Blood Lust

By Dama 9

Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, pertencem a Masami Kuramada e empresas licenciadas, apenas Aidan e Jéssica são criações únicas e exclusivas minhas para essa fic.

Essa é uma história de fã pra fã, sem fins lucrativos.

Boa Leitura!


Capitulo 13: Transformação.

.I.

Olhou para todos os lados, tentando rastrear alguma fonte de cosmo daquele lado do castelo, mas nada. Havia se separado do irmão a menos de quinze minutos e já sentia que aquela busca seria inútil.

Jéssica desaparecera para algum lugar que eles não teriam acesso através de alguma porta fácil por ali. Precisava se concentrar e pesar as possibilidades. Se Aidan estivesse com ela, para onde ele iria? –Saga se perguntou.

Aproximou-se de uma janela, do alto daquela torre podia ver as estrelas no céu tão perto, que tinha a sensação de poder tocá-las, deveria estar há pelo menos cinco andares acima do nível normal do castelo.

Pela quantidade de janelas que havia naquele corredor, Aidan possivelmente não estaria por ali. Faltava pouco menos de cinco horas para amanhecer, se ele tinha certeza que seus vampiros poderiam acabar com eles, deve ter procurando um lugar onde não precise se preocupar com a luz, tão pouco em ser encontrado com facilidade.

-Vamos, pense Saga; ele resmungou, andando de um lado para o outro.

Aquele era um castelo antigo, possivelmente tinha mais de três séculos, então o mesmo já deveria ter passado por uma ou duas guerras civis antes, principalmente na época de Vlad o Empalador. Provavelmente aquele castelo deveria seguir a mestra estrutura de tantos outros de arquitetura gótica que tinham prisões e calabouços no subsolo do castelo.

-Droga, é isso; Saga falou afastando-se correndo da janela rumo ao salão principal, lembrava-se de ter ouvido um dos vampiros falar de algumas criptas que ficavam no subsolo, mas que parecia um verdadeiro labirinto. Tinha que arriscar nisso, era a única chance de encontrar a amazona com vida ainda; ele pensou descendo as escadas, mas deteve-se ao ouvir um grito estridente.

Sentiu o coração falhar uma batida e segurou-se no corrimão para não tropeçar no degrau. Baixou os olhos e viu Kanon do outro lado do salão, igualmente pálido, olhando para uma porta entreaberta.

Todo o salão anteriormente ricamente ornado, fora destruído, as cortinas estavam rasgadas, os cristais quebrados no chão e a prataria em algum lugar que não podia avistar. Os poucos sobreviventes, humanos ou não haviam deixado o castelo a sua própria sorte.

Precisavam agir logo, não havia mais tempo; ele pensou terminando de descer as escadas correndo.

.II.

Envolveu-a gentilmente com a colcha de cetim preto, enquanto a aconchegava entre seus braços. A cripta havia mergulhado na escuridão e a parca chama de uma vela que queimava num archote, já havia se apagado.

Mas preferia assim, seus sentidos ficavam bem mais alerta quando tudo estava escuro, a luz normalmente costumava ofuscar-lhe a visão, embora misteriosamente, diferente de seu pai e avô, não tinha problema em caminhar no sol.

Entretanto não se arriscava a sair com o sol a pino, não sabia o porquê de ter esse poder nem porque a luz não lhe afetava tanto quanto os demais. Entretanto também não estava disposto a descobrir o limite dessas habilidades, preferia viver na ignorância e continuar a existir, do que se deixar consumir pela curiosidade e acabar como o gato do ditado. Morto!

Conteve um suspiro, enquanto deixava uma das mãos acariciar suavemente as costas da jovem, sentindo-a bem mais relaxada agora.

-Você me surpreendeu, mocinha; Aidan sussurrou, ouvindo claramente o batimento suave e ritmado do coração da jovem.

Ela lutara tanto que precisou mantê-la bem presa entre os braços para que sua resistência não fosse alem. Jamais pensou que um humano fosse tão resistente, também... Nunca mordera ninguém antes sem seu consentimento. Até mesmo àqueles que escolhia eram as pessoas certas na hora certa.

Agora com ela fora diferente, não havia opção... Tentou contatar Stephen, mas não conseguiu senti-lo em parte alguma do castelo, nem os demais vampiros de sua confiança. Sabia que nenhum deles fugiria e lhe trairia a confiança, por isso estava preocupado.

Não era tão difícil acabar com dois humano, então porque a demora em receber uma resposta?

-Sire! Sire! Você não sabe com quem mexeu; ele murmurou, lembrando-se de que tudo aquilo começara graças a ele, ou melhor, ela. Alias, nem sabia mais se era ele ou ela.

Há primeira vez que encontrara Sire, vira um homem quase idoso, que lhe lembrava um daqueles vampiros antigos que conhecera nas Terras Altas, em seu exílio na Escócia. Ele transpirava confiança e fazia-se obedecer, até mesmo por ele que havia jurado jamais se subjugar a ninguém.

Sire lhe enganara, agora muitos anos depois encontrava uma mulher que de imediato ao aparecer para si, usava a forma da jovem entre seus braços. Alem de tentar lhe tirar a vida; ele pensou tocando distraidamente uma mecha vermelha que caia sobre o ombro da amazona.

Ela não dava sinais de que iria acordar tão cedo, ainda mais agora que ouvia os batimentos de seu coração tornarem-se mais baixos e lentos. A transformação já havia começado e estava em seus estágios finais, podia sentir isso como se fosse consigo mesmo.

Foi quando o som de sucessivas explosões lhe chamou a atenção. Ninguém descia as criptas sem sua permissão, mas possivelmente algum intruso encontrara uma passagem.

O barulho chegava cada vez mais perto e vários cosmos poderosos se manifestaram de uma só vez, tudo aconteceu rápido demais para que pudesse ter tempo de compreender o que estava acontecendo.

.III.

Sentia o balanço da cama e a garganta fechar-se ao primeiro sinal de enjôo. Tentou abrir os olhos, mas os mesmos estavam fechados e pesados. Virou-se lentamente na cama, sentindo o corpo estranhamente dolorido.

Respirou fundo, tentando manter-se calma, mas o nó em sua garganta tornou-se mais intenso e precisou controlar a respiração para não colocar o que tinha e o que não tinha no estomago para fora.

Mas que raios, o que estava acontecendo? A última coisa de que se lembrava era de Éris. Sim, aquela bruxa traiçoeira iria lhe pagar caro quando levantasse dali, isto é, de onde quer que estivesse, iria atrás daquela cobra e a faria pagar por tudo que fez, até lá, seu estomago era mais importante.

-Respire fundo e fique calma; uma voz grave falou a seu lado.

Tentou abrir os olhos, mas o pouco que viu, foi uma imagem difusa e mal iluminada. Conseguia ver um pouco de luz entrar no cômodo, mas fechou rapidamente os olhos sentindo-se incomodada com a claridade.

-Apaga... Luz; ela sussurrou fracamente.

Ouviu passos se afastarem e a singela frestinha ser coberta. Suspirou aliviada, o mal-estar no estomago parecia aos poucos dar uma trégua, embora ele doesse, como se estivesse há muito tempo sem comer e sentia sede, muita sede.

-Você nos deu um grande susto; a voz continuou.

Sentiu algo frio molhar sua testa e o cheiro da água inebriou-lhe os sentidos, mas espere, água tinha cheiro? Bem, que chuva tinha cheiro já sabia, mas a água, água pura e cristalina, não havia reparado nisso antes, mas agora sentia o cheiro da água que umedecia o pano e pequenas gotas caiam sob sua pele, tão quentes.

Abriu os olhos novamente e deixou-os se acostumarem com a escuridão, que parecia tão mais aconchegante do que a luz proveniente da fresta que irritara lhe os olhos. Foi quando por fim, conseguiu visualizar a pessoa a seu lado.

-Como esta se sentindo? –Ares perguntou preocupado.

-Viva; Jéssica limitou-se a responder.

Franziu o cenho ao ver um fino sorriso curvar os lábios do cavaleiro. Mesmo ainda um pouco atordoada, pode notar o ar aliviado dele. Estranho, muito estranho.

-Se já esta fazendo piadas, quer dizer que esta bem; ele comentou.

-Não estava brincando; ela completou fechando os olhos novamente.

-Sei que não; Ares falou em tom cansado. –Mas é serio, você nos deu um grande susto; ele comentou.

-Onde estou? –a jovem perguntou confusa.

-De volta ao santuário; ele respondeu cautelosamente.

-O que? –ela quase berrou tentando se levantar, mas o cavaleiro precisou de muita força para segurá-la.

-Calma; ele falou, fazendo-a se deitar novamente. –Você dormiu por quase uma semana, é normal estar desnorteada;

-Uma semana? –Jéssica falou agitada. –O que aconteceu com-...;

-Ninguém sabe; ele respondeu compreendendo o que ela pretendia falar. –Depois que vocês partiram em missão, Shion comunicou Eraen sobre isso e digamos que ela não ficou muito contente;

-Eraen? –a jovem murmurou pensativa. Lembrava de ouvir a voz da valkiria lhe chamando, mas pensou que havia sonhado com ela.

-Chegou a nosso conhecimento que vocês estavam com problemas e nós descobrimos através de um informante, que Éris estava por trás das ocorrências na Trânsilvania. Então, Eraen decidiu ir até lá e digamos que ela estava com o humor um pouco sensível então, você já sabe; ele completou dando de ombros.

-Saga?

-Ele esta bem, não teve problemas; Ares falou desviando o olhar cauteloso.

A verdade é que não sabia como contar a ela o porquê Eraen decidiu intervir e ficou tão furiosa. Quando decidira mandar Kanon até a Trânsilvania, no encalço dos dois, nunca pensou que uma imensa teia fosse ser tecida sobre isso. Nem que Eraen fosse ficar muito, mas muito furiosa ao saber que pedira a Kanon que não se revelasse, a menos que necessário.

Ele, infelizmente, era um dos muitos que ainda não compreendiam o porquê dela ter escolhido Saga e não Kanon para guardião de Gêmeos, mas ela era a mestra e ninguém era louco de contestar-lhe a decisão.

Entretanto, fazia muito tempo que não a via transformar alguém em poeira cósmica em questão de segundos, como fez com alguns vampiros que se atreveram a entrar em seu caminho assim que surgiram no castelo.

Vira Eraen abrir caminho entre as galerias e pensou que fosse tarde demais para os três, quando encontraram Saga e Kanon tentando ultrapassar uma barreira que bloqueava a passagem para o calabouço. Nem os dois juntos foram capazes de acabar com a barreira, mas Eraen estava tão possessa, que colocou tudo abaixo. Inclusive as paredes.

Foram encontrar uma cripta arrumada, tal qual um quarto medieval, onde a jovem de melenas vermelhas estava, com a respiração fraca e bastante debilitada. Haviam pensado que chegaram tarde demais, mas Eraen os trouxe de volta ao santuário.

Os gêmeos ainda haviam insistido que Aidan estava em algum lugar daquele castelo, mas ela apenas mandou que eles recuperassem a armadura antes de ir e nada mais.

-Não me lembro de nada; Jéssica falou, dando um suspiro cansado.

-Você estava muito fraca quando a encontramos; Ares falou.

-Éris me atacou... Acho que desmaiei depois; ela murmurou pensativa, tentando puxar na memória tudo que havia acontecido. –Ela queria usar o Aidan para vencer Posseidon e Hades;

-O despertar dos deuses ainda vai levar pelo menos dez anos; ele falou preocupado com essa informação.

-Ela sabia que não era forte o suficiente para enfrentá-los, muito menos Athena, por isso quis se adiantar. A armadura era a chave; a amazona explicou.

-Tudo bem, mas agora descanse um pouco. Quando você se recuperar voltamos a falar sobre isso; ele falou mudando de assunto.

-Ares; ela chamou quando o viu se levantar.

-Sim;

-Água!

O cavaleiro hesitou, voltou-se para a jovem, vendo que ela ainda tinha o ar pálido de quando fora encontrada. Durante aquela semana em que ele, Eraen e Saga haviam se revezado para cuidar dela, tentaram lhe dar alguma coisa para se alimentar, mas a mesma sempre reagia de maneira negativa.

Era como se o estomago estivesse rejeitando qualquer tido de vitamina. O que lhes preocupou muito, já que ela perdia a cor mais rápido que o normal. Agora era difícil saber se ela tomando água não iria passar mal como das outras vezes, entretanto, só lhe restava arriscar.

Aproximou-se de uma cômoda na outra extremidade do quarto, onde havia uma jarra e copos sobre uma bandeja. Encheu pela metade um dos copos e voltou-se indo até a jovem. Ajudou-a a acomodar-se na cama e entregou-lhe o copo.

Viu-a dar o primeiro gole e franziu o cenho.

-Tem certeza que isso é água? –Jéssica perguntou torcendo o nariz.

-Sim, uma das criadas trouxe agora a jarra de pouco, por quê? –ele perguntou confuso.

-Tem um gosto amargo; ela reclamou.

-Impossível; ele falou descrente, mas parou vendo-a arquear a sobrancelha e lhe devolver o copo. É, pelo visto ela já estava se recuperando; ele pensou, experimentando a água, mas franziu o cenho ao senti-la com o gosto normal. –Não esta amarga;

-Está; a jovem insistiu.

-Tudo bem, acha que já pode comer alguma coisa? –ele perguntou decidindo mudar de assunto, discutir aquilo agora não os levaria a nada, mesmo porque, nem mesmo ele tinha todas as respostas que ela desejava obter.

-...; a jovem assentiu.

-Vou pedir a alguém para lhe trazer algo para comer e um suco de frutas. Você precisa se alimentar;

-Obrigada; Jéssica murmurou, enquanto o cavaleiro saia, fechando a porta atrás de si.

Mesmo que sentisse o corpo dolorido, não tinha mais sono. Queria levantar e fazer alguma coisa. Uma semana dormindo era tempo demais perdido a toa; ela pensou aborrecida.

Afastou a colcha que cobria-lhe o corpo e levantou. Sentiu as costas estralarem e resmungou em protesto. Isso não era o suficiente para lhe impedir de levantar. Aproximou-se de uma penteadeira e franziu o cenho ao ver que estava quase tão branca quanto o mármore das colunas do templo.

Caminhou até a janela e abriu um frestinha novamente, fechou os olhos sentindo a luz lhe incomodar, mas aos poucos a mesma foi suavizando até que conseguisse enxergar bem a paisagem la fora.

Podia ver de longe as montanhas escarpadas e o caminho de templos até o Coliseu. Respirou fundo, sentindo o ar da tarde penetrar em seus pulmões, trazendo uma onda de vida que abraçou-lhe forte.

Pelo visto a missão chegara ao fim, mesmo algumas coisas ainda estando vagas em sua mente, tinha certeza que Eraen não deixaria o castelo sem levar a armadura junto. As preocupações acabaram, assim que se recuperasse, poderia voltar para a casa.

.IV.

Inglaterra/ Carfax...

Dizem que a vida é uma estrada longa e cheia de percalços, caminhos bifurcados, pedras e tantos outros obstáculos. Entretanto esse é um dos principais fatores que influenciavam o fim, bem... Influencia aquele momento em que você pesa tudo que fez lá atrás e pergunta 'O que valeu a pena?' ou 'O que eu posso fazer melhor?'.

Nem todos têm esse poder de consciência, muito menos conseguem chegar ao fim de suas vidas e compreender a essência de tudo que viveram e o quanto poderiam ter feito melhor.

Com passos curtos ele atravessou o hall de entrada da mansão em estilo gótico. Tudo estava em perfeita ordem como deixara há quase três séculos atrás. Embora seus fieis servidores houvessem estranhado sua chegada repentina, não pouparam esforços para que se sentisse em casa de novo.

Deixou os orbes azuis correrem por todos os lados, absorvendo cada detalhe que via. Ainda se lembrava de descer as escadas de mármore correndo, provavelmente tentando escapar da mãe, nas longas tardes em que a jovem senhoras brincava consigo.

Vivera uma vida alegre e normal quando pequeno. Antes de seu pai partir para a Romênia, para confrontar seu passado e nunca mais voltar, tinha apenas quatro anos. No ano seguinte a mãe também havia partido e sua tutela foi passada a um grande amigo da família que vivia na Transilvânia. Foi quando conheceu Kara e Gabriel.

-Meu lorde, seu quarto já esta pronto; Lucily a governanta idosa falou aproximando-se com a educação polida e pratica dos ingleses.

-Obrigado; ele agradeceu com um meneio de cabeça e a seguiu.

Agora os laços que o prendiam a Transilvânia foram desfeitos, possivelmente teria morrido se houvesse permanecido na cripta, mas algo lhe fizera desaparecer antes dos estranhos chegarem.

Sabia que eles nada fariam com a jovem de melenas vermelhas, mas não poderia dizer o mesmo de si. Agora ali, na suntuosa mansão, herança de sua família, ainda se questionava se não deveria ter ficado.

-Quem vai saber agora? –ele murmurou para si mesmo, enquanto subia as escadas.

Talvez houvesse sido o destino que cruzou seus caminhos e fez também com que ele desaparecesse. Ou aquelas três senhoras sádicas houvessem decidido que o embate entre um Van Helsing e um Dracul ainda não deveria chegar ao fim e que, eles como a nova geração deveriam permanecer naquele mundo, até que a hora do verdadeiro confronto chegar.

Mas não seriam apenas uma humana e um vampiro lutando pela própria existência. As coisas seriam diferentes agora. Entretanto não sabia dizer se ansiava por esse embate ou, temia que ele acontecesse e lhe pegasse de surpresa.

Entretanto no fim, somente o tempo iria dizer.

.V.

Um fino sorriso surgiu nos lábios bem desenhados, enquanto via as últimas chamas consumirem o castelo. Éris fora lacrada pelos donos das duas energias estranhas que sentira pouco antes de desaparecer.

Aidan provavelmente havia sido pego, menos mal, agora era um problema a menos para lidar. Há anos estava cansado de viver a sombra de um lorde vampiro que não gostava de sua função.

Sentimentos humanos eram tão patéticos, por isso séculos atrás Aidan fora derrotado por Gabriel, uma falha bastante considerável se pesasse tudo que ele perdera por hesitar em acabar com o caçador apenas por causa daquela humana.

Mas agora ele perdera sua vida e imortalidade por uma humana, do mesmo clã. Ridículo!

Seres fracos como ele não deveriam ter tanto poder, mas agora iria erguer uma nova Era entre os vampiros. O conselho dos anciãos iria curvar-se diante de seu poder e aquela armadura iria pertencer a si, e ninguém, absolutamente ninguém poderia lhe impedir agora; Stephen pensou com um sorriso cruel em seus lábios.

Continua...