Círculo vicioso doentio
Nota da autora: Escolhi o título dessa fic porque se você já escutou a música do Lifehouse (Sick Cycle Carousel), a letra se encaixa com a situação em que coloquei Sasuke e Sakura nesse conto infeliz. Porque Sasuke casou com outra pessoa foi outra pergunta que me fizeram. Bem, eu havia dito – foi porque ela já estava num relacionamento com Naruto.
Aviso – Se você não aprova... este é o nível explícito que mencionei no capítulo anterior, e acho que vai ser o alvo de flames... Nunca recebi flames antes... digamos que seria o suficiente pra ferir meus sentimentos, mas essa é a vida de um escritor, certo? Além disso, escrevi isto então queria expor. Escrevo bastante pra mim mesma. Só pra vocês saberem, não há finais felizes entre eles nestas estórias, por essa razão classifiquei como angst. Não quero dizer que não há amor entre eles, apenas acontece que as situações em que os coloco não irá permitir tanto.
Capítulo 2
Pesadelo sem fim, o lar do demônio
É um pouco doentio o modo como estou presa a você...
.
A casa estava escura. Ela adorava a escuridão, adorava ficar cega, adorava o modo como aguçava seus outros sentidos. Sons, aromas, tato. Ele podia até mesmo saborear a escuridão fria da sala de estar.
A janela estava aberta, e era óbvio que havia um intruso dentro. Ela vestia apenas sua confortável camisa larga que cobria até suas coxas e um shorts rosa. Em sua mão ela apertava com força o cabo de uma kunai.
O assoalho rangeu sob o peso de passos, querendo se fazer notar, e ela sabia que era ele, porque ele cheirava a pinho e cinzas, e ninguém mais que ela conhecia era capaz de manter esse odor por muito tempo.
A sala estava vazia, exceto pelo luar e Sasuke Uchiha, em pé ao lado do seu sofá. Seu cabelo era um negro azulado, da cor da noite, e seus olhos mais escuros do que obsidiana.
Ela seguiu as linhas de seu corpo até os ombros largos, o contorno dos músculos de seus braços, o peito já nu. Não havia pêlos em seu peito, apenas o contorno dos músculos firmes. "Eu vim pra uma coisa e uma coisa apenas," ele repetia aquilo todas as noites, como um mantra.
"Eu não sou sua vadia!" ela retrucou, apertando os olhos, mas a sensação quente na base de seu abdômen lhe dizia outra coisa. Por que ela não podia parar? Por que ela continuava a permitir que ele entrasse?
"Mas não é isso que você é?" Ela apertou a kunai em sua mão. Ela sabia que nunca iria usá-la contra ele, nunca seria capaz de voltar uma arma contra o homem que ela amou inadvertidamente. Ela encolheu as pernas contra seu corpo, envolvendo os braços com força em volta de si mesma.
"Vai embora, Sasuke. Fora." Ela sentiu ele se ajoelhando a sua frente, mas não ousou olhar. Ela manteve os olhos firmemente fechados. "Fora!"
"Por que eu iria embora quando é óbvio que você pertence a mim?" ele forçou as pernas dela a se abrirem, revelando o tecido que escondia o que logo iria ligá-los. Ele percorreu o interior de suas coxas com as mãos e sorriu de forma mordaz pra ela.
Um dia eles já haviam sido companheiros, amigos. Agora, sentada ali, tentando se agarrar a sua sanidade, ela não se sentia muito amigável, se sentia enlouquecida. Bom Deus, ela era uma viciada, e Sasuke Uchiha sua droga.
Ela queria atirar-se do sofá sobre ele. Queria correr pra ele, agarrá-lo, fodê-lo. Não era certo. Esta não era ela. Não havia outra maneira de descrever os desejos do seu corpo.
"Levanta." Uma ordem.
Seus dedos se soltaram do cabo da kunai e ela obedeceu a seu comando. Não havia como lutar contra o destino. Confie em Haruno Sakura pra tirar uma lição do livro de Hyuuga Neji.
Ela observou como um predador enquanto ele recuava, afastando-se. Ela lambeu seus lábios inconscientemente. "De joelhos," foi outro comando que ela estava menos relutante em obedecer.
Ela respirou fundo algumas vezes antes de se abaixar no chão de quatro. Sakura se arrastou em direção a ele, sentindo-se como um animal cercando sua presa. Ela realmente era uma vadia.
Seus pés estavam descalços. Ela baixou os lábios contra a pele lisa em cima de seu pé, beijou uma vez antes de lamber ao longo dela. A respiração dele escapou trêmula num grunhido ininteligível. Sakura usou suas mãos pra subir por suas pernas, puxando as calças, até que ela se ajoelhou na frente dele.
Sem intenção, ela baixou um pouco as calças dele, expondo o tecido azul escuro de sua cueca. Seu rosto estava quase na altura de sua virilha, e ela podia vê-lo apertado e firme sob o tecido, a ponta do membro pressionando contra o elástico da peça íntima.
Sakura queria ajudá-lo, retirar essa barreira. Ela deslizou as mãos em torno dele, agarrando a parte de trás das calças com seus dedos, agarrando a parte posterior de seus quadris. Isso arrancou um som grave da base da garganta de Sasuke, o que mal a impediu de baixar completamente suas calças e cueca.
Ela estava fazendo tudo cuidadosamente devagar; ela queria torturá-lo por torturá-la. Sakura não queria ser cuidadosa, e definitivamente não queria fazer isso devagar. Ela queria que ele implorasse pra que ela o tomasse. Maldição, ela era melhor do que isso.
Sasuke acariciou seus cabelos, e este simples toque carinhoso a fez levantar seu rosto novamente. Aí estava aquele olhar na expressão dele, o olhar que ele mostrava quando estava certo de que a tinha, do que iria acontecer entre eles, ele era um tremendo egomaníaco. Aquele olhar trouxe um som grave à garganta dela, e ele tocou seu rosto. "Não para," ele disse naquela suave voz sombria. "Não para."
Sakura pressionou o rosto contra o membro dele e escutou ele chiar entre dentes cerrados enquanto ela esfregava sua bochecha contra ele, seus dedos deslizando pra apertar a carne na base de suas costas. Ele estava tão duro, tão firme contra seu rosto sob aquele tecido.
Sasuke soltou um som, uma mistura entre uma palavra e um grito, suas mãos voaram para a parte de trás das calças, e ele mesmo foi quem puxou as peças de roupa para baixo, se revelando para os olhos da garota. O calor entre eles era intenso, como se pudessem derreter o que tocassem.
Ele era macio, a cabeça larga e arredondada, bonito, reto. Ela o tomou em suas mãos, deslizando seus dedos pelo membro pra ouvir mais daquelas respirações trêmulas. O levantou apenas o suficiente para que ela pudesse envolver sua boca ao redor da cabeça, rolando a língua ao longo da curva graciosa dele. Ele estremeceu sob seu toque e ela sorriu – ele não era tão apático quanto ele pensava.
Ela colocou mais de seu membro em sua boca, e ele era de uma maciez perfeita. Cada toque, cada carícia e cada lambida arrancava algum novo som dele, e aquilo logo se tornou um jogo pra ver o som que ela poderia evocar a seguir. Sua respiração vinha em rápidas arfadas ritmadas.
Ele agarrou um punhado de seus cabelos, a puxando dele, seus olhos, e muito provavelmente os dela também, nublados com luxúria. "Levanta."
Ela franziu a testa, seu jogo já havia terminado? Que deprimente. "O quê?"
Ele se abaixou, pegou-lhe os cotovelos, e a puxou de pé. Ele a beijou com força, sua língua invadindo sua boca pra explorar cada canto. Era como se ele estivesse tentando possuí-la através desse único beijo depravado. Com suas bocas ainda coladas num beijo molhado, ele a ergueu.
Ele abriu suas pernas com as mãos e chutou suas calças pra longe. A sensação dele tão firme, tão pronto, provocou sons emitidos da boca dela, dos quais ele bebeu como se fossem o sakê que ele tanto gostava de tomar.
Sasuke usou as mãos para afastar a parte inferior do corpo dela. Ela ainda tinha os braços ao redor de seus ombros, os dedos acariciando o cabelo em sua nuca. Ele usou uma mão para sustentar o peso dela, enquanto a outra se moveu entre eles. Levou menos de um segundo para ela se dar conta do que estava prestes a acontecer.
Sakura lutou contra a sensação de suas mãos, de sua boca; ela interrompeu o beijo tempo o suficiente para ofegar, "Sasuke-kun," e ele avançou com os quadris pra cima.
A sensação dele dentro dela era exatamente o que ela queria, o que ela desejava o dia inteiro, ela estava viciada em sexo, particularmente o sexo dele. Ele nunca era hesitante ou gentil; sempre foi desinibido e bruto.
Ele tentou resistir contra o aperto molhado do corpo feminino. Ambas as mãos apertando a base de suas costas sobre a curva de seus quadris, a forçando contra si ao mesmo tempo em que estocava repetidamente dentro dela.
Ela mordeu seu ombro para evitar os gritos que ele induzia. Ele a carregou pra longe da sala de estar gelada que causava arrepios na pele. Eles estavam no quarto dela, onde estava mais quente porque ela havia deixado o aquecedor ligado antes de ir para a sala esperar por ele.
Ele a deixou cair sobre o colchão, segurando sua cintura, enquanto permanecia de pé, prendendo seu corpo na beira da cama, ele a segurou como se ela pesasse menos que uma pena.
Seus olhos eram selvagens, da cor de sangue salpicado com seis tomoe negros que giravam. Ele deslizava seu membro pra fora um centímetro de cada vez até que estivesse quase livre, então se enterrava novamente, fazendo com que ela gemesse alto.
Não havia dor. Ele tinha sido brusco da primeira vez quando houve dor, mas após vários encontros ela só gritava porque ele atingia aquele pequeno ponto extremamente sensível que, quando estimulado, provocava um intenso prazer sexual.
Ele encontrou um ritmo que era rápido, e profundo e vigoroso, como se ele estivesse tentando invadir seu ventre. Seu segundo objetivo, é claro, era a restauração do clã Uchiha. Ele não poderia ao menos pedi-la em casamento primeiro?
Seu orgasmo a pegou desprevenida. Num segundo ela acompanhava seu ritmo a cada estocada, e no outro ela estava esmagando suas mãos sob as dela, gritando, se contorcendo debaixo dele.
Sasuke grunhiu, alto e firme, enquanto montava nela contra o colchão, com força. Seu corpo ficou rijo contra o dela, as mechas de sua franja negra roçando o abdômen firme dela, fazendo cócegas. Isso, misturado com o seu orgasmo e o dele era extasiante.
Ela fechou os olhos quando outra onda de prazer a rasgou como uma correnteza, uma explosão de cores brilhando por trás das pálpebras fechadas. As pernas dele cederam, e ele tombou sobre ela como um edifício em ruínas.
Sasuke a empurrou mais pra cima no colchão, ainda enterrado dentro dela; ela podia sentir os tremores dele pressionando contra suas paredes internas, no rescaldo do sexo mais incrível.
Ele olhou para ela, seu Sharingan desativado, e os olhos de volta a sua cor negra brilhante. Havia algo em seus olhos, algo sério. Ela ignorou porque ele sempre era sério, e ele não tinha paciência para piadas, exceto para aquelas palavras cruéis de escárnio dele.
"Eu quero ficar aqui. Eu quero casar com você." Ela o empurrou de cima dela e se sentou, baixando sua camiseta. Teria ido procurar sua calcinha se não estivesse tão exausta que suas pernas mal podiam sustentá-la.
"Não seja idiota," ela repreendeu. A relação deles nunca iria funcionar além de qualquer coisa exceto uma foda rápida, desenfreada e inconseqüente. Fora de sua casa, ele se comportava como se nem sequer a conhecesse. Mesmo nas confraternizações entre amigos. "Agora, se você não se importa, eu gostaria que você desse o fora da minha casa."
Ele se levantou, puxou a cueca de volta sobre seus quadris e segurou suas mãos pra que ela não o acertasse enquanto lhe beijava a testa. "Como queira, mas vou estar de volta amanhã, talvez na parte da tarde. Eu gostaria de vê-la à luz do dia dessa vez." Ele insinuou um beijo sobre seus lábios, mas se afastou, deixando o quarto dela para pegar suas calças.
Não havia nada que justificasse ela estar sendo tão fria com ele, exceto o fato dele vir a sua casa em busca de sexo quando ambos estavam em seus próprios relacionamentos separados, e ainda... isto não era desculpa. Ceder a ele da maneira que ela fazia, todas as noites.
Era tudo um tanto sarcástico, sádico, psicótico, e ainda assim, quando ele disse que queria ficar, ela queria dizer, vá em frente. Quando ele disse que queria casar com ela... ela queria dizer sim.
Apenas um pensamento passou por sua mente enquanto ela permanecia encolhida de lado: ela iria queimar no inferno por sua transgressão. "... mal posso esperar."
Nota da tradutora: caso vocês estejam confusos, os capítulos não estão em ordem cronológica. Conforme vocês forem lendo, vão entender o momento em que aconteceram e como Sasuke e Sakura chegaram onde estão.
Este não é um dos capítulos que mais gosto, porque é hentai puro (e não é das melhores cenas), não revela nada do enredo, não contribui para o quadro geral da história. Honestamente, se eu pulasse ele não ia fazer a menor falta, mas acho necessário ser fiel ao trabalho original da autora.
Bom, a primeira vista, o próximo capítulo não é muito diferente: Sasuke e a Sakura, lemon (é claro),... mas é um momento importante que esclarece algumas questões da história deles e revela mais dos sentimentos distorcidos deles. Espero que gostem.
Beijos. (Não esqueçam dos reviews)
dai86
