3. Primeiras investigações e um novo ataque
O comportamento de Julian estava intrigando muito as oficiais. Nenhuma delas se lembrava de já tê-lo visto assim tão tenso. O comandante andava de um lado para o outro encarando cada uma das presentes.
- Creio que já ouviram falar dos ataques que os principais museus do mundo estão sofrendo...
- Dos assaltos? – perguntou Faith séria - Já sim.
- Estivemos investigando o caso e conseguimos encontrar os possíveis responsáveis por isso, porém...
- Mas, isso é ótimo chefe – exclamou Kessia – Então qual é o problema?
- Você disse porem? – Dália estava preocupada com as reações do comandante
O rapaz deu um sorriso triste. O que tinha a falar a seguir não era nada agradável, mas elas eram profissionais e se iam trabalhar no caso era melhor saberem exatamente no que estavam se metendo.
- Logo que essa história começou destacamos as melhores agentes da polícia para solucioná-lo...
- Onde estão essas agentes? – questionou Yume
- Eram 14 agentes no total. Doze delas foram assassinadas e duas estão desaparecidas.
A revelação pegou as moças de surpresa e ela não parava por ai; Julian abre uma gaveta e dela tira alguns envelopes, dentro deles um dossiê completo de cada agente do caso e ao vê-los todas tomam um grande susto; aquelas agentes eram ninguém menos que as vitimas daqueles assassinatos trabalhados por elas naquela mesma manhã.
- Essas são? – perguntou Jéssica, pálida.
- Não pode ser... – sussurrou Alaya
- É exatamente isso que estão pensando agentes. Esses são os dados das agentes assassinadas por esses ladrões.
As expressões na sala eram gerais, Cibele e Yume estavam pálidas. Dália, Faith, Roxanne e Dorothea estavam caladas, aparentemente nauseadas demais para falar. Georgiana, Evangeline, Lisbele,e Anabel nem ao menos piscavam. Jéssica, Harrieth,Kessia e Alaya encaravam o chefe sem encontrarem o que dizer. Finalmente o silêncio é quebrado por Evangeline, a primeira a se recuperar do susto.
- Quem são eles?
Julian suspirou, cansado.
- Temos um problema.
- Mais um? – perguntou Harrieth sarcástica.
- Tínhamos um grande dossiê sobre o grupo, mas ele desapareceu junto com as oficiais desaparecidas.
- Quer dizer que voltamos à estaca zero, não é mesmo comandante? – indaga Evangeline preocupada
Julian abre novamente a gaveta retirando catorze pastas.
- Não se compara com o que tínhamos antes, mas podemos retornar as investigações a partir daqui. Cada uma recebeu o suspeito que deve investigar. Dispensadas! – ordena o comandante.
As garotas batem continência e saem cada uma perdida em seus próprios pensamentos.
Manhã seguinte
Fazia um pouco de frio no começo da manhã daquela segunda feira quando o senhor Medeiros chegou ao seu escritório. O poderoso empresário tinha uma importante reunião e não queria se atrasar. Atravessou o saguão, dirigindo-se ao elevador, chegando a sua sala no 20° andar uma mulher aguardava-o pacientemente, sentada numa confortável poltrona.
- Como é pontual senhora embaixadora – ironizou ele dirigindo-se a sua poltrona
- Como o senhor sabe está lidando com uma profissional – ela retrucou no mesmo tom
- Será mesmo? – perguntou ele desafiando-a – Será que você e seus rapazes conseguem realizar esse trabalho ou isso é apenas fama?
- Meu caro Medeiros somos capazes de entrar e sair de qualquer lugar sem sermos notados – respondeu a embaixadora com um certo ar de impaciência na voz
- Ouvi falar de alguns trabalhos é claro, mas estou com sérias dúvidas.
- Você verá do que somos capazes – terminou a figura do alto escalão se levantando e se encaminhado para saída.
Medeiros sorriu de leve percebendo com quem estava lhe dando; Com os melhores e mais perigosos ladrões de museus da história.
Do outro lado do país Aiolia se divertia lendo as manchetes do jornal da polícia daquele dia.
- Policiais ridículas – ria ele debochadamente para Afrodite – Nunca vão nos pegar.
- Se bem que as últimas chegaram bem perto, Aiolia. – tornou o jovem estilista sério
- Chama isso de perto, Afrodite? Matamos doze que estavam em nosso encalço a essa altura Saga e Kanon já cuidaram das duas últimas e daqueles documentos. A policia esta novamente no escuro. Você se preocupa demais, Afrodite – o rapaz debochou colocando os pés em cima da mesa.
- Nossa "embaixadora" se comunicou conosco dizendo que tinha um trabalho – continuou Afrodite desprezando o pouco caso do companheiro - Mas, parece que nosso cliente está descrente de nossas habilidades.
Aiolia revirou os olhos, irritado.
- Ela nos mandou invadir o museu de arte contemporânea em Sydney só para testar e mostrar ao cliente do que somos capazes – continuou o azulado sem se alterar com a irritação do companheiro.
- Legal! Informe a Shion e os outros.
Kamus chegou ao museu de arte contemporânea com um bloquinho e uma máquina fotográfica nas mãos. Disfarçado de estudante de história da arte o rapaz caminhava por ali sem despertar suspeitas; logo sua parte estava feita e Kamus sai rápido sem ser notado. Com posse das informações, pegou o telefone tratando logo de passá-las para pessoa que devia recebê-las.
Aiolos tinha acabado de desligar o telefone quando Aldebaran e Dohko entraram onde ele estava e sem levantar os olhos do computador disse:
- O equipamento está pronto para ser instalado, agora e com vocês.
Sem dizer nada os dois pegam o objeto e saem em seguida.
Os guardas que deveriam estar observando a segurança do museu estavam assistindo um comentário do último jogo da seleção australiana. Estranharam quando cinco policiais se aproximaram da guarita.
- Pois, não oficiais? Em que posso ajudá-los?
Milo lhe mostrou as credenciais.
- Vamos fazer o turno dessa próxima hora.
- Mas, senhor, temos ordens para não...
- Vocês têm ordens de fazer o que mandamos – disse Mascara da Morte, ameaçador – Cumpra a ordem, idiota.
Os guardas assustados com o tom de Mascara da Morte trataram logo de obedecê-lo.
Aldebaran e Dohko entram, sem problema nenhum na guarita. Rapidamente cumpriram sua parte indo com os outros para o esconderijo.
- Conseguiram? – perguntou Aiolos ao ver os sete entrando pela porta
- Moleza – debochou Shura – Cumpra sua parte e desative os alarmes
Aiolos sorriu cínico, sentando-se na frente do computador; em poucos minutos o rapaz tem sob seu controle todos os alarmes e as câmeras do estabelecimento.
- Isso é fácil demais para o meu irmão... – sorriu Aiolia com um suco nas mãos, a meio caminho da boca o que vê na tela o faz cuspir todo conteúdo do copo em cima de Kanon que xingou enraivecido
- Porra, Aiolia! Presta atenção, o idiota.
- Olha para tela, caralho. Temos um contratempo.
- Ora!Ora!Ora! – exclamou Aldebaran alegremente – Se não são alguns vigias? Mu ficara satisfeito.
- O que está esperando, trouxa?– bronqueou Kamus – Avise-os logo!
Calminho ai o iceberg – retrucou Dohko. Milo dava risadas com o apelido sobre o olhar feio do outro enquanto Dohko pegava o comunicador – Shaka, Mu, Saga, Shion vocês tem companhia – gritou ele
Do outro lado da linha um furioso Shion desligava o comunicador ao som das risadas dos outros três
- Onde foi parar a discrição do promotor? – perguntava ele
- Relaxa, Shion – pediu Saga frio – Ele apenas se entusiasmou um pouquinho
- Vamos terminar logo com isso. Estou congelando aqui – reclamou Mu arrumando as cordas
Paciência, Mu – disse Shion em tom reprovador – Só estamos esperando o sinal de Aiolos.
O rapaz deu de ombros verificando mais uma vez todos os equipamentos que eram necessários para a "pequena expedição"
- Como é Aiolos?Vai logo com isso - reclamou Milo, impaciente
- Oh problemático, impaciente. Terminei avisem eles ai.
Com o aviso de barra limpa Mu, Shaka, Saga e Shion entram sorrateiros através de cordas pelos telhados do museu.
- Vamos no separar – comandou Shion – Eu e Saga vamos pela direita. Mu, Shaka vocês à esquerda. Não percam tempo avaliando nada qualquer movimento...
Os rapazes tomaram rumo cuidadosamente.
- Saga, elementos à esquerda – anunciou Shion baixinho
- Já vi. – respondeu pegando uma pequena bomba de fumaça.
- Bons sonhos – debochou jogando a bomba nos vigias.
Passaram ao próximo salão, vazio.
Do outro lado do museu Shaka e Mu procuravam a sala do artefato que vieram pegar, tendo apenas que cuidar de algumas barreiras pelo caminho. Felizmente, acharam a sala do artefato com extrema rapidez; Com cuidado os dois rapazes o extraem e estavam prontos para sair quando Shaka para de andar subitamente.
- O que foi, Shaka?
O loiro encarava Mu com um sorriso falso diabólico.
- O que ta fazendo? – perguntou Mu, surpreso ao ver Shaka colocando um pequeno pedaço de papel no pedestal da obra.
- Apenas deixando um bilhetinho, as coisas precisam ficar mais interessantes, não acha? - questionou o loiro ainda com aquele sorriso estranho
Ao entender o motivo, Mu abre um meio sorriso.
- Aiolos, avise Saga e Shion que achamos o que queríamos e estamos dando o fora – pediu Mu no comunicador.
Tão rápido quanto haviam entrado os quatro deixam o museu com a missão concluída.
Aquela missão havia sido fácil demais e eles queriam um grande desafio. Mal podiam imaginar que o grande obstáculo desejado estava prestes a aparecer.
