N/A: Meu golpe de roubar House do David Shore e da Fox ainda está em fase de revisão. Portanto...

Quando a chuva passar

Capítulo 6

- Uau! - Chase exclamou deslizando pela parede até sentar no chão.

- Pelo quê? - Cameron perguntou ofegante.

- Pelo quê o quê?

- Você disse "uau" pelo fato de nós - Ela deu ênfase ao pronome pessoal. - termos nos beijado ou ao fato de ter sido...surpreendentemente bom?

- Ambos? - O intesivista realmente não sabia aonde a colega queria chegar.

- Quer saber? - A médica se levantou rapidamente. - Você é maluco!

Chase ergueu as sobrancelhas.

- Você é maluco! - Ela repetiu. - E quer me fazer ficar que nem você. Ah não!

- Ei, não fui eu quem correu atrás com o pretexto de "dar água na boca". - Ele se levantou também não entendendo absolutamente nada.

Cameron corou.

- Eu estou bêbada!!

- Para alguém que está começando uma briga, você parece estar pensando muito claramente.

- Você se aproveitou de mim!

- Certo. Eu sou o grande vilão.

- Deus, você me deixou beber, pra início de conversa!

- Eu não sou seu pai e você não tem mais dez anos. É completamente responsável por seus atos. E se eu me lembro bem, nós já fizemos sexo uma vez!

- Eu estava alta!!

- E claro, não foi você quem se drogou, não foi você quem escolheu digitar o MEU número de telefone e ME convidar pra sair.

- Eu estava alta!!

- E foi unicamente uma escolha sua! Ninguém te forçou a me beijar, Cameron! Arque com as consequências!

- Nós podemos ser demitidos! Eu amo meu trabalho e pensei que depois do que aconteceu com o Vo..

- Não...- Ele advertiu.

- Depois do que aconteceu com o Vogler, você também amasse.

- Isso é tão típico! - Chase explodiu frustado.

- O que é tão típico? - Ela cruzou os braços.

- Você precisa estar sempre no controle, sempre certa! Dói admitir que você errou? Você vai morrer?

- O que isso tem a ver com...

- Você sabe o que fez. Você queria isso, você queria me beijar. Admita!

- Eu nã...

Ele bufou.

- Esse é o problema. Esse é o problema.

- VOCÊ É O PROBLEMA!

- Certo, eu sou o problema porque comigo você não está no controle. Eu sou o problema porque você sabe que eu estou certo. Mas você não consegue dar o braço a torcer. Não consegue admitir e começa a atacar falando do que não sabe.

- Você é quem não sabe de nada!! Só porque eu nunca quis ter um relacionamente contigo...

- Quem disse que eu quero um relacionamento com você? - Chase disparou, arrependo-se um segundo tarde demais.

Cameron abriu a boca para retorquir mas fechou-a logo em seguida. Ele não quer? Essas palavras lhe deram um nó na garganta e ela não sabia o motivo. Virou-se de costas para ele, sentindo os olhos se encherem de lágrimas.

O australiano mordeu o lábio inferior e levou a mão a testa, tentando desesperadamente achar algo a dizer. Sua busca foi em vão.

Cada segundo passado em silêncio parecia-lhes horas e ambos se sentiam culpados pelo que disseram.

- Você está certo. - Ela começou em um tom baixo. - Você está absolutamente certo.

- Não, eu não quis...

- Por favor. - Cameron pediu-lhe que parasse e continuou. - Você me conhece. Até demais. - Deu um sorriso triste. - E tudo que você disse é verdade. Eu me senti acuada por ter ficado sem argumentos. Você me encurralou, eu não queria perder, não queria admitir e...No fundo, o que eu sei sobre você? Nada. Nem coisas básicas como cor favorita. Fui logo te acusando e por isso, sinto muito.

- E eu não fui um exemplo de boas maneiras. Você não merecia isso..é só que...Ah, quer ouvir a verdade? - Era agora ou nunca. E é melhor aproveitar a ajudinha da bebida. - Você se lembra da conversa: "Sexo pode te matar"?

A imunologista franziu as sobrancelhas mas logo em seguida sorriu.

- Aquilo me deixou excitado.

Agora ela riu.

- É verdade, é verdade. Você é bonita e sabe disso, mas possuía algo mais. Você tem personalidade, não é tão fácil e cada vez que você corria de mim me deixava mais interessado e fazia-me imaginar como seria delicioso ser morto por você toda noite.

Ao notar a expressão divertida no rosto da colega, ele adicionou rapidamente.

- Masoquismo? Talvez. - Riu. - Quando nós transamos, bem...eu sei que não deveria ter feito aquilo mas...não me arrependo. E se eu pudesse voltar atrás, eu teria feito exatamente a mesma coisa. Não só por causa do ato em si mas porque me fez perceber que eu queria mais, que só sexo não era o bastante. E hoje, nossa, quem diria que a bebida, que causou tanta a infelicidade da minha mãe quanto a minha, teria servido para um propósito tão bom? Nós nos aproximamos. - Ele acariciou seu braço, fazendo com que a médica se arrepiasse. - Mas...e quando a chuva passar? E amanhã? Tudo vai voltar a ser como antes? Quero que isso tenha um significado. Por que não tentar?

- Você está me fazendo sentir mal. Eu realmente nunca pensei em nada entre a gente e agora você vem me dizer essas coisas? Eu...como não te percebi antes?

- Você está dizendo que...aceita...?

- Por quê não? Se não der certo, pelo menos, nós vamos ter nos divertido, afinal...daquela vez, não foi ruim.

Chase a puxou para um beijo. Mas desta vez foi diferente de todos os outros, esse não foi cheio de desejo ou paixão, mas sim de ternura e carinho. Era só uma amostra do que o futuro estava reservando para eles.

- Bom, acho que agora, finalmente vou poder te ensinar a combinar a roupa com a gravata. E principalmente a não usar sapatos de boliche.

- O que tem de errado com os meus sapatos?

- Homens...- Cameron suspirou. - O Foreman também...

- O FOREMAN!

- Esquecemos completamente dele! Droga!

- É melhor que ele não esteja em coma alcóolico senão House nos mata.

- House!

- O quê?

- O que faremos? A cerveja é dele e...nós realmente podemos ser demitidos!

- Sempre podemos colocar a culpa no Foreman. - Ele recebeu um beliscão pela resposta. - Quê? Segundo House eu não tenho opinião própria e você se deixa levar com muita facilidade...então...

- Eu me lembro vagamente de alguém falar para arcarmos com os nosso atos.

- Eu amo meu trabalho. E você também.

- Apenas...vamos ver como ele está!

- É melhor mesmo! - Ele a puxou pela mão e não soltou-a durante todo o caminho para a sala de diagnósticos.

Continua...

N/A: Como vocês notaram, esse não é o último capítulo. Mas se preparem porque o fim está próximo. ahushaushuah *risada maligna*

Mas vai ser igualmente doloroso pra mim terminar essa fic.

Eu coloquei eles brigando porque precisamos ser realistas, eles não iam magicamente se acertar, né? E além do mais, todo bom romance precisa de um pouco de turbulência.

Agradecimentos a iiiisa, PoliCordeiro, Lygia Ford, bia, Isabela e a todos que leram. Não quero ouvir nenhuma reclamação de que o capítulo foi curto, hein?

Mandar review é fácil, não precisa ter uma conta no fanfiction e me faz feliz. O que vocês estão esperando?