TWD NÃO ME PERTENCE. IMPORTANTE: Fanfic para +18. Personagens fora de caráter original. Obviamente. Citações que envolvem violência, estupro, palavrões, alusões a lesbianismo, sangue e sexo.. Obvias alusões à TrueBlood. Godric é o criado de Eric Northman. Entrevista com Vampiro,Lestat,Drácula de BramStoker, Underworld e etc. Nada me pertence, é só um conglomerado de coisas que eu gosto + Carol Peletier, que eu amo. Fanfic escrito por pura diversão sem fins lucrativos.

"CAROLINA"

ByChibis.

Parte 4

A cidade era pequena, mas a delegacia estava abarrotada de gente naquela manhã. Uma gritaria assim só nas delegacias das grande cidades. Bêbados, ladrões e arruaceiros disputavam espaço com cidadãos comuns, e casais desesperados procurando seus filhos, e até alguns idosos com uma historia esquisita para contar. Todos falavam ao mesmo tempo, querendo atenção do atendente no balcão.

Existia um ar de histeria nas pessoas..."Eu vi o morto ressuscitando. Eu vi! Eu não estou louca!"Senhora Fisher gritava feito louca. "Ele estava morto e levantou, e veio pra cima de mim. Eu corri!" Ela trabalhava na casa funerária preparando defuntos, provavelmente cheirou muito formol.

"Tá muito cedo pra isso senhora Fisher! Anda Dixon, anda!" Shane empurrou Daryl pelo corredor.

...O que está acontecendo?...

Ainda algemado, Daryl foi conduzido até uma sala de interrogatório. Mortificado com a acusação que havia caído sobre seus ombros. Ele nunca trocou duas palavras com Maggie Greene. A irmã mais velha de Beth só pensava no namorado japonês, Glenn alguma coisa...Coreano.

Duas madrugadas atrás, ele realmente foi ate o celeiro da família Greene, para encontrar com Beth. A garota o perturbou tanto durante o show da banda que acabou cedendo as investidas. Foi até o celeiro, dormiram juntos, ela voltou para a casa dela. Como Daryl tinha bebido muito durante toda a noite, acabou pegando no sono.

Acordou as sete da manhã no meio de palha, feno, e com o barulho do galo cantando. Vestiu a roupa e saiu voando do celeiro. Como sua sorte era "muita" foi pego no flagra por Hershel Greene, que o avistou da varanda da casa.

O pastor queria pegar a carabina para correr atrás dele, mas foi impedido pelos gritos de Beth. Daryl decidiu romper de vez o caso que estava tendo com a loira, antes de virar peneira nas mãos de Hershel Greene. Pena que Beth não concordava com isso, e continuava o assediando.

Daryl não tinha absolutamente nada haver com o desaparecimento de Maggie. Ele não aceitava ser acusado disso, e provaria sua inocência. Ele precisava falar com Merle e pedir para entrasse em contato com as duas advogadas que sempre o ajudavam quando seu irmão se metia em encrenca, Andrea e Michonne, eram ótimas, elas sempre sabiam o que fazer.

Ele era inocente.

"HEI!" Nervoso, perdendo a paciência com o policial que o jogava de um lado para o outro como um saco de batatas, Daryl foi obrigado a se sentar em uma cadeira, e algemado na mesa de interrogatório, que era chumbada no chão. Não tinha como fugir.

"A cidade está de pernas para o ar essa manhã Dixon...Fique ai refrescando a memória que eu já volto para tomar seu depoimento." Shane Walsh era bem estúpido, e se dirigiu até a porta, deixando Daryl com o outro policial, Rick Grimes.

Rick não era bem um "amigo pessoal", um não freqüentava a casa do outro, mas eles se davam bem. Era menos estúpido e insuportável que Shane. O xerife que andava pra cima e pra baixo com o chapéu engraçado era um cara que Daryl se dava bem. Sua esposa Lori era fã da banda, eles sempre se encontravam no bar, bebiam e jogavam conversa fora. O filho mais velho deles, Carl sempre pedia para Daryl o ensinasse a caçar usando crossbow. Daryl dizia que o ensinaria, assim atingisse a idade certa.

"Eu não vou falar nada sem um advogado...Quem garante que vocês não vão distorcer as minhas palavras? E vão me fazer confessar alguma coisa que EU NÃO FIZ! EU NÃO TENHO IDEIA DE ONDE ESTEJA A TAL MAGGIE GREENE!" Daryl se revoltou, se levantando, obviamente foi contido pela algema presa na mesa que restringia seus movimentos.

"Tenha paciência Daryl. Ninguém vai armar nada contra você...Estamos aqui pra descobrir a verdade. Se você não fez nada errado, não tem nada pra se preocupar. Certo? Eu vou te trazer um café. Você está com cara de quem está precisando." Rick balançou a cabeça. Ele não acreditava que esse Dixon era responsável pelo desaparecimento de Maggie. Se fosse Merle sentando nesse lugar ele teria duvidas, mas Daryl não. Daryl era tranqüilo, ele era um bom vizinho, apesar do jeitão rude.

"Rick, eu não fiz nada..." Frustrado, Daryl jogou o corpo na cadeira, esparramando as pernas. "Meu único erro foi não ter dito NÃO para Beth Greene quando eu devia..."

Rick respirou fundo, e soltou de uma vez. "Olha vamos fazer o seguinte. Eu vou entrar em contato com as suas advogadas, e pegar seu depoimento completo só quando uma das duas chegar aqui Ok?... Shane vai chiar, mas ele vai ser obrigado a esperar." Era o maximo que o policial podia fazer para ajudá-lo. "Eu já volto com o seu café. E enquanto você espera a advogada eu tenho um pepino pra resolver na estrada. Roubo a banco."

Rick Grimes era um cara legal.

Andrea estaria em um julgamento o dia todo e só conseguiria chegar na delegacia no final da tarde. Michonne estava viajando com o marido e o filho pequeno. Não tinha jeito, agora era ter paciência.

Daryl esperou sozinho na sala de interrogatório, algemado à mesa o dia todo, não fosse o café e rosquinha que Rick trouxe, ele estaria ferrado. "Me esqueceram aqui? HEI. EU PRECISO MIJAR! Puta que PARIU!"

Daryl rosnou, abaixou a cabeça com força, batendo a testa na mesa.

...E eu me queixando da noite estranha, e o dia está sendo pior ainda... Será que ela já deixou a cidade? Claro que não idiota, Carol só pode sair durante a noite... 400 anos... Como que ela tem 400 anos?...Será que eu fiz diferença pra ela? Ou fui só mais um doador de sangue...O que ela disse sobre vinculo?... Será que eu vou continuar pensando nela cada vez que fecho os olhos?Por que eu sinto essa vontade de sentir os dentes dela no meu pescoço? A língua dela na minha pele? ...

Com a cabeça deitada na mesa, Daryl fechou os olhos com força. "Carol, Carol!" Na situação em que se encontrava não parava de pensar na noite que passou com Carol, a vampira. Ele começou a lembrar como ela era poderosa e rápida. Quando disparou a flecha na sua direção ela se moveu como o vento. Os olhos vermelhos, e os dentes pontudos... Se quisesse, teria me transformado em picadinho, mas confesso, não senti em momento algum essa intenção... "Algum dia você vai sair da minha cabeça?"

...Um dia...Ela vai desaparecer. E eu vou continuar aqui, querendo saber mais...Pro resto dessa minha vida miserável querendo saber quem é você de verdade Carol...

No silencio da sala de interrogação Daryl cochilou. Dormiu até roncar. Ele perdeu a noção de tempo. "Me esqueceram aqui..."

Acordou de supetão. Sem relógio na parede da pequena sala, ele só podia tentar adivinhar pelo estômago roncando. Podia ser meio dia, podia ser final de tarde. Ele só tinha certeza de uma coisa, seu traseiro já estava quadrado de tanto ficar na mesma posição.

"Desgraçados!" Rick Grimes e Shane Walsh tinham sumido. E já fazia um bom tempo que nenhum policial entrava na sala. Daryl não tinha certeza se tinha algum policial vigiando a porta ou não. Tudo estava quieto demais. Tirando o som de um alarme de carro que berrava histericamente.

Daryl fez uma careta e escutou melhor.

Não era um alarme, eram vários alarmes... A sala não tinha janelas, então Daryl precisava se concentrar. Ele começou a prestar atenção,e escutou um som parecido com rajada de metralhadora "Que porra é essa?".

Provavelmente umas quatro quadras dali...Daryl não podia ter certeza da distancia. Ele não sabia quão isolada era essa sala... Ele olhou para cima, a luz da lâmpada fluorescente começou a piscar. Sentiu a delegacia tremer, e um som forte de explosão. A iluminação da sala finalmente foi cortada. Outras explosões se seguiram. Era bem perto da delegacia. "Só falta pegar fogo e eu preso aqui. Estou parecendo o Leonardo di Caprio no Titanic... Alguém me arruma um machado!" ...Maldito Merle e esses filmes...Machado não vai adiantar, eu estou com as duas mãos presas...

"Que ridículo" Agora Daryl estava em uma sala pequena, algemado a uma mesa chumbada, no escuro, com cheiro de fumaça entrando por debaixo da porta. Ele finalmente escutou pessoas do lado de fora, correndo pelo corredor. Gritando, apavoradas. "HEI! HEIII! TEM ALGUÉM AI? RICK, SHANE!" Daryl começou a puxar as mãos, mas não tinha jeito, a algema estava bem apertada nos seus punhos.

Daryl não queria entrar em pânico, mas era bem difícil quando obviamente algo muito sinistro estava acontecendo fora da sala de interrogatório. Existia uma salinha anexa, onde os policiais entravam para acompanhar os interrogatórios. Daryl não podia ver se alguém tinha entrado ali pela outra porta ou não. Parecia que sim, mas tinha o tal espelho negro. Estava tudo escuro, Daryl arriscou, olhando na direção do enorme espelho. "HEI! VOCÊ AI DENTRO, ESTÁ SE DIVERTINDO? VAMOS ACABAR LOGO COM ESSA PALHAÇADA! ME TIRE DAQUI!"

"Huaamm...Huammmm!" Daryl começou a escutar gemidos e um cheiro terrível vindo dessa pequena salinha.

"Que porra? Tem um rato morto ai, ou o que?" Daryl apertou os olhos, tentando entender.

A porta começou a bater, como se alguém tivesse forçando para abrir, mas sem saber como usar a fechadura. Ele olhou para cima e a luz de emergência da delegacia começou a piscar. Provavelmente era o gerador ligando automaticamente.

A iluminação era precária, mas pelo menos agora ele conseguia enxergar alguma coisa. Ele se levantou da cadeira conforme as porradas na porta ficavam mais barulhentas. "AHUMmmm" Quem ou o que, que estivesse tentando entrar ali conseguiria cedo e ou tarde. De tanto puxar o braço, a algema começava a cortar os pulsos, que começaram a sangrar.

Daryl já não acreditava que gritar era uma boa opção, quem estava atrás daquela porta parecida se irritar quando ele fazia barulho. Ele já começou a pensar na possibilidade de não ser uma criatura humana. Parecia ridículo, mas ele tinha passado a noite com uma vampira, sabe-se lá o que mais existia no submundo.

Ele escutou tiros e gritos desesperados vindo do corredor da delegacia. Eram sons horríveis e pedidos de socorro, seguidos de gemidos e murmúrios. "Que tá acontecendo lá fora?

A porta da salinha finalmente cedeu. A "coisa" caiu para dentro da sala de interrogação. A maldita luz de emergência ficava piscando, Daryl não conseguia distinguir exatamente o que era. Parecia uma pessoa, mas...parecia um defunto. O rosto todo machucado, faltando pedaços, como se tivesse sido comido. A criatura se levantou, e com os dois braços esticados começou a cambalear devagarzinho na direção de Daryl. "Muamm...huammm". Murmurando com a boca aberta.

"Caralho!Caralho!" Daryl estava de pé, mas ainda sem poder se defender por causa das algemas.

Ele se sentou na mesa desajeitado, e começou a chutar a criatura. O chute no queixo surtiu efeito, o monstro caiu de costas. Quando a luz piscou e iluminou o rosto da "coisa", Daryl o reconheceu. "Murphy?" Era o policial que ficava na recepção. Ele era mais do que conhecido de Daryl. Quantas vezes ele o atendeu, quando Daryl vinha pagar a fiança de Merle?

Murphy não o reconhecia. Murphy não era mais Murphy. Nem vivo ele estava, era um cadáver ambulante e estava novamente pronto para devorar Daryl. Daryl o chutou na barriga, fazendo com o que a criatura caísse novamente no chão. As mãos do morto vivo eram fortes e começaram a puxar as calças de Daryl, que se espremia desajeitado em cima da mesa. "MALDITA ALGEMA AHH"

De tanto puxar a algema fez um corte fundo no pulso, que começou a sangrar abundantemente. Os ruídos de Murphy derrubando a porta, e a luta dos dois, e o sangue vivo, atraíram outras criaturas que começaram a forçar agora a porta de entrada da sala de interrogatório.

"OH SHIT. Agora ferrou!" Daryl sentiu os dentes de Murphy mastigando a ponta da sua bota. Um pouco mais pra cima e ele chegaria na carne da sua estava a ponto de ser devorado vivo por um policial, igual uma rosquinha de padaria.

"Caralho!SOCORROO!" Em pânico ele gritou."DROGAAA"

Carol havia se alimentado bem na noite anterior, encheu suas veias com o delicioso sangue de Daryl Dixon. Ela deveria ter tido um dia de sono profundo, morta para o mundo, mas não. Estava agitada, preocupada. Ela se sentia tensa. Provavelmente culpa do vinculo que tinha criado com o caipira, que pelo visto estava vivendo um dia difícil.

Um arrepiou passou pelo seu corpo e ela escutou um chamado de socorro. Seus olhos azuis se abriram, e ela usou seus sentidos para captar de onde estava vindo aquele chamado. "Daryl..."

Ela agradeceu pelo por do sol, e assim que o último raio de sol desapareceu atrás das montanhas, Carol voou para fora do motel. Guiada pelo sangue de Daryl, que pulsava apavorado, histérico, pedindo socorro.

Em questão de segundos ela estava na entrada da delegacia de policia. Percorreu o corredor, descalça , vestida apenas com sua camisola de seda preta. A velocidade que se movimentava fazia com que a seda dançasse ao redor de seu corpo. Ela sentiu algo escorregadio nas solas de seus pés. Sangue...

Tinha algo muito errado acontecendo naquele lugar, rapidamente e ela estava em modo de batalha. Com olhos vermelhos, caninos a mostra e unhas compridas.

A cidade estava um inferno, mas Carol não perdeu muito tempo se perguntando o por que. O chamado de Daryl ficava mais forte a cada centímetro que ela se aproximava de onde ele estava.

A delegacia estava escura. Somente a luz de emergência precária, piscando e fazendo barulhinho de um jeito bizarro. Carol viu dezenas de corpos humanos no chão. Pedaços de pessoas, de órgãos, sangue pintando todas as paredes.

Na porta de uma pequena sala no fim do corredor estava um amontoado de criaturas tentando entrar, e eles conseguiram. Pelo cheiro e aspecto estavam mortos.

...Mortos vivos como zumbis?... Carol se perguntou.

"Achei!" Carol detectou que Daryl estava ali dentro. Mostrando os dentes e as unhas como um gato irritado, ela pulou para cima daqueles seres nojentos. Fazendo-os voar. Retalhando-os para abrir caminho. Separando cabeças de dorsos.

"Carol! Carol" Ela ouviu a voz de Daryl a chamando, ele a reconhecendo na escuridão da pequena sala.

Carol percebeu Daryl algemado a mesa, encolhendo as pernas. Seu pulso estava cortado e sangrava bastante. Uma criatura estava comendo seu sapato, e na próxima mordida alcançaria a carne.

Carolina se enfureceu.

"ELE É MEU!" A voz de Carol soou um tanto quanto assustadora. Seus olhos brilharam vermelhos no escuro. Ela rosnou, mostrando os dentes endiabradamente. Agarrou o cabelo da criatura que um dia foi Murphy e enfiou suas unhas afiadas na barriga do zumbi, levantando o braço com força, cortando no meio como se sua mão fosse uma espada. Ao chegar na clavícula, Carol tirou o braço de dentro do Walker, e rapidamente puxou a cabeça dele pelo cabelo, separando-a do corpo, e esmagando a contra a mesa. "Ninguém machuca o que é meu!"

O corpo de Daryl escorreu para o chão, com seus braços ainda presos nas algemas. Se a situação não fosse tão bizarra como um filme de terror, ele teria uma ereção. ...Ok. Exagero é nojento demais pra pensar nisso... Mulher nenhuma o clamou dessa forma antes. Pelo menos não uma que ele sentisse reciprocidade a respeito.

"Você está bem? O que aconteceu com você?" Carol perguntou esmagando a corrente que prendia a algema à mesa e o libertando. Ele ainda tinha a algema nos punhos, mas pelo menos não estava mais com as duas mãos contidas, podia movimentar os braços.

"Sim!" Daryl caminhou para fora da sala, seguido por Carol. "É uma longa historia! Me jogaram nessa sala o dia todo...E de repente tudo virou um filme de terror. Se você não tivesse me salvado, eu teria virado salsicha!"

Ela caminhou até uma bandeira da corporação policial que ficava no final do corredor, arrancou do suporte e limpou o braço ensangüentando. O sangue era negro, morto, fétido. Carol ficou preocupada com o que aquilo poderia significar para a raça humana.

"Vamos sair daqui..." Desde a Idade Media Carol não via tantos corpos humanos espalhados. Um cheiro horrível no ar, como ela só sentiu durante a época da peste negra. E todos esses corpos estavam prestes a despertar como zumbis "Eu preciso descobrir o que está acontecendo!"

Quando Daryl chegou na rua quase caiu de costas. O cenário era apocalíptico, desolador. Carros largados no meio da rua com alarme disparado. O posto de gasolina pegando fogo, provavelmente as explosões que escutou quando estava dentro da sala de interrogação.

Pessoas comendo outras pessoas. Em um dos sobrados, Daryl avistou um sobrevivente metralhando mortos vivos, mas quanto mais barulho fazia, mais mortos se aglomeravam.

Em alguns segundos e o sobrado seria invadido. O som da metralhadora parou, mas logo veio um grito absurdo. Um dos zumbis tinha entrado no sobrado e estava comendo o sobrevivente.

"Barulho os atrai. Sangue os atrai... E eles se multiplicam rapidamente." Carol se virou para Daryl, que estava chocado com o homem sendo devorado dentro do sobrado. Muita coisa acontecendo para um humano só. Vampira em uma noite. Zumbi na outra.

Carol visualizou os pulsos de Daryl e o sangue pingando. Rapidamente, Carol furou o próprio dedo com seu canino afiado e a gota de sangue que brotou do indicador passou em cima do machucado de Daryl, cicatrizando-o.

"Obrigado!" Daryl ainda estava intrigado com o poder que o sangue dela tinha.

"Depois a gente tira essas algemas. Agora precisamos ir para um local seguro. Precisamos de armas. Você tem um crossbow, não tem? Vai ser bem útil." Carol começou a caminhar rua abaixo, ignorando os walkers que começaram a notar sua presença e de Daryl.

"Você não precisou de nada para matar aquele montão lá dentro!" Daryl apontou para a delegacia.

"Eu não sou humana Daryl. Você é. Você precisa se defender. Infelizmente eu não estou disponível 24 horas por dia. Quando o sol nascer eu não vou poder ajudar!" Carol percebeu uma quantidade de walkers se aglomerando no caminho dos dois. "Um carro é uma boa opção agora..."

"Vem cá!" Daryl puxou o braço de Carol, tirando-a do meio da rua. Ele correu para o estacionamento da delegacia. E entrou em carro de policia, se sentou no banco de motorista, e habilidosamente puxou os fios e deu partida fazendo uma ligação se sentou no banco do passageiro e levantou uma sobrancelha pra ela.

Daryl riu e disse. "O que? Eu também tenho meus poderes secretos..." Ele parou de rir quando viu a quantidade de mortos vivos pulando em cima do carro de policia, que começou escandalosamente a tocar a sirene e ligar o giroflex. "Filho da puta! Se segura!" Daryl pisou fundo no acelerador, deu ré com tudo, quando conseguiu espaço suficiente , deu um cavalo de pau bem escandaloso, cantando os pneus. No asfalto ficaram as marcas dos pneus. Alguns walkers tentaram seguir o carro, mas Daryl acelerou com tudo e os dois fugiram dali.

"Humano, como você é escandaloso!" Carol o cutucou o cotovelo e riu.

"E você toda aparecida, andando na rua com essa camisola transparente e esvoaçante..." Daryl olhou para o decote e o detalhe da renda contrastando com a seda pura. Ela estava linda! Como se tivesse saído de um conto erótico. E tinha saído de onde quer que estivesse só para socorrê-lo. Ela disse "Ele é meu" antes de matar Murphy...Então esse é o vinculo... "Isso é jeito de andar na rua?"

"Hmmm...Está com ciúmes?" Carol provocou, sorrindo. Droga, ela sorria como uma adolescente toda vez que seu olhar cruzava com o dele. "Podemos dizer que eu tive outra prioridade quando acordei, não é?"

Daryl e Carol se olharam e sorriram. Carol tinha um olhar meio maroto. "Se a gente não tivesse fugindo de zumbis, eu te jogaria no banco de trás agora mesmo e diria no seu ouvido "Wanna screw around?" O sorriso de Carol aumentou com a reação que Daryl.

"Pfff...Vampira..." Daryl disfarçou, balançou a cabeça tentando esconder o sorriso que cismava em aparecer, ele segurou o volante com força.

"Talvez! Talvez eu esteja com ciúmes...Talvez eu não queria o que "é meu" saindo na rua desse jeito!" Daryl estava flertando. Com as bochechas aquecidas e vermelhas, Daryl Dixon flertando. Se Merle o visse agora sofreria um engasgo, ou se ajoelharia agradecendo pela "Graça" alcançada.

"Oh Droga!" Ele então se lembrou. "Merle! Eu preciso encontrar meu irmão!"

"Eu preciso de um telefone. Preciso conversar com Tyreese e com alguma pessoas..." Carol precisava falar com o "Conselho". Tyreese ainda não tinha acordado, ela sentia, afinal ele era sua cria, seu "filho", a conexão era muito forte. E Tara, ainda tão confusa com sua nova condição de vampira, ia pirar ao descobrir que o apocalipse tinha caído sobre a Terra.

"Mais quinze minutos e estamos em casa...Digo, na minha casa. Resta saber se vai ter linha telefônica ou celular funcionando." Daryl entrou na estada que rumava para sua casa. Ele e Merle eram caçadores, moravam um tanto quanto afastados da cidade, próximos as montanhas.

Eventualmente Daryl aprendeu qual era o botão que desligava a sirene e o giroflex. O cenário na estrada era desolador. "Que diabos aconteceu com o mundo?" Nas ruas o que se viu foi destruição e morte. Casas abertas, carros abandonados e queimando. Quando tudo começou naquela manhã, a maioria fugiu para as auto-estradas. E foram pegas no engarrafamento, naquela armadilha de não ter para onde ir.

"Mortos voltando a vida não é tão incomum, mas nunca aconteceu, digo, não nessa proporção. Não que eu me lembre nesses meus 400 anos !" Obviamente Carol testemunhou experiências envolvendo rituais de bruxaria, magia negra, e os necromantes. Mas o que estava acontecendo ali parecia uma coisa biológica. Parecia mais uma doença que se espalhava rapidamente.

"Mais você é uma..." Daryl não queria terminar a frase, ele estava se apaixonando por uma morta viva. Ok, ela tinha consciência, ela era quente, pelo menos estava bem quente na noite anterior. Ela era inteligente e forte, e tinha sentimentos. Quão bizarro é isso "Como você pode ter 400 anos? O que você fez durante todo esse tempo? Como que não cansou?"

"Meu criador tinha 2 mil anos..." Carol sussurrou nostalgicamente. Se Godric tivesse esperado mais seis meses viveria esse momento surreal. Provavelmente Godric lutaria para ajudar os humanos sobreviventes. E esse era o plano de Carol, caso esse apocalipse fosse definitivo.

"Puta que pariu! Ele tinha a idade de Jesus!" Só mesmo Daryl conseguia dizer uma blasfêmia seguida do nome de Jesus e continuar adorável. "2 mil anos!Aposto que ninguém é capaz de matar um vampiro de 2 mil anos! Você disse tinha, então..." Os olhos de Daryl quase saltaram do rosto. Ele segurou o volante com força, o carro começou a balançar conforme ele pegava um atalho pela estradinha de terra.

"Ele se suicidou..." Carol não quis entrar em detalhes. Ela soltou o ar. "E quem disse que eu mesma nunca cansei?...Quando eu acho que vai acabar, começa de novo...A gente nunca sabe o que espera ao virar cada esquina... minha existência está sempre se renovando Daryl" ...Eu não imaginava cair de amores por um caipira, no meio do nada, em um apocalipse zumbi...

Ao virar a esquina estava Hershel Greene. O homem que parecia papai Noel, não veio trazer presentes. Ele estava com uma carabina na mão, esperando na porta da casa dos irmãos Dixons, pronto para atirar assim que Daryl Dixon descesse do carro.

Merle estava ajoelhado, meio caído no chão da varanda, com um corte na testa e a cabeça sangrando . "Velho desgraçado, me pegou de surpresa!" Merle colocou a mão na cabeça e quando viu o sangue. Xingou ainda mais.

Daryl estacionou e desceu do veiculo, Carol fez o mesmo.

Carol olhou para Daryl sem entender exatamente o que estava acontecendo. "Algo me diz que esse é o motivo de você ter ficado preso na delegacia!" Os dois começaram a caminhar na direção da casa. "Quer que eu me livre dele?" Ela perguntou. Seja lá quem fosse esse velho, Carol poderia dar cabo dele tão rápido quanto o vento. O velho nem perceberia o que lhe atingiu.

"Não, ele é o pastor!" Daryl sussurrou, levantando as duas mãos em sinal que se rendia, e fazendo sinal para que Carol fizesse o mesmo. Teatro só para ajudar. "AHH" Carol entendeu imediatamente e levantou as duas mãos.

Carol lembrou, Daryl tinha chacoalhado os lençóis com a filha do pastor. "Hei! Você tá ferrado" Carol sussurrou, rindo baixinho. Ela se lembrou da historia que Merle disse no bar. Realmente a loirinha Beth era uma cilada.

"DIXON!" Hershel Greene estava vermelho de raiva. A cidade estava de pernas pro ar. Todos enlouquecidos, saqueando, fugindo. Matando uns aos outros. A polícia não dava resposta. Glenn, o namorado, não dava resposta. Ele revirou a fazendo de cima a baixo atrás de sua filha mais velha e nada. A única coisa que sabia com certeza é que tinha visto Daryl Dixon deixando seu celeiro algumas manhãs atrá ém tinha que começar a dar uma pista de onde Maggie ou ele esqueceria dos seus ensinamentos como Pastor. "Você vai me dizer onde está Maggie! E você vai me dizer AGORA!"

Os walkers, finalmente...

Eles estão bem fora do caráter, mas é o primeiro dia com walkers, Daryl nem tem o crossbow, e nem sabe o que está acontecendo.

Obrigada por ler;

Reviews são sempre bem vindos.;

Bjs Chibis