DISCLAIMER: Eu estou cansada de dizer e vocês de lerem. Que tal deixar assim mesmo?
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Ela balançou o corpo para frente à para trás como se não houvesse escapatória. Se antes havia se sentido uma completa altista, agora se sentia três vezes mais.
Os olhos estavam com fundas olheiras e a boca com um pequeno corte, mesmo que não houvesse passado realmente tanto tempo assim. Os braços ainda estavam presos no topo de sua cabeça e seu ombro dava pontadas quase insuportáveis de dor. Ela queria fugir, queria correr o mais longe possível.
Mas apenas podia movimentar o corpo.
Haviam tirado Inuyasha de perto dela já fazia aproximadamente umas duas horas. Ela lembrou-se de ter gritado seu nome e momentaneamente um homem a empurrara com uma força brutal contra a parede e então sua visão turvou. Acordou algum tempo depois e se irritou ou notar que não poderia ao menos saber "quanto" tempo exatamente.
Tentou regular a respiração com calma. Ela sempre havia feito roubos e não era a primeira vez que estava em uma enrascada. Sentira dores parecidas como aquela no passado, quando as brigas em sua casa tornavam-se demasiadamente violentas e ela tentava ajudar a mãe.
Mas era a primeira vez que havia levado um tiro e ficado tão desconfortável por tanto tempo.
Ela sentiu uma dor aguda novamente em seu ombro e soltou um gemido abafado. Seus olhos turvaram novamente e ela sentiu uma imensa vontade de desmaiar e esquecer-se de tudo.
Mas não podia.
Não podia fazer aquilo com Inuyasha lá dentro. Eles haviam destruído sua casa e então quase matado seu parceiro. E ela sabia que ele significa bem mais para ela que simplesmente isso.
" Malditos." A voz dela era de derrota, mas ela sabia que não sentia-se completamente assim. Pensou o que seria se não tivesse se "preparado" para aquele momento em relação ao seu vício. " Eu morreria querendo fumar um cigarro." Não que ela não estivesse querendo.
Mas estava um pouco melhor do que deveria estar, ela sabia.
Viu algumas sombras se aproximando e seus lábios entreabriram levemente. Forçou os olhos para desembaçar a visão e então viu o homem gordo e baixo (que havia atirado há muito tempo atrás nela) abrindo as grades.
Seu coração acelerou quando viu o corpo de Inuyasha passando atrás do mesmo homem, sendo carregado por outros dois que nunca havia visto.
Ele estava sem a camisa e seu corpo estava enfaixado. Arqueou a sobrancelha não entendendo o motivo daquilo. Abriu a boca para perguntar e logo após a fechou, se considerando uma grande idiota apenas por pensar na possibilidade.
Eles falariam o motivo de toda a forma. Mais tarde, de forma mais brutal.
" Então nos encontramos novamente." O sorriso se alargou na face feia e ela sentiu ânsia. " Saiba que senti saudades de você... pena que estava com uma máscara. Cobrir esse rostinho lindo foi um completo desperdício." Ele se agachou próximo a ela e ela pôde sentir sua respiração.
A mão áspera tocou sua cintura e ele levantou um pouco sua blusa. Ela estava com uma calça e ele olhou fixadamente para o botão, como se fosse abri-lo.
Kagome se balançou contra ele e mesmo presa usou toda a força que tinha para o chutar. Ele sentiu o golpe diretamente em sua barriga e não foi tão forte quanto ela esperava.
" Você está fraca." Ela o ouviu dizer. " Uma fraca, sabe o que é isso?" Sua mão voltou para sua cintura e subiu para um seio e ela quis cortar sua cabeça fora.
" Saia de perto de mim, seu nojento." Rangeu os dentes. Ele riu um pouco desnecessariamente alto e cheirou o ar.
" Nojento é o cheiro que exala de você. Uma mulher tão gostosa fodendo com o parceiro? Que coisa amistosa." Ela sentiu-se extremamente nervosa.
Ótimo, eles sabiam e usariam isso contra ela.
" Quer ser minha parceira também?" Ela arqueou a sobrancelha. Okay, ela estava com as mãos presas em cima da cabeça, totalmente indefesa, com um gordo a tocando e com uma dor horrível no ombro ferido por uma bala.
Mas ela realmente não poderia não achar deboche na situação.
" Adoraria que ele estivesse aqui. Sem ferimentos e sem algemas." Disse simplesmente. " Ele chutaria essa sua bunda gorda para bem longe de mim." Ele pareceu não gostar da ofensa.
" Que pena que está tão ferrado quanto você, mylade." Ela sorriu sarcasticamente.
" Se quiser me soltar, prometo que faço por ele." Ouvir a risada dele foi terrível. Fora alta e grossa e então ela sentiu respingos da saliva de Híten caindo contra sua pele.
" Eu posso fazer outras coisas com a sua bunda se quiser." Ele sugeriu. Ela sentiu então um estranho pânico tomando todo o seu interior quando a mão dele se projetou em seu botão e o abriu agilmente.
Ela mexeu as pernas em completo desespero, esquecendo que uma das principais regras que aprendera era a de não demonstrar pavor. De toda a forma, ele puxou as calças dela com força, a machucando devido a forma que se mexia.
Esqueceu momentaneamente da dor e gritou o mais forte que pôde. Seus músculos doíam devido ao esforço e ela apoiou todo o corpo em cima dos braços que estavam presos fortemente. Ele deu uma última puxada e conseguiu tirar sua calça, a jogando longe de seu corpo.
Ela abafou um grito quando viu suas pernas brancas a mostra, juntamente com a calcinha preta. Ele sorriu e forçou-a a abrir as pernas.
" Assim mesmo que a imaginei quando atirei em você há um bom tempo atrás." Ele apertou sua perna com malícia e ela notou que ele estava excitado apenas pela mudança de voz. " Seminua." Ela arfou quando a mão dele passou para a barra de sua camiseta e forçou para que ela saísse.
Quando fechou os olhos sentiu o homem ser empurrado o mais longe possível de seu corpo. Ela soltou um suspiro completamente entalado em sua garganta e colocou os orbes para a cima, encostando a cabeça contra a parede.
Estava suja e ferida. Naquele momento ela sentiu como se cortar o braço todo fora fosse melhor que sentir tudo aquilo.
" Kagome, você está bem?" E então, quando esperou encontrar Inuyasha deparou-se com os olhos azulados de uma figura há muito tempo não vista. Seu queixo literalmente caiu ao notar o youkai lobo com a feição completamente preocupada.
" Kouga?" Ela perguntou com calma. Os olhos desfocados preocuparam o outro e ele pediu por silêncio.
" Não podem saber que nós nos conhecemos." Disse ele. " Eu poderia pegar e tirar você daqui, mas então perceberiam e as coisas seriam ruins. Eu preciso bolar um jeito de parecer um incidente." Os olhos do youkai focaram no ombro machucado dela e ele gemeu por ela. " Eu posso ao menos tirar essas algemas de você." Ela forçou um sorriso amarelo.
Sentiu-se mal por todo o tempo que ofendera Kouga. Claro que ela estava na época completamente esganada com tanto carinho que ela não queria. O youkai lobo dizia-se perdidamente apaixonado por ela e bem...
Ele realmente estava e aquilo a enjoava.
" Como pegaram você?" Ele perguntou calmamente. Kagome sentiu os pulsos serem libertos e a dor apenas não foi insuportável porque o outro pegou seu braço com uma calma incrível e o desceu para que ela conseguisse se acostumar. " Por deus, te machucaram demais." Ela sentiu um nó na garganta ao ver as pernas falharem quando ela tentou se levantar.
Ele pegou suas costas com calma e a colocou um momento em pé.
" Precisa ficar sentada... vou dizer que se eu não a soltasse iria morrer de hemorragia, algo assim. Qualquer coisa eu digo eles acreditam, de toda a forma." Ela concordou brevemente e se colocou sentada. Viu as pernas já completamente sujas devido ao ambiente que se encontrava e tentou não imaginar o como estava seu ferimento.
" Onde está Inuyasha?" Sua voz estava fraca demais. Kouga arqueou a sobrancelha e ela rezou para que ele não desse " a louca" e a abandonasse naquele momento.
" Você tem um parceiro?" Perguntou baixo. Ela concordou brevemente.
" Ordens do velho Totousai." Ele esmurrou a parede com força e ela se assustou. Puxou o braço para perto do corpo.
" E porque não me chamaram? Eu sou extremamente qualificado, você sabe disso!" Ela mordeu os lábios com calma.
" Kouga, você está gritando." Ele arfou e arrumou os longos cabelos castanhos para trás de seu corpo.
" Ótimo, você não confia em mim." Ele parecia descontrolado. Sentou-se ao lado dela e começou a bater a cabeça contra a parede. " Você não confia em mim, não confia em mim." Com o outro braço, não tão ferido por causa do ombro sadio ela o abraçou. Ele abriu lentamente os lábios.
" Nós confiamos. Mas a tarefa necessitava se expor muito... se alguém o pegasse, como sairíamos daqui? Eles te matariam apenas por estar conosco, Kouga." Ela piscou os olhos inocentemente e todo o seu corpo doeu por ter que mentir em uma situação tão complicada.
Ela não iria gritar que ele não a deixaria em paz e que sua companhia nunca fora das melhores. Não diria também que odiava que invadissem sua privacidade e que as tulipas que ele mandava a ela sempre eram realmente um grande saco.
Ele abriu um sorriso iluminado a ela e quando foi retribuir o sorriso parou novamente.
" Você cheira a cachorro." Ele disse e ela se apavorou. " Sinto cheiro de Híten claro mas... você cheira a droga de um cachorro!" Rangeu os dentes e encarou completamente irritado e decepcionado. " Seu parceiro é o quê?" Ela engoliu seco.
" Um hanyou." Ele voltou a torcer completamente a feição. " Um meio-youkai cachorro." Fechou os olhos esperando a ira dele.
E então nada veio.
" Eu vou matar aquele desgraçado, como pôde te forçar a isso?" Ele se forçava para não gritar, mas o pânico apoderou-se completamente dela naquele instante. Ele havia achado que Inuyasha havia a obrigado? Encarou que o corpo de Hiten não estava em nenhuma parte e imaginou que Kouga o havia desmaiado e o levado para um lugar qualquer. Apenas de imaginar o que iria fazer com Inuyasha se cruzasse com ele, mesmo que ferido, a fez arrepiar completamente.
" Ele não me obrigou!" Disse rapidamente e então os olhos dele declararam total decepção. " Aconteceu algo entre nós, mas olha! Você precisa nos ajudar Kouga..." Ele forçava uma respiração calma. " Você precisa ME ajudar." Ele a encarou diretamente nos olhos e então se levantou.
" Tudo bem." Tentou se fingir indiferente. " De toda a forma ganharei bastante dinheiro com isso." As palavras vieram completamente forçadas. " Eu ajudo você... mas não pense, Kagome..." Virou e apontou para ela, ainda que com delicadeza. " Que eu vou aceitar te perder para um hanyou." Virou-se apertando os punhos. " Essa briga não começa aqui dentro, mas com toda a certeza termina lá fora." Começou a caminhar ainda se forçando para parecer natural.
Ela soltou todo o ar contido em seu pulmão e encostou novamente a cabeça na parede, apertando seu ombro com toda a força que tinha.
Estava com muito medo e frio. Inuyasha havia sumido e Kouga não dissera onde estava, mesma agora ela tendo duvidas se ele poderia ou não ajudá-la nesse sentido.
Fechou os olhos esperando que todo aquele pesadelo acabasse. Nada poderia ter ido tão mal.
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" Acorde, cachorro sarnento." Inuyasha levantou levemente as pálpebras de seus olhos e se encontrou jogado no chão. Seu corpo todo ardia, mas ele sentiu-se melhor por ser um hanyou e recuperar-se melhor de ferimentos graves como aquele.
Mordeu os lábios que tinham gosto de sangue e olhou diretamente ao homem que falava com ele.
Suas mãos agora estavam amarradas fortemente e ele se viu sem camiseta, apenas com uma longa faixa que estancava seu ferimento.
" O que quer?" Ele rosnou. Sentou-se e então olhou para os lados. " Onde está Kagome?" Sentiu o outro ser rir debochadamente e aparecer na luz.
O cheiro de Naraku atingiu seu olfato e ele rangeu os dentes.
" Não existem vilões nessa história, você sabe... não sabe?" Ele perguntou enquanto tragava um charuto. Três homens extremamente fortes entraram no local para prevenir a total segurança do comandante.
" E o que raios você quer dizer com isso?" Sentiu sua energia voltar quando notou que o outro não respondera sobre sua parceira.
" O que acha de um trato?" Ele arqueou a sobrancelha. " Você sabe... nós roubamos do nosso povo e vocês roubam de nós e de deles também. De toda a forma, vocês são piores que nós e acho que bem, apenas a mulher é suficiente para mim." Os dentes brancos e alinhados brilharam e ele tragou novamente o charuto.
" E você acha que eu sou imbecil?" Rilhou. " Primeiramente, você nunca cumpriria um trato, muito menos comigo." Ele riu ironicamente. " E você acha que eu irei deixar Kagome com você?" Naraku o encarou.
" Kagome, bonito nome o dela para uma ladrazinha, já até decorei." Aproximou-se do hanyou no chão e quando ele ameaçou se levantar os outros se colocaram rapidamente em suas costas e o puxaram para trás. " Eu quero todo o dinheiro de volta, seu maldito. E quero também o nome e a localização de quem trabalha com você." Inuyasha não se demonstrou intimado.
" Eu não vou dar nomes, muito menos irei devolver o dinheiro." A voz saiu calma demais. " Pode ficar aí como um grande idiota a noite inteira." Naraku se aproximou e deferiu um golpe diretamente em seu estomago, onde ele havia levado o tiro.
O hanyou se jogou contra o chão gemendo. Sentiu os olhos ficarem um pouco "focados demais" e sentiu seu sangue correr mais rápido.
Mas o sentimento passou mais rápido do que viera e ele estranhou aquilo.
" Achei que pudéssemos entrar em um acordo, afinal salvei sua vida." A voz do outro ressoou divertida.
" Eu adoraria enfiar seu sarcasmo diretamente no seu c*, Naraku." Proferiu e a risada do outro apenas ficou mais extensa.
" E eu poderia enfiar no de Kagome, o que acha?" Os músculos de Inuyasha ficaram tensos.
" Faça qualquer coisa a ela e você se arrependerá, tenha certeza." Naraku se abaixou e ficou com a face próxima a do meio-youkai.
" Como estou me arrependendo agora?" Soltou toda a fumaça na face do hanyou, que se contorceu protegendo o olfato. " Você não agüenta ao menos uma fumacinha, seu inútil. E realmente acho uma honra você saber meu nome, me livra de apresentações. " Virou-se, ficando de costas para ele.
Inuyasha estudou o local. A cela era maior que a anterior e se ele conseguisse se recuperar poderia atacá-los sem problemas. Fingiria que não conseguia melhorar e então daria o bote.
A idéia pareceu fabulosa até o momento em que viu um corpo feminino ser completamente arremessado dentro de sua cela.
Kagome gemeu alto o suficiente para que grande parte ouvisse. O sangue de Inuyasha ferveu literalmente ao notá-la apenas de calcinha e o cheiro de sangue dela o entorpeceu por alguns minutos e então ele perdeu a noção do tempo.
Uma força incrível jogou os dois youkais para trás e ele avançou em Naraku, o apanhando pelo colarinho. Os dentes estavam maiores, mas o dourado não saiu de seus olhos.
Ele rosnou e os youkais reagiram, o apanhando com força.
Inuyasha respirou fundo e olhou a sua volta tentando lembrar-se o como havia levantado com tamanha dor no abdômen. Olhou para Kagome confuso e ela o encarava com um misto de dor e desespero.
Aquilo aplacou seu coração.
" Deixem esses fracassados aí." Naraku ordenou com a voz áspera. " Tenho que conversar com todos. Quero todos os homens presentes daqui há vinte minutos em meu departamento." Encarou o hanyou completamente ameaçado. " É uma ordem." Virou-se e saiu da cela, atitude que ambos os homens imitaram.
Inuyasha respirou fundo e se arrastou até o corpo de Kagome. Ela sentou-se com calma e agradeceu mentalmente por não terem colocado novamente algemas em seus pulsos. Ele a encarou com extrema preocupação e ela jurou que nunca o havia visto com aqueles olhos.
" Logo terá o que quis." Ela disse com um sorriso forçado. " Acho que eu vou morrer primeiro mesmo e você não terá que se dar ao trabalho." Ele rangeu os dentes e colocou uma mão no ombro bom, esta que estava presa a outra.
" Cale a sua boca." Rosnou. " Se você não estivesse tão ferida eu te bateria agora." Ela sorriu calmamente tentando se esquecer da dor.
" Eu tenho um amigo aqui." Ela revelou e ele arregalou os orbes. " Certamente Totousai contou o que houve e ele está esperando o momento perfeito para nos ajudar." Ele aproximou a mão da testa dela e mediu sua temperatura. A expressão apenas ficou pior após ele confirmar o estado de febre.
" E quando será isso, depois que morrermos?" Perguntou sarcástico. Ela suspirou.
" Você é um brutamontes, sabia?" Ele sugou o ar nos pulmões e inalou todo o cheiro dela. Ninguém havia a estuprado, afinal, o que o havia deixado completamente relaxado. " Ele é apaixonado por mim." Os olhos dourados dele se vidraram nela.
" Está brincando?" Ela bufou.
" Você acha que essa é uma ótima hora para brincadeiras?" Ele rangeu os dentes.
" E ele é bonito?" Ela fez uma expressão assustada. Eles estavam quase morrendo, prestes a serem mutilados ou qualquer outra coisa por vários homens e ele lhe fazia uma pergunta daquelas? " Ou melhor, você o acha bonito? Qual é... vocês tiveram um caso, ou coisa do gênero?" Os olhos dela ficaram ameaçadores e ele sorriu internamente pelo fato de ela ainda conseguir não se entregar completamente a dor.
" Eu o acho um chato." Ele estudou a feição dela. " É um youkai lobo e vivia me importunando há um bom tempo atrás. Se eu tivesse tido um caso não teríamos tido aquela, hm... conversa." Ele sorriu maliciosamente, mas tratou de mudar a expressão ao notar os olhos enfurecidos dela. " É a única forma de escaparmos daqui... vivos." Ela virou um pouco o semblante. " Está realmente doendo..." Ele deferiu um beijo em sua face e a encarou.
" Vai dar tudo certo." Ela sorriu agora, um pequeno sorriso sincero. Não esperava nunca ouvi-lo falando daquela forma. " Você sabe que eu nunca deixaria nada acontecer com você. Quem vai matá-la depois da missão sou eu, não deixarei ninguém mais fazer isso." Ela pareceu indignada e se arrepiou quando sentiu um ar quente em sua orelha. " De prazer, claro." Era colocou as duas mãos em seu peitoral, como se fosse empurrá-lo.
Não que tivesse forças para isso, claro.
" Você realmente não muda, seu canalha." Ele ficou bem próximo a ela, ignorando toda a dor que sentia. " Você não pode realmente estar falando sério." Ele ficou bem próximo a ela, agora.
Independente da hora ou local ele sentia uma imensa vontade de beijá-la e sabia muito bem disso. Tinha em mente o como aquela mulher mexia com seus sentimentos e queria a todo custo tê-la para ele em qualquer situação. Indiferente de todos os casos que tivera, Kagome era diferente e ele sabia daquilo apenas pela forma que lembrava-se dela a todo momento.
Ele não conseguia se conformar que a amava.
" Estou..." Disse apenas antes de selar seus lábios, fazendo o trabalho dessa vez. Agindo impensadamente pela milésima vez aquele dia ela passou as mãos livres e os pulsos torturados para os cabelos do hanyou e os puxou levemente, lembrando-se da pancada que ele havia levado.
Inuyasha se aproximou o máximo que pode e aumentou o ritmo do beijo. Ela abriu as pernas para ele se colocar ainda mais próximo e a mão dele passou para a coxa dela, completamente nua.
" Não acho uma boa idéia você exalar esse cheiro aqui." Disse ele encerrando o beijo, resistente. " Que grande merda!" Rosnou ele.
Ela fechou as pernas com calma e o encarou.
" O que posso fazer? Não era você que se gabava por conseguir com que eu não andasse na manhã seguinte?" Ele fez um beiço métrico.
" Nós estamos machucados e sujos." Disse ele. " Você deveria ter me escutado aquela noite, podia ser a última, sabia? E se alguém resolver cortar meu pênis fora?" Ela deu um pequeno sorrisinho e então soltou um gemido, jogando o pescoço para trás.
Ele entrou em pânico e se aproximou rapidamente, e então a dor voltou e ele gemeu juntamente a ela.
" Calsazinho." Inuyasha virou a cabeça e encontrou pela primeira vez com os olhos azuis do rival, que o encarava como se pudesse o mutilar. " As coisas pioraram." Disse ele. " Comportem-se como um maldito casal que vai morrer, não que vai para lua-de-mel daqui há algumas horas." A ironia dele foi ouvida por Kagome, mas a dor tornou-se insuportável a ponto de ela não assimilar as palavras.
" Então você é Kouga." Inuyasha não parecia feliz ou agradecido com a morena queria. O outro se aproximou.
" Sim, sou eu. Fico feliz que a doce Kagome tenha falado a meu respeito." Quando finalmente seu olhos focaram na mulher ele se colocou ao seu lado e colocou uma mão respeitosamente em sua cintura e a outra em seu rosto. Inuyasha rosnou, mas não o atacou por notar que Kouga media sua febre e então havia ficado desesperado, assim como ele próprio. " Eles estão vindo e as coisas complicaram." Disse rapidamente olhando para o hanyou. " Darei um jeito de enfaixar o ombro dela, antes que infeccione."
" Então faça logo, puta merda!" O outro proferiu completamente irritado. " Você sabia de sua situação, achou o quê? Que ela se regeneraria? Por favor, não me faça acreditar que é tão ignorante!" Kouga ficou abalado, não pela forma ríspida do outro, mas sim por realmente não ter cuidado de sua Kagome.
" Olha cãozinho, para começo de conversa você foi escalado para protegê-la, não para ficar trocando beijos amistosos em uma cadeia." Respondeu ele. " E outra coisa! Eu não posso ficar indo e vindo e ajudando vocês, seu imbecil! Eu não posso estragar o plano antes mesmo de colocá-lo em ação." Inuyasha sentiu um desespero crescendo em seu peito apenas ao ver Kagome arfando daquela maneira.
Em toda a sua vida ele não havia sentido vontade de chorar... até agora.
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" Será que ela está bem?" Sango perguntou calmamente. Estava sentada com a postura completamente ereta ao lado do houshi, que não parara momento algum de pensar nos parceiros.
Eram grandes ignorantes mas ele gostava de ambos. Sentia uma energia boa ao estar ao lado dos dois na missão e lembrou-se que tinham dado tudo de si para que nada desse errado.
Isso até o instante em que ele havia visto uma ratazana e agido como uma completa mulher, atirando impensadamente contra ela e colocando todos em um perigo desnecessário.
Ele suspirou e encarou o nada. Sango o olhou mais uma vez naquele dia. Ele era um bêbado hentai, mas algo fazia com que ela gostasse dele. Algo fazia com que ela sempre quisesse o bater toda a vez que se atirava para cima de uma mulher... que não fosse ela.
Claro que ela nunca diria isso a ele. Mas o vendo naquele estado depressivo ela não soube o que falar. As palavras entalavam em sua garganta e então ela apenas conseguiu fazer aquela pergunta.
" Kouga entrou em contato há um tempo." Totousai disse. Kaede colocou as duas mãos em seu ombro em um conforto mudo. Ele olhou para cima e a encarou em gratidão. " Kagome está mal. Muito mal. Ele deu um certo sermão por não termos o colocado na missão, mas realmente pareceu preocupado com ela. Segundo ele, sequer olharam o ferimento dela." Ele contorceu a face. " Apesar de ter acontecido tudo o que aconteceu, eu não quis deixá-los preocupados. Estamos um uma grande enrascada. Ele tem o nome e o rosto dela, o suficiente para a perseguirem em todos os lugares quando ela fugir."
" E quando ela irá fugir?" Sango perguntou, notando o olhar de completo derrote do monge.
" Presumo que amanhã... se possível. Kouga estava me dizendo que havia encontrado uma tática e que iria ajudar Kagome... mas que Naraku o chamou com urgência para algum assunto relacionado a sangue youkai." Totousai passou a língua por sobre os lábios secos.
" Nós não podemos fazer nada?" Miroku perguntou pela primeira vez. Todos os olhos caíram nele e foi possível notar os olhos completamente lacrimejados. " Isto é, devemos ficar aqui de braços cruzados enquanto os dois passam por todo esse risco?" Sango pegou em sua mão e suas duas sobrancelhas subiram em um susto.
Ele realmente não esperaria um gesto amável da parceira.
Imaginou então Totousai cortando seu saco e gemeu.
" É melhor esperarmos. Caso a situação fique realmente ruim, nós faremos o possível." Não pareceu muito confiante de suas palavras, mas aquietou um pouco o sentimento negativo que o monge estava carregando consigo.
" Vai dar certo." A voz feminina ao seu lado ressoou e ele sentiu um arrepio. " Todos nós poderíamos errar..." Ele sorriu para ela e ela sentiu suas bochechas esquentarem.
No meio de todo aquele silêncio, o houshi imaginou por um momento que passar a mão em Sango não era tudo o que ele queria dela e com ela.
Mas que ele adoraria fazer aquilo, com toda a certeza ele adoraria.
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Ele estava impaciente. O coração do hanyou parecia que ia sair pela boca a qualquer momento. As mãos tremiam e a cabeça parecia que a qualquer momento explodiria.
Kagome não havia melhorado, havia piorado muito na realidade. O tal "Kouga" não havia voltado e ele não sabia o porque. Todo aquele ambiente sujo o estava deixando irritado. Ele não havia conseguido livrar a droga de suas mãos e ele quis sinceramente gritar tudo o que estava entalado.
Tudo o que estava sentindo ou imaginando em fazer. Ele estava esgotado em estresse.
Estava tão amargurado que quis contar para Kagome que tinha comido ramén ainda depois que ele fizeram a aposta. Queria contar a forma com que ligou para a vizinha e implorou para que ela fizesse um prato e então o levou até o banheiro e comeu ali mesmo.
Quis beijá-la e levá-la para o mais longe possível.
" Estou com frio." Ela disse. Ele sentiu tudo triplicar de uma única vez. " Estou com muito, muito frio..." Ele se aproximou com calma, tentando ignorar a dor que ele sentia.
" Kagome, você vai ficar bem." Disse ele com a voz completamente trêmula. " Respire sua idiota!" Disse ele com um tom extremamente amável. Ele a notou sorrir lentamente e apertar o braço com o pouco de força que tinha.
" Não se preocupe comigo." Disse ela entre um suspiro e outro.
" Como se isso fosse possível!" Sua voz subiu alguns tons. " Eu deveria ter imaginado que alguém poderia te pegar, a culpa é toda minha!" Flagelou-se por um minuto.
" Eu me sinto culpada também." Confessou.
" Por não fazer sexo comigo?" Perguntou com cautela. Ela suspirou.
" Por estarmos aqui. Eu poderia ter feito melhor, ou ainda não sei... notado alguma presença por perto." Ele grunhiu.
" Como pode estar se culpando por isso? Eu realmente não consigo acreditar nisso! Você está mal, Kagome... você está triste e... e o que exatamente você está tentando fazer comigo, me fazer chorar?" Perguntou ele enquanto rangia os dentes.
Ela o encarou lentamente e notou uma lágrima solitária trilhar todo o rosto do meio-demônio, que não escondeu o sentimento que estava reprimindo.
Ela sorriu docemente em direção a ele.
" Eu nunca tentaria fazer você chorar." Ele respirou fundo e sentiu ainda mais vontade de se afogar em lágrimas.
Ótimo, ele não a estava fazendo sentir-se melhor.
" O que ele quer provar com isso?" Ouviu então algumas vozes e suas orelhas se moveram deliberadamente. " Sabe, não que ela não mereça... mas é realmente gostosa, entende? Não sei se vou conseguir fazer mal a ela." Um outro ser coçou a garganta.
" Conta outra." Ele pediu. A voz um pouco mais estranha e ridiculamente arrastada. " Eu até poderia acreditar que esse realmente era o motivo... se você não tivesse uma estranha atração por homens, Jakotsu." Arqueou a sobrancelha desconfiado.
Em um pulo rápido ele se colocou ao lado de Kagome e da forma que pôde passou as mãos por cima de sua cabeça e a manteve abraçada.
" Eu não sou gay." Respondeu o outro com calma.
" Você deveria dizer isso para alguém que não te viu se masturbar olhando a foto de seu melhor amigo." O outro ficou em silêncio e os passos pararam.
" Não sei o que Naraku pretende e isso me incomoda." A voz dele estava receosa e Inuyasha imaginou que o outro estivesse relutando com alguma ordem. " Enfim, antes que ela perca a cabeça do que eu." Inuyasha torceu os dedos sem notar.
Kagome arfou e ele a encarou novamente, sentindo-se prepotente por não poder ajudá-la.
" Estranho foi Kouga querer tanto vir ver a prisioneira." A voz arrastada se mostrou presente. " De toda a forma, Naraku quis nós mesmo." O outro riu.
" Jaken, as piores tarefas sempre ficam conosco." E então Inuyasha rolou os orbes para cima e os viu, de frente a eles. " Então, aí estão vocês." Jakotsu era alto e tinha o cabelo comprido e negro. Os olhos tinham cílios grandes demais para serem naturais e ele tinha uma postura excêntrica.
Não que Inuyasha se importasse, claro.
O outro era baixo e verde, visivelmente um youkai. O sorriso em seu rosto não era tão cruel quanto o hanyou acreditou que ele quisesse dar.
Kagome apertou Inuyasha quando percebeu a presença de outros na sala.
" Ótimo. Largue-se dela se não quer tornar essa palhaçada mais difícil." Jakotsu aproximou-se e apanhou um braço de Kagome, a puxando. Ela arfou e lágrimas caíram livremente em seu rosto por culpa da dor.
Inuyasha rangeu os dentes.
" O QUE QUEREM COM ELA?" Ele perguntou totalmente descontrolado. " USEM A MIM, PORRA! ELA É UMA MULHER... UMA DROGA DE UMA MULHER, HUMANA!" Ele se levantou e o abdômen quase o fez cair novamente... quase. " VOCÊS ME ENFAIXARAM PORQUE? ELA É A HUMANA, NÃO EU." Jakotsu tinha o semblante completamente calmo e aquilo fez com que Inuyasha ficasse ainda mais possesso.
" Não grite assim." Disse ele e então lançou Kagome até a parede, que bateu contra ela justamente com o ombro ferido. Ela deu um soluço alto e Inuyasha puxou seus pulsos com toda a força que tinha, sentindo aquela estranha faixa (dura demais depois de ter sido tão enrolada) afrouxar um pouco. " Eu estava me sentindo um pouco mal... até te ver. Bonitos músculos." Ele piscou um olho e Inuyasha fez uma careta.
Kagome riu, mesmo que completamente desabilitada e ele não conseguiu acreditar naquilo.
" Do que está rindo, vadia?" Inuyasha sentiu todo o seu corpo se debater incontrolavelmente. Todo o seu sangue circulou quando Jaken se aproximou e apertou com toda a força possível o cabelo da morena, que gemeu tão alto quanto berrou em seguida.
Ela se debateu e então tossiu. Ele observou o sangue saindo da boca macia de Kagome e então sentiu novamente aquela adrenalina.
" O que Naraku espera que aconteça?" Jakotsu perguntou entediado.
" Se ele precisasse de uma lição, você daria não é?" Jakotsu rolou os orbes e então os arregalou em seguida quando ouviu um estralo, e encarou que o hanyou estava diferente. Aproximou-se e apertou a face dele de forma com que o encarasse e quando notou os dentes aumentando de forma assustadora ele empurrou sua cabeça com toda a força contra a parede.
E quando todo o impacto o atingiu, ele ficou quase cego.
Tirando o estranho vermelho que atingiu toda a visão, fazendo-o enxergar apenas morte.
Que ele mesmo sentia um prazer mútuo de realizar.
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Nem comecei o próximo capítulo ainda... mas acho que vai ser o que eu mais vou gostar de escrever =D!
Espero que todas ainda estejam acompanhando! Um beijo e até o próximo!
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BELLE LUNE'S: Que bom que está amando *_*! Emoção, emoção, emoção... estou trabalhando esse meu lado de descrever cenas de ação e romance, mesmo que meio que falhe nos dois ¬¬. O Inuyasha é meio estúpido? E ela então AHuEHUAHEa, são um ótimo casal, afinal. Então, "nessa semana" não saiu, mas saiu na próxima AUEHUAHeUa! Espero que tenha gostado do capítulo, guria! Um beijo e até o próximo! *-*
K-DANI: " ah, eles foram pegos", ri com isso AHUEHUAHEUA! Realmente, eu também adoro drama! Amo, amo, amo. O Kouga realmente vai salvar a Kagome ainda... e mesmo que não salvasse ele iria atrás dela e ia ter confronto por parte do Inuyasha, com toda a certeza xD! Está ansiosa? Aqui está ele! Um beijo e até o próximo!
COSSETE: AUHEUAEUHAUHEUHAUEHA Ratazanas são um saco, mas pra ser sincera só vi uma UMA vez, e achei que ela era bem parecida com uma raposa UAHEUHAUEHA! Eles se amam, sinceramente... a Kagome foi para cima para dar o beijo dele em pleno desespero, mesmo que eu não tenha conseguido transpassar isso! Eu também ri quando escrevi a cena da escada... eu adoro quebrar o clima de suspense! Eu não consegui deixar esse capítulo nada engraçado, mas também pudera! Eu nem conseguiria mesmo HAUHUAHUEA! Eu nunca assisti o filme, mas vou assistir, com toda a certeza, viu? Ainda terão cerca de uns cinco capítulos, depois creio que a fanfic termine :D! Opa, o casal está em encrenca AINDA para você... espero que tenha gostado do capítulo! AUHEUHAUEA! E sim, morte ao Souta... e a Rumiko que me perdoe, mas eu vou fazer uma one de continuação daquela cena... SEM ELE PRA ATRAPALHAR! Um beijão guria, e até o próximo!
LYKAH-CHAN: Vale mesmo a pena? Então pode ter certeza que continuarei, não tenho dúvidas quanto a isso! Aé? Você REALMENTE varou a madrugada lendo minha fanfic? Ai meudeos, eu AMO quando dizem isso! Afinal, eu mesma já passei a madrugada lendo outras fanfics, e quando isso acontece é porque elas REALMENTE prendem a minha atenção. Nhai, adoro elogios *-* AEHUAHUEHUAHEUA. Não importa que você mandou só agora, mas sim que você mandou :D! Obrigada MESMO por estar gostando da fanfic... e por dizer que escrevo bem, claro! Bom, então é isso guria, até o próximo capítulo! Beijos!
