Capítulo Um
ou
Aquele em que Meena quase mata Rose
11h30 WET, quarta-feira, 1º de setembro
Expresso de Hogwarts
Algum lugar no norte da Inglaterra
— Meen. Você não vai acreditar no que aconteceu — exclamou Rose Weasley assim que abriu as portas da cabine. Sentou-se com tudo no banco em frente à Meena, os cabelos ruivos ondulados presos em uma trança de raiz frouxa, o uniforme perfeitamente alinhado com seu broxe de Monitora da Lufa-Lufa e os olhos azuis expressando a tristeza que ela sentia.
Rose era uma das melhores amigas de Meena e dividia com ela o dormitório da Lufa-Lufa desde o primeiro ano. Foi Rose quem tirou a imagem de que lufanos não podiam ser inteligentes ao mesmo tempo em que são ingênuos e amigáveis da mesma maneira que Meena havia provado a todos quem lufanos poderiam sim ser sarcásticos e isolados. A ruiva costumava dizer que o humor da garota às vezes era mais azedo que a cara de Giulianna Flint.
Mas naquele momento, Meena não estava nem um pouco preocupada com a opinião de Rose sobre seu gênio e sim com o Profeta Diário na mão da ruiva, cujo belo rosto de Luke Walsh estava estampado na primeira página. A memória da última vez que havia ousado sair de casa naquelas férias ainda estava fresca em sua mente, como se tivesse acontecido no dia anterior e não duas semanas atrás. Assim que viu o jornal, Meena sentou-se totalmente ereta e apreensiva.
— O que foi?
— Luke Walsh caiu da vassoura e... — Os olhos amarelados da loira quase saltaram de seu rosto antes de Rose continuar a sentença — perdeu a Copa de Quadribol para a França! Ele estava executando uma Finta de Wronskyea vassoura dele falhou daí o apanhador francês chegou ao pomo antes dele. Os patrocinadores estão exigindo a demissão dele porque todos os outros jogadores aceitaram substituir as velhas Nimbus pelas Firebolt 3 exceto ele. Dá pra acreditar que o cara está agradecido de ter caído da vassoura? Parece que ele ia cruzar o Atlântico dos Estados Unidos para a África do Sul o que faz eu me perguntar que tipo de idiota tentaria fazer isso com uma vassoura tão ruim quanto a Nimbus. Até porque, ele não sabe nadar.
Só quando terminou sua enorme frase, Rose percebeu que Meena havia relaxado tanto o corpo que havia caído de costas no banco macio do Expresso. Quando abriu a boca para perguntar alguma coisa para a amiga, a porta da cabine se abriu mais uma vez e Penélope Longbottom colocou seu rosto redondo para dentro do compartimento. Diferentemente de Rose, a expressão dela era exultante enquanto olhava da ruiva para Meena. Ela torcia pela França.
— Pela cara da Rose, ela já te contou a novidade. Campeões mundiais!— Ela guinchou antes de voltar para o corredor fazer uma dancinha esquisita.
— Cala a boca — resmungou Rose, puxando a morena para dentro e jogando-a para o mesmo banco em que estava sentada. A ruiva olhou inquisitivamente para Meena — O que aconteceu com você?
A loira suspirou e levantou seu tronco mais uma vez. Os olhos castanhos de Penny iam do rosto de Rose para o de Meena, sem entender a situação.
— Eu vi a morte dele.
— De quem?
— Luke Walsh — Rose respondeu por ela — Como foi isso?
Os olhos de Meena se encheram de lágrimas.
— Foi a duas semanas. Eu não podia ir para um casamento e fui para a Fifith And a Half. Encontrei-o por lá e dei um aviso. Graças a Merlin ele me ouviu.
As duas trocaram um olhar e depois olharam penalizadas para Meena. Elas a compreendiam. Uma das piores coisas do mundo para ela era ter uma dessas visões; presenciar a morte de todas as pessoas de camarote era realmente uma coisa que traumatizaria qualquer pessoa. Só de olhar para um deles ou tocar em algo que pertença a eles é o suficiente para ela saber como elas morrerão. Isso era muito bom em certos casos, como alertar a Penélope de que é melhor o pai dela não tentar mexer na raiz de um Salgueiro Lutador mesmo quando a planta está imobilizada ou a Rose de que aquela pista otimista que apareceu do nada no QG dos aurores é na verdade uma armadilha de bruxos das trevas. Foi por essas duas previsões que Meena conseguiu provar para as duas que ele era realmente uma paranormal.
Não que esse tipo de coisa fosse incomum no mundo bruxo, mas uma pessoa que só consegue fazer previsões de morte? Aquilo nunca foi visto antes, principalmente da maneira que acontecia com ela - e Meena podia acreditar nisso, pois Minerva fez questão de pesquisar tudo na tentativa de evitar que sua protegida sofresse com tais acontecimentos. Nem a própria família dela conseguia entende-la - Timothy e Elizabeth Harper costumavam ter longas discussões sobre de qual parte da família Meena havia herdado o dom infeliz (pela conexão de sobrinha de McGonagall, Elizabeth acabava assumindo a culpa com uma grande garrafa de conhaque, mesmo que sua filha dissesse que aquilo faria mal a seu fígado) - e desde que seu irmão havia falecido, com exceção a Penny, Rose e Minerva, não havia restado a ela mais ninguém que desse verdadeiro crédito a ela. Às vezes, quando alguém que ela havia visto morria de verdade, Meena se sentia como Cassandra, filha de Príamo.
— Calma, querida — Penny disse, pegando Meena pelas mãos trêmulas — Você conseguiu salvar uma vida. Antes Luke cair e perder a Copa do que cair e morrer afogado.
— Mas só tem um problema.
— Qual?
— Eu usei o nome da Rose.
Isso teve reações diversas. Enquanto Meena, já recuperada, e Penélope prendiam o riso, Rose demorou alguns poucos segundos para perceber as implicações do que a loira havia feito e ficar com o rosto completamente vermelho.
— Ora sua vaca! Você acabou com as minhas chances de virar a futura Sra. Luke Walsh!
— Como se você tivesse alguma chance — Penélope disse, caindo no riso enquanto Rose batia em seu braço para que ela parasse de rir.
— Isso. Não. Tem. Graça! — Gritava, pontuando cada palavra com um tapa.
Meena estava rindo descontroladamente, quando alguém bateu na porta. Ela levantou e abriu a porta. Viu do outro lado um garoto alto e magro, cabelos extremamente bagunçados e olhos verdes como esmeraldas. Eu não me incomodaria se ele desse em cima de mim, Meena se pegou pensando, até se lembrar que aquele era Albus "Idiota" Potter, primo de Rose. O fato de ele tê-la empurrado para chegar até a prima - que continuava brigando com Penny - lembrou-a de que pessoas como ela eram invisíveis para ele.
— Eu preciso da sua ajuda — falou Albus, separando a Rose de Penélope e puxando-a para o corredor sem falar com ninguém a exceção dela. Ele era o tipo de pessoa que considerava os lufanos perdedores - o que não fossem sua prima é claro.
— Cruzes — comentou Penny, com as sobrancelhas erguidas. Arrumou os longos cabelos castanhos que foram colocados para cima enquanto brigava com Rose e virou os olhos para Meena — E você? Como foram suas férias com a família Monstro?
— Não fale assim! — riu a loira — Eu diria que bem produtivas, para falar a verdade, tendo em vista que o jogador de quadribol com o sorriso mais bonito segundo o Profeta Diário foi salvo de um morte trágica em meio ao oceano.
— Conseguiu convencer Abdullah a desistir das rosquinhas?
— Infelizmente não. Cada vez que o vejo, o ataque cardíaco fica mais evidente.
A expressão de Meena entristeceu enquanto falava do indiano, então Penélope mudou rapidamente de assunto.
— Comprou aquele Louboutin para mim? Estou precisando urgentemente de novos sapatos e papai não ajuda em nada com aquela mania de viajar para lugares cada vez mais exóticos todas as férias. Por falar nisso, obrigada pelo aviso dobre as Petúnias Paquistanesas; elas engoliriam a cabeça de Frank se eu não soubesse o que fazer.
— De nada e sim, comprei seu amado Louboutin. Você não deveria reclamar sobre isso. Pelo menos você tem quem queira sair de férias com você, Penny.
— Perdão Meen, mas não poder ir para lugar nenhum que eu queira em nenhuma das minhas férias me deixa deprimida. Perdi o aniversário de Debby Cole que teve no inicio de julho, além de não ter ido para a casa de praia de Rose quando ela me chamou — com isso ela fez uma careta — Apesar de eu achar que foi melhor assim. Maioria dos Weasley não dão a mínima para o fato de eu ser amiga da prima deles. Eu ia ficar sobrando sem você lá.
Meena lhe ofereceu um sorriso singelo, que a outra entendeu como uma afirmativa e continuou a tagarelar. Penélope era a única das três que seguia quase que a risca o que diziam ser o verdadeiro lufano. Diferente de Rose, ela nunca se irritava e diferente de Meena, ela não sabia o que era ser sarcástica. Penny sempre sabia fazer a pessoa ficar feliz quando triste, sabia retomar as conversas quando estas morriam, sabia ser condescendente até com sonserinos como Albus Potter, que ignoravam obstinadamente a existência dela sem ao menos se importar. Rose e Meena nunca aceitariam algo assim - exceto, talvez, quando o que quer que o sonserino faça não diga respeito à loira.
Penélope estava falando algo sobre as Antilhas - lugar que visitou depois de voltar do Paquistão - quando Rose finalmente voltou para a cabine.
— Aleluia! Pensei que o Potter tinha seqüestrado você sem direito a resgate — emendou a morena enquanto a garota fechava lentamente a porta da cabine — O que ele queria com você?
— Só falar sobre a festa de aniversário dele.
— Ah, é! Faltam duas semanas para a Super Festa Anual do Super Albus Potter, ou, como eu prefiro chamar, SFASAP.
Meena e Rose encararam Penny chocadas, antes de se encararem e caírem na risada.
— Ok, o que foi isso?
— Nada demais. Vamos apenas dizer que apostei tomar café forte com Frank hoje. Não falem para ele que eu estou falando tanto assim. Preciso daqueles três galeões.
Balançando a cabeça, Meena olhou para Rose, que estava suspeitamente quieta.
— Foi só a SFA-sei-lá-mais-o-quê que te deixou tão pensativa assim?
— Hmm, na verdade foi a missão que o Al me deixou. Mas vamos esquecer isso por agora. Como foram as suas férias?
Ainda estranhando o comportamento da ruiva, Meena contou as amigas suas entediantes férias, terminando o mais rápido o possível para passar para as férias de Penny - que as recontou mais rápido que antes -, a mais interessante de todas as três por causa das três regiões diferentes que ela visitou em dois meses.
Rose seguiu a viagem em um silêncio anormal, somente falando quando necessário, chamando também a atenção de Penélope. Mas nenhuma das duas amigas comentou a situação em momento nenhum. Respeitavam o sigilo dela assim como ela respeitava o delas quando a circunstância era inversa - não que isso impedisse as duas de querer saber sobre o que os dois primos conversaram, secretamente.
Chegando a Hogwarts, as garotas se encontraram mais uma vez com Albus Potter, acompanhado de Scorpius Malfoy e Jason Zabini. Os dois trocaram um olhar secreto, ele como quem cobra e ela como que pensa. Com um aceno de cabeça, ele e os outros saíram do caminho delas e foram para fora do Expresso.
— Certo, isso foi estranho. Vou começar a pensar na possibilidade de vocês estarem tendo um caso.
— Eca, Penny! Não é nada disso. Eu só preciso pensar em algumas coisas antes de contar a vocês. Paciência!
— Tudo bem.
— Mas você e o Malfoy não brigaram. Isso também foi estranho.
— É porque o Potter quer algo dela, o que quer dizer que vamos ter algumas horas sem sonserinos enchendo o saco. Aproveitem — falou Meena, andando em direção a uma das carruagens.
Durante algum tempo, enquanto esperava as amigas entrarem, ela observou os testrálios. Desde o segundo ano - a primeira vez que havia andado nas carruagens - ela os havia visto, mesmo sem nunca ter visto pessoalmentealguém morrer de verdade. Talvez, só de ver como os outros morreriam isso acontecesse. Meena não sabia e preferia não saber.
20h12 WET, quarta-feira, 1º de setembro
Corredor do primeiro andar
Algum lugar da Escócia (Hogwarts)
O banquete havia acabado e as três amigas andavam em direção ao porão onde estava o Salão Comunal da Lufa-Lufa. Chegando aos barris, Penélope - já devidamente descaféinada - se apressou em bater neles corretamente e a passagem se abriu.
Na opinião delas, o salão comunal lufano era mil vezes mais aconchegante que o grifinório - além de mais seguro por causa do vinagre armazenado nos barris que guardavam o local, ainda porque, pelo que se sabia, ninguém de outra casa nunca havia conseguido entrar no salão lufo (o que mostrava a característica de lealdade a Casa que os alunos possuíam). Sua temática era amarela e preta, recheada de espécimes de plantas raras que ainda residiam ali e tornavam o salão em um lugar colorido e animado. Os pufes gigantes e fofos juntamente com os sofás super confortáveis em frente a uma lareira de fogo amarelado, o estilo oval das janelas, a proteção contra tempestades devido a sua localização e a imagem da animada Helga Hufflepuff pendurada na parede deixavam o salão ainda mais cômodo.
Mas era cansativo demais para elas ficar ali depois de um banquete de boas-vindas, considerando-se que não havia quase ninguém com quem Penny ou Rose pudessem conversar. Entraram na porta que dava para o dormitório feminino e entraram em seu quarto.
As outras duas garotas que dividiam o quarto com elas já estavam dormindo, o que Penélope e Meena teriam o maior prazer de fazer se não fosse por Rose, que as puxou para sua própria cama e fechou o cortinado amarelo.
— Abaffiato — sussurrou a ruiva antes de se virar para as amigas — Tenho uma notícia para vocês.
— Qual... — O bocejo interrompeu Penélope — seria essa notícia? E é melhor que seja boa, porque eu estou morrendo de...
A morena deu mais um bocejo e chegou a lacrimejar de tanto sono que estava.
— Penny, será que pode tentar parar? Eu já estou com sono e você desse jeito não me ajuda em nada — reclamou Meena.
— Tudo bem. Eu vou... — Bocejo — tentar.
— Ok, as senhoritas poderiam me fazer o favor de parar de falar. Se eu der logo a notícia vocês vão poder ir dormir! — Assim conseguiu a atenção das amigas - chocadas com a visível irritação da garota -, Rose soltou um suspiro cansado e pegou seu travesseiro — Desculpa. É que resolver esse problema do Albus tá me deixando estressada.
— Estamos vendo — Penny se retraiu com o olhar ferino que recebeu de Rose.
— Continuando, eu já tomei a decisão que ele pediu de mim e agora eu posso contar a vocês o que nós conversamos no trem. A Super Festa Anual do Maravilhoso Albus Potter-.
— Super Albus Potter — corrigiu Meena.
— Que seja! A festa é no próximo sábado e todo ano tem música ao vivo antes de começar o DJ. Só que Theodore Finnigan perdeu a voz anteontem, no final da Copa, e a banda que ia tocar com ele precisa de um vocalista.
— E o que você tem haver com isso? — Meena estava tendo um pressentimento muito ruim em relação a isso.
— Albus me pediu para arranjar um vocalista para a festa dele até amanhã. E eu vou indicar você, Meen.
Rose se calou e ficou observando, temerosa, a reação da amiga. Meena, por sua vez, estava ficando cada vez mais e mais vermelha. Milhões de sentimentos atravessando simultaneamente o seu corpo - o choque, a vergonha e a negação sendo os mais evidentes. É claro que ela não iria cantar na festa de aniversario de Albus Potter, quer dizer, todos os alunos descolados Hogwarts iriam estar lá - o que claramente queria dizer que ela nunca estaria incluída se não fosse por Rose arrastá-la para a Sala Precisa todo ano.
— Eu vou simplesmente te matar, sua ruiva desgraçada! — Meena gritou, tomando o travesseiro da mão de Rose e batendo nela com todas as forças — Você faz idéia de como é difícil já ir para essa festa desde o primeiro ano a força?
Ela já estava de pé, quase partindo para agressão física, quando Rose abriu as cortinas e saiu correndo gritando pelo quarto. Meena ignorou totalmente os pedidos de Penélope e continuou correndo atrás da ruiva. Conseguindo chegar perto o suficiente dela, Meena pulou sobre Rose, jogando-a no chão e colocando mais força nas pancadas dadas pelo travesseiro.
— Aquelas. Pessoas. Me. Odeiam! Como você espera que eu cante na frente de todas elas?
— Cantar na frente de quem?
Meena, Rose e Penny interromperam seus gritos e perceberam que suas duas colegas de quarto, Tinna Hale e Joanna Chase, haviam acordado e estavam olhando curiosas para elas. Claro que era totalmente comum uma briga ou outra entre as três, mas nenhuma tão violenta a ponto de uma delas parar no chão.
— Meena vai cantar na festa do Albus — Rose respondeu Tinna, se encolhendo quando a loira deu mais um golpe de almofada em seu rosto, fazendo com que se calasse.
— É verdade, Harper? — perguntou Joanna, olhando para as três sem acreditar que alguém tão excluída quanto Meena fosse cantar na festa de alguém como Albus Potter.
— É claro que é verdade, Chase — Penélope retrucou irritada. Ela podia ser uma lufana amigável, mas verdadeiramente detestava quando alguém ofendia uma de suas amigas — O próprio Potter convidou ela.
Penny recebeu logo um olhar assassino vindo de Meena.
— Eu estou falando com a Harper, Longbottom. Quero saber da boca dela.
Meena abriu a boca para dizer que era mentira, mas ao olhar para Rose e vendo o tormento que ela estava passando em seus expressivos olhos azuis, a loira tomou uma decisão.
— É verdade sim, Joanna. Eu vou cantar na festa de aniversário do Potter.
Joanna e Tinna trocaram um olhar antes de virarem para Meena sorrindo.
— Uau! Caramba, Harper! Isso vai te fazer, tipo, totalmente popular — guinchou Joanna, levantando-se de sua cama para tirar Meena de cima de Rose.
— Totalmente — concordou Tinna — Nós definitivamente precisamos arrumar seu look. Nada dos trapos de rock que você costuma usar.
— Nada disso — falou Rose, que já estava de pé, puxando Meena das mãos das outras duas e levando-a para o lado do quarto que era das três — Albus disse que ela pode usar o que ela quiser, especialmente porque a apresentação vai ser de rock.
O sorriso das duas lufanas murchou.
— Então tudo bem. Boa noite, pra vocês.
— Boa noite, Tinna. Joanna — falou Rose, puxando Penny e Meena para o banheiro, trancando a porta — Obrigada, Meen. Vou avisar ao Albus amanhã pela manhã.
— Não me agradeça. Só fiz isso por causa dessas duas fofoqueiras — resmungou Meena, abrindo a porta de novo e voltando para o banheiro com seu pijama — Até porque, pelo que eu entendi, tenho passe livre para usar as músicas que eu quiser.
— Não vai cantar "Brilha, brilha estrelinha" no aniversário do meu primo, né?
— Não se preocupe ruivona. Vai ser algo bem pior — e com um sorriso levado, Meena saiu do banheiro já vestida e indo direto para sua cama.
Rose e Penélope se entreolharam dentro do banheiro.
— Ela não vai fazer algo ruim, vai Rose?
— Que nada! — disse ela, fazendo um gesto de descaso com a mão — Meena não vai querer queimar o filme dela ainda mais com o resto do colégio. Eu acho.
De repente, a ruiva ficou pálida.
— Ela não vai, né?
— É melhor você não se preocupar com isso — Penny acalmou-a dando tapinhas em suas costas — Vem, vamos dormir.
Rose acabou cedendo à morena e foi para sua cama. Adormeceu pensando nas conseqüências de sua relação com o primo se Meena resolvesse estragar o aniversário dele. Era melhor mesmo que Meena Harper não ousasse fazê-lo.
N/A: Explicando só uma coisinha: a mãe da Meena é um aborto. Ela é a filha mais nova do irmão mais novo da Minerva, o Malcon. Só que o irmão da Meena, Jon, não tinha nem um pingo de mágica no sangue então não se sabe se ela poderia ser considerada uma nascida trouxa ou não.
Para quem não conhece, que "representa" a Rose é a Cintia Dicker; a Penélope é a Victoria Justice e a Meena - obviamente - a Dianna Agron.
