Olá! Espero que estejam a gosta da história até agora. O capítulo é curtinho, mas há uma razão para isso...
Nota: A saga da Stephenie Meyer não me pertence, não lucro nada com esta história.
SUNSET - PÔR-DO-SOL
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Capítulo VII: A Felicidade Próxima
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Os dias foram passando muito lentamente. Acabei por me instalar em casa da minha irmã, ajudando na limpeza, na cozinha e tomando conta das meninas. Tornei-me na ama das minhas sobrinhas, o que acabei por perceber que era algo ótimo, pois elas eram espetaculares, e eu tinha andado a ser um tio muito desnaturado. Três dias depois, Rebecca apareceu em casa da minha irmã com a família.
- Becca! – disse Rachel, abraçando-a durante um longo momento. Rebecca começou a chorar, agarrando-se com força à sua irmã gémea.
- Oh, Rach…
Os filhos e o marido mantinham-se na ombreira da porta, observando. O homem era esquisito, nunca tinha gostado dele. Tinha duas crianças magritas e franzinas, Elliot e Sarah Jane, que olhavam em redor como se nunca ali estivessem estado. Depois, Becca largou a irmã e abraçou-se a mim. Nós os dois sempre discutimos imenso quando éramos mais novos, e ela sabia o quanto eu reprovava a atitude dela em relação a La Push.
- Jake… obrigada por me teres telefonado...
- Não agradeças. Fiz o que estava na minha obrigação.
Fez um esgar, cumprimentando o cunhado e as sobrinhas. Pediu direções sobre o hospital e desapareceu porta fora com a família esquisita. Rachel sorriu, encolhendo os ombros tristemente.
- É que nem penses que saio de tua casa enquanto ela estiver na minha!
A minha irmã riu-se com vontade, dando-me uma palmada no braço que eu mal senti.
- És tão parvo! Nem eu quero que fiques sozinho naquela selva!
Rimos os dois e continuamos as nossas tarefas diárias.
Nem dei pelo tempo passar. Só quando faltavam dois dias é que eu me apercebi que faltava muito pouco. O tempo em família ajudava-me a não pensar nas coisas, facto que eu constatei poder ter feito há mais tempo. Becca decidiu ficar até o pai melhorar e Rachel estava particularmente feliz por ter quase a família toda reunida. As refeições em conjunto eram muito agradáveis e acabei por simpatizar com Aubrey, o marido estranho de Rebecca. Gostava tanto de carros e motas como eu, e adorou ir pescar comigo e com Charlie, que, dadas as circunstâncias, também andava nervoso por rever a filha, a neta, e o resto dos Cullen.
- Já só falta amanhã Jake. – disse Rachel, num dia em que estávamos os dois à noite a ver televisão na sala. As meninas estavam a brincar no chão e Paul tivera de fazer a patrulha com Sam. Desde que os Cullen tinham partido, a patrulha era feita uma vez por semana, passando a uma vez por mês. Eu participara numa ou noutra, já muito desabituado à minha forma de lobo, pois aprendera a retê-la ainda mais dentro de mim. Agora que a visita do clã de vampiros se aproximava, a patrulha era feita todos os dias. Sam dispensara-me das duas últimas para eu poder concentrar-me na chegada de Nessie.
- É verdade. – disse, sorrindo. A minha irmã fez-me uma festa no rosto, dando-me um beijo na face.
- Rach…
- Sim…?
- Hum… obrigada.
- Obrigada porquê?
- Por me teres deixado ficar aqui, mesmo com mais uma preocupação a caminho. – disse, rindo e acariciando-lhe o ventre que já se salientava ligeiramente. A minha irmã sorriu ternamente. Aquele mês que tinha passado tinha sido o melhor destes últimos três anos, e isso apenas se devia ao amor que a minha irmã sentia por mim.
- Oh, Jake. És o meu irmãozinho. Se eu não tratar de ti, mais ninguém o irá fazer!
Abracei-a. Pela primeira vez, senti que também a minha irmã era algo que eu não quereria perder, por mais que Nessie fosse importante para mim. Rachel era tão indispensável quanto o meu pai, e nada abalaria isso.
No último dia antes da chegada de Nessie, eu não me conseguia controlar. Andava sempre de um lado para o outro, pedindo para fazer trabalhos pesados e tarefas complicadas. Estava tão nervoso que me podia desfazer a qualquer momento. O buraco do meu peito palpitava mais forte que nunca, num desejo ardente de ser preenchido. Estava sempre a pensar como estaria a minha menina. Ela enviara-me fotos suas e da família quase todas as semanas, portanto eu tinha uma ideia de como estaria fisicamente nesta altura. Claro que as fotos não captam o que uma visão de lobo capta. Claro que se lhe notava a beleza extrema, mas queria vê-la com os meus próprios olhos.
Estava a fazer o jantar quando apareceu Rachel à porta da cozinha, gritando comigo.
- Jacob! Pára com isso! Tens noção do que estás a fazer? Entornaste a sopa toda! – berrou ela. Só quando ela mo disse, é que eu senti um líquido quente a cobrir-me os sapatos. – Vai-te embora! Vai dar uma volta que eu chamo-te quando estiver tudo pronto. Vai até à praia, ou assim. Ainda demora pelo menos uma hora.
Obedeci, desculpando-me. Não estava mesmo com atenção ao que estava a fazer. Acabei por caminhar até à praia, para o meu local preferido.
Naquele dia, o pôr-do-sol parecia particularmente belo. O céu estava limpo, sem nuvens, e um cheiro a maresia e lavanda invadia-me as narinas. Estava uma brisa fresca e agradável e os pássaros ainda cantavam ao longe. A minha Nessie estaria a preparar as últimas coisas para partir, em Hanover, desejando voltar a ver-me tanto quanto eu a desejava neste momento. Agora que pensava nisso, não sabia como tinha sobrevivido a tanto tempo sem ela. Três anos sem uma alma gémea é algo que não se supera com facilidade. Se ela não voltasse no dia seguinte como tinha prometido, eu não aguentaria mais a dor que a sua ausência provocava. Porque era a promessa de que voltaria que me mantinha alegre e vivo. Suspirei, sentindo a brisa refrescar-me os pulmões.
Sobressaltei-me porque detectei um odor diferente do que sentira havia uns minutos. Era tão maravilhoso que descaí o queixo ao constatar que um aroma como aqueles poderia existir. Enquanto me deliciava com aquele novo cheiro, comecei a ouvir pequenos passos dirigirem-se a mim, muito graciosos e delicados. Conforme iam avançando, o cheiro maravilhoso ficava mais e mais intenso. O meu coração acelerou, as minhas mãos começaram a tremer, e a minha respiração ficou ofegante. Ouvi também um coração bater energicamente, talvez mais rápido que o meu. Uma respiração rápida. Passos que estavam demasiado perto. Uma felicidade tão próxima que chegava a ser cruel. Não aguentei, tinha de confirmar.
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Continua...
Ahah, peço imensa desculpa, mas a chegada de Renesmee vai ter de ficar para o próximo capítulo! Assim há mais suspense :P
Espero que tenham gostado!
Reviews! :D
