Título: Um conto de Natal
Autora: Mayte
Classificação: Livre
Spoilers: Bella têm uma grave doença que a mantêm acamada durante meses, até que ela recebe uma visita de um belíssimo anjo chamado Edward. Juntos falarão de vários temas mediáticos como a religião, filosofia e ainda poesia. É uma fic muito emotiva, que invoca a inocência e infância de todos nós.
- Bella têm apenas 16 anos
- Edward 17 e é um anjo.
- Terá um final triste, mais espero que compreendam a mensagem que eu quero transmitir afinal nem tudo na vida é felicidade. Por isso quem tiver coração fraco vai chorar…
Disclaimer: Personagens de Twilight
Dedicatória: Quero dedicar esta fic a todos, é uma fic de Natal pretendo terminar antes de fim do ano, espero que gostem!
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Capitulo 5 – Confissões
Durante dias a fio Edward não apareceu. No entanto, havia sempre um ou outro familiar sentado na cadeira diante da cama. Carlisle veio quase todos os dias, apesar de a mãe e da avó terem aprendido a aplicar-lhe a injecção. Nem sempre Bella sabia em que dia estava ou que horas eram. Se estivesse com disposição, anotaria os seus novos pensamentos no livro.
Os esquis e o trenó estavam junto à parede que dava para o quarto de dormir dos pais. O Inverno ainda não acabara e estava bom para esquiar e ela estava determinada a melhorar, antes do degelo, pois não suportava ter de esperar mais um ano para esquiar. Bella nunca falou de Edward a ninguém, visto que ele nada tinha a ver com o resto da família. Não obstante ser um membro da família Swan, ela também era um ser humano que se encontrava sozinha entre o Céu e a Terra.
Mas que se passaria com o Edward? Não tinha ele prometido que lhe iria contar mais coisas sobre o Céu? Não tinha ele dito também que os anjos não mentem? Será que Edward a enganara? E não teria sido induzida a contar coisas sobre os seres humanos, de carne e osso, para logo desaparecer sem cumprir a sua parte da promessa? Porque ele estava demorando?
Abriu os olhos quase no momento em que a mãe entrou e se sentou na cama. Bella olhou para a mãe com um olhar vazio.
- Estiveste outra vez a cortar cebola? - Sussurrou.
A mãe fez-lhe sinal que não, mas, mesmo assim, Bella acrescentou:
- Vocês comem demasiada cebola.
A mãe passou-lhe a mão pela cabeça:
- É quase meia-noite. Os outros já se deitaram há muito e agora é a minha vez de tentar dormir um pouco.
- Tentar dormir?
- Não, vou tomar um comprimido.
- Não te deves habituar a essas coisas.
- Não há perigo.
Bella olhou para a mãe:
- Tenho andado a pensar porque é que precisamos de dormir.
- É para repousar. Há quem pense que sonhar é uma necessidade.
- Porquê?
A mãe reteve a respiração e depois expirou pesadamente:
- Não sei.
- Mas eu creio ter resposta para isso.
- Ah, sim?
- Creio que sonhamos para darmos largas à fantasia.
- Mas que imaginação tu tens, Bella.
- Há gente que sofre tanto que morreria de desgosto, se não tivesse um ou outro sonho engraçado pelo meio de toda a sua tristeza.
A mãe passou-lhe um pano húmido pelo rosto e vestiu-lhe uma camisa de noite lavada.
-Não te inquietes com a minha doença. Acho que já estou a melhorar.
- Talvez...
- Não foi o que Carlisle também disse?
Ela encolheu os ombros:
- O que ele disse foi que temos de dar tempo ao tempo.
- Talvez eu me levante amanhã de manhã para tomar o pequeno-almoço...
- Um dia de cada vez.
- Mas prometeste que eu iria experimentar os meus novos esquis brevemente
- Ao menos, preparados já eles estão! Toca à campainha mesmo que seja só para conversar,e o pai virá imediatamente fazer-te companhia.
- Não é necessário.
Mal a mãe deixou o quarto, Bella adormeceu. Ao cabo de uns momentos acordou com o som de nós dos dedos a bater na vidraça. Ao abrir os olhos, deu de caras com Edward do outro lado da Janela.
Bella arregalou os olhos
- Já falámos sobre isso mas continuo sem perceber como consegues fazer essa proeza.
Edward caminhou até Bella e sentou-se na cadeira. Que sorte o pai ainda não ter aparecido
- É coisa sem importância - disse ele. - Nem vale a pena falar nisso.
Bella sentou-se na cama, pondo uma perna sobre o edredão.
- Onde estiveste? - Quis saber.
- Tiveste muitas visitas - respondeu Edward
Bella concordou:
- E essa é a única razão de não teres passado por aqui durante tanto tempo?
Em vez de responder àquela pergunta, disse com um ar afirmativo.
- Estamos quase em lua cheia e quando a luz se projecta sobre a paisagem coberta de neve, quase parece dia...
- Mas que maravilha! Quem me dera a mim poder sair para ver a Lua com os meus próprios olhos.
- Será que podes?
- Estou muito melhor...
- Óptimo. Estava a tornar-se aborrecido ver-te aí sem forças.
- Posso mesmo?
Edward saiu da cadeira e foi em direcção a Bella
- Sabes que não tens autorização dos teus pais para sair a meio da noite.
- Mas tu dás-me licença?
Edward concordou com um ar misterioso e Bella desembaraçou-se imediatamente do edredão, dizendo:
- Se os anjos autorizam uma coisa, não importa o que os outros possam dizer. Além disso, toda a gente nesta casa está a dormir. Será apenas um passeio curto. Agasalha-te bem para não te transformares num autêntico novelo de hortelã-pimenta.
Bella levantou-se e, de pé no chão firme, não se sentiu nada estonteada. Foi rapidamente trocar de roupa e num segundo estavam saindo de casa. Depois de andarem um pouco Bella apontou para a floresta de abetos:
- De lá vê-se todo o vale.
Ele pareceu examiná-la por um segundo.
- Apetece-te ir até lá?
Mas Bella já estava em marcha.
- Agora sinto-me forte como um touro! - Gabou-se.
E seguiu por um trilho profundo com a ajuda do batom; por sua vez Bella acompanhava-a com um grande sorriso no rosto.
- Prometes-me que não iras ficar tanto tempo longe?
- Eu prometo, Bella. E desculpe ter lhe deixado sozinha estes dias.
Ela lhe deu um leve sorriso
- Não se preocupes, o importante é que estas cá agora.
Eles continuaram a caminhar até que chegaram ao topo, era uma belíssima paisagem onde a luz do luar contrastava com a neve e o pequeno riacho.
- Quando era pequena, imaginava que este seria o topo do mundo e, quando a minha avó contava que Odin estava sentado num sítio alto a contemplar o Mundo, eu julgava que este seria esse sítio. Não ouviste falar dos dois corvos?
Edward disse-lhe que sim:
- Hugin e Alunin significam pensamento e espírito.
- A minha avó também me disse o mesmo e, até certa medida, eram o pensamento e o espírito dele que viajavam pelo Mundo.
Edward voltou a responder que sim, fazendo este estranho comentário:
- Lembras-te de termos dito que a visão interior dos seres humanos é essencial para os cegos? Esta visão interior compõe-se também de espírito e de pensamento. Pois era através de Hugin e Munin que Odin via.
Bella ficou boquiaberta. Como é que isto não lhe ocorrera antes
Edward continuou:
- Deus é omnipotente e obíquo. Odin não podia estar em vários lugares ao mesmo tempo, mas para isso tinha os dois corvos. Até certo ponto também se tornou omni-sapiente.
Bella observou atentamente a paisagem e voltou a olhar para Edward
- O meu pai pode entrar no meu quarto a qualquer momento para me ver e, se isso acontecesse, ficaria surpreendido e tenho a certeza que diria: "Ora esta! O pássaro acaba de abandonar o ninho."
- Queres que eu veja se ele dorme?
- Consegues mesmo?
Edward ausentou-se um instante e Bella ficou sozinha entre o Céu e a Terra. Pareceu-lhe então ter perdido uma parte de si, agora que Edward partia era sempre doloroso…
De volta e já ao lado dela, Edward tranquilizou-a, dizendo:
- Estão ambos a dormir. A tua mãe dorme com a cabeça aninhada no pescoço do teu pai. A hora de despertar está marcada para as três e meia.
Bella suspirou aliviada e se sentou com Edward ao seu lado, eles trocaram um leve sorriso e ela voltou a olhar para a paisagem.
- Nunca cheguei a perceber como é que a Lua consegue emitir tanta luz.
- É porque tudo o resto está escuro. Quando se projecta luz pela escuridão, nem um único raio de luz se perde.
- Mas a Lua não emite luz própria - retorquiu Bella. - A Lua não passa de um espelho que pede luz emprestada ao Sol.
Edward concordou:
- O Sol tão-pouco emite a sua própria luz. É antes como um espelho que recebe luz de Deus.
- É mesmo assim como dizes?
- Achas que te engano na presença do Senhor?
- Claro que não... mas nunca pensei que o Sol recebesse a luz de Deus, da mesma maneira que a Lua recebe a luz do Sol.
Bella respirou fundo e voltou a encarar Edward que tinha um meio sorriso no rosto
- A tua luz também provém de Deus, Bella, porque tu és o espelho de Deus. Que seria de ti sem o Sol e que seria do Sol sem Deus?
Bella deu um verdadeiro sorriso para Edward
- Nessa ordem de ideias, eu também sou uma pequena Lua.
- Que me iluminas.
- Mas que maneira estranha de dizer. Usas sempre um tom tão solene para tudo, que fico arrepiada.
Edward acariciou levemente a delicada bochecha de Bella e ficaram a olhar um para o outro uns ligeiros segundos. E Edward se inclinou delicadamente para Bella, o beijo foi suave e delicado, Bella passou a mão delicadamente pelo cabelo de Edward enquanto ele a puxava para mais perto de seu corpo. Quando finalmente pararam de se beijarem os dois tinha um leve sorriso no rosto.
- Se lembra quando eu falei sobre os anjos que se apaixonam?
- Sim… algo sobre vocês poderem escolher, e se quiserem podem reencarnar.
- Foi isso que eu fui tratar estes dias também… eles encontraram uma boa família para mim devo nascer daqui a aproximadamente um ano…
Bella ficou em silêncio durante uns segundos e Edward segurou suavemente o seu rosto e a fez olhar para ele.
- Qual é o problema?
- Eu estou morrendo Edward, como vamos nos encontrar?
Edward deu um meio sorriso
- Não sejas absurda Bella, eu já tratei disso… terás uma excelente família.
- Mais como nos encontramos depois?
- Isso é o mistério, Ele faz algo para as nossas vidas se cruzarem… por isso mais cedo ou mais tarde estaremos juntos. Como humanos…
- E vamos nos lembrar disso? Desta minha vida?
- Não… esquecemos. É uma nova vida, uma nova memória.
Edward se inclinou novamente para Bella e eles se beijaram por mais uns momentos.
- Eu amo-te Isabella…
Os olhos de Bella estavam cheios de lágrimas e ela deu um leve sorriso para Edward
- Eu também te amo, Edward.
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Olá a todos desculpe a demora, mais cá esta mais um post.
Biinhos May Summers
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