso basta.
— Nosso pai é um eterno romântico, Mamoru.
— E você é um menino irritante, Sardok.
Rindo, Miled deu um tapinha carinhoso nas costas do irmão mais novo.
— Um dia Sardok vai conhecer uma garota que o colocará de joelhos.
— Duvido! — Sardok fez um esgar de menosprezo.
— Aposto cinco camelos que é apenas uma questão de tempo.
— Aceito o desafio, Miled.
Os dois deram-se as mãos, selando a aposta.
A princesa e a rainha entraram naquele momento.
— E sua amiga, Maata? Não a vi por aí. Resolveu não convidá-la para se hospedar connosco?
Mamoru, que levava um pedaço de pão à boca, fitou a irmã.
— Que amiga?
— Fomos fazer compras no shopping, ontem, e Maata encontrou uma amiga a quem não via fazia meses — Luna se adiantou.
— Uma beleza de moça — Sardok meneou a cabeça. — Como é mesmo o nome dela? Us…
— Samira — Maata mentiu.
Mas Sardok não pareceu convencido:
— Não era esse…
— Filho, venha comigo. Agora — determinou a rainha.
Luna o levou até uma sala contígua e trancou a porta assim que entraram.
— Pensei ter sido clara quando ordenei que nada fosse dito a Mamoru a respeito daquela jovem.
— Qual o problema, mamãe? O que ela tem a ver com Mamoru?
— Não é de sua conta. Obedeça-me!
Era muito difícil para Sardok acatar as ordens de uma mulher. Porém, sua mãe era a rainha de seu país, e devia-lhe essa obediência. Assim, engoliu sua indignação e baixou a cabeça.
— Desculpe-me. Não direi mais uma palavra a respeito disso.
— É bom mesmo.
E Luna voltou para a sala de refeições.
— Dêem-me licença, sim? — Mamoru limpou a boca e pôs o guardanapo ao lado do prato. — Tenho de tomar algumas providências para minha viagem.
Maata olhou para ele.
— Meu irmão, nós acabamos de chegar. Para onde você vai?
A rainha encarou o sheik.
— Ei, não tenho nada a ver com isso! Seu filho é dono da vida dele, Luna. Diga a ela, Mamoru.
O príncipe beijou o rosto da mãe.
— Vou para Nova York. Deixei algo para trás, e isso está me tirando o sono.
Pense rápido! Pense rápido!, Maata dizia a si mesma.
— Mamoru, por acaso está se referindo a Usagi?
— Usagi! É esse o nome! — Sardok, que retomava naquele momento, encontrou uma maneira de se vingar da rainha. — Ah, mamãe, me desculpe! Falei demais?
Luna respirou fundo e cerrou as pálpebras.
— Como? Usagi está aqui? — Mamoru ficou de pé. — Onde? No palácio? De que modo ela veio para cá? E por que motivo? Quem permitiu a entrada dela? O que estará tramando? Foi você quem a trouxe, Maata? Posso saber o porquê?
— Pare para tomar fôlego ou você vai acabar perdendo os sentidos — o sempre bem-humorado Miled gracejou.
Maata não sabia o que fazer, que atitude tomar. Por isso, optou por sair correndo.
A princesa entrou em seus aposentos no harém e abriu a passagem para o quarto de Usagi.
— Mamoru descobriu que você está aqui! — disse, sem preâmbulos, para ela, que saía do banheiro enrolada numa toalha.
Usagi olhou para além de Maata, e a princesa compreendeu de imediato que fora seguida, mas não teve coragem de se virar para trás.
— Então é verdade. Você veio.
— Mamoru, os homens não podem entrar no harém!
Ignorando a irmã, ele entrou na suite de Usagi.
— Como é que se fecha esta coisa? — ele apontou para a estante.
Usagi segurou o braço de Maata, com muita gentileza, e a empurrou de volta para seu próprio quarto.
— Tenho de conversar com seu irmão. Depois nos falamos — e cochichou: — Não deixe o palácio sem mim, de forma alguma.
Maata fez que sim, e Usagi accionou o mecanismo da estante que deslizou, deixando-a a sós com Mamoru.
— Você adora me receber em trajes menores, não?
— Você é que tem o dom de só aparecer quando estou no banho.
Mamoru se aproximou tanto que seu nariz quase tocava o de Usagi.
— O que veio fazer em Nakabir? Como chegou aqui?
— Vim no mesmo avião que você.
— Não é possível.
— É, sim. Depois eu lhe dou os detalhes. Estou muito ocupada agora.
Ele apoiou as mãos nos ombros dela.
— Eu ia viajar para Nova York ainda hoje.
Usagi o encarou.
— Sério? Por quê?
— Estou livre do compromisso com Beryl. Aí, me lembrei de que conheci uma garota linda, sexy e que não inspira a menor confiança. Senti muita saudade dela, e desejei descobrir se seu gosto ainda era o mesmo de que me lembrava. Como essa moça vive em Nova York, era para lá que eu ia.
Grossas lágrimas assomaram aos olhos de Usagi.
— Conheço essa garota. Ela conheceu um príncipe do deserto e se apaixonou perdidamente. E mesmo sem a menor esperança de um dia ser feliz ao lado dele, decidiu atravessar o oceano so para sentir a presença de seu amado mais uma vez.
Mamoru a beijou com paixão.
— Sou louco por você, Usagi Baker. Mas não a ponto de acreditar que veio até aqui apenas para "sentir minha presença mais uma vez".
— Que tal deixarmos todas as explicações para mais tarde? — fitando-o com seu olhar mais fatal, Usagi tirou a toalha, jogou-a longe e se deitou na cama. — Venha até aqui, Alteza, e constate se meu gosto continua o mesmo.
Sem se fazer de rogado, com o coração cheio de alegria, Mamoru despiu-se e em segundos tomou para si, mais uma vez, aquela mulher excepcional.
Após fazerem amor, Mamoru acabou pegando no sono. Usagi aproveitou esse momento para apanhar sua roupa e correr para a suite da princesa, que a aguardava, impaciente.
— Temos de andar depressa. Se Mamoru acordar, nosso plano irá por água abaixo. Troque-se, Maata. Devemos ficar idênticas.
Dez minutos depois, elas deixavam o palácio: Maata sentada no banco de trás do Rolls Royce, bem perto da janela, e Usagi encolhida no piso, aos pés da princesa.
Nada podia dar errado. Se colocasse Maata em perigo, tudo estaria acabado para Usagi; Mamoru jamais a perdoaria.
Se conseguisse levar a cabo sua audaciosa estratégia, no entanto, livraria aquela família maravilhosa do risco de uma tragédia. Valia a pena arriscar o próprio pescoço.
O motorista seguiu para o mercado central. Desde menina Maata escolhia, ela mesma, todos os alimentos a serem consumidos no palácio. Era uma de suas maiores diversões. Ela ia aos boxes separava o que queria, e mais tarde os serviçais vinham buscar, em uma van.
Todos sabiam desse hábito da princesa, que era alvo da curiosidade dos cidadãos, que acompanhavam cada movimento dela. As mulheres tentavam imitar seus modos delicados e altivos. A chegada de Maata se tomava sabida de todos no mesmo instante em que colocava os pés no mercado. Naquele meio, ela era uma celebridade.
Portanto, se alguém pretendia sequestrá-la, aquele era o momento.
O motorista parou no estacionamento.
— Se quiser ir dar uma volta, vá, Jaber. Encontre-me aqui em meia hora — Maata falou em árabe.
— Claro, Alteza.
Com agilidade, Maata trocou de lugar com Usagi no piso do automóvel. Jaber abnu a porta do passageiro, e Usagi deixou o Rolls Royce para ir em direcção à bela construção em estilo persa.
Ela se pôs a caminhar com passo vagaroso, observando toda a incrível variedade de produtos disponíveis. Tomava cuidado para não apreciar. a beleza da arquitectura. A princesa conhecia aquele mercado muito bem, portanto não faria o menor sentido se ficasse admirando as imensas colunas de alabastro. Assim, Usagi se concentrou em seu papel. Facilitava muito o fato de ter de usar o véu que lhe cobria também parte do rosto. Porém, todos ali tinha certeza absoluta de que aquela era Sua Alteza Real Maata Faraj, por suas vestes caríssimas e a mecha de cabelos loiros visível por baixo do véu.
As pessoas a cumprimentavam com timidez, com leves acenos de cabeça, e Usagi correspondia, como faria a princesa, mas sempre com discrição.
Após quinze minutos de caminhada, conforme as instruções da rainha e de Maata, Usagi se dirigiu a um corredor pouco movimentado. Ali eram vendidas bebidas alcoólicas, e grande parte da população de Nakabir as evitava, por ser muçulmana. Aquela parte do mercado era frequentada apenas por estrangeiros e a família real.
Usagi se distraiu por cinco segundos, observando o rótulo de uma garrafa de vinho. Foi o que bastou. Seu nariz e sua boca foram tapados por um lenço, e a mão que os pressionava não demonstrou a menor delicadeza. Antes que pudesse ao menos pensar em se debater, ela desmaiou.
Mamoru estranhou não encontrar Usagi a seu lado, quando despertou. Onde estaria ela?
Vestiu-se e deixou o harém sob os gritinhos de algumas mulheres, que corriam a se esconder. O harém era seu refúgio, e elas costumavam ficar bem à vontade por ali, por não haver homens circulando.
O príncipe encontrou a mãe no jardim, lendo um livro.
— Olá, meu filho. O que fazia no harém?
Ignorando a pergunta de Luna, Mamoru quis saber:
— Usagi está com Maata?
Bem, pelo visto, o filho já sabia de tudo. Desse modo, não havia por que tentar disfarçar.
— Sua irmã foi ao mercado. Creio que Usagi aproveitou para dar um passeio.
— Desacompanhada?
— Imagino que sim.
— Sardok pediu que as mulheres não saíssem sem companhia até que os fanáticos fossem presos.
— Não se preocupe. Usagi é uma moça esperta.
— Sei.
— Aonde vai, Mamoru? — a rainha franziu as sobrancelhas ao vê-lo caminhar em direcção à saída.
— Procurá-la.
Maata voltou para o palácio e foi directo para seus aposentos, no harém. Sua mãe a aguardava lá, torcendo as mãos, nervosa.
— Até que enfim! Quais as novidades?
O olhar da princesa demonstrava sua aflição.
— Eles a pegaram. O combinado com Usagi foi que, se os rebeldes não a pegassem hoje, ela me esperaria na frente da mesquita. Dali ela me faria um sinal e depois viria para cá. Como isso não aconteceu…
— Que Deus a proteja!
— Só nos resta mesmo rezar, minha mãe.
