Então, é Natal...
Autora:
Watashinomori
Sinopse: Alguém está pensando... adivinha quem. :YaoiSlash:
Disclaimer:
Os personagens e o universo de Harry Potter pertencem a J.K. Rowling, Scholastic, Warner e quem mais pagou pelos direitos.
Gênero: Slash, Yaoi ou como você achar melhor, desde que suas palavras não ofendam ninguém.
Aviso: Eu existo! Melosamente brega... eu faço o que posso.
Beta:
none... ou até eu obrigar a Shibbo a betar
Spoilers: Death Hallows
Nota: Por 6 á 1... SIREM... FELIZ NATAL

Como dizia o sábio "Oh, jingle bombs"...

Eis o final SiRem:

A Noite

Sirius e Remus

Por: Watashinomori

O garoto loiro estava esperando pacientemente no local marcado, mesmo a guerra que acontecia não impedia o Natal de vir. Era bom ter uma noite de descanso. Ele via o céu coberto por nuvens, o contorno da lua sumido dentre as estrelas. Estava um pouco nervoso. O Natal sempre o tirava do sério. Ele tinha um encontro com Sirius e seu namorado resolveu atrasar.

Ano passado havia sido um desastre. Ele se empenhara tanto para ter a noite perfeita que quando soube que o outro rapaz esquecera e lhe dera um desenho de pata de cachorro ele perdeu a cabeça. Ainda se arrependia de ter dado um tapa na cara do outro, mas não fora pedir desculpas. Aquilo ainda era ofensivo.

Esta noite preparara algo para ele. Mantinha tudo dentro de um bolso, encolhido e protegido. Sorriu alegremente pensando na cara de Sirius quando visse. No entanto, de novo, ele estava atrasado. Remus franziu o cenho em desgosto ao ouvir o Big Ben soar nove horas. Podia ouvir o barulho de passos e movimentação. Aquela noite seria o concerto do Coral da Família Real Britânica. Ele queria tanto ir, mas devia passar a noite com seu incrivelmente atrasado namorado.

Estranhara receber uma carta pedindo para que o esperasse na praça em frente ao relógio. Porém esperava diante da fonte de qualquer maneira, pensando quanto mais demoraria a ele chegar. Um grande pop anunciou que não muito mais.

"Sirius Orion Black, como ousas aparatar em uma praça? Pessoas normais podem notar!" Remus murmurou furioso.

"Acalme-se, ta confuso demais para notarem qualquer coisa. Venha, já estamos atrasados" sorriu triunfante. Isso acalmou um pouco a fúria do loiro, mas mesmo assim ele retrucou.

"E a culpa é de quem?"

Sirius o ignorou e pegou em seu braço, aumentou o sorriso e aparatou. Instintivamente Remus aparatou se deixando guiar por Sirius.

"SEU MALUCO, DOIDO, IDIOTA! E SE EU NÃO APARATASSE?"

"Você aparatou, né?"

Ele corou diante do amplo sorriso do outro e resmungou incoerências. Então ele notou onde estava. Passara por aquele lugar várias vezes durante a semana, apenas imaginando o que aconteceria durante aquela noite. Ele corou furiosamente de pura felicidade.

"Sirius, seu bobo, você não precisava... como?" seu tom voltara a ser brando.

"Contatos" sorriu e estendeu a mão. "Vamos?"

Remus se deixou guiar para dentro do teatro. Então se acomodaram num luxuoso camarote mais ao fundo do teatro. Era isolado e Remus não pôde deixar de achar que fora premeditado.

Quando a música começou tudo desapareceu de sua mente. Era apenas ele e aquele som magnífico. Ao menos era, até uma maldita mão começar a acariciar sua perna.

"Ahem, Sirius, pare por favor" sussurrou.

"Sh, não quer atrapalhar a música" sorriu maliciosamente, levando a mão um pouco mais para cima.

"Acho que estamos longe o suficiente para eu poder reclamar com você. Pára!" sussurrou novamente, ainda mais firme.

Black tirou sua mão, mas o seu sorriso o delatava. Pouco depois Remus notou a mão em sua braguilha. Ele arregalou os olhos e corou furiosamente.

"Sirius!" sussurrou urgentemente. "Você não pretende... isso aqui, pretende?"

"Ah, não. Ao menos não a coisa inteira" e começou a desabotoar a camisa de Remus.

Sua mão voltou a braguilha e abriu suas calças. Então, beijando suavemente o pescoço de Remus e acariciando seu tronco com uma mão, Sirius começou a esfregar delicadamente a virilha do loiro.

"Ah... Si... rius.. nã... hm..." ele tentou ao máximo manter a voz baixa. Uma mão parou de acariciar seu tronco, e ele entreouviu um muffiato. Com alívio ele permitiu um gemido sair um pouco mais alto.

Não que ele realmente não quisesse. Pensara naquilo no instante em que notou Sirius de terno, estonteante como um animal selvagem manso.

Remus não sabia dizer o porquê, mas ele estava mais sensível que o normal. Talvez o fato de estarem fazendo aquilo em público, o senso de perigo e tudo mais o ajudasse a ficar mais excitado. O ritmo aumentou um pouco quando Sirius notou sua urgência. O rapaz tremulou um pouco antes de se deixar alcançar o clímax.

"Sirius..." sussurrou perigosamente quando havia acabado e se limpado.

"Está escuro demais para alguém notar, e eu usei muffiato." Se defendeu.

"Mesmo assim..." retrucou.

Eles terminaram de ouvir a apresentação corados. Assim que terminou Remus se preparou para entregar o presente, porém, de novo, Sirius agarrou o seu braço e ambos aparataram. O loiro se viu em um jardim enorme e jazia no chão um única vassoura e um pano amarrado nela.

Sirius foi até a vassoura e desatou o pano dela. Voltou para o garoto que ficou calado durante todo o processo e o vendou.

"O qu...?"

"Shh... não estrague a surpresa. Tive tanto trabalho" sorriu.

"Você sabe que eu não gosto de voar, não sabe?" respondeu levemente desesperado.

"É só se segurar em mim" ouviu um sussurro doce em seu ouvido.

Estremeceu suavemente e concordou com a cabeça. Sirius o guiou para a vassoura. Segurou apertado contra sua cintura. Ficaram um longo tempo viajando. Quando pousaram Remus tentou remover a venda.

"Não. Espere eu terminar de aprontar tudo. Então eu tiro."

Impacientemente ele esperou. Demorou uma eternidade até Sirius remover a venda. Foi quando Remus se viu diante de uma cabana velha no meio do nada. Ao longe, ele mais sabia do que via, tinha uma estrada de ferro por onde o Expresso de Hogwarts passava. Voltou-se para o namorado e viu a toalha estendida no chão com uma cesta e várias comidas. De repente começou a soar um saxofone. Black se aproximou lentamente a mão estendida. Remus corando aceitou e se deixou levar pela dança.

Sirius guiava magnificamente. Era maravilhoso ser levado por um homem tão envolvente. Não dançavam nada muito complexo, apenas um passo para um lado e um passo para o outro. Seguindo o ritmo da música. Ao acabar a primeira música eles se beijaram.

Um beijo suave a princípio. A língua de Sirius lambeu seu lábio inferior pedindo passagem, então o beijo foi aprofundado. Lupin gemeu gentilmente após um tempo. Sirius então apartou o beijo para seu desagrado e o guiou para a toalha.

Havia um belo jantar ali. O Frango ao Vinho Branco parecia ser o prato principal, era acompanhado por batatas grelhadas, purê de batata, batata assada, arroz, saladas diversas. Tinha também um pote com azeitonas em conserva e frios. E uma champagne cara. Comeram em silêncio por um longo tempo, apenas apreciando a noite fria.

Era um Natal relativamente quente. Não nevara muito, e Sirius lançara um feitiço para deixar tudo mais quente. Era perfeito.

Após o jantar Sirius pegou a sobremesa. Remus soltou um grito de felicidade. Tanta coisa de chocolate junta. Bolos, tortas, pudins, barras, bombons. Ele comeu de tudo um pouco. Demorando ao saborear vários sabores novos. Ele via pela embalagem muitos doces importados. Normalmente ele retrucaria e mandaria Sirius não esbanjar tanto dinheiro consigo. Mas era Natal, uma vez ao ano ele podia dar ao luxo.

Ele espantou-se ao sentir a língua quente do outro contra sua bochecha.

"Não desperdice" sorriu.

"Você não irá permitir" respondeu baixo, sedutor.

Sirius aproveitou a deixa e o beijou. Não demorou muito e ambos já haviam desfeito os nós das gravatas e tirado os paletós. Black acariciou suavemente seu rosto olhando fixamente para o rosto de Remus, o deixando corado e envergonhado.

"Eu amo você, senhor Lupin" falou travesso.

"Eu amo você também, senhor Black" respondeu ainda mais corado, entretanto sorrindo.

Black começou a tirar sua camisa, botão por botão. Lupin fechou os olhos em apreciação e algo quente tocou sua pele. Algo quente e cheirando a chocolate.

"Si... rius..." chamou docemente.

O outro rapaz começou a lamber todo o doce derramado na pele do loiro.

A brincadeira durou bastante tempo. Até que Remus pediu por mais. Sorrindo Sirius atendeu.

Eles somente ficaram satisfeitos por volta do amanhecer.

Remus suspirou cansado, porém imensamente feliz. Sentou e olhou para o namorado que sorria apoiado num braço o fitando intensamente.

"Você é lindo" ele disse ainda deitado.

"Sirius, pára."

"Mas você é. Lindo e perfeito. Ah, e meu. Só meu" levantou vagarosamente.

Estava com as calças, enquanto o outro usava a camisa.

Remus vasculhou o bolso das calças por um pacote que ele aumentou com um aceno de varinha.

"Feliz Natal, amor" entregou.

Sirius abriu da maneira infantil que ele sempre teve e sorriu ao encontrar a jaqueta de couro mais perfeita que já havia visto.

"Eu que fiz, então se não estiver..."

"Ela é linda! Perfeita! Como só você poderia saber!" e o beijou. Derrubou-o novamente no chão.

Depois de mais um tempo entregues ao beijo, Sirius levantou. Foi sua vez de vasculhar os bolsos e tirar um pequeno pacote, que por sua vez foi ampliado.

"Mais uma coisa? Não precisa, eu já tive o suficiente por uma vida." Sussurrou contente.

"Então vai ter o suficiente por todas as suas vidas, meu lobinho" e entregou ao rapaz.

Ele abriu trêmulo, segurava o choro. Era bem sensível e a perfeição daquela noite já o abalara de forma extrema. Ao abrir o embrulho encontrou um pequeno pingente em forma de lobo branco, com um cordão igualmente branco.

"Sirius, isso é lindo" sussurrou.

"Desculpe se não foi feito por mim, mas levei um tempo consideravelmente grande para achar o pingente perfeito."

Remus o abraçou e o beijou longamente. Então Sirius apartou o beijo mais uma vez.

"Não quero que perca o nascer do sol, Rem, eu planejei tudo pensando nele" resmungou.

Eles sentaram-se lado a lado, semi vestidos, e observaram o nascer do novo dia.

"Feliz Natal, Remus Lupin" ele sussurrou feliz.

"Feliz Natal, Sirius Black" e pousou a cabeça no ombro do namorado.

NA: Não betada... por favor perdoem qualquer coisa...