Oi pessoal, vocês gostaram mesmo do último capítulo? Saibam que eu estou aberta a críticas, dúvidas, sugestões, elogios etc. Agora vamos à fic, espero que vocês gostem desse capítulo!

Sango andava apressadamente em direção a taberna, desde que havia saído do ferreiro sentia que alguma coisa acontecera com Kagome, e esse pressentimento parecia não querer abandoná-la. Conhecia sua irmã mais nova muito bem e sabia que ela nunca podia passar despercebida, tinha sempre que arrumar confusão. Se Kagome tivesse aprontado algo, ela iria dar uns bons puxões de orelha naquela menina mimada e rebelde. Assim que entrou na hospedaria, atraiu muitos olhares, mas não se importou, pois além de estar acostumada com esse tipo de coisa, estava ocupada demais tentando avistar Kagome, mas ela não estava lá. Estranho, ela disse que iria beber e jogar, coisa que iria demorar um bom tempo. Foi em direção ao balcão com intenção de perguntar ao dono do local se ele tinha visto sua irmã e se sabia para onde ela foi. Ele teria que pelo menos ter visto ela, já que não deveria ser normal mulheres entrando ali.

Sango: Com licença senhor, você por acaso viu uma jovem de vestes negras, cabelos pretos e encaracolados, olhos azuis e com um físico parecido com o meu? Ela me disse que estaria aqui.

Dono da taberna: Você deve estar se referindo a bela mulher de língua ferina que esteve aqui mais cedo. Quem não se lembraria de uma moça tão bonita e atrevida como aquela, ainda mais depois do que ela fez. Você é alguma parenta dela? É tão bonita quanto ela sabia disso senhorita? A propósito, meu nome é Myouga. Disse o senhor com um sorriso gentil nos lábios.

Sango: Depois do que ela fez? Como assim depois do que ela fez? O que foi que ela fez? Sango já estava ficando nervosa, queria saber onde sua irmã estava e o que ela tinha feito.

Myouga: Acalme-se, senhorita...?

Sango: Sango, meu nome é Sango. Agora me responda: O que minha irmã fez? Onde ela está?

Myouga: Senhorita a sua irmã...

Homem: Myouga onde está milorde? Ele disse que era para encontrá-lo aqui!

Myouga: Ele...

Sango: Senhor Myouga você ainda não me respondeu: Onde a minha irmã está, e o que aconteceu com ela? Perguntou Sango interrompendo Myouga sem nem se importar com o belo homem ao seu lado.

Myouga: Eu to tentando dizer que...

Homem: Myouga mais que falta de educação, porque não me apresentou essa bela mulher antes? Disse o homem encantado com a beleza de Sango, que nem se importou com isso.

Myouga: Mas eu... Foi interrompido outra vez pelo homem.

Homem: Deixa que eu mesmo me apresento! Bela senhorita, meu nome é Mirok e saiba que eu estou inteiramente ao seu dispor! Disse com um sorriso malicioso nos lábios e dando um beijo na mão de Sango.

Sango: Ah o senhor está ao meu dispor?Disse ironicamente, para depois emendar. Pois então me faça o favor de CALAR A BOCA E DEIXAR O SR MYOUGA ME DIZER O QUE ACONTECEU COM A MINHA IRMÃ E O LUGAR EM QUE ELA ESTÁ?

Mirok: S... si...sim senhorita, perdão! Mirok se assustou, nenhuma mulher nunca o tinha tratado assim, pelo contrario, sempre foram corteses e carinhosas com ele com a esperança de conseguirem a mínima atenção. Mas o susto deu lugar a um interesse, essa mulher sem duvida teria sua atenção e muito mais se quisesse, primeiro porque era a mulher mais bela que já vira e segundo porque não agiu com ele da mesma forma que as outras agiam. E também tinha algo mais que o atraia, o olhar dela mostrava muita coragem e determinação, coisas que não se viam em outras mulheres. Essa mulher com certeza era muito diferente das outras, era uma mulher difícil, ah ele gostara disso, e como. Ele gostava de desafios, e com certeza não deixaria essa beldade para Myouga e diz: Pode falar Myouga, fale o que essa linda moça quer!

Myouga: Senhorita a sua irmã estava aqui no balcão bebendo quando lorde Inuyasha se aproximou, pude até notar que o lorde estava surpreso em ver uma mulher tão bela em um lugar tão inapropriado como esse e também desacompanhada, disse para ela que esse não era um lugar apropriado para uma dama e ela respondeu de uma maneira não muito educada. Senhorita, milorde até tentou a ser paciente, mas a sua irmã continuou o desrespeitando até mesmo depois de saber que ele é o lorde. Tudo o que eu sei é que ele a pegou no colo, pagou a bebida dela e saiu daqui carregando-a, ela saiu daqui socando e gritando com milorde, eu acredito que ele tenha levado-a para o castelo.

Sango: 00 AI MEU DEUS, EU VOU MATAR KAGOME! EU DISSE PRA ELA NÃO SE METER EM CONFUSÃO, AQUELA MENINA MIMADA E REBELDE QUE ME AGUARDE, POIS QUANDO EU POR AS MINHAS MÃOS NELA DAREI BELOS PUXÕES DE ORELHA, E ELA NUNCA MAIS FAZER ALGO ASSIM DE NOVO! E O LORDE DE VOCES, AH SE ELE FIZER ALGO COM MINHA IRMÃ EU O MATAREI, EU JURO! EU VOU IMEDIATAMENTE PARA O CASTELO!

Mirok: OO

Myouga:OO

Mirok: Calma senhorita... Qual é o seu nome mesmo?

Sango: É SANGO, E NÃO ME VENHA PEDINDO CALMA, AGORA OS DOIS ME DEEM LICENÇA QUE EU VOU ATRÁS DA MINHA IRMÃ! Disse virando as costas para os dois, mas não chegou a dar dois passos, pois foi impedida por Mirok que segurou o seu braço.

Mirok: Sango não se preocupe eu mesmo a levo para o castelo, sou amigo e melhor cavaleiro do lorde e tenho certeza de que sua irmã está bem! Você irá comigo em meu cavalo assim chegaremos rapidamente ao castelo, venha! Disse puxando Sango, que surpreendentemente foi sem contestar. Mirok nesse momento estava se sentindo o homem mais sortudo do mundo. Mal podia acreditar em sua sorte, nunca antes tinha visto uma mulher de tamanha beleza e sensualidade e com aquela roupa que ela usava Mirok sentia mais desejo ainda (Roupa da Sango:Uma blusa de couro cor de vermelho escuro,uma saia de couro preta,que diferente da de Kagome não é como a de colegial e sim daquelas lisas que ficam bem justas nas coxas,que bate dois palmos acima do joelho,botas pretas de cano alto que batem um pouquinho abaixo do joelho. Seus cabelos são lisos e que quase sempre estavam amarrados em um alto rabo de cavalo). Ele iria conquistar aquela mulher, jurou, nem que essa fosse a ultima coisa que fizesse, aquela mulher seria dele. Montando em seu cavalo e estendendo a mão para ajudar Sango montar atrás dele, Mirok pensou que talvez tivesse que por em risco sua liberdade para conquistar Sango e perder a liberdade seria um preço caro a pagar, mas um preço que ele pagaria de muito bom grado, pois o premio valia muito o sacrifício. Com esses pensamentos Mirok seguiu para o castelo com Sango.

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Rin caminhava tranquilamente por um bosque repleto de árvores frondosas, flores e animais. Estava sentindo uma paz e um bem-estar que há muito tempo não sentia desde que seus pais foram assassinados, pensou tristemente. Ela não via à hora de finalmente ela e suas irmãs vingarem seus pais e recuperarem tudo que lhes pertenciam (Gente as meninas sempre souberam a localização do assassino dos pais dela, elas procuravam informações úteis sobre o passado dele, fraquezas, esse tipo de coisa). Resolvendo banir esse pensamento de sua mente por enquanto, Rin pegou uma trilha que levava na direção de uma colina, cujo terminava em um penhasco, sentando e encostando-se no trono de uma imensa árvore que ficava na beirada do penhasco. Onde ela estava dava para ver o imenso lago ali em baixo, a cidade, os vilarejos, a natureza e o imenso castelo, que era feito de pedras desde a muralha até as mais altas torres, um belo castelo que sem dúvida transmitia poder e afugentaria qualquer um que quisesse conquistá-lo ou derruba-lo. Esse castelo a lembrava muito do...

- Pare de pensar nessas coisas Rin!Disse a si mesma.

- Não pense agora nisso e esqueça um passado que não vai voltar por mais feliz que uma parte dele tenha sido. Você tem coisas mais importantes a se preocupar! Mas, uma coisa é certa: eu e minhas irmãs iremos recuperar tudo que foi nosso e Narak não vai ficar impune pelo mau que nos fez!

Mal acabou de dizer isso e escutou um barulho e quando olhou para trás viu um yokai horrível, grande e ao que tudo indicava estava pronto para transformá-la em seu almoço. Imediatamente levantou-se e quando pos a mão no lado esquerdo do quadril para pegar sua espada lembrou-se que estava sem ela

- "Essa não, eu vou ter que lutar com esse yokai usando meus poderes espirituais e o meu corpo. Isso não podia acontecer, eu usei muita energia na última luta, não estou completamente curada do meu ferimento na coxa e estou fraca para uma luta. Já estou até vendo, isso vai doer" Pensou olhando para os lados em busca de uma saída e vendo que a única forma era pulando o penhasco e torcendo para que o lago fosse fundo o suficiente para amortecer sua queda. Virando-se para o yokai que parecia pronto para atacá-la a qualquer momento e disse ironicamente:

Rin: Bom, foi um prazer vê-lo Sr Yokai, mais agora eu tenho que ir! Não fique decepcionado, pois eu não daria um bom almoço. Por que o senhor não come frutas e vegetais ao invés de humanos? Garanto que são muito bons e saudáveis. Agora estou indo, adeusinho!!! Disse abrindo os braços, fechando os olhos e se jogando para trás.

Ao sentir que caiu na água, Rin procurou manter-se submersa, pois se a visse o yokai poderia ir atrás dela e até mesmo se jogar para alcançá-la. Não agüentando mais ela nada para cima até que finalmente pode respirar. Ao notar que o yokai tinha sumido ela suspira aliviada, mas o alivio desaparece imediatamente quando nota que tinha muito sangue envolta dela na água e que era o seu sangue.

"Essa não, meu machucado abriu! Acho melhor sair daqui antes que eu atraia outro yokai. Será mais seguro ir nadando, a água poderá disfarçar o cheiro do meu sangue e isso evitará que eu deixe uma trilha sangrenta na terra, o que seria muito perigoso. Quando eu estiver num lugar mais seguro saio daqui e vou imediatamente à cidade atrás de Sango e Kagome, falando em Kagome porque que eu estou com a sensação de que alguma coisa errada aconteceu com ela. Espero que você não tenha aprontado nada maninha, espero que esteja tudo bem com você e com Sango!"

Tomada essa decisão Rin começou a nadar e quando percebeu já estava bem longe do penhasco e ao seu redor só tinha árvores, plantas e animais selvagens. Nadando mais um pouco ela escuta um barulho de água caindo e percebe que a lagoa terminava numa bela cachoeira envolta por muitas pedras grandes.

"Que lugar lindo, acho que agora eu já posso sair da água, aqui deve ser seguro. Eu também acho que vou deitar em uma dessas pedras e pegar um pouquinho de sol para me secar, o que não vai ser nada mal nunca nadei tanto na minha vida e estou cansada, sem contar que o meu machucado está começando a doer muito"

Rin começa a nadar em direção a margem da cachoeira, sai da água e vai em direção a uma enorme pedra onde o sol batia completamente e sobe facilmente nela (gente não tem aquelas pedras enormes, lisas que as cachoeiras costumam ter? Então, é numa dessas que Rin subiu).

Ela se senta e viu que o curativo que estava em sua coxa estava todo coberto de sangue. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, sente que está sendo observada e quando ela olha para o lado vê um homem, mas especificamente um yokai, o yokai mais belo que já vira em toda vida. Este possuía longos cabelos prateados, olhos dourados que transmitiam muita frieza, no rosto possuía duas estrias em cada bochecha e uma meia lua na testa, um físico maravilhoso que denotava virilidade, poder e força (como Inuyasha e Mirok, principalmente Inuyasha). Sem sobra de duvidas era um homem belo e que intimidava. Desviando rapidamente o olhar e virando o rosto, Rin decidiu que era melhor ir embora molhada ou não e cuidar de seu ferimento na cidade. Não se importava nem um pouco com que as pessoas diriam ao vê-la naquele estado, não era nenhuma dama que usava vestidos caros, penteados belos e tendo como única preocupação a aparência. Poderia ter sido, mas o destino não permitiu que fosse assim. "Nem o destino e nem aquele maldito" Pensou. Iria embora, pois não queria arrumar confusão com aquele yokai, não o conhecia e ninguém poderia garantir que ele não tentaria fazer-lhe algum mal. Levantou-se, desceu da pedra e já estava começando a se afastar daquele lugar quando de repente aquele mesmo yokai horrível que estava no abismo reapareceu bem na sua frente e a olhava de uma forma assustadora.

Rin: Ah você de novo! Eu não acredito nisso, puxa me deixa em paz!

O yokai não pode fazer ou falar qualquer coisa, pois uma espécie de chicote venenoso o cortou ao meio e suas partes derreteram. Rin já tinha uma idéia de quem tinha feito aquilo a única coisa que não sabia era: Por quê?

Youkai: Não deveria andar por aí desacompanhada humana! É muito perigoso, ainda mais para crianças como você!

Rin que ia agradecer a ele mudou de idéia no mesmo instante. Ele falou aquilo com tanta frieza, como se quisesse mostrar que era superior a ela e falara a palavra humana com tanto desprezo que ela ficou com raiva. Yokai arrogante. E ainda por cima a chamara de criança. Começou a sentir uma raiva que a cada segundo aumentava e sentia uma vontade imensa de socar a cara daquele yokai, e olha que ela costuma ser calma e educada com as pessoas por mais que elas fossem hostis. Normalmente quem agiria dessa forma seria Kagome que se irritava com muita facilidade e agia sem pensar ou até mesmo Sango que apesar de reclamar do gênio de Kagome, não é nem um pouco calma. Pensando em Kagome, sentiu de repente um pressentimento de que algo aconteceu com ela. Esperava que ela estivesse bem. Mas voltando ao yokai decidiu que daria a ele uma resposta a altura. Pela primeira vez na vida seria bem grossa com alguém.

Rin: Não me chame e de criança cachorrinho, e muito menos use esse tom de frieza e superioridade comigo, pois eu não suporto arrogância. Está pensando o que? Que é melhor do que eu só por ser um yokai e eu uma humana, ou talvez você seja da nobreza e por isso se ache superior a qualquer um. Ou talvez os dois. Pois fique sabendo que esse seu tom de voz e essa sua pose não me intimidam nem um pouco e você não conseguiu me fazer sentir inferior a você. Eu juro que antes de você falar daquela forma eu ia te agradecer, mas eu não vou fazer isso, pois você é arrogante demais para receber um obrigado!

E Rin que pensava que ao menos iria irritá-lo se surpreendeu quando ele deu um sorrisinho de lado irônico. E ela se irritou mais ainda.

Rin: Você esta debochando de mim cachorrinho?

Yokai: Humana você é muito abusada! Outra pessoa, humano ou yokai, nunca falaria assim comigo sem ser torturado e morto da forma mais lenta e dolorosa o possível. Mas hoje estou de bom humor, e não irei fazer nada com você. Fique avisada que da próxima vez não terá perdão, eu Seshoumaru Taisho não costumo ter piedade. Se me faltar com respeito mais uma vez, se chamar-me de cachorrinho mais uma única vez não terei piedade e você irá desejar nunca ter nascido. Dizendo isso Seshoumaru virou de costas e com a pose de um rei e andando lentamente foi para a direção oposta de Rin.

Rin que agora estava realmente irada diz:

Rin: Grgrgrgr....IDIOTA, IMBECIL, ARROGANTE, CACHORRINHO, CACHORRINHO, CACHORR...

Em um segundo Rin estava deitada no chão com Seshoumaru em cima dela com uma das mãos apertando, não com muita força, o pescoço dela. Seus rostos estavam tão próximos que os narizes se tocavam e não havia muita distancia entre os lábios.

Seshoumaru: Repete, vai me chama de cachorrinho se tiver coragem!

Rin: Cachorrinho! Seshoumaru aumenta a pressão no pescoço dela.

Seshoumaru: Repete! Disse friamente.

Rin: Cachorr... Rin não pode terminar de falar, pois algo inimaginável para ela aconteceu. Aquele yokai arrogante e belo a beijou, na boca. Seu primeiro beijo. Ela tentou se soltar, bateu nele, esperneou até desistir. Não dava para tirá-lo de cima dela, não dava para parar aquele beijo que se tornou profundo. Ela não pode mais resistir, era um beijo selvagem, impetuoso. A língua dele explorava cada canto de sua boca e Rin sentia coisas que nunca havia sentido antes e sem perceber correspondeu o beijo com a mesma intensidade. Ela só percebeu o que estava fazendo quando ele pôs a mão dentro do decote de seu corpete e acariciou seus seios. E ela desesperada voltou a espernear e a tentar se soltar. Não demorou muito e ele a soltou, a olhou com um sorriso irônico e foi embora. Rin apenas continuou ali onde estava parada e quando percebeu que estava sozinha, chorou. Chorou de raiva e de tristeza. O primeiro beijo dela deveria ter sido com alguém especial, alguém que ela amasse e que a correspondesse com a mesma intensidade. Ela perdeu seu primeiro beijo com um yokai frio que se achava superior a ela e que só queria castigá-la. Sem contar que ele a tratou como se fosse uma qualquer, como ele teve a ousadia de toca-la com tanta intimidade, como se ela fosse uma rameira. Só o homem que ela amasse poderia tocá-la assim e só depois do casamento. Seus pais, quando vivos, diziam que ela, Kagome e Sango iriam um dia encontrar o verdadeiro amor e seriam muito felizes. E Rin sempre sonhou com isso, mesmo depois de tudo o que aconteceu com ela e suas irmãs, mesmo estando em busca por vingança com suas irmãs, ela sempre sonha que quando tudo aquilo acabar e Narak estiver morto ela iria encontrar um homem para amar e ser muito feliz ao lado dele e de suas irmãs cuidando de seus filhos, e ajudando as irmãs cuidarem dos filhos dela, pois elas também iriam encontrar o amor e serem muito felizes. Iriam ficar para sempre juntas. Ela não sem importava se o seu amor fosse yokai, meio-yokai ou humano, não faria diferença se fosse pobre ou nobre, ou até mesmo um bastardo, desde que tivesse bom coração, a amasse e tratasse bem suas irmãs e qualquer outra pessoa. Não queria alguém arrogante e frio como aquele yokai, Seshoumaru, que se achava superior a todos. Não queria um homem como aquele por mais que fosse bonito e forte. Determinada Rin levantou-se e decidiu voltar para a hospedaria, tomar um banho e por um novo curativo em seu machucado e trocar a roupa molhada (Roupa da Rin: Ela usa uma calça de couro preta bem justa, botas de couro também preto que ficam para dentro da calça, um corpete preto de couro que, ao contrario do de Kagome que é tomara que caia, tem alças grossas nos ombros e deixa parte do umbigo amostra. O cabelo, assim como o de Kagome e Sango,é liso, mas quando sai nas buscas por Narak ela deixa uma mexa grossa parte superior do cabelo presa para trás e o resto pé encaracolado nos lados e na parte de trás) (Detalhe: Lembrem-se: Rin se jogou num lago e o penteado dela desmanchou).

Pegando o mesmo caminho que Seshoumaru , Rin andou um tempo até que percebeu que estava num campo aberto, bem próximo do castelo do lorde e logo depois tinha a cidade. Escutando de repente um galope de cavalo ela olha para os lados e estranha quando vê Sango montada em um cavalo com um desconhecido e vindo a todo galope em sua direção. Pela expressão dela algo havia acontecido, e ela não precisou pensar muito para saber que deveria ser algo relacionado à Kagome. Oh Deus, o que será que sua irmã tinha aprontado daquela vez (Minha nossa a Kagome está com uma fama entre as irmãs, caramba!)? Quando Sango e o desconhecido se aproximaram, Rin foi logo perguntando:

Rin: O que foi que Kagome fez dessa vez Sango?

Sango: Você sabe como é a nossa irmã Rin, e dessa vez o humor explosivo dela a meteu numa encrenca bem feia. Fui atrás dela na taberna só para descobrir que ela insultou o lorde dessas terras na frente de todos que estavam presentes e que ele a levou para o castelo dele como prisioneira. Temos que ir até o castelo e libertarmos nossa irmã antes que algo pior aconteça. Quando eu encontrar Kagome ela estará numa encrenca muito pior que essa comigo. Sou a irmã mais velha dela e, portanto posso pô-la de castigo. E o que foi que aconteceu com você? Porque você ta toda molhada, e porque seus lábios estão tão vermelhos. Rin arregalou os olhos e colocou a mão sobre os lábios. Maldito yokai, mil vezes maldito.

Rin: Uma longa historia depois eu te conto. Temos que ir atrás de Kagome agora Sango e quanto botar Kagome de castigo, como? Ela já ta bem crescidinha Sango e eu duvido que ela vá te obedecer em algo. E quem é ele? Mirok que até agora estava calado apreciando a beleza de Sango, olhou para Rin desce do cavalo pega a mão dela, onde deposita um beijo e diz:

Mirok: Bela senhorita, meu nome é Mirok e sou o melhor amigo e cavaleiro de lorde Inuyasha, o lorde dessas terras, estou levando sua bela irmã para o castelo de milorde e se me permiti a levarei também.

Rin: Ah claro, se não for incomodo.

Mirok: Incomodo nenhum, senhorita...?

Rin: Rin, meu nome é Rin.

Sango: Se o senhor não percebeu temos aqui um cavalo para três pessoas. Por isso eu acho melhor o senhor ir sozinho com seu cavalo para o castelo que eu e minha irmã iremos juntas caminhando.

Mirok: De jeito nenhum senhorita Sango, meu cavalo é grande e cabe perfeitamente nós três, uma de vocês vai na frente, eu no meio e a outra atrás de mim. Sem problema nenhum. Vamos?

Sango: Que seja!

Rin: Tudo bem. Espero que Kagome esteja bem. Disse enquanto era ajudada por Mirok a montar no cavalo e depois que ele montou na frente de Rin, os três saíram em direção ao castelo num rápido galope.

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Seshoumaru entrava no pátio do castelo de seu irmão imerso em pensamentos. Não acreditava que tinha beijado uma humana, e pior ele tinha gostado do beijo. Não era possível, inconcebível. Aquela maldita humana fora ousada ao desafiá-lo e ele só fez aquilo para castigá-la, para fazê-la querer algo que nunca teria, para humilhá-la. Nunca havia beijado humanas, suas amantes eram sempre yokais da mais alta estirpe e sua falecida esposa era uma yokai da nobreza. Todas elas sabiam o seu lugar, jamais ousaram ou ousariam desafia-lo e estavam sempre prontas para agradá-lo. Mas aquela humana não, o desafiara, o enfrentara e deixara claro que não tinha medo dele. Nenhuma mulher jamais faria isso, todas: ricas ou pobres, humanas ou yokais sabiam que deveriam ser sempre quietas e submissas e jamais levantar a voz para um homem. Humana abusada, sempre detestara humanos e nunca seria capaz de tomar uma por amante e muito menos por esposa. A única humana que ele respeitava e gostava era a sua madrasta, essa sim merecia respeito e admiração. E bom, olhando por um lado Izayoi, apesar de doce e gentil, sempre desafiara seu pai quando achava que ele errava em algo, mesmo tendo muito respeito por ele. Deveria ser por isso que seu pai se apaixonara por ela. E se tinha outro humano que ele aturava que poderia chamar de amigo era o pervertido do Mirok. Ah aquela humana estúpida, era completamente diferente das outras mulheres, até no modo de se vestir. Aquela roupa dela deixava em evidencia as curvas dela, a pele macia e cheirosa e... Maldição estava elogiando aquela humana, pior a estava desejando. A desejando como nunca desejara nenhuma outra mulher. A verdade era que ela o fascinara, apesar da língua afiada ela tinha um olhar, doce, meigo e que naquele momento continha muita raiva, dele e o gosto dela ainda estava em sua boca. Maldição, maldita humana. Tentando tirar esses pensamentos da cabeça, ele entra no hall do castelo e se depara com a madrasta e seu irmão discutindo.

Seshoumaru: O que houve?

Izayoi: O seu irmão trouxe uma menina como prisioneira só porque ela o desrespeitou e a prendeu no quarto dele. Ora, se não fosse o machismo dele isso não teria acontecido.

Inuyasha: Machismo mãe? Ela me desafiou na frente do meu povo, se eu não fizesse nada seria desmoralizado.

Izayoi: Machismo sim meu filho, você foi peguilhar (É implicar, procurei uma palavra que se encaixaria na frase de acordo com a época) a menina só por ela estar numa taberna bebendo, isso é machismo. Porque ela não poderia estar lá? Eu mesma ia para lá escondida do seu pai para beber um pouco, era divertido. Sr Myouga sempre me divertia com as historias dele e todos eram muitos gentis comigo. Você peguilhou com ela e recebeu o que merecia. Teria feito à mesma coisa.

Inuyasha: Eu não peguilhei com ela mãe. E simplesmente acho um absurdo uma mulher estar numa taberna bebendo como se fosse um homem e principalmente desacompanhada. Ela é muito bela e poderia arrumar encrenca facilmente. Você não conhece aqueles homens mamãe, ela poderia fazê-los enlouquecer de desejo e algo grave poderia ter acontecido com ela. Eu também a estou protegendo mãe. Soube que ela e mais duas irmãs chegaram aqui hoje de manhã. E é minha obrigação como lorde daqui acolhê-las e protege-las, principalmente Kagome que pelo que percebi tem um gênio muito rebelde. Ela precisa de alguém com pulso firme para cuidar dela e esse alguém sou eu!

Seshoumaru: Em parte terei que concordar com você irmãozinho, a taberna não é lugar para mulheres. Mas se a menina não é daqui e está só de passagem com as irmãs você não pode proibi-la de ir onde quiser. Você não é dono e muito menos tutor dela. Solte a garota e deixe-a ir embora.

Izayoi: Isso mesmo meu filho, se a menina quiser ir embora ela tem esse direito.

Inuyasha: Mãe, Seshoumaru se vocês não se lembram eu sou o lorde dessas terras e eu decido o que faço. Não sou uma criança, sou um homem adulto e maduro que sabe exatamente o que esta fazendo. Eu tenho planos para a garota!

Izayoi: Que planos meu filho? O que pretende fazer com ela?

Inuyasha: No momento certo você saberá. E onde está Mirok?

Seshoumaru: Provavelmente na cidade atrás de algum rabo-de-saia.

Nesse momento entra um dos criados do castelo.

Criado: Milorde, sir Mirok chegou acompanhado de duas mulheres que pelo estão dizendo são as irmãs de sua prisioneira!

Inuyasha: Ótimo, mas porque eles não entraram?

Criado: Sir Mirok está conversando com elas no pátio. Elas parecem bem irritadas!

Nesse momento Mirok entra acompanhado de Sango e Rin, esta ultima quando vê Seshoumaru fecha a cara, cruza os braços e fala "Droga" bem baixinho. Já Seshoumaru, quando a vê abre um discreto sorriso irônico, sorriso esse que aumenta um pouco quando ele a escuta praguejando (audição apurada, gente).

Mirok: Inuyasha, Seshoumaru e milady essas são Sango e Rin e pelo que parece Inuyasha elas são irmãs da garota que você seqüestrou. Disse com um sorrisinho malicioso nos lábios.

Inuyasha: Eu não seqüestrei ninguém Mirok, Kagome está presa porque me desrespeitou. Virando-se para Sango e Rin diz:

Inuyasha: Não se preocupem a irmã de vocês está bem, mas não poderão vê-la agora!

Sango: O quê? Como assim não podemos vê-la agora, quem você pensa que é para me proibir de ver minha irmã? Escuta aqui seu idi... Hum, hum, hum. Mirok e Rin taparam a boca de Sango.

Rin: Sango você ta maluca? Você reclama do comportamento da nossa irmã, mas age como ela! Murmurou Rin.

Mirok: Sangozinha se controle se milorde quiser te prender também eu terei de intervir e não quero ter que discutir com ele, mesmo que por você eu brigaria com qualquer um. Não quero discutir com um dos meus melhores amigos, que ainda por cima é aquele manda e desmanda nessas terras. Murmurou.

Sango: Tudo bem, vocês estão certos. Vou me controlar. Mas se você Mirok voltar a me chamar de Sangozinha, eu juro que acabo com você. E eu também não preciso que você brigue por mim, sei me defender muito bem!

Rin: Da mesma forma que a nossa irmã? Perguntou irônica.

Sango: Ora, não me compare com aquela desmiolada, Rin! Não sou a descontrolada da Kagome!

Rin: Não? Minha nossa imagina se fosse. Você fica ai falando mal dela, que quer matar ela e não sei o que. Mas a verdade é que você e ela são mais parecidas do que pensam e que você, assim como eu, está se roendo de saudades e preocupações. Admita Sango, você não pensaria duas vezes antes de brigar por Kagome, ou por mim. Da mesma forma que eu não pensaria duas vezes antes de brigar por vocês duas e Kagome por nós.

Sango: Está certo, mais você também não é nenhuma santa quando se irrita, pode até ser raro você se irritar, mas nesse aspecto nós três somos iguais.

Rin: Verdade, mas agora vamos fazer o que viemos fazer aqui, deixe que eu fale! Virando-se para Inuyasha, Izayoi e, pensou, infelizmente, Seshoumaru.

Rin: Milorde, eu e minha irmã Sango, sentimos muito pelo o que nossa irmã fez. A Kagome é assim mesmo milorde, sempre foi impulsiva, agressiva, rebelde e nem nossos pais conseguiam controla-la. Ela é assim desde nascença, mas acima de tudo ela é uma pessoa boa, generosa, corajosa, sincera, "até demais", pensou. Enfim Kagome não é a pessoa que o senhor acha que ela é ela só age assim para se defender, para se proteger. Pode-se dizer que ela é forte, mas também frágil e até com a gente ela é assim às vezes. Se o senhor a conhecesse direito a entenderia, milorde, por favor, solte a nossa irmã e o senhor e nem a sua família terão mais aborrecimentos garanto, nós três iremos embora daqui hoje mesmo e vocês nunca mais ouviram falar de nenhuma Kagome, Sango e Rin!

Inuyasha: Entendo que vocês queiram sua irmã de volta, mas não posso solta-la e em breve vocês saberão o motivo. Agora, acompanhem-me até a biblioteca, quero saber de onde vocês três vieram, quem é o tutor de vocês, e porque estão desacompanhadas, sem um único homem para protegê-las? Sango e Rin se entreolharam, e antes que qualquer uma das duas tivesse a chance de responder, Izayoi diz:

Izayoi: Inuyasha meu filho, vamos deixar essa conversa para depois, olhe só o estado dessa criança. Disse apontando para Rin, que franziu a testa confusa e pensou: "Criança? Eu não sou uma criança".

Izayoi: Olhe como ela está molhada coitadinha, e com esta roupa deve estar morrendo de frio! Virando-se para Rin diz: Venha querida, vou levá-la para um dos aposentos onde você irá tirar essa roupa molhada e tomar um banho quentinho, coitadinha deve estar com frio e vai acabar pegando um resfriado!

Rin: Não precisa milady, eu estou be...

Izayoi: É claro que precisa querida e só depois do seu banho, quando você estiver com uma roupa confortável, que iremos falar da irmã de vocês! Venham queridas!

Sango: Realmente milady não é necessário, no momento só o que queremos é saber da nossa irmã e levá-la embora!

Izayoi: Eu não aceito não como resposta, venham queridas! Virando-se para os homens: Daqui a pouco estaremos de volta! Diz subindo as escadas com Sango e Rin.

Mirok: Então, Inuyasha irá soltar a menina? Perguntou quando os três ficaram sozinhos.

Inuyasha: Já disse que não! Respondeu friamente.

Seshoumaru: Se você quer a menina presa por que a colocou em um dos quartos do castelo e não na masmorra como colocaria qualquer outra pessoa no lugar dela?

Inuyasha: Já disse, tenho planos para ela!

Mirok: Que planos?

Inuyasha: No momento certo vocês saberam! Um servo entra apressado no salão e diz:

Servo: Milorde, ela fugiu! Inuyasha, que estava sentado, levantou-se imediatamente.

Inuyasha: O que? Como? Disse completamente furioso.

Servo: Eu fui levar para ela o vestido que o milorde ordenou e quando eu e os guardas entramos no quarto vimos lençóis amarrados uns aos outros, presos na cama e lançados na janela como se fossem cordas. Ela saiu pela janela!

Inuyasha: Impossível, do quarto até o chão do pátio de trás é uma altura enorme e nem todos os lençóis do quarto amarrados uns aos outros seriam suficientes para se escalar nem metade do castelo!

Servo: Pensamos nisso também milorde e chegamos a pensar que o pior aconteceu, mas não havia nenhum corpo!

Seshoumaru: A única forma é ela saber escalar muito bem e se ela conseguiu então já deve estar longe do castelo!

Inuyasha: Droga!Virando-se para Mirok diz: Prepare os homens agora. Vamos atrás dela e quando eu por minhas mãos nela ela lamentara o dia que ousou me desafiar.

Virando-se para o servo: Não quero que as irmãs dela saiam daqui, entendeu? E sai seguido por Mirok e Seshoumaru.

Oi gente, não me matem pelo amor de Deus. Eu sei que demorei, mas olhem pelo lado positivo: esse capítulo é maior que os outros! Agora vou responder as reviews:

Tamara: Pois é, mas é assim que tem que ser não é? Kagome tem que mostrar que é forte e não teme Inuyasha. E pode ter certeza que o mesmo acontecerá com Sango e Rin. Beijos!!!

Valeria_chan: Não eu nunca assisti o seriado, mas você tem razão vai ser divertido ver inuyasha domando Kagome! Beijos!!!

Agome chan: Olha não me mata, ta? O seqüestro de Kagome realmente foi engraçado e eu também sei onde isso vai dar! E o fora da Kagome com Kikyou muito bom não é? Beijos!!!

PS:Gente eu queria receber mais reviews, será um estimulo para eu postar mais rápido.