Título: Um conto de Natal

Autora: Mayte

Classificação: Livre

Spoilers: Bella têm uma grave doença que a mantêm acamada durante meses, até que ela recebe uma visita de um belíssimo anjo chamado Edward. Juntos falarão de vários temas mediáticos como a religião, filosofia e ainda poesia. É uma fic muito emotiva, que invoca a inocência e infância de todos nós.

- Bella têm apenas 16 anos

- Edward 17 e é um anjo.

- Terá um final triste, mais espero que compreendam a mensagem que eu quero transmitir afinal nem tudo na vida é felicidade. Por isso quem tiver coração fraco vai chorar…

- Todos são humanos

Disclaimer: Personagens de Twilight

Dedicatória: Quero dedicar esta fic a todos, é uma fic de Natal pretendo terminar antes de fim do ano, espero que gostem!

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Capitulo 1 – Cântico de natal

A porta do quarto tinha ficado aberta. Os cheiros a Natal que emanavam do andar de baixo, chegavam até Bella. Ela tentou distinguir um aroma do outro.

Um era sem dúvida o chucrute e o outro deveria ser ao incenso que o pai tinha posto na lareira, antes de irem para a igreja. E o que ela agora sentia, não seria o fresco aroma da árvore de Natal?

Bella voltou a reter a respiração. Ela imaginou poder cheirar as prendas que estavam junto à árvore de Natal, o papel brilhante, vermelho e dourado, com cartões e laços de seda.

No ar, pairava ainda um outro cheiro encantador e mágico: era a própria atmosfera natalícia. Ao mesmo tempo que ela sentia aquelas fragrâncias, as vinte e quatro janelas estavam abertas. A maior fora aberta hoje. Ela voltou a fixar o seu olhar no anjo debruçado sobre a manjedoura do Menino Jesus. Maria e José estavam ao fundo e pareciam não notar a presença do anjo.

Será que eles não o viam no estábulo?

Bella olhou em volta. Ela dirigira tantas vezes os olhos para o candeeiro rosa no tecto, para as estantes com livros, bonecas, cristais e pedras decorativas, que tudo aquilo se tornara uma parte de si própria. Sobre a escrivaninha em frente à janela, ao lado da velha Bíblia infantil e do livro de mitologia de Snorre, estava o guia turístico de Florença. Na parede contígua ao quarto de dormir dos pais, havia um calendário italiano com uns gatos adoráveis. Nesse mesmo canto estava pendurado o velho colar de pérolas que a avó lhe dera. O diário chinês estava por baixo da cama. Bella tocou-lhe com a mão... claro, a caneta de feltro também lá estava. Este diário era um livrinho de apontamentos com capa de tecido que um médico lhe oferecera no hospital. Os fios de seda, em preto, verde e vermelho, brilhavam contra a luz.

Ela não tinha disposição para escrever no diário, nem tão-pouco havia muito que escrever, no entanto, tinha decidido que, enquanto permanecesse de cama, havia de registar os seus pensamentos. E prometera que nunca eliminaria aquilo que anotara, cada palavra ficaria registada até ao Dia Final. Que estranho seria ler aquilo quando fosse crescida. Na primeira folha, ela escrevera: NOTAS PESSOAIS DE ISABELLA MARIE SWAN.

E voltou a deitar-se sem forças sobre a almofada, tentando escutar o que se passava lá em baixo. De quando em vez, ouvia a mãe mexer nos talheres; a não ser isso, a casa estava mergulhada em silêncio absoluto...

Os outros chegariam da igreja a qualquer momento. O Natal soaria a cada instante. Quando não ouviam os sinos da igreja de Roma, eles subiam as escadas para os ouvir melhor. Mas este ano Bella não conseguia ouvir os sons do Natal a subir pelas escadas. Ela estava doente, não apenas ligeiramente doente, como acontecera em Outubro e Novembro. Agora ela estava tão debilitada, que o Natal era como uma mão cheia de areia que se lhe escapava por entre os dedos, enquanto dormia ou dormitava.

Mas, ao menos, escapou ao internamento no hospital, que estava decorado com motivos de Natal desde o início de Dezembro. Ainda bem que já tinha vivido outros Natais. Bella achava que o Natal era a única coisa que se mantinha inalterável em Roma. Durante vários dias, as pessoas faziam o mesmo que haviam feito, ano após ano, sem pensar por que o faziam. Costumavam dizer: "É a tradição." E bastava.

Nos últimos dias, ela tentara acompanhar o que se passava no andar de baixo. Os ruídos provenientes da cozinha e da montagem das decorações subiam até ao andar de cima, como pequenas bolhas de som. Bella imaginou que o rés-do-chão era a Terra e que ela se encontrava no Céu.

Ontem à noite trouxeram a árvore de Natal para casa e o pai esteve a decorá-la. Bella ainda não a vira. Ela não vira a árvore de Natal! Em cima da mesa-de-cabeceira estava uma campainha que ela tocava quando tinha de ir à casa de banho ou precisava de algo.

O pai prometera que levaria Bella, ao colo, para a sala, quando abrissem as prendas. Ela queria uns esquis novos. Os velhos já estavam muito pequenos. A mãe sugeriu que o equipamento de esqui fosse comprado quando Bella recuperasse, mas ela protestou. Ela queria uns esquis para o Natal e ponto final!

- Não me parece que consigas esquiar este ano, Bella.

Ela arremessou uma Jarra de flores ao chão.

- Sem esquis, é que não posso esquiar

- Pensei que preferisses uma coisa engraçada com que brincar na cama.

Bella sentiu a cabeça a latejar. "Com que brincar na cama!" E voltou a empurrar um prato e um copo de sumo para o chão. Mas nem mesmo desta vez a mãe se zangou. Ela nada mais fez senão varrer e apanhar com a pá, apanhar com a pá e varrer.

Para jogar pelo seguro, Bella acrescentou que queria também uns patins e um trenó... Desde o princípio de Dezembro que fazia um frio de rachar lá fora. Uma vez ou outra, Bella saíra da cama, arrastando-se até à Janela. A neve estendia-se pela paisagem gelada como um edredão fofinho. O pai pôs as luzes de Natal no pinheiro alto do jardim em honra dela. Dantes costumava colocá-las no pinheirinho diante da entrada.

A natureza jamais apresentara contornos tão nítidos como nestes dias que antecederam o Natal. Um dia, Bella viu o carteiro chegar de bicicleta, apesar de fazer uns dez graus negativos e a estrada estar coberta de neve. Ela sorriu primeiro. Bateu depois no vidro e acenou-lhe. A bicicleta virou-se na neve solta, quando ele olhou para cima e acenou com ambos os braços. Quando o carteiro desapareceu atrás do celeiro, ela voltou para a cama e chorou. Era como se a vida fosse um carteiro de bicicleta sobre um piso gelado.

De outra vez, quando estava à Janela, os olhos encheram-se-lhe de lágrimas. Ela sentia uma enorme vontade de viver as fantasias de inverno. Diante do celeiro dois piscos saltitavam alegremente de um lado para outro. Bella começou a rir. Como ela gostaria de ser um pisco! Sentiu uma lágrima ao canto do olho e limpou-a com o dedo, desenhando um anjo no vidro da janela. Ao aperceber-se que desenhara um anjo com as suas próprias lágrimas, riu-se uma vez mais. Qual era a diferença entre lágrimas de anjo e anjos de lágrimas.

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Bem cá esta o primeiro cap mais tarde posto mais ok?

Biinhos May Summers

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