Disclaimer: Bom, nada tão importante na verdade.
OBS: Primeiramente, MUITO OBRIGADA para AGOME-CHAN por ter me mandado os capítulos perdidos da minha fanfic! E em segundo lugar... alguém viu o último episódio que saiu de Inuyasha? GENTE, ELES QUASE SE BEIJARAM, SURTEI LEGAL!
Apenas isso. Um ótimo capítulo a todos!
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Ela quis morrer quando o despertador tocou. Abriu os olhos com muita dificuldade e socou com toda a força o relógio velho. Inuyasha resmungou alguma coisa e apertou ainda mais forte sua cintura, puxando ela para mais perto possível.
Ela respirou fundo quando percebeu que ele não calculava a força já que estava dormindo e estranhou muito o fato de ele não ter acordado. Seu membro roçou nela duro e ela previu que seria por causa do efeito matinal.
Puxou seu corpo para longe do dele, mas o aperto se intensificou. Ela tossiu um pouco e imaginou que chutá-lo seria a melhor opção.
" Inuyasha, acorde." Falou de extremo mal humor. Odiava acordar cedo e com o hanyou a sufocando não iria ser melhor que normalmente. Ele se esfregou lentamente nela. " Inuyasha, acorda." A voz ficou mais rouca. Ele ronronou contra ela.
Como se fosse um golpe ela pegou indelicadamente em seu braço e forçou para longe do corpo dela. Ele se mexeu ainda mais e agora uma de suas mãos posou em seu seio.
" Eu vou gritar." Disse para si mesma o mais baixo que pôde.
" Não faça isso." Ela ouviu ele dizer e a apertar. Cerrou os olhos completamente irritada agora e o ouviu rir baixo.
" Você estava acordado." Ele abriu os olhos e ela tremeu ao vê-los tão lindos pela manhã.
" Não sei como não percebeu." Deu ombros e puxou ela para cima do corpo dele. " Achou mesmo que eu não ia acordar com essa porcaria?" Ela forçou um sorriso.
" Vamos logo seu imbecil." Cotovelou seu estomago e se soltou dele, que rolou imediatamente os orbes.
" Kagome, você é uma pessoa muito delicada e amorosa, sabia disso?" Ele observou ela andar até o banheiro e pegar uma escova com naturalidade. Colocou a pasta ali e esfregou os dentes murmurando um "unhum". Ele fez carranca. " Essa escova é a que eu limpo a privada." Ela tossiu imediatamente e cuspiu toda a espuma.
" Sério?" Ela o encarou com os olhos arregalados e ele assistiu a forma com que ela passou as mãos sobre a língua.
" Não." Observou a feição dela torcer lentamente e imaginou que ele havia feito merda.
Com uma tranqüilidade duvidosa ela apanhou a outra escova que imaginava ser dele e a lançou com toda a força que tinha contra a privada. Ele arqueou a sobrancelha e entreabriu os lábios atônito.
" Você é maluca." Murmurou perplexo. " O que você está fazendo? Eu posso ter uma casa enorme, mas eu não tenho um estoque de escovas, sabia?" Ela sorriu malevolamente.
" Ninguém mandou trazer essa porcaria para o meu banheiro e muito menos quase me fazer morrer engasgada." Ele fez uma expressão debochada.
" Ótimo, descobri que uma Kagome de manhã é pior que uma a tarde e uma a noite." Sorriu maliciosamente. " Se bem que eu gosto da de tarde. Ela gosta de sexo e perversidades." Assistiu ela cruzar os braços e depois mostrar o dedo do meio diretamente na direção dele.
" Você é o mesmo idiota em todas as ocasiões."
" Mas eu sou pelo menos amável, te acordei com um abraço e tudo mais. E você, que já chegou me cotovelando?" Ela tentou não rir enquanto voltava para a pia. " Você vai ficar na duvida se essa escova é usada mesmo para limpar a privada e eu sei disso." Ela o encarou com a escova novamente na boca.
" Eu vou escovar meus dentes." Disse lentamente um pouco fanha. " Depois eu te beijo. Se você ficar com nojo eu sei para quê ela é usada."
" Eu fico com nojo de qualquer jeito." Ela riu sarcasticamente tirando a escova da boca.
" Vi mesmo. Morre de nojo." Ele se levantou e coçou as costas enquanto se espreguiçava. Sem delicadeza alguma se aproximou e tirou a escova dela e a depositou momentaneamente na própria boca. Kagome o esmurrou nas costas e ele continuou a agir normalmente como se ela não estivesse ali.
Pulou nas costas dele e apertou seu pescoço colocando as duas pernas ao redor do corpo dele. Tentou derrubá-lo com toda a força que tinha e ele desequilibrou, tombando seu corpo para a direita.
Seu pé enroscou no pano de chão e foi uma questão de segundos para sentir o atrito em suas costas na parede. A cabeça de Kagome bateu violentamente e ela soltou um grito agonizado.
Ele a encarou arfante e rosnou os dentes. Irritado com a atitude ele se levantou e a deixou no chão, terminando o que estava fazendo. Cuspiu a espuma e enxaguou a boca e então lançou a escova até a privada. A morena abriu os olhos e então os cerrou.
" Eu te odeio." Ele deu ombros.
" É uma novidade grande, sabia?" Ela praticamente rosnou e pulou em cima dele se recuperando do tombo. Ele a empurrou com toda a força que tinha calculando que ela cairia na cama, porém ela relutou estranhamente no ar e caiu fora dela, batendo novamente a cabeça. Ele fez uma careta de dor por ela e a ouviu proferir algum palavrão.
Engoliu seco quando os olhos dela estavam repletos de raiva.
" Desculpe?" Pediu levemente e ela novamente se levantou, dessa vez um pouco cambaleante.
Não que ele precisasse ou não tivesse forças para lutar com ela.
Mas naquele momento decidiu que o melhor a fazer seria correr dali. E foi isso que fez.
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" Ele praticamente voa e estão atrasados quinze minutos. Me digam por favor uma forma de matá-los?" Totousai tentou falar o mais calmamente que podia. Miroku estava com a face inchada, assim como o velho havia previsto que ficaria depois do "porre" de dois dias atrás.
" Deve ter havido alguma dificuldade." Sango respondeu calmamente enquanto molhava os lábios no café que Kaede lhe oferecia. " Delicioso." Suspirou com a mesma calma de antes.
" Que dificuldade?" Ele perguntou nervoso. " Eles não tem dificuldade alguma, eles inventam dificuldades e então se atrasam!" Kaede riu enquanto posava uma mão sobre o ombro do outro.
" São sete horas da manhã, vocês apenas irão ao amanhecer. Por que tamanha pressa? Não seria melhor que descansassem?"
" Eu acho que sim." Disse Miroku apressadamente. Totousai o encarou rancoroso e ele baixou levemente a cabeça.
" Eles tiveram dias para descansar, Kaede. Quem deveria descansar sou eu, mas como com esse bando de inúteis? Sinceramente eu não deveria ao menos ter dado esses dias para ficarem folgados assim. " Kaede continuou sorrindo. " Além do mais os quero aqui o quanto antes. Marcamos um horário para ele ser cumprido, afinal quem dá as ordens aqui sou eu!" Sango o encarou e lentamente encheu outra xícara de café.
" Idiota." Ouviram do outro lado da porta. Totousai suspirou aliviado por terem chegado ao mesmo tempo em que estranhou a voz irritada da mulher. " Você é a pessoa mais idiota que eu já conheci na minha vida." A campanhia ressoou e o velho se aproximou da porta.
" Pensasse nisso antes de me arrastar e me fazer levar um tiro."
" Arrastar? Você quem deu a idéia!" A voz estridente combinou com o riso que se seguiu por parte do hanyou. Totousai abriu a porta com o cenho franzido e ambos entraram não o encarando. Miroku arqueou a sobrancelha quando viu o bandaid na testa da morena extremamente mal posicionado.
" Ótimo, chegamos." Inuyasha se sentou na mesa fazendo o café de Sango se derramar por lá e batesse contra a sua blusa branca. Não notou o ato até o momento em que o ranger de dentes da mulher tornou-se alto.
" Concordo quando ela te chama de imbecil." Inuyasha a encarou.
" Feh." Murmurou. " Sua opinião me importa tanto quanto a dela. Isto é, nada." Sango se levantou e socou a mesa com raiva. Toda a paz que emanava há pouco tempo atrás havia literalmente sumido. Totousai assistiu tudo e notou como ninguém se importava com sua presença.
" E então." Coçou a garganta e tomou atenção geral. " Parem de agir como crianças mimadas e prestem atenção em mim, isso é... na pessoa que manda em vocês." Inuyasha rolou os orbes e Kagome torceu os lábios. Miroku sinceramente pareceu não ter ouvido nenhuma palavra.
O velho caminhou até uma estranha mala projetada em cima da mesa. A abriu com algum esforço e então todos observaram curiosos para a quantidade de armas projetadas ali. Haviam revolveres, pistolas e garruchas em geral. Kagome notou os calibres "38 Special" e " 357 Magnum". Abriu um sorriso imenso e se aproximou, esquecendo-se momentaneamente da briga com o meio-youkai.
" São maravilhosas." Disse. Os restantes não pareciam se importar muito. Outra mala foi aberta e então Miroku analisou todos os objetos de espionagem. Totousai entregou um fone para cada integrante e então uma máscara, juntamente com luvas.
" Escolham o melhor." Disse ele. " Você é ótima com armas de fogo Kagome, use a que preferir. Isto é, escolha duas e pegue munição. Miroku cuidará de compreender como se usam esses instrumentos." Ambos concordaram. A morena apanhou um fuzil automático e o alisou. O silenciador na ponta e fez sorrir ainda mais, mesmo que fosse óbvio.
" Eu não quero nenhuma dessas porcarias." Totousai encarou o hanyou que encontrava-se de braços cruzados. " Sabe que não atiro e nem mexo com nenhum desses aparelhos." Sango concordou colocando-se do lado dele.
" Eu sei atirar, mas não sou tão boa no quesito." Deu ombros. " Vou escolher uma, claro... para minha proteção. Porém sou treinada para batalhas, sei que me sairei melhor caso necessite de contato físico." Kaede se colocou entre eles.
" Dificilmente terá que lutar. Se houver atrito sabe bem que será troca de tiros." Ela concordou parcialmente.
" Muitas vezes o problema é físico." Piscou um olho. " Não é por isso que Inuyasha está entre nós?" Ela frisou um pouco seu nome e o hanyou notou que ela era ainda mais irritada que Kagome, não que isso fosse uma grande novidade.
" Eu sou um hanyou." Kagome o encarou arqueando uma sobrancelha pela obviedade e então voltou a encarar o armamento. " O meu trabalho é transportá-los mais rápido caso haja urgência ou então resolver como sempre faço; lutando." Colocou um cotovelo em cima da cabeça de Totousai como apoio. " Nada disso me será útil." Totousai o empurrou indelicadamente.
" Não importa, você carregará uma arma. Eu sei que você sabe atirar e você também sabe. Caso precise é exatamente isso que vai fazer." Sua voz estava severa. " Decidi convocar vocês logo pela manhã para que se acostumem com tudo. Kagome..." Ela o encarou. " Você vai na sala de treinamento e vê qual você acha mais adequada, juntamente com Sango. Miroku vai aprender a gerenciar os equipamentos, mesmo que pela recomendação tenham me dito que é realmente eficaz no ramo. Eu quero atenção e nenhum tipo de desleixo."
" Você poderia pular essa parte?" Grosseiramente ele deu as costas para o meio-youkai.
" Vocês não sairão daqui, mesmo se quiserem dormir. Eu não vou deixar vocês por aí, fiz isso e notei ser um erro, já que são mais patetas que imaginei que fossem." Kagome sorriu debochada. " As seis horas sairemos daqui e rumaremos para a mansão. Eu quero cuidado e atenção, não é um roubinho qualquer e se algum de vocês estragar nossa operação certamente terá o devido castigo." Kaede não estava presente na sala e os quatro encaravam Totousai interessados.
Ele passou a mão pelos pouquíssimos cabelos que tinha e suspirou.
" Existem guardas lá, mas ninguém que vigie continuamente as câmeras. Nós passaremos pelos segurança e Miroku entrará na tubulação por uma janela atrás da casa. Nós precisaremos esperar que ele consiga se conectar ao sistema e então se comunique conosco. Eu ficarei com uma escuta pelas proximidades, qualquer perigo alertarei vocês e se a situação for de extremo risco, vocês fogem." Kagome tossiu levemente.
" O dinheiro dela não fica no banco?" Ele riu sarcasticamente.
" Acredite meu bem, com você roubando tanto como anda fazendo ela não tem coragem de cometer essa loucura." Encarou Inuyasha com certo desdém. " Existe um cofre e esse cofre será especialmente para Inuyasha. Miroku tentará invadir a segurança e mudar a senha, mas caso não consiga... teremos que destruí-lo literalmente." Miroku bocejou fazendo esforço para não ser notado.
" Começaremos os treinos quando?" A morena perguntou com certa pose.
" Agora." Ele empurrou as malas um pouco para o lado. " Kaede preparará uma refeição saudável a vocês, já que só comem porcarias." Miroku imaginou o que seria isso, mas de fato Inuyasha quem rangeu espontaneamente os dentes. " A única regra é: Se algum de vocês se encontrar em extremo risco... o resto continua." Ele pareceu severo. Todos concordaram com a última parte, entretanto de forma um pouco forçada.
" Vou lá pra baixo." Disse Kagome. " Boa sorte a vocês. Isso é... menos para você, Inuyasha." Ele imitou suas palavras com uma voz ridiculamente fina e ela o ignorou por completo.
" Se vocês ficarem se irritando eu prometo que desço e atiro em vocês."Miroku riu. " E sem nenhum tipo de perversidade, monge. Se isso acontecer faço questão que acerte diretamente seu saco."
E então, ninguém mais a não ser o velho sorria.
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Inuyasha apoiou o corpo na parede e observou sem dizer nada. Kagome estava usando a mesma calça jeans e um top. Os cabelos presos em um coque estavam bonitos daquela forma e ele sorriu sem perceber ao notá-la tão atenta.
Focou sua atenção ao papel com a mira e surpreendeu-se com a forma que ela atirava bem. Fazia idéia do como ela era boa, mas a idade o surpreendia. Calmamente colocou o fone para abafar o som e ficou ao seu lado. Ela o encarou e baixou os óculos.
" O que quer aqui?" Perguntou. Ele sorriu.
" Provar que sou melhor." Ela quis socá-lo, mas preferiu seguir as ordens de Totousai naquele momento. " Sango está lá em cima comendo a gororoba saudável que está misturada em um tipo de sopa verde." Torceu a feição. " Achei mais interessante vir até aqui." Ela deu ombros e trocou os alvos.
Voltou a sua posição e deu cinco tiros certeiros. Sorriu e arqueou uma sobrancelha.
" Manda ver." Ele posicionou a arma e atirou, tendo quase o mesmo resultado que ela. A encarou novamente e observou que ela estava confusa. " Você fez parecer que era um completo ignorante." Confessou. Ele se apoiou um pouco.
" Eu sei atirar, Kagome. Não poderia não saber... mas não prefiro." Ela deu mais três tiros e ele a imitou. Mesmo que por pouco, a mulher era melhor que ele e isso não o irritava.
" Então realmente veio aqui para me irritar." Algo estranho passou pelo dourado de seus olhos e ela notou.
" Eu adoro fazer isso." Deu mais alguns tiros e sorriu. " Incrível esse lugar. Essas paredes são surpreendentes... Totousai nunca havia me trazido aqui. Eu nem ao menos sabia ou desconfiava de sua existência. " Ela relaxou os ombros e se sentou.
" Eu aprendi nessa sala." Confessou. " Era meu melhor passatempo." Ele sentou-se ao lado dela.
" Desculpe pelo machucado." Ela deu ombros. " Você realmente não é agradável pela manhã."
" Como se você fosse." Ele rolou os orbes. " Enfim, vou comer. Temos uma entediante tarde pela frente." Ele pegou seu pulso e a puxou em um solavanco para frente, fazendo com que ela colasse seu corpo ao dele.
" Não era um ótimo passatempo?" Ela sorriu e o empurrou com leveza.
" Conjugação no passado." Ela mordeu os lábios levemente e essa pequena ação foi suficiente para que ele roubasse dela um beijo delicado. Ela abriu os lábios e permitiu que a língua dele invadisse sua boca e que ele a mordesse levemente. Abriu um pouco os olhos e apertou a nuca do hanyou enquanto ele passava suas mãos para a cintura dela e a puxasse para ainda mais perto.
Os lábios se desvencilharam e fizeram uma trilha molhada até a sua orelha.
" Eles estão vindo." Soltou-se dela com certa relutância. " Não vejo a hora de voltar para casa." Ela sorriu e encarou a porta se abrir e Miroku descer a pequena escada com a face completamente avermelhada.
E então, tentou esquecer como Inuyasha fez parecer que a casa fosse não apenas dele... mas dela também. E claro, ignorou o que sentiu em relação a aquilo.
Já que era o que fazia de melhor.
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A tarde havia passado mais rápido que imaginavam. O relógio batia às seis horas, mas todos ainda estavam na casa de Totousai. Ambas as mulheres estavam com os cabelos presos em um alto rabo de cavalo e os quatro estavam com óculos escuros.
Totousai analisou a aparência e Kaede terminou de checar todo o equipamento dentro de cada mochila. Os fones que eram pequenos já estavam colocados em cada orelha e Miroku testou lentamente cada um.
Não havia erro e Totousai sorriu em antecipação.
" Vou levá-los." O velho disse após um tempo. " O carro já está estacionado na frente do jardim. Tenham cuidado... afinal, vocês são importantes para mim, mesmo que isso pareça impossível." Kaede sorriu observando cada um dos integrantes.
" Boa sorte a todos." Colocou a mão levemente no ombro de Totousai. " Tenha cuidado lá na frente, não caduque antes da hora." Ele deixou um sorriso escapar da face severa e então caminharam lentamente até o carro.
A viagem foi rápida e silenciosa. Kagome abriu os lábios surpresa com o tamanho da casa. Sabia que era enorme, porém não imaginava que era tão grande. Havia um alto portão que cercava a casa e apenas uma das entradas estava com seguranças, devido ao horário e mesmo assim o velho considerou estranho descuido.
Totousai os deixou atrás da casa e então passou a chave para Miroku.
" Vantagens em ter sido chaveiro." Sorriu divertido. O monge abriu um longo sorriso e desceu. Totousai se afastou e passou enfrente ao portão principal. Como a casa era afastada do centro não havia grande movimento ali.
Os quatro tiraram as roupas de cima ficando apenas com as de baixo, que eram inteiramente negras, coladas e flexíveis. Colocaram a máscara e então se encararam, concordando levemente com a cabeça. Miroku abriu o portão e esperou por algum tipo de alarme ressoar, mas nada aconteceu. Subiu o olhar e encarou a janela que dava diretamente a tubulação.
Deu passos calculados até lá e com uma calma incrível apanhou ferramentas e abriu a janela. Jogou o lap top lá dentro juntamente com alguns cabos. O local era maior que ele imaginava e então pôde sorrir ao lembrar-se que já havia entrado em espaçamentos bem mais estreitos que aqueles.
Os três seguiram para o fundo da casa e esconderam-se atrás de uma grande parede que era o término do acesso ao jardim. Ouviram Totousai inocentemente conversar com os guardas com a voz alta o suficiente para que pudessem escutar, mesmo que estivessem com o aparelho auditivo. Kagome soltou um palavrão quando Inuyasha pisou acidentalmente em seu pé e Sango a encarou reprovadora.
" Tome mais cuidado, ogro." Moveu a boca para que ele lesse seus lábios e recebeu uma longo sorriso debochado.
Miroku se arrastou e então com extremo profissionalismo se arrastou para cima da casa. Conseguiu ficar exatamente acima da sala de vídeo. Notou um homem espreguiçar lentamente e tomar um gole de café, nada preocupado com as imagens. Se arrastou um pouco mais para frente e teve uma visão perfeita dos monitores, o que caiu como uma luva.
" Está tudo O.K." Murmurou. " Isso é, a não ser essa sujeira horrível. Me sinto um rato. Se aparecer algum inseto eu acho que vou me suicidar." Kagome apertou o aparelho.
" Sem comentários inúteis." Ouviram a voz de Totousai ressoar. Notou que já havia escurecido o suficiente. " O que está vendo?" Inuyasha bufou impacientemente e Sango o beliscou.
" O cofre é realmente bem protegido. Mas tenho certeza que consigo tirar todos os sistemas de alarme... o que me preocupa é que me parece cerca de apenas um minuto que a câmera se posiciona em outro local. Terão que ser realmente rápidos." Notou que existiam várias salas até o objetivo, mas as portas não deveriam estar trancadas e a cozinha era razoavelmente próxima de lá. Colocou o lap top bem posicionado se conectando a todo o sistema.
Agilmente conseguiu fazer com que uma das portas se abrisse, já que sua grande maioria era automática. Observou a forma com que ela havia aberto e sorriu.
" Onde ela está?" A voz feminina não foi identificada.
" Dormindo no quarto. Está com uma máscara estranha, mas parece gostosa como nunca." Sango revirou os orbes querendo esganá-lo.
" O que eu disse sobre comentários inúteis?" A voz do velho foi ouvida. " Parece tudo normal aqui na frente. Só falta comerem rosquinhas, assim como em filmes amadores." Ele posicionou melhor o binóculos e sorriu, ignorando completamente o próprio comentário.
" Separem-se." Os três ficaram em alerta. " Tem uma porta perto de vocês, ela dará acesso diretamente a cozinha. O único homem que estava lá acabou de ir para a sala. Certamente existem vários empregados, o que é um problema. Mas certamente já estão se despedindo de seus afazeres... aproveitem a distração e entrem. Eu vou dizer o exato momento, pois não vou desligar as câmeras até que tenha certeza absoluta que seja necessário ou que ninguém esteja por perto." Todos foram até a porta e a abriram. Miroku suspirou aliviado por estar aberta. " Agora. Virem rapidamente a direita e irão cair em um corredor. Fiquem posicionados bem na parede, a câmera não consegue visualizar o espaço."
Com uma agilidade incrível eles estavam exatamente no local indicado. Kagome respirou fundo um pouco acostumada a roubar bancos, sabia... mas aquilo era realmente grandioso e falhar seria verdadeiramente um fim nada poético para ela.
" Separem-se." Ouviram o velho. " É melhor dessa forma. Nada de recuarem por socorro. São todos bem treinados e sabem se cuidar." Miroku apressou-se.
" É o seguinte. Existem exatamente três passagens que dão para o cofre." O houshi começou a sentir nervosismo. A equipe era excelente e ele acreditava no potencial, mas a mansão era realmente extensa e ele sentiu um grande receio. " Nós estudamos a casa toda hoje a tarde, pelo mapa que consegui. Kagome, vá para direta. Inuyasha para esquerda e Sango, siga reto. Haverá exatamente uma sala após cada porta; nesse momento lembre-se que deverão ir para a sua direita que será o corredor e então, saberão identificar onde fica o cofre. Existe um armário aparentemente grande ali perto, quero que entrem ali. Não existem câmeras lá dentro."
" E como espera que façamos isso seu energúmeno?" Inuyasha chiou. " Devem existir no mínimo uns quinze empregados vagando por aí." Miroku passou as mãos pelo rosto sem calma. Ouviu um barulho estranho e fechou um pouco um olho rezando para que não fosse nenhuma ratazana.
" O mecanismo é fácil demais." Ele pareceu confiante quanto aquilo. " Cada minuto aparece uma seqüência de câmeras. Não sei quem foi o grande inútil que projetou isso, mas será o tempo necessário para vocês chegarem ao local marcado. Quanto aos empregados, você está enganado Inuyasha... beiram menos que quinze ali. A questão é que todos estão centrados na sala, provavelmente o serviço deles termina onde o nosso começa." O aparelho chiou por um breve momento e Inuyasha cerrou os olhos com o som.
" E então, quando deveremos ir?" Totousai sentiu as mãos ficarem frias por um momento, mesmo com a voz controlada de Sango. Aquilo não seria fácil e ele sabia disso... ainda mais quando Miroku fosse pifar todo o sistema de segurança por alguns minutos.
" Agora. Sejam cautelosos."O responsável pelas câmeras levantou-se um pouco e naquele exato momento Miroku destravou as portas. Os três correram exatamente para onde deveriam ir. Inuyasha chegou com uma rapidez incrível, fato que Miroku não estranhou.
" Está trancado, puta merda." Ele sussurrou. Sem calma ele puxou a maçaneta com toda a força que tinha e então a empurrou. A porta se abriu com certo barulho, mas nada que fosse ouvido. Entrou no armário e gemeu quando acertou a canela em um cabo de vassoura estranhamente na horizontal. " Problema resolvido." Viu Sango entrar logo atrás dele e socar o corpo ao lado do seu. " Venha logo Kagome, sua lerda." Observou a porta abrir e então ela tropeçar descuidada no mesmo cabo que acertara sua canela.
" Foi você quem colocou essa merda aqui, não?" Sango encostou a porta e ficou contra ela para que não ficasse escancarada. A morena estava exatamente nos braços do meio-youkai, que a segurou quando a notou caindo.
" E eu sou idiota por acaso?" Ele rangeu os dentes e ela se levantou com calma.
" Acho que já conversamos o suficiente sobre o seu Q.I."
" Calem-se." Ouviram Totousai. " Parem de ser tão... medíocres, tudo bem? Façam esse esforço." Inuyasha e Kagome se encararam longamente. Sango colocou as costas com mais força contra a porta e sentiu sua respiração ficar um pouco desregular.
" Tome mais cuidado Kagome, se não fosse pela extrema distração do homem ele teria te visto." O hanyou a encarou superior e ela se afastou dele batendo novamente na vassoura.
" Eu vou matar vocês." Sango movimentou os lábios e ambos fingiram não notar.
" Como devem ter percebido... o corredor não é tão pequeno e a porta não é realmente perto do armário." Ele observou o homem ficar extremamente atento no monitor em que filmava o armário e tremeu, mas se aliviou quando o outro voltou a se distrair. " Eu não tenho outra escolha a não ser simular uma queda rápida de energia. Vocês precisarão agir o mais rápido possível." Kagome mordeu os lábios.
" Inuyasha, você transportará ambas e eu sei que é capaz disso." Ele concordou mudo. " Eu quero isso o mais rápido possível, sejam úteis. Não desgrudem da arma de vocês e estejam atentos... mesmo que tenham cansado de ouvir isso."
" Eu consegui o código." Disse Miroku inesperadamente não disfarçando o ar vitorioso. " É uma seqüência de seis números. 139420." Falou pausadamente cada número.
" Existem chances de erro?" Sango perguntou interessada. Miroku coçou a garganta.
" Sempre existe. E nesse caso, nosso caro amigo Inuyasha dará uma mão, mesmo que isso chame aquela atenção que não queremos." Desviou rapidamente quando o segurança jogou o pescoço para trás e seu olhar foi diretamente para onde o monge estava. Suspirou em completo alívio com o próprio movimento. " Se necessário eu apago esse cara, mas isso despertará totalmente a necessidade de policiais." Kagome ajustou a mala grande e vazia que estava presa em suas costas, onde transportariam a riqueza.
" E então, devemos esperar alguém nos encontrar aqui ou pode falar logo quando podemos ir?" Miroku abriu um sorriso involuntário, não se irritando com a voz rude de Inuyasha.
" Existe uma sala dentro da própria sala do cofre. Quando vocês forem para lá, entrem e se escondam, pois a primeira coisa que verificarão obviamente é o cofre. Isso caso não consigam abrir ou sejam lerdos demais." Kagome sentiu um estranho arrepio e abriu a boca para perguntar algo.
Mas naquele exato todas as luzes apagaram e em um movimento rápido ela já se encontrava sendo transportada pelo meio-youkai.
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Eu havia feito esse capítulo há três dias. Tenho o próximo pronto também, porém esperarei o próximo do outro ainda ficar próximo, para não deixar vocês esperando demais. Eu não sei se vocês estão gostando, não sei se bastante gente lê ou se vale mesmo a pena continuar com essa fanfic.
Mas bom, eu terminarei... acho que no fim de tudo, vale muito a pena.
Beijos a todas e até o próximo!
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MARI-BELL: Eu consegui fazer uma Kagome mais cabeça-dura? Nem me fala, eu trabalho duro nela viu! AUHEUAHUEHAUHEUHA, o Inuyasha sempre vai ser um panaca, mas ele é bem inteligente até, ao menos nas situações em que ela está em descontrole. Claro que eu lembro das suas fanfics! Eu irei relê-las devido ao tempo e então comento nelas, está bem? Eu também sou enrolada com o tempo, você sabe disso HAHAHA! Sim, somos heroínas... e como não? Fanfiction acaba com a gente, nem me fale! Um beijo guria, muitíssimo obrigada pela review e até o próximo!
COSSETE: Não acredito que você falou dessa frase! Eu jurei que ninguém ia notar buabuabua! O Inuyasha é perfeito MESMO, até eu gostaria de um assim. Ele é um bom parceiro, não deixaria Kagome na mão, apesar de eles viverem em pé de guerra. Nossa, quantos elogios! Fazia tempo que o pessoal não elogiava minhas fanfics dessa forma... me dá até uma alegria no coração *.*! Muito obrigada MESMO, viu? MESMO MESMO! Eu não sei de onde tiro situações "fodasticas", apenas as imagino, esperando que fique bom *.*! E claro que vai ter outro hentai, eu não deixaria uma fanfic com apenas UM hentai... e espero que o outro seja ainda mais comprido, sem dúvida trabalharei nisso! Eu achei os capítulos, ainda bem! Eu faço curso de Psicologia... nesses dois dias eu apenas fui para o bar, mas logo eu me ajusto no esquema "faculdade" e bom... mais um ano de tortura! E você, faz algum curso? Muito obrigada pela review viu guria? Um beijo e até o próximo capítulo!
