N/A:Gente, como eu sou totalmente idiota, eu me esqueci de avisar a vocês o que o WET depois do horário que dizer: West European Time ou Horário do Oeste Europeu, no bom e velho português.
Ignorem o título. Sem criatividade para ele, já que eu dividi o capítulo - ficou enorme. Ta aí pra vocês, podem ler (aviso de spoiler: esse capitulo pode estar uma merda total).
Capítulo Três
ou
Aquele em que Meena assusta um Malfoy
7h27 WET, sexta-feira, 17 de setembro
Dormitório feminino da Lufa-Lufa
Algum lugar da Escócia (Hogwarts)
— Acorda para cuspir! — Rose gritou pulando sobre os cobertores amarelos da cama de Meena — Vamos! Merlin ajuda quem cedo madruga!
— Argh! Me deixe em paz, por favor, animal de teta — Meena xingou-a, empurrando a ruiva para o chão e virando-se para o outro lado.
Aquela era uma das coisas que ela mais odiava em suas amigas: elas eram pessoas matinais. Meena abominava pessoas matinais.
— Vamos, Meen! Você tem uma noite e tanto, hoje — ela ouviu a voz abafada de Penny vindo da direção do banheiro. Logo depois, a porta abriu e um vapor quente chegou à cama de Meena — Nós vamos ter uma noite e tanto. Já decidiu o que vai usar?
Ao se lembrar da festa à noite, Meena pulou da cama jogando os lençóis para cima de onde Rose ainda estava caída e jogou-se em cima de seu malão - ainda que seus olhos estivessem pesando. Começou a tirar uma enorme quantidade de roupas e acessórios e a colocá-los em cima da cama.
— Eu tenho duas combinações alucinantes que eu tenho certeza que vou com uma delas, mas... Com qual eu vou?
— Para ser sincera, minha cara eu estou pouco me lixando. Com tanto que você mostre para aquele imbecil do Malfoy o quão boa você é, pode ir pelada — riu Rose, levantando-se e entrando no banheiro. Antes de fechar a porta completou: — E que vá bem bonita, porque tem um Potter que está muito curioso para conhecer você.
Meena atirou uma almofada na ruiva, que não a acertou por pouco, pegando na porta que esta tratou de fechar rapidamente.
— Ajudou muito, Weasley! — resmungou esticando as roupas em sua cama — E você, Penny? Alguma opinião? Penny?
Ela olhou para a amiga que estava sentada na penteadeira, entretida em seu próprio reflexo enquanto escovava os longos cabelos. Os olhos castanhos embaçados mostravam a Meena que ela não prestava atenção em nada a sua volta. Quando Penélope recomeçou a escovar pela quinta vez a mesma mecha de cabelo, a loira achou que já era hora de ir perguntar a ela no que ela tanto pensava. Chegou de mansinho as costas da morena e preparou sua mãos para lhe dar um susto.
— Buh!
— Ah! — gritou, largando a escova com um baque alto na madeira negra — O que você quer, Harper? Me matar?
— Não. Quero saber em que você está pensando tanto. Faz séculos que perguntei uma coisa a você e você nem me olhou.
— Eu...
A porta do banheiro se abriu e Rose saiu de lá cantarolando enrolada numa toalha. Quando viu as duas amigas em silêncio olhando para ela, a ruiva andou até sua cama antes de perguntar:
— Porque estão me olhando? Estavam falando mal de mim?
Meena e Penélope se entreolharam e caíram na risada. Penny recuperou o fôlego primeiro e respondeu Rose, que estava olhando preocupada para as duas.
— Não. Meena me perguntou no que eu estava pensando e o momento foi tão tenso que, quando você entrou aqui cantando, nós achamos graça.
— E no que você estava pensando, a propósito?
— Não me faça pergunta difícil.
— Aposto que era no Zabini — Rose falou enquanto secava os cabelos com a toalha — Eu vi você olhando para ele anteontem, na aula de Poções. Nem piscava.
Penny corou e voltou a olhar seu próprio reflexo, escovando os cabelos. Meena abriu um sorriso e abraçou-a pelos ombros.
— Meu neném 'tá clescendo! 'Tá apaxonada, meu bebê? — a loira perguntou, fazendo voz de criança enquanto sacudia de leve os ombros da outra.
— Cala a boca — Penny disse batendo nas mãos de Meena — Você devia era tomar banho porque falta meia hora para começar a aula.
— Ih, é. Valeu meu bebê.
Penélope esticou a mão para bater mais uma vez em Meena, mas esta já estava correndo para o banheiro e riu da careta que a amiga fez.
Acabou que ninguém me ajudou em nada, pensou enquanto se despia e entrava no banho frio para acordar completamente, pois seu longo dia começaria com dois tempos de Poções.
7h54 WET, sexta-feira, 17 de setembro
Aula de Poções
Algum lugar da Escócia (Hogwarts)
Albus não conseguia se concentrar em nenhuma conversa ao seu redor. Desde quando acordara, procurava com os olhos por qualquer aluna de Hogwarts que poderia ser a tal cantora misteriosa, mas não tivera nenhum resultado a não ser que Madison Corneracusou-o de estar olhando para seus enormes seios - até Scorpius e Jason concordaram com ela, dizendo que ele não deveria ter vergonha disso.
Ele não agüentava mais aquela agonia. Deveria assumir de vez que ele, Albus Severus Potter, definitivamente odiava que escondessem coisas dele. Detestava não saber das coisas, principalmente se estas fossem acontecer em sua própria festa. E se a garota não soubesse cantar tão bem assim? E se ela fosse uma ex-namorada em busca de uma vingança humilhante em plena festa de aniversario? Ele sabia que deveria confiar em Hugo e nos outros garotos da banda, além de Rose, mas era quase impossível impedir sua imaginação de tomar asas.
— O que você acha, Albus? Albus? Albus?
— Que droga, Zabini! O que você quer?
— Nossa! Calma. Eu só queria saber o que você acha da minha bela defesa a princesa da Lufa-Lufa, Rose Weasley, sua priminha querida que pareceu te achar presente de aniversario perfeito: uma garota.
Albus revirou os olhos e virou seu banco para Scorpius.
— Serio mesmo que você ainda está criticando a Rose?
— O que você quer que eu faça? — se defendeu o loiro, arregalando os olhos azuis — A garota te arranja uma menina que deve ser muito feia se não saiu por aí anunciando ao mundo que vai cantar na sua festa, já que deve estar com medo de ser dispensada, e ainda diz que é o seu presente de aniversário!
— Deveríamos confiar na Rose, de vez em quando. Lembra do que aconteceu quando ela disse para o Jason para não namorar a Nott e ele fez mesmo assim?
— A Carlie me fez ficar com fama de corno pela escola.
— E quando ela aconselhou o Hugo a não contratar aquela bandinha para a festa de verão na casa deles e ele contratou?
— Os caras não apareceram e tivemos que organizar uma playlist de última hora — Scorpius respondeu dessa vez, a voz entediada ao extremo — E daí? Você sabe mais do que ninguém que ela tem umas amigas desesperadas por aí que adorariam ser o presente de Albus Potter - apesar de eu ser mais bonito do que você.
— Do tipo daquela amiga ali? — perguntou Jason apontando em direção a mesa em que Rose e amigas se sentavam.
Seu dedo estava apontando uma loira sem graça que tinha o uniforme folgado demais, estava sem maquiagem e tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo baixo que caia sobre seu ombro direito. Pelo Albus podia se lembrar, aquela era a Garota Você-Vai-Morrer, uma perdedora da Lufa-Lufa de quem Rose insistia em ser amiga. Ele e os amigos tinham rido muito à custa das coisas esquisitas que eles ouviam que ela fazia.
— É. Amigas do tipo dessa aí — sentenciou Scorpius com uma careta — O que o Matthew está fazendo? Ele está... conversando com elas?
Realmente, o Devinette estava conversando e rindo com elas. A garota loira parecia até mesmo sedutora enquanto falava com ele - tal imagem era anulada pelo cérebro de Albus assim que ele se lembrava dela quebrando a vassoura da velha Hooch. Assustadora era a única palavra que vinha a sua mente quando se lembrava da tal garota.
— Ela parece achar que tem alguma chance com ele — comentou Jason — E parece que ele também... Não, não é possível.
— O que não é possível, Zabini?
— Nada de importante só uma idéia muito louca que me veio agora. Esqueçam.
Albus e Scorpius se entreolharam e deram de ombros. Iam recomeçar a conversa quando o Prof. Horace Slughorn entrou em sala.
— Bom dia, crianças. Sentem-se, sentem-se. Pois bem, a matéria desse ano vai ser muito interessante, portanto, espero que prestem atenção e não brinquem. Vamos começar com uma poção de alta periculosidade para aqueles que a encaram superficialmente. Conhecem a Amortentia, a Poção do Amor? Alguém sabe falar sobre essa poção?
A mão de Rose voou prontamente para cima - fazendo Scorpius bufar e revirar os olhos ao lado de Albus - e ela começou a responder quando o mais velho acenou a cabeça sorridente para ela.
— É a poção do amor mais poderosa que existe, ela pode ser facilmente identificada pelo brilho perolado, pela fumaça que solta, que sobe em espirais características, e pelo seu cheiro que varia de pessoa pra pessoa de acordo com o que mais a atrai. É a poção mais perigosa que existe, porque pode levar a pessoa que a bebeu a fazer loucuras pela paixão obsessiva. O cheiro dessa poção é a primeira pista definitiva em relação ao fato de você gostar de uma pessoa.
— Muito bem, Srta. Weasley. Mais dez pontos para a Lufa-Lufa. Observem que eu a tenho aqui preparada — ele disse apontando para um caldeirão cheio de uma poção cuja aparência se encaixava perfeitamente na descrição de Rose — e que sua receita já está no quadro negro. Para aqueles que ainda não me compreenderam, eu quero que a preparem para mim. Vocês terão o resto do primeiro tempo para isso. Comecem.
Com esse comando, a masmorra se encheu de barulhos e vapores característicos de uma aula de Poções. Albus iniciou sua poção rapidamente e logo a finalizou - segundo seu pai, ele havia herdado o dom de sua avó no preparo das poções. Ao cheirá-la ele sentiu vários cheiros conhecidos, mas os principais eram o cheiro do vento que batia em seu rosto durante os jogos de quadribol e da torta de caramelo de sua mãe, além de outro que lembrava a ele o cheiro de chiclete de banana. Ele se afundou em um torpor distraído até que uma movimentação mais a frente da sala lhe chamou a atenção.
— Mas eu quero bebê-lo agora!
— Desculpa professor, mas deve estar com gosto ruim.
Ah, que novidade. A Garota Você-Vai-Morrer estava fazendo mais uma das suas loucuras. Parece que ela queria impedir, de qualquer forma, Slughorn a tomar um pouco do seu hidromel. Louca.
— Ora essa! Uma detenção para você, Srta. Harper. Agora, com licença.
O professor trouxe o cálice em direção a sua boca, mas, quando faltavam alguns poucos centímetros, a garota bateu em sua mão e derrubou a bebida no chão. O barulho do vidro se quebrando chamou a atenção de todo o resto da classe que ainda não os observava. Ao seu lado, Scorpius e Jason pareciam estar se divertindo.
— Perdão, professor. Minha mão está um pouco doida. Ui!
Ela bateu mais uma vez e quebrou o cálice que o velho havia conjurado e derrubou mais uma vez o hidromel.
— Chega! Vou beber da garrafa mesmo! — ele virou-se de costas, mas, antes que pudesse erguer a garrafa, a loira maluca puxou-a de sua mão e lançou-a ao chão.
Todos os alunos, exceto a garota, prenderam a respiração e foram para trás quando o rosto do professor ficou subitamente vermelho - a veia da testa saltando -, logo em seguida roxo.
— Você... QUEBROU! DESPERDIÇOU!
— Não seja por isso, professor — Matthew, o primo de Scorpius se meteu e apontou a varinha para onde o hidromel estava esparramado no chão — Reparo.
O líquido e a garrafa de vidro voltaram a seu estado original e Matthew entregou-o na mão do professor. Se afastando da maluca, Slughorn bebeu o hidromel quase todo. Tirando a boca da garrafa, ele estalou a língua e olhou para a garota.
— Viu! Não aconteceu na-.
Ele se interrompeu no meu da frase e a maluca prendeu a respiração. Naquele momento, Slughorn caiu duro no chão e uma espuma esquisita começou a sair de sua boca. Sem se abalar, a garota correu para o seu lugar e começou a mexer em sua bolsa, tirou de lá uma pedra escura que Albus reconheceu como um benzoar e caiu a lado do professor, empurrando o benzoar em sua boca e soltando um suspiro aliviado quando a espuma parou de sair. Naqueles trinta segundos que o envenenamento durou, todos os alunos estavam congelados de surpresa em seus lugares.
— Por Merlin! — ela exclamou olhando irritada para os colegas de classe — Alguém pode, por favor, chamar Madame Pomfrey? Rose?
A ruiva despertou e saiu correndo porta para fora da masmorra, passando pela mesa de Albus prendendo o choro. Com isso, todos voltaram a se mover, alguns se aproximando da frente da sala e alguns indo cochichar sobre como a Garota Você-Vai-Morrer parecia saber o que ia acontecer. Scorpius e Jason foram para perto da mesa onde alguns lufanos acalmavam a filha do diretor Longbottom, fazendo Albus lhes acompanhar.
— Isso foi... Não tenho nem palavras — sussurrou o loiro, observando a doida realizar os primeiros socorros no professor.
— Você não tem palavras porque não foi você quem ajudou aqui — ela resmungou, voltando-se para eles com seus olhos dourados. Scorpius deu um pulo para trás, pois não havia percebido que ela havia ouvido assim como Albus, que também se assustou, pois, para uma lufana, a voz dela parecia tão feroz quanto à de uma sonserina — Para falar a verdade, você ajudaria muito mais se calasse a boca e permanecesse em seu lugar, assim como você fez quando toda a ação estava ocorrendo bem aqui.
O garoto - que nunca perdia um bate-boca - deu mais dois passos para trás e girou sobre seus tornozelos, andando de volta para o seu lugar. Jason e Albus se entreolharam, deram de ombros e se afastaram também.
— O que foi isso? — perguntou Jason parando em frente à mesa.
— Sei lá. Fiquei com medo de ela me tirar dali aos murros. Você viu aqueles olhos? — Scorpius estremeceu e sacudiu a cabeça — Até porque, quem imaginaria que uma amiga da Weasley saberia me tirar melhor que a própria?
Albus não se agüentou e soltou uma gargalhada.
— Sua cara foi impagável agora.
— Aham, é melhor ficar quieto, Potter.
A porta se abriu e Rose passou por ela seguida do diretor, as lágrimas caiam livremente pelo rosto da ruiva. O homem chegou à frente da sala, tomou o pulso gordo de Slughorn e sacou a varinha.
— Mobile Corpus— o corpo do professor de poções flutuou e Neville se virou para a Garota Você-Vai-Morrer — Me acompanhe, Meena.
A loira acenou com a cabeça e saiu das masmorras atrás dos dois professores. Assim que a porta se fechou, a sala se encheu de murmúrios altos que só voltaram a cessar quando a porta foi fechada com força por uma Penélope Longbottom irritada, seguida de uma Rose ainda chorosa.
Os três sonserinos pegaram suas coisas e saíram para o tempo livre que teriam até terminar os supostos dois tempos de Poções.
— Eu não sei vocês, mas isso foi muito estranho — Jason comentou enquanto observavam sentados Penélope e Rose discutindo acaloradamente mais a frente nos jardins. Pareciam estar chateadas, não entre si, mas com uma terceira pessoa.
— Eu sei que foi muito estranho eu ter ficado com medo de uma Lufa-Lufa.
— Isso e outras coisas, Scorpius. Isso e muitas outras coisas — dessa vez ele olhava para Matthew Devinette, que estava sentado mais afastado dos outros alunos, olhando para o Lago Negro.
22h04 WET, sexta-feira, 17 de setembro
Dormitório feminino da Lufa-Lufa
Algum lugar da Escócia (Hogwarts)
— Rose, você viu meu brilho labial? — a pergunta de Penélope veio abafada pela porta do banheiro e fez a ruiva questionada grunhir irritada.
— Eu já disse para você que eu não sei!
— Meen, você viu?
— Não, Penny. Você nunca guarda suas coisas no mesmo lugar — Meena respondeu rindo da aflição em que as amigas estavam para se arrumarem para a festa de Albus Potter.
Rose havia saído do banho há meia hora e até aquele momento não havia colocado nada mais do que uma lingerie, prendido os cabelos, se maquiado e andando pelo quarto numa confusão quase palpável. Penélope havia entrado no banheiro logo após a ruiva e, pelas contas de Meena, fazia vinte minutos desde que o barulho do chuveiro havia cessado e a morena parecia insistir em secar todo o seu cabelo antes de sair do banheiro para que a loira finalmente entrasse para o seu banho.
Enquanto esperava, Meena estava deitada em sua cama mexendo em sua velha e gigante pantera negra de pelúcia, Bagheera; ensaiava dancinhas esquisitas com suas patas, fazia e desfazia alguns nós em seu rabo, deitava nela como se fosse um travesseiro para logo em seguida começar a arremessá-la para o teto. Somente uma pessoa sabia que aquilo queria dizer que ela estava ansiosa, mas aquela pessoa já não estava mais entre os vivos.
Com um suspiro, a garota voltou a deitar-se sobre a barriga da pelúcia.
— Pronto, Meen. Pode entrar.
Penélope havia saído do banheiro, já devidamente vestida e maquiada - o que justificava agora a sua demora. Ela estava vestida com um vestido de seda creme curto de alças e a cintura marcada em preto e com borboletas na cor marrom, juntamente com um casaquinho de manga três quartos também preto. Estava com uma pulseira e um brinco de pérolas, assim como um colar que ostentava uma única pérola sem pesar o visual. No pé, ela calçava seu mais novo Louboutin.
— E aí? Gostaram? — perguntou com uma voltinha.
— Amei — Rose disse ao mesmo tempo em que Meena falava:
— Odiei.
Elas se viraram assustadas para a loira.
— Não que esteja feio — ela falou rapidamente — Mas parece até que você vai para um coquetel cheio de adultos e não para uma festa cheia de adolescentes. Fora isso, está perfeito.
— Eu sei, Meen. Mas eu sou a filha do diretor, então eu tenho que me vestir de maneira mais comportada — a morena explicou revirando os e se olhando no espelho de corpo inteiro — Ainda assim, estou arrasando, não é?
— Está — Meena e Rose sentenciaram sorrindo. A ruiva completou, caçoando da garota — O Zabini vai amar você vestida assim.
Penny corou e desviou o assunto:
— E você, Weasley? Vai desse jeito?
— Vai, mas só porque ela ouviu dizer que a doninha-azeda adora uma renda preta — Meena comentou maldosamente, fazendo com que Rose ficasse roxa - de raiva ou de vergonha, ela não sabia.
— Não é nada disso, Harper! É porque eu estou testando a minha coragem.
— Para...
— Para usar isso — ela disse, puxando de cima de sua cama um pequeno tecido de lantejoulas negras. Era uma blusa de manga curta que provavelmente deixaria a barriga dela exposta.
— E o que é que essa roupa tem de errado?
— Olá! Terra chamando Meena. Olha para isso — Rose vestiu a peça de roupa, que caiu como uma luva nela — Eu tenho seis primos e um irmão que vão estar nessa festa. O que eles vão pensar de mim?
— Que você tem vida — Penélope falou distraidamente enquanto ajeitava o cabelo. Quando percebeu o que havia dito, deu um sorriso amarelo — Desculpa ruivona, mas é porque eu ouvi aquela sua prima meia-veela falando algumas coisas... ruins de você um dia desses.
Agora Meena tinha certeza de que a amiga estava roxa de raiva. Rose precisou de algumas respirações para poder fazer uma pergunta:
— O que aquela vadia de quatorze anos disse?
— Dominique disse que as pessoas só achavam que você tinha algum tipo de vida social porque você era da Lufa-Lufa, mas que isso não era verdade porque, lá no fundo, você era igualzinha a sua mãe: uma cê-dê-efe mal comida — Meena disse com uma voz entediada, poupando Penélope de responder — É, nós duas ouvimos, mas não quisemos falar para você porque se não você iria brigar com ela - assim como em toda vez que vocês duas se encontram sem a presença de um adulto. Mas é óbvio que eu parti logo pra cima dela e dei umas boas bofetadas naquela cara de bonequinha de porcelana.
— Ah, isso explica porque ela se afasta de você quando nós passamos no corredor — Rose disse com um tom pensativo.
— É. Eu diria que eu ensinei a ela nunca mais chamar a mãe de uma amiga minha de cê-dê-efe mal comida — a loira riu — Mas de qualquer forma, você vai usar isso e vai mostrar a ela quem é a mal comida da família.
Parecendo transpirar determinação, Rose puxou uma calça jeans de seu malão e vestiu-a, pegando sua bota YSL debaixo da cama e calçando-a.
— Quer saber de uma coisa? — exclamou irritada, indo para a penteadeira e abrindo sua gaveta. Pegou algumas pulseiras além de seu brinco de penas que havia comprado quando visitou o Brasil com os avôs — Eu vou de arrasar para essa festa e vou mostrar para a desclassificada da Dominique quem é a verdadeira mal comida da família Weasley.
— Muito bem, garota! Agora vamos que eu quero aproveitar a-. — Penny se interrompeu no meio da frase, olhando para a loira desarrumada que estava sobre a cama — E você, Meen? Não vai?
Meena se olhou e logo após para o seu relógio e saltou da cama, largando Bagheerano chão.
— Oh, meu Merlin. Estou atrasada! Faltam menos de meia hora para a banda entrar e eu ainda não estou pronta! — ela pegou sua toalha e deixou a roupa que havia escolhido a postos em cima da cama — Vão indo sem mim. Rose: acabe com a veela; Penny: conquiste o Zabini.
E com isso ela se trancou no banheiro para tomar o banho mais veloz que havia tomado em toda a sua vida.
N/A: Caramba, desculpem o meu atraso. Eu tava na Disney - apaixonei -, sem acesso a internet sem que eu pagasse em dólar. Só um aviso: próximo capítulo vai rolar uma homenagem a todas as cervejas amanteigadas do mundo - delicinhas da mamãe, muito boas mesmo!
Alguém mais notou que a torta favorita do Al é a mesma que a do Harry ou fui só eu? E que o nome da pantera negra de pelúcia da Meen é Bagueera? Ou talvez o apelido carinhoso da Meena para o Scorpius? Ah, sim, não posso me esquecer do comportamento completamente bitch da Dominique? - não que eu ache que todas as veelas são assim, mas... Não, nada disso é mera coincidência.
O nome "animal de teta" será sempre colocado por Meena como um apelido furioso às suas amigas em homenagem às minhas companheiras de viagem, Carol e Ana, que me renderam boas idéias de piadas entre amigas - loucura total dividir o quarto com essas duas.
Já me prolonguei demais - no NI e no NF. Beijo da gorda :P
P.S.: Sabe, eu não acredito muito no contador do Fanfiction - principalmente considerando que eu só tenho um review. Me deixem alguns para eu saber que tem alguém aí?
