Disclaimer: Inuyasha não me pertence. Ele pertence a Rumiko Takarashi, infelizmente.
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Ela adentrou na mansão. Tentou não abrir muito a boca para não parecer tão assombrada quanto estava. Ela sempre ironizava sobre ele morar em uma mansão, mas realmente nunca havia visto uma casa tão grande, arrumada e luxuosa quanto aquela.
O hanyou veio logo atrás com suas malas. Várias delas, e nem mesmo ela soube dizer como ele conseguiu carregá-las todas. Deu alguns passos curtos tentando ver onde terminava o cômodo.
A sala era imensa e a TV também. Na sua casa nem televisão tinha direito! Mordeu os lábios ao notar a escada de madeira que fazia um contorno e provavelmente dava em quartos e banheiros.
Existiam quadros em toda a extensão da casa. Murmurou algo baixo e deu mais alguns passos. Estava tudo muito limpo; suspeitou então que ele tivesse uma empregada.
Respirou o ar fundo em seus pulmões e se espantou com o cheiro embriagante de ervas finas. Sentiu uma imensa vontade de acender um cigarro, mas se conteve, completamente arrependida de ter feito aquela aposta estúpida (já que nunca se permitia perder, muito menos para um meio-youkai feito Inuyasha).
" E então querida, saudades de casa?" Ele sussurrou em seu ouvido. Ela deu um pulo e deu um tapa em seu braço.
" Cale a sua boca, imbecil. Prefiro muito mais a minha casa do que essa mansãozinha aqui. Qual é? Por isso que é todo mimado." Ele arqueou a sobrancelha e abriu um sorriso sarcástico.
" Agora será uma donzela, o que acha isso?" Ela pigarreou.
" Acho péssimo. Não vejo a hora de voltar para o meu quarto e consertar o teto." Ele riu baixo. Ela se aproximou dele apontando um dedo rente a sua face. " Do que está rindo? Não vejo graça nenhuma nisso, se vê gostaria que me apontasse qual." Ele colocou um dedo na testa dela e empurrou sua cabeça.
A viu bufar completamente irritada.
" Estou rindo de você, de que mais seria? Nunca imaginei que uma aposta me faria tão bem. Ah, se eu soubesse que você viria pra cá eu te forçaria a parar de fumar de qualquer forma, mas é bem mais simples assim." Ela respirou o ar fundo em seus pulmões.
Abriu uma das bolsas com uma rapidez incrível e apanhou um ramén.
" Estou com fome, onde é a comida?" Ele sentiu as próprias mãos tremerem em antecipação.
Ramén delicioso.
" Você vai comer ramén é?" Ele perguntou meticulosamente.
"Uhum." Fingiu por certo momento que havia esquecido da aposta entre eles. " Quer um? Tem alguns de sabores novos por aqui, acho que vai adorar sabia?" Ele rangeu os dentes.
" Cale a boca." Passou reto por ela levando suas malas para cima. Ela sorriu sozinha. " A primeira a direita você vira. É lá a droga da cozinha. Se quebrar algo vou exigir que pague."
" Como você vai pagar meu teto?" Gritou. Ele se virou lhe lançando um olhar perigoso.
" Não." Respondeu ríspido. Ela deu ombros. Olhou atentamente dentro da bolsa e notou um maço de cigarros quase cheio. Levou as mãos na boca e passou a roer as unhas.
Pensou se poderia enganá-lo, mas sabia que não. Se fosse fumar em qualquer cômodo ele sentiria o cheiro. E se ousasse fumar longe da casa ele sentiria o cheiro impregnado nela. Ela gemeu baixo.
" Puta merda..." Socou a própria perna e sentiu o ramén quebrando ao meio. Ela não se importou. Alucinada ela seguiu até a cozinha e notou todos aqueles armários maravilhosamente embutidos.
E imaginou como eles ficariam lindos repletos de maços de cigarro. Os seus olhos brilharam por um segundo, porém ela se recompôs.
Tudo o que ela pensava era como seria delicioso tragar um agora.
Pegou uma panela qualquer (extremamente arejada) e começou a fazer o alimento. Olhou para trás com um olhar desconfiado sabendo que o hanyou estaria por lá apenas por sentir o cheiro.
Esperou por alguns momentos para que ele ficasse pronto. Inalou o cheiro fundo em seus pulmões e sorriu.
Andou calmamente até o sofá luxuoso e se sentou desleixadamente sobre ele com as pernas cruzadas, sem sapato algum. Depois de muito tempo conseguiu ligar a televisão e sorriu com o programa infante que passava.
Sentiu um ar estranho em seu ouvido e se virou. Não evitou um olhar debochado ao ver Inuyasha agachado como um cachorro perto dela, olhando o ramén com uma estranha fixação.
Qualquer hora começaria a babar.
" Você quer, Inuyasha?" Perguntou docemente estendendo o prato e colocando bem perto de seu nariz, que se mexeu. O meio-youkai se afastou abruptamente.
" Não, não preciso disso." Ela piscou os olhos inocentemente.
" Claro que não precisa, porque precisaria?" Colocou o alimento na boca mastigando com calma. Ele mordeu os lábios sem calcular a força com que o fazia. Gemeu alto quando ela chupou o macarrão em sua boca fazendo um bico com os lábios.
" Delicioso..." Ele disse com um tom baixo. Ela abriu os olhos o encarando profundamente.
" O que disse, Inuyasha?" Ele se levantou com força e deu passos para trás.
" Feh!" Ela arqueou a sobrancelha notando o corpo dele entrar em crise. Os pés dele ameaçavam avançar, mas o corpo insistia em manter distância. " Coma logo essa porcaria. Vou tomar um banho." Virou-se e subiu as escadas pulando a cada dois degraus.
A morena rolou os orbes fingindo deboche.
No fundo estava completamente satisfeita.
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Eram aproximadamente seis horas da noite. Ele havia adormecido em sua casa (que sentira saudades) com apenas uma toalha enrolada na cintura. Abriu um olho atordoado ao ouvir uma risada estridente no andar de baixo.
Balbuciou algum palavrão e se virou de barriga para baixo, colocando as duas mãos nas orelhas tentando inutilmente abafar o som dos risos. Outra gargalhada alta foi ouvida e ele sentiu os músculos relaxarem.
Era para ele ficar mais irritado, sabia. Porém não conseguira ao ouvir Kagome rindo daquela forma. Levantou-se sobre os cotovelos e deixou os cabelos ainda molhados caírem na cama.
Inalou fundo o ar tentando sentir cheiro de fumaça, mas não sentiu. Sabia que a morena poderia ter fumado maconha ou usado qualquer droga (não sabia se fazia uso, mas não desconfiava que fosse possível que fizesse na falta de seus preciosos cigarros). Nada sentiu.
Com um leve estresse e curiosidade, mais curiosidade que estresse ele desceu os degraus lentamente. Não se preocupou em colocar alguma roupa sentindo-se bem daquela forma.
Arqueou a sobrancelha instantaneamente quando a viu enfrente a televisão, sentada no chão e com a mão sobre a barriga. Os olhos deveriam estar cheio de lágrimas, ele pensou, já que ela não parava de rir nem para respirar.
Notou o programa que passava e não evitou uma expressão bizarra ao notar que ela estava assistindo Padrinhos Mágicos, a qual muitos assistiam.
Muitos da faixa dos 8 aos 12 anos.
Inuyasha se martelou por não ter uma câmera naquele momento. Ele poderia registrar ou então imprimir várias imagens e chantageá-la. Mas logo a sua feição ficou séria e ele passou a observar com mais atenção.
Ela estava rindo de verdade. Não parecia falsidade já que sua voz estava até mesmo falha. Seu rosto estava perto demais da televisão, então realmente parecia entretida.
O hanyou se aproximou e apoiou os braços no sofá. Ela nem ao menos notou o movimento.
" Então quer dizer que a garotinha está se divertindo." Ela deu um pulo alto colocando as mãos em cima do coração. Com os orbes arregalados ela tentou desligar a televisão, mas o máximo que fez foi na rapidez aumentar o volume.
" Cala a boca Inuyasha!" Pegou um controle com raiva e lançou em direção a ele que, além de se desviar com facilidade apanhou o mesmo. Kagome estava vermelha, mas não pela sua quase-nudez, aliás, que pareceu ao menos notar.
Tentando desligar a televisão ela suspirou aliviada ao mudar de canal.
" Tsc, tsc." Ela o encarou. " Você está fazendo tudo isso a toa sua idiota. Estou te observando há um bom tempo." Ela apertou as mãos com força. " Qual é? A suposta assassina extremamente perigosa deliberadamente quase enfarta com desenhos animados?" Ela deu passos longos em direção a ele.
Inuyasha pode notar que a face dela estava um pouco mais avermelhada e não pela vergonha. Algumas horas sem cigarro deixaram a pele dela mais rosada, ele supôs.
" Eu estava rindo da imbecilidade do desenho, apenas isso! Eu não perderia meu tempo com algo tão fútil. Além do mais eu tenho dificuldade com o controle, tudo bem?" Ele observou o objeto em suas mãos.
" É analfabeta?" Ela o encarou estranhando a pergunta. " Está escrito CANAL aqui, é apenas mudar." Ela se aproximou dele perigosamente, apertando sua blusa com força.
E foi então que notou que não existia uma blusa. Arregalou um pouco os olhos ao notar seu peitoral completamente desnudo e a toalha branca envolvida em sua cintura, um pouco acima de sua virilha.
Sua fala morreu ali. Tentou desviar sua atenção do cheiro delicioso que vinha das madeixas prateadas, mas não conseguiu. As palmas de suas mãos estavam colocadas no peitoral largo e quase sem pêlos do meio-youkai. Ela tentou não gemer a aproximação.
Levantou os orbes e observou o sorriso convencido estampado na feição do outro e aquilo foi suficiente para que ela conseguisse se desvencilhar de seus próprios atos.
" Você não consegue nem ao menos ficar apresentável comigo nessa droga de casa?" Ele ainda continuava com aquela mesma feição. " É difícil saber como se portar perto de uma mulher não é mesmo? Pois saiba que comigo ao menos respeito me deve!" Ele notou as bochechas dela vermelhas de raiva.
" Respeito? A mulher que tirou a camisola sem pretensão alguma perto de mim está me pedindo respeito?" Ela rangeu os dentes.
" Ah Inuyasha, se eu pudesse te matar agora... ah, se Totousai não fosse ignorante o suficiente para te colocar nessa missão." Deu meia volta ficando de costas para ele. " Eu juro hanyou que o que eu mais gostaria não era te ver apenas morto, mas sofrendo em uma cadeira com agulhas por todo o corpo." Ele não pareceu se ofender.
" Você ficaria mal por me ver desta forma que eu sei, minha querida. Iria querer morrer no meu lugar a ver alguém deformando meu corpo." Ela tentou não rir.
Ela realmente tentou, mas não conseguiu.
Ele assistiu o riso dela aumentar gradativamente. Logo os orbes marejados dela se acalmaram juntamente com o riso. Ela mordeu os lábios.
" Tudo bem, vamos fingir que é verdade." Coçou a garganta passando por ele. " Onde posso tomar banho?" Ele tentou não se irritar com a forma simplista que ela agia dentro de sua residência.
Considerando claro, que ele quase destruiu a dela.
" Suba as escadas; de frente já encontrará um banheiro." Ela espreguiçou e ele notou um maço enfiado em suas calças e o puxou para fora. Ela se deu um tapa mental. " Ora, ora, tentando disfarçar com o cheiro do banheiro?" Ela gaguejou um pouco.
" Claro que não!". Ele se aproximou dela e ela apenas tentou não notar o corpo atlético do meio-homem.
" Então poderia saber o que você pretendia com isso? Não seja tola humana desprezível, eu sentiria o cheiro de qualquer maneira. Apenas humanos como você é que não o percebem." Ela colocou novamente as mãos na boca e roeu a unha do dedo indicador, agora.
Sem dizer mais nada subiu as escadas completamente irritada.
Fechou a porta com força e então se trancou lá dentro.
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Novamente arfou maravilhada. Não pensou se faria mal entrando no quarto de Inuyasha, a questão é que era uma suíte e ela poderia se aproveitar dela com facilidade.
Notou a cama molhada e comprovou que era ali o quarto do hanyou. Respirou fundo sentindo o cheiro inconfundível do creme em seu cabelo.
Andou calmamente por todo o cômodo não deixando de notar no como as coisas eram organizadas. Entrou no banheiro com a mesma calma e notou uma banheira. Os olhos brilharam e ela a ligou, tampando o fundo deixando com que enchesse.
" HEY SUA MALUCA, ERA O OUTRO BANHEIRO!" Ela ignorou os gritos do outro lado da porta. " NÃO QUER QUE EU ARROMBE ESSA DROGA, NÃO É?" Ela realmente não se importaria, afinal era o próprio quarto.
Mas se ele fizesse isso ela não poderia tomar banho na banheira.
Abriu a porta e deixou uma pequena fresta. Ele a fitou curioso.
" Saia daí." Disse rudemente. Ela negou.
" Me deixa tomar banho aqui hoje. A banheira já está quase cheia, eu não havia percebido que entrei no lugar errado." Ele cerrou os orbes desconfiado.
" Não importa. Eu abro o ralo e deixo a água sair." Ela fez um olhar pidão, a qual Inuyasha registrou em sua mente, já que duvidou que ela o fizesse de novo.
" Por favor?" Ele rosnou. Definitivamente rosnou. Os orbes dourados se fecharam nada graciosamente.
" Se relar em QUALQUER coisa dentro desse quarto, Kagome, você não terá mais corpo para lavar em mais banheira alguma, estamos combinados?" Ela concordou com cuidado. " Falo sério." Ela lhe sorriu.
" Pode pegar algumas roupas no meu quarto?" Piscou algumas vezes e o viu sair pisando firme no chão. Ela não esperava que ele assim fizesse, mas ficou satisfeita quando ele lhe lançou a mala e simplesmente bateu a porta.
Ela a trancou e tirou as roupas, colocando-as em cima da cama do meio-youkai. Mediu a temperatura da banheira e murmurou um "perfeito" antes de mergulhar seu corpo dentro dela.
Notou as loções, os shampoo's e os cremes caros bem ao seu lado e sorriu, molhando seu cabelo na água.
Até que ficar na casa do hanyou não era tão ruim assim.
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" Então, o que tem acontecido?" O vestido vermelho curto de seda moldava seu corpo e a pele branca ganhava grande destaque. Os cabelos negros estavam presos em um coque alto e os lábios vermelhos pareciam levemente curvados.
" Senhorita Kikyou, infelizmente venho dizer que não consigo manter mais a ordem nessa cidade. Está um caos. Meus homens não são sofisticados o suficiente, gostaria que me ajudasse a contratar outros e quem sabe, se possível, armas melhores também." Os olhos castanhos o fitaram totalmente irritados.
" Então me chamou pra isso? Pra eu fazer o trabalho que é seu, no seu lugar?" Naraku engoliu seco. Os cabelos negros estavam ressecados e mais compridos do que ela mesma se lembrava.
" Me perdoe a impetulância senhorita, mas já foram dois bancos e em muitíssimo pouco tempo. Estamos ficando sem dinheiro. Muitos de meus homens foram amordaçados, e parece que é fruto de apenas poucas pessoas. Não sei mais o que fazer, e eu precisava da sua autorização para recrutar outros homens." Ela se apoiou na mesa o encarando friamente.
O homem das tranças estava atrás dela com a pose completamente ereta.
" Isso é problema seu." Ela tinha um tom que o fazia sentir completamente ameaçado. "Eu estava em Londres Naraku, não em alguma cidadela suja perto daqui. Se não é capacitado para treinar seus próprios homens , as quais dei liberdade para serem recrutados, então digo que a culpa não é eles, e sim apenas sua que não consegue ao menos fazer seu trabalho."
"Mas..." Ele tentou cortá-la em um gesto errôneo, já que os orbes dela apenas se fecharam ainda mais.
" Se me tirar de qualquer lugar novamente por causa da sua incapacidade, eu te demito desse cargo e me asseguro Naraku de que não conseguirá nenhum outro." Tirou as mãos da mesa do xerife e se virou, abandonando-se com um leque. " Esse calor me estraga completamente, todo esse lixo me deixa irritada. Me nego a acreditar que te dei uma chance tão dotada de valor, Naraku." Frisou seu nome se aproximando de Bankotisu.
O homem deu seu braço a ela que o apanhou, caminhando lado a lado com o servo.
" Estamos conversados." Ela disse colocando o óculos escuros de grande armação em sua face. " E nunca mais me faça perder meu tempo com essas bobagens."
Ele apenas concordou, aflito com o que tinha acabado de fazer.
E prometeu que pegaria aquela maldita ladra custasse o que fosse a ele.
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Ela passou os dedos por toda a extensão de seu cabelo molhado. Sentiu os cachos macios e cheirosos como há muito tempo não sentia.
Passou as mãos por todo o seu corpo e sentiu-se bem. Jogou-se na cama de Inuyasha – sem pensar nas conseqüências do ato- e se espreguiçou. Não era acostumada a cômodos tão grandes como aquele.
Pegou um travesseiro e cheirou seu perfume. Era o mesmo cheiro de Inuyasha. O apertou contra o corpo e então que notou o que fazia o soltou com raiva, o empurrando.
" Se já acabou seu banho, saia logo!" Ela tremeu ao ouvir a voz do meio-youkai atrás da porta. Colocou rapidamente uma saia que vinha até suas coxas e uma blusa branca qualquer e saiu do quarto. Ele a encarou com a sobrancelha arqueada.
" Pronto." Sorriu amarelo. Ele se aproximou dela cheirando seus lábios.
" É, não fumou." Ela copiou o ato e ele estranhou completamente.
" Também não comeu ramén, perfeito." Um sorriso se desenhou em seu rosto.
" Precisava demorar mais de uma hora para seu banho, princesa?" Ela cerrou o semblante. " Não sei se notou que ainda estou de toalha?" Ela o fitou surpresa.
" Esqueci que suas roupas estavam aqui." Simplesmente disse. Ele sorriu sarcástico.
"Não diga." A empurrou nada sutilmente para o lado e passou para dentro do cômodo. " Eu sei que me amou ver dessa forma, mas não precisa me forçar a ficar assim. Se me pedir com carinho prometo que tiro até mesmo a toalha." A porta se fechou antes que a mão fechada de Kagome entrasse em atrito com o corpo do hanyou.
Deu um grito agoniado com a dor que sentiu com o impacto que xingou mentalmente o meio-youkai.
Pegou suas malas (que já estava carregando) e rumou onde seria seu quarto. Surpreendeu-se pela milésima vez ao dia ao notar o quarto com cores claras, uma cama de casal e dois grandes armários que o completavam.
O quarto de hóspedes, talvez?
Colocou as malas com cuidado perto de um dos armários e sorriu largamente. Não evitou sentir-se envergonhada por um breve momento por ter dado tão pouco ao hanyou.
E então a vergonha subitamente passou quando ela se lembrou de seu telhado. Juntou as sobrancelhas com o semblante irritado e se jogou contra a cama. Sentiu o colchão macio e sentiu as costas relaxarem.
Apanhou um travesseiro e o apertou contra o peito. Quando sentiu os olhos pesarem o telefone tocou.
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" O que aquele casal de imbecis estão fazendo para demorarem tanto?" Perguntou Totousai ao monge, que estava sentado enfrente a uma mesa repleta de cartas.
Haviam se tornado amigos, afinal.
" O que você acha que estão fazendo?" Perguntou com o típico ar hentai. O velho suspirou tentando ignorar o moreno de olhos azuis, que pareciam tão agradável... às vezes.
" Fique calmo." A voz rouca da mulher se projetou atrás de si. " Não deve ser nada demais, quem sabe saíram para comprar mantimentos?"
" Mais mantimentos Kaede?" Ela deu ombros tentando relaxá-lo. Ele bateu o telefone com força contra o gancho, mas então insistiu em discar novamente.
" Alô?" Ouviu a voz fina de Kagome na outra linha e suspirou. Sorriria se não a ouvisse arfar daquela forma. " Quem fala?" O velho carranqueou.
" Sou eu, Totousai." Ela deu uma pequena risada. " E estou furioso. Quanto tempo demora pra atender a droga de um telefone habitualmente?" Ela respirou mais fundo o que o fez cerrar ainda mais os orbes.
" Me perdoe Totousai, mas a casa é enorme e só tem dois telefones. Você não imagina o quase-tombo que eu levei correndo naquela escada imensa, e a demora que eu tive pra encontrar a droga do telefone." Totousai suspirou aliviado.
" Então foi isso?" A voz dela mudou um pouco.
" E o que mais seria?" Ele normalizou a voz, coçando a garganta.
" Esqueça." Observou o houshi que não tirava o sorriso extremamente malicioso do semblante. " Liguei pra saber se entraram em algum consenso." Esperou pela resposta por um momento.
" Quem você acha que é para atender o telefone na MINHA casa?" Tentou se acalmar.
" Kagome?"
" É o Totousai seu imbecil, quer gritar mais alto? Assim ele tem uma conversinha especial com você." Ele tentou chamar novamente seu nome mais alto, sem sucesso.
" Feh. Humana desprezível." Notou um longo silêncio e então contou mentalmente até dez.
" Perdoe-me Totousai é que eu não estava te ouvindo. A linha aqui está horrível e AI." Ele contou até vinte dessa vez. " Enfim, estamos bem. Melhor que antes. Ao menos esse hanyou inútil prestou para me dar conforto nesses últimos dias. Mas não pense que não estou completamente irritada pelo fato de ter me tirado de casa..." Ele suspirou longamente.
" Vocês só reclamam. Eu dou praticamente mais a vocês do que deveria e vocês apenas sabem reclamar." Silêncio. "Temos apenas mais um dia Kagome, peço do fundo do meu coração a você que mantenha as coisas em ordem, se possível." Kaede o encarava com um meio sorriso.
" Tudo bem. Inuyasha está mais domado agora, anda obedecendo melhor minhas ordens e AI." Totousai bufou. " Olá velho, como andam as coisas?"
" Que bom que atendeu antes que eu chamasse por você, Inuyasha." Ele ouviu um barulho que parecia supostamente uma guerra pelo telefone. " De toda a forma, apenas evitem brigas que podem machucá-los fisicamente. Adiamos, já sabe, e terão apenas amanhã para descansarem. Depois de amanhã já atacaremos. O monge está aqui em casa comigo planejando como serão as coisas." Inuyasha rosnou.
" Você não pode estar falando sério que aquele monge hentai está tendo controle sobre as coisas." Totousai sorriu ao sentir sua irritação.
" O monge hentai é bem mais inteligente que você, Inuyasha." Ouviu um longo bufar. " Até mais para vocês dois." Sem esperar pela resposta desligou o telefone virando-se para Miroku.
" E então?" O sorriso permaneceu em seu semblante e os olhos azuis brilhavam em curiosidade.
" Estão brigando como sempre. Kagome demorou porque não conhece bem ainda a casa de Inuyasha. Nada a se preocupar. Duvido que esses dois se gostem mesmo que como amigos." O sorriso se desmanchou violentamente e ele esticou duas notas de cinqüenta para Kaede, que deu ombros os pegando.
" Eu lhe disse que ela não faria nada. Não sei porque apostou com alguém que a conhece a tanto tempo." O monge juntou as cartas as embaralhando. Do seu lado uma cartolina completamente rabiscada, notavelmente um plano para a invasão a residência de Kikyou.
" Eu insisto que ninguém resiste a ninguém." Totousai juntou-se a eles evitando um olhar de negação. " Vamos ao jogo?" Kaede juntou-se a eles.
" Assim que Sango sair do banho." Miroku concordou.
E pela primeira vez ignorou que apenas o nome da mulher o fazia completamente feliz.
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A cena era estranha. Kagome estava deitada em um dos sofás com um edredon por cima do corpo enquanto o hanyou ocupava o outro espaçosamente.
Deu um gole na cerveja e torceu a feição. Era terrível beber qualquer coisa sabendo que não poderia fumar. Batucou os dedos nervosamente contra a própria perna e voltou a atenção para o filme.
O hanyou não estava nas melhores condições. Não conseguiu comer nada apenas ao lembrar que não poderia comer aquilo que tinha vontade. Seu estômago roncou e ele ignorou totalmente, também com os olhos presos a tela.
Kagome sentiu o ambiente completamente estranho. Nunca se imaginou deitada em um sofá perto do hanyou enquanto assistiam um filme. Imaginou-se acendendo um cigarro e seu pouco humor acabou.
Notando que não prestaria atenção no filme ela se levantou e apanhou o edredon. Ele a observou.
" Não consegue acompanhar?" Perguntou ironicamente. Ela apenas o ignorou. " Não, não, deve ser o vício que está a comendo de dentro pra fora." Ela apenas arqueou a sobrancelha. "Não vai dizer nada?"
" O que quer que eu diga?" Sua voz estava completamente áspera. Suas unhas já estavam em sua boca e ela as mordia furiosamente. " Você não faz idéia do que eu estou passando." Ele rolou os orbes se levantando também.
" Claro que não. Eu apenas estou morrendo de fome."
" Coma outra coisa." Falou rudemente.
" Eu quero comer algo que eu goste, isto é, meu ramén. Você foi muito estúpida ao comer um em minha frente, humana." Ele aproximou seu rosto do dela.
" Eu adorei que você ficou falando sobre cigarros o dia inteiro também, Inuyasha." Aproximou-se também.
" Bom, podemos fazer algo que nos liberte do estresse, não acha?" Ela sorriu de canto.
" Na sua presença, considero praticamente impossível." Com um charme que ela ignorava que tinha, ele apenas passou uma das mãos em sua cintura fina.
" Mas que eu te enlouqueço e que adoraria comer apenas outra coisa a não ser o ramén isso você não pode negar." Ela arqueou a sobrancelha, tentando ignorar sem sucesso a aproximação.
" E quem disse que não?" Ela sentiu os lábios dele baterem levemente contra os seus.
"Eu..."
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Aceito tomatadas pelo final, tudo bem? Contratei um assassino de aluguel apenas para me deixar presa em cordas bem firmes na parede para que vocês pudessem me atacar o quanto quisessem.
Demorei pra caramba e ainda cometi essa crueldade. Sabem? Ainda bem que eu escrevo essa fanfic e não a leio, porque senão eu definitivamente mataria a escritora :D
Espero que tenham gostado do capítulo. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão já conhecem o famoso botam roxinho escrito GO ali embaixo.
Um beijo a todas e até o próximo!
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ANNY T. CHAN- AHEUAHUEHUAHUEA sim, você pode deixar sua amiga pra lá sim, eu deixo você fazer isso D:, sua fanfic é perfeita menina, pena que tem poucas atualizações (como se eu tivesse moral pra falar sobre att. HAUHEUHAUEHUAHEA). Bom, então ficamos combinadas: você rouba o meu Inuyasha e eu roubo o seu. Estaremos com dois Inuyasha's completamente sexy's e apenas para nós. Tem coisa melhor? D:! Acha perfeita mesmo? Fico feliz de verdade, eu sou meio encanada com minhas fanfics e me deixa muito contente que as pessoas realmente gostem dela . Pode me chamar de Tami sim, eu gosto :D AUIHEUHAUEHUAHEUA! Continuei ela, e vou tentar ao máximo não demorar para postá-la novamente (afinal, a única que tenho que att. agora é essa e Vingança em Dose Dupla). Bom, então é isso :D! Beijão guria e até o próximo capítulo.
IZABELA17- LEITORA NOVA *O*! HAUEHUAHEUHUAHEA, adoro leitores novos =D! Amou as brigas de Inuyasha e Kagome? Nossa, que bom! Eles só brigam, então você ama minha fanfic *O*! Desculpe pela demora para atualizar a fanfic, mas o novo capítulo está aqui e espero que tenha gostado! =)! Beijos guria, até mais.
COSSETE – Sim, é a Kikyou sim! Afinal, quem mais seria? D:! Desculpa se te deixei curiosa, desculpa mesmo , mas de toda forma é ela sim AHUEHUAHUEHA. Eu também deixo o Inuyasha fazer cócegas em mim, até eu morrer se preciso! Eu não morreria feliz se não fizesse essa cena das cócegas. O melhor de vê-lo sempre tão irônico é SABER que ele é prestativo D:, acho que é isso que me atraí tanto no personagem. Nesse capítulo eu iria realmente fazer coisas como você disse, do tipo, Kagome dar o "troco em Inuyasha" e destruir a casa dele ou então perder a aposta (ou ganhar) e ter que dar ou pedir algo dele. Mas assim... acho que vou deixar pro próximo D: AHUEHUAHEUHAUHEUAHUEHUAHEUA! De toda a forma, muito obrigada pela review, me deixou feliz que você se interesse assim pela fanfic *O*. Espero que tenha gostado do capítulo,mesmo que ele tenha sido bem simples ! Beijos Cossete, e até o próximo !
AGOME CHAN- Sim, eles "podem" se apaixonar, mas no fundo já estão caidinhos mesmo AHUEHUAHEUHAUHEA. Eu também sou "perva", e achei de fato Kaede bem delicada na forma de se expressar. AHUEHAUHEA se matassem de outro jeito? Acho que Inuyasha também adoraria que eles se matassem de outra forma, só a Kagome que insiste em dizer que não; eu não pensaria duas vezes em dizer que amo o Inuyasha e que ele era meu senhor xD! Eu nem sei dizer qual dos dois que vai perder, e olha que eu que to escrevendo a fanfic hem AHUEHUAHUEHAUHEA, mas "acho" que os dois vão perder, e que os dois vão ter que pagar. Acho MUAHAHAH! Logo eles vão se "atracar", pode deixar que eu me encarrego disso D . Bom guria, então é isso! Um beijo e até o próximo capítulo!
DANDA JABUR- Totalmente sexy, concordo. Na boa? Acho que não existem homens como eu imagino que meu Inuyasha é HAUEHUAHUEHAEA, na boa, eu pagava por um Inuyasha assim do meu lado. Eu ainda não sei quem vai ganhar a aposta, mesmo que eu seja a imbecil masoquista que escreve. Se soubesse também, não diria AUHEUHAUEHUA. A história de sentir a pistola do Inuyasha é uma boa, não acha? Obrigada pela review e até o próximo capítulo! Kissus :DDD!
