Amy olhou mais uma vez para a casa. Ela já havia olhado para ela tantas vezes, mas agora ela a olhava de um jeito especial. "Será que eu já morei mesmo aqui?"
Teve receio de colocar os pés dentro do hall, do mesmo hall que ela havia visto a mulher morta. Ela tomou coragem com uma grande rufada de ar e entrou. "Que bobagem, Amy, a casa continua a mesma" ela pensou. Tudo claro com o sol da tardinha, tudo em perfeita ordem como sempre, nada sombrio ou sinistro. Mas ainda assim parecia haver algo que antes não havia. E Amy sabia o que era, ou melhor, quem era... Agora havia Helen. Amy quase podia sentir a presença dela no meio do hall de entrada, com seus cabelos dourados e seu rosto azul. Um calafrio percorreu sua espinha só de vislumbrá-la.
Ian passou o braço em volta da sua cintura e, olhando para ela, perguntou:
– Tudo bem?
Ela deu outra tragada de ar e respondeu, tentando ser firme e tranquila:
– Tudo.
Ele olhou para ela e ela imediatamente virou o rosto para olhar para ele também. Ian lhe olhava com compaixão, compaixão e pena. Seu olhar de alguma maneira lhe transmitia coragem. Ele apertou sua mão e apenas disse:
– Coragem.
Amy assentiu e os dois penetraram no recinto.
– Amy, querida, você voltou! – Andy disse quando passaram pela cozinha. Ela lhe deu um caloroso abraço e de imediato Amy se sentiu melhor.
– Andy, você poderia levar a mala de Amy lá pra cima e desfazê-la?
– Claro!
Ian olhou para Amy e disse:
– Vá para o seu quarto, tome um banho, descanse um pouco que daqui a pouco eu passo lá para nós falarmos com a sra. Hudson, certo?
Amy apenas balançou a cabeça em um gesto afirmativo. Ian olhou para a garota e sentiu remorso. Ela parecia tão assustada com tudo aquilo, tão perturbada.
– Vai ficar tudo bem – ele lhe garantiu e lhe deu um beijo. – Nos encontramos daqui a pouco.
Amy subiu com Andy. Chegando no quarto, a primeira coisa que fez foi procurar Buddy. Ele estava maior. Parecia que ela havia ficado fora tanto tempo!
– Querido, senti tanto a sua falta! – ela disse, abraçando a bola de pelos. Seus pelos estavam brilhando.
– Henry deu um banho nele – Andy falou.
– Estou reparando. Ele está tão cheiroso! – Amy deu o primeiro sorriso naquele dia. – E como está o Henry?
– Sentiu a sua falta – ela respondeu enquanto abria a mala pequena de Amy.
Amy simplesmente não havia entendido porque Ian havia mandado Andy para lá para desfazer a sua mala se essa era tão pequena. Talvez ele só quisesse que ela não ficasse sozinha e pirasse de vez. Ela também sentiu falta de Henry. De algum jeito, queria vê-lo logo.
Amy sentou na cama. Andy a olhou um pouco preocupada.
– Então, como foi a viagem? Londres não é mesmo sombria de um jeito adorável? E aquelas lojas maravilhosas! Só não é melhor do que a Escócia, com seus campos verdejantes. Sou de lá, sabe? Nós morávamos em uma pequena fazenda.
– Sim. Sombria... – ela respondeu, vaga.
– Que foi, querida? Você parece estar tão distante.
Amy virou-se:
– Estou, não é? Devo estar parecendo ridícula! Não vejo como isso poderia me atingir. Ela está morta, afinal. E mortos não voltam, não é?
Andy, que não estava inteirada dos acontecimento, não entendeu nada.
– Oh, querida, está mesmo tudo bem?
– Eu espero, sinceramente, que sim.
– E você não está ridícula, apenas assustada – Andy falou, tentando ser o mais delicada possível.
– Eu estou, Andy. Estou bastante assustada...
Clima de suspense...!
Amooooo isso demais! Vi Sherlock Holmes e isso apenas me motivou ainda mais a esse clima de mistério! Embora tenha achado que o primeiro foi melhor... Nesse eu sabia quase tudo que ia acontecer porque foi baseado nas "memórias de Sherlock Holmes". É muito engraçado e continua aquele clima meio tenso - e hilário - entre Holmes e Watson - não tem quem me tire da cabeça que os dois são um tanto suspeitos...
Povo! Espero que tenha ficado aceitável e espero que receba alguma bondosa review!
Beijinhos açucarados!
