O café da manhã de Amy foi enviado a seu quarto. Ela bebeu um pouco de café e mordiscou um pedacinho de torrada.
Quando se levantou e desceu para o primeiro andar, Melissa havia saído para o ensaio da nova peça, e Jim parece que havia ido se encontrar com um amigo. Só encontrou Miss Mild, sentada à janela que tinha vista para o rio, tricotando com grande dedicação.
Ela levantou o rosto com um sorriso plácido ao ver Amy chegando.
– Bom dia, minha querida. Já está se sentindo melhor, eu espero.
– Sim, estou bem melhor. Não sei como pude fazer aquele papel de idiota ontem à noite. Será que eles... eles estão muito bravos comigo?
– Não, minha querida. Eles compreendem.
– Compreendem o quê?
Miss Mild ergueu o olhar para Amy de novo.
– Que você passou por um choque muito grande ontem à noite – disse. – Não seria melhor você me falar sobre tudo que houve? – acrescentou com suavidade.
Amy caminhou de lá para cá, inquieta.
– Acho que eu deveria consultar um psiquiatra ou algo do tipo.
– Tenho certeza que existem especialistas excelentes em Londres, é claro. Mas você tem certeza de que é preciso mesmo?
– Bem... acho que estou ficando louca... só posso estar ficando louca!
Uma copeira, senhora de idade, entrou no aposento com um telegrama na bandeja. Entregou-o para Amy.
– O rapaz da entrega quer saber se há resposta, senhorita.
Amy rasgou o envelope. A mensagem fora enviada de Surrey. Olhou para ela por um ou dois minutos, sem entender direito, e amassou o papel numa bola.
– Não há resposta – disse, de forma automática.
A criada saiu da sala.
– Espero que não sejam más notícias, querida.
– É Ian, meu... namorado. Está em Surrey. Avisou que deveria estar chegando ainda hoje.
Havia perplexidade e tristeza em sua voz. Miss Mild deu uma tossidinha de leve.
– Bem, não há dúvida, isso é muito bom, não é?
– Será? Bem quando não sei se estou ficando louca ou não? Se estou louca mesmo, seria melhor nunca ter ficado com Ian. E a casa e tudo mais. Não posso voltar para lá. Ah, não sei o que fazer.
Miss Mild deu tapinhas no sofá, convidando Amy a sentar.
– Venha aqui, querida, e me conte tudo.
Amy aceitou o convite com uma sensação de alívio. Fez um relato da história toda, começando pelo momento em que viu Lily's Mansion pela primeira vez e passando pelos incidentes que de início a intrigaram e depois passaram a atormentá-la.
– E assim fiquei bem assustada – falou por fim. – Pensei que seria bom vir para Londres, me afastar de tudo aquilo. O que houve, porém, é que não consegui me afastar. Aquilo me seguiu. E ontem à noite – Amy parou de falar, fechou os olhos e engoliu em seco.
– Ontem à noite... – Miss Mild insistiu.
– Eu me arrisco a dizer que a senhora não vai acreditar – disse Amy, falando muito rápido – A senhora vai pensar que eu sou histérica ou maluca ou algo do tipo. Aconteceu muito de repente, perto do fim. Eu estava gostando da peça, estava sim. Não tinha pensado nenhuma vez na casa. E então veio aquilo, do nada, quando ele disse aquelas palavras...
Repetiu numa voz baixa e trêmula:
– Cubra o rosto dela. Meus olhos se ofuscam, ela morreu jovem... Então, eu estava de volta na casa, na escada, olhando para baixo, para o hall, através da balaustrada, e eu a vi deitada lá. Estendida... morta. Seu cabelo tão dourado e seu rosto tão... tão azul! Estava morta, estrangulada, e alguém estava dizendo aquelas palavras naquele mesmo tom maligno... e vi as mãos dele... cinzentas, enrugadas... não eram mãos, eram patas animalescas... Foi horrível! É o que posso dizer. Ela estava morta...
Miss Mild perguntou, suave:
– Quem estava morta?
A resposta veio rápida e automática:
– Helen...
Gente! Ai, que saudades, que saudades, que saudades! Nem sei como consegui passar tanto tempo sem postar aqui!
Ah, sou eu sim! Aqui mesmo! Vocês nem devem estar acreditando que sou eu, porque eu também não estou! É, foi meio que um impulso eu postar esse capítulo. Estava em casa, de ressaca, sem fazer nada, aí pensei "Poxa que saudades!", aí comecei a escrever, do nada! Minha mãe até estranhou "Voltou a escrever, foi, filha?"
Eu sei, deve estar uma porcaria, mas foi um bocado repentino. E vocês nem devem lembrar em que pé andava a história ou se lembrar dos personagens, mas...
Ainda não sei se vou mesmo continuar aqui, talvez às vezes eu dê umas sumidas, mas depois de uns estímulos da Clara e da Ana, eu pensei "Ah, quem sabe, né?". E é ano novo e estou sentindo que esse ano promete! Tudo parece tão perfeito para 2012! Vou entrar no ensino médio! Ensino médio! Uhuuuu! Vocês fazem ideia do que é isso? Eu sei, tô empolgadíssima!
Espero que ninguém esteja com raiva ou magoado comigo ou que, ao ver minha história no topo, pense "Droga, ela voltou!" Nem que pensem que eu dei apenas um faniquito imbecil e que eu sou na verdade uma garota chata e mimada.
Me perdoem, fofoletes! Por favor...!
Beijinhos e feliz 2012!
