Disclaimer: Naruto pertence ao Kishimoto-sensei!
Casal: Sasuke e Sakura; Hints de Ino e Shikamaru
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Capítulo IV
Sakura tinha certeza que ia enlouquecer se aquela perseguição se prolongasse por mais alguns minutos. Não entendia de onde a amiga arranjara tempo para procurá-la e começar uma discussão sobre algo que não tinha mais volta ao menos pelos próximos dias.
Rezava para que alguém a salvasse. Qualquer um a chamasse para uma missão, para cuidar de um bebê manhoso, consertar uma janela! Não importava o que fosse apenas queria que alguém aparecesse para tirá-la daquele inferno. E que de preferência não fosse Sasuke.
- Ino, por que você não vai cuidar da floricultura?
- É fácil pra você falar, sua Testuda! Você finalmente tem o Sasuke-kun aos seus pés, mas o meu namorado mal pára pra falar comigo porque fica procurando missões! – Ino esbravejou, cega com a fúria de ter a vida amorosa arruinada.
Não apenas isso, mas também com o fato de sua amiga ter se dado bem naquela história toda! E quem deveria estar aproveitando deveria ser ela! Não Sakura!
- Não, eu não tenho o Sasuke-kun aos meus pés! A única coisa que eu tenho é uma cópia dele sob medicação! – Sakura andava mais rápido, tendo certeza que a irritação a fazia ganhar velocidade e estreitar o cenho.
- Mas pelo menos ele fica aqui em Konoha e, de fato, prefere ficar procurando por você ao invés de procurar alguma missão idiota!
- E quem disse que eu quero que ele fique correndo atrás de mim? A vingança é boa, mas já chega, eu não agüento mais isso! Você é a única que não percebeu?! – A médica-nin sentia os neurônios estourando e derramando a fúria em seu sistema, fazendo seu sangue borbulhar.
Tinha que manter o controle. Tinha que ficar calma. Ino estava estressada porque realmente arruinara parte da vida dela, então tinha que ser compreensiva e ignorar aquelas palavras que estavam perfurando-a.
Calma.
- O que?!
Calma.
- Você está dizendo que não quer esse Sasuke-kun apaixonado por você?! Ta foda, Sakura!
Não exploda.
- Eu sei que no fundo você está feliz da vida por ter dado o remédio errado a ele!
Sakura cerrou o punho ao máximo e parou de andar, sentindo algo latejar em sua cabeça e não foi o movimento brusco que fez para encarar a loira, furiosa.
- Meu Deus, Ino! O que você tem na cabeça?! Eu não quero esse Sasuke, entendeu?! Eu não estou feliz com isso porque eu sei que é tudo uma ilusão enquanto ele está sob o efeito do remédio! E você acha que eu gosto de fingir esse sonho quando eu sei que nunca vai ser assim e que logo ele vai esquecer que eu existo?! Parabéns, você não é a única infeliz com essa história toda!
A Haruno não desviou os olhos frustrados dos impacientes da Yamanaka. Desejava que o silêncio engolisse as palavras que dissera tão ferozmente para a amiga, mas se sentia menos furiosa com todas aquelas angústias para fora. Ao menos sua cabeça deixava de latejar aos poucos.
Recobrando o controle, Sakura engoliu o desconhecido bolo que se formou em sua garganta e fechou os olhos, começando:
- Olha, eu sinto muito pela merda que eu fiz, e se tivesse um jeito de voltar atrás, eu faria de tudo pra que isso acontecesse. – Ela encarou a loira. – Mas eu não posso. Está bem?
A médica-nin respirou fundo, apoiando uma mão na testa, agradecida pelos olhos da amiga terem ao menos suavizado o suficiente para evitar outra discussão que Sakura sabia não ter forças para continuar.
- Eu acho que você deveria ter paciência porque ao menos nós sabemos que o remédio nas veias do Shikamaru logo vai deixar de fazer efeito. – A Haruno falou à Ino, dando-lhe as costas e voltando a andar, sem dar chance a esta de falar qualquer coisa.
Queria apenas ficar sozinha e se amaldiçoar por não saber quando o seu pesadelo pessoal iria acabar e quais seriam as conseqüências dele em Sasuke...
Ao menos tudo voltaria ao normal para Ino, afinal conhecia aquele medicamento nas veias do Nara. Mas e quanto a Sasuke? Será que estragara não apenas sua amizade com o rapaz, como a saúde dele mais tarde...? Merda... Por que fora dar ouvidos à Ino e suas idéias de última hora...? Não, por que tinha que ser tão distraída?
.:OoO:.
.:OoO:.
.:OoO:.
Sim, ar fresco era o que necessitava para suprir a falta de álcool que raramente entrava em seu sistema. A paisagem ajudava também, claro; andar por entre árvores e arbustos às margens de um riacho acalmaria qualquer pessoa – Até mesmo ela, que não gostava muito quando os lugares de apostas fechavam. Porém a enorme lista em sua mão e sua própria acompanhante a fazia lembrar o motivo de estar caminhando por ali, riscando nomes naquele papel.
Franziu o cenho ligeiramente.
- Pelo amor de Deus, é só eu passar dois dias longe daquele hospital e o estoque fica zerado? Sakura, o que você tem feito lá afinal?
- Atendido pacientes e realizado cirurgias? – A Haruno também enrugou o nariz ligeiramente, mantendo a voz na defensiva. – Não tive tempo de ver a parte de remédios, Shishou.
- Depois daquela cagada você não quis mais chegar perto de remédios, isso sim. – Tsunade rebateu, olhando a jovem de forma significativa.
- Eu fiz um bom remédio, o problema foi que eu troquei os vidrinhos. – Sakura estreitou os olhos, começando a se irritar e a esquecer de pegar as ervas por onde passavam. Era o que deveria estar fazendo, mas sua mestra também não estava cumprindo muito bem o seu papel...! Certo, dependendo do ponto de vista ela estava realizando sua função muito bem. Irritando-a.
Tsunade ignorou a frustração da pupila, desviando os olhos para o papel e riscando mais um nome na lista ao perceber que mais uma erva ficaria em falta no estoque. Ótimo. Teria que ouvir as reclamações de Shizune e ficaria sem bebida no próximo final de semana. Às vezes se perguntava quem era a Hokage por ali.
Quer dizer, poderia abdicar daquele nome e então Shizune teria que aturar as confusões e reclamações de Naruto, o estoque zerado e até mesmo as trocas de remédio que Sakura fazia.
- E como vai o seu problema? – A Hokage indagou, olhando a jovem de esguelha. – Ainda não está grávida?
Sakura enrubesceu violentamente.
- Shishou! Eu não o transformei em um tarado!
- Mas quando vê você ele age muito bem como um. – Tsunade argumentou, erguendo uma sobrancelha. Estava expondo fatos e nem mesmo Sakura poderia negar. Nunca pensou que viveria – E ainda usaria muito seu Jutsu de rejuvenescimento! – para pousar os olhos em um Uchiha pervertido como aquele. Deveria ser um fato histórico, afinal qual membro daquele clã jamais agiu daquela forma?!
Sakura desviou os olhos para os arbustos, aproveitando para colher ervas que identificara, rezando para que sua mestra não visse o quanto ainda estava corada com a idéia de carregar um bebê do Uchiha. Não, de gerar esse bebê. Malditos hormônios...!
- Eu estou esperando o efeito do remédio passar. – A jovem falou, tendo certeza que havia uma discreta veia pulsando em sua testa diante da raiva que seus hormônios lhe proporcionavam.
- Bom, enquanto isso não acontece se aproveite do Uchiha – Sakura ergueu uma sobrancelha, mas Tsunade apenas riscou outro nome da lista e entregou esta para a jovem. – E eu vou me aproveitar do sakê agora mesmo.
- A senhora tem que trabalhar, não beber! – Ainda indignada, a médica-nin pegou o pergaminho das mãos da mais velha.
- O que você acha que eu fiz até agora, mocinha? – A Hokage retrucou com um olhar óbvio, e sumiu rapidamente, perdendo o suspiro que escapou dos lábios de uma Sakura resignada.
No final, o trabalho caiu todo em suas mãos. Que ótimo. Além de ter levado uma bronca – Totalmente desnecessária! Ou sua mestra possuía um sério problema mental ou não a amava o suficiente para perceber que estava no meio de uma crise em que precisava fugir de um Sasuke aparentemente apaixonado por ela e não tinha exatamente muito tempo para ficar "exposta" no hospital – ainda teria que procurar as malditas ervas sozinha.
Erguendo os olhos verdes, Sakura analisou a enorme lista que aguardava para ser riscada. Deveria estar procurando por antídotos para Sasuke e não para repor o que faltava no hospital, droga! Ah, que ótimo. Que médica se tornara. Agora se preocupava mais com sua vida pessoal do que com os pacientes.
Será que nada poderia ficar pior? Sua amiga estava aborrecida com ela, sua mestra lhe dera uma bronca, o homem por quem era apaixonada dizia que a amava e não sabia o que estava dizendo, e sua profissão de salvar vidas estava destruindo o hospital inteiro.
Certo, tudo o que precisava era ficar sozinha para pensar. E estava sozinha. Não. O barulho de passos se aproximando lhe indicava que não ficaria mais sozinha com seus pensamentos, e aqueles orbes negros não eram um bom sinal.
Sakura deu um passo para trás, alarmada não apenas com o rapaz que se aproximava sem hesitação, mas também com o fato de ser ele.
- Ah, não, não. Nem pensar...!
- Até que enfim te achei. – Sasuke comentou, impassível, sem parar de andar e sem afastar os olhos dos dela. Aquela mulher lhe atraía tanto que não se arrependia de ter passado todo aquele tempo procurando por ela.
- Bom, eu to muito ocupada, Sasuke, então-
- Você vai ficar agora, Sakura. – Talvez fosse o sorriso maroto dele que a deixou paralisada a ponto de não notar suas proximidades e a mão dele em sua cintura. Estava vulnerável. Sempre fora em relação a ele, mas aquele Sasuke a fazia perder noção de tudo.
Fazia com que quisesse esquecer que ele não era o verdadeiro Uchiha; como se quisesse apenas que seus corpos ficassem próximos daquele jeito para sempre, com aquela mão forte segurando-a e aqueles olhos negros mergulhando nos seus... Ah, e a face dele se aproximando da sua.
Não, o que estava fazendo?!
Rubra, Sakura virou o rosto, apoiando as mãos no tórax dele e evitando com que seus lábios se encontrassem em algo que seria uma catástrofe – Porque sabia muito bem o quanto os beijos dele a faziam perder a razão.
- Acredite, você não quer fazer isso. – A jovem argumentou, sem mover um músculo.
- Claro que quero. – O Uchiha abaixou a cabeça mais uma vez, porém a médica-nin virou o rosto novamente, ainda vermelha.
- Sakura. – A voz dele carregava censura.
- Sasuke! – A jovem falou ainda mais repreensiva.
Aqueles orbes verdes estavam cheios de repreensão, e ainda que a face da Haruno estivesse rubra o seu semblante lembrava o de uma criança fazendo birra. Exceto que Sakura não era uma criança e sim uma mulher que atraía o ninja indescritivelmente – Aquelas mãos em seu tórax e seus corpos tão próximos estavam matando-o!
Não entendia o que se passava na mente daquela médica. Ele era o homem mais cobiçado de Konoha e declarava aos quatro ventos que a amava – Sem contar as vezes que já a beijara ou ao menos mantivera suas respirações se mesclando – e mesmo assim ela o tratava daquele jeito! Como se não fosse ceder de maneira alguma!
Poderia até ficar irritado com aquela atitude, mas encarar aqueles belos e irritados orbes esmeralda não faziam bem para sua saúde ou qualquer possibilidade de se aborrecer. Suspirando, porém sem largá-la, o Uchiha fez com que sentassem na grama; a jovem entre suas pernas, enlaçando-a pela esguia cintura.
- E-Ei! – Sakura protestou, ruborizando mais um pouco com os braços dele ao seu redor.
- Ao menos não reclame agora. – O ninja retrucou, calmo, observando o horizonte e apreciando aquele corpo feminino tão frágil entre seus braços.
A jovem ia retrucar, porém o estado de alerta em que estava a fez perceber algo. Podia sentir o coração dele contra sua pele, batendo de forma tão rítmica... Aquele coração sempre tão gelado e que a aquecia naquele momento... Não queria mais sair dos braços dele... Era tão bom ali...
Sakura, ligeiramente corada, estava quase fechando os olhos para apreciar aquele momento que lhe parecia tão certo, quando sentiu que uma mão repousava em seu seio. Extremamente vermelha e irritada, nem pensou antes de bater no rapaz, aproveitando para levantar, acompanhada das pulsantes veias em sua testa.
Rapidamente Sasuke a segurou pelo pulso, deixando um sorriso cínico brincar em seus lábios, como se nem tivesse levado um forte cascudo da Haruno.
- Não vá. Juro que não faço mais isso.
Sakura notou que ele estava segurando o riso – provavelmente ao ver sua expressão emburrada, vermelha e com veias saltando – e provavelmente foi isso que a desarmou pelos segundos que o Uchiha precisou para puxá-la novamente, fazendo-a voltar à posição anterior, desta vez apoiando o queixo no topo da cabeleira rosada.
Eles ficaram em silêncio novamente, e a jovem não pôde evitar a ligeira surpresa com a cena anterior. Ainda não parecia processar direito que o Uchiha quase rira. Fosse dela ou não, aquilo fez seu coração derreter um pouco e até mesmo algumas veias deram uma trégua.
Quer dizer... Ele ficava tão lindo daquele jeito, sorrindo, segurando uma risada, vivendo... Se aqueles eram os efeitos do remédio estava começando a gostar. Ora, ele a amava, estava tão romântico e se deixava curvar os lábios em um sorriso...! Sua face ardia só de pensar em todas aquelas evidências. Certo, talvez fossem também aqueles braços fortes ao seu redor e a posição tão confortável que encontrara, ou que fora forçada a aceitar, tanto faz. Ótimo, então estava ficando cada vez mais vulnerável por causa dele.
- Você fica linda furiosa e vermelha daquele jeito, Sakura. – O murmúrio descontraído fez a jovem ter certeza que ele não escondia o sorriso maroto, e isso a fez enrubescer novamente.
- E não se atreva a nada com essas suas mãos. – A médica-nin avisou, não esquecendo o ato pervertido que a deixara tão irritada. Não a ponto de querer sair dali novamente, mas quebraria alguns ossos dele caso aquilo se repetisse.
- Não vou. – Sasuke rebateu, sem retirar o queixo no topo da cabeça dela. – Mesmo que eu quisesse ver aquela sua expressão de novo.
E como queria.
A fragrância de baunilha que exalava daqueles cabelos róseos o entorpecia ainda mais, fazendo-o lembrar da adorável expressão embaraçada e furiosa da Haruno e isso o divertia. Seria mais divertido ainda levar uma mão até o queixo dela e fazê-la virar o rosto para poder capturar aqueles lábios e saciar a inquietação de sua língua que implorava pela dela, mas sentia que ganharia um soco caso o fizesse. Por mais que aquela vontade o consumisse a cada segundo com ela em seus braços, quieta, admirando a paisagem.
Bom, não podia reclamar, afinal a paisagem que tinha nos braços lhe era muito gratificante e nem mesmo Naruto poderia chegar para se descabelar e perguntar por que diabos estava agindo daquela maneira para com Sakura.
Aquele Dobe. Não adiantaria quantas vezes dissesse, ele não acreditaria que estava apaixonado por ela. Hn. Como se precisasse de qualquer opinião alheia.
A paz do ambiente foi dilacerada pelo ruído de alguém pisando nos gravetos do chão, e Sasuke reconheceu rapidamente o homem de cabelos prateados, escondendo o sorriso por trás da máscara.
- Opa, desculpem. Acho que atrapalhei os pombinhos.
Sobressaltada, Sakura tentou se soltar dos braços do Uchiha, ganhando tons e mais tons de vermelho ao perceber que Kakashi estava disposto a passar horas olhando-os de forma divertida. O que diabos ele estava fazendo ali, afinal?! Momentos como aqueles não deveriam ser atrapalhados e o Icha Icha Paradise deveria ensinar isso!
Maldição! E por que Sasuke apertou ainda mais os braços ao redor da sua cintura?! Aquela tragédia não podia estar acontecendo! Como um momento tão perfeito poderia ser estragado daquela maneira?!
- Atrapalhou. – Sasuke rebateu, franzindo o cenho e ignorando a médica-nin que se debatia para se libertar. – Agora dê o fora.
Kakashi não soube o que era mais engraçado: Ver um Uchiha totalmente mudado, segurando a Haruno com tamanha possessão e não dando a mínima para o fato de que não estavam mais sozinhos; ou uma Sakura muito vermelha, tentando sair dos braços deste. Até abria mão de um dia sem seu livro para presenciar mais uma cena daquelas.
- Eu gostaria – O Hatake falou, divertido. – Mas Shizune pediu a ajuda de Sakura para conter Tsunade-sama de destruir a vila.
- Deixe-a destruir. Não dou a mínima.
No entanto, a médica-nin parecia se importar – Tsunade provavelmente não encontrara sakê pela vila e iria mesmo destruí-la; Certo, certo, também se importava com aquela situação tão embaraçosa! Maldito Uchiha! Iria matá-lo! – pois concentrou mais força nas mãos, conseguindo se libertar do ninja.
Sasuke franziu o cenho, ainda mais indignado com a outra aparente mudança de planos, porém antes que falasse qualquer coisa, Sakura já estava agradecendo a Kakashi pelo aviso e nem hesitou ao sumir rapidamente.
Corada.
Isso fez um sorriso de canto surgir nos lábios de Sasuke.
O Hatake desviou os olhos para o Uchiha, ligeiramente impressionado com o giro dantesco que a vida e a personalidade do rapaz deram. Não acreditaria se não tivesse visto a cena com seus próprios olhos.
Sasuke encarou o mais velho e atacou, ríspido, ao notar que este o observava:
- O que?
- O remédio funciona mesmo, hein?
Tsuzuku...
Certo, eu demorei muito mesmo, mas culpem a faculdade, por favooor ii Não vou abandonar a fic, prometo, mas os atrasos vão ser meio inevitáveis, então me perdoem...
Reviews:
Kiah chan
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Obrigada, pessoal! :D
Sem mais xD
Ja ne!
Kiyuii-chan
