Disclaimer: Do jeito que eu sou lenta pra escrever, se ele fosse meu vocês sofreriam ainda mais que com a Rumiko.

Sim, é um ótimo argumento para transparecer que é uma opção minha.

E eu realmente não me importo.

oOo

" Que droga você está fazendo Inuyasha?" Foi a última coisa que ela pôde dizer antes de sentir a pressão sobre seus lábios. Tentou recuar de prontidão, mas suas costas bateram contra a parede fria e ela não teve para onde correr.

As mãos grandes do meio-youkai pararam agora ambas em sua cintura de maneira a deixá-la imobilizada. O corpo prendeu-se completamente ao dela e sua boca moldou-se a de Kagome perfeitamente quando ele conseguiu colocar sua língua completamente dentro de sua boca.

Ela gemeu abafado e ele não soube dizer se de repreensão ou de prazer, mas ele optou acreditar no segundo. Ele sempre acreditava naquilo que lhe convém o momento.

As mãos finas passaram para o rosto do hanyou e o acariciaram levemente e o mesmo se surpreendeu com o ato. Kagome impulsionou o corpo pra frente e puxou os cabelos prateados com leveza. Os braços fortes tomaram todo o corpo da morena, a abraçando a fim de sentir o corpo dela completamente unido ao seu.

Ela chupou seu lábio inferior sem abrir os orbes e incrivelmente ele fez o mesmo. O som da respiração de ambos era o único presente, mas foi quebrado com um longo gemido por parte do hanyou quando uma das pernas da outra se cruzou em sua cintura enquanto a outra se mantinha no chão.

Em um ato ágil ele apanhou atrás do joelho da outra perna e a puxou para cima, fazendo com que ela se prendesse completamente a ele, igualando sua altura. Ela se separou um pouco dos lábios dele, porém ele avançou rapidamente não querendo perder o contato daquele lábio inchado e doce a qual era o dela.

Apalpando seu bumbum ousando o movimento ele pensou sentir uma relutância, mas intensificou o beijo para não sentir o relutar de sua parte. Ele estava adorando beijá-la e ela pensava o como a língua dele batia com a sua em uma sincronia tão perfeita e ficou ainda mais quando ele a chupou.

Ela gemeu abertamente, pendendo a cabeça para trás. Raivoso pela perda ele colocou seus lábios no pescoço branco e longo de Kagome, que não esperou que ele a mordesse ali. Sentiu um estranho formigamento atingir o meio das suas pernas e apenas cruzou com mais ênfase as pernas em torno do corpo musculoso.

Completamente embriagada pelo momento ela ao menos sentiu quando ele tirou a sua própria blusa e a jogou para trás. Quando abriu os orbes o encontrou com o peito sarado a milímetros dela e em um impulso completamente impensado ela retomou a postura e lambeu seu peitoral, arranhando as costas largas com um gosto a qual nunca sentiu antes.

Ele fez com que o corpo dela subisse ainda mais e naquele momento, quando seus olhos se cruzaram completamente extasiados ela teve um surto de realidade.

Tentou desprender as pernas de sua cintura mas ele a segurou ali com força. Suas mãos, que antes arranhavam as costas do meio-youkai estavam em seu peitoral no intuito de empurrá-lo. Ele se aproximou e a beijou de novo e mesmo sabendo o risco que corria com aquele perturbador hanyou a sua frente ela correspondeu, não conseguindo negar um beijo tão embriagante como aquele.

Notou o quanto ele havia se deliciado com o beijo dela e não pôde deixar de se sentir bem com aquilo. Porém, o medo lhe atingiu as entranhas ao imaginar o próximo passo que se seguiria.

O meio-youkai era extremamente sensual e os movimentos que ele fazia com a boca sobre a dela a faziam surtar e ter desejos a qual ela havia relutado por um bom tempo. O pânico lhe atingiu o seio e ela voltou a empurrá-lo. Conseguiu se desvencilhar do corpo dele, mas a sua boca ainda estava grudada a dele e se movimentava de acordo com o ritmo que ele estabeleceu.

As mãos dele prenderam-se nos fios negros e, mesmo embriagado com o momento e excitado literalmente com ele, pôde sentir o cheiro do medo da humana que se impregnou em seu nariz. Sentiu o cheiro diminuir quando a outra mão fez um carinho leve em suas costas no intuito de relaxá-la e naquele momento ele não soube dizer o porquê se preocupava com ela.

Soltou os lábios dos dela lentamente quando não conseguiu mudar o odor que ela exalava. Ele abriu os olhos e tentou encontrar os dela, que se viraram abruptamente para a direita a fim de não fitá-lo. Ele desceu o olhar para os lábios inchados e entreabertos e se segurou para não avançar novamente contra ela.

Excitante e linda demais, ele teve que se afastar contra a própria vontade e ela notou isso.

" Que droga você está fazendo, Inuyasha?" Ela repetiu o que havia dito antes que tudo acontecesse. Ele notou as pernas dela tremendo levemente.

" Do que afinal você está com medo?" Ela sorriu encarando o chão.

" Eu não estou com medo." Ele se aproximou e pegou em ambos braços finos dela.

" Não é isso que parece." Ela bufou algo, mas continuou com o olhar fixo em outro ponto a não ser ele. " Você sabe muito bem que eu posso sentir seu cheiro então pare de se fazer de desentendida!" Ele ordenou, descontrolado pelo momento.

Passou as mãos pelos fios prateados e andou um pouco em círculos, tomando fôlego.

" Qual a finalidade disso tudo?" Ela perguntou e pela primeira vez depois do que havia acontecido ele conseguiu ver os orbes azuis em direção aos seus.

" Eu não sabia o que fazer." Ela sorriu.

" Ótima resposta, realmente relaxante." Aproximou-se com cautela. " Que tipo de pessoa tenta amenizar a abstinência do vício com outra?" Ele continuou a fitando.

" E você realmente acha que vai conseguir mudar de assunto, Kagome?" Ele pareceu sério como nunca. " O que você achou que eu ia fazer? Te obrigar a transar comigo ou qualquer banalidade do tipo? Como você pode achar que eu posso te fazer algum mal?" Ela abriu um sorriso sarcástico.

" Eu não achei que me fosse fazer nenhum mal." Novamente os olhos estavam fixados em outro ponto. " Agora me deixe em paz que eu quero dormir."

" Ótimo". Bufou ele. " De todas as características que eu achei que você teria, a última delas eu achei que fosse medrosa." Ele cruzou os braços esperando que ela virasse e o atacasse com palavras, como sempre acontecia.

" Mas eu sou." Porém, dessa vez não aconteceu.

E com um olhar contrariado ele observou a morena adentrar no seu quarto com cautela.

oOo

Trancou a porta e colocou seu corpo contra ela, descendo lentamente até o chão. Observou as mãos que tremiam e segurou-se forte demais para não correr até seu maço e acender um cigarro.

Sentiu algumas lágrimas arderem em seus olhos quando pensou novamente na aposta. Ela estava nervosa demais e ela precisava fumar. Era fraca, sabia, mas o vício a acompanhava desde cedo e ela não sabia o que fazer.

Colocou as mãos na boca e olhou para os lados desesperada. Os momentos atrás lhe apareciam na mente em flash's rápidos e ela se repreendeu como nunca por ter deixado que aquilo acontecesse.

Mordeu os lábios com força a ponto de machucá-los. Ela precisava de nicotina, precisava se acalmar e sair dali. Precisava de distância.

" Dezoito anos e já estou nessa merda toda." Gemeu. A idade que sempre escondia não era tão nova assim. Aparentava ter uns vinte anos e aquilo a satisfazia, mas não tanto.

Quando Totousai a conheceu ela tinha apenas quatorze e não tinha condições de se manter sozinha. A falta de comida e água, poucas vestimentas e amor próprio. Sozinha, completamente sozinha com seu vício.

Ela soluçou alto e colocou as mãos nas orelhas como se pudesse parar de ouvir a própria consciência. Tentando esquecer-se do próprio rosto quase definhado em um espelho ainda mais sujo que ela.

Aprendera a lutar em menos de três meses e ela julgou que as armas foram ainda mais fáceis. Tanta mágoa e raiva acumuladas dentro de si eram suficientes para que ela aprendesse mais rápido que qualquer um.

E fosse melhor que qualquer um também.

O velho Totousai a havia tomado como filha, e esse seria um pai bem menos alcoólatra que o outro. Talvez a amasse menos, mas com toda a certeza se preocupava mais.

Tateou o chão e correu até sua mala. Colocou todas as roupas para fora eufórica tentando encontrar um maço. Não importava para ela o como ela perderia a aposta e como o meio-youkai a ridicularia por aquilo. Ela precisava parar de pensar, parar de lembrar de todo aquele inferno. Um momento de pânico foi suficiente para que toda a sua postura se desmoronasse.

Ouviu o hanyou bater contra a porta e ignorou completamente o som. Jogou todas as roupas para fora e o coração acelerou quando não achou cigarro algum, mas seus olhos brilharam ao notar todas as armas enfileiradas na outra.

Levantou-se e destrancou a porta, notando o meio-youkai com a feição preocupada. Engoliu seco e apontou a arma na face do mesmo, que se afastou assustado com a ação dela.

" Olha, eu não sabia que você me odiava tanto, está bem? Porque você não abaixa essa droga e..."

" Me passa o cigarro." Ele a encarou completamente assombrado. " Me passa a droga daquele maço que você pegou quando eu estava indo para o banheiro." Ele sorriu debochado.

" Você não está falando sério que está me ameaçando por cigarros. Esqueceu-se das apostas, doçura?" Ele se desviou quão rápido pôde e ele desacreditou quando ouviu o som do tiro. Virou para trás e observou a porta que estava em sua direção com um furo marcado pela bala.

" NÃO ME CHAME DE DOÇURA." Ela rangeu os dentes. " E ME DÊ LOGO AQUELA PORCARIA ANTES QUE EU TE MATE!" Ele jurou que nunca ouviu ela gritando daquela forma. Pela primeira vez ele soube que ela poderia matá-lo, mesmo que o tiro na porta estivesse bem para a direita de onde ele estava.

Tentando não pensar nisso naquele momento ele concordou.

" Tudo bem, eu pego. Mas acho que não deveria faz..."

" E quem é você para dizer o que eu devo fazer da MINHA vida?" Os olhos estavam furiosos e com lágrimas também, ele notou. Havia sentido o cheiro salgado e justamente por isso insistira em bater na porta do quarto dela.

Mas não esperava uma reação tão violenta, já que normalmente a briga de ambos era cômica.

" O que aconteceu, Kagome?" Ela não se deixou abalar pela fala mansa dele. Inuyasha abriu a porta e apanhou o maço em uma de suas gavetas e entregou a ela sério. Ela apanhou um cigarro e o colocou na boca.

" Me dá um isqueiro." Ele deu ombros e a viu prestes a puxar o gatilho.

" Eu não tenho isqueiro. Acenda no fogão." Ela quase mordeu o cigarro sentindo a raiva daquele momento.

" Não tente cometer nenhuma gracinha". Disse ainda. Abaixou a arma e virou-se, dando as costas para seu inimigo por assim considerá-lo.

" Por que está fazendo isso? Por que a falta de controle? Foi por culpa do que aconteceu?" Ela se virou novamente em posição de ataque.

" Não vamos falar mais nisso, tudo bem?" Ele concordou levemente estranhando a forma com que ela falou com ele. " Digamos que apenas desencadeou más memórias." Ele insistiu no erro.

" Não quer me contar quais foram?" Ela sorriu, ainda com o cigarro apagado nos lábios.

" Que pergunta estúpida." Virou-se e se colocou a descer as escadas indo em direção a cozinha. Sentiu os braços do meio-youkai a prenderem fortemente e seus lábios ficarem presos perto de seu ouvido.

" Estúpida é você de me dar as costas." Ela tentou virar-se e golpeá-lo, mas ele apanhou a arma dela e a jogou longe. Não se importou quando ouviu um som de vidro quebrando e muito menos ela.

A soltou e a empurrou para longe do corpo. Apenas em pensar que a imobilizaria no chão seu corpo reagiu e ele decidiu que afastar-se seria melhor, mesmo que ela voltasse com idéias homicidas para cima dele.

Ela recompôs a postura e continuou caminhando até o cômodo e ele a seguiu. Ela acendeu o fogão e colocou o cigarro posicionado no fogo.

"Fraca."

Quando foi puxar o ar fundo em seus pulmões e acendê-lo parou abruptamente ao lembrar das palavras do meio-youkai. Seu corpo ficou estático e ela virou os olhos para Inuyasha, que estava na porta da cozinha com os braços cruzados.

Ela se afastou do fogo e pegou o cigarro da própria boca o amassando e o jogando no chão.

" CARALHO!" Gritou completamente frustrada. Respirou fundo e gemeu indecisa. " Eu não vou perder essa merda pra você." Jogou o maço na mesa e passou reto por ele.

Ele ficou pasmo, tentando entender o surto que acabara de presenciar.

oOo

" Sinto que algo ruim aconteceu." Sango revirou os olhos olhando para o monge, jogado contra o sofá. Abriu os olhos levemente e encarou a mulher a sua frente. " Por que não acredita em nada do que eu digo?" Ela sorriu.

" Talvez porque você esteja bêbado?" Ele tombou o corpo para o lado desajeitosamente.

" E quem disse pra você que eu estou bêbado?" Os olhos vermelhos tentavam ficar fixos nos dela, mas ele apenas falhava no ato.

" Seu hálito, sua compostura, sua voz?" Totousai apareceu atrás do sofá e observou o monge deitado.

" Você fazem isso pra me irritar, não é?" Miroku olhou para cima tentando assimilar a mensagem. " Eu disse que faltava apenas um dia pra droga da missão e você me fica bêbado hoje? Vai passar o dia todo amanhã reclamando de dor de cabeça e tentando se recuperar desse porre de sakê e não vai descansar como deveria." O moreno passou a mão no rosto do velho, que bateu com força na mesma.

" Pare de se preocupar, Totousai. A vida é bela e você não deve perder tempo se preocupando com essas ... " bobeirinhas"." O velho urrou.

" BOBEIRINHAS?" Sango colocou as mãos nos ouvidos. O monge era mesmo um imbecil e ela se repreendeu por ter gostado tanto de sua companhia. " Milhões são BOBEIRINHAS?" O monge continuou a sorrir, observando o outro de forma apaixonada.

" Eu farei tudo certo, confie em mim."

" Com certeza eu não farei isso." Respondeu de imediato. " A única pessoa que eu posso pensar em confiar é a Sango..." A outra lhe sorriu agradecida. "Apesar do humor não tão confiável assim." Cerrou os orbes chocolate mesmo não tendo a intenção.

Kaede aproximou-se rindo. Ela não estava preocupada, já que diferentemente de Totousai era alguém extremamente otimista.

O monge sorriu abobado para a velha que passou levemente a mão nos cabelos dele os bagunçando.

Mal sabia ela que a vítima seria realmente sua irmã mais nova, e mal sabia Totousai que aquilo não a incomodaria tanto quanto eles imaginavam caso ela descobrisse o quanto eles planejavam roubar.

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Ele acordou com uma dor de cabeça horrível. Os olhos dourados fixaram-se no armário a sua frente.

Passou as mãos no cabelo os alisando com as próprias garras, tentando se livrar dos próprios pensamentos.

" Não acredito que sonhei com essa fedelha." Repreendeu-se. Ouviu um barulho vindo do andar de baixo e levantou-se da cama enquanto bocejava.

Com um mal-humor notável ele desceu as escadas. Arqueou a sobrancelha vendo Kagome com a cabeça para fora da janela estilhaçada procurando por sua arma.

Sorriu quando a ouviu xingar a própria mãe ao colocar a mão em um caco. Apoiou o corpo na parede e tentou imaginar o como ela podia pensar que ele deixaria a arma na área da frente de sua casa sendo que alguém poderia notar.

O sorriso duplicou-se quando ela inclinou totalmente o corpo para frente. A saia era curta o suficiente e ele teve uma ótima visão de toda a sua coxa.

" Pare de me espionar, imbecil." Ele se aproximou.

" Então quer dizer que sua persuasão está melhorando?" Ela se virou assoprando a franja.

" Como se um dia ela tivesse sido ruim para estar melhor." Cruzou os braços em pose de ataque.

" Quer dizer que o humor da donzela está de volta?" Apenas uma parte de sua boca deu espaço a um sorriso, extremamente de canto.

" Sabia que havia sentido saudades." Respirou fundo ao imaginar que ele poderia lhe perguntar novamente sobre o dia anterior, mesmo duvidando que o fizesse. Como ele não disse nada, ela se deu ao luxo de se reconfortar com o silêncio do hanyou. " Estou morrendo de tédio, vamos ficar o dia todo nessa toca?" Ele rolou os orbes.

" Toca era a sua casa." Ela rangeu os dentes. "Sorte sua que não choveu, senão ela estaria alagada uma hora dessas." Observou as próprias garras. " E então você não teria onde morar e teria que ficar por aqui por algum tempo e isso seria péssimo." Ela pensou em ignorar a provocação.

" Vá se ferrar, hanyou." Ele suspirou.

" Por que você não vai primeiro?" Ela imitou o que ele havia dito forçando uma voz ainda mais fina que a própria.

" Talvez por que eu não queira?" Ele se aproximou lentamente enquanto mostrava as garras.

" Se quiser eu faço isso por você." Ele esperava que ela recuasse, mas ela não o fez. Os olhos desafiadores foi algo que ele se deliciou ao ver no rosto belo da morena. Diferentemente do dia anterior ela parecia não temer que ele repetisse o ato.

" Tente fazer isso que vai se arrepender como nunca." Ele riu alto, com a intenção única de a irritar.

" Você não pode fazer nada contra mim até amanhã, gracinha. Se quiser tentar me matar, terá que ser depois do roubo. Caso contrário, o velho te decepa."

" Acontece que depois do assalto nós não nos veremos mais, pois eu estarei ocupada vivendo minha vida." Ele ensaiou uma careta triste.

" Como pode dizer isso? Você não sentirá minha falta?" Ela sorriu.

" Com toda a certeza não." Os olhos dele se fecharam um pouco.

" E como saberá se perdi a aposta?" Ela fingiu pensar. Deu ombros enquanto soltava um longo suspiro.

" Isso não vai me importar muito. Estarei ocupada comprando coisas boas e caras com meu dinheiro." Ele sorriu largamente.

" E como vai suportar ficar sem meus beijos?" Ela ficou um longo momento sem responder. Ele esperou uma resposta estúpida ou um olhar de repreensão, mas não encontrou nada.

" Irei suportar facilmente." Disse por fim, molhando os lábios com a língua. " Mas é uma pena, afinal, é a única coisa que você faz direito. Pena que seja uma pessoa tão desprezível a ponto de desperdiçar seu único dom." E então ele sorriu. O sorriso estava tão largo que ele não soube dizer o porquê daquilo. Ela fora simples e direta demais e ele adorou aquilo.

Mas sabia seu íntimo que ainda mais saber que aquilo não havia a machucado como ele imaginou.

" Você está com medo?" ela perguntou abruptamente. Ele arqueou a sobrancelha.

" Medo do quê? Dessa ser minha única utilidade ao seu ver, humana desprezível?" Ela rolou os olhos negando levemente.

" Medo de amanhã tudo dar errado." Continou ela e ele tentou não sentir-se muito imbecil.

" Feh." Balbuciou. "Claro que não. Meu único medo é que um de vocês estraguem tudo." Ela balançou a mão.

" Há-há-há, me poupe Inuyasha."

" Me poupe você, magrela medrosa." Ela cerrou os orbes.

" Dá pra parar de tentar fazer com que eu lembre de ontem? Saiba que é quase impossível que eu não tenha crises ao seu lado, você é muito impetulante! " Ele se aproximou dela.

" Eu faria você lembrar com muito prazer. Sabe Kagome, você deve ser uma ótima amante." Ela avançou tentando estapeá-lo na face, mas ele segurou seu punho. " Pena que seja muito lerda."

" IMBECIL." Ela gritou. As orelhas dele se abaixaram um pouco. " Não vejo a hora de te ver morto." Ele suspirou apaixonado.

" De prazer?" Tentou atacá-lo novamente mas ele apenas segurou o outro pulso dela, rindo com a situação. " Desculpe tê-la deixado daquele jeito ontem." Os olhos dela alargaram-se um pouco em surpresa.

" Você está se desculpando?" Um sorriso apareceu um seu semblante.

" Você entendeu." Ela se afastou lentamente. " Eu não sei o que aconteceu com você, humana estúpida, mas gostaria que soubesse que pode contar as coisas pra mim." Deu ombros. " Afinal, você me deu certeza que eu estarei morto daqui há alguns dias e tudo mais." Kagome andou até ele e passou as mão para sua cabeça, enlaçando seu pescoço.

Ele arregalou os olhos completamente assustado com o movimento.

" De prazer?" Ele riu baixo. Passou as mãos para a cintura dela.

" Você quer realmente me matar." Ela ensaiou um sorriso amarelo e agilmente lhe acertou a face. Ele rangeu os dentes com força e teve até medo que pudesse desgastá-los.

" Quem é a lerda agora?" Ele mostrou as garras novamente, não se dando ao luxo de responder.

Atacou-a com rapidez e ela arregalou os olhos quando sentiu seu corpo literalmente voar até o sofá. Caiu deitada desajeitadamente sobre ele e viu logo o corpo másculo colocando-se sobre o seu.

" Deixa de ser um completo panaca, Inuyasha!" Ele lembrou de sorrir ironicamente antes e colar seus lábios aos dela com força.

Ele não se importaria de ter que agüentar mais um ataque dela.

Não mesmo.

oOo

Eram uns quinze homens. Naraku não achou necessário mais que isso para vasculhar toda a cidade.

As casas estavam sendo literalmente invadidas já que ele não sabia mais o que poderia fazer para mudar aquela situação. Aquela atitude era impensada e desnecessária. Mas não para ele, que se via próximo a perder praticamente tudo.

Jogou a bituca do cigarro no chão ao notar os homens saírem novamente gesticulando negativamente. Olhou para uma casa próxima dali e pensou que não valeria à pena invadi-la. Era velha, acabada e pequena.

Duvidava que a ladra morasse em uma casa suspeitamente grande, mas também duvidava que morasse "naquilo".

" Invadam também.' Ordenou, mesmo sabendo que não a encontraria ali. Os homens já cansados de agirem embaixo de um sol tão quente entraram na casa, não deixando de arrombar a porta primeiro, claro.

Notaram que estava vazia. As paredes rachadas denunciavam o quão velha era.

Vasculharam por tudo e saíram novamente. Hakudoushi se aproximou do velho xerife, que estava completamente frustrado.

" Não encontramos ninguém, mas há algo estranho." Ele arqueou a sobrancelha já acendendo outro cigarro. " Se não morasse realmente ninguém ali, não teria nenhuma cama, geladeira ou armário. Tudo está vazio, a pessoa não pareceu ter muitos pertences... mas o que continuou por aqui não parece de alguém pobre, muito menos ter sido deixado de caridade." Naraku concordou brevemente.

Andou com lentidão até a casa e entrou nela. Confirmou com os olhos o que o seu tira havia lhe dito.

As coisas eram novas, mesmo na casa tão velha. Tentou procurar qualquer pista, mas nada encontrou.

O homem gordo que sempre acompanhava Naraku deu um grito, o chamando até o último cômodo da casa. Hiten parecia vitorioso ao carregar algo.

Naraku entreabriu os lábios e não soube o que dizer.

Muito menos quando lembrou-se da máscara a qual Hiten trazia em suas mãos, recordando-se imediatamente de tê-la visto no último assalto que a estranha mulher havia realizado.

Finalmente estava no caminho certo.

" Destruam tudo o que restou e façam parecer que foi obra de marginais." Ordenou por fim, tendo a certeza de que ela voltaria ao saber da notícia.

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Queridos. Estou revisando uma de minhas primeiras Fanfics " Nem tudo é o que parece ser". Estou já no capítulo vinte, e sinto que eu realmente precisava fazer isso. Depois que eu revisei Ambição senti-me melhor em deixá-la no site, por exemplo. Essa de agora, a qual eu ainda não respostei os capítulos revisados está completamente horrível, com erros nojentos e imperdoáveis.

E eu realmente não sei como consegui mais de trezentas reviews com ela.

Enfim, estou dizendo isso para justificar a demora. Não que eu tenha demorado mais que da última vez, claro. Creio que vou mudar de emprego para um que não tem computador, e com a volta as aulas as coisas piorarão 100%. Tentarei finalizar essa fanfic o quanto antes apenas para vocês não me odiarem mais.

Bom, é apenas isso que eu gostaria de dizer.

Espero que todos estejam gostando. Sem exceção.

Um beijo e um queijo.

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COSETTE: AHUEHUAHEUHAUHEUHAUHEA crueldade total. Sou uma pessoa ruim, não tenho culpa, tudo bem? XD! Eu adoraria fazer um hentai nessa parte e também adoraria fazer com que ela falasse que ele era seu senhor mais uma vez, porém infelizmente TAMBÉM era a oportunidade ideal para falar um pouco sobre o passado de Kagome então aproveitei a chance. Sobre ela provocá-lo, acredite... isso vai acontecer, te dou toda a certeza. AHHHH, muito obrigada por dizer que ama minha fanfic. Na boa, eu amo quando dizem isso, eu fico realmente feliz *O*! Eu também não perderia tempo com o Inuyasha, isso é certo. Pelo amor, ainda mais com ele em cima de mim? Nem se me pagassem! De toda a forma, eu fico muito feliz que tenha aprovado o capítulo, e por mais que esse tenha sido curto e sem sal (nhya) eu espero que tenha gostado também, viu? ME ACOMPANHA SIM *________*! Beijão guria, e até o próximo capítulo!

IUMMY-CHAN: AEHUAHEUHAUHEUHAUHEA Sangue escorrendo nessas cordas? Nossa mãe, eu quase enfartei aqui com essa expressão, nunca tinha ouvido AUEHUAHEUHAUEA! É, eu sei que sou desnaturada. Sempre que o clima pega fogo eu dou um corte. Eu não tenho culpa de ser assim, são meus genes, eu não mando neles! Que bom que tenha gostado do capítulo, tomara que tenha gostado desse também! E viu... eu não demorei... muito AHUEHAUHEUAHUEHA. Beijão guria e até o próximo.

SAYURICHAN: O Inuyasha é lindo? Lindo é pouco. Ele é extremamente gostoso e sensual. Numa boa, se um dia eu trombo alguém que se parece com ele eu agarro e não largo mais dele... isso é, até chamarem o hospício. Parabéns? Oras, obrigada pelos parabéns! Fico feliz que esteja gostando da história, sério mesmo :D! Acompanhe sempre guria! Até o próximo e obrigada pela review.

BECKY-CHAN: E AI AMOR, TA NA PRAIA? AHUEHAUHEUHAUHEA. Ta parei. Sim, eu sei que você merece. Mas nós duas merecemos morrer, então... bom, ladrão que rouba ladrão já sabe né? Durma imaginando um hentai. Afinal, só imaginando mesmo, porque eu ainda não fiz um, o que você deve ter percebido AUEHUAHEUHAUEA. Sim, risadas vai render. Não sei nem como vou fazer o plano pra roubar Kikyou, mas vou realmente me esforçar para que seja um caos! Bom abor, obrigada pela review viu? Até o próximo capítulo!