Palavras da autora: Bleach não me pertence, eu apenas peguei emprestado xD.

Em respeito a Obra de TITE kUBO vou me esforçar para homenageá-lo.

Comentem, critiquem, dê sua opnião, elas contribuem para melhorar a criatividade da estória.


Kuchiki Byakuya trabalhava em seu escritório do sexto esquadrão assinando papéis e escrevendo memorandos de missões concluídas por membros sob sua supervisão no esquadrão, ele pára de escrever por um instante para descansar os dedos que não paravam de trabalhar desde aquela manhã, ele se levanta da cadeira e pega o chá que lhe serviram minutos antes e deixaram sobre a mesa, se dirige até a janela, toma um pouco de chá e olha para o horizonte, algo lhe incomodava naquele instante, o sonho que tivera na noite anterior sobre a sua irmã não saia de sua cabeça, ele fecha os olhos e aqueles sentimentos cheios de memórias tão vivas que dificilmente poderiam ser chamados de sonho povoam novamente a sua cabeça.


Flash


Byakuya acabara de chegar de outro dia de trabalho no escritório do esquadrão, embora não demonstrasse a ninguém, ele tinha muita pressa de chega em casa naquele dia.

- Boa noite Byakuya-sama, cumprimentavam alguns servos da mansão abrindo o portão para o seu senhor, Byakuya os cumprimenta e adentra a sua casa.

- Boa noite Byakuya-sama. Cumprimenta o responsável pela mansão quando o seu senhor está fora.

- Elas já estão aqui?

- Sim senhor, chegaram no inicio da tarde, porém apenas Rukia-sama e a jovem mestra permaneceram.

- Entendo, e onde elas estão agora?

- Rukia-sama o aguarda no salão de visitas e a jovem mestra não parou de correr e brincar um instante sequer. Responde o servo sorrindo.

Byakuya se dirige até o salão principal de visitas e uma mulher de porte médio cabelos negros escorridos e um pouco longos sentava à mesa de costas para ele aguardando-o. Ela ouve a porta se abrindo e olha pra trás se levantando.

- Nii-sama! Que saudades, Rukia abraça seu irmão que não via há um mês.

- Rukia...

- Como você está meu irmão? Falava Rukia olhando com um sorriso lindo cheio de afeto pelo irmão.

- Estou bem. Respondia Byakuya que aprendera a sorrir mais naturalmente para a Irmã com o passar dos anos.

- Nii-sama, Ichigo mandou lembranças, mas não pôde ficar devido o trabalho, ele disse que ficaria muito feliz se você deixasse nossa filha ficar aqui este fim de semana, ela não parava de falar em você, então decidimos trazê-la hoje aqui e perguntar se você não gostaria de ficar com ela.

- Sim ela pode ficar não terei tanto trabalho esse fim de semana e posso mandar meu tenente ocupar meu lugar caso eu queira.

- Hisana vai ficar muito contente quando ouvir isso.

- A propósito onde ela está?

- Boa pergunta Nii-sama... Ela saiu correndo pela mansão brincando com os criados desde que chegamos, não a vejo desde então.

- Vamos sair para procurá-la.

- Tudo bem, mas se tratando de Hisana não há necessidade de preocupação Nii-sama.

- Minha preocupação é com os meus criados e não com ela...

Rukia ri. Era verdade, ela já havia esquecido este detalhe, sua filha deveria estar dando muito trabalho para os criados, Rukia já tinha perdido a conta de quantos haviam desistido de correr atrás de sua criança simplesmente por que não tinham mais energia, às vezes sua filha parecia uma bateria ambulante com energia infinita dentro do corpo, nisso com certeza ela puxara o pai.

Byakuya e Rukia caminhavam tranquilamente pelos corredores da mansão perguntando sobre o paradeiro da menina enquanto conversavam e colocavam em dia todas as novidades sobre a vida de cada um, até que de repente ambos ouvem um barulho seguido de vozes desesperadas vindo em suas direções.

- Espere jovem mestra! Por aí não! Gritava uma mulher quase sem fôlego.

- Por favor, jovem mestra! Rukia-sama vai nos matar! Gritava outro quase morrendo de cansaço.

Byakuya podia ouvir um barulho semelhante ao de um cavalo trotando vindo em sua direção. Era o sinal. Ele olha para trás e...

- TIIIIIIIOOOOOO! Uma criança de cinco anos pula no peito de Byakuya assemelhando-se a um macaquinho agarrado a mãe.

Byakuya não tinha visto de onde ela tinha vindo e sinceramente às vezes isso ainda o assustava.

-Jovem mestra... Os dois servos chegam ofegantes até a presença de Byakuya e Rukia, então eles fazem reverência quase sem forças.

- Minha filha, quando você vai aprender a cumprimentar o seu tio da maneira correta pelo menos uma vez? Fala Rukia repreendendo a filha.

- Desculpa mamãe...

- Não tem problema, já me acostumei com esse tipo de saudação, afinal, é assim que ela me acorda quando dorme aqui. Diz Byakuya naturalmente.

Isso era novidade para Rukia, ela sente um pouquinho de vergonha.

- Então quer dizer que você vai dormir aqui minha criança? Pergunta Byakuya a sobrinha.

- A mamãe disse para eu pedir do Senhor primeiro. Diz Hisana fazendo bico.

- Seu tio está na sua frente minha filha, creio que agora você pode pedir.

- Titio, eu posso dormir aqui? Diz Hisana fazendo sua face estratégica para pedir algo. Logicamente que até mesmo Byakuya não conseguia negar-lhe o pedido.

- Tudo bem. Diz então o capitão o sexto esquadrão.

- EBA! Comemora Hisana levantando os braços e abraçando Byakuya.

Rukia olha o contentamento da filha e se dá por satisfeita.

- A propósito tio Byakuya, eu queria fazer uma pergunta para o senhor. Volta-se Hisana para o tio.

- Pode fazer. Dizia Byakuya com a sobrinha ainda em seu colo.

- Na verdade eu já fiz essa pergunta para a mamãe e para o papai, mas eles disseram que somente o senhor saberia me responder.

Rukia sabia o que era e já estava entrando em pânico.

- Er... Minha filha...

Byakuya olha para Rukia com olhar curioso, mas só vê sua irmã suando frio.

- Então pode fazer a pergunta. Fala Byakuya a sua sobrinha.

- De onde vêm os bebês tio Byakuya? Pergunta Hisana com ar cheio de curiosidade e inocência sem deixar de lado o sorriso durante a pergunta.

Aquilo pegara Byakuya de surpresa, ele nunca imaginaria sua sobrinha lhe perguntando tal coisa e ainda por cima dizendo que seus pais haviam dito que somente ele poderia lhe responder! Rukia lhe devia satisfações, Ele olha para o seu lado, mas Rukia havia desaparecido ocultando sua reiatsu, até seus servos não estavam mais lá. Byakuya estava numa tremenda fria e mesmo que jamais demonstrasse já estava começando a ficar nervoso também, o que ele iria responder para uma criança de cinco anos?

Tudo que Byakuya conseguiu esboçar como reação foi uma sobrancelha levantada.

- Tio? Alô? O senhor está ai? Tio? Hisana insistia chamando o seu tio que olhava para o nada com a cabeça em outra dimensão.

- Tio? Tio, tio, tio, tio, tio, tio, tio! Repetia Hisana sacudindo Byakuya.

Byakuya volta à consciência.

- Bom... Minha criança... Começava a falar Byakuya. -Você já ouviu falar das cegonhas?...


End of flash.


Byakuya abre os olhos e continua pensativo enquanto olha para o horizonte. Ele nunca tivera sonho semelhante em toda sua vida, nunca sonhara com acontecimentos supostamente futuros, apenas com afirmados passados quando sua querida Hisana ainda vivia, eram suas melhores lembranças, porém, o sonho que tivera na noite anterior lhe causara uma sensação de felicidade que somente sua esposa lhe transmitia na terra dos sonhos e de igual modo também pareciam mais lembranças que simplesmente um sonho inconsciente, Rukia estava nele, era adulta, mais linda do que nunca, casada com "aquele garoto de cabelos laranja que nunca me respeita"( Byakuya faz uma cara de desgosto quando pensa nisso) e ela tinha uma filhinha igualmente linda a mãe e que possuía o mesmo nome de sua falecida esposa, Byakuya se via sorrindo no sonho com tanta naturalidade que chegava a se sentir estranho fazendo tal expressão, talvez apenas não estivesse acostumado com tal coisa ou talvez o ar tão descontraído, alegre, espontâneo, inocente e cheio de energia daquela infante lhe causasse tal sentimento.

- Hisana... Repetia Byakuya em voz baixa e saudosa ao mencionar o nome que lhe trazia tantas lembranças. Ele olha para um celular sobre a sua mesa e vai em direção a ele, talvez por instinto, talvez por curiosidade ou apenas por preocupação que essa situação acrescentara ao seu coração, Byakuya procura por um nome em seu celular, ao encontrar ele tentar fazer uma ligação, não há sinal de chamada, ele não tenta uma segunda vez e novamente se senta a sua mesa, põe o celular ao lado de seus documentos e começa a trabalhar novamente, ele esperaria e tentaria fazer a ligação mais tarde, naquele momento, enquanto Byakuya trabalhava, as lembranças adentravam novamente sua cabeça e embora fossem novidade mais uma vez depois de tantas décadas elas eram deveras agradáveis. Byakuya sorri.


Rukia não conseguia sentir o seu corpo, já não tinha mais forças, ela tinha a sensação que seu corpo estava sendo deixado de lado enquanto seu espírito insistia em sair. Aquilo era estar à beira da morte e mesmo nesta divisa de mundos conseguia ouvir uma voz, era uma voz conhecida que lhe trazia segurança, mas cada vez mais aquela voz se tornava distante, cada vez mais ela temia nunca mais poder ouvi-la, aliás... Ela já estava começando a não conseguir ouvi-la.

- Ichigo... Eu consigo ouvi-lo, consi... go ouvi-lo... Onde está?... Rukia procura por seu amigo tão querido que gritava preocupado, ela enxerga vagamente Ichigo estirado no chão. – Ichi... go... Ela com muita dificuldade estende a mão tentando alcançá-lo. – Eu sinto muito... Rukia começa a fechar os olhos e suas lágrimas se misturam ao seu sangue. – Eu... Sinto... Muito... Rukia começa a perder a consciência enquanto vários insetos voam em sua direção para matá-la. É possível ouvir as gargalhadas lunáticas de Granus que se deliciava com a cena.

Ichigo que assistia a tudo não muito distante dali se sentia impotente diante da situação, ele ouvia Rukia se despedindo em meio ao sangue que dava nova cor a sua pele. Um filme sobre toda a sua vida passa novamente dentro de sua cabeça, o dia em que sua mãe morreu o dia em que Rukia foi levada para a Soul Society e ele ficara no chão sem poder se mexer, dos seus amigos se machucando e caindo diante dele, de alguma forma, as piores lembranças e as que mais lhe doíam passavam naquele momento pela sua cabeça lhe sufocando diante daquela cena de terror, e algo que ele nunca imaginaria fazer novamente se concretiza.

Ichigo começa a chorar.

Uma gigantesca explosão acontece.

- RUUUUUKKIIIIAAA! Gritava Ichigo cheio de horror enquanto suas lágrimas caiam misturadas ao sangue de seu rosto. Por estar com a vista embaçada devido ao sangue e lágrimas, Ichigo não conseguia ver o que se passava na sua frente, seu corpo inteiro tremia sem reação.

Outra explosão acontece. Ichigo olha para o lado esquerdo na direção em que ouve o som.

Outra explosão acima dele seguida logo por outra do lado direito e outra e outra e outra... Ichigo começa a ficar confuso, o que estava acontecendo? Ele olha para os dois inimigos.

Fisus outrora sentado e calmo estava agora de pé com olhar sério, seus olhos se mexiam rapidamente pelo campo de batalha tentando procurar alguma coisa em todas as direções.

Granus gesticulava com as mãos e as esferas explosivas voavam freneticamente em todas as direções e explodiam sem motivos aparente, ele fazia cara de ódio e esbravejava impropérios a cada ataque mal sucedido.

Ichigo sem entender direito tira a máscara hollow e limpa o rosto com a sua própria roupa, sem o sangue e as lágrimas nos olhos ele tenta ver o que se passava diante dele, mas apenas conseguia ver explosões que se espalhavam por todos os lugares, ele olha para onde acontecera a explosão onde estava Rukia e ela já não estava mais lá?

- Rukia! Diz Ichigo com voz fraca procurando entender o que se passava. Ele se concentra mais ainda com a pouca energia que lhe resta e vê uma sombra negra passando milímetros de distância de um inseto-bomba e explodindo-o, pisando na cabeça de outro e fazendo ir pelos ares mais três insetos próximos a ele. O que chamava a atenção de Ichigo naquele momento não era só a velocidade da "sombra", mas o fato dessa sombra carregar alguma coisa... – RUKIA! Grita Ichigo conseguindo ver a silhueta de sua amiga nos braços de alguém.

Granus Gritava, esbravejava e se enchia de ódio, por mais que criasse insetos às centenas, nenhum acertava aquela coisa que corria por todos os lados, pulava por paredes de prédios e voava como uma águia em vôo rasante enquanto fazia seus queridos insetos explodirem sozinhos ao se chocarem um contra os outros. – Desgraçada! Fique parada para eu te acertar! Berrava Granus indignado.

Fisus olhava com ar sério para o campo de batalha.

- Finalmente ela chegou, já não era sem tempo... Minha criança...

Hisana corria com velocidade absurda pelo campo de batalha os insetos passavam próximos ao seu corpo e ao de sua mãe, mas ela desviava no momento exato para que vários insetos explodissem juntos, pulava por prédios e os insetos a seguiam, mas sempre que algum inseto fazia menção de atingi-la, ela desviava com destreza para deixar que eles se destruíssem.

Hisana com um passo rápido desce e fica parada no centro do domínio por alguns instantes, vários insetos vem em sua direção, ela vai desviando e um a um eles explodem, a fumaça sobe e ele pula daquele local, mas um inseto não havia explodido e isso a pega de surpresa, ela olha rapidamente para Rukia inconsciente em seus braços e a protege virando-se de costas.

O inseto explode em uma grande explosão nos céus.

Granus começa a gargalhar. – Fisus! Acho que eu acabei com sua diversão sem querer!

Fisus não estava prestando atenção em Granus.

- Rukia! Grita Ichigo tentando se levantar e olhando para o local da explosão.

A fumaça começa a se dissipar pouco a pouco e uma silhueta intocável se forma no meio da fumaça.

Granus enche a cara de espanto.

- Como é possível? Ele não tem um arranhão! Ele gritava em meio ao seu próprio ódio.

Fisus com olhar sério faz menção de querer pegar a espada enquanto fita aquela pessoa.

Hisana estava de costas para proteger Rukia da explosão, ela olha com olhar angustiante para o estado lamentável de sua mãe, ela ainda respirava, mas tinha sido por muito pouco que ela tinha conseguido tirá-la daquela situação.

Por muito pouco mesmo...


5 minutos atrás.


Hisana olha para o relógio, o tempo estava acabando e nada de Urahara dar noticia sobre os preparativos, ela já estava ficando nervosa. De repente ela sente a reiatsu de Inoue diminuindo e não muito tempo depois as de Ichigo e agora sentia a de Rukia.

- Droga! Não, Não, Não!

Beep, Beep, Beep... O comunicador começa a transmitir uma mensagem.

Hisana começa a correr antes de ouvir a voz.

- Hisana! Os preparativos ficaram prontos! Mas só pude liberar o selo com 30%.

- 30%? Você demorou trinta minutos para liberar 30%? Só pode ser brincadeira Urahara!

- Não tenho tempo de explicar o que aconteceu Hisana, agora trate de salvar nossos amigos!

- Nem precisa dizer o que eu já sei que devo fazer!

- Nos falaremos depois.

O sinal de comunicação é encerrado.

Hisana corre em direção à grande redoma negra, ela faz um sinal com a mão direita e seu corpo começa a se desmaterializar revelando suas roupas negras, a velocidade com que corre é tão imensa que algumas pessoas por quem ela passa próximo são derrubadas ao chão com sua passageira e rápida presença.

- Meu Deus! O que foi isso? Você sentiu? Fala uma mulher olhando espantada para um homem que havia caído ao mesmo tempo em que ela.

- Parece que algo invisível me derrubou! Fala o homem sem entender.

Hisana corre e ao se deparar com a redoma só pula como se fosse mergulhar em um rio, ela rapidamente localiza todos no campo de batalha e vê Rukia de joelhos com vários insetos explosivos voando em sua direção além de Ichigo que gritava sem forças no chão em meio ao desespero de sua impotência. Hisana não perde tempo e voa na direção de Rukia que começa a cair inconsciente em direção ao chão e antes que um inseto encostasse nela, Hisana pega Rukia em seus braços a tempo de ouvir a grande explosão atrás de si, ela não pára de correr e já localiza Granus a sua frente, ele ao reconhecer Hisana sorri e libera mais insetos explosivos de suas mãos que voam freneticamente e sedentos por matança. Hisana desvia com sucesso de todos os insetos e pára bem na frente de Granus fitando-o nos olhos, ele espantado com a presença da jovem não presta atenção quando ela some de sua frente e deixa vários insetos voarem em sua direção. Ele só tem tempo de rebater um e pular para longe fazendo com que seus insetos explodam.

Ensandecido Granus começa a criar vários e vários insetos que começam a voar atrás da jovem.

Fisus outrora sentado se levanta e agora observa a ação.

Neste instante Ichigo começava a ouvir várias explosões seguidas e procura saber o que se passava.


Tempo atual


Hisana olha para o campo de batalha e começa a analisar o estado de seus amigos, vê Ishida e Sado inconscientes, Ichigo olhando espantado para ela e Inoue abrindo os olhos, ela se volta novamente para sua mãe. Rukia sangrava em seus braços e o seu sangue passava por entre seus dedos isso lhe trazia lembranças antigas que lhe enchiam de tristeza, mas mais do que a tristeza que lhe tocava, um ódio profundo começava a criar vida no seu coração a cada instante que sentia aquele líquido precioso sair do corpo de sua mãe, os olhos da jovem outrora castanhos se enchem de um vermelho ódio vivo, ela só faz virar a cabeça e fitar Granus e Fisus com todo esse ódio.

Granus sem noção do perigo apenas continuava a olhar para Hisana com olhos cínicos e orgulhosos pelo feito anterior aos amigos dela.

Fisus olhava com cautela para Hisana e passava a mão na grande espada em suas costas, conhecendo-a muito bem, era bem possível esperar qualquer coisa dela.

Hisana estava prestes a explodir, ela queria matar aqueles desgraçados agora mesmo, ela havia jurado tempos atrás que nunca mais aquilo iria acontecer de novo. NUNCA MAIS! (gritava ela em seus pensamentos).

- Desperte Hiryu...!

- I... chi...

Hisana pára de falar e olha para Rukia.

- I... chi... go... Rukia mesmo inconsciente chamava por seu nome.

Hisana olha com ternura para a sua mãe, ela procura por seu pai no chão.

Granus e Fisus não vêem quando Hisana de repente some do seu campo de visão, eles rapidamente procuram por ela e a encontram andando calmamente na direção de Ichigo.

- Quando foi que ela? Fala Granus procurando uma resposta em Fisus que apenas tinha visto tanto quanto ele, ou seja, nada.

Hisana se ajoelha ao lado de Ichigo e coloca Rukia com todo o cuidado no chão sem encostar sua cabeça no chão, ela com sua mão livre retira seu, sobretudo e improvisa um travesseiro colocando-o cuidadosamente atrás da cabeça de sua mãe.

Ichigo percebe todo esse cuidado e várias perguntas povoam sua mente.

(Quem é você? De onde você veio? Você é uma shinigami? Conhece esses caras? Conhece a gente?).

Ichigo gostaria e ter feito estas perguntas, mas sua voz não saia. Quando ele faz menção de finalmente falar alguma coisa ele olha para as costas daquela jovem e nota algumas cicatrizes em suas costas e outras pelo seu ombro. O seu pensamento e cortado quando ela invoca uma espada diante dos seus olhos para seu espanto e a crava próximo dele e de Rukia. Nesse instante, Zangetsu e Sode no Shirayuki entram em ressonância com aquela lâmina e Ichigo percebe isso, uma sensação familiar passa em seu coração.

Hisana olhava para Rukia e acariciava seu rosto tentando limpar um pouco daquelas lágrimas misturadas ao sangue, várias lembranças passavam sobre sua mãe em sua cabeça, não só dela, ela olha pra Ichigo e ele olhava confuso para ela tentando mexer a boca para falar algo, seus pais estavam vivos na sua frente naquele instante, era uma sensação que há anos ela não sentia aquela sensação nostálgica de família que há muito tempo lhe privaram. Ela sorri para Ichigo e volta a limpar o rosto Rukia.

- Ora, ora, ora, mas se não é nossa criança que volta a nos ver depois de tanto tempo. Diz Granus batendo palmas.

- Já chega Granus. Adverte Fisus.

- Você Deveria demorar mais um pouquinho sabia? Estragou toda a minha diversão.

- Eu disse que já chega Granus. Enfatiza Fisus outra vez.

Hisana continuava a limpar o rosto de Rukia, mas ainda com aqueles olhos vermelhos.

- Então, Minha doce criança, já que faz tanto tempo que não nos víamos, eu gostaria de saber primeiramente como você está. Fala Granus esboçando um sorriso cínico.

Hisana pára de limpar o rosto de Rukia e começa a tremer enquanto cerra os punhos.

- Granus! Eu já disse pra você parar! Berra Fisus.

Hisana some da visão de Ichigo e Fisus.

Granus estava olhando para Hisana quando de repente ela some da sua visão, ele por instinto olha para baixo e vê Hisana vindo com um soco em seu estômago. Tudo é muito rápido. Granus grita quando sente uma enorme pressão esmagadora cheio de ódio no estômago.

- ARGH! Ele grita cuspindo uma massa negra e voando como um foguete fora de órbita rodopiando e batendo em um prédio corrompido pelo domínio, o prédio começa a desabar enquanto Granus tenta desesperadamente fugir dos escombros que voavam por todos os lados, ele sente uma mão pesada pegando sua cabeça e jogando-o contra o chão, quando abre os olhos sente o pé de Hisana na sua cabeça, ele olha com medo para aqueles olhos vermelhos por detrás dos óculos cheios de ódio fitando-o, quando a ouve dizer.

- Isso responde a sua pergunta, seu desgraçado? Diz Hisana concentrando uma energia negra na ponta dos dedos.

- Impossível! Um cero! Exclama Ichigo.

Hisana desfere a energia negra a queima roupa em Granus, ele não grita no momento da explosão, mas a cara que fizera era o suficiente para satisfazê-la.

A fumaça se desfaz e Granus está no chão, seu corpo evaporando.

- Isso... É impossível... Diz ele com voz fraca. – Todo leão teme o meu exército de formigas explosivas...

- Podem até temê-las, responde Hisana sem olhá-lo e caminhando na direção de Inoue. - Mas no final, formigas são e sempre serão apenas insetos e por fim o leão continuará a reinar sobre a selva.

- Sua... Des... Graçada... Granus morre e suas cinzas se espalham em meio ao vento melancólico de seu domínio.

- (Ela está diferente) pensa Fisus olhando concentrado para a jovem que continuava a caminhar na direção de Inoue que abrira os olhos.

Hisana chega até Inoue e quando a vê de perto toda machucada sente culpa.

- Hisa... San, você veio... Como prometeu. Dizia Inoue olhando para Hisana e demonstrando um sorriso fraco e cansado.

Hisana assente com a cabeça e se ajoelha ao lado de Inoue.

- Sim, me perdoe por chegar tão tarde e fazê-los passar por isso.

Inoue faz um gesto negativo com a cabeça em contradição ao que ela diz.

- O importante é que você veio e manteve sua palavra.

Hisana olhava para ela.

- Por favor, Hisa-san, salve os meus amigos.

- Pode deixar Inoue. Responde Hisana colocando sua mão sobre a testa de Inoue. – Não se preocupe mais, apenas descanse. Diz ela se levantando. – E não importa o que aconteça, ele não vai mais encostar um dedo em vocês. Hisana se ergue e em posição ereta olha Fisus que já a encarava há algum tempo.

Inoue sorri e olha para Hisana, essa jovem lhe lembrava Kurosaki-kun em algum momento quando dizia isso e lhe passava confiança, ela fecha os olhos e sente que pode descansar sem preocupações.

- HISA! Exclama Ichigo. A novata? A nova aluna do colégio? É mesmo você?

Hisana olha para Ichigo no chão e sorri, a sua voz havia voltado afinal. Ela tira os óculos e revela o olhar vermelho.

- Sim sou eu.

- Mas como? Por quê? Indagava Ichigo.

- O motivo não importa neste momento e possibilidades são irrelevantes nesta situação, apenas saiba disso: "eu vou proteger o futuro de vocês não importa qual seja o preço, pois assim eu prometi". Fitava Hisana com determinação nos olhos de Ichigo.

Ichigo se sentia estranho olhando para ela naquele momento.

- Muito bonito, são belas palavras minha criança. Diz Fisus batendo palmas. – Mas "proteger o futuro deles?" não acha cruel mentir assim para eles?

- Eu não menti.

- Já se esqueceu o que aconteceu anos atrás?

- Nunca me esquecerei.

- Então como pode afirmar isso?

- Por que eu jurei pelo meu orgulho que assim o faria.

Fisus cai na gargalhada e com uma de suas mãos arranca a roupa que cobre a parte superior de seu corpo. Várias cicatrizes se revelam.

- Se lembra dessas cicatrizes minha criança? Ele fala apontando para as marcas no corpo. - Você me presenteou com várias delas. Fisus começava a estalar os dedos. – Mas me lembro de ter deixado algumas pelo seu corpo também. Sorria ele em deboche enquanto começava a emanar uma energia mais agressiva.

- É me lembro sim, Sorria cinicamente Hisana tocando em seu ombro e começando a emanar uma energia mais agressiva também.

- Prometo que vou deixar outras cicatrizes de lembrança pra você. Dizia Fisus, aquecendo o corpo na própria reiatsu.

- Prometo que não deixarei mais nenhuma cicatriz de lembrança para você. Respondia Hisana. – Por que dessa vez. Ela fazia uma posição de ataque. - Eu vou acabar com você! Hisana some.

Fisus rapidamente retira a espada de suas costas a tempo de aparar o soco de Hisana, a pressão espiritual de ambos se chocando é tão imensa que abre uma cratera no chão.

Hisana começa a lançar uma chuva de socos em Fisus, ele concentrado defende os ataques da jovem e desfere um corte vertical, Hisana pula dando uma cambalhota para trás, sente o fio de sangue descer pela testa e corre novamente na direção do inimigo.


Ichigo tentava acompanhar a velocidade dos dois.

- O que diabos ta acontecendo? Como eles são rápidos!

Ichigo ouve um gemido do seu lado. Era Rukia se mexendo.

- Rukia! Diz Ichigo para ela que estava bem próximo de seu corpo, mas ela apenas geme de dor por um instante, como se estivesse sofrendo com algum sonho ruim, ela vira a cabeça na direção dele e pára de se mover inconsciente outra vez. Ichigo olha para o rosto da amiga tão cansando e toca-lhe a face com carinho.

- Desculpa Rukia, hoje eu não pude te proteger. Diz Ichigo com cara de lamento.

Ao seu lado a espada encravada entre ele e Rukia emanava uma energia imperceptível, os ferimentos de Ichigo e Rukia começavam a se curar sem que eles percebessem.

Uma explosão acontece e Ichigo por instinto se projeta sobre Rukia a fim de protegê-la.

Seus rostos ficam bem perto.

- Mas o que foi isso? Olha Ichigo para frente. Sem se tocar da posição que estava.


Hisana voa longe.

Fisus voa longe.

Eles se chocam contra o concreto das construções ao redor do domínio.

Hisana se ergue sangrando e cospe uma massa de sangue no chão, ela joga alguns escombros para longe de si e corre de novo na direção de Fisus.

Fisus ao invés de correr, aponta sua espada para ela e começa a falar em uma língua estranha palavras de encantamento.

Hisana se assusta e tem tempo apenas de colocar seus braços em posição de defesa.

Uma rajada monstruosa de energia voa em disparada na sua direção ela sem reação recebe o golpe e voa de volta para os escombros em que estava.

Agora ela realmente estava ferida.

Fisus sai andando calmamente por entre os seus escombros.

- Você ficou forte minha criança, não imaginava que você fosse capaz de fazer isso comigo.

Fisus estava coberto em sangue e um de seus braços estava apenas pendurado por um pequeno resquício do que seria músculo.

Hisana começa a se levantar com um pouco mais de dificuldades.

- Que droga, acho que apenas 30% não era tão suficiente quanto eu imaginava. Ela cuspia sangue e tirava poeira do corpo.

- Tem uma coisa que me intriga. Diz Fisus chamando a atenção de Hisana. – Por que você está lutando sem sua zampakutou?

Silêncio.

- Entendo... Fisus estica o braço inutilizado e ele começa a se regenerar em uma velocidade incrível.

- Regeneração instantânea... Não pode ser... Falava Ichigo sozinho.

- Então acho que eu tenho uma teoria. Diz Fisus verificando a regeneração do braço. – e minha teoria diz que você deixou sua zampakutou ao lado deles para curá-los, estou certo?

Hisana suava frio.

- Pelo jeito eu acertei. Ele começa a subir no ar. - Então o que aconteceria se eu fizesse isso! Grita Fisus concentrando uma energia rapidamente nas mãos e desferindo na direção de Ichigo e Rukia. Ele começa a gargalhar virando-se para Hisana querendo ver sua cara de desespero.

Hisana estava imóvel e olhava para ele sem esboçar reação.

- O quê? Por que ela não se mexe? Esbraveja Fisus.

Hisana fecha os olhos, baixa a cabeça e sorri.

Ichigo vê a energia vinda em sua direção e aperta o corpo de Rukia junto ao seu na tentativa de protegê-la.

(RUKIA!) gritava ele em pensamentos.


A espada sem forma ao lado dos dois emana um brilho e seu formato muda, em seu cabo a cabeça de um dragão aparece e sua lâmina enegrece, os olhos do dragão situados no cabo da espada emitem outro brilho um amarelo singular e uma reiatsu eletrizante se espalha pelo chão e de dentro da espada um dragão etéreo gigantesco de asas colossais surge sobre Ichigo e Rukia ele emite um rugido ensurdecedor que faz Ichigo olhar espantado para o alto e ficar boquiaberto, o dragão voa e devora a energia de Fisus e desfere-a contra ele novamente.

Fisus se espanta com a imagem do dragão e mal consegue se desviar do contra ataque. Ele tem o corpo atingido e lançado a quilômetros de distância, ele se choca contra vários prédios e é "cuidadosamente" aparado por um poste que quebra ao meio.

O enorme dragão ruge novamente e pousa sobre Ichigo e Rukia, Ichigo fica sem reação, assim que ele pousa, Sode no Shirayuki e Zangetsu ressoam novamente, o dragão se posiciona sobre eles como se estivesse guardando um tesouro o qual ele encrava suas garras. A energia do dragão fica passando por dentro de Ichigo e ele se sente estranho, protegido talvez.

Fisus perdera o mesmo braço outra vez e tinha um buraco a mais no peito agora, ele retira o poste de suas costas e se apoiando na espada levanta olhando para frente na direção de onde foi arremessado.

- Como ela consegue fazer isso? Eu não me lembro dela conseguir fazer isso antes... Ela está mais forte.

- Obrigada pelo elogio Fisus.

Fisus olha para trás fitando-a seriamente esperando qualquer reação. Hisana estava sentada em um pedaço de escombro.

- Que cara é essa? Pergunta Hisana com uma sobrancelha levantada. – Peraí... Você não está pensando que eu cometeria a estupidez de começar uma luta deixando as pessoas mais importantes da minha vida desguarnecidas? Fala Hisana olhando para ele.

- Desde quando você consegue materializar sua zampakutou? Pergunta Fisus se regenerando.

- Não é da tua conta

- DNA espiritual, correto?

- ...

- Entendo então você aprendeu alguns truques novos nesse meio tempo.

- Talvez.

- Eu também aprendi alguns truques. Fala Fisus erguendo a espada já totalmente regenerado. – Em comemoração ao nosso reencontro, eu vou mostrar a você o abismo do meu coração.

Hisana salta do escombro que estava e fica em posição de luta.

- Mostre a sua face demoníaca, Darganna!

A lâmina gigantesca de Fisus começa a derreter formando uma massa negra no chão que começa a subir e se prender em todo seu corpo como um parasita em simbiose, ele é totalmente envolto e fica de joelhos no chão em metamorfose.

Hisana está concentrada assistindo a metamorfose, ela nunca tinha visto Fisus lutando com todo seu poder, no momento ela estava apenas agradecendo aos céus por estar bem longe de seus pais.

A massa negra vai se desfazendo e dando forma a uma criatura assustadora com cauda de lagarto, asas negras em forma de lâminas, garras afiadas e dentes pontiagudos, tinha chifres voltados para o fronte e para a têmpora, a criatura abre os olhos revelando um olhar amarelo e nesses olhos não era possível ver a íris.

- Trema diante do meu verdadeiro poder! Diz a criatura com uma voz metálica abafada

- Realmente estou tremendo, diz Hisana tentando manter o ar de cinismo. – Mas estou tremendo apenas por que você conseguiu ficar mais feio.

Fisus sorri.

- Continue brincando minha criança. Fisus retira duas lâminas das suas asas, uma para cada mão. – Vou mostrar a você por que meu senhor me denominou de "demônio empalador"!

Fisus Some.

Hisana não vê.

Dor.

Hisana sente uma dor terrível em seu corpo, duas lâminas transpassavam-lhe o peito bem próximo ao coração e outra logo abaixo do abdômen. Ela começa a sentir a visão embaçar.

Fisus começa a gargalhar e a balançar Hisana no ar como uma boneca gesticulável, ela segura as lâminas tentando apaziguar a dor, mas ela é tanta que as mãos começam a cortar e a deslizar, seu sangue começa a cair no chão enquanto ela cospe sangue toda vez que ele a balança no ar.

- Como você é insignificante diante do meu poder minha criança! Hahaha, Mas não se preocupe eu tenho ordens de levá-la com vida para meu Senhor, espero que ele não se importe se você estiver um pouco machucada.

Fisus continua a gargalhar.


Ichigo mesmo a quilômetros ouve as gargalhadas tenebrosas de alguém que com certeza não era amigo.

- Será que a novata está bem?

Zangetsu e Sode no Shirayuki brilham.

Hiryuken Ruge de dor.

- O que significa isso? Ichigo grita espantado e começa a sentir uma fraqueza repentina em seu corpo. – o que está... a... conte..cendo... Ichigo luta para manter os olhos abertos e por fim perde a consciência.

Ao mesmo tempo Hisana começa a ter sua visão ocupada por um plano escuro e por fim também perde a consciência enquanto ouve as gargalhadas de Fisus que lhe balança no ar como se fosse um brinquedo.

- HAHAHAHAHAHAHAHA!.

O plano de fundo era uma gargalhada assombrosa que se espalhava pelo local.


Continua...


Finalmente o capítulo 8, desculpem pelo atraso pessoal, mas é que eu estava estudando e fazendo provas finais na faculdade, por isso acabei nao tendo tempo de me dedicar à continuaçao da estória, mas agora creio que terei mais tempo de escrever e postar novos capítulos. espero que tenham gostado da leitura.

Próximo capítulo a continuação e desfecho da luta entre Fisus e Hisana. enquanto isso, Ichigo e Rukia tem uma visão dentro de seus corações.

Aguardem.

PS: Reviews ou eu vou assombrar vocês dentro do banheiro.