TWD NÃO ME PERTENCE.
IMPORTANTE: Fanfic para +18. Personagens fora de caráter original. Obviamente...
Citações que envolvem violência, estupro, palavrões, alusões a lesbianismo, sangue e sexo. Música "AfterDark" do Tito &Tarantula, do filme Um Drink No Inferno. Obvias alusões à True Blood. Godric é o criado de Eric Northman. Entrevista com Vampiro, Lestat, Drácula de Bram Stoker, Underworld e etc. Nada me pertence, é só um conglomerado de coisas que eu gosto + Carol Peletier, que eu amo. Fanfic escrito por pura diversão sem fins lucrativos.
Carolina
Parte 06
Por Chibis
A fazenda Greene ficava bem afastada do centro da cidade. Relativamente isolada e segura, pelo menos por hora. Parecia bastante promissora. Hershel possuía algumas cabeças de gado, cavalos e galinhas. Isso significava proteína para os humanos, se eles soubessem cuidar bem daquilo. Uma horta bem organizada no quintal dos fundos da residência proveria legumes e verduras com fartura. Água também não parecia ser um problema, a fazenda contava com pelos menos três poços artesianos e isso era ótimo.
Resumindo aquilo ali poderia ser um pequeno pedaço do paraíso no meio de um mundo apocalíptico. Os humanos teriam que lutar para manter aquele lugar, pois certamente olhares de cobiça logo se voltariam para a fazenda Greene.
Carol não teve tempo de explorar nada, e ela teria que confiar em seu pequeno humano, Daryl Dixon para lhe proteger durante o dia.
A vampira desceu para o porão assim que os primeiros raios de sol surgiram por detrás das montanhas. "Daryl...Tome cuidado... " Carol sussurrou enquanto procurava o lugar mais escuro do porão para se deitar.
Uma mão bruta, forte e masculina segurou fortemente seu braço.
"Espera!" Daryl Dixon não sabia dizer exatamente que raio de sentimento lhe tomou naquele instante.
Ele puxou Carol para perto de forma rude, colocando a palma da sua mão na nuca da mulher, trazendo o rosto dela para perto do seu sem o menor aviso.
O beijo que eles compartilharam foi mais forte e intenso do que ambos previam.
Carol sentia que iria se transformar se continuassem com aquilo, seu corpo inteiro respondia aos chamados de Daryl Dixon. Seus pelos estavam arrepiados, seus sentidos aguçados, ela podia sentir que estava pulsando na parte mais intima entre suas pernas.
Desejo...
A quantos seculos ela não sentia assim?
Daryl não estava diferente. O coração do homem batia tão forte dentro do peito, ainda mais quando ele tinha certeza de que Carol escutava cada batida, cada pulsação do sangue correndo em suas veias.
Carol e Daryl se afastaram, mas continuaram se olhando fixamente por diversos segundos.
"Você precisa... Digo... Se alimentar?" Daryl estava disposto a compartilhar seu sangue mais uma vez.
Carol sorriu e negou com a cabeça. "Eu suguei seu sangue o suficiente para ficar bem por dias...Essa é uma das vantagens de se ter 400 anos..."
Daryl abaixou a cabeça e fez um ruído com a garganta dando a entender que tinha compreendido.
"E eles?" Daryl balançou a cabeça na direção de Tyreese e Tara que também se ajeitavam para a "noite".
Carol percebeu a linha de expressão no meio da testa de Daryl, ele estava preocupado com Tara e Tyreese e os outros humanos que estavam no andar de cima da casa.
A vampira sorriu e fez o gesto para que ele seguisse para a escada do sotão. "Eu cuido deles... Agora se manda aqui, eu preciso dormir!"
Com o sol totalmente fora da montanha. Os três vampiros teriam que confiar nesses estranhos para sobreviver durante as horas que estariam vulneráveis.
"Ok!" O olhar de Daryl, no entanto, lhe passava bastante segurança.
A postura que o caipira assumiu na porta do porão, era um alerta de quem ninguém desceria aquelas escadas para incomodar os vampiros. Ou melhor, ninguém desceria ali e sairia vivo para contar a historia.
O dia foi passando lentamente.
E eventualmente o próprio Daryl Dixon cochilou de forma desconfortável na porta do porão, com seu crossbow inclinado sobre seu ombro direito.
Durante a manhã Merle, Beth e Hershel trabalharam bastante para trazer água e mantimentos para dentro da casa principal da fazenda. Diversas vezes Hershel se pegou pensando sobre o que estava acontecendo na cidade uma hora dessas.
E principalmente sobre Maggie...
Ele não queria sair da fazenda e deixar Beth com dois caipiras encrenqueiros e um bando de vampiros. E também não queria arriscar levar a filha caçula para a cidade e correr o risco dela virar aperitivo para morto vivo. O veterinário aposentado estava em um beco sem saída. E estava disposto a pedir ajuda para a vampira Carolina para encontrar a filha Maggie...
Se tinha alguém que podia caminhar entre os mortos e investigar, seria ela.
Por volta do meio dia, quando o sol estava a pico, uma intensa discussão se desenrolou na cozinha de Hershel.
Beth, seu pai e Merle discutiam a respeito dos vampiros que dormiam no porão.
"Você não entende papai?! Será que estão todos loucos? Nós temos vampiros dormindo no porão. VAMPIROS! Eles vão nós usar como alimento e a gente não vai ter como se defender! Beth, inconformada com o trio de vampiros, ainda não conseguia conceber que essas criaturas realmente existiam. Muito menos os zumbis, a jovem loira ainda não os tinha visto, por isso era tão difícil de acreditar. "Vamos aproveitar que eles estão dormindo... Uma estaca no peito e..."
"Não!" Hershel caminhou até o batente da porta e olhou para o horizonte, ele já tinha explicado seu plano para Beth. Por que a filha estava testando sua paciência?
O idoso começou a se alimentar de uma batata doce recém assada. "As coisas não funcionam assim Beth...". Como ele conseguiria administrar a fazenda sem funcionários? Quem cuidaria dos animais e das colheitas? Quem defenderia Beth? Existem outros sobreviventes com certeza, mas eles são de confiança?
... Quem encontraria Maggie?...
"Nós precisamos deles Beth... Filha, você não estava lá, não viu como nós fomos atacados... Não fosse por Carolina estaríamos todos mortos agora!"
"Se eles nós quisessem mortos já teriam feito!" O idoso olhou para a filha caçula com olhar severo.
Beth estava ultrajada.
A loira simplesmente não conseguia se conformar, já bastava ter perdido Daryl, agora estava perdendo seu pai também? "Eu não acredito que você está tomando partido de uma vampira. Uma criatura maligna das trevas... O que essa Carolina fez com você? É algum tipo de feitiço?"
O idoso caminhou até a mesa, e bateu a palma da mão com força. "BETH! O mundo está acabando! Carol foi capaz de curar o ferimento de Merle com apenas algumas gotas de sangue, você não vê o que isso significa?... EU VOU PRECISAR DELA PARA AJUDAR A MAGGIE!"
Hershel queria que Beth parasse de criar tumulto.
As coisas já estavam tumultuadas o suficiente.
Beth abaixou a cabeça, derrotada... Ela entendeu, mais ou menos, o ponto de seu pai. Só que era muito arriscado.
"Pai..."
Mas se Hershel Greene não a queria ouvir não havia muito que a jovem de dezessete anos pudesse fazer...
"Onde sua filha foi vista pela última vez? Digo a outra, a tal Maggie? E quando foi isso?" Merle perguntou, também se alimentando de um pedaço de batata doce.
O homem rude e mal educado estava surpreendentemente quieto, apenas observando a discussão entre pai e filha. Ele fuçou na geladeira até encontrar uma latinha de cerveja. "Ora, ora o que temos aqui!" Merle abriu a lata bebeu e arrotou de forma grotesca.
"É da Maggie..." Beth tentou justificar a cerveja, ela nunca admitiria que também bebia cerveja escondida do pai de vez em quando.
Hershel ignorou. O que é uma lata de cerveja quando o mundo está no fim?
"Na cidade, três dias atrás! Maggie foi até a farmácia comprar meu remédio para hipertensão e nunca mais voltou!"Hershel disse com o tom de voz extremamente chateado. De certa forma ele se sentia culpado pelo desaparecimento de Maggie...
"Hei...Vem cá!" Daryl entrou na cozinha dos Greene para avisar que tinha avistado, da janela da frente da casa, um carro invadindo o terreno da fazenda.
E estava se aproximando em alta velocidade, era uma picape Cherooke vermelha. O caipira não sabia dizer exatamente quantas pessoas estavam dentro do veiculo, mas aparentemente o carro estava lotado.
"Isso é problema... Vamo lá baby brother..." Em questão de segundos, Merle e Daryl estavam na varanda dos Greene com armas em punho.
A fazenda era um dos melhores lugares possíveis para se estar durante um apocalipse, obviamente outras pessoas pensarão do mesmo jeito, inclusive saqueadores, e humanos da pior espécie.
"ESPEREM! NÃO VÃO SAIR ATIRANDO, NÃO NA MINHA CASA!" Hershel falou bem alto e com tom autoritário.
O fazendeiro apontou para a Beth. "Suba"
A filha caçula às vezes era bem cabeça dura e teimosa, ele não tinha tempo para lidar com isso agora. "Beth, vai para o seu quarto... Só saia de lá quando eu disser..."
Para a surpresa do veterinário, não eram saqueadores, pelo contrario.
Era Glenn Rhee, o namorado coreano de Maggie acompanhado do xerife da cidade, a esposa, a filha bebezinha e o filho, Carl.
Rick tirou o menino de dentro do carro. O garoto parecia um boneco nos braços do pai. Branco feito cera, e sangrando muito através de um ferimento na barriga.
"HERSHEL! PELO AMOR DE DEUS! CARL FOI ATINGIDO POR UM DISPARO! ME AJUDE!" O xerife Rick Grimes estava em pânico, assim como Lori que só chorava.
"Tragam a criança para dentro!" Hershel disse para Rick, fazendo-o seguir até um dos quartos para socorrer Carl.
"O que aconteceu?" Beth desobedeceu ao pai e saiu de seu quarto ao escutar que as vozes dos recém-chegados eram conhecidas. Era Gleen e a família do Xerife.
"Foi um acidente, Otis e Patrícia estavam procurando pela filha na mata, e nós estávamos fugindo de uma horda de errantes... Foi uma infelicidade, e Carl foi atingido pela arma de Otis!" Rick se ajoelhou na cama ao lado do filho.
Ele chorava sem parar e o pior é que ele nem tinha a quem culpar, Otis e Patrícia também estavam em uma situação terrível.
"Não entre em pânico!" Hershel disse rapidamente enquanto estancava o sangue. O fazendeiro era um veterinário aposentado, mas faria todo o possível para salvar uma vida humana. "Ok, eu vou fazer tudo que for possível. O tiro atravessou de um lado a outro, com sorte não ficou nenhum fragmento... Mas vamos precisar de sangue. Alguém é compatível com o garoto?"
"Eu... eu!" Rick imediatamente desenrolou a manga da blusa, oferecendo suas veias para salvar a vida de Carl.
"Ok, Beth, você me ajuda. O resto espera lá fora!" Depois de colocar os curiosos para fora, Hershel começou a operar o garoto.
A cirurgia, sem os equipamentos necessários durou a tarde toda. Existia o risco do menino pegar uma infecção, Hershel sabia que eles precisariam de antibióticos, alguém teria que ir até a cidade...
Ou então Carol poderia ajudar...
Mas o veterinário não revelou aos novos hospedes os segredos que estavam escondidos no porão.
No final da tarde, quando o sol estava se pondo, Otis e Patrícia apareceram na fazenda.
O casal de fazendeiros vizinhos estava derrotado, chocado, inconformado com toda a situação.
A cidade destruída, as pessoas devorando umas as outras. A filha desaparecida...O acidente com Carl...
Patrícia estava abraçada a Lori pedindo perdão. "Otis pensou que fosse um errante! Sinto muito, oh meu Deus!"
Otis estava sentado em uma cadeira com a cabeça baixa e se surpreendeu com as pessoas que saíram do porão. O lugar que o caipira Daryl Dixon ficou protegendo durante todo o dia... O que era outra surpresa...
O que os Dixons estavam fazendo com os Greenes?
Era como misturar óleo e água.
Carol , Tyreese e Tara saíram do porão igualmente surpreendidos pela quantidade de pessoas dentro da casa. "Wow... Essa gente está brotando do chão?" Tara murmurou, automaticamente sentindo cheiro de sangue no ar. A jovem vampira passou a língua nos lábios, ela estava faminta.
"Calma criança!" Carol sussurrou no ouvido de Tara. A ultima coisa que ela precisava era de uma chuva de sangue agora. "Fica tranquila..."
Daryl caminhou na direção de Carol. A palma da sua mão deslizou pela cintura dela. Fazendo Carol se lembrar de que precisava urgentemente de roupas decentes. "Boa noite!"
"Boa noite. O que está acontecendo aqui?" Carol juntou as sobrancelhas ao chegar na sala dos Greenes e encontrar, um asiático, um xerife, uma dona de casa, uma bebezinha, um homem gordo cheio de lama, e uma loira igualmente enlameada.
"Esses são Otis e Patrícia, eles estavam na mata procurando pela filha que sumiu, quando cruzaram com os Grimes... Xerife Rick, a esposa Lori, e as crianças Carl e Judith... Eles estavam fugindo de walkers e aconteceu um disparo acidental... Carl foi atingido... Gleen, o japonês ali estava na estrada, e os socorreu..."
"É coreano, Dixon!"
"Tanto faz, é tudo igual..."
"Eu sou Carol, esse é Tyreese e Tara..." Carol queria saber sobre o estado de saúde da criança. Ela se encaminhou para a sala improvisada de cirurgia, mas antes de abrir, chamou por Merle no corredor.
"Fala gostosa!" Merle passou o dia tendo alguns flashs interessantes sobre Carol. Era quase uma sensação de se estar dormindo acordado. Alguns pareciam sonhos eróticos, fantasias sexuais, outros pareciam aquelas viagens que ele fazia quando usava drogas mais pesadas. Merle não sabia explicar, só sabia dizer que a era uma sensação "boa pra caralho!"
Automaticamente Daryl cutucou o irmão com força bem no osso da costela. Ele sabia que Merle estava enamorado por Carol por causa do sangue que bebeu da vampira. O próprio Daryl também estava.
Carol os ignorou. "Pode doar um pouco de sangue para Tara e Tyreese? Eu sei que estou pedindo muito, mas... É só um pouco... Menos que uma doação em hospital... Por favor?" A vampira usou sua voz mais mansa e sedutora.
Merle não tinha como negar nada.
O caipira olhou para Tara, ela era bem gostosinha... Tyreese realmente não o atraia. NUNCA. "Nem a pau que eu vou deixar o Negão ali me chupar!"
Os olhos de Carol rolaram pela indulgencia de Merle. ...Caipira mal educado e racista... Se ele soubesse o que Ty faz com esse tipo de gente...
Carolina perdeu um pouco da sua paciência. Ela pegou Merle pelo pescoço, obrigando-o a olhar nos seus olhos sem ter para onde desviar. Os olhos de Carol estavam vermelhos agora.
Daryl não sabia se devia interferir ou não.
A voz de Carol era demoníaca. "Tyreese é meu filho. Eu não gosto que falem assim dele... Você vai deixar que ele chupe seu sangue... E vai fazer isso, chamando-o de "mestre"... Daqui por diante você é não passa de um servo para Ty, entendeu Merle Dixon?"
Merle engoliu seco. Ela era uma coroa gostosa, mas ao mesmo tempo assustadora e temperamental.
"Entendeu?" Carol repetiu.
"Sim...sim..." Merle respondeu, estranhamento submisso.
"Agora vai para o fundo da casa e dê o que comer aos meus filhos..." Carol soltou o pescoço de Merle, e imediatamente voltou ao normal.
Merle caminhou para o quintal de trás da fazenda, seguido por uma Tara feliz da vida, e um Tyreese balançando a cabeça de um lado para outro.
Daryl observava a cena toda com a boca aberta. "Ele vai... Ele vai..."
Carol sorriu para ele de forma apologica, ela tinha sido bem dura com Merle. "Ele vai ficar bem, só com o orgulho machucado... Ty precisa de pouco sangue como eu... E ele sabe controlar Tara..."
Os dois entraram no quarto, Daryl ainda tentando se recuperar do choque de ver Carol tão brava, e tão mansa. Ela mudava como uma camaleoa.
Hershel limpava seus instrumentos cirúrgicos, Rick e Carl dormiam. Um na cadeira, o outro no centro da cama de casal.
"E então?" Carol perguntou, chegando perto da criança. Ambos, pai e filho, estavam brancos feito um papel.
"Eu fiz o possível, mas ele precisa de antibióticos... ou então do seu sangue..." O veterinário estava exausto.
"Não!" Carol foi categórica.
Daryl olhou para Carol com curiosidade, ele nunca pensou que a vampira se recusaria a dar seu sangue para uma criança.
"Por que? A recuperação dele seria rápida...Para sobreviver nesse mundo ele vai precisar disso!" Hershel insistiu.
Carol olhou para o garoto mais uma vez. Pai e filho estavam de mãos dadas. "Eu tenho meus motivos... O que eu posso fazer por esse garoto e aquela bebezinha que está lá na sala é garantir que essa fazenda seja o lugar mais seguro para eles possam viver em paz... Diga-me o nome do antibiótico, eu vou até a cidade buscar..."
... Eu nunca vou deixar que esse meu sangue infeste uma criança inocente...
"Pois bem..." Hershel anotou em um papel e entregou para a vampira.
No corredor, Daryl quis entender e perguntou baixinho. "Por que?"
Carol colocou a mão no braço dele. "Eu não sou humana, meu sangue não é natural... Não é puro... O garotinho ali dentro é apenas uma criança, eu não posso corrompê-lo... Entende?"
"Sim..." Daryl entendia mais ou menos... Ela era uma demonia afinal de contas.
Quando o casal chegou na sala uma grande comoção tomava conta do ambiente. Patricia e Otis discutiam alto. Lori e Gleen tentavam apaziguar, a bebe Judith chorava sem parar. Merle dizia que estava com dor de cabeça e tontura. Tyreese e Tara provavelmente tinham bebido sangue demais.
"Eu vou... EU VOU ENCONTRA-LA!" O homem gorducho tinha uma carabina na mão e estava pronto para sair da fazenda.
"Otis... A noite..." Patrícia se colocou de joelhos. Ela não queria o marido na floresta a noite, mas ela não parava de pensar na filha perdida no mato, com frio, com fome, com medo... "Sofia, Sofia..." A mãe lamentava. "Oh Sofia..."
O nome da criança fez Carol gelar.
"O que você disse? Me explica..." A vampira perguntou para a loira de cabelos cacheados ajoelhada no chão.
Patrícia começou a chorar muito, mas conseguiu coordenar os pensamentos. "Nós estávamos fugindo de monstros... Na estrada... Nosso carro pifou... Tivemos que sair do nosso carro para nos proteger na mata... Mas Sofia se assustou e correu pela estrada... E quando nos livramos dos monstros... Não conseguimos mais encontrar a Sofia, nem na mata, nem na estrada, nem em lugar algum... Nossa garotinha só tem doze anos... A única pista que temos é um carro com branco que arrancou com bastante velocidade alguns metros de onde nós estávamos... Algum tempo depois encontramos com Rick, Lori e as crianças e toda essa tragédia aconteceu... Não fosse por Gleen estaríamos todos mortos."
Carol mal podia acreditar...O nome, a idade da criança, uma mãe sofrendo em desespero...
"Ela deve estar com frio, como fome, com medo... E eu aqui... sem poder fazer nada!" Patrícia começou a chorar mais forte. Lori a acolheu.
Hershel se lembrou de uma coisa, que até agora não tinha feito a menor importância. "Minha filha também desapareceu...Maggie...Eu já procurei por tudo... E me disseram na farmácia que um carro branco foi visto deixando o local cantando os pneus..."
Rick Grimes se recuperou da perda de sangue e resolveu acompanhar a conversa. Ele estava fraco, se alimentando do pão integral e suco que Beth havia lhe providenciado. "Duas adolescentes desapareceram ontem... Uma garota de dezesseis anos de Malcom... E uma de vinte de Stone Montain ...A delegacia estava um caos... Eu e o Shane pensávamos que era por causa do apocalipse zumbi, mas os pais dessas garotas também falaram alguma coisa sobre um carro branco..."
Lori precisou amparar Rick, ele estava quase desmaiando.
"Um carro branco?" Carol levantou uma sobrancelha e olhou para Tyreese.
Quem poderia estar abduzindo essas jovens garotas?
"Carol... Quem é o ancião que controla essa região da Georgia? " Tyreese perguntou, já imaginando que Carolina estava matutando a mesma coisa que ele...
Claro, se Carol estava reunindo humanos, o ancião da Georgia estava fazendo o mesmo. Pervertido como era, ele estava recolhendo jovens garotas.
...Obviamente...
Carol olhou para fora, seus olhos vermelhos encarando a longa estradinha de terra que os levava para fora da fazenda. Ela tinha um inimigo no Sul dos Estados Unidos afinal... Um vampiro de trezentos anos, cruel, frio e calculista que se escondia em uma pequena cidade chamada Woodbury.
A voz soou de forma furiosa. Tanto que fez com que Daryl Dixon desse um passo para trás.
"O governador..."
Continua...
É TWD mas é todo distorcido hehehehehe
Espero que gostem e que me deixem reviews com suas opiniões. Sabe, a gente começa a achar que ninguém está gostando, e que tá escrevendo atoa... Dá até vontade de desistir... mas... oia eu aqui de novo!
Obrigada Dianahhh, Guest, AndressaMcStreep, muito muito muito obrigada pelo review, vocês me ajudam demais mesmo, dá ânimo pra escrever o próximo rapidinho.
Beijos, Chibis... até!
