Capítulo 3
(James Sirius' POV)
Fomos via flu para A Toca e quando chegamos, a maioria dos tios, tias, primos, primas e convidados já haviam chegado. Parabenizamos Dominique que, como sempre, estava belíssima e com um sorriso encantador no rosto – nem parecia a peste que ela é. Logo, eu, Albus e Lily fomos até onde estavam Rose, Hugo, Molly e Louis.
- Olá! – disse Lily, sorrindo largamente, e indo se sentar entre Rose e Hugo.
Nos cumprimentamos, e sentei-me ao lado de Molly.
- Como estão as férias? – perguntou Rose.
- Tediosas – respondeu, Albus.
- Já terminou de ler todos os livros do próximo ano? – perguntou Louis, brincando.
- Não. – meu irmão respondeu ignorando o tom do outro.
- O que o tio Ron te disse, Rose? – perguntou Lily.
- Sobre o que Lil?
- Ora, sobre Scorpius!
- Ah, ele ficou furioso, claro. Disse que era inaceitável que eu namorasse com um Malfoy, e blábláblá, daí a mamãe interveio e disse que ele estava sendo ridículo, e que eu podia namorar quem eu quisesse, e então, eles me ignoraram e começaram a discutir.
- Só? – surpreendeu-se Lily.
- Sim, só depois que eles terminaram de discutir lembraram-se de mim, e meu pai disse que estava tudo bem... – Hugo olhou-a descrente - Certo, não foi bem assim, mas no final ele aceitou.
Rimos, e começamos a conversar uns com os outros, por um bom tempo.
Toda a festa demorou um tempo até acabar, nós conversamos, cantamos parabéns para a Dominique, e comemos. Todos os meus primos que estavam em Hogwarts não haviam muita coisa para nos contar, afinal, nos vemos todos os dias no ano letivo, e nos domingos n'A Toca. Ao final da festa, lá pelas 23h00, nos despedimos de todos aqueles que ainda estavam lá, e via flu fomos para casa.
- 'To acabada. – disse Lily, quando nós todos estávamos na sala de estar.
Ela jogou-se no sofá, e fechou os olhos. Olhei para Albus que estava ao meu lado, e identifiquei o mesmo sorriso maroto que sabia estar estampado na minha face, ele retribui o olhar e assentiu. Andamos até Lily silenciosamente, e começamos a fazer cócegas nela, enquanto ela ria compulsivamente.
- Parem! – ela exclamou, entre risos. – Chega! Minha barriga está doendo!
Paramos de lhe fazer cócegas e ela semicerrou os olhos.
- Agora eu vou me vingar! – ela disse, e levantou-se, olho-nos e fez um biquinho. – Ah, são dois contra uma, é injusto!
- Ora, Lily, não é nossa culpa que você é a mais nova... – eu disse, enquanto me afastava ligeiramente dela.
- Ah, é? – ela desafiou-nos. – Certo, então.
Ela saiu correndo, e subiu as escadas, dizendo:
- Mãe, pai! O Jay e o Al estão fazendo cócegas em mim!
- Ah, Lily! – Alvo exclamou, exasperado, e subi as escadas atrás dela, sendo seguido por meu irmão.
Chegamos ao quarto dos meus pais, onde provavelmente ela estaria, e a encontramos conversando com ambos. Ela ergueu o olhar rapidamente, e chegou a cara ao nos ver.
Ergui uma das sobrancelhas.
- Desistiu? – perguntou Alvo, risonho.
Lily mostrou a língua para ele, e deu boa noite aos nossos pais, indo para o quarto em seguida. Logo depois dirigi-me para o meu quarto, tomei banho, e preparei-me para dormir, quando estava me deitando, escuto alguém batendo na porta, e entrando logo depois.
- James, precisamos conversar. – disse-me meu pai, enquanto trazia a cadeira da escrivaninha para mais perto e sentava-se nela.
- Diga. – eu olhei para ele.
- Sua mãe está preocupada com a quantidade de vezes que você anda saindo de casa – ele falou.
- Ah. – suspirei – Não há motivo para preocupação. Eu não estou fazendo nada de errado, eu só...
Fechei os olhos, e a imagem de Emily veio a minha mente, sorri ao lembrar que a encontraria novamente.
- James, eu reconheço esse sorriso.
Abri os olhos, e encarei-o com o cenho franzido.
- Como assim?
- Eu vejo esse sorriso todos os dias, quando olho no espelho e lembro-me da sua mãe.
Arregalei os olhos.
- M-mas... e-eu não... hã? – gaguejei.
Ele riu.
- Quem é ela? – perguntou-me, curioso.
- Você não a conhece. – revirei os olhos. – Nem eu mesmo a conheço direito.
- Como você não a conhece?
- Ora, eu esbarrei com ela no dia que cheguei de Hogwarts, depois passei a procurá-la sabe-se lá porque, e hoje eu esbarrei com ela de novo – ri com a lembrança. – Ela disse que era o destino que queria que nós nos reencontrássemos.
- Uma pergunta importante: Ela é ruiva?
Franzi o cenho.
- É – disse em tom de questionamento. – Por quê?
Meu pai riu novamente.
- Nada, não. – ele sorriu, misteriosamente. – Pelo menos sabe o nome dela?
- Claro que sim! Emily Simon.
- Ela é trouxa. – ele afirmou.
- Sim. – suspirei, e fechei os olhos novamente. – Ela quis se encontrar comigo de novo, amanhã.
- Certo, então. – ouvi-o levantar-se, e abri os olhos a tempo de vê-lo abrir a porta e virar-se para dizer: - Boa noite, James.
- Boa noite, pai.
