- Mel está vivo? – perguntou Shinn.

- Sim e pegou Cagalli. – confirmou Kira. O olhar do paciente engrandeceu, mas o homem o tranqüilizou – Luna está bem. Ela foi pega de

surpresa e foi nocauteada, mas já está sendo medicada.

- Onde eles estão?

- No sétimo andar.

- Ótimo! – e olhando para as mulheres no quarto – quem de vocês é médica?

Algumas mulheres se apresentaram perante a pergunta. Shinn escolheu uma delas, que parecia particularmente simpática.

- Preciso que você me ganhe um pouco de tempo. Invente para ele que eu precisarei de mais 10 minutos. Invente alguma complicação ou diga

que eu havia sido sedado há pouco tempo e precisarei de mais uns minutos para despertar. Não importa o que diga, mas preciso de mais 5

minutos – ordenou à garota – Yamato, preciso de um carro lá embaixo.

- Onde vamos? – disse Kira;

- Comprar uma bengala.


23 minutos depois, Shinn Asuka em sua bata de hospital e sua jaqueta do uniforme regulamentário de Z.A.F.T. entrava no sétimo andar. O

homem passou mancando pelos policiais, negociadores e agentes de segurança até uma sala que dava fundos para o corredor. Aquela sala

fora especialmente escolhida por Phisto. As janelas estavam cobertas por jornais, impedindo o ataque de franco-atiradores. Sem essa

preocupação, restava apenas a porta e para isso, estava a refém e escudo humano. Enquanto ele a tivesse ali, tinha a vantagem.

Shinn bateu na porta e anunciou: - Estou entrando.

- Olá Shinn. Está atrasado – contestou Phisto.

- Desculpe, Mel. Mas minha perna me deixa um pouco lento – sorriu.

- Idiota! Ele vai matar você. Saia daqui! – gritou Cagalli.

- Abra seu casaco, Shinn.

Sem opção, o jovem de olhos vermelhos retirou seu casaco e andou, mostrando e sacudindo o casaco. Dando um giro e mostrando a falta de

fundilhos da bata de hospital, em uma visão que Cagalli não esqueceria tão cedo.

- Como vê, não estou armado.

- Então você é um idiota! – disse a loira.

- Sabe... eu estou quase arrependido de ter entrado por aquela porta! Você está começando a me encher o saco! – disse cansado.

- Você sabe que eu irei te matar, não sabe? – perguntou o grego.

- Ou eu irei matá-lo. Mas se você poderia me matar quando entrei, isso significa que você quer algo de mim. Ou um monólogo instável ou se

gabar.

- Você me matará para salvar Attha! Realmente, o filho de Shinno se tornou um cachorrinho dos Attha e...

- Hahahahahahahahahaha! – gargalhou Asuka. Tal risada desconcertou os espectadores.

- Qual a graça? – perguntou o grego.

- Você não poderia estar mais errado, afinal, eu não estaria aqui se não fosse você. De várias maneiras!

- Explique-se!

- Se você não tivesse falhado tão miseravelmente em me matar, eu não teria que sofrer uma transfusão de sangue e o único sangue

compatível com o meu não seria o dela. Daí eu não teria que me acertar com ela, nem chegar a um entendimento. Como pode ver, tudo isso só

acontece porque você é um completo incompetente!

- Eu posso reiterar isso imediatamente! – disse Phisto.

- Mas não seria tão divertido, não acha? Você não quer me matar, mas me salvar. Além do mais quem imaginaria que Mephisto salvaria vidas,

não é?

- Você não resistiu à essa piada, não é? – disse o grego, estreitando seus olhos.

- Eu resisti o máximo que pude! O que no meu caso foi muito!

- Bem... c´est l´avie! – disse dando de ombros – depois de matá-lo eu matarei Cagalli Yula Attha e a farei pagar por não ter tratado os

refugiados com respeito!

- Se o fizer, estará jogando fora todo o bem que a Mão Invisível já fez para os refugiados. Um bode expiatório será necessário e adivinha quem

seria esse bode?: isso mesmo, nós, refugiados somos o alvo perfeito para xenófobos à espera de uma oportunidade para começar mais uma

guerra. E você passaria de mártir à eminência parda da historia dos refugiados em Orb.

- Isso pode ser verdade, mas nada me tiraria o prazer de fazê-lo.

- Ótimo! Só não justifique o caso como se fosse para o bem da nação! Estamos entendidos?

- E porque acha que eu me importo com isso?

- Não só acho, como tenho certeza que se importa. Você não quer ser o bandido da história. Nenhum de nós que ser.

- Do quê você está falando, Asuka?

- Olhe só... seria tão mais simples se nós pudéssemos ser sempre os heróis de nossa própria história e somos, geralmente. O problema é que

nossa história sempre entra em contato com a de outras e podemos passar de mocinho em nossa história pessoal para bandidos em outra

história, esta sob o ponto de vista de outra pessoa. E o que prevalece? Quem somos realmente? Quais são nossos anseios? É essa espiral de

informação, desinformação, e justificativas pessoais que levaram o Destroy para a Eurásia, meus pais para o túmulo, eu para o Destiny, você a

fundar a Mão Invisível e Attha para o comando da nação. Eu gostaria de poder fazer com que todos continuemos como pessoas intermediárias

na história geral... nem heróis, nem vilões. Mas todos nós vivos. O quê me diz, Mel?

BANG.

O peito direito de Shinn ardia de dor, algo que ele não sentiu daquela vez... "isso é a dor de um tiro no peito, interessante"... passou pela

cabeça do coordinator. Cagalli olhou assustada e Phisto apenas sorriu.

- Você realmente não achou que iria se livrar de tudo assim tão fácil, não é? Você pode até ter razão quanto à Attha, mas isso não significa que

você não irá para o túmulo pelos meus companheiros que matou, Shinn.

- Mel... eu... – disse o jovem, cuspindo sangue.

- Eu acho você patético, Asuka. Você é de dar pena. Tanto potencial e trocou tudo por uma vagabunda – diz o homem, aproximando a pistola

da cabeça do tenente. A jovem loura resolve agir, mordendo o braço de seu algoz que apenas a joga para longe. Era a chance que o

coordinator queria... pressionando com força a base da bengala, esta se solta, revelando uma lâmina cumprida e muito fina. Sem perder tempo,

a lâmina penetra perfeitamente o ângulo incisivo que desvia das costelas do grego, atingindo seu coração.

- Eu... não queria sua maldita... piedade... eu queria salvar sua vida... para conquistar, quem sabe... sua amizade! – disse Shinn, entre sopros

de ar.

- Jeito... engraçado... de pedir... – sussurrou Phisto – Shinno... estaria... orgulhoso... de vo... – a voz de Mellon Phistopolles foi silenciada para

sempre.

- Shinn – gritou a loira, enquanto o jovem desmaiava pelo esforço


- Bom dia dorminhoco! – sussurrou Lunamaria, quando Shinn despertou após a cirurgia para retirada da bala. A jovem carregara na maquiagem

para esconder a marca da coronhada que havia levado do grego, quando este pegou Cagalli

- Luna... – disse o jovem, sonolento – não quero mais vir a Orb... alguém sempre tenta meter uma bala no meu peito – completou sorrindo.

- Isso mostra como as pessoas gostam de você, ou o quanto você é chato.

- Você me acha tão chato assim? – perguntou.

- Você é chato, mas isso é parte do seu charme – disse sorrindo – Eu não sabia que você acordava de bom humor.

- É porque você ainda não acordou do meu lado. Aí sim, seria um motivo para melhorar meu humor.

O ultimo comentário fez com que a jovem corasse até a raiz do cabelo. Como se houvesse um ensaio, um coro feminino suspirou atrás do casal,

revelando Miriália, Murrue Meyrin, Kyla e Cagalli. Se Shinn estivesse completamente acordado, reclamaria da superpopulação do quarto e da

falta de privacidade que seus amigos deixavam para seus momentos com Luna. Contudo, ele só queria dormir um pouco.

- É bom ver que está bem, Shinn – disse a princesa de Orb.

- Attha... eu devia te proibir de entrar nesse quarto... se algum seqüestrador quiser atirar em mim, mande-o voltar daqui à duas semanas... –

completou enquanto caia no sono novamente.

Shinn Asuka foi acordado 4 horas depois pela enfermeira, que disse que uma visita importante esperava por sua autorização para entrar.

- Diga para a Presidente Clyne entrar, por favor – pediu o homem.

- Ara, ara... como você sabia que era eu, Shinn? – perguntou a garota de cabelos rosas, com um ramalhete de flores e acompanhada por Yzak

e Kira. Estes apenas acenaram, deixando claro que era a vez de Lacus falar.

- Uma visita importante que pede permissão para entrar? Essa não foi nem difícil. Algum problema que devo saber?

- Por quê pergunta isso, Shinn-kun? – interessou-se Clyne.

- Porquê com vocês aqui, já dá para formar uma mini corte marcial.

- Na verdade, o motivo é bem diferente. O conselho anda me pressionando para preencher a cadeia de comando e eles acham que é tempo de

um capitão na F.A.I.T.H. Sendo assim, o quê você acha de ser o primeiro capitão da F.A.I.T.H.?

- Agradeço a oportunidade... mas humildemente recuso a promoção! – disse o tenente.

- Maldito! O quê pensa que lhe dá o direito de fazer isso? – exigiu Joule, antes de ser lembrado que estava em um hospital.

- Shinn, importa-se de nos contar seus motivos? – perguntou a cantora.

- Inspirar, planejar, atuar, pensar nas implicações políticas dos atos de uma batalha... esses são alguns dos muitos deveres de um capitão, um

bom capitão, deve ter. Muitos deles, conheci em Tália Gladys, mas ninguém motiva uma equipe tão bem, como o Capitão Joule com seus gritos

– disse o homem, enquanto Yzak murmurava alguns "malditos" de praxe – Eu possuo alguma dessas habilidades, outras não. Segundo

Dullindal, o Destiny foi construído de acordo com meus dados de batalha. As habilidades do Destiny demonstram o modo como eu penso em

relação às batalhas. O Freedom é um canhão, porque Yamato se julga uma força de mudança; o Destiny tem em sua principal arma, uma

espada Anti-Ship, porque eu me vejo como um cavaleiro, um guerreiro que não tem outra utilidade para a guerra do quê lutar e vencer seu

oponente. Um homem com esse tipo de mentalidade serve, no máximo, para liderar um esquadrão de homens tão malucos e dispensáveis

quanto ele. Mais do que isso, seria colocar vidas em risco. Além do mais, minha permanência em Z.A.F.T. dependerá principalmente se minhas

seqüelas não comprometerem meu rendimento.

- Que seqüela, imbecil? Acha que essa meia dúzia de machucadinhos vai mudar alguma coisa? Deixe de ser covarde – bufou Yzak.

- Esses ferimentos seriam mais um motivo para você aceitar a cadeira de capitão. Precisaremos de alguém com sua experiência. – continuou

Lacus, serena.

- Eu não conseguiria ficar sentado esperando o resultado de uma batalha. Seria mais fácil, sair sozinho achando que eu seria suficiente para

resolver tudo, do que deixar a luta nas mãos de outra pessoa. Além do mais, o fato de sermos F.A.I.T.H. significa isso: somos impacientes,

encrenqueiros, lutadores, indisciplinados. O poder de invadir uma batalha, o poder de mudar determinada estratégia, o poder de não

responder à ninguém que não seja de Status especial ou superior... somos uma benção e uma maldição para Z.A.F.T. e sabemos disso.

- Quando o Conselho Supremo ficar sabendo de sua decisão, exigirá uma explicação plausível para a recusa – contestou Lacus.

- Se eu chegar a ser um capitão, quero chegar lá trilhando uma ascensão em tempos de paz... prestando uma prova, tendo tempo de

preparação e aceitando as responsabilidades do cargo, juntamente da experiência que advém da maturidade. Aprender a delegar funções,

criar u ambiente saudável, ou tão saudável quanto o que tínhamos na Minerva. Essa missão não foi uma missão do tenente Shinn Asuka, foi

uma missão do refugiado Shinn Asuka. Receber créditos por esta missão, quando eu tenho que terminar de cumprir minha pena em P.L.A.N.T.

não seria ético, nem honesto... e um capitão deve dar o exemplo para seus subordinados.

- Uau, Shinn... quem diria que você seria tão adulto? – gracejou o Almirante Zalla que chegara durante o discurso.

- Não se pode ser sempre um adolescente desesperado por aceitação, não é? – sorriu o paciente – Ah, dá sim. Isso é o que você faz, certo? –

terminou a estocada.

- Meninos.... – interpôs a cantora com um de seus sorrisos – não é hora para isso. Agora só temos que desejar um pronto restabelecimento à

Shinn e que ele volte em segurança para casa.

- Shinn – começou seu chefe - tem uma pergunta que eu gostaria de fazer à um tempo e compreendo se você não quiser tocar no assunto,

mas... se você sempre soube que eu... matei sua família... porquê nunca tentou me matar?

Todos olharam para o jovem deitado, esperando uma indicação do paciente. Inconsciente, a garota tocou no braço de seu noivo, dexando-o

saber que estava ali para ele. Yzak sabia que isso não era de sua alçada, mas não podia ver uma saída clara para a situação. Já Atthrum

estava ciente de tudo o que ocorrera por Mwu e Murrue, mas ainda assim sentia que era parte daquela equação. Ele também lutara aquela

batalha e sentia-se parte daquilo tudo.

- Tem alguma coisa presa na sua cabeça – disse Shinn para seu capitão, atraindo a atenção de todos para o cabelo de Kira. Tal como esperava

o paciente, ninguém podia ver o objeto – Não se preocupe, deve ser apenas alguma farpa da cabine do Freedom, que eu atravessei com a

Excalibur do Impulse Sword quando eu quase o matei!! – completou com o cenho franzido e sua cara de irritado patenteada.

- O quê Kira quis dizer Shinn, - tentou apaziguar Zalla – é porque não tentou matá-lo depois de tudo?

- Isso é um convite? – retorquiu o doente.

- Não!

- Antes que comecemos com isso, entenda uma coisa, Yamato: o fato de você estar vivo, não significa que eu tenha tentado te matar. Quem

tenta já tem na mente o fracasso. Eu dei o meu melhor para matá-lo. Se você sobreviveu, está fora de minha alçada. – disse, contando com a

anuência dos presentes. Isso era uma verdade inquestionável. Ele dera seu melhor para fazê-lo – mas fracassar, não era uma opção para mim

naquele dia! Eu explodiria nós dois antes disso!

Sob o peso daquela afirmação, o jovem capitão deixou seu tenente continuar.

- Eu nunca imaginei que o encontraria em batalha, quando toda a confusão no Armory 1 começou... demorou um tempo, mas eu já havia

aceitado que não encontraria o homem que matara meus pais. Eu continuaria lutando para que pessoas não tivessem que passar pelo que

passei. No principio parecia estóico, mas hoje vejo o quanto era solitário... não por acaso, acabei tão próximo de Rey – sorriu fracamente – nem

quando eu o vi pela primeira vez em batalha, eu achei que era a mesma pessoa., afinal aquele era apenas um Móbile Suit... lendário, mas uma

máquina como outra qualquer. Na verdade, eu só tive certeza depois de muito tempo. Mas comecei a desconfiar quando você apareceu na

batalha e inadvertidamente deixou-nos desprotegidos, o quê acabou na morte de Reine, nas mãos de Gaya. A certeza veio depois da morte de

Stellar... quando Zalla comentou que você era uma boa pessoa e que o conhecia de tempos. Eu o perguntei se o piloto do Freedom sempre

fora você e ele me confirmou. Foi aí que decidi que não haveria volta... ou matava você ou morreríamos os dois. Essa foi a espinha dorsal da

estratégia que usei. E mesmo se você sobrevivesse, teria que fazê-lo matando uma pessoa. Esse seria um pequeno consolo para mim, saber

que eu quebraria a aura de inatingibilidade que existia em torno do Freedom.

- Eu nunca soube que você pensava assim, Shinn – confessou Atthrum.

- A única pessoa que sabia disso era Rey. Ele me disse que se eu não queria me matar, deveria planejar melhor... mas por vias das dúvidas,

mandei por uma carga insana de deutério instável no motor do Core Splendor. Com um apertar de botão, mandaria nós dois para os ares, caso

fosse necessário. Quando você tentou atingir meu cockpit, tive certeza que eu poderia vencer aquela batalha e voltar vivo. Aquele era o sinal

que a sua determinação em não sujar as mãos fora quebrada. Quebrando sua ideologia inspiradora, quebrar as partes do Freedom seria bem

mais simples.

Lacus ouvia a fala do paciente com tristeza, não só por tratar-se de um amigo, mas por se colocar na pele dos envolvidos. Ela sabia por

experiência própria que a morte de um ente querido era algo devastador. Muito mais do que as palavras podiam expressar. Muito mais fácil de

se entregar à dor do que se imaginava, até então. Por isso, faria de tudo para que outra guerra não viesse a acontecer.

- Depois da morte de Stellar, havia decidido a me afastar emocionalmente de todas as pessoas, mas continuava carente de atenção. Logo

depois veio a "traição" de Atthrum e Meyrin, onde eu me coloquei pela primeira vez no papel de assassino... é mais fácil matar alguém que não

se conhece o rosto, mas amigos? Quando tive que fazer isso, eu implorei para Luna me odiar, porque seria mais fácil viver com seu ódio. Seria

até aceitável, mas como sempre, ela foi Lunamaria Hawke e deu-me mais do que eu merecia no momento. Foi o amor de Luna que, pouco a

pouco foi curando as feridas mais profundas de meu coração – disse parando um pouco e tomando um copo d'água.

- Mas, da mesma forma que eu quebrei sua vontade obrigando-o a lutar por sua vida, você e Zalla quebraram a minha, ao não permanecerem

mortos! – disse suspirando – Quanto mais eu via vocês vivos no campo de batalha, eu me perguntava o motivo de ter falhado. E isso foi

quebrando minha alma aos poucos, até o ponto da batalha final, chegar a estar tão descontrolado que se Rey não tivesse me substituísse na

luta contra o Strike Freedom, não estaríamos aqui conversando, visto que o N-Jumpers do Destiny estava novamente preparado para a

autodestruição. A decisão de lutar contra você foi também para me poupar da morte. E depois de tudo, quando o plano Destiny foi revelado,

me senti aliviado por não ter matado nem morrido por uma ambição tão vil quanto à de Dullindal. Mas nunca foi minha intenção aceitar sua

amizade naquele dia... quando Luna resolve fazer uma coisa, ela o faz em grande estilo... ela se meteu debaixo da minha pele e curou meu

coração aos poucos. Quando percebi isso, descobri que se você não me tornasse órfão, jamais a teria conhecido. Se existe uma ordem em

meio ao caos, não caberia a mim julgá-lo. Além do mais, alguém com poder suficiente e disposição para fazê-lo tem que vigiar os vigias da paz

– completa serenamente.

- Shinn... eu não sei o quê dizer – disse Yamato, sentindo que ambos tiravam um peso de suas respectivas costas.

- Isso foi piegas, até mesmo para você, Asuka – disse Joule, com evidente senso de oportunidade para ofender alguém.

- No fim, a dor é vencida pelo amor – sorriu a cantora.

- Não precisa dizer nada. Eu já lhe disse quais nossos papeis nessa história.

- Como? – perguntou o Almirante.

- Foi antes de você chegar – respondeu Lacus – Shinn comparou o Strike Freedom à um canhão porque Kira se vê como uma força para mudar

o mundo e o Destiny à um cavaleiro, porquê Shinn se vê como um guerreiro honrado, forjado para o combate próximo.

- Interessante... e como você veria o Infinite Justice? – quis saber Atthrum.

- Como um eterno perdido entre os lados. Alguém que nunca sabe para que lado vai pender. Por isso lhe deram um jato junto com o Móbile

Suit. Porque esperam que, assim que você se decidir, você vá o mais depressa possível para o lado da vez e pare de encher o saco de todos

no campo de batalha!!

O silencio do quarto de hospital foi quebrado pela gargalhada de Yzak La Joule, seguida de Lacus e Kira. Shinn foi o último a se juntar ao coro,

mas o fez com alegria de ver a cara roxa do aludido, que virou as costas e saiu sem tecer nenhum comentário.

- Sabe de uma coisa... – começou Joule – eu nunca achei que... alguém lhe diria essas coisas na cara!

- Isso foi muita... maldade... Shinn – dizia entrecortada, Clyne.

- Mas não foi mentira! – defendeu-se.


Durante seu tempo de reabilitação, Shinn descobriu uma nova obsessão: a carpintaria. Devido ao seu status oficial de refugiado, teve que

apresentar-se à oficinas de controle de raiva, onde lhe apresentaram a carpintaria. Ao que parece, o contato com a madeira e a sensação de

construir algo fizeram ao homem, mais do que terapeutas com que se consultou depois da morte de seus pais.

Havia algo para terminar na aula de carpintaria, uma espécie de projeto secreto que não disse nem mesmo para Luna, coisa intrigante entre

seus amigos. Quanto à situação da perna, realmente ficara provado o dano causado e o paciente havia recebido com serenidade a noticia

junto com sua namorada. Sem que ela soubesse, ele e Sai haviam discutido possibilidades de tratamentos para minimizar a dor que por vezes

assolavam o jovem.

Foi em uma dessas tardes, voltando da carpintaria que encontrou uma presença incomum em seu quarto. Havia um tempo que não a via, mas

nada estranho, pensou ao se aproximar.

- Pelo visto já pode andar um pouco, Shinn. Fico feliz em ver seu progresso – disse radiante, Murrue Ramius.

- As notícias sobre minha morte foram um pouco exageradas, Ramius-san – respondeu jovialmente.

- Por favor, Shinn. Não precisa ser tão formal.

- Certo... mas o quê você está fazendo sozinha?

- Realmente não estou tão sozinha assim. Luna estava agora até a pouco, mas foi buscar algo para você comer. Ela disse que sempre chega

com fome da reabilitação – sorriu.

- Já cheguei! – completou Luna, segurando uma bandeja – como ele se comportou?

- Como um perfeito cavalheiro – respondeu Murrue.

Luna foi beijada com paixão por seu namorado, que parecia querer sugar-lhe a vida do corpo, sob sorrisos da velha capitã que via o combate

entre os dois terminar de forma inesperada.

- Shinn... já te disse... nada de sair... da dieta! – respondeu sua namorada, ofegante.

- Senti um gosto... de chocolate... nos seus lábios... – contestou o garoto no mesmo modo.

A presença da jovem mulher acabou por descontrair os dois de sua discussão. Por conta disto terminaram conversando amenidades até que a

pergunta tornou a ser feita.

- Aconteceu alguma coisa, Murrue-san? Ou isso é apenas uma visita social? – interessou-se Shinn.

- Antes de lhe contar o motivo, é melhor esperar os outros, assim posso contar de uma vez.

- Que outros – disse o jovem, antes que seu quarto fosse invadido pelo casal Yamato, a Representante de Orb e o casal Zalla, além do Falcão

de Edinmion que abraçou possessivamente sua esposa – Ah... esses outros!

- Bom amor, acha que estamos todos aqui. O quê é que quer nos contar com tanto afinco? – gracejou seu marido.

- É que quero ter bastantes testemunhas para lembrar-lhe, caso você esqueça! – retorquiu de volta.

- Minha deusa, eu já lhe disse que a piada sobre amnésia está fora de moda?

- E eu, caro esposo, já lhe disse que clássicos não saem de moda?

Enquanto a discussão marital do casal Flaga acontecia, os três outros casais e a representante Oficial do Governo da ilha olhavam-na com

divertimento e um pouco de expectativa, para saber o quê a mulher gostaria de dividir com eles.

- Pois bem – começou Murrue, após sair vitoriosa do embate com seu marido – eu queria todos vocês reunidos para compartilhar de uma

notícia que deixará marcas no futuro que pretendemos construir: Mwu La Flaga, você está preparado para ser pai? – perguntou emocionada.

A cara sorridente do homem de eterna confiança foi ao chão e voltou. Primeiro ficou branco, depois um enorme sorriso começou a surgir na face

do homem, enquanto lágrimas escorriam em seu rosto.

- Nós vamos... vamos... ter um filho? – perguntava incrédulo – Você quer dizer eu e você com uma pequena vida entre nós? E-eu vou ser pai?

- Essa parte já entendemos, Mwu-san... felicidades – ajudou Atthrum, recebendo um pito silencioso da esposa.

A seguir se fez um grande abraço coletivo por parte das mulheres, enquanto os homens, com exceção do doente, davam pequenos socos no

braço do homem do dia. Shinn observava, feliz por se sentir parte daquilo, mesmo que não conhecesse a fundo essas pessoas, sentia-se

ligado à esse grupo de gente diferente entre si, mas que conseguiram, às custas do sangue, suor e lágrimas chegar ao consenso e, daí, à

amizade.

- E nós devemos tudo isso à você, Shinn. Sem você, essa criança jamais teria a chance de se desenvolver; – disse Murrue – por isso, gostaria

de nos dar a honra de escolher o nome, Padrinho?

- O quê?! – gritaram todos, fazendo com que a enfermeira próxima passasse para dar um pito nos participantes daquela balbúrdia.

- Você tem certeza disso? Quero dizer, você têm todos os outros em quem pensar, digo, porquê eu?

- É verdade, mas Kira e Lacus são nossos padrinhos de casamento, enquanto nós, somos padrinhos de Atthrum e Meyrin. Já Cagalli é

praticamente da família. Isso exclui as possibilidades imediatas. Além do mais, o papel do padrinho é proteger e cuidar da criança em caso de

falta dos pais e como você já protegeu essa criança, eu diria que esse é seu destino, se me permite um pouco de humor – contestou a futura

mamãe.

- Amor, é tradição na família Flaga que o primeiro filho receba o nome de alguém da família – contestou Mwu.

- Então façamos assim: Mwu escolherá o nome se for menino, enquanto Shinn escolherá o nome para uma possível menina, que tal? –

intermediou Cagalli.

- Isto, é claro, se Shinn aceitar ser padrinho – continuou Kira.

- Cale-se! – exigiu Shinn – Essa criança precisará de alguém para protegê-la de idiotas como você – dirigiu-se à Kira – é claro que aceito essa

missão com muita honra!

- E então Shinn, qual será o nome desta criança caso seja menina? – perguntou ansiosa, Murrue.

Após pensar um pouco, o jovem disse: - Caso seja uma menina, ela se chamará Claire.

- Um nome clássico! – aprovou Meyrin.

- Ara, ara – disse Murrue – achei que você daria à ela o nome de Mayu.

- Não seria justo usar uma criança para mitigar a saudade de minha irmã. Para ninguém. Tenho que pensar na felicidade dela, já que sou seu

padrinho. Além do mais, Claire significa ilustre. Não espero nada menos para ela, tendo a mim como padrinho.


- Shinn, me espere droga! Não tão rápido! – franziu o cenho Lunamaria, enquanto tentava acompanhar o ritmo de seu namorado. Ele andava

apressado pela colina, com sua bengala e seu projeto secreto das aulas de controle da raiva, enquanto ela era acompanhada pelos casais

Flaga, Yamato e Zalla, além de Kyla, sua cunhada. Cagalli estava atrasada como sempre, pois ficara presa em um compromisso de última hora,

mas prometera ir assim que possível se alguém lhe indicasse o caminho. Afinal era o dia de alta de Shinn Asuka.

O aludido não estava pondo as coisas fáceis para ninguém quando resolvera fazer um piquenique em uma colina próxima, ou era o quê todos

pensaram, a principio.

- Mais devagar? – contestou o homem – Ontem à noite, você me dizia exatamente o contrário – completou sorrindo galante, enquanto sua

namorada ficava vermelha.

- Pelo visto, minhas conversas surtiram algum efeito na vida do casal – gabou-se Flaga para Kira e Atthrum.

- Se é que você ele se lembra delas – comentou com uma Lacus ruborizada, mas com força suficiente para ser ouvida, Murrue.

Meyrin só pensava em ir ao socorro da irmã, mas também de uma maneira divertida. Enquanto dava tapinhas amistosos no ombro da irmã,

fazia caras e bocas, imitando uma Lunamaria de sua imaginação, clamando por mais.

- Shinn... eu vou matá-lo por isso! – sussurrava irada a garota de cabelos magenta.

- Chegamos! – disse Shinn, tirando a importância da coisa – aqui foi onde eu cresci – disse, apontando para a casa recém-reformada. A porta

da casa abriu e um homem veio cumprimentá-los.

- Olá garoto! Pelo visto, encontrou sua garota – disse John Lenhman, olhando para Lunamaria.

- É bom vê-lo John. Como vão Lídia e as crianças? – perguntou o jovem, andando com a bengala pelas alamedas do passado.

- Elas vão bem... saíram há pouco para fazer compras. O quê houve com sua perna? – perguntou o ex-refugiado, preocupado.

- Nada de importante – tentou tirar a importância do assunto – fui baleado e sofri um derrame muscular. Tenho que usar esta bengala pelo

resto da vida, mas ainda poderei correr uma maratona, com um pouco de treino – sorriu.

- E quem são estes?

- Estes são alguns dos meus amigos: Minha adorável cunhada, Meyrin Zalla, acompanhada de seu marido, o Almirante das forças armadas de

Orb, Atthrum Zalla. Ao lado deles, estão Kira Yamato e Lacus Clyne. À nossa esquerda, estão Mwu e Murrue La Flaga e esta com eles é Kyla

Stwart, minha irmã. Além, é claro, de minha namorada, Lunamaria Hawke.

Um a um, todos os aludidos acenaram para o homem que olhava para eles como se fossem deuses. Afinal, não era todo dia que alguns dos

heróis de guerra e a presidente de PLANT estavam em seu quintal.

- Hããã... como...? – tentou articular o homem.

- Eu esqueci de mencionar que tinha um empreguinho no governo – disse Shinn, tirando a importância do assunto – nos convida para entrar?

- Claro, claro... sabe tão bem quanto eu que esta casa também é sua! – disse Lenhman.

Quando todos estavam confortáveis, os dois anfitriões trataram de servir um refresco para os visitantes. A aparência rústica da casa

contrastava com a rudeza de Shinn. Parecia que seu antigo dono tinha muito daquela residência. Na sala, além de fotos da nova família, havia

algumas da família Asuka, coisa que não passou despercebido por nenhum dos presentes, que se divertiram vendo Shinn em algumas poses

divertidas para desespero do tenente.

- Sobre o fato da posse dessa casa, certa vez, minha adorada cunhada acusou-me de não deixar o passado para trás – disse olhando

acidamente para Meyrin – e ela tinha razão. Por isso, um dos presentes que tenho comigo está neste envelope – disse o jovem passando o

envelope às mãos de Lenhman.

- A... escritura da casa... mas? – começou John, mas foi cortado por Shinn.

- Eu tenho alguns amigos no governo que me conseguiram uma cópia da original.

Nesse momento, Jebediah, Ruth e Lídia Lenhman chegaram e a conversa teve que ser parada para as apresentações de praxe. Os jovens

quase estouraram de alegria e trouxeram alguns pôsteres de Lacus para que ela autografasse e uma câmera para tirar algumas fotos.

Enquanto Lídia tentava por ordem em seus filhos, sob risada geral, John tomou a palavra.

- Garoto... você deu a esta família mais do que metade do planeta junta. Como posso agradecer?

- Aceitando esse segundo presente – disse, passando o embrulho fechado, que até então era seu projeto secreto – Durante minha

recuperação aprendi um pouco de carpintaria e resolvi fazer para vocês um presente.

Quando o homem abriu o invólucro encontrou uma caixa de correio personalizada com o sobrenome da família. Exatamente igual à pertencente

aos Asukas, a nova caixa de correio estava decorada com pequenas palavras de paz e alegria, tornando o presente ainda mais especial.

Novamente, Shinn Asuka era vítima de um abraço coletivo do casal Lenhman e, dessa vez, com muitos expectadores, mas isso não era

problema para o jovem. Ele estava feliz com isso. ao ser solto, convidou os homens à pegarem uma pá e fazerem a troca das caixas de correio.

Mais do que um presente, aquilo era um simbolismo para o jovem e seus amigos, assim o entenderam.

- Claro que a caixa de correio antiga irá para minha casa, que comprarei em PLANT – disse após o esforço – Falando nisso...

Shinn Asuka aproximou-se de sua namorada e a beijou com paixão. Ela correspondeu agraciada com a vontade do rapaz. Mas quando baixou

de sua nuvem, viu que o jovem deixara cair sua bengala e ajoelhara-se para pegá-la. Ela tentou ajudá-lo, mas um olhar de sua irmã o impedira

de fazê-lo. Não notando a cena, o tenente continuou.

- Luna... comprar uma casa é começar um novo rumo em minha vida. Um rumo de paz e alegria. Mais que um teto, um templo para que

possamos descansar nossos ossos das agruras da vida. Nossos... porque meu futuro é com a impetuosa e voluntariosa Lunamaria Hawke... o

quê quero dizer é... quer se casar comigo e tornar-se a futura senhora... Destiny? – disse em tom de brincadeira.

Por um momento, todos ficaram confusos com o final da declaração. A aludida olhava para o homem ajoelhado que puxava do bolso um anel de

casamento. A proposta realmente era séria ninguém pronunciava uma palavra, até que o homem resolveu continuar.

- Eu disse Senhora Destiny, porquê alguém tão impulsiva quanto você talvez não se contente em ter apenas o nome Asuka. Além de que eu

penso em conceber alguns de nossos numerosos filhos que nos deixarão loucos naquela cabine, assim como na do Impulse também –

acrescentou, sorrindo confiante.

Lunamaria não falava nada. Seus olhos estavam abertos a não mais poder e dois filetes de lágrimas profusas saiam deles. Após uma terceira

tentativa, conseguiu encontrar um pouco de sua voz

- Sua... esposa? – sussurrou incrédula.

- Só se aceitar o anel – forçou uma resposta. Seu joelho estava doendo horrores e sentia que logo, teria que apelar para um analgésico. Só

esperava que ela dissesse uma resposta logo, pois apenas o sim valeria a dor que sentiria na perna.

- Oh meu Deus... Sim! – gritou – Eu aceito ser sua esposa! Não sabe o quanto estou feliz com isso. Eu te amo, mas pensei que você não me

pediria nunca! Shinn!! – pulou em cima do homem, beijando-o na boca e rosto compulsivamente. Dali pra frente foi uma celebração coletiva:

todos queriam felicitar o casal, fazer recomendações ou apenas participar de algum modo da aura de felicidade que, milagrosamente, envolvia

Shinn naquele momento.

Após dez minutos de festa, enquanto o sol se punha no horizonte, uma figura loira corria colina acima, com uma força incrível. Se fosse

possível, os Lenhman teriam estranhado ainda mais a nova presença no quintal de casa. Ninguém menos que a representante de Orb, Cagalli

Yula Attha.

- O quê eu perdi? – disse ofegante para Kira.

- Shinn entregou a escritura da casa para os Lenhman; depois revelou que o projeto secreto que vinha construindo era uma caixa de correio

para os novos moradores; a caixa antiga ele levará para a casa que pretende comprar. Ah.... ele também pediu Luna em casamento – disse

suavemente à sua irmã.

- Que bom... nada import... – começou a loira – O QUÊ?

- Ara, ara... alguém tem que aprender com ele – desdenhou Lacus, olhando para o jovem – Não lhe faria nada mal, um pouquinho da decisão

dele – comentou, andando em direção à Luna.

- QUÊ? – soltou o garoto.

Cagalli não perdeu tempo e voltou-se para onde as garotas estavam reunidas. Como se a notícia da gravidez de Murrue não fosse suficiente,

agora um casamento. Isso ia colocá-las à prova nos próximos meses.

De um morro próximo, as luzes de Onogoro começavam a se acender e, finalmente a conversa feminina deixou de necessitar a presença da

jovem loira. Agora ela se dirigia para onde Shinn Asuka estava sentado, vendo as luzes da cidade, tomando uma cerveja.

- Seu médico certamente não gostará de saber que você já está tomando bebida alcoólica 10 horas depois de ter alta – começou a conversa.

- Se ele me deu alta, pressupunha que já estava apto para as atividades diárias – respondeu tranqüilo.

- Beber para você é uma atividade diária? – perguntou a loira.

- Não, mas pedir alguém em casamento também não é, então elas estão empatadas.

- Eu soube da boa nova. Meus parabéns, Shinn. Lunamaria é uma mulher de sorte por ter alguém que a ame tanto.

- Você eventualmente encontrará seu caminho. Com ou sem Zalla.

- Sou tão transparente assim? – perguntou preocupada.

- Eu lhe disse: não vale nada varrer a sujeira para debaixo do tapete. Onde você percorre, eu já estive.

- E o que acha que devo fazer então, ó senhor sabedoria? – retorquiu nervosa.

- Controlar seu destino. Tentar ser feliz por si só, para depois procurar outra pessoa. Daí poderá exercer sua atratividade natural.

- E-está dizendo que sou atraente? – perguntou incrédula.

- Não má interprete as coisas. Eu disse que todas as pessoas são atraentes. Alguém deve atrair-se por você. Já conseguiu uma vez e

conseguirá de novo.

- Sabe... isso foi o quase elogio mais lisonjeiro da minha vida – sorriu agraciada – vindo de você, é claro.

- Nem sempre eu quero matá-la – sorriu fracamente – veja agora por exemplo, eu estou muito tentado à convidá-la para o casamento...

- E você acha que eu não seria convidada por Luna?! – estocou, sarcástica.

- Talvez, mas certamente não seria convidada como madrinha do noivo – respondeu ácido.

- O quê você disse?

- Por Deus, mulher. Tem que ser tão estridente?

- Desculpe... você disse o que eu acho que você disse? – perguntou incrédula.

- O cargo precisa ser ocupado... se você quiser... – disse, dando de ombros.

- Sim, eu quero, mas... porquê eu?

- Estou cansado de odiar tudo e todos. Tem que haver outro modo; preciso descobrir outro modo. Além do mais, você não me jogou na cara

sobre a transfusão.

- Com argumentos como os seus naquele dia... – retorquiu a Cagalli.

- Olhe aqui.... nessa colina, onde estamos sentados e conversando... foi a última vez onde vi meus pais vivos... parece-me certo que eu encerre

esse ciclo aqui. E não quero encerrá-lo com mais dor.

- Shinn... isso significa que...

- Vamos começar uma amizade? Eu sei, parece estranho de pensar nisso, mas quê fazer?

- Então será que você poderia? – pediu esperançada.

- Não força a barra! – retrucou o jovem.

- Por favor!! Por favor, por favor, por favor!! – pediu a garota.

- Ta legal... ta legal:... Ca...g....a.... – as palavras parecem que arranhavam sua garganta – lli. Satisfeita?

- Ora, vamos! Você pode se esforçar mais do que isso – exigiu a garota – Não é nenhum Destroy!

- Diabos, Cagalli Yula Attha! Você não aprende quando ficar de boca fechada!! – protestou o jovem, mas foi impedido pela garota que o

abraçava fortemente. Enquanto outros viam a cena com bons olhos.

- Parece que ele pediu à ela – comentou Meyrin.

- Isso parece surreal, não acham? – comentou Kira.

- Oh, Murrue. Nosso menino está crescendo – disse o Falcão, arrancando gargalhadas dos demais.

- Amiga ou não, é melhor que Cagalli-chan largue dele agora mesmo – sussurrou em um fio de voz, a noiva da vez, enquanto Kira e Atthrum

tentavam segurá-la.

- Será que nunca teremos paz? – comentou Kyla com Lacus, enquanto sorriam.

__________________________________________________________________________

O ano é 79 depois da colonização. A situação começou a se intensificar novamente e uma guerra parece apenas questão de tempo. Alguns

movimentos da Aliança parecem contrapor os de Z.A.F.T. deliberadamente e atuando entre isso, está a Facção Clyne, mais apagando incêndios

do que outra coisa.

Do lado de Orb, finalmente Cagalli dera a ordem de reforçar o olhar externo para as forças armadas. Continuaria com os ideais da nação, mas

agora, mais tarimbada, olhava para o futuro e sabia que se ocorresse uma nova ameaça, teria que emprestar sua força novamente para a

Facção de sua cunhada. E finalmente, depois de muitos contratempos, finalmente Lacus e Kira eram oficialmente marido e mulher. Ao que

parece, ele resolvera roubar um pouco da atenção dos noivos durante a festa de Shinn e Lunamaria e pediu-a em casamento no microfone dos

padrinhos. Como eles haviam sido padrinhos por parte de Luna e com uma ajudinha alcoólica de Battlefield e Mwu, o homem tomou demais e

fez a proposta. Na manhã seguinte, quase ficou aterrado com as histórias que estes o contaram de seu pedido.

- General Flaga! – chamou a atenção um dos controladores da base – Uma assinatura de radar desconhecida vem para cá em alta velocidade!

- Na tela! – gritou o loiro – Algum contato?

- Nada ainda! – respondeu um dos homens.

Os homens que serviam sob o comando do general Flaga eram recém-saídos da academia de Orb e estes o estava forjando conforme achava

melhor. Mas o caso em questão não era um exercício simulado: era real.

- Os Cães de guerra estão na área G-20. Podem interceptá-lo em 5 minutos – disse um dos controladores.

O Orb – 017-A Sunshine Star, ou Cão de Guerra, como fora apelidado pelos pilotos era a nova vedete das forças armadas da ilha-nação.

Construída com uma mobilidade superior ao de um Murasame, possuía a versatilidade dos modelos antigos, transformando-se em jato, com

uma gama de opções de ataque variados, indo desde os sabres duplos à um canhão rotatório em seu antebraço, estes podendo ser

destacáveis para dar espaço para uma arma secundária: um beam de curto alcance. Esta arma, era um ultimo recurso dos pilotos, já que estas

consumiam a bateria mais rapidamente. Por isso, o projetista optou por uma arma primaria mais leve. Além disso, o Sunshine Star possuía uma

terceira forma quadrúpede, para avanço em locais de difícil mobilidade para um Móbile Suit normal.

- Senhor – disse uma jovem, assustada – conseguimos uma leitura: Z.A.F.T. ZGMF X425 – Destiny!

- Quê?! – exclamaram todos. Contudo, após alguns instantes, um dos controladores de radar sorriu e disse – É uma relíquia de 5 anos atrás.

Não terá nem uma chance contra os cães.

- Tem razão! – concordou o outro – Ele deve ser louco de vir nos enfrentar com essa peça de museu.

- Não percam o foco! – ordenou Mwu – Lição número 1: nunca subestimem o oponente!

No espaço aéreo de Orb, o vôo do Móbile Suit de PLANT foi impedido por 4 Sunshine Star. Os robôs em verde e púrpura, pareciam impecáveis,

não tinham 2 meses de uso. Da unidade comandante, uma voz pelo alto-falante.

- Você está agora sob o espaço aéreo da União de Orb. Saia agora ou teremos que abatê-lo!

- Saiam do meu caminho! Não tenho tempo a perder com vocês! – a voz saiu do alto-falante do Destiny.

- Líder Bermilion para bermilion 2 e 3. ataquem pelos flancos direito e esquerdo. Bermilion 4 comigo. Formação espaço aéreo brasileiro – disse o

comandante pelo rádio interno da cabine.

- Entendido – disseram as vozes de seus oficiais.

A formação espaço aéreo brasileiro consistia em um ataque aparentemente desordenado de todos os lados e em qualquer direção possível,

com os cães desviando-se de um choque frontal apenas há alguns metros de distância. O objetivo era confundir o oponente e derrubá-lo ao

evitar seus ataques diretos.

A batalha estava aguerrida com os cães alternando entre a metralhadora e os sabres duplos, enquanto o Destiny utilizava apenas seu escudo.

Apesar da formação bem executada, havia um empate técnico: os cães de guerra não conseguiam arranhar o Destiny, enquanto este nem se

dava ao luxo de tentar abatê-los. Apenas tomava distância e defendia-se, quando muito com as facas bumerangues da ponta de seus

motores. A velocidade e a agilidade do Destiny faziam a diferença contra as unidades mais novas.

- Líder Bermilion! Aqui é bermilion 4 pedindo permissão para utilizar Beam.

- Ok, 4! Frite o canalha!

Dispensando um dos canhões, o cão de guerra revelou um canhão no antebraço, que começou a brilhar em profusão até disparar um raio

potente que acabou com a pose fleumática do Gundam.

- Certo! Agora já chega – sussurrou o piloto – ativando o sistema P.A.I.O.L.: Módulo Som. Luna vai ficar furiosa comigo se souber que eu usei o

Paiol.

O P.A.I.O.L. ou Programa de Ataque à Inimigos Orbitais Leves, fora um conceito desenvolvido por Shinn, após a reconstrução do Destiny. Ela

consistia em uma simples troca dos geradores do escudo de sua mão para geradores de freqüência nucleares para a utilização no espaço e

sonoros para a utilização em Órbita, onde o som se propagava. Embora enquanto o utilizasse, não pudesse gerar o escudo, era uma

alternativa para o sistema DRAGOON do Strike Freedom. Enquanto, o Móbile Suit de Kira mandava laser em todas as direções, os geradores de

freqüência trabalhavam para fritar os sistemas, enquanto os sônicos explodiam as câmeras dos Móbiles Suits, impedindo assim, a visão do

campo de batalha. Fora a solução pedida por Lacus e por sua afilhada para ter algo que não matasse no Destiny. Lunamaria, com razão,

odiava o conceito do P.A.I.O.L. e acusava seu marido de arriscar-se desnecessariamente, utilizando-o. Quando o Móbile Suit construído por

Z.A.F.T. batia palmas em um campo de batalha, ela cessaria por falta de visão dos combatentes. Apesar da designação leve, apenas as

câmeras do Impulse estavam imunes à freqüência. Os geradores eram alimentados pelos motores nucleares do robô.

Após algumas explosões, os cães de guerra pararam o ataque. Cegos como morcegos, usaram o radar para reagruparem, não sem bater, uns

nos outros. Nesse momento, a freqüência de Orb foi invadida pelo inimigo.

- Muito bem, molecada. Hora da lição de casa. Se estudassem um pouco de historia recente, saberiam que 1º: o Destiny pertence à Facção

Clyne que mantém relações amigáveis com Orb. 2º: Não subestimem o poder dos que lutaram antes que vocês. Aposto que vocês olharam e

pensaram "isso deveria estar em um museu ou num ferro-velho". Acontece que essa velharia poderia derrotar vocês em 3 minutos à meia

potencia. 3º: se estudassem um pouquinho, saberiam que o Destiny Gundam é pilotado por Shinn Asuka, que por acaso, foi o designer

responsável pelo Orb – 017-A Sunshine Star. De fato, leva a letra A do meu sobrenome. Eu projetei, construí e fui piloto de testes desta

unidade. Sei o quê ela pode e não pode fazer melhor que vocês.

O áudio da conversa vazou até a base do Quartel General de Orb e todos os presentes estavam calados quando o resultado da batalha foi

anunciado. Eles não só perderam, como foram humilhados. Nesse clima, uma das operadoras recebeu o contato visual.

- General, o piloto do Destiny está nos contatando.

- Na tela – imediatamente, a imagem de um Shinn Asuka, com uma barba incipiente aparece na tela.

- General Flaga – cumprimenta o jovem.

- Major Asuka – respondeu Mwu. No final de dois anos, depois do resgate dos prisioneiros, a F.A.I.T.H. conheceria seu primeiro Major. Com o

cargo, Asuka transformara a unidade em um grupo invencível, mas tão acolhedor e briguento quanto sempre fora, internamente. Tanto que

várias confraternizações da unidade acabavam prisões lotadas e leitos de hospital cheios de feridos. Nem mesmo o Major escapava da cadeia

algumas vezes, para desespero da Capitã Hawke, a primeira da FA.I.T.H. – Podemos saber aonde o senhor vai com tanta pressa? – disse Mwu,

sorrindo.

- Aonde você deveria estar se sabe o quê é melhor para você. Diferente de você eu conheço minhas prioridades. E quanto aos novatos,

mande-os passar mais 300 horas de simulador, antes de entrarem em batalha contra um inimigo mais forte que eles – disse, desligando.

- Onde o senhor deveria estar... o quê ele quis dizer com isso, senhor? – perguntou a jovem operadora, mas o general estava absorto em

pensamentos, talvez procurando o sentido da frase. Quando todos o olhavam, o homem teve sua face marcada pelo terror.

- Droga! Hoje é o aniversário de Claire! Estou atrasado, estou atrasado! – disse o homem, pegando as chaves do carro e saindo apressado.

No interior da mansão Flaga, a festa de aniversário de 3 anos da jovem Claire R. Flaga rolava solta e repleta de crianças e pais conversando

animadamente, quando um tremor fez com que todos prendessem a respiração. Lacus desviou a atenção da amamentação de seu filho Makoto

por um instante, olhando para Kira. Este reconheceu o tremor como a aterrisagem de um Móbile Suit. O casal Argille, recém casasados,

acompanhou tudo com apreensão, até que uma jovem mulher apareceu na sala, com sua barriga de 8 meses e dissipou as preocupações de

todos.

- Não se preocupem. Deve ser o idiota do meu marido.

Atthrum chegou até a janela, antes que todos e confirmou:

- É o Destiny?! O filho da mãe veio até aqui com o Destiny?!

Todos se amontoaram para ver o recém chegado. Vários comentários se fizeram presentes, mas um deles era, evidentemente, o mais alto.

- Ele chegou! O Padinho chegou – gritava do alto de sua empolgação, Claire. Tateando à procura de sua mãe ou sua madrinha. Cega de

nascença, isso em nada diminuía sua alegria de viver. Esperta e carismática, conquistava todos em sua volta e conseguia fazer com que

esquecessem de sua deficiência. Para auxiliar sua filha, Murrue aposentou-se do comando da Archangel, após uma acalorada discussão com

Mwu e Kisaka, que argumentavam que, com o carisma e força de vontade da menina, ela não precisaria de ajuda por muito tempo.

Pegando a mão de Lunamaria, Claire a arrastava como se ela fosse a guia, enquanto a grávida e Meyrin tentavam acompanhá-la. No final,

Luna deixou-a ir, quando viu que seu esposo já estava descendo do cockpit do familiar Gundam.

Claire corria com vontade, quando um par de braços fortes a tiraram do chão, fazendo com que risse levemente.

- Onde pensa que vai, Mocinha? – perguntou Shinn jogando-a para o alto e pegando-a em seguida.

- Padinho, padinho! Você veio!

- Claro. Pensou que eu ia perder a festa do meu bebê.

- Num sou um bebê – protestou a menina – já sou mocinha!

- Tudo bem, não vamos brigar por isso – rendeu-se, o Major.

- Ei, seu idiota! Não precisava fazer tudo isso apenas para chamar a atenção! A festa é de sua afilhada, não sua!

- Olá. Como vão as mulheres da minha vida? – disse Shinn, tentando escapar da Leoa Hawke, como ele a chamava durante as brigas.

- Eu sou casada! – disse Meyrin, em tom de burla.

- Mey-chan, por mais que o sonho de todo homem é ter uma cunhada lindíssima e liberal, eu me referia a Luna e Amanda – disse o homem,

beijando sua esposa e acariciando a barriga de onde sua primogênita viria ao mundo, em breve.

Tal como prometera, sua filha provavelmente fora concebida no Cockpit do Impulse ou no Destiny, pelo que eles chamavam de circunstâncias

da vida militar. A surpresa foi a escolha do nome. Quando todos esperavam uma homenagem à mãe ou irmã de Shinn, ele resolve dar o nome

da mãe de Luna e Meyrin, morta durante a primeira guerra, em Heliópolis. Tal presente, agradou a todos, em especial às irmãs Hawke, que

passaram mais de uma hora com Kyla e Cagalli em uma loja de lingeries, escolhendo o quê Luna deveria usar para o marido em agradecimento.

- Eu odeio você, sabia! – esbravejou Lunamaria, em mais uma de suas explosões hormonais – E esse derretimento no braço do Destiny? –

acusou-o.

- Eu gosto de você! – beijou avidamente sua esposa para mudar de assunto, quando sua perna fora tocada – o que foi, baixinha?

- Você falou com meu pai? Ele vem? – perguntou, Claire.

- Não se preocupe, ele entendeu o recado. Acho até, que ele nunca esquecerá esse recado! – sorriu Asuka.

De fato, nem 10 minutos depois da chegada do Major, o General Flaga aportou na festa.

- Cheguei! – gritou o jovem general. Ao entrar na sala da casa, deu de cara com a cara irritada de Claire, Shinn e Murrue, além do olhar

condenatório de seus outros amigos. Tal recepção fria fez o homem do eterno sorriso, retroceder uns passos. Depois, pegou a filha no colo e

começou a desculpar-se.

- Ei, meu anjo... eu sei que já lhe disse isso um milhão de vezes, mas desculpe por esquecer as coisas. Eu só deixo, às vezes, o trabalho me

absorver. Além do mais, você tem seu padrinho para me lembrar das coisas.

A menção do padrinho, fez a garota amolecer, apertando o pescoço de seu pai. No entanto, sua esposa disse severamente.

- Não pense que vai funcionar comigo!

- Amor, espera um pouquinho... – lamuriou-se Mwu enquanto seguia a esposa – Murrue...

A festa rolou divertida até o final, no qual Shinn interagira com todos, tomara conta do bebê de Lacus por um tempo, observou a divertida luta

de Meyrin com Cagalli – ora insinuando-se para Atthrum, ora ofendendo-o – conversou com sua irmã e cunhado sobre doenças infantis e os

cuidados que um pai de primeira viagem deveria ter.

- Ele se sairá um bom pai – comentou Murrue com Luna e Mwu – pelo menos melhor do que este aqui – completou, apontando para o marido.

- Eu já pedi desculpas – tentou o aludido.

- Isto parece um sonho! – compartiu Luna ao casal.

- Espere para dizer isso depois das noites de insônia – brincou Ramius.

Nesse momento, Shinn se acercou ao casal, trazendo uma Claire quase dormida em seu colo. Enquanto Mwu a pegava relutante de seu colo,

Shinn entregou à Murrue um envelope.

- Ah... esse é o presente meu e de Luna. Um fundo fiduciário para Claire. Quando ela completar 18 anos, ela terá algo com que começar a vida.

- Shinn... isso não é necessário – disse Murrue olhando os papeis, quando notou a quantidade de zeros no papel – Isso é demais! Vocês estão

esperando a Amanda e nós...

- Não se preocupe, essa é a parte de Claire. Amanda tem uma conta igual a essa.

- Mas vocês devem ter poupado por anos e não...

- Hahahahahaha – riram Shinn e Lunamaria diante a incredulidade da comadre.

- Qual a graça? – perguntou Murrue.

- É engraçado você dizer isso. A origem dessa grana em parte, é o dinheiro que ganhei apostando que salvaria vocês no bolão da nave, há 3

anos atrás.

- Você apostou que nos salvaria?

- Claro! Como eu estava no Armory 1 oficialmente, mandei Youlan apostar no meu nome. Como ele ganhou a grana sozinho, fiquei com 85% da

grana. Daí Lacus e Kira resolveram que comprariam nossa casa como presente de casamento e economizei essa grana. Daí Cagalli resolveu dar

a Lua-de-Mel como sinal de amizade, e economizei mais essa. No final só me restou investir esse dinheiro, mobiliar o quarto de Amanda e

dividir o dinheiro por duas. E Vóila!

- Vocês são malucos – disse Murrue, com um sorriso incrédulo.

- Não. Somos padrinhos. Como você disse uma vez, talvez seja nosso destino!

FIM


Bom foi um prazer quase sexual escrefer essa fiz. realmente me diverti muito sacando essa históriada cabeça e especro que todos voces

tenham se divertindo lendo-a. Acredito que não preciso dissertar sobre minha trilogia de novo, por isso resolvi fazer diferente: Vou pontuar

algumas coisa da fic.

Primeiro, o nome Mellon Phistopolles é um anagrama para mefisto. Um dos principais vilões da Marvel Comics, Mefisto é a encarnação do ser

infernal dominante, ou popularmente o capeta. isso obviamente foi motivo de piada para ele na escola, contudo ele depois de um tempo,

começou a achar graça da situação. Assim como qualquer pessoa ele acreditava que seus motivos eram válidos, o que o tornaria um demonio

redentor. Já a Mão Invisível foi uma leve alusão à inumeras ongs existentes no planeta, que são fachadas para outras coisas menos

filantropicas.. o nome Mão Invisível deriva da questão da igualdade de condiçoes e da equanamidade que eles queriam ao ajudar as pessoas.

rtambém é um nome de uma série em quadrinhos.

O C.I.R.O. foi inspirado em uma matéria que vi que existia um orgão especial que cuidava da aclimatação aos regugiados. para colocá-lo melhor

na história, achei melhor uní-loà um albergue municipal. se pensarmos que Orb é uma lha-nação, composta por dezenas de ilhas, isso

transforma o governo central em uma prefeitura gigante. Quando pensei em um traidor sendo um informante do ciro nada melhor do que um

refugiado que vende suas as informações.

Quanto à cagalli e Shinn, acredito que ees eventualmente vão se acertar e tornar-se amigos, embora diferentes de todos osoutros. quase

como amigos com um deturpado senso de humor e muito sarcasmo.

O pedido de casamento de Kira, embora não tenha escrito nada no gênero, achei que um pouco de coragem liquida (leia-se bebida) faria um

milagre na relação, afianl, caso eles nao tomem esse passo de uma vez, acabariam perdidos no meio de seus compromissos, envenevando

assim sua relaçao, mas isso é coisa para uma outra história.

Quanrto à possivel intimação do triangulo amoroso entre Cagalli Atthrum e Meyrin, , tenho motivos para dixá-lo momentaneamente desse

modo, porque à lonfgo prazo, acredito que Cagalli o conquiste novamente, mas aí nesse caso não é questão de conquistá-lo ou não, porque

eles sempres tiveram uma ligação, seria a questão de decisão: a verdade que Shinn diz para almirante neste caítulo é uma verdade da história

de Atthrum. Ele sempre foi o personagem que vai de uma ponta à outra da tabela quando o assunto é sua lealdade e o lado pelo qual luta.

Não sem motivo, Shinn percebeu yma coisa importante: Aegys, Justice, Savior, e finalmente, o Infinite Justice, são todos Mobiles Suits com uma

segunda forma mais veloz. Isso significa que sua força está baseada em sua capacidade de mover-se constantemente... tanto em campo

quanto em ideologia. Ele é verdadeiro consigo mesmo, mas precisa sempre de alguém que o empurre na direção certa. Isso tira a firmeza do

personagem e foi em parte, o porqueê que Meyrin ajudou-o a escapar. Também significa que por essa consequência, ela se torna em Destiny a

força motriz dele, como Cagalli foi em Seed, com significados diferentes e ele teria que optar por uma delas, mas a decisão de Cagalli em

dedicarse para reconstruir Orb, fez isso por ele... depois de ver o quanto ela tinha errado com eles na história deles (largando mão dele) ela

luta por ele e, com a ciência de Meyrin, começam à forçá-lo para tomar uma decisão. Por essa razão elas passam a festa de Claire entre seduzí-

lo e menosprezá-lo, para que ele opte por uma, e deixe que a outra possa viver sua vida restante, sabendo que foi derrotada pela oponente

que o faria feliz, em uma luta justapelo coração do almirante. Se ouvir reações positivas à essa situação, posso fazer um One-shot sobre a

decisão dele, agora que tenho um pouco mais de experiência com eles. E há também o fato que eu não queria ter que trabalhar abertamente

com um casal tão queridinho do público, sem ter certeza de fazer algo decente com eles. Até eu tenho um limite na minha lista de blasfêmias!!

rs

Caire e Makoto não são meus! Eles são personagens de soberanamaldad, autora de Gundam Seed Fortress e sua sequenca Gundam Seed

Discordia. apesar de termos opiniões diferentes quanto à Shinn, resolvi usar os dois em idade infantil, já que na fic, eles já estão em idade

adolescente. se você sabe espanhol, castellãno ou é apenas curioso, vale a pena dar uma olhada nas fics.

Danizinha.

Pois é.... infelizmente acabou por aqui. Quero que saiba que foi uma grande honra ter sua companhia durante esses meses e, que sua ajuda

foi muito especial para mim. Apesar de saber sua opinião qunto à Atthrum e Cagalli, espero que essa explicação tenha satisfeito suas dúvidas e

espero que você não me odeie a ponto de não acompanhar meus outros desvairios no universo Gundam que estarão por aqui no próximo

ano.

Feliz, Natal.

Feliz Navidad

Merry Crhistmas.

Nos lemos (em 2009),

Fansurfer