Amy estava deitada na cama, tentando terminar de ler o livro, pois a todo momento parava de ler e ficava a lembrar da tarde que havia passado com Ian. Foi quando ouviu alguém bater em sua porta.

– Amy? Amy? Você está acordada?

Ian sussurrava do outro lado de fora. Amy se levantou da cama, quase tropeçando em si mesma e abriu-a rapidamente, embora de modo silencioso.

– Oi! O que você está fazendo aqui? – ela perguntou, nem conseguindo ocultar o sorriso no rosto.

– Eu vim te convidar para um passeio.

– Um passeio a essa hora?

– Sim. Esta é a intenção, não ter ninguém nos espreitando, nem nos atrapalhando.

– Agora? – ela sussurrou uma pergunta outra vez. Amy voltou o olhar para o quarto. Na verdade olhou para Buddy, que dormia tranquilamente.

– Sim, agora. Pegue um casaco.

– Um casaco?

– É. Você vai sentir frio. Vamos!

Amy entrou no quarto e pegou. Estava curiosa. Para onde será que ele lhe levaria agora?

– Pronto.

– Quase – ele disse, lhe surpreendendo de certo modo.

– Quase?

– Sim. Antes vou colocar uma venda em você.

– V-v-venda?

– Amy, é só uma venda. Você confia em mim?

Ela parou, olhou para seus olhos melados.

Ela confiava nele? Será? Depois de tudo? Por que, há um segundo atrás, ela não tinha mais tanta certeza? O que havia mudado em tão poucos milésimos? Podia mesmo algo ter mudado?

Olhou mais uma vez para ele. Como ele era lindo... sua pele morena, seus brilhantes olhos âmbar, seu cabelo preto, seu sorriso... prendeu a atenção em seu sorriso por um instante. Ele estava... diferente. Não, não era um sorriso pretensioso, malicioso, nem superior como antes, mas estava tão doce e sincero. Podia mesmo uma pessoa ter mudado em tão pouco tempo, principalmente uma pessoa como o Ian? Mas talvez nem fosse essa pergunta que mais perturbava à Amy. Talvez o que mais lhe perturbasse era o motivo pelo qual ele havia mudado...

Lembrou-se como naquele mesmo dia, à tarde, havia olhado para seus olhos e lhe dito que conhecia seus defeitos e perdoaria suas falhas. E talvez o que lhe deixasse apreensiva fosse isso: saber das suas falhas.

"Ele te ama. Ele não vai fazer nada de ruim com você. Confie nele" algo em seu interior lhe cochichava na mente. Com uma grande rufada de ar, Amy tomou coragem e concordou, ainda que com um sorriso meio amarelo estampado no rosto.

– Tudo bem.

– Agora estamos prontos – ele disse, colocando a venda sobre seus olhos e vetando sua vista.

Ele pegou Amy pela mão e a conduziu para o lugar da surpresa. Não pôde deixar de notar que a mão dela suava.

– Está nervosa? – ele perguntou com um sorrisinho malandro no rosto. Amy não podia ver seu rosto, mas ela quase conseguia imaginar a expressão ladina dele.

– Um pouco – ela confessou.

Ian a mantinha informada durante todo o percurso.

– Vire aqui. Isso. Vá em frente agora. Sim. Estamos quase chegando. Só mais um pouquinho e... Pronto! Agora vai ser um pouco complicado. Você vai ter que subir uma escada vertical. Acha que consegue?

– Acho que depois da busca das 39 pistas, subir uma escada de olhos vedados será moleza.

Ian riu.

– Ótimo! Tenho uma namorada bem-humorada.

Amy corou. Gostava desse título. "Namorada" pensou radiante. Ian pegou em suas mãos e as colocou em cima da escada. Era de madeira e parecia um pouco frágil, sem falar que era vertical, sem apoio fixo nenhum.

– Isso é s-seguro? – sua voz havia ficado trêmula. Ian riu novamente.

– Não vai desistir agora, não é?

Dando outro suspiro, ela respondeu:

– Não.

– Eu vou ficar segurando a escada para ela não cair. – Ele aproximou-se e ela sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando seus lábios encostaram na base da sua orelha. – E, se ela cair, eu te seguro. Não se preocupe, agora você está comigo, Cahill – ele sussurrou lascivamente em seu ouvido.

Amy teve de se concentrar novamente para subir aquela escada mal-encarada. Deveria conduzir para algum tipo de porão ou abertura no teto. Não foi fácil, isso era fato. Ian tinha sempre que colocar o pé de Amy do próximo degrau. Ela subiu primeiro - e vendada - e ele veio em seguida. Lá em cima, Amy pôde sentir o vento gelado acariciar sua face. "Alguma abertura no teto" concluiu.

– Ian?

– Estou chegando!

Amy ficou parada lá em cima, esperando, até ele vir por trás e lhe dar um abraço.

– Está preparada? – ele sussurrou novamente em seu ouvido.

– S-sim.

E nisso, com extrema delicadeza, Ian tirou a faixa, revelando um vista incrível, simplesmente fantástica.

– Ah! – foi apenas o que ela conseguiu pronunciar. Era... lindo demais! Podia se ver tudo lá de cima. Toda a propriedade. O mar, o bosque, o campo... Ela havia ficado tão impressionada com aquela paisagem que só depois foi reparar na mesinha com duas cadeiras. Ela colocou as mãos no rosto e fez uma cara de sonhadora. – Oh... Nunca ninguém fez uma coisa tão bonita assim pra mim...

O lugar ela iluminado apenas por umas velas em cima da mesa, que dava ao local um brilho amarelado e um ar romântico.

Foi então que ela reparou na roupa de Ian. Ele estava mesmo vestido com um smoking? Amy riu. Ian abriu um sorriso meio sem graça.

– Eu exagerei, né?

Ele tirou o paletó e a gravata borboleta e arregaçou as mangas da camisa branca.

– Vamos pular essa parte. Vem, vem, pode sentar. – Ele a conduziu para a mesinha e puxou sua cadeira. Amy agradeceu. Então ele pegou uma bandeja de prata e colocou em cima da mesa.

– O que é isso? – ela perguntou, cheia de curiosidade.

– Tcharam! – ele abriu e revelou uns croissants e uns biscoitos. Tudo o que Amy sempre comia lá.

– Foi você que fez?

– Fui! – ele falou todo contente.

Amy começou a rir. Ian apoiou o braço em cima da mesa e descansou a cabeça nele, a olhando enquanto ela abria aquele sorriso delicado.

– Sabe, você teve uma grande influência sobre mim – ele disse, quase suspirando. – O que é incrível porque eu namorei dezenas de garotas e … – Ele fazia um gesto amplo com as mãos, empolgado, quase exultante, porém, recuou ao perceber o que havia falado. – Ah... não! Umas duas, três... Bom, algumas garotas! E... enfim, você é bem diferente, você é quase... meu camarada! – Ao ver a cara de susto de Amy, percebeu de novo a imbecilidade que havia dito. – Não, não, não! Você não é homem! – respirou fundo e, abrindo um sorriso galante, continuou. – Deixa eu tentar outra vez.

Levantou-se da cadeira e foi indo em direção à Amy. Contudo, ao apoiar o braço na mesa, esta virou e os croissants voaram todos em cima dele.

– Ah! Tô confuso hoje! – ele riu, ela também. Foi quando seus olhos pararam no chão. Ops! Havia caído sem querer do seu bolso. Não podia deixá-la ver!

– Amy! – gritou, agarrando-se à caixinha. – Desculpe, foi meio alto. – Ele abaixou a cabeça, num gesto desconsolado. – Que fracasso...

Amy ainda ria com aquela cena e com as bobagens que Ian fazia uma atrás da outra.

– Não! É lindo! – ela disse, tirando um pedaço de croissant de seu cabelo preto.

Finalmente houve um momento de silêncio, seguida por uma longa olhada entre eles.

– Amy, eu... Bom, não sei muito bem como falo isso... é... um presente, pra você – ele disse, lhe entregando a caixinha. – Era para ser perfeito, mas... eu estraguei tudo.

Amy pegou da sua mão, lhe olhando com os olhos iluminados.

– Você não estragou nada. Foi engraçado.

– Esse é o problema: eu não sou engraçado. Eu sou galante, charmoso, elegante... mas quando estou com você me sinto como nunca me senti antes. Parece que desaprendi como flertar com uma garota.

– Então saiba que eu prefiro você engraçado.

Ele deu um sorriso.

– Não vai abrir?

Era uma caixinha verde-clara meio azulada, pequena, menor que a palma da sua mão, envolta por uma fita branca com um laço perfeito em cima. Amy olhou boquiaberta para ele. Parecia que podia até adivinhar o que tinha dentro. Ela desmanchou o laço com cuidado e abriu a caixinha delicada. Dentro havia outra caixinha que provavelmente era feito de pele de cobra. Abriu e dentro encontrou o verdadeiro presente. Era um anel de prata, simples, sem grandes exageros, e, escritas em letras cursivas vermelhas, estava a palavra "love". Amy sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Ela olhou emocionada para ele. Ian deu um sorriso.

– Bom, não é nada grande coisa, só para não deixar passar em branco esse momento. Espero que tenha gostado.

– Se eu gostei? Ele é lindo, Ian! E não importa o preço, o que importa é que veio daqui – ela fez um gesto tocando no coração.

– Posso? – ele perguntou se referindo ao anel.

Amy entregou o anel a ele, que se levantou. Amy se levantou em seguida, junto com ele, sem entender a princípio o que ele faria, mas só depois percebeu sua verdadeira intenção. Ele ajoelhou-se e pegou na sua mão direita.

– Amy Hope Cahill, você aceita namorar comigo, Ian Kabra, um perfeito imbecil que não sabe se controlar na sua frente e que acabou com a noite?

Ela sentiu seu rosto queimar ao mesmo tempo em que seus olhos se encheram de lágrimas e ela tinha vontade de rir. O céu estava completamente nublado e a noite estava fria. Um vento congelante às vezes soprava no seu rosto. Mas, mesmo assim, tudo parecia perfeito.

– S-sim – ela sibilou, sorrindo.

Ian colocou delicadamente o anel no seu anelar direito.

– Pronto, agora estamos oficialmente namorando! – ele disse, se aproximando e encostando seus lábios nos dela...

Povo!

Gente, desculpa se esse capítulo tiver ficado horrível, super clichê, enfim, completamente TENEBROSO! É que minhas provas começam amanhã e eu tive que estudar - quer dizer, tô indo estudar agora! Nem deu tempo de revisar o texto! Então, se tiver alguma coisa errada, algum erro de gramática ou sintaxe, me avisem que eu corrijo e posto novamente certo!

Espero que não tenha ficado tão ruim a ponto de eu não receber review! Então, mesmo que esteja uma porcaria, em pó e desidratada, deixem review me dando sermão pra não deixar pra fazer tudo de última hora e se for fazer pelo menos fazer algo melhor do que isso! Desculpem, prometo tentar não repetir isso outra vez!

Beijinhos!