Uma forte dor de cabeça e uma dor no estômago fizeram Serena acordar. Abriu os olhos, mas voltou a fechá-los por culpa da claridade. Devagar conseguiu abri-los. Ela não estava na casa da tia, isso tinha certeza. Conseguiu se levantar e olhou em volta.O quarto em que estava era bem arrumado, mas sem nenhum vestígio de pertencer a uma menina. "Ótimo, aconteceu de novo..."

Flash back

A claridade fez com que ela abrisse os olhos. Sentou-se na cama e olhou a sua volta. Estava num quarto no qual ela já conhecia bem. A bagunça cotinuava a mesma. "Ele não vai mudar tão fácil." Pensou. Serena então se levantou e não conseguiu manter-se em pé. Cai na cama novamente. A cabeça doía muito! Então percebeu que não estava como antes... ela ela...

"O que...?Ai m!!!"

Fim do flash back

"Quero sair logo daqui, não importa como. Será que...? calma, sere, calma!" Serena caminhou até a porta e antes de abri-la olhou como estava vestida. Ela ainda estava com o uniforme todo rasgado. Abriu a porta do quarto e viu a sala. Era um pouco maior que o quarto, e pelo que conseguia ver tinha um sofá , uma tevê e uma mesinha de centro com algumas revistas em cima. Ainda tinha mais duas portas fechadas e Serena percebeu que a cozinha estava emendada na sala por um vão na parede (1). Antes de sair do quarto ela respirou fundo.

Percebeu que sua mochila estava sobre o sofá. Sem pensar duas vezes foi pegá-la para sair daquele apartamento, mas ela acabou chamando atenção de alguém que estava na cozinha.

-Que bom que você já acordou! Como se sente? –Serena com a mochila nas costas não conseguiu se virar para encará-lo.

-Espero que esteja melhor. Meu nome é Andrew e eu te trouxe para o meu apartamento, na verdade ele não é só meu, mas... Bom isso não vem ao caso agora. Eu estou preparando algo para comermos, eu tenho um kit de primeiros socorros no meu quarto, espere um pouco e eu vou buscar ok?

Andrew não obteve resposta, mas mesmo assim foi em direção ao quarto que estava com a porta fechada. Assim que ele entrou no quarto Serena, um tanto assustada sai do apartamento. Ela chama o elevador, mas ele demora demais. "5°...6°...7°... que droga de andar é esse? " Ela continua apertar freneticamente o botão na esperança que o elevador chegue mais rápido. 11°. O elevador chega e ao abrir a porta ela vê pelo espelho que Andrew está atrás dela. Ele não parece estar bravo. Apenas curioso. Eles continuam se encarando pelo espelho sem falarem nada até que a porta do elevador começa a se fechar. Serena põe a mão na porta, impedindo-a que a feche.

Ela ainda não está bem. Seu corpo todo treme. Andrew percebeu, ele não podia deixá-la sair naquele estado. Então ele pega a mão de Serena que segura o elevador.

-Deixe eu cuidar dos seus ferimentos, depois você vai, ok?Eu prometo que não vou te machucar.

Serena tenta se acalmar respirando fundo. A mão dele é tão quente. Tem tantas perguntas em mente, mas não consegue dizer nada. Enfim junta forças e diz bem baixinho, como num sussurro: - Por quê?

-Porquê? Olhe com você está, não pode sair assim na rua certo? – Falou Andrew num tom de brincadeira. Serena não respondeu apenas pensou consigo mesma "pena? Se for isso eu já devia ter ido embora..." –E... e você é nova na escola e eu não te conheço e.. se...- "Ele está envergonhado?" – se você não se importar queria te conhecer melhor... – Ao terminar de falar Andrew sorriu para Serena.Esperava que a tivesse convencido a ficar.

Alguma coisa a manteve ali por tanto tempo. "Por que não fui pela escada?". Ela não sabia bem o que era, mas da forma como ele falou com ela, a forma como ele a tratou, o sorriso, alguma coisa fez com ela voltasse para o apartamento. Sem dizer nada entrou e se sentou no sofá ao lado de sua mochila.

Ainda perplexo Andrew a seguiu. Parecia que tinha ganhado algum prêmio por tê-la feito ficar mais um pouco. Iria aproveitar cada segundo. Assim que fechou a porta tentou puxar assunto com ela.

-Eu fiz meu miojo especial, espero que goste! Se não gostar eu posso te preparar um sanduíche também! E tem também uns pedaços de pizza de calabresa de ontem... Já sei, você gostaria de água? Suco?Refrigerante? Cerveja?
"Como fala! Mas até que ele é bem bonitinho... como eu pude pensar algo assim dele, ele é tão inocente quanto uma criança... não., as aparências enganam! Vai com calma... mais bem que ele parece uma criança mesmo"
-Se não quiser tem um restaurante aqui perto bem legal e nós podemos...- Andrew estava na cozinha todo atrapalhado tirando água da geladeira, colocando a de volta. Quanto menos ela respondia mais nervoso ele ficava e com isso falava.

-Suco de uva está ótimo. Seu miojo também. –Serena tentou não ser grosseira, falou na melhor voz que conseguiu fazer. Assim que ela falou Andrew trouxe o suco e o miojo numa bandeja com talheres e guardanapo.

-Normalmente comemos no sofá, mas se você quiser sentar no balcão...

-Não, está bom aqui.

Andrew parecia extremamente feliz! Ele pegou o kit e ajoelhou-se na frente de Serena que apoiava a bandeja no colo.

-Será que eu posso...?

-Pode. Serena pôs a bandeja na mesinha de centro em cima das revistas e sem olhar para Andrew deixou que ele começa-se a limpar seus machucados. O sangue já estava seco, o que tornava o trabalho de Andrew mais difícil e Serena teimava em encarar o chão o que não ajudava muito também.

-Quanto tempo eu...?

-Duas horas. Assim que saímos da escola eu te trouxe para cá e te pus na cama. –Ela fez menção de encará-lo, mas deteve-se.- Por favor não pense que eu me aproveitei de você porque eu nunca faria isso. Eu tenho uma roupa menor se você quiser se trocar depois e..

Serena cerrou os olhos como se sentisse dor.

-O que eu fiz?

-Achei que você falou que não ia me machucar... isso dói.

-Ah, ... me desculpa! Nossa eu não queria, mas é que merthiolate dói mesmo e , me desculpe.

-Esta tudo bem, estou brincando.

Depois que Andrew terminou de limpar o rosto de Serena ele colocou alguns curativos e passou gelol no roxo do braço. Ele olhou para a perna da menina e viu que ali também estava roxo, ele olhou para ela que entendeu o recado e passou a si mesma o gelol .

-O...Obrigada. –Serena não conseguia encará-lo cara a cara, sempre desviava o olhar. E percebeu que o apartamento tinha uma pequena varanda que emendava com a sala.

Andrew continuou falando. Era como se ele falasse sozinho, um monologo! Serena limitava-se a respostar curtas e objetivas. Não por falta de interesse ou por mesquise. Ela só não conseguia conversar com ele direito. Ele comentou algo engraçado que a fez derrubar suco em si mesma. Ele tentou limpar mais não queria tocar no seio, onde a mancha ficou. Ela sorriu com o mal jeito dele, e tentou limpar a si mesma, mas a mancha já estava impregnada. Como se importasse alguma coisa, já que o uniforme estava sujo com sangue e poeira.

-Esse sorriso é melhor do que o que você me deu na escola!

Serena ficou encabulada e terminou logo de comer. Assim que ela terminou ele foi lavar a louça sem nem mesmo perguntar se ela queria mais. Enquanto lavava a louça percebeu que nem havia perguntado se ela queria mais.

-Me desculpe, você quer mais? Nossa que falta de educação a minha, nem perguntei se você queria mais e eu nem...

Serena não respondeu de imediato. Levantou-se do sofá e pos o copo vazio que bebia na pia e agradeceu, mas estava satisfeita.

Ela conseguiu encará-lo, e ele deu um sorriso bobo. "por que ele está rindo?"

-Que foi? –Perguntou Serena meio emcabulada.

-Você fica mais bonita sem maquiagem!

"Será que ele está gostando de mim...? Ele acabou de me contar a vida inteira, mas mal me conhece..."

-Eu preciso ir.- Serena voltou para a sala e pegou sua mochila. Andrew começou a falar mais apressado ainda:

-Por favor eu não quis te ofender! Você pode ficar aqui, se quiser pode ir tomar banho eu te ajudo. Não, não! Eu não vou te ajudar no banho, mas posso te dar uma camiseta e shorts. Foi o que eu quis dizer. Eu não quero prendê-la aqui, mas você tem certeza que está bem , eu posso levá-la para casa se quiser, eu não estou mais com o carro, mas posso fazer companhia e ..

Serena não deixou-o continuar. Não podia pedir para que ele calasse a boca depois dele ter sido tão amigável. Ela levantou seu indicador e pousou sobre a boca do rapaz.

-Obrigada por tudo. Eu já estou bem não se preocupe e consigo ir sozinha para casa. Até mais.

Ela mesma abriu a porta do apartamento e chamou o elevador.Enquanto o elevador subia, Andrew perguntou: Você acha que eu falo demais?

Serena não respondeu, apenas sorriu e entrou no elevador. Escutou ele dizendo tchau e também não respondeu.

Por mais que sua razão obrigava-a a desconfiar do ocorrido, eu coração sabia que ele não tinha feito nada. E as vezes é melhor seguir o coração.

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"Eu não posso ir para uma entrevista assim...e não da tempo de voltar para a casa da tia. Será que eu compro alguma coisa? O pior é que não tem nenhuma loja que eu goste aqui perto..."

Serena acabou aceitando a idéia de ir comprar uma roupa. Não que lhe imcomodasse andar com o uniforme rasgado e sujo no meio da rua, mas ela queria o emprego porque pagavam como integral, mesmo sendo de meio período. E para conseguir teria que se vestir bem. O que o seu futuro patrão pensaria se a visse toda suja? Definitivamente o emprego não seria dela.

A entrevista era as 6:00. Ainda sobrava tempo. Todas as lojas pareciam com seu antigo guarda-roupa. 5:30. não havia mais tempo.

"A próxima eu entro."

E entrou. A vendedora ao vê-la não sabia o que fazer. Se vendia a roupa ou perguntava se Serena estava bem. Ela pareceu mais nervosa que Andrew!

-Eu estou bem. Só preciso de uma roupa... –Sem mesmo a vendedora ter perguntado Serena achou melhor informá-la na esperança de sair logo dali.

Preto não havia na loja. Por falta de tempo e até de vontade Serena escolheu uma blusa roxa ¾ para esconder o machucado do braço e uma corsário jeans. Enquanto a vendedora colocava seu uniforme numa sacola Serena arrumou seu cabelo. Decidiu prendê-lo uma trança longa desde o alto da cabeça, e amarrou com uma fita lilás com a ajuda da vendedora.

-Muito obrigada.

-Você tem certeza que não quer que eu jogue essa coisa fora?

-Não. Eu vou ficar com ela. – A vendedora então se despediu mesmo achando muito estanho alguém querer manter aquela roupa, que estava com mais cara de pano de chão.

Dez pras seis e falta menos de uma quadra." Vai dar tempo"

Infelizmente não deu. Serena presenciou uma menina sento assaltada e os ladrões derrubarem uma senhora no chão quando ela atravessava a faixa de pedestres. O sinal abriu. A senhora não conseguia se levantar.

Sem pensar duas vezes, a menina atravessou a rua . Sem ter sido atropelada conseguiu chegar junto a senhora no chão. Os carros buzinavam e xingavam. A senhora estava muito assustada, ela devia ter uns 90 anos e todos esses anos pesavam em suas costas como nunca. Serena conseguiu erguê-la. A senhora chorava e parecia agradecer a Serena que não prestava muita atenção nas palavras da senhora.

Eles estavam numa avenida muito movimentada e um carro cabou batendo em outro gerando maior alvoroço. Serena tentou levar a senhora para a calçada, sem sucesso já que os carros não paravam. Ela começou a rezar para que o sinal fechasse e segurou firme a senhora. O sinal fechou.

Outras pessoas ajudaram Serena levar a senhora para a calçada. As duas estavam bem, mas a menina ainda estava sem a bolsa e o bandido longe. A senhora não se cansava de agradecer, e Serena após se acalmar agradeceu também a senhora, pediu para que um rapaz cuidasse dela. Pediu para avisarem a família para ver se alguém podia ir buscá-la despediu-se. Não conseguia reconciliar muito bem seus pensamentos, não sabia para onde estava indo, mas andava. Um carro passou em alta velocidade ao seu lado espirrando a água que estava no chão em Serena. A água fria fez ela lembrar da entrevista e percebeu que estava indo pelo caminho contrário.

Voltou e foi para o game center. Sentou-se em uma mesa e esperou pelo gerente vim falar com ela. Realmente não importava com estava vestida agora, nem o que iria dizer, ela fechou os olhos e tentou organizar mais uma vez seus pensamentos. Quantos problemas para uma dia! Parecia que tudo acontecera em uma semana!

-Senhorita Tsukino?

Saindo de seus pensamentos ela abriu os olhos e encarou seu futuro pratrão, ou pleo menos esperava.

-Sim, sou eu!

-posso ver seu currículo? –Serena abriu a mochila e entregou seu currículo ao patrão. –Obrigado. Bom deixe-me explicar tudo. –Enquanto ele lia o currículo foi falando com Serena- Eu sou o dono deste lugar, mas passo o dia inteiro fora. Na verdade meus filhos são os gerentes daqui, mas com eles tiverem um problema eu os substitui. O trabalho é de meio período e como você tem um pouco de experiência não deve demorar a se adaptar, - "ufa, consegui!" – Se – "ou não..." – a senhorita for escolhida.

-Confio em meus filhos e sei que são justos então não acredito que você terá problema com eles. A, se permite-me a pergunta, o que aconteceu com você?

Não tinha como não reparar a cara pálida ainda de Serena, os machucados no rosto a mão ainda trêmula e voz rouca, sem falar na roupa molhada.

-Infelizmente não tive um bom dia. Eu prefiro não contar-lhe o que aconteceu agora pois queria que o senhor me julgasse pela minha capacidade e não por minha aparência aliada a uma história na qual nem eu acreditaria. – Ele não respondeu, mas pareceu feliz com a resposta – Se o senhor quiser eu posso ficar hoje de teste para o senhor me avaliar e ...

-Acho que isso não será necessário. –Alguma coisa dizia que ela perdeu o emprego. –Com licença preciso atender essa ligação.

-Alô? Sim é ele. Quando? Acalme-se... já estou indo lhe buscar. Um anjo é? Tudo bem, estou chegando. –Ele desligou o celular e pareceu intrigado com a ligação. Serena queria perguntar se estava tudo bem, mas não teve tempo porque seu futuro patrão a encarou e falou:

-O emprego é seu. Esteja aqui depois da escola.

-Muito obrigada! O senhor não vai se arrepender.

-Eu acho melhor mesmo. Estava em dúvida sobre você, mas depois desse telefonema não posso me preocupar com isso. Com licença e até amanha.

Serena queria agradecer a pessoa por ter ligado, mesmo parecendo um problema. Pelo menos agora poderia dividir as despesas com sua tia. E o resto seria guardado para uma eventual fatalidade. Não queria depender dos outros, principalmente de uns tempo para cá.

"Agora é voltar para a casa da tia Sets-chan.Tomara que nada mais me aconteça!"

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A volta para casa felizmente foi tranqüila. Depois te ter jantado e arrumado a cozinha Serena desmaio sobre sua cama. Não sonhou, não teve pesadelo e nem acordou durante a noite. Apenas dormiu.

Oiee

Espero q vcs estejam gostando XD desculpa por quase matar a Serena duas vezes no mesmo dia! Hehe eu quis mostrar como a Serena mesmo não sendo Sailor é corajosa hehe, e o Andrew eu acabei baseando num amigo meu XD ele tah bm diferente do desenho e td +.
para os próximos caps, prometo mais supresas e explicações XD
bom, mtooooo obrigada pelas reviews:

Sakura- hehe fazer o q eu gosto de por um pouko de drama XD + a fic vai ficar mais calma daqui em diante, pelo menos atentados de morte não vão haver tão cedo.

Timbi- hehe eu não terminei a minhas ultimas fics acabo sempre deixando pro final.. + eu vou dar um jeito de acabar! Eu sei como é ficar sem tempo+ tenta atualizar as suas tbm

Gheisinha Kinomoto- q bom q vc gosto! Fiko Felix XD, bom por enquanto a Rey vai continuar como namorada do Darien, mas tenho planos para separá-los... hehe nem q algm morra pra isso! (brinkadeirinha! Eu Nau sei ainda o q vou fazer com os casais XD)

Polly- hehe eu tbm não gosto mto do jeito de bobinha da Serena q algms pessaos teimam em por, por issu to tentnado fazer algo diferente! Bm, não é uma fic Serena e Seya e pretendo destruir o laço da Rey com o Darien XD nem q o Andrew entre no meio! Haha

(1) imaginem a cozinha daquele estilo q as pessoas chamam de americana, com um vão q da pra sala, e com um banquinho.