Capítulo 5

Eu li e reli todas aquelas paginas. O documento cheirava a mofo, devia ter ficado escondido por muito tempo. Como ninguém havia achado aquilo antes? Há muito tempo meu trabalho tinha se tornado muito chato, não passava de inquéritos sobre uso de magia na presença de trouxas, nada mais. Tinha marcado uma reunião com meu chefe Doug Smith, para contar-lhe sobre o que havia descoberto, e pedir permissão para investigar, e ver se conseguíamos a fazer um caso daquilo. Doug sempre trabalhou no Departamento de Execução das Leis da Magia, e ele tinha o dom. Não era muito mais velho que eu e já era meu chefe.

Cheguei à frente de sua sala ansiosa e animada para contar-lhe minha descoberta, adorava impressionar-lo. Respirei fundo e bati na porta. Ele me mandou entrar.

"Bom dia, Granger."

"Bom dia Smith. Como vai Linda?" Perguntei.

"Vai bem, está viajando com nosso moleque, foram visitar os pais dela em Edimburgo. Querida, eu estou com um pouco de pressa então vamos direto ao assunto."

"Claro! Você não vai nem acreditar no que eu descobri, quero pedir permissão para investigar." Comecei, e fiquei mais animada vendo a curiosidade dele. "Na época da Segunda Grande Guerra muitas pessoas foram assassinadas por Comensais. Estes documentos que eu descobri indicam que nem todas essas pessoas morreram por ato deles. Alguém, ou várias pessoas se beneficiaram da guerra para sumir com pessoas indesejáveis sem serem descobertos." Smith arregalou os olhos e levantando os braços, pedindo para ver o documento. Ele folheou a pasta com curiosidade e excitação.

"Onde você achou essa pasta, Granger?" Perguntou ele curioso, ainda com a pasta na mão.

"Na verdade quem me passou a pasta foi Ron, quer dizer Ronald Weasley, ele a descobriu fazendo limpeza nos arquivos do Quartel-General dos Aurores."

"Isso é impressionante, mas pelo jeito você vai ter muito trabalho porque os nomes estão todos em códigos. Não consegui ver nenhum nome que signifique alguma coisa."

"É, vai dar um bom trabalho, mas estou disposta a ir até o fim." Respondi segura. "Tenho permissão para investigar?"

"Claro e, por favor, me mande relatórios a cada nome que você decifrar."

"Sem problemas."

Sai da sala com um sorriso de orelha a orelha.