Sinopse: Anjos e demônios, criaturas tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais.
Por simples capricho, um dos mais fortes dos demônios possui uma humana, porém e se essa humana fosse casado com um anjo? Dezesseis anos depois, o fruto daquela infeliz noite está vivo ate hoje. Por uma guerra sem sentido, os gêmeos são buscados, eles devem ser separados.
O futuro dos céus, do inferno e da Terra estão em suas mãos,
para isso um deles deve morrer. O amor proibido que se aflora dentro deles poderá sobreviver a esse cruel destino, que é tudo um mero capricho de um ser das trevas?

R & A

Apagar a Luz

Era horário do segundo intervalo do dia, alguns professores já haviam acabado seu horário, então foram embora. Porém outros preferiam adiantar um pouco o trabalho, e isso incluía Camus, o professor mais frio da escola. Porém a fama dele não intimidava Aioros, que entrou da sala do ruivo sem sequer bater, com um enorme sorriso no rosto, como sempre.

- Oi, Gelinho! – disse, animado como sempre.

Ao ver o outro entrar e lhe cumprimentar, Camus deu um enorme suspiro, respondendo friamente.

- O que você quer?

Aioros sentou na mesa de Camus, sem tirar o sorriso dos lábios.

- O que acha que eu quero?

- Se eu estou perguntando, é porque eu não sei, certo? – Retrucou o ruivo, irritado.

- Tem problemas de memória, ruivinho? Prometeu sair comigo, esqueceu?

Camus encostou na cadeira, suspirando novamente e revirando os olhos.

- Pensei que você havia esquecido.

Aioros tocou na ponta do nariz de Camus gentilmente, ainda sorrindo animado.

- Eu nunca esqueço de nada, e você sabe disso.

- Deu para notar... – Resmungou Camus, retirando os óculos que usava para ler, coçando os olhos.

- Que foi gelinho, tá cansadinho, é?

- Não, imagine. Eu só passei a manhã inteira corrigindo provas e trabalhos, e não, eu não estou cansado.

- Ah vai, vai dizer que ver as carinhas sorridentes dos nossos alunos todo dia, os olhos cheios de esperança e a alma cheia de sonhos não lhe dão energias?

- Não.

- Você desanima qualquer um, sabia?

- Como se eu me importasse com qualquer um.

- Ah, vai dizer que aquele aluno... Qual o nome dele mesmo? – O sagitariano pensou por alguns segundos - Ah sim, o Milo. Vai dizer que não se importa com ele? Eu estava dando uma olhada nele, e ele realmente gosta de você, sabia?

- Tsc. Como se eu me importasse com uma criança daquelas. – Camus cruzou os braços e desviou o olhar.

- Vê se não destrói o sonho do garoto... – Disse Aioros, se levantando - Mas de qualquer forma, vamos ou está difícil?

Camus suspirou novamente e se levantou, resmungando.

- Vamos acabar com isso logo.

- Para de fazer parecer que vou te matar ou algo do tipo. – O professor de história se queixou, saindo do escritório do ruivo com um enorme sorriso - Ah, e você paga!

O ruivo revirou os olhos, sem paciência para as brincadeiras e criancices do outro.

- Tá, tá...

–-

Na sala de aula, todos os alunos prestavam atenção no professor. Aquela matéria seria de vital importância na prova.

Porém Kanon sequer ouvia a professor, ele estava deitado na mesa, escondia a cabeça entre os braços. Saga, vendo isso, deu um leve peteleco no irmão.

- Ei, Kanon, não durma.

- Me deixa, Saga... – Resmungou Kanon, ainda sem se mexer.

O gêmeo mais velho deu um leve suspiro e bagunçou gentilmente os cabelos do outro.

- Acorde.

Kanon nem respondeu dessa vez.

- Kanon...? Tá tudo bem? – Indaga Saga, preocupado com o irmão, afinal, ele nunca ficava assim, sempre era um tagarela que não parava quieto. Colocou a mão na testa do irmão - Você tá fervendo!

- Não é nada...

- Você tá se sentindo mal?

- Não... – Mentiu Kanon, ele não queria que o irmão se preocupasse consigo.

- Você não sabe mentir para mim. Responda. Você tá se sentindo mal?

- ...Talvez...

Saga preocupou-se ainda mais com o irmão, fazendo-lhe um leve cafuné, gentilmente.

- Quer ir para casa?

- Não...

Nesse momento, o sinal toca, anunciando o final da aula e iniciando a troca de sala. Saga, ainda preocupado, diz:

- Ah, é? Então vamos fazer assim, se você conseguir ir até a porta da sala, a gente fica, se não, a gente vai para casa.

- Não seja bobo, é lógico que eu consigo ir até a porta... - Kanon se levantou e foi andando lentamente até a porta. A visão foi ficando um pouco embaçada e as pernas ficam fracas.

- S-saga... – Kanon caiu no chão, e Saga o segurou imediatamente.

- Eu falei... Vamos para casa.

- Mas você vai perder aula por nada, Saga...

- Não é por nada. Eu vou para casa cuidar do meu irmãozinho teimoso. Agora me espere no corredor que eu vou avisar os professores. - Sorri, indo até a sala dos professores antes que o irmão reclamasse. Avisou tudo, logo voltoando para onde Kanon estava, vendo-o sentado no chão, respirando com dificuldade – Tudo bem, Kanon? Consegue andar?

- A-acho que não... – Kanon foi sincero.

Saga pensou por alguns instantes. Uma ideia lhe surgiu.

- Venha, Kanon – Saga o chamou, se ajoelhando para que o outro subisse em suas costas.

Kanon estava tão mal que sequer reclamou, subiu nas costas do irmão sem reclamar.

- Depois não reclame que não está entendendo a matéria... – resmungou Kanon, abraçando o pescoço de Saga, enquanto apoiava a cabeça no ombro do outro.

Saga revirou os olhos.

- Quem vai reclamar vai ser você.

Com um muxoxo, Kanon aconchegou mais a cabeça no ombro do outro, fechando os olhos e, sem querer, dormindo.

Saga, ao perceber o outro dormindo, dá uma leve risada e continua o caminho, querendo chegar em casa o mais rápido possível.

Chegando em casa, Saga coloca o irmão delicadamente no sofá, para não acordá-lo. Resolveu ir preparar algo para ele comer quando acordasse, porém antes sequer de sair de perto dele, Kanon começou a falar dormindo.

- Huh...Saga... Mais... Rápido...

- Mas o que... ?

- Huh... M-mais forte...

- Kanon? Ei, Kanon... – Começou a cutucar a bochecha de Kanon para ele acordar.

- Huh... Saga, ai mesmo... Vai...

- K-KANON! ACORDA!

Com o berro de Saga, Kanon acordou assustado, num pulo.

- Huh? Que foi, Saga?

- ... T-tá tudo bem? Digo, está se sentindo melhor? – Saga indagou, meio corado, tentando esquecer o que ouviu Kanon dizer.

- Tô sim... - Ainda meio sonolento, coça os olhos, infantilmente - Por que está vermelho maninho?

- É... É por causa do calor... – Murmura, enquanto colocava a mão na testa de Kanon - Você ainda está com febre... Vou pegar um remédio. – Ele então foi rapidamente até onde guardavam os remédios, ainda tentando esquecer o que o outro havia dito.

- Mas hoje nem tá quente ... – Disse Kanon, ainda sentado no sofá, levemente confuso. Saga o ignorou, estendeu o remédio para ele.

- Tome.

- ... Não gosto de tomar remédio. – Kanon fez um biquinho, feito uma criança.

Saga deu um longo suspiro, sempre era assim quando Kanon ficava doente. Ele se recusava a tomar os remédios, até ficar realmente mal.

- Kanon, é para o seu bem. Por favor.

- Não.

Saga fez um leve cafuné no irmão, suspirando.

- Por favor.

- Me recuso. O remédio tem gosto muito ruim

- Você quer que sua febre piore?

- ... Não

- Então me obedeça e tome logo esse remédio.

- Não!

Suspirando novamente, Saga empurra Kanon no sofá, fazendo-o se deitar e ficando por cime, prendendo os pulsos dele com uma só mão. Com a aproximação do outro, Kanon corou levemente.

- Me obedeça. Não quero fazer você tomar o remédio à força.

- Eu não vou tomar, ele tem gosto ruim!

- Eu sei que ele tem gosto ruim, mas é para o seu bem.

- Mas eu não quero!

- Eu vou pegar água para você tomar junto com o remédio. E você VAI tomar, sem manha. - Saga diz, se levantando e indo para a cozinha. Aproveitando a deixa, Kanon se levantou do sofá e foi saindo de fininho. Saga pegou-o no flagra.

- KANON! – Grita, indo atrás do outro.

Kanon até tentou correr, porém se sentiu tonto e acabou parando. Saga que vinha correndo atrás dele, com a parada repentina do outro, acaba caindo em cima do irmão. Acidentalmente seus lábios acabam se tocaram. Kanon ficou atordoado por alguns segundos, para logo depois, por instinto, fechar os olhos e abrir levemente os lábios.

E, inconscientemente, Saga começou a beijá-lo, enquanto Kanon colocava a mão na nuca de Saga, puxando-o mais para si e aprofundando o beijo. Ainda entre esse beijo acidental, Saga começou a acariciar levemente o tórax do outro.

Conforme o ar foi faltando mais e mais por causa do beijo, Saga finalmente percebe o que está fazendo e se afasta, rapidamente.

Kanon ficou atordoado por alguns instantes.

- Saga...? – Sussurrou.

- ... D-desculpe. – Saga diz, saindo imediatamente de cima do mais novo.

- Não se preocupe... - Fala baixinho, olhando para o chão.

- D-de qualquer forma, tome logo o remédio. - estende a mão, dando-lhe o remédio, tentando não encostar no gêmeo. E Kanon não falou nada, apenas tomou o remédio, se levantou e, sem nenhuma palavra, foi para o quarto. Não olhou sequer uma vez para o irmão.

Saga suspira frustrado. Volta para a sala e sentando-se no sofá, abraçado aos joelhos e escondendo o rosto.

Já Kanon ficou deitado na cama, com lágrimas nos olhos, olhando para o chão e tocando nos lábios, enquanto sussurrava o nome do outro, docemente.

- Saga...

–-

Após saírem da escola, Aioros e Camus foram para um barzinho que ficava a algumas quadras de distancia da escola. O local não era muito chique, porém era aconchegante. Os dois sentaram em uma mesa no fundo do bar.

- E o que você quer falar? – Pergunta Camus, cruzando os braços.

- Huh... O que era mesmo...? – Indagou Aioros, distraído enquanto olhava o cardápio - O que vai querer, gelinho?

Camus revirou os olhos.

- Vinho.

- Estamos no bar, meu querido, não tem vinho aqui...

-... E o que tem, então?

Aioros não respondeu, apenas chamou a garçonete e fez o pedido, para si e para o ruivo, que olhava-o com tédio.

- Vamos querer três X-Burgers, quatro cervejas geladas e... Dois sorvetes, os maiores que tiverem. - Sorriu docemente para a garçonete que atendia-os.

- Certo, trarei logo – A garçonete disse, sorrindo também, enquanto se retirava.

- É isso que tem aqui – Aioros diz com um sorriso para o ruivo, que só suspirou, impaciente.

Aioros, por sua vez, deitou na mesa, em cima de um dos braços, olhando fixamente pela janela.

- Ei, ruivinho, posso te fazer uma pergunta?

- Fale.

- Você não sente saudades?

- Saudades de que?

Aioros voltou a se sentar, com um sorriso um tanto triste.

- Nada, esquece...

Nesse instante a garçonete voltou, trazendo os pedidos.

- Aqui está, lindos, aproveitem. Qualquer coisa me chamem. - Se virou para Camus e falou uma de forma bem sexy - Qualquer coisa... – E foi embora rebolando.

- E não é que você faz sucesso, ruivinho? – O sagitário disse, contendo um riso, começando a comer.

Camus, com indiferença da atitude da garçonete, começa a tomar a cerveja.

Eles conversaram pelo resto da noite. Aioros pedia cada vez mais cerveja, até ter conseguido deixar o francês completamente bêbado. Com um sorriso no rosto, o professor de história conversava sobre certos assuntos que, se estivesse sóbrio, Camus se recusaria a falar.

O ruivo respondia a tudo que ele perguntava, sem sequer se importar.

Quando deu-se por satisfeito, Aioros pegou a certeira de Camus, pagou a conta, e levou o ruivo para fora do bar.

- Bem, meu querido, eu não sei onde você mora, então fique aqui e se vire. – Ele disse, de uma forma meiga, com o sorriso no rosto, enquanto colocava o ruivo em um banco qualquer. Quando viu que Camus não iria segui-lo, foi embora sorrindo.

Aioros chegou em casa cansado. Tentava fazer silêncio.

Quando entrou no pequeno apartamento, trancou a porta e já estava pronto para seguir caminho até o banheiro para tomar o tão merecido banho, porém algo no sofá o fez parar.

Deitado no sofá estava uma criança que dormia calmamente, abraçado ao telefone esperando uma ligação. Essa criança tinha exatamente 11 anos.

Ao ver o pequeno dormindo no sofá, provavelmente o esperando, com aquela expressão tão calma, Aioros foi até o quarto, pegou um cobertor, voltou para sala e cobriu o pequeno, enquanto agachava ao lado dele.

- Tão fofo... – Sussurro, acariciando o pequeno rosto angelical.

Aos poucos, a criança foi acordando. Ao ver quem estava ao seu lado, sorriu.

- Oros?

- Me desculpe, meu fofo, te acordei?

O pequeno coçou os olhos, infantilmente, e balançou a cabeça negativamente.

- Onde estava...?

- Saí com um amigo. – Respondeu se sentando ao lado do pequeno e o abraçando gentilmente - O que faz aqui? Por que não está no quarto?

- Estava te esperando. - Responde sonolento, abraçando-o também

- Mesmo assim, isso não é motivo para ficar até tão tarde acordado, amanhã tem aula.

O pequeno cruzou os braços e fez um bico, de um jeito adorável.

- Vamos, Shu-chan, vamos dormir – Aioros disse calmamente, dando um beijinho na testa do menor.

- Mas agora eu perdi o sono...

- Vamos, Shu-chan, amanhã você tem aula...

- Mas eu não quero ir para a escola. – O pequeno desviou o olhar, ainda de braços cruzados.

O sagitariano deu um leve riso.

- Isso é algo ruim para se dizer a um professor, Shu-chan...

- Mas a escola é chata. E eu nem posso nem falar com você direito.

- Isso porque você ainda não pode ter aula comigo porque é muito novo, mas quando crescer ficara comigo o dia todo. – O grego se levantou, sorrindo – Então, vamos dormir?

-... Não quero. – O pequeno abraçou uma almofada, escondendo o rosto.

O professor se ajoelhou para ficar cara a cara com Shura

- O que eu tenho que fazer para você ir dormir?

O pequeno nada respondeu. Aioros segurou-lhe o queixo gentilmente e o fez olhar para si.

- Vamos, o que eu tenho que fazer?

- Não sei... - Enche as bochechas de ar, olhando para o outro lado.

- Vamos, Shu-chan, eu faço qualquer coisa, é só pedir...

- Então adivinhe.

- Huh... Não faço ideia Shu-chan – O professor tinha uma cara de desentendido - Vamos, fale logo. Quer que eu cozinhe algo para você?

- Não. – Um pequeno sorrisinho malicioso se fez presente na pequena face.

Enfim Aioros percebeu o que ele queria.

- Não! – Se apressou em responder - Não vamos fazer isso! Amanhã você tem aula!

- Por favor, Oros... – O pequeno o olhou com uma carinha de cachorrinho sem dono.

- Não olha assim... Sabe que não podemos, não hoje...

- Oros... Por favor... - Continua olhando-o do mesmo jeito.

O professor vacilou por um momento, se levantando logo em seguida.

- ... Não! Vou fazer algo para comermos, depois o senhor vai para a cama.

O pequeno revirou os olhos, puxou-o e o fez sentar-se ao seu lado, para logo depois beijá-lo, abraçando-o.

No começo Aioros resistiu ao beijo, mas logo se entregou ao pequeno, abraçando-o também.

O pequeno sorriu vitorioso entre o beijo enquanto se sentava no colo de Aioros. Conforme o ar se fez necessário, se afastaram levemente.

- J-Já disse que não, Shu-chan...

O pequenino fez uma carinha de dar dó em qualquer um.

Farto daquilo, Aioros empurrou gentilmente o pequeno, fazendo-o se deitar no sofá, ficou em cima dele.

- Está bem...

A criança deu um enorme e feliz sorriso.

- Eu te amo.

Aioros o beijou demoradamente, enquanto levava uma das mãos lentamente para baixo da camisa dele, acariciando o abdômen dele.

- Eu também te amo, Shura... Amo muito...

Shura sorriu novamente, gemendo baixinho, enquanto Aioros começava a morder e chupar o pescoço de Shura, tomando cuidado para não deixar muitas marcas. Enquanto com uma mão atiçava o membro do menor, com a outra começa a desabotoar o cinto.

- A-aioros... – O pequeno gemeu levemente, abraçando o maior e trazendo-o mais para si.

Aioros começou a tirar a calça de Shura, foi até a orelha dele e mordeu levemente o lóbulo, sussurrando logo em seguida:

- Você é meu, Shura... Apenas meu...

- Só seu...

- Só meu... Apenas meu... – Repete Aioros, enquanto se levantava e acabava de tirar a sua calça e a de Shura, depois tira a camisa, primeiro a de Shura e depois lentamente a sua.

O pequeno espanhol ficou olhando-o, lambendo os lábios inconscientemente.

- Gosta do que vê, Shura? – Aioros perguntou sensualmente enquanto voltava a se deitar sobre ele.

- S-sim...

O grego voltou a beijar Shura, enquanto atiçava o membro dele por cima das roupas de baixo. Shura gemeu entre o beijo, ele arranhou levemente as costas do outro, sentindo algo estranho nelas, como duas partes sobressalentes, uma em cada canto das costas. Era como se os ossos estivessem tentando sair da pele. Ele nada comentou sobre isso.

Aioros foi distribuindo leves beijos pelo pequeno. Começou dando um selinho nos lábios, depois descendo para o pescoço onde deu alguns chupões, logo em seguida foi descendo distribuindo leves mordidas até chegar aos mamilos. Ali ele começou a morder e a chupar um, enquanto o outro ele apertava levemente com os dedos.

Quanto mais ouvia Shura gemer, mais sua ereção doía.

Quando se deu por satisfeito naquele ponto, foi descendo pelo abdômen do pequeno, dando leves beijos, até chegar ao membro dele, onde deu vários beijos, ainda por cima das roupas de baixo.

- A... Aioros... – Shura gemeu novamente, movendo os quadris inconscientemente.

- Ainda não... – Aioros sussurrou se afasta do membro de Shura e se dirigindo aos mamilos dele, chupando e mordendo novamente.

O capricorniano resmungou alguns protestos, mas logo depois volta a gemer, se contorcendo levemente.

Após dar leves mordidas no pequeno botãozinho direito do pequenino, fez o mesmo com o esquerdo, enquanto atiçava o membro do pequeno, novamente.

- Aioros, vai logo... - Shura falava um pouco ofegante e com o rosto corado.

- Tem pressa de quê, meu fofinho? - Masturba o pequeno lentamente, ainda por cima da cueca dele.

- A-aahn... Por favor, Aioros...

- Por favor, o que? O que quer que eu faça, Shu-chan?

- Me ama logo.

Ao ver o pequeno corar mais ainda depois do que disse, um sorriso malicioso nasceu nos lábios de Aioros enquanto tirava sua cueca e a de Shura, para logo em seguida levar três dedos para perto da boca de pequeno e ordenar logo em seguida:

- Lamba.

O pequeno começou a lamber os dedos do outro da forma mais sensual que conseguia, olhando para o maior o tempo todo.

Ao ver a expressão que o outro fazia, Aioros sentiu seu membro reclamar por atenção. Sem mais conseguir esperar, retirou os dedos da boca do outro e fez Shura ficar de quatro no pequeno espaço do sofá.

- Assim irá doer menos. – Ele disse enquanto começava a inserir o primeiro dedo na pequena entradinha do menor, que gemeu novamente, sentindo um leve incômodo.

- Você vai sentir um incomodo Shu-chan, porque faz tempo que agente não faz isso... - Falou enquanto começava a mexer o dedo dentro de Shura.

- T-tá... – Shura gemeu novamente, com certo tom de dor, enquanto pequenas lágrimas começavam a se acumular no canto de seus olhos.

Aioros logo começou a colocar o segundo dedo, fez Shura olhar para si e se aproximou o rosto do pequeno de seu rosto, dando leves beijos nos olhos dele, para fazer pelo menos algumas lágrimas pararem.

- Está doendo, meu fofo?

- N-não... – Mentiu enquanto rebolava nos dedos do outro, no intuito de fazer a dor diminuir um pouco.

Aioros colocou o terceiro dedo, sentindo sua ereção reclamar.

- A-aioros... - Sussurrou o nome do outro ao sentir os dedos dentro dele se movendo. Hora abriam e fechava, hora faziam movimentos circulares, em certos momentos os tirava e os colocava novamente, para o menor ir se acostumando aos poucos.

Não aguentando, Aioros volta a beijar Shura, que corresponde com igual intensidade, movendo os quadris.

- Oros... Vai logo... – Pediu o capricorniano entre gemidos, sem apartar o beijo.

- Ainda não está pronto, meu anjo...

O pequeno fez um biquinho infantil, rebolando mais nos dedos do outro. Mordeu levemente o lábio dele. Aioros gemeu baixinho.

- Não faz isso, Shu-chan... Eu tenho que te preparar direito...

- Mas já preparou o suficiente...

- Você ainda é pequeno, Shu-chan... E faz muito tempo desde que eu entrei em você... Tenho que te preparar melhor...

Shura fez biquinho novamente.

- Não faz assim... - Volta a beijar Shura.

Farto daquilo, Shura tirou os dedos do outro de dentro de si e o empurrou para o chão. Se aproximou dele, e sentou-se em seu colo e pegando o pênis dele. Com cuidado, levou o enorme membro do outro até sua pequena entradinha e começou a descer sobre ele, tentando conter os gemidos de dor. Aioros estava certo, ele ainda não estava preparado.

- S-Shura... V-Você... V-vai se machucar... A-ahhh

- N-não tem p-problema... – Conseguiu falar Shura, tentando conter os gemidos. Farto daquilo desceu de uma vez sobre o membro do outro, com algumas lágrimas escorrendo por seu rosto por causa da dor.

- C-Como... N-Não tem problema? S-Se você s-se machucar... Nu-nunca me perdoarei... - Fala Aioros entre gemidos.

Shura colocou as mãos no peito do maior, buscando apoio, enquanto Aioros tentava se conter para não se mexer e machucar ainda mais o seu pequenino.

- S-shura... E-eu não aguento mais... – Sussurrou o sagitariano, começando a se mover, mesmo sabendo que Shura ainda não havia se acostumado com o volume dentro dele. Shura gemeu alto, movendo um pouco os quadris também. Ele queria dar o máximo de prazer ao mais velho, não importa se isso o machucasse um pouco.

Cansado daquela posição, Aioros empurra Shura, delicadamente, para o chão, ficando por cima dele e voltando a estocá-lo, dessa vez mais rápido e forte.

- Shu... Ra... – Diz o maior, enquanto beijava o outro.

- A... Aioros... – Shura murmura, correspondendo o beijo docemente.

Aioros estocava cada vez mais rápido. Ele procurou a mão de Shura e entrelaçou os dedos.

- Eu... Te amo... Shura...

Em meio aos gemidos, Shura sorriu docemente.

- E-eu... Também te amo... Aioros...

Shura então gemeu uma ultima vez ao sentir o outro estocando seu interior, em seu ponto de prazer, chegou ao ápice, gemendo o nome do outro.

Aioros, o sentir Shura gozando, o apertando mais em seu interior, goza em um gemido rouco, caindo ofegante em cima de Shura logo em seguida. O espanhol deu um gemido manhoso, abraçando Aioros gentilmente com um enorme e meigo sorriso na face.

- Desculpe... Sou pesado, né? – Disse o grego, ainda ofegante, beija a testa de Shura, para logo depois se sentar. Pega Shura e o trás para seu colo, o fazendo sentar com a cabeça apoiado em seu peito, começa a fazer leves carinhos nele.

Shura fechou os olhos, sentindo as caricias do outro. Ele parecia ronronar. Aioros deu uma leve risada.

- Meu pequeno gatinho...Vamos dormir agora, vamos?

Porém Shura já havia dormido fazia um tempo, abraçado ao outro e com um leve sorriso nos lábios. Aioros se levantou e o levou para a cama, deitando ao seu lado logo em seguida e cobrindo os dois. Abraçou o pequeno, ternamente.

- Não sabe o quanto te amo... Pequeno... – Foram suas últimas palavras antes de dormir abraçado ao menor.

No meio da noite, Shura deu um leve gemido dolorido, sentindo um leve incômodo, porém não acordou.

–-

Na casa dos gêmeos Didyma, Saga ainda permanecia no sofá. Kanon não saiu do quarto desde o pequeno "incidente" que aconteceu. Preocupado com o irmão, o gêmeo mais velho se levantou com um suspiro e foi até a porta do quarto.

- Kanon...? – Saga bateu algumas vezes na porta.

Não houve resposta.

Preocupado com o irmão, Saga abriu a porta, que por sorte não estava trancada.

- Kanon? - O chamou novamente.

Percebendo que o irmão não estava na cama e a luz do banheiro estava acessa, foi para lá. Quando viu que Kanon estava apoiado no vaso, vomitando, correu para o seu lado.

- Kanon, tá tudo bem?

- O que você... Acha? – Kanon respondeu, antes de voltar a vomitar.

Saga segurou os cabelos do irmão, fazendo um leve carinho em suas costas, ainda preocupado.

Os irmãos ficaram mais um tempo no banheiro, Kanon vomitou até o que não tinha no estômago.

- Foi aquela... Porcaria de remédio...

Saga ficou arrependido, realmente não deveria ter forçado o outro a tomar aquilo.

Quando Kanon acabou de vomitar, escovou os dentes e depois se sentou no chão do banheiro, encostando as costas na parede fria.

- Melhorou um pouco...? – Indagou Saga, preocupado enquanto se ajoelha do lado dele, segurando sua mão e fazendo um leve carinho.

- Considerando que acabei de vomitar até o que não tinha no estômago... Não.

- ... Desculpe. – Saga disse quase em um sussurro, abaixando a cabeça, com um rosto preocupado e triste.

- Está se desculpando pelo quê? - Diz gentilmente, Kanon - Você não tem culpa de nada.

- Tenho sim... - Suspira, pesaroso.

- Não, não tem não...

Saga deu um leve sorriso, ainda triste.

- De qualquer forma... Volta para a cama, para ver se você se sente melhor...

Kanon fez um biquinho.

- Me leva no colinho, Saga?

O gêmeo mais velho riu levemente antes de pegar o irmão no colo delicadamente, e levá-lo para o quarto.

- Você quem manda. – Diz, colocando-o na cama.

- Obrigada... – Kanon agradeceu antes de dar um enorme bocejo.

- De nada... - Saga senta-se ao lado do irmão, fazendo um leve cafuné nele - Quer mais alguma coisa?

- ... Dorme aqui comigo? - Kanon falou bem baixinho, com vergonha. O gêmeo mais velho sorriu.

- Claro que sim... Mas não quer tentar pelo menos tomar algo antes? Você vai ficar muito fraco se dormir sem nada no estômago...

- Não. – Ele respondeu rápido, não queria voltar a vomitar.

- Tem certeza?

- Sim

Saga sorriu docemente e se deitou ao lado do irmão, abraçando-o

- Me diga se sentir mais alguma coisa, sim?

- Certo... – Kanon concordou, deitando a cabeça no peito de Saga, o abraça e logo começa a dormir.

Saga deu um beijinho na testa do outro, gentilmente, e logo dormiu também.

–-

No fim das aulas, Afrodite e Milo saiam conversando animadamente. Eles resolveram ir por uma pequena praça para cortar caminho. O local estava completamente deserto.

- E aí, Dite, você sabe por que o Saga e o Kanon foram embora mais cedo?

- Ah, pelo o que eu ouvi dos professores, é porque o Kanon estava passando muito mal...

- Huh... Que tal irmos visitá-los mais tarde? Não vou fazer nada pelo resto do dia mesmo...

- Pode ser. – sorri - Aliás, eu estou preocupado com o Kanon... Ele nunca fica doente...

- Falando em doente, você está melhor? O Saga falou que te viu chorando no corredor, mas não quis falar nada para ele...

- Ah... Aquilo não era nada... – Afrodite disse, olhando para baixo, triste.

Irritado, Milo ficou na frente de Afrodite, impedindo-o de continuar a andar.

- Se não era nada, por que estava chorando?

- É... É que eu estava lendo um livro, sabe? E ele era muito triste, daí eu chorei.

- Já te disseram que não sabe mentir?

- M-mas eu estou falando a verdade.

- Huh... Continua a mentir? Irei puni-lo por isso! – Disse o escorpiano com um sorriso brincalhão na face antes de começar a fazer cócegas em Afrodite.

O outro loiro começou a rir, tentando segurar as mãos do amigo.

Nessa hora quem Afrodite menos queria ver apareceu.

- Afrodite, preciso falar com você. – Disse o professor Máscara da Morte, se pondo ao lado dos dois.

Na hora Milo parou de fazer cócegas no outro.

Já Afrodite congelou na hora que escutou a voz do outro e começou a tremer, assustado, mas Milo nem percebeu.

- Oi, professor... Eu e o Dite estávamos indo para casa...

- Disse bem, estavam! Ele vai vir comigo agora, precisamos ter uma conversa séria. – Diz enquanto olhava mortalmente para Milo.

- Quer que eu vá com você? – Milo sussurrou para Afrodite.

Afrodite segurou o choro, ainda tremendo.

- N-não... T-tá tudo b-bem...

Milo o abraçou.

- Tem certeza?

- ... Não. – Afrodite abraça Milo, começando a chorar.

- Ótimo... Andem logo com isso, não tenho o dia todo! – Mask praticamente gritou.

Milo soltou rapidamente Afrodite, mas continuou segurando sua mão fortemente.

- Não tá vendo que ele não quer ir?

- Eu não estou nem ai para o que ele quer ou não quer, estou dizendo que preciso falar com ele, então vou falar com ele! – O professor disse antes de pega um dos braços de Afrodite bruscamente e começar a puxá-lo em direção à escola - Anda logo!

Afrodite, com o puxão do outro, acabou derrubando o material, mas nem ligou, continuou chorando.

O escorpião não gostou nada disso. Pulou em cima do professor e o fez soltar Afrodite.

- Ele não vai com você!

Irritado, Mask foi até Milo e colocou uma de suas mãos no pescoço dele, enforcando-o lentamente.

- Estou fora do meu horário, aluninho, posso fazer o que bem entender com você agora.

- Solta ele! – O pisciano gritou, puxando Milo e o tirando de perto do professor.

Milo tossiu um pouco

- Você é louco!

- Louco? – Ele riu ironicamente - Sim, posso até ser, mas sou um louco que ganha mais que o suficiente para matar monstros como ele! - Fala, apontando para Afrodite.

- ... Monstros?

Com as palavras do outro, Afrodite voltou a chorar, abraçando ao próprio corpo. Milo o abraçou e sussurrou-lhe no ouvido.

- Não se preocupe, Dite... Vamos embora, vem... – Milo pegou a mão de Dite e a apertou fortemente, transmitindo-lhe confiança.

- Eu não faria isso, ele pode te matar... – Mask disse em um tom descontraído.

Afrodite abraçou o amigo, soluçando de tanto chorar.

- Eu quero ir embora...

Se soltando rapidamente dos braços do amigo, Milo pegou o material dele que ainda estava no chão e olhou rapidamente para Mask.

- Se tentar algo contra ele novamente, não hesitarei em enfrenta-lo, sendo ou não o meu professor. – Diz, para logo depois pegar a mão de Afrodite e ir embora.

O professor deu um sorriso sínico e falou alto o suficiente para os dois ouvirem:

- Você não deveria ficar com raiva de mim, garoto, e sim desse monstro que você chama de amigo que provavelmente só está te usando. Tome cuidado, ele pode te matar a qualquer instante.

Afrodite colocou as mãos na cabeça, tapando os ouvidos, ainda chorando. Milo passou a mão pelo ombro dele, numa tentativa de consolo.

- Vem, eu te levo para casa...

O professor também foi embora, resmungando.

- Acha que algumas lágrimas vão me enganar, aberração? Até parece...

Afrodite abraçou Milo com força. Chorando compulsivamente.

- ...Dite, o que ele fez com você? – O escorpiano indagou, preocupado.

- Milo, por favor, eu não quero falar sobre isso... Por favor... - Responde entre os soluços do choro.

Milo o abraçou mais forte

- Tudo bem Dite... Pode falar comigo sobre isso quando quiser... Quer dormir na minha casa hoje? Sabe, tipo uma festa do pijama, para você se animar... Só nós dois...

- N-não... T-tá tudo b-bem, Milo... – Afrodite responde, secando as lágrimas, engolindo o choro.

- Tem certeza? Eu posso falar com seus pais...

- Não precisa... Mas obrigado, de qualquer forma. – Afrodite sorriu docemente.

- ... Quer que eu te acompanhe até em casa, então?

- Não precisa... Eu vou sozinho mesmo...

- Não vai não, eu vou com você! – Milo falou, decidido.

- Mi, não precisa. – Sorri-lhe docemente - Eu consigo ir para casa sozinho.

- Depois de ver você chorar e quase me implorar para te tirar de lá, acha realmente que vou deixá-lo ir sozinho?

Afrodite olhou para baixo, triste.

Milo segurou o queixo de Afrodite, fazendo-o olhar para si

- Por que esté triste? Você só estava com medo, é sinal de que é humano. Além disso, até eu tenho medo daquele professor as vezes...

O pisciano sentiu os olhos marejados de novo, mas segurou o choro. Aquelas palavras eram exatamente as que precisava ouvir. Ele deu um enorme sorriso.

- Tem razão...

Milo também sorriu, pegou a mão de Afrodite e saiu andando, pensando alto.

- A gente devia parar para tomar um sorvete... Huh, mas minha mãe disse que se eu gastasse muito dinheiro com besteira, ela iria diminuir minha mesada... Mas eu tô afim de um sorvete... Ah, acho que ela não vai se importar, né?

Afrodite riu, ainda segurando a mão dele, enquanto Milo dava um discreto sorriso, feliz por fazê-lo rir.

- Se quiser, eu posso pagar. – Falou Afrodite, sorridente.

- Huh... Oferta tentadora, mas meu querido papai disse que se eu não parasse de fazer os outros pagarem coisas para mim ele tirava meu computador. - Começa a fazer drama - E você sabe que eu não vivo sem meu lindo computador, o meu querido filhinho!

O pisciano riu novamente.

- Mas não tem problema! É só um sorvete, não custa quase nada.

- Huh... Se é assim, eu vou querer um de morango!

Com um lindo sorriso nos lábios, Afrodite puxou Milo para uma sorveteria que havia ali perto.

- Então vamos.

–-

Milo ficou o resto da tarde e uma parte do começo da noite com Afrodite, só foi embora quando realmente acreditou que o amigo já havia esquecido o incidente com o professor.

Quando chegou em casa, tomou um rápido banho e fez algo rápido para comer. Não estava com vontade de cozinhar e seus pais estavam viajando. Ficou algumas horas vendo TV, mas logo se sentiu entediado. Decidiu então dar uma voltinha pela rua.

Enquanto andava distraidamente, o loirinho viu uma bela cabeleira ruiva. Aproximou-se.

Sentado em um banco, semiconsciente e completamente bêbado, estava o professor mais frio e sem sentimentos da escola. Camus.

- Hm? Cam-... Digo, professor?

- Calado, Aioros... – Falou Camus, sem perceber onde estava e com quem falava, de tão bêbado.

Milo revirou os olhos, tocando levemente no ombro dele.

- Professor?

Camus abraçou a cintura de Milo, manhosamente.

- Huh... – O ruivo fechou os olhos, encostando a cabeça perto das intimidades de Milo.

- E-ei! – O escorpiano cora levemente, saindo do abraço do outro e sentando-se ao seu lado. Camus deitou no ombro de Milo.

- Estou com sono, idiota... Nunca mais vou aceitar sair com você...

O loiro deu um leve suspiro.

- Eu nunca sai com você, professor.

Porém o ruivo não ouviu, ele já estava dormindo.

- Ei, professor, acorde. – Milo mexe levemente nele, tentando acordá-lo. Tentativa em vão, o ruivo dormia profundamente.

- O que eu faço agora? - Coça a cabeça, tentando pensar em algo - Bom, já que eu não sei onde ele mora... E já que meus pais não estão em casa... Eu bem que poderia levá-lo para a minha casa... É, ele não vai ficar bravo só por isso...

Milo então pegou Camus no colo. Já que era maior que ele, não teve problemas. E o levou para casa

Mas em seu íntimo, ele sabia que isso apenas era uma desculpa para ficar com o professor gostoso.