Capitulo betado por Saory-san.
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.:: Blood Lust ::.
By Dama 9
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Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Jéssica Belmonte, Diana Rossini e Aidan são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.
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N/a: Os lugares mencionados aqui, que não os países são meramente fictícios.
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N/a2: Esse capitulo contem cenas de Rating M. Ninguém é obrigado a ler se não se sentir a vontade, a cena em questão está em itálico e de nada interfere no decorrer da trama caso seja pulada.
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Capitulo 5: Lust.
.I.
O barco deslizava velozmente pelas águas cobertas por um manto, debruçou-se na amurada, dando um baixo suspiro. Saga ficara na cabine reservada ao 'casal', enquanto saia para tomar um ar.
A idéia de ir em missão com um cavaleiro inexperiente era de lhe dar nos nervos. Shion poderia ter escolhido outro momento para colocá-lo a prova e não numa missão que existiam muitas chances de nenhum dos dois voltar vivo.
-Bonita noite, não? –uma voz enrouquecida indagou atrás de si.
Um arrepio intenso correu pelo meio de suas costas no momento que uma respiração quente roçou levemente a curva de seu pescoço. Antes que pudesse virar-se, um par de mãos apoiaram-se na amurada do lado de seu corpo, impedindo que tentasse se esquivar para qualquer um dos lados.
-O que quer? –Jéssica num tom frio, voltando-se de lado para o cavaleiro.
-Você parece nervosa, não deveria levar isso muito a serio; o geminiano falou, num leve tom de provocação.
Os orbes verdes cintilavam travessos mesmo no meio daquela noite escura, onde apenas uma luz mantinha-se acesa na cabine do capitão.
-Porque não encara tudo como, bem... Uma viajem de férias; ele sugeriu casualmente.
-Pelo simples fato de detestar bancar a baba para um fedelho crescido; ela rebateu mordaz irritando-se ainda mais ao ver os lábios bem desenhados curvarem-se, mostrando dentes brancos e um sorriso arrebatador.
-Interessante; o geminiano murmurou, tocando-lhe a face suavemente, deixando a ponta dos dedos correr pelo queixo até a curva do pescoço.
Sentiu a tensão percorrer ambos os corpos e o maxilar da jovem tencionar, estava brincando com fogo, certamente... Mas não se importava nem um pouco com as conseqüências, principalmente se pudesse tirar uma lasquinha dessas provocações; ele concluiu.
Ouviu-a resmungar algo e tentar se afastar, justamente nesse momento um dos marinheiros descia as escadas para o convés. Num movimento rápido e impensado, prendeu a ponta dos dedos entre as melenas vermelhas puxando-a em direção a si.
Tentou recuar, mas já era tarde. Sentiu os lábios dele sobre os seus e não conseguiu escapar.
Aquele beijo tinha um sabor delicioso, sabor de paraíso e tentação. Os lábios se entreabriram e ele os movia com tanta segurança que excitava cada partícula do corpo dela. Beijava com habilidade e suas mãos acariciavam o rosto e o pescoço, os quais agora cobria com o roçar dos lábios ávidos.
- Como é bom vida de recém casado; um dos marinheiros que passaram por eles comentou.
Aquele era o momento em que seu sexto sentido dizia para se afastar, ou teria sérios problemas, mas como dificilmente dava ouvidos a esse sentindo, ele o ignorou. Como o marinheiro mesmo havia dito, eram recém casados e por conta disso, não tinham de ficar dando satisfação a ninguém, embora a verdade fossem bem diferente; ele pensou, enquanto inconscientemente seus braços contornavam a cintura da jovem e puxavam-na de encontro a seu corpo.
Entretanto uma dor lancinante em seu baixo ventre fez com que a soltasse imediatamente antes que cair no chão.
-Idiota; Jéssica vociferou, recuando alguns passos. Os lábios vermelhos e o coração agitado, tão ou mais do que seus próprios sentidos. Esse definitivamente não era o momento certo para descobrir que era tão mortal quanto à maioria das mulheres e tão conclusão apenas serviu para deixar seu humor mais explosivo ainda.
Dizer que conseguia respirar era mentira. Alias, essa pratica tornara-se um martírio nos últimos segundos em que seu coração parecia estar batendo no lugar errado.
-É melhor tomar cuidado fedelho, nunca se sabe quando se pode escorregar por essa amurada; ela avisou antes de se afastar, seguindo para bem longe dele.
Praguejando contra os deuses e o mundo, Kanon segurou-se na grade de ferro, tentando colocar-se de pé de sair logo dali antes que alguém mais aparecesse, ou pior, o irmão resolvesse dar o ar de sua graça.
.II.
Sentou-se num canto da cabine. Aquele lugar era deplorável, iria ter uma seria conversa com Shion depois sobre isso, alem de jogá-lo no meio daquela missão insana, ainda arrumava as piores acomodações de um show de horrores para eles.
A cabine era um aperto e ficar ali muito tempo com a jovem de melenas vermelhas, sem tentar matá-la era um teste de paciência incrível.
Abriu um livro no colo, tentando concentrar-se nas palavras do mesmo, àquela viajem iria ser mais do que cansativa, iria ser um tédio; Saga pensou poucos minutos antes de adormecer.
-o-o-o-o-o-
Praguejando uma infinidade de impropérios Jéssica entrou na cabine como se os cães do inferno estivessem em seu encalço. Saira para tomar um car e esfriar a cabeça, porém o tiro saira pela culatra e agora estava com aquela louca vontade de descarregar a ira dos céus sobre alguém e seu alvo não estava muito longe; ela pensou parando ao avistar o cavaleiro sentado de maneira meio desajeitada num canto da cabine, com um livro no colo.
Arqueou a sobrancelha, poderia muito bem bater a porta com tudo e dar um susto naquele atrevido, mas ponderou por alguns segundos, aquele chute certeiro nos países baixos deveria ter sido o suficiente para alertá-lo quanto a seu estado de saúde no decorrer da viajem se abusasse de sua paciência.
Encostou a porta, antes de deixar os orbes correrem pela cabine, iria dar uma surra em Shion quando voltasse, aquele ariano sem vergonha. Porque não os colocara para dormir no porão com os ratos logo de uma vez; ela pensou vendo uma cama de solteiro num canto da cabine, que mal caberia uma pessoa mais alta que si e uma pequena cômoda do outro lado, junto a um criado.
Saga mantinha-se quieto, sentando sobre um tapete no chão, porém acomodado o suficiente para pegar no sono. Balançou a cabeça levemente para os lados, encontrou em baixo da cama uma cama desmontável, provavelmente alguma santa alma o deixara ali imaginando que teriam problemas para dormir.
Agora a perspectiva de terem de dividir aquela esteira, para não dizer que era cama, parecia incrivelmente perturbadora. Tudo por culpa daquele atrevido; ela pensou irritada, abrindo a cama desmontável e colocando-a ao lado da sua.
Talvez àquela viajem não fosse de toda ruim, Giovanni vivia dizendo que precisava ser menor arrogante em algumas coisas e lá estava ela, tentando ser um pouquinho humilde em ajudar uma pobre alma a descansar em paz... Uhn! Descansar em paz, palavrinha interessante para se pensar numa hora dessas; a jovem pensou com um fino sorriso nos lábios, jogando um dos lençóis que estava sobre a sua cama, na esteira acolchoada. Balançou a cabeça levemente para os lados, estava ali para fazer uma boa ação, não para pensar nas melhores maneiras de continuar a viajem sozinha, por mais tentadora que fosse.
Suspirou pesadamente, não tinha duvidas de que ambos iriam acordar de péssimo humor e com uma dor nas costas dos infernos pela manhã. Entretanto, era isso ou o porão com os ratos. Erg! Era melhor a dor nas costas; ela concluiu imediatamente, enquanto passava sobre o colchão da esteira e ia até o cavaleiro.
-Hei! –Jéssica chamou num sussurro, tocando-lhe o ombro.
Ouviu-o resmungar algo, se remexer e continuar dormindo. Arqueou a sobrancelha, pelo tempo que o encontrara fora da cabine e depois ao voltar, ele não deveria estar dormindo tão profundamente assim. O que estava acontecendo? –ela se indagou chacoalhando-lhe o ombro com um pouco mais de força.
-Cavaleiro! –a amazona insistiu disposta a acordá-lo com um balde de água fria se fosse preciso, mas suspirando pesadamente recuou. Ele não iria acordar, estava dormindo muito profundamente.
Observou-o atentamente por alguns segundos, ele não iria fingir tão bem assim, embora ainda não conseguisse entender como ele dormira tão rápido e parecia bastante confortável sentado daquela forma, já que do jeito que o deixara antes, ele iria ter alguns problemas para se sentar, pelo menos pelas próximas vinte e quatro horas.
Balançou a cabeça levemente para os lados, estava caçando pêlos em ovos, não era como se ele só estivesse esperando que dormisse para fazer um motim contra si, Shion não seria tão estúpido a ponto de lhe mandar numa missão com um cavaleiro capaz disso, sabendo que lhe devolveria a cabeça dele dentro de um saco de estopa. Alem do mais, observa-lo daquela forma desarmada, não conseguia imaginar um caráter tão sórdido em alguém cuja expressão era tão serena.
Se bem que, a julgar por alguns minutos atrás... Estranho, era como se fossem pessoas completamente diferentes, o Saga que lhe abordara perto da amurada e esse, que via dormindo como um anjo no fundo da cabine.
Definitivamente, preferia não entender, era confuso demais. Abaixou-se com dificuldade devido ao espaço estreito. Segurou-o por um braço, tentando manter-se equilibrada, antes de puxá-lo em direção a esteira. Entretanto não esperava que ele fosse resolver se mexer naquele momento, lhe fazendo perder o equilíbrio.
Prendeu a respiração, pura e instintivamente quando sentiu as costas chocarem-se contra o colchão da esteira, porém o impacto principal foi contra as barras de ferro da estrutura.
-Mas, o que? –Saga balbuciou abrindo os olhos assustado, porém arregalou-os imediatamente ao ver o rosto afogado em meio a uma farta cabeleira avermelhada.
-Sai de cima; Jéssica falou tentando empurrá-lo antes de perder o pouco de fôlego que tinha.
Já não bastava a queda contra a esteira, agora vinha o impacto do peso dele sobre si já era demais; ela pensou, ofegando.
Afastou-se o mínimo para observá-la, deixou os olhos correrem pelo local. Ainda estavam na cabine, mas aquela situação era no mínimo muito estranha e difícil de ser explicada.
-Alem de dormir que nem uma pedra, você pesa como uma; a amazona reclamou, empurrando-o de uma vez de encontro ao chão para que pudesse se levantar.
Adeus expressão angelical! Adeus doces sonhos! Ele era simplesmente detestável; ela pensou aborrecida. Nunca mais iria ouvir Giovanni, toda essa historia de humildade combatendo a arrogância não era para si.
-Hei! –Saga reclamou, rolando para o lado indo parar aos pés da cômoda.
-Aff! Finalmente; Jéssica balbuciou, deixando-se relaxar sobre o colchão. Era melhor nem pensar em suas costas pela manhã, já que tivera uma pequena previa de como ela ficaria duas vezes mais dolorida depois dessa.
Com dificuldade levantou-se, apoiando-se na beira de sua cama pouco acima de sua cabeça.
-O que aconteceu? –Saga perguntou cauteloso, depois de alguns minutos de silencio.
-Estava tentando te levar pra cama, até você me derrubar; Jéssica respondeu em meio a um resmungo, sentando-se na beira de sua cama.
-Como? –ele indagou arqueando a sobrancelha com um sorriso semelhante ao que vira mais cedo, foi só quando compreendeu o rumo que sua frase tão simples havia tomado.
-Uma palavra sobre isso e vou lhe jogar daquela amurada sem um pingo de dó; ela avisou, antes de deitar-se e dar-lhe as costas.
Confuso, observou-a lhe ignorar abertamente. Mais um motivo para querer matar o Grande Mestre, aquela viagem iria ser um tédio com 'T' maiúsculo, mas também, nunca mais iria reclamar por ficar no santuário.
.III.
O castelo parecia vazio, porém aos poucos archotes de velas avermelhadas acendiam-se em cada uma das galerias.
Sentou-se em uma bela cadeira revestida de dourado, a taça com o liquido carmesim dançava dentro do cristal. Os orbes avermelhados pareciam perdidos no meio do nada.
Já obtivera o que queria, depois de tantos séculos lutando pela herança de sua família, agora que a tinha, aquilo não parecia suficiente.
-Meu lorde; uma voz feminina chamou, aproximando-se.
Desviou os obres da taça, para observar uma mulher de longas melenas douradas, cujos fartos cachos cobriam o colo e perdiam-se até o meio de suas costas, caminhar em sua direção a passos calmos e calculados.
-Sim! –Aidan respondeu.
-Precisa de algo, meu lorde? –Bianca indagou, com os profundos olhos verdes cravando-se sobre ele.
Negou com um aceno silencio, esperando ser deixado sozinho novamente, porém mesmo sobre as parcas luzes daquele salão, pode notar que as intenções daquela deidade diferiam bastante das suas.
-Meu lorde parece preocupado, quem sabe não posso ajudar? –ela sugeriu, parando a sua esquerda, pousando as mãos delicadas sobre o braço revestido pelo mais puro veludo negro que poderia ser encontrado nas imediações do mediterrâneo, o que diga-se de passagem não era nada fácil, já que aquela região era sempre infernalmente quente.
-É, quem sabe você não pode ajudar; ele sussurrou em tom pensativo.
Não gostava de ter duvidas, alias, tão sentimento era uma fraqueza pertencente apenas aos humanos e ele o deixara de ser a muitos séculos atrás. Ganhara sua chance de retornar e vingar-se daqueles que impediram sua vitória e acima de tudo, voltara para possuir aquilo que lhe era de direito.
Entretanto, mesmo tendo a armadura em seu poder, ainda faltava algo. Ela não era completamente sua, não enquanto o verdadeiro guardião, cujo sangue de Gabriel corria nas veias ainda estivesse vivo.
Quando a noite chegava e despertava de seu sono, ouvia a armadura cantar, inicialmente imaginara ser apenas fruto de sua imaginação, mas depois do segundo dia pode ouvi-la melhor.
Ela emitia um som baixo e suave, quase um sussurro que ouvidos humanos não eram capazes de compreender. A armadura chamava por ela, pela caçadora e ele sabia muito bem que ela já estava a caminho.
Jamais um Van Helsing abandonaria sua missão e essa não seria diferente. Já ouvira falar sobre ela. Não passava de uma criança a seus olhos, porém, igual a seus ancestrais era um gato selvagem pronto para mostras as garras e defender o que é seu.
Só que agora ela tinha um adversário a altura, porque aquela armadura pertencia a ele também. Não a entregaria com facilidade, se a caçadora quisesse teria de se arriscar a morrer. Porque era exatamente esse o destino dela se lhe desafiasse.
-Em que...; À voz de Bianca chegou a si como um sussurro travesso. –Posso ajudá-lo? –ela completou, deixando as mãos delicadas correrem sutis pela camisa fechada, afrouxando a gravata e soltando alguns parcos botões.
Voltou-se para ela, com os obres serrados, porém sentiu a visão nublar-se por alguns segundos. A armadura estava cantando mais alto, ela estava mais perto agora, conseguia sentir isso.
-Está ouvindo? –indagou, voltando-se para a Bianca.
-O que? –a jovem indagou confusa.
Já era de se esperar, ela não iria ouvir, não como ele próprio. Entretanto agora sabia que não iria demorar a encontrá-la frente a frente, finalmente. Um Dracul e uma Van Helsing. Depois de infindáveis séculos, a maior batalha travada sobre a terra iria acontecer novamente e como das outras vezes, apenas um iria sobreviver. Só que dessa vez, seria ele!
Num movimento rápido e inesperado, trouxe a jovem para seus braços, prendendo os dedos finos e aristocráticos entre os cachos dourados.
-Aid-...;
Os lábios dele cobriram os seus num beijo possessivo e dominador, os braços fortes envolveram-lhe a cintura, projetando-a de encontro a seu corpo. Um fraco gemido desprendeu-se de seus lábios e atordoada, enlaçou-o pelo pescoço buscando apoio.
Aquilo era insanidade, não deveria estar se distraído num momento tão crucial para sua completa vitória, porém algumas perspectivas eram por demais tentadoras para serem ignoradas. Já tinha um plano, tudo meticulosamente traçado em sua mente.
Mataria dois coelhos com uma cajadada só e ninguém, nem mesmo os deuses seriam loucos o suficiente para ir contra seus planos.
Acomodou-a sobre seu colo, fazendo-a ofegar quando ambos os corpos moldaram-se um sobre o outro. Lábios e línguas se entrelaçaram, até ouvi-la emitir um fraco gemido, quando os caninos brancos e afiados cortaram seu lábio inferior.
-Já tenho sua resposta; Aidan sussurrou, deixando a língua correr sedutora pelo pequeno corte, sentindo em sua boca o sabor do liquido carmesim. Os orbes avermelhados enegreceram instantaneamente.
Os lábios desceram pelo colo parcialmente desnudo pelo farto decote, mãos corriam ávidas por suas costas, fazendo-a agarrar-se contra seu corpo, como um naufrago em busca de uma bóia.
-Tem? –Bianca indagou, ofegando quando uma das mãos dele ergueu parcialmente a barra do vestido, afastando-lhe as pernas, fazendo-a sentar-se de frente para si.
Ele assentiu, quando um sorriso nada inocente formou-se em seus lábios revelando os caninos salientes, enquanto suas mãos iam pousar sobre os quadris dela, fazendo-a se inclinar mais para a frente.
-É algo bem fácil de se executar...; Aidan falou pausadamente, enquanto a gravata era lançada até o chão e as unhas finas arranhavam-lhe o dorso nu fazendo a pele alva reagir com um arreio intenso. –Alias pode até ser divertido para você; ele completou tomando-lhe uma das mãos e levando-a aos lábios.
Os caninos finos roçaram a pele sensível da palma, fazendo-a estremecer e os orbes sempre verdes enegrecerem de luxuria. O castelo já fora tomado pela noite e os poucos moradores que tinham já havia saído para se 'alimentar', ninguém ousaria interrompe-los, não agora.
-Divertido quanto? –Bianca perguntou interessada, enquanto sentia as mãos hábeis trilharem um caminho pelas costas desatando os nós do corpete.
-Você vai ter de descobrir; ele respondeu com um sorriso travesso antes de tomar-lhe os lábios.
Gemeu quando uma das mãos prendeu-se em sua nunca, impedindo-a de pensar em recuar, enquanto a outra afastava sutilmente o corpete e detinha-se para acariciar um os seios despidos, até o mamilo enrijecer e a pele alva tornar-se rosada sob a palma da mão.
Respirar tornou-se uma árdua tarefa, fê-lo livrar-se rapidamente de todas as barreiras que a impediam de senti-lo completamente. As respirações tornaram-se descontroladas e a excitação jogava-os no meio de um redemoinho inexorável.
Acomodou-a novamente em seu colo, fazendo-a ofegar ao sentir toda extensão de sua virilidade. As velas dos archotes pareciam perder intensidade em suas chamas a cada segundo, enquanto um manto de estrelas recaia sobre o resto do mundo.
-É algo interessante? –ela indagou, acariciando-lhe os ombros largos, enquanto os lábios dele desciam pelo colo, mordiscando travessamente a curva de seu pescoço.
-Uh-hun; Aidan sussurrou, envolvendo-lhe a cintura num abraço forte, antes de tomá-la para si, tirando-lhe um grito rouco da garganta. –E bastante excitante; ele completou entre um murmúrio e um gemido quando as unhas finas cortaram-lhe as costas, deixando um caminho vermelho sobre a pele alva.
-Quando começamos? –Bianca indagou, ofegando enquanto os quadris moviam-se em direção a ele.
-Não tenha pressa minha querida, teremos a noite toda para discutir isso; Aidan respondeu dando por encerrado aquele assunto antes de perder-se no êxtase do próprio prazer, ao deslizar com vigor uma última vez por entre as pernas dela, fazendo-a acompanhar-lhe em seguida quando os últimos movimentos cessaram sob espasmos de prazer. - E ela só esta começando...;
.IV.
Foram necessários poucos minutos para adormecer novamente, agora deitado de maneira desajeitada sobre a esteira, ouviu-a suspirar em meio a um sono profundo.
Acordou pela manhã, ouvindo os primeiros passos pelo convés, levantou-se e deixou a cabine um pouco cambaleante em busca de um banheiro ou o que quer que usassem ali, para garantir que pelo menos sua higiene pessoal seria decente.
-o-o-o-o-o-
Remexeu-se na cama, ouvindo os passos do cavaleiro se afastarem, abriu os olhos lentamente, a cabine ainda estava escura mesmo que lá fora já fosse dia. Não iria levantar agora, quanto mais tempo ficasse perto dele, maiores seriam as chances de tentar matá-lo afogado.
Então, era melhor continuar deitada, pelo menos assim, mataria dois coelhos com uma cajadada só. Descansava e esperava a dor nas costas passar e não correria mais riscos de sucumbir diante daquele insano desejo de mandar Shion fazer uma visitinha relâmpago a Hades.
-o-o-o-o-o-
-Tem certeza que foi uma boa idéia mandá-los em missão? –Eraen indagou, tomando um dos acentos da sala de reuniões.
-Alguém precisava ir junto; Shion rebateu em tom casual.
-Aioros poderia ter ido; Ares completou antes que a amazona falasse algo.
-É poderia; Shion balbuciou pensativo.
-Se Jéssica matá-lo a culpa vai ser sua; o irmão continuou. –Todos sabemos que ela prefere trabalhar sozinha e Saga ainda é muito inexperiente para sair nunca missão dessas;
-Como disse? –Eraen o cortou com os intensos orbes verdes serrados de maneira perigosa, diante da menção as capacidades do pupilo.
-Tudo bem, ele é seu pupilo, mas convenhamos que nem mesmo você esta certa de que ele vá voltar vivo; Ares rebateu, tentando não se intimidar com a promessa de morte lenta e dolorosa que via refletida nos orbes da jovem.
-Ares, para a sua saúde é melhor calar a boca; Eraen avisou.
-Ela não vai matá-lo; Shion os cortou.
-Como pode ter certeza? –ela indagou.
-Porque Kanon está junto e vai garantir a segurança pelo menos do irmão;
-O QUE? –os dois berraram.
-Kanon foi junto, mas...;
-Não, a Jéssica não sabe da existência dele. Se for preciso que ele irá aparecer, mas certamente ela vai pensar que é o Saga;
-Como você pode ser tão idiota? –Eraen exasperou. –Acha mesmo que ela não vai perceber. Homens! E depois dizem que vocês em dois neurônios, se têm um certamente atrofiou por falta de uso; ela completou levantando-se bruscamente.
-Eraen! –Ares chamou surpreso, enquanto ela se afastava.
-É melhor que nada aconteça aos meus pupilos, ou serão vocês dois que eu vou matar; ela avisou, deixando o salão.
.V.
Andou pelo convés, encontrando vez ou outra com algum marinheiro que lhe olhava de maneira estranha. Franziu o cenho, mais essa agora.
-Noite difícil, não rapaz? –um marinheiro indagou, passando por ele e piscando de maneira marota.
-Uhn! –Saga murmurou confuso.
Não era a primeira vez que via aquele tipo de sorriso ou aquelas insinuações mascaradas. Foi quando se lembrou das identidades que Shion lhes arrumara. Será que era por isso?
-Uma gata selvagem, não? –um outro marinheiro comentou, caminhando a seu lado.
-Como disse? -o cavaleiro indagou, voltando-se para ele.
-Não se preocupe, não é humilhação alguma admitir que uma mulher daquelas lhe deixa de quatro; o rapaz continuou com um sorriso malicioso.
-Do que estamos falando exatamente? –Saga perguntou, gesticulando o mais casualmente possível.
-Oras! Com todo respeito a sua senhora, mas ela tem um chute certeiro, hein; ele continuou, tirando um cigarro de dentro do bolso da camisa e acendendo-o. –Por um momento os homens ficaram preocupados, você sabe... Não gostamos de mulheres no mar, trazem azar; o rapaz explicou, dando uma tragada ao fitar o cavaleiro. –Mas essa é diferente, da pra perceber. Ela é diferente das mulheres comuns; ele completou rindo.
-É, ela é; Saga falou num murmúrio.
Nunca tivera tempo de conviver o suficiente com pessoas fora do circulo do santuário para saber a diferença entre uma amazona e uma garota comum, mas agora que aquele marinheiro havia citado algo, sendo alguém que estava completamente fora daquele ambiente que vivia, deveria saber do que estava falando.
-Cuide bem dela garoto, não se encontra uma mulher assim por ai livre e desimpedida. Quando eu era jovem sempre busquei por aventuras e deixei o tempo passar, agora...; O marinheiro ponderou dando de ombros em seguida, antes de levar o cigarro aos lábios novamente.. –Enfim, a vida é curta demais para se desperdiçá-la com velhos paradigmas; ele completou, soltando a fumaça acinzentada.
-...; o cavaleiro assentiu, embora não estivesse bem certo quanto ao propósito daquela conversa.
-Nosso refeitório é pequeno, mas o cozinheiro já fez o café. Deveria levar um pouco a sua senhora, acredito que apesar de tudo, as mulheres ainda têm o estomago mais frágil do que nós e estão suscetíveis a enjôos matinais no mar; ele avisou se afastando.
-Obrigado; Saga murmurou um agradecimento pela informação antes de seguir o caminho que o marinheiro lhe indicava.
Estranho, o que ele queria dizer com aquela de "ficar de quatro"? E porque será que tinha a impressão de que não era com ele aquela história toda? –Saga se indagou.
-o-o-o-o-o-o-
Abriu a mala, vasculhando algumas peças de roupa que pudesse usar, que não fosse aquela porcaria daquele vestido que usara para embarcar no dia anterior. Mais um tópico para sua lista, tacar fogo nele assim que pudesse.
De onde será que Shion tirou a déia de que ela tinha de interpretar o papel da "boa esposa"? O Grande Mestre precisava ser interditado urgente, antes que a vida de alguém fosse posta em risco. Ele não parecia mais apto a exercer suas funções se não pensava nem na própria saúde.
Encontrou uma camiseta branca e uma calça jeans preta no fundo da mala, jogou as peças em cima da cama e começou a se trocar. Franziu o cenho ao sentir a primeira fisgada em suas costas. Respirou fundo, vestindo as calças e começando a erguer os braços e puxar a blusa.
Imaginou que elas fossem estar doloridas, mas não tanto. Deveria ter batido na beira da esteira quando caiu, porque essa era a única explicação; Jéssica pensou, prendendo a respiração antes de puxar a peça de uma vez.
Agora vinha a pior parte, colocar a camiseta; ela pensou exasperada. Também da próxima vez, deixaria que ele dormisse no chão se fosse o caso.
-O que é isso? –ouviu alguém perguntar atrás de si, como por reflexo se cobriu e virou-se para trás, com um olhar capaz de gelar o inferno, quando encontro o cavaleiro parado com a porta aberta apenas uma frestinha e uma bandeja na mão.
-O que está fazendo aqui? –Jéssica perguntou, recuperando-se do susto.
-Vim trazer o café; Saga respondeu, colocando a bandeja sobre a cômoda.
-Agora que já deixou ai, pode me dar licença? Estava trocando de roupas; ela completou entre dentes, tentando controlar a irritação.
-É o que parece, mas ainda não respondeu a minha pergunta; ele falou aproximando-se dela com um olhar serio.
Instintivamente recuou um passo, encontrando a parede atrás de si. Lançou-lhe um olhar de aviso, que foi evidentemente ignorando.
-Não é nada;
-Não é o que parece; Saga falou, pousando a mão sobre sua cintura, obrigando-a a se virar. –Está vermelho, foi por causa da queda? –ele indagou, ouvindo-a bufar de costas para si.
Disposta a ignorá-lo, apenas assentiu de maneira silenciosa...
-É melhor passar alguma coisa ai, se não vai começar a latejar; ele comentou, tocando-lhe a pele levemente rosada no local onde ela batera.
-Já começou, mas não vou morrer por conta disso. Agora pode me dar licença? –Jéssica indagou impaciente.
-Não enquanto não tiver certeza de que esta tudo bem; Saga respondeu e poderia jurar que viu-a cravar as unhas nas palmas das mãos, enquanto mantinha a camiseta na frente do corpo, dando uma infinidade de margens a sua imaginação.
Balançou a cabeça freneticamente para os lados, antes das próprias mãos do que em seu pescoço; ele concluiu afastando-se e indo até sua mala.
–Fique quieta, vou pegar um remédio para melhor isso ai; ele avisou.
-Já disse q-...;
-Eu também disse; o geminiano a cortou, enquanto revirava a mala, encontrando um vidrinho de spray. –É um anti-inflamatório; ele avisou, voltando-se para ela.
Suspirou pesadamente, aquelas brigas eram tão cansativas. Tirou a tampa do vidrinho e espirrou-o sobre as costas da jovem sentindo-a estremecer e a pele levemente rosada arrepiar-se, mas ela manteve-se silêncio e imóvel. Deixou a mão correr pelas costas, massageando o local contundido para melhor espalhar o remédio.
Ainda não entendia o que ela pretendera na noite anterior. Aquela resposta simples e curta sugerira uma infinidade de possibilidades, mesmo que seu lado mais lógico, houvesse lhe deixado claro qual delas era a correta.
Com a mão livre, afastou a cascata de fios avermelhados, pousando-os sobre o ombro da jovem. Àquela viajem em si já começara de maneira estranha. Todos achavam que eram um casal, mas estavam longe de ser isso.
Agiam separadamente e era como se para todos, fossem um lindo casal feliz e unido. Quando bastava apenas notar os detalhes para saber que eram o completo oposto.
Quem sabe se houvessem se conhecido em outra época, não conseguiriam pelo menos manter uma relação mais amena, ou talvez... Mas que raios! De onde surgia esse pensamento. Não tinha nada a ver. Estavam em missão pelo santuário, não eram um casal de adolescente buscando a melhor maneira de flertar um com o outro ou pior, como se fossem realmente recém-casados saindo em lua-de-mel num cruzeiro pelo Mar Negro.
-Saga! –Jéssica chamou, quase num sussurro.
-Uhn! –ele murmurou, erguendo a cabeça na direção dela.
-Acho que isso já ajuda; a jovem completou, desviando o olhar com a face levemente enrubescida. Foi nesse momento que ele notou, envergonhado que estavam tão próximos que fora capaz de deixá-la perturbada.
Pelo visto ele não era o único a ponderar as coisas por ali. Afastou-se rapidamente, jogando o vidrinho de spray dentro da mala.
-Ahn! Vou deixá-la agora, se precisar de algo, é só chamar estarei por perto; ele avisou, saindo em disparada da cabine sem esperar por uma resposta, mas essa agora? –ele praguejou em pensamentos.
Continua...
