Bem este é quase o ultimo capitulo só falta o Epilogo ehehe …

Aryel-Chan só vai saber se ler eheh brincadeira … muito obrigado por ler …..bjs

Estrela Lunar realmente não vai gostar nada mas claro que a nossa Usagi se vai safar como é óbvio bjs

Esclarecimentos:

Como sabem Sailor Moon não me pertence, pertence sim a Naoko Takeuchi.

E esta linda história também não me pertence, pertence a Tuca Hassermann.

Espero que gostem de a ler como eu gostei. Quero simplesmente a da-la a conhecer mas com os nomes dos meus personagens favoritos.

O Príncepe e a Plebéia

Enjoi.

CAPÍTULO 10

Quando voltou a si, Usagi se viu deitada sobre um colchão sujo dentro de um quarto imundo. O ambiente cheirava a tabaco, comida velha e suor.

Sentou-se e esfregou as têmporas, tentando afastar a dor de cabeça. Aquele devia ser o quartel-general dos fanáticos religiosos. Dali em diante, estava por conta própria. O quarto em que a trancaram era comum. Não havia nem mesmo grades na janela.

Para quê? Uma mulher, fraca e covarde como todas as outras, jamais tentaria fugir, Usagi comentou consigo mesma. Ao som da chave sendo girada do lado de fora da porta, Usagi se encolheu na cama, fazendo seu número de mocinha assustada.

Três homens entraram, dois portando uma submetralhadora e o outro, uma filmadora ligada.

Usagi arregalou os olhos, e os sujeitos sorriram. Um deles cuspiu de lado.

O de aspecto mais assustador chegou mais perto dela e começou a vociferar em árabe. Usagi cobriu o rosto com as mãos e começou a se lamentar e soluçar, como se estivesse enlouquecida de pavor.

Os homens gargalharam e a deixaram a sós de novo.

Usagi foi até a vidraça e observou a posição do sol para saber as horas, como Maata a ensinara. Ao meio-dia todos parariam para as orações; esse seria o momento de agir, pois logo após a reza, todos iriam almoçar.

Assim que ouviu o chamado do muezim para que todos se voltassem para Meca, Usagi arrancou o véu e a túnica. Por baixo, usava sua roupa especial, colante e preta, bem como botas de alpinista. Amarrou os cabelos num rabo-de-cavalo, abriu a janela e, embora com alguma dificuldade, escalou a parede externa até o telhado.

Correu agachada até o reservatório de água e empurrou a tampa. Era muito pesada, mas uma fresta bastaria. Abriu o ziper da blusa, apanhou um grande pacote de ervas, esmigalhou-as e as atirou dentro do reservatório. Makoto, a cozinheira do palácio, garantiu que aquela quantidade era suficiente para derrubar um exército.

Pronto! A sorte está lançada.

Usagi retomou a sua cela, saltou para dentro e tornou a pôr a túnica e o véu.

Todos os homens que julgavam tão mal as mulheres deveriam aprender uma lição como aquela ao menos uma vez na vida.

Ao retomar ao palácio, Mamoru estava aflitíssimo. Ninguém vira Usagi em lugar algum.

Foi directo para a sala particular do sheik e se espantou ao ver todos ali reunidos, com a atenção toda concentrada na televisão.

Na tela, um homem encapuzado falava, quase aos berros:

— Nossa hora chegou! Nakabir se tornará um lugar abençoado.

Os desmandos desse sheik infiel estão com os minutos contados!

Então sua imagem foi substituída pela de uma moça, encolhida sobre um leito asqueroso, chorando apavorada.

— Nós sequestramos a filha de Artemis. E a princesa só voltará para casa com vida se todas as nossas reivindicações forem atendidas. A primeira delas é que o sheik entregue o comando do país a Ibn'Maui, nosso líder, o único que poderá conduzir o povo para o caminho certo. Daqui a duas horas o sheik deverá vir, sozinho, até nossa fortaleza. Ele ficará em nosso poder no lugar da filha, para termos certeza de que tudo sairá conforme nossas determinações. Revolução até a vitória!

E a transmissão se encerrou.

Foi Mamoru quem rompeu o pesado silêncio:

— Eles afirmam ter pego Maata, mas ela está aqui. O que significa isso?

Os olhos da princesa estavam cheios de lágrimas.

— Mamoru, Usagi insistiu tanto!

— O quê? Vocês a deixaram cair nas mãos desses psicopatas? Enlouqueceram?

E toda a família Faraj testemunhou a primeira explosão de cólera de Mamoru em todos os seus trinta anos de vida.

— Quem é o maldito responsável por isso?

— Mamoru, não blasfeme!

— Meu pai, eu exijo uma resposta agora!

Miled se levantou e se aproximou dele.

— Não posso lhe dar todas as explicações neste momento, porque tenho de estar a postos com meus homens quando recebermos o sinal de Usagi. Mas nossa mãe o colocará a par de toda a estratégia idealizada e posta em prática por… Usagi.

Mamoru o prendeu pelo colarinho e o sacudiu.

— Você, seu cretino incompetente! Não foi capaz de resolver o assunto e não teve escrúpulo em recorrer a uma garota frágil, que não tem nada a ver com esse problema todo, e a jogou nas mãos daqueles assassinos! Eu vou matá-lo, Miled!

Sardok correu em defesa do irmão.

— Fui contra desde o começo, Mamoru, mas a ideia de Usagi é boa.

— Está dizendo isso porque não ama ninguém, Sardok! Para você tanto faz se ela sair viva disso ou se a devolverem aos pedaços!

Mamoru empurrou o irmão para longe. Sem tecer comentários, Miled saiu apressado do palácio.

Os furgões do exército adentraram Nakabir, vindos do porto, trazendo os rebeldes algemados e ainda tontos por causa do chá com sonífero. Vários deles reclamavam de fortes dores de barriga, mas tiveram de aguentar firme a travessia de navio.

O povo recebeu os heróis com grande alegria. Mães se aproximavam de Miled e lhe davam seus bebés para que ele os beijasse.

A rebelião fora massacrada, e quase sem derramamento de sangue. Apenas três dos fanáticos tentaram reagir e acabaram mortos.

Os presos foram conduzidos directo para o presídio, e iriam responder por vários crimes. Dificilmente voltariam a ver o sol em liberdade antes da velhice.

Ao sair do veículo, Miled tomou a mão de Usagi, que se manteve a seu lado o tempo todo, e a conduziu até a entrada do palácio. Ali, o príncipe parou e ergueu a mão, pedindo silêncio aos cidadãos.

— Povo de Nakabir, este dia é um marco para nosso país. Conseguimos pôr um fim às pretensões insanas de um bando de assassinos que pretendiam dar início a vários atentados sangrentos, que envolveriam muita gente inocente. E devemos essa grande felicidade a esta jovem a meu lado. A srta. Usagi Baker se ofereceu em detrimento da própria segurança, para participar dos eventos que culminaram na prisão desses malfeitores. A ela todos nós devemos os mais sinceros agradecimentos. E nossa família, a própria vida — Mlled a fitou com grande ternura. — Muito obrigado, Usagi. Você é uma mulher única.

E sussurrou ao ouvido dela:

— Mamoru tem muita sorte.

Todos romperam em aplausos, e Usagi teve de conter o pranto. Só se sentira tão bem antes, como naquele momento, nos braços de Mamoru.

Os dois acenaram para a população e entraram no palácio.

Mamoru veio correndo e, ao vê-las de mãos dadas, desferiu um soco no rosto de Miled, que quase perdeu o equilíbrio.

— Mamoru, o que está fazendo? — Usagi o impediu de tornar a agredir o irmão.

— Não basta ele ter permitido que você se arriscasse tanto? Agora quer roubá-la de mim? De jeito nenhum!

Usagi sorriu e estreitou os olhos, sedutora.

— Acha que me comportei mal, Alteza?

— Sem dúvida!

— Nesse caso, é necessário que você me ensine de novo que devo ser submissa, não é?

— Pelo visto, sim.

— Deverei obedecê-la e só ter olhos para você.

— Isso mesmo.

Usagi se encostou nele, e percebeu que por baixo da dishdasha Mamoru exibia sua excitação.

— Por favor, Alteza, mal posso esperar para receber a lição que mereço!

Mamoru lançou um olhar de superioridade para Miled, pegou Usagi no colo e subiu com ela para seus aposentos.

Envolvidos pela espuma da banheira, bastante relaxados, Mamoru estreitava Usagi de encontro a seu corpo.

— Quase enlouqueci de preocupação. Nunca mais você fará algo parecido, Usagi. Tem de jurar!

— Não sei… Acabei sendo regiamente recompensada — e deu-lhe um beijo escaldante.

— De hoje em diante, tem minha palavra de que todos os dias você terá essa "recompensa" se for bem boazinha.

— E obedecer você.

— Em meu mundo, essa é a obrigação de toda esposa.

Ela o encarou.

— Está me pedindo em casamento?

— Sim, minha querida! Só assim poderei mantê-la na linha.

— Será? Não me parece que sua mãe obedece seu pai.

— Ela é rainha.

— Também serei um dia.

— Só se aceitar se casar comigo.

— Meu amor… Se eu fiz tudo isso por você!

Mamoru a apertou contra o peito.

— Eu é que devia protegê-la, e não o contrário.

— Terá todo o tempo do mundo para isso, Mamoru.

Ele afastou uma mecha de cabelo que caiu sobre a testa dela.

— Eu te amo, Usagi Baker. Você será a princesa mais linda de toda a região.

— Não deixe que Maata o ouça.

— Ela me perdoaria. Sou um homem apaixonado.

E Mamoru selou aquele momento com mais um beijo, que não deixou a menor dúvida quanto a seus sentimentos.

Glossário:

Muezim – é o encarregado de anunciar em voz alta, do alto das almádenas (ou minaretes), o momento das cinco preces diárias. O chamado consiste em proferir a frase Allah hu Akbar (Alá é grande), seguida da chahada, a "profissão de fé" islâmica através da qual se atesta que "não há outro Deus para além de Alá e Muhammad é o seu profeta". Esse chamamento (adhan) é entoado de forma melodiosa, sendo necessário que as palavras sejam bem pronunciadas.