Capítulo - Entrando em sua vida.
Ao chegarem à porta da sua sala, todos os rostos, inclusive o do Mestre de Física, viraram curiosos em sua direção. Antes que entrassem, Edward olhou para trás e Emmett lhe deu um olhar de aprovação, seguido de um meio sorriso amistoso. Tinham conversado somente uma vez, no entanto, Edward o sentia próximo.
Edward sorriu brevemente para Emmett e para Rosalie despedindo-se, firmou o braço sobre o ombro de Isy e entraram juntos, recebendo, enquanto caminharam, vários tipos de olhares: reprovação, repulsa, indiferença, e, para sua surpresa, um sorriso amigável... De Ben. Edward deixou que Isy se sentasse no canto e sentou-se na ponta, de modo que o computador jurássico ficasse na mesa dela.
Edward percebeu pela postura rígida dela que ainda estava tensa, ela abriu sua caderneta e começou a escrever.
—Obrigada.
Ele virou o rosto para ela, notando na visão periférica cochichos e olhares em sua direção.
—Disponha. — Sorriu dissimulando a irritação diante dos olhares de censura.
—Por que você fez isso?—Encolheu os ombros, chateada. —Eu agradeço por tudo. Só que não consigo entender a razão de tantas mudanças.
—Eu também não sei explicar minhas atitudes. —Explicou sincero. — Talvez porque não concorde com esse tipo de tratamento. — Levantou, foi até a frente da sala, pegou luvas, máscaras e a pedra que trabalhariam hoje. Ao sentar de volta na cadeira, tinha uma anotação sobre sua mesa.
—E qual tratamento eu mereço?
Edward sorriu fraco e ligou o computador.
— No mínimo respeito às suas escolhas.
—Interessante seu ponto de vista. Mas eu nunca tenho escolhas... Como foi o fim de semana?
—Razoável... Aliás...—Torceu os lábios. —Ruim. — Suspirou. Queria se abrir. —Estou com problemas. Acho que terminei com aquela garota. — Inclinou-se para visualizar sua pedra, disfarçando a ansiedade.
Ela o observou, tranquila. Nunca o forçava a desenvolver. Talvez a falta de pressão que o deixasse mais a vontade em elaborar.
—Sabe, eu nunca namorei. —Começou. — Tudo é muito novo para mim. Entretanto, eu iria namorar ela... Geralmente as pessoas se conhecem, conversam, saem e acabam percebendo que seria bom manter os encontros. Mas conosco foi diferente. Inicialmente eu queria livrá-la do meu irmão. Depois fiquei intrigado por ela parecer não dar a mínima para eu ser famoso ou não. Então descobri que ela tinha um namorado, por isso não me queria. No entanto, eu a queria. Estava ligado nela de verdade. Mas então descobri que ela é sustentada pelo namorado. —Explicou tentando ocultar a reprovação. — E não estou preparado para esse tipo de relacionamento.
—Você está ligado nela como?!— Ela escreveu com a respiração acelerada.
—Como? Sei lá. Nunca senti isso. Ligado é uma gíria. Estou fissurado, enlouquecido. Penso nela todos os dias. — Explicou desconsolado.
—Você disse isso para ela?
—Sim. Mas ela não acreditou.
—Talvez você não tenha sido convincente.
—Nós dois não somos muito bons em conversas, se é que me entende. — Comentou sugestivamente. —Às vezes só damos certo com as bocas ocupadas. — Interrompeu o que dizia e observou-a. Será que era certo falar dessas intimidades com ela? Ela era sua amiga, não era? —Ah, vai entender as mulheres! — Moveu as mãos no ar exasperado. —Eu disse que gostava dela, que queria namorá-la, sair com ela...
—Quais atitudes você teve para demonstrar o que sentia?— Questionou.
Ele procurou mentalmente uma atitude sua que demonstrasse sentimento. Nada. Desde o primeiro beijo deixou claro a intenção sexual. Prometeu que ela seria sua, que iria cair em sua cama. Depois teve somente atitudes possessivas. Por último, insultou-a, chamando-a de biscate. Droga, nunca teve atitudes românticas. Sempre foi atitude de macho dominador rodeando sua próxima presa.
—Nenhuma. — Admitiu derrotado.
—É difícil acreditar que alguém como você tenha sentimentos sinceros, Edward. Não me surpreende o fato de ela estar no escuro.
—Você também pensa que eu não tenho sentimentos?— Ele passou a mão no cabelo, chateado com a acusação nas entrelinhas. —Se não tenho sentimentos, por que você acha que eu ando com você?
—Curiosidade, niilismo*, pena. Não sei. Penso em várias coisas. — Escreveu cautelosa.
Niilismo=Negação de todo o princípio religioso, político e social.
—Nunca te passou a ideia de que eu goste de sua companhia? De que você é especial para mim? De que eu me sinto bem perto de você?
—Sente? Como?
—Não sei explicar. Você me transmite paz, eu acho. — Ele inclinou-se na mesa e olhou para ela. —E você? O que sente por mim?
—Sinto gratidão, amizade.
—Isso é bom. Eu confio em você. Considero você minha amiga.
—Confia em mim?
—Sim. Confio. —Garantiu. —Nunca vi seu rosto, mas sei quem você é. Você é transparente, fácil de ler.
—Explica isso.
Ele sorriu amistoso.
—Quando você chegou aqui na sala, eu sabia quando você estava receosa com algo. Sabia quando estava nervosa, apreensiva. — Pausou e olhou para Ben, que os observava atentamente. —Eu nunca fui um observador, mas com você, eu aprendi cada um dos seus suspiros... Agora mesmo, tenho certeza que está nervosa.
Ela respirou fundo, escreveu algo e o olhou com determinação.
—Eu queria te entender. Eu não consigo.
—É difícil acreditar que eu sou uma boa pessoa?
—Não. Aqui não é difícil.
—Onde é difícil?
—Nas revistas, na internet, por meio de seus companheiros de time.
—Eu mudei. — Defendeu-se e inclinou-se sobre o aparelho.
—Mudou?
—Eu ando com uma muçulmana na Universidade, percebeu isso?— Brincou. —Também pedi uma desconhecida para namorar. — Riu e trocou as lentes.
—Realmente... Isso é uma mudança.
No restante da aula conversaram sobre assuntos relacionados ao teste que faziam. A inteligência de Isy era assustadora. Ele ficava surpreso com a precisão de suas respostas. Após terminarem os afazeres, ele iniciou um novo assunto.
—Ontem perdemos um jogo. A equipe está sem capitão e Rilley fica me pressionando a aceitar. —Começou despretensioso.
—Por que você não aceita?
—Porque não estou a fim de responsabilidades. Eu gosto da minha vidinha sossegada. — Justificou.
—Talvez seja sua hora de fazer a diferença. Não é sempre que você vai poder fugir de compromissos. É a lei da vida. Você não pode ser este mimado displicente para sempre, com sua mãe cuidando do seu dinheiro e suas irmãs cuidando de suas roupas. Uma hora você vai sentir necessidade de responsabilidades, de tomar a rédea da sua própria vida.
—Já disse que adoro conversar com você?— Brincou, relaxou na cadeira e pôs a mãos atrás da nuca, à vontade. —Eu ainda sou muito novo para querer responsabilidades. Eu gosto de viver desvinculado.
—Desvinculado de amigos, das pessoas, da dor, dos sentimentos. É isso?
—Mais ou menos.
—Seu bloqueio é por já ter sofrido por alguém?
—Não. Por defesa natural. Não gosto de riscos, de dúvidas.
—Mas pediu uma menina que nem conhece para namorar.
—É diferente. — Deu de ombros, tentando minimizar a importância do assunto. —Não deu certo, de qualquer maneira.
—Não deu certo?
Edward olhou atenciosamente para ela, que tinha os olhos entrecerrados.
—É um compromisso que eu não estou preparado para ter.
—As mulheres sempre sabem o que seus companheiros são capazes por elas. Cito, por exemplo, o sheik. Ele é capaz de enfrentar o preconceito. Ele poderia muito bem estar com qualquer anglicana, afinal, essa é a sua religião de raiz, entretanto, ele resolveu ir de encontro ao sensato por mim.
Essa era a primeira vez que ela falava espontaneamente do sheik e de seu relacionamento com ele. Soou com admiração.
—Você acha que ele é um homem digno de respeito por ter te aceitado?— Perguntou incrédulo. —Uma garota que deve ser a metade da idade dele, que é...?— Interrompeu sugestivamente. Ela era só lucro para o sheik. Fiel, submissa, somente dele. Quem não queria uma mulher assim?
—É aí que está a diferença. Ele é adulto para ter responsabilidade comigo. Ele me dá conforto, segurança.
—Jóias, dinheiro, roupas caras. — Acrescentou sardônico, lembrando do que Cygne disse sobre o namorado.
—Isso é o de menos.
Edward olhou uns instantes para ela, ainda lembrando Cygne, quando ela dizia no início que queria distância dele, que queria que Edward ficasse longe. Devia ser por respeitar esse homem que a mantinha. Lembrou-se que ela nunca quis lhe beijar. No entanto, ele insistiu até quebrar sua resistência. E hoje, estavam separados simplesmente porque ele tinha medo de responsabilidades.
Ele ficou um tempo distraído, rapidamente o intervalo tocou.
—Vou comprar um lanche. Quer ir comigo?— Não era uma boa deixá-la sozinha quando ainda inflamava hostilidades.
—Não. Acho melhor ficar.
—Então vamos continuar indo para a cobertura no intervalo. Fazemos do mesmo jeito que antes. Eu coloco você no elevador, você sobe, e eu compro meu lanche. — Avisou e sorriu matreiramente.
Ela demorou um tempo batendo os dedos na mesa.
—O que exatamente vamos fazer lá? Nem temos mais tanto assunto assim! Risos.
—Você que pensa. Não sabe o quanto virei falador. — Edward levantou e pegou na mão dela para irem juntos para a cobertura. O corredor encontrava-se repleto de alunos caminhando para o refeitório. Sempre davam uma segunda olhada quando os viam.
—Erga a cabeça. Você sempre os enfrentou de rosto erguido! Não é porque está comigo que vai baixar a guarda. — Disse incisivamente. Ela levantou os ombros e terminou o caminho seguramente, o deixando muito orgulhoso, até que ele lhe deixou no hall do elevador, observando-a entrar. Ele seguiu para a lanchonete e parou quando avistou Alice e Hale sentados em uma escada, conversando.
—Oi. — Cumprimentou-os.
—Oi, Edward.
—Resolveram aparecer em público aqui também?— Edward questionou. Os dois se olharam de um jeito... Cúmplice. Por que estava ficando tão incomodado quando via cenas românticas ultimamente?
—A gente está junto de verdade. Antes estávamos só curtindo, por isso não aparecíamos em público. — Alice explicou, enquanto olhava para Hale com carinho, passando os dedos em seu cabelo.
—Er, tem visto a Cygne?— Edward perguntou diretamente ao Hale. Ele arqueou um pouco a sobrancelha, confuso. —Bella, você sabe. — Elucidou e mexeu nervosamente a mão no ar, sem graça em perguntar pela menina.
—Sim.
—Ah... Manda um oi. — Disse alternando o peso entre um pé e outro, desajeitado. —Pede para ela aparecer. — Suspirou e, Hale, assim como Alice, o olhou atentamente. Edward ainda estava confuso com esse novo sentimento. Lutava em alguns momentos para não pensar nela, sendo até bem sucedido quando estava bem ocupado ou em companhia da Isy, mas bastava ficar só, seus pensamentos voavam em direção a ela de novo.
—Eu falo. — Foi o que Hale respondeu.
—Até mais tarde no treino. Tchau, ratinha.
—Tchau.
Edward passou na lanchonete, comprou um sanduíche natural, um suco e subiu para a cobertura. Isy estava no local de sempre, encostada a grade. Edward encostou-se ao seu lado, comeu o seu lanche e esperaram o tempo passar. Não precisavam de palavras. Bastava estar perto. Até o silêncio era confortável.
Sexta feira, a rotina do dia anterior se repetiu. No segundo período da aula, que terminaria por volta de três e meia da tarde, ele já estava ansioso. Para sua angústia, se iniciava mais um fim de semana.
O que antes era alívio, por saber que teria dois dias de diversões, agora era estressante. Na semana era tolerável ficar longe de Cygne, no fim de semana, ele sabia que seria impossível sua falta. Ele dizia para si que iria conseguir encontrar outra pessoa, mas quando se imaginava saindo com alguém, beijando alguém, só conseguia se ver com ela. Sentia muita saudade.
Após a conversa do dia anterior com a Isy, em todo o tempo ele se pegava pensando como seria se adicionasse à sua vida algumas responsabilidades. Ele se imaginou escolhendo suas próprias roupas, lavando o seu carro, preparando o seu lanche, aplicando o seu dinheiro, tendo uma casa só sua... Parecia uma realidade tão remota.
A aula terminou e esperou Emmett chegar para buscá-la, como fazia sempre, enquanto isso, enrolou, arrumando seus materiais.
—Você não falou mais sobre a sua garota misteriosa... — Isy jogou um bilhete em sua mesa.
—Não tem o que falar. — Suspirou, sentindo-se um covarde.
—Você espera que ela apareça?
—Torço, mas não estou confiante.
Olhou para porta, e Emmett e Rose já a esperavam lá.
—Vamos?— Levantaram, ele pegou o material dos dois e caminharam rumo à porta. Emmett e Rose caminharam na frente, de mãos dadas pelo corredor. Edward caminhou mais atrás, ao lado de Isy. Repentinamente, avistou em um corredor diagonal James caminhando em sua direção. Teve que pensar rápido para evitar a colisão. —Bom fim de semana, Isy. Vou encontrar o meu irmão. — Avisou rápido e virou, indo em direção ao James.
—E ae. — Cumprimentou-o, interrompendo o seu trajeto.
—Oi. Você viu as meninas?— Foi a primeira coisa que James perguntou.
—Elas devem estar saindo. Vamos passar ali comigo. — Desviou o caminho da saída e seguiu rumo à lanchonete, tentando dar um tempo até que Rosalie se despedisse de Emmett.
Comprou um suco e andaram lento até o portão. Quando saiu, o carro de Emmett ainda estava estacionado ao lado do seu carro, com a porta do passageiro aberta. Mas Emmett e Rosalie não estavam lá. Isy se encontrava no Land Rover sozinha. Edward queria perguntá-la cadê os dois, mas ao olhar para ela, ela nem mesmo fez menção de virar o rosto em sua direção, por ele estar com James.
Frustrado por sua atitude, Edward desativou seu alarme, abriu a porta e entrou. Ligou o som, encostou a cabeça no banco e notou de esguelha James olhando atentamente em direção ao Land Rover. Deixaram as portas abertas enquanto esperavam as meninas, que, inexplicavelmente, estavam demorando. Edward ainda olhou um tempo de viés para Isy, mas ela não o olhou de volta. Portanto, como em todos os horários vagos fazia, ele olhou novamente para o visor do telefone e procurou o único número que em anos tinha decorado.
Era sexta, ele estava carente, queria vê-la... Estava cansado de lutar contra este telefonema. Ele diria a ela que continuariam como estavam até que ele se sentisse seguro dos seus sentimentos e soubesse que decisão tomar. Sem pensar muito, fechou os olhos, encostou a cabeça no banco, levou o fone até o ouvido e esperou chamar, suspirando.
Chamou uma vez e, no mesmo instante, ouviu um som distante de telefone tocando. Duas vezes, o som ficava cada vez mais estridente.
—Atende a porra do celular, Cygne. — Resmungou, ouvindo o terceiro toque, incerto se ela iria atender ou não. Inesperadamente a porta do Land Rover fechou, chamando sua atenção para os vidros espelhados.
—Oi. — Ouviu uma voz baixa e distante.
—Oi, Bella. — Sussurrou, sentindo um frenesi de ansiedade, misturado com pulsação, euforia e saudade.
—Como descobriu meu número?— Ofegou em tom surpreso, não reprovador.
—Não sou um completo tapado. — Sorriu brincalhão, ela não. Um silêncio longo se fez, e ele soltou o ar. —Quero você. — Demandou autoritário. Ela respirou longamente.
—Por quanto tempo?
—Pelo fim de semana inteiro. —Explicou encorajado por sua recepção. — Vá para a boate hoje à noite com as malas prontas para o fim de semana... Temos um teste a fazer. — Determinou incisivo, sem dar a ela opção de negar.
Ela sorriu. —Não posso, leãozinho. Depois que aquele seu vídeo no museu foi para net vai ser difícil conseguirmos passar despercebidos na casa de festas. — Disse carinhosamente.
—Não vai complicar para você. Prometo. Só quero dançar um pouco como um casal normal, depois dormir com você. Amanhã quero que vá assistir a meu jogo, me esperar na área da família, dormir comigo, e domingo vamos fazer um piquenique e andar de bicicleta no parque. — Enumerou entusiasmado.
—Rá, e não vai complicar para mim?—Ironizou.
—Não. Serei o mais discreto possível. Além disso, você sabe como ser discreta em público. — Completou bajulador, como um gatinho rodeando as pernas da dona por atenção.
—Até que eu queria. Este fim de semana que você pintou foi perfeito... Seria bom, mas...
—Então esquece tudo e vem pro leãozinho, gatinha. — Interrompeu, insistente e manhoso.
Ela suspirou: É difícil resistir a você. — Murmurou rendida.
Ele sorriu deliciado. —Nossa, até que foi fácil! Eu pensei que você iria encher o saco por eu ter seu telefone e que eu teria que lamber seus pés pra que você viesse. — Brincou, satisfeito.
Ela sorriu. —Digamos que você tenha sido um bom menino e meu coração malvado tenha sido tocado. — Concedeu. Os dois sorriram juntos. Ele se perguntou por que diabos não tinha ligado antes. Se soubesse que ela seria tão receptiva, teria poupado horas de indecisão. —Olha só, temos que driblar os fofoqueiros então. Dance com duas garotas, somente duas, após isso eu chegarei à pista.
—Vou esperar. — Edward concordou e suspirou, presumindo que ela já iria desligar. —Bella...
—Hum...
—Senti sua falta... E você? Sentiu a minha?— Perguntou inseguro.
—Não deu tempo. — Ela sorriu.
—E da minha língua, sentiu?— Sussurrou maliciosamente, sorrindo da própria perversão.
—Também não. Você fala demais.
—Mentira. — Disse carinhoso. —Você sabe que não é nesse sentido que falei.
Ela gargalhou divertida. Ele adorava o som do seu sorriso. —Tudo bem. Eu sinto sua falta.
—Eu sentia sua falta mesmo quando não te conhecia. — Argh, desde quando sou meloso assim? Questionou-se.
—Sério? De que, exatamente?
—Do seu cheiro, do seu ar de tigresa, do seu gosto, do seu gemido... É como se te esperasse há anos. — Respirou fundo, com os olhos fechados.
—É verdade o que você diz?— Perguntou desconfiada.
—Sim.
—Você não desiste mesmo, né, de me ludibriar... — Comentou reflexiva e demorou um tempinho calada, antes de finalmente falar. —Espere-me para o fim de semana inteiro, leãozinho. — Outorgou contente.
—Bingo, foi fácil de novo!— Sorriu. —Nada como algumas palavras doces para domar uma gata arisca. — Arreliou brincalhão. —Hoje à noite vou deixar o alarme do meu carro desativado no estacionamento da casa de festas para você colocar suas roupas dentro.
—Para onde vamos?
—Podemos ir para um hotel, porque na minha casa teríamos que dar muitas explicações... Ou poderíamos ir para casa do Rilley. Os pais dele devem estar na fazenda.
—Eu preferia ir para casa do Rilley. Lá, eu poderia entrar e sair sem ser percebida. Além disso, você em um hotel com certeza seria uma informação que vazaria.
—Tudo bem. Vai ser fácil para você sair?
—Sim. Este fim de semana vai ser fácil.
—Combinado, gatinha. — Ele não queria desligar. Demorou semanas para conseguir dar o telefonema, agora não queria perder a chance. —Er, como foi a sua semana?
—Hmmm, cansativa.
—Posso fazer uma massagem em você à noite, se você quiser. — Propôs insinuantemente. Ela sorriu espontânea.
—Seria bom... Com as duas mãos e a boca. — Sugeriu, e ele ficou confuso com a conotação, sentindo que na hora leãozinho levantou a cabeça atento, na expectativa de ter sido o que ele entendeu. Edward ouviu um som de porta se fechando e na sua visão periférica notou o Land Rover sair.
—Então pode se preparar para o que eu vou fazer com você. Hmmm, pensando melhor, seria bom que nos hospedássemos em um hotel. Hoje não vai ter festa na casa do Rilley e com certeza seus gritos não vão passar despercebidos com minha massagem. — Insinuou, sentindo leãozinho rugir com a lembrança, endurecendo em suas calças.
Ela ficou calada repentinamente. Parou de sorrir.
—Vamos, Edward. Tenho unha às cinco horas. — Rosalie entrou no carro, eufórica, atrapalhando a sua conversa. Só então Edward olhou para o lado e lembrou-se de James, que o olhava como se tivesse um olho na testa.
Pigarreou, desconcertado. —Então, Cygne, até mais tarde. — Encerrou formalmente.
—Tudo bem.
—Er, um beijo?— Soou mais como uma pergunta. Ele não sabia como agir com ela. Tudo era tão estranho. Tão diferente. E ter uma platéia o deixava completamente desconfortável.
—Vários... Depois. — Ela parecia estar perto de alguém a constrangendo, assim como ele.
—Tchau. — Desligou rápido e olhou para o lado, encontrando os olhos de James.
—Cadê Alice?— Edward perguntou e deu partida.
—Pegou carona com o namorado dela. — Rosalie respondeu.
—Hmm, Alice namorando, Edward namorando, falta só nós dois nos acertarmos. — James comentou sugestivamente para Rosalie.
—Edward, você vai ver sua namorada hoje?— Rosalie desviou o assunto como se James não tivesse dito nada.
—Eu já disse, el...
—Ela não é sua namorada, eu já sei. — Rose interrompeu, revirando os olhos. —Mas você só tem saído com ela nos últimos meses. Portanto, posso chamá-los de namorados. Você só precisa parar de ser covarde e assumi-la. — Ela deu um tapa na cabeça dele.
—Eu não sou covarde. — Resmungou chateado com o modo direto como ela falava.
—Sim. Você é. Ainda não é homem o bastante para enfrentar o compromisso que um relacionamento lhe custaria.
Ele encarou Rose pelo retrovisor. Ela mascava um chiclete, despreocupada, como se não tivesse dito nada para ofendê-lo. Ele odiava quando alguém insinuava que ele não era capaz de ter alguma responsabilidade.
—Eu nunca vi meu irmãozinho tão meloso assim. — James ironizou. —Quem é a garota?
—A mesma que você estava perseguindo na casa de festas meses atrás, James. — Rose respondeu mordazmente.
—Quem?— James perguntou desentendido.
—Cygne. A menina que você tentou agarrar algumas vezes. — Edward corrigiu, meio distraído com dois carros pretos os seguindo. —Falando nisso, o que você conversou com ela um dia na casa de festas depois que te vi com ela?
James olhou para fora do vidro. —Er, só perguntei de onde nos conhecíamos. — Ele disse nervoso.
—E de onde vocês se conheciam?— Quis saber.
—Não lembro. Mas esse nome não é estranho.
Edward virou a esquina da sua casa e, suspeitosamente, os carros continuaram os seguindo, de uma distância nada sutil. Acelerou um pouco, prestando atenção no retrovisor. Tentou distinguir se era paparazzo, parou em frente a sua casa, e o carro preto passou direto, acelerando fortemente logo que o portão da sua residência se abriu.
O treino naquela tarde estava cansativo e pesado. Uma vez que era sexta-feira, iriam se aquecer ao máximo e ao fim teriam que mergulhar na piscina de gelo. Já estavam no milésimo abdominal quando o técnico interrompeu o treino e pediu uma reunião.
Edward levantou do chão, um pouco ofegante, e sentou entre Rilley e Hale.
—E ae. — Cumprimentou o Hale e se virou para Rilley. —Os seus velhos estão em casa hoje?
—Não. Viajaram de novo para Escócia. — Disse com descaso. Rilley já tinha acostumado com a ausência dos pais, uma vez que eles viviam viajando em suas fazendas produtoras de vinho e uísque na Escócia e Irlanda.
—Então você vai ter companhia para o fim de semana. Vou levar minha garota para lá.
—Ah, ela é sua garota agora?— Rilley ironizou, batendo nos ombros de Edward.
—Sim. — Respondeu orgulhoso e viu de esguelha Hale indiferente à conversa. No entanto, Hale era a pessoa ideal para que Edward escalasse os muros da distância que o separava de Cygne, por isso Edward forçou. —Como ela faz Hale, para conseguir sair de casa? —Questionou direto. Hale olhou em sua direção confuso. Edward elaborou. —Eu já sei, cara, que é você que traz minha garota. — Esclareceu.
Ele o olhou desconfiado, na defensiva. —Ela te disse isso?
—Mais ou menos.
Hale mexeu os dedos um no outro, distraidamente.
—Se ela te disse isso, ela que diga tudo. — Ele levantou sério e foi sentar-se em outro lugar, evitando o assunto.
Rilley voltou a dizer.
—Você vai levar aquela garota lá para casa?
—Sim. Falando nisso, o que você conversava com ela sábado, no segundo andar?
Rilley sorriu. —Hmmm, você por acaso sabe que ela tem namorado?— Perguntou com um ar conspirador, uma sobrancelha arqueada.
—Sim. Eu sei. — Deu de ombros.
—E você sabe quem ele é?
—Não. Nunca interessei em saber.
—Pois ela é namorada do pai do Hale. — Revelou sem preâmbulos. Surpreso, Edward olhou de novo para Hale, encontrando agora o motivo de sua hostilidade.
—Como você sabe disso?— Edward ofegou desacreditado, limpando com o braço o suor que descia da testa.
—Hale falou semana passada quando eu a vi saindo da enfermaria com ele, no dia do jogo. Saiu sem que ele percebesse. Então na festa lá em casa eu avisei a ela que iria contar para você. Ela pediu que eu não fizesse isso e avisou que aquela era a última noite de vocês dois juntos, por isso não a delatei. — Ele esclareceu tranquilo.
—Hmmm. — Assentiu, lembrando do porquê de ela achar que aquela era a última noite.
—As bonecas vão continuar tricotando?— O treinador Marcus interrompeu. Edward sentou direito e atentou seu olhar para a presença inesperada dos dirigentes do clube parados a frente da equipe.
—Bom, essa reunião é para decidirmos quem será o capitão do time. Já jogamos quarta sem capitão, mas não dá para enfrentar mais um jogo amanhã sem um líder. Vocês querem sugerir alguém?
—Lyon. — Rilley se atravessou antes que alguém falasse. Edward encarou-o reprovador. Já tinham conversado sobre isso.
Rilley aproximou-se do seu ouvido, com a mão segurando seu ombro e disse:
—Vai adiar responsabilidades? Vai continuar sendo um expectador? Deixando a vida te levar?
—Por que não assume você?— Edward retrucou chateado com o que ele tinha acabado de insinuar.
—Porque você precisa disso. — Apontou o indicador para o tronco de Edward.
Edward suspirou e abaixou a cabeça, percebendo os olhos de Hale em sua direção.
—E aí, Lyon, quer ser candidatar?— O diretor do clube perguntou.
Edward enrijeceu, lembrando das palavras de Rosalie, da Isy. Ele iria sempre fugir de responsabilidades? Assim como se esquivava da responsabilidade com Cygne, querendo somente aproveitar mais um fim de semana?
—Tudo bem para mim. — Assentiu impulsivo.
—Alguém mais se candidata?— O treinador Marcus deixou em aberto.
—O Lyon mesmo. — Mais pessoas apoiaram. A votação foi feita. Edward não levantou a cabeça para registrar quem concordou ou não com a indicação. O treinador o declarou capitão do time.
Saiu do treino com uma sensação nova. Não era um peso, como imaginava que seria. Ele sabia que teria que se envolver mais, que deixaria de ser um mero expectador, ou uma estrela; ele teria que trabalhar mais ainda pela equipe.
Onze horas chegou à casa de festas com James e, como se sentia bem por vários motivos, estava disposto a se divertir. Não podia beber, claro. Sábado teria jogo. O jeito era dançar.
Foi direto para a pista de dança, como combinado mais cedo com Cygne, e abraçou Rosalie ao encontrá-la com suas amigas. —Mulheres, cheguei, podem gritar, podem gritar!— Cantou em seu ouvido, sorrindo. Ela o abraçou contente, dançando com ele os passos que ele tinha aprendido com o jogador brasileiro do time. A música terminou, sorriram e continuaram dançando as próximas músicas, que eram da Shakira. O ritmo era quente, e sua prima dava show na pista. Depois de um tempo movendo divertidos, ele aproximou do ouvido dela e alertou: Se o Emmett vir, não vacila. O James está aqui hoje.
Ela continuou dançando e respondeu calma.
—O James tem que cair na real. Eu não vou me esconder.
Ele suspirou, preocupado. Se James fizesse show na casa de festas iria complicar todo o seu esquema para o fim de semana. —Rose, não estrague tudo. James está se recuperando das drogas. Dá mais um tempo para ele. — Edward pediu e a girou pela cintura.
—Tudo bem. — Concordou. —Por enquanto.
Dançaram mais algumas músicas, e até onze e quarenta Cygne não tinha chegado. Rosalie foi ao banheiro, e ele trocou de parceira. A escolha foi aleatória, mas, sem que pudesse evitar, a situação com outra garota o deixou desconfortável, principalmente quando ela tentava se esfregar nele, o provocando. Dançou duas músicas, se esquivando, pegou o celular no bolso e pediu licença, indo seguidamente para um canto escuro.
Discou o número dela, chamou duas vezes e atendeu, com muito barulho ao fundo.
—Oi.
—Bella, cadê você?— Cobrou direto e impaciente.
—No local combinado.
—E por que não apareceu na pista?
—Porque combinamos de você dançar com duas pessoas.
—Mas eu já dancei com duas pessoas.
—Sua prima não conta. — Sorriu. —Vamos, leãozinho, volte para a pista e faça o combinado. Eu estou te observando. — Disse com a voz meio arrastada.
—Bella, você está bebendo?
—Só um pouquinho. Vá para pista e me espere... — Ela desligou.
Ele olhou para os lados, procurando-a nos cantos perto do bar, mas ela não estava. Olhou para o segundo andar, visualizando algumas pessoas dançando próximo ao bar do mezanino, mas ela também não estava. Suspirou, pensando em adiantar logo isso e voltou para a pista, escolhendo lá, uma modelo qualquer para dançar.
—Lyon, depois você posa para uma foto comigo?— A morena alta propôs, quando já estavam na segunda música e leãozinho, já enfiava o dedo na garganta enjoado com o tanto que ela se oferecia.
—Não posso. Acho que minha namorada não vai gostar. — Negou. Realmente não estava mais a fim disso. Ela que procurasse outro trouxa para subir às suas custas.
—Está namorando?— Perguntou cética.
—Sim. — Mentiu feliz.
—E por que ela não está aqui?— Ela se pendurou em seu pescoço e deu um olhar intimidador, enquanto passava a mão de modo insinuante sobre o seu peito.
—Ela está. — Edward olhou por cima do ombro dela e viu Cygne a metros deles dançando despreocupada. —Foi bom dançar com você. — Deixou a mulher na pista e caminhou em direção à sua garota, que vestia um vestido de alças preto colado, cabelo preso com fios soltos e bota. Ele encostou-se atrás dela, beijou o seu pescoço e pôs a mão em sua cintura, acompanhando o seu ritmo.
—Ia deixar a menina me embrulhar e levar para casa?—Provocou-a.
—Se você quisesse ir. — Fez um bico e deu uma rebolada em sua frente. Leãozinho exigente enrijeceu na hora. Eis sua garota, companheiro. Hoje você vai se esbaldar. Animou-se.
—Você está gata. — Mordeu o lóbulo de sua orelha.
—Estou?— Perguntou presumida e virou um pouco o rosto de lado, para que a boca masculina chegasse perto da sua.
—Sim. Minha gata. — Levantou a mão, segurou o rosto dela e a beijou várias vezes no rosto, achando incrível como leãozinho achava que tinha vida própria, pois ele agora se remexia no ritmo da música, doido para se esfregar naquele bumbum empinado.
A música continuou, e Edward a virou de frente, notando naquele instante que ela estava sem sutiã. —Está com frio?— Sorriu e segurou na altura da costela, paralelamente esfregando o polegar no bico enrijecido disfarçadamente.
—Na verdade aqui dentro está calor. — Abanou-se teatralmente com a mão. Ele continuou deslizando o polegar, vendo-a sorrir tímida.
—Está rindo de mim ou para mim?— Brincou e passou a mão no seu bumbum, deslizando sobre o pano macio.
—De você. Você é muito direto. — Continuou sorrindo, com os braços pendurados em seu pescoço enquanto se movia.
Edward abraçou-a e beijou seu pescoço, não aguentando de desejo. —Não sabe o quanto desejei fazer isso a semana toda. — Pôs a mão entre os dois e apertou seu seio.
Ela sorriu, jogando a cabeça para trás. —Não sabe como eu quis a semana toda que você fizesse isso. — Provocou sombriamente, e ele grunhiu. Se a intenção dela era o enlouquecer, estava conseguindo. Ele não entendia essa mulher! Ela saiu fugida a semana passada, e hoje, simplesmente aceitou seu convite sem hesitar, ainda chegou toda provocante!
—Está bem feliz hoje. Acho que bebeu muito. — Brincou e a apertou, mordiscando seu pescoço. —Você sabe que o dono é o primeiro que pegar, né?— Apalpei sugestivamente sua bunda, arrancando mais uma gargalhada dela.
—Estamos bem pervertidos hoje. — Ela arqueou a sobrancelha zombeteira.
—Eu sou assim sempre, você já me conhece. Mas sonho que você fique pervertida ao menos uma noite.
—E faça o que? Sexo oral em público igual aquelas meninas que presenciei quando te conheci?— Comentou com uma pontada maligna no sorriso. Ele empurrou-a, rodou-a, derrubou-a em seu braço e depois a abraçou por trás, movendo-a propositalmente em sua ereção.
—Você não presenciou nada. Desde que eu te vi a primeira vez, foi como se sofresse uma maldição. A única coisa que se enrolou em volta do meu pau desde então foi sua mão e a minha. — Sorriu no ouvido dela. —Embora minhas fantasias com sua boca sejam insistentes e vívidas. — Ele levantou a mão e acariciou sua boca com o indicador, deslizando o dedo em seus lábios carnudos. —Abra. — Forçou seu dedo a entrar em sua boca e gemeu baixinho quando ela aceitou e deu uma mordidinha na ponta. —Hmmm, delícia. — Gemeu deliciado, apertando-a mais a ele com a mão em sua cintura, provocando uma friccionada. —Estou adorando você mais solta. —Aplaudiu-a lisonjeiro. — Você sabe em que eu estou pensando com meu dedo em sua boca, né?— Insinuou, e ela deu uma sugada forte, sorrindo. Ele respirou fundo, tentando se concentrar, controlando-se para não pegá-la pelos cabelos, fazê-la se ajoelhar e se enfiar goela abaixo em sua garganta.
Era um cara apaixonado, merda. Não devia agir como um hormonal.
—Qual a cor da sua calcinha?— Prendeu o lóbulo de sua orelha entre os dentes e passou a mão em sua lateral do quadril. Ai, caramba, estava ao ponto de perder o controle, pronto para jogá-la em qualquer parede e traçá-la, tamanha era a sua excitação.
—Normal. Branca, de renda. — Sussurrou, de olhos fechados, ainda com seu dedo na boca.
Ele sentiu leãozinho dar cambalhotas ao tê-la se esfregando nele. A sensação de euforia pulsou na garganta.
—Vem aqui. — Arrastou-a pela mão para um canto escuro da casa de festas e empurrou-a contra uma parede. Ela lhe olhou ofegante, ao mesmo tempo em expectativa. Ele encostou seus lábios aos dela sem gentileza, prendendo-a na parede, no mesmo instante que suas mãos entraram por baixo de seu vestido e se alojaram na nádega deliciosa, apertando-a nele. Ela ofegou, tremendo ao seu toque, mas enrijeceu instantaneamente quando ele começou a descer as laterais da sua calcinha.
—Calminha, gatinha, só vamos nos divertir um pouco. — Tranquilizou-a em seus lábios, desfazendo aos poucos da peça íntima. Quando a calcinha estava na altura de seu joelho, Edward quebrou o beijo, se inclinou um pouco e passou delicadamente a peça por sua perna, colocando-a seguidamente no bolso. Ele sorriu e voltou para os lábios doces, pousando uma mão em sua coxa por dentro do vestido e outra em seu seio, apertando o bico por cima do vestido. Sua língua dançava vorazmente em sua boca, e a adrenalina agitava, mandando correntes e pulsações por todo o seu corpo.
Edward aproximou a mão da delicada região íntima e sentiu-se latejar no momento em que encontrou a umidade entre suas pernas. —Puta que pariu, ela já me reconhece. — Rosnou vaidoso, deslizando o dedo no vértice, nos lábios e alojou-os na região clitoral, onde esfregou suavemente.
Ela ofegou e acariciou seu cabelo.
—Pensei em você a semana toda, leãozinho. — Ela aproximou a boca do seu ouvido e mordeu o lóbulo da sua orelha. —Rolei na cama pensando em você. — Sussurrou, e ele começou a mover seus dedos mais calculados, ouvindo muito excitado seus gemidos de incentivo enquanto mordiscava o ombro e pescoço dela. Ela continuou incentivando-o. —Eu pensei em tentar fazer isso sozinha, mas me senti errada, quando na verdade meu corpo queria você. — Revelou. Ele ofegou descontrolado, quase tendo um precoce clímax só de ouvir o erotismo das palavras. Ele voltou para os seus lábios, deslizando a língua em sua boca, no mesmo instante que penetrou o indicador suavemente nela.
—Tão apertada... Hmmm, queria entrar aqui... — Murmurou desconexamente, a excitação roubando seus pensamentos.
—Entre... Eu quero você aqui. — Ela sussurrou absorta, movendo lentamente o quadril ao movimento dos seus dedos. —Eu sempre quis você, leãozinho... Eu sempre quis pertencer a você... — Miou baixinho. Ele concentrou um pouco mais no movimento dos dedos e mordeu o esbelto ombro. Ela sacudiu num rápido orgasmo, engasgou e gemeu compulsivamente, com o rosto escondido no pescoço dele. A excitação o deixou tonto, o som alto, o movimento próximo, tudo o deixou com mais fome e excitação.
Sentiu sua mão umedecer e perdeu literalmente a noção de espaço e lugar. Ergueu a perna dela, desceu o zíper e estremeceu quando encostou a úmida glande em sua entrada, sentindo a sensação de calor, a comichão do desejo. Gemeu, mordendo o seu ombro e tentou se encaixar, procurando uma posição eficaz. Ela deu um gemido baixo, um protesto.
A consciência o alcançou, e ele lembrou que ela era virgem. Droga. Todavia, não queria perder tempo... Não quando não queria pensar no que fazia. —Você quer aqui, Bella?— Sussurrou em seu ouvido e forçou minimamente a entrada, fazendo-a ficar na ponta dos pés.
—Não me importo. — Murmurou e estremeceu desconfortável. Ele estudou seu rosto, viu que após a euforia inicial, ela ficou distante, cessou relutantemente seu movimento e afastou-se um pouco, frustrado, puto. Não com ela. Consigo.
Prometeu para si que iria conquistá-la, que iria entrar devagar em seu mundo e na primeira oportunidade que teve, iria comê-la, alegremente, na parede de uma casa de festas!
—Não se importa com o que, Bella?— Questionou consternado e pousou o nariz em seu pescoço. —Não se importa em ter sua primeira transa com várias pessoas passando a metros de nós numa festa? Ou não se importa se eu não tiver limpo? Afinal, eu não estava usando camisinha. — Suspirou chateado em não conhecê-la, em não saber o que se passava em sua cabeça.
—Nada importa. — Murmurou e acariciou o seu cabelo, carinhosamente.
—Isso quer dizer que você confia em mim?
—Isso quer dizer que decidi viver o presente... Com você.
Edward dominou a respiração, sentindo o latejamento da frustração sexual o atormentar. Afastou-se dela, fechou o seu zíper e segurou o queixo dela.
—Vamos para casa, gatinha. — Avisou decidido. Beijou uma última vez sua testa e pegou sua mão. Ela vestiu o casaco de pele guardado na recepção e seguiram para o estacionamento. Ele abriu a porta do carro para ela, deu a volta e sentou em seu banco.
—O Rilley realmente gosta de você. — Bella comentou, olhando distraída para fora da janela. Edward ligou o aquecedor e acelerou.
—Sim. Ele gosta. E se preocupa muito comigo. — Comentou ao lembrar o alerta do amigo sobre ela namorar o pai de Hale. Guardou as perguntas sobre o assunto para depois. —Fale alguma coisa sobre você, gatinha. — Pegou a mão dela e colocou-a sobre a perna dele. —O que você gosta de comer?
—Batatas fritas. — Revelou e acariciou a coxa forte com os dedos. —Cookies também.
—Qual foi a pior e a melhor noite de sua vida?
—Sábado passado. — Ela apertou mais a coxa, explorando o músculo desenvolvido. Leãozinho piscou matreiro, chamando-a com o dedinho a subir. Faz um carinho em mim.
—A melhor e a pior?— Edward questionou e virou a esquina da rua do Rilley. Ela assentiu balançando a cabeça. —Por quê?
—A melhor porque descobriu o prazer. A pior porque soube que você me quer de uma maneira não adequada.
—Por que não é adequada? Você só queria me usar?— Ele fingiu estar ofendido e abriu o portão no controle.
— Porque antes eu sabia o que devia te dar: companhia e prazer. Agora não sei mais.
—Ah, sabe sim. — Insinuou, desceu do carro, fechou o portão no controle, foi até ela e a encostou no carro, invadindo no mesmo instante sua boca com um beijo. —Em primeiro lugar, você vai me dar àquilo que ia dar lá no clube. Depois, vai me dar você por completa. Corpo, coração e mente. — Ergueu seu vestido, com a mão por dentro do casaco, e apertou sua coxa. —Você já é minha, falta só eu me apossar. — Declarou em sua boca.
—Não sou. —Provocou.
—É. — Deu selinhos em seus lábios.
—Hoje eu posso ser. —Retrucou.
—Não, Bella. Você vai ficar sério comigo. — Inclinou e deu mordidinhas em seu pescoço. —Eu vou assumir a responsabilidade sobre você. Vou montar um apartamento para você.
Ela se afastou incrédula, olhando-o reprovadora.
—Você não pode estar falando sério.
—Estou. —Garantiu solene.
Ela soltou-se do abraço, abriu a porta traseira do carro, pegou sua bolsa, fechou, em seguida encostou-se a porta da entrada da casa.
—Por que isso, Edward? Por que essa atitude? Explique-se, por favor. — Perguntou com o braço cruzado no peito.
Edward passou a mão no cabelo, ansioso, admirado com o fato dela não ter percebido tudo ainda. Será que não deixou claro o motivo de tudo?
Ele aproximou-se e pôs o lindo rosto em suas mãos. —Você não percebeu o que eu sinto por você?— Sussurrou. Ela arregalou os olhos, apreensiva. —Eu não passo um dia sem pensar em você, Bella. Por mim, eu teria você todas as noites. Eu te quero. Estou apaixonado.
Ela negou, balançando a cabeça.
—Você sabe o que é ser apaixonado?— Resmungou cética, negando-se a acreditar. —Os homens costumam confundir paixão com amor. Paixão é algo carnal. Desejo. Luxúria enfeitada com um nome bonito. O que acontece é que você continua fixado sexualmente em mim. Simples assim.
— Não importa o nome. O que importa é que eu quero você de um jeito especial. Eu disse várias vezes sábado passado: eu quero você. —Enfatizou. — Você achou o quê, quando eu te liguei hoje? Se te liguei depois do que você me disse sábado passado, é porque estou disposto a mais que isso.
—Tudo bem, paixonite é algo aceitável, mas se envolver desse jeito não, por favor... —Relutou carinhosa. — E-eu pensei que você tinha me ligado só para o fim de semana.
—Sim. Por enquanto. Mas em breve eu vou começar a procurar um apê para você. — Disse decidido, ignorando o fato dela ter reduzido seu sentimento a paixonite. Acariciou lentamente a bochecha dela, tentando deixá-la bem, já que ela parecia desolada.
—Edward, está tudo errado. Você não sabe nem quem eu sou.
—Eu sei o suficiente. Sei que você não tem família, sei que sua mãe morreu, sei que você é sustentada por um cara que não gosta. — Fez questão de enfatizar as palavras seguintes. —Eu sei que você tenta ser sincera, sei que não é uma golpista. Sei que você não se aproximou de mim com segundas intenções. Pelo contrário, dia após dia eu que forcei. — Ela suspirou e fechou os olhos, ainda relutante em acreditar. —Eu te quis desde o momento que te vi, Bella. Eu nunca pude evitar. Não acredito nessas porras de destino, mas foi como se estivéssemos marcados para nos encontrar. Como se eu te conhecesse há tempos. — Inclinou e deu selinhos em seus lábios. Com ela era fácil se abrir e ser romântico. —Além disso, sei que você tem o beijo mais gostoso que experimentei. — Disse sedutoramente e passou a língua devagar nos seus lábios, enquanto girava a chave na porta atrás dela. —O som do seu gemido é o melhor som do mundo. — Abriu a porta e a empurrou devagar, beijando suavemente sua boca, ao tempo que desfazia de seu casaco felpudo. Ela deu um relutante sorriso de rendição e levou os braços ao seu pescoço, persuadida. Ele empurrou-a de costas até que caíram sobre o sofá, ele por cima dela.
De lábios ocupados, ele subiu o vestido até o quadril e acariciou coxas e nádega, avaliando com as mãos a ausência da calcinha que ocupava seu bolso. Livrou-a do vestido e debruçou sobre seus seios.
—Decida agora, eu posso entrar na sua vida?— Mordiscou persuasivamente o bico. Ela se contorceu sob ele, e ele desceu os lábios para sua cintura, mordiscando lentamente a pele sensível sobre o ossinho pélvico de sua lateral. Desviou um pouco a boca, mordiscou a sua barriga e ergueu o olhar para fitá-la. Ela lhe olhava com o peito arfante, o olhar intenso. Edward arqueou uma sobrancelha incitando-a a responder.
—É suficiente para você saber só isso sobre mim?— Ela questionou, acariciou o seu cabelo e gemeu entregue quando ele subiu novamente para sua boca, inserindo sua língua. Edward sentiu um arrepio o percorrer quando as pequenas mãos percorreram suas costas, os dedos exploradores afundando em seus músculos. Ele queria dizer com o beijo que ela podia acreditar nele. Queria que ela notasse que ele confiava nela.
Ele afastou-se um pouco do beijo, ela ergueu sua camiseta e beijou seu peito, passeando a língua preguiçosamente no mamilo, mordiscando toda a região peitoral. Ele desceu a mão na nua coxa, gemeu e desviou a mão para o cálido sexo feminino; ela ronronou e se esticou, chupando então seu pescoço.
Ela estremeceu com a mão perita de quem a conhecia na sensível intimidade, segurou o cinto da calça dele e abriu com mãos trêmulas.
—É suficiente saber que serei seu dono. — Ele declarou solene, deslizou a mão em sua cintura e desceu beijando seu pescoço. Alcançou seus seios com sugadas famintas, alternando chupões e mordidelas. —Basta você dizer que quer tudo. — Salientou.
Ela abriu o zíper dele e desceu sua calça, passando antes os dedos ávidos sobre sua ereção. Edward grunhiu e mordiscou o bico, mudando um pouco o peso para a calça passar.
—Vem. — Ela murmurou, convidando-o a escrever uma página na vida dela. Ouvir isso trouxe a ele um estremecimento e voltou a beijá-la na boca, sentindo a respiração presa na garganta de emoção. Explorou o corpo curvilíneo com as mãos, curtindo a sensação erótica dos corpos quentes colados.
Ficou em pé ao lado do sofá, baixou sua boxer e libertou-se, espalhando os fluídos na ponta. Ela o inspecionou arfante, caindo seu olhar sobre a mão dele. Ele sorriu compreensivo, lendo o medo nos escuros olhos azuis. Jogou as almofadas no tapete, pegou sua mão e a puxou do sofá. Olhando nos olhos dela, ele sentou apoiado nas almofadas e a fez sentar-se em cima das suas coxas.
—Eu não sei o que fazer. — Ela confessou embaraçada.
Edward apertou sua cintura, moveu-a sobre seu volume e mordiscou seu ombro, apertando o seio médio na mão.
—Eu sei. É só sentir... Fique calma. — Ele sorriu encorajador e subiu com beijos gentis para sua orelha, sentindo-a relaxar aos poucos. —É só sentar e rebolar. — Brincou e desceu com os lábios para garganta, ombros. —Se solta e esquece. — Olhou seu rosto, segurou o meio de suas costas e passou a língua devagar em volta do seu mamilo, apertando o outro em seus dedos. —Você é tão linda.
Edward deitou as costas nas almofadas e puxou-a consigo, colando seus lábios em um beijo molhado. Familiarizado, desceu seu dedo para acariciar sua intimidade e deslizou lentamente de baixo para cima, espalhando a excitação em toda região. Ela ofegou e tremeu um pouco.
—Pronta para mim?— Questionou arfando e desceu a boca novamente para seus seios. Cauteloso, ergueu um pouco o quadril feminino, insinuou sua ereção na entrada e tentou se familiarizar com a sensação quente - leãozinho insistindo em se afundar. Ela respirou fundo, tensa, ato que o deixou nervoso. Aquilo também era novo para ele.
—Só relaxa. — Ele abriu os olhos, e as pálpebras dela estavam baixadas, ela concentrada. —Olha para mim, Bella. — Pediu emocionado, ela abriu os olhos e o olhou em expectativa. —Faz de um jeito que seja bom para você. — Instruiu, afastou leãzinho da toca e deixou-a conduzir, posicionando-a sentada novamente sobre suas coxas. —É com você... — Incitou-a e moveu-a vagarosamente e torturantemente para frente e para trás, gemendo baixinho com a fricção dos corpos nus. Ela respirou fundo, o olhou com expectativa, pôs a mão sobre o seu peito e deslizou insegura, esfregando-se nele. Edward suspirou e olhou para longe, evitando ser impaciente em se afundar rudemente dentro dela. Levantou a mão para o seu seio e carinhosamente apertou o mamilo. —Isso... —Encorajou-a. — Quero que você sinta prazer nisso. — Murmurou e enfiou seus dedos sob ela, acariciando devagar o seu clitóris, como plumas esfregando-a pacientemente. Ela mordeu os lábios, fechou os olhos e moveu-se mais erraticamente, executando um comando invisível, com breves sons escapando de sua boca. A cada segundo ficou mais úmida.
—Bella, não aguento mais. — Ofegou. Era torturante senti-la molhada e não estar dentro dela. Ele já latejava impaciente.
—Então entre. Demarque-me, leãozinho. — Ela apoiou o joelho no chão, ergueu um pouco o quadril e, olhando em seus olhos, colocou, determinada, a ereção em sua entrada. Ele gemeu, sentindo espasmos por suas pernas. Era muito excitante ouvi-la chamando-o de leãozinho.
—Desce devagar, de um jeito que seja bom para você. — Instruiu quase sem sons e pôs a mão em seu quadril, concentrado. Ele fechou os olhos, e ela foi relaxando lentamente, permitindo que ele entrasse centímetro por centímetro na acolhedora cavidade.
—Ai... — Ela lamuriou e retesou, antes que tivesse entrado metade.
Sentindo-se latejar e morrendo de medo dela desistir a essa altura, ele sentou, inseriu a língua em sua boca e abraçou sua cintura, forçando-a um pouco a descer mais, gemendo junto a ela quando sentiu a barreira. Respirou fundo, com o ar preso na garganta pela tensão e desejo, e acariciou devagar seus braços, costas, confortando-a. A sensação de estar em parte dentro dela era extasiante; aconchego, calor, adrenalina, aperto. Ele sentia cada milímetro dela abrindo-se para lhe empunhar.
Abriu os olhos, olhou seu rosto, e ela estava suada, com semblante de incômodo e protesto.
—Fica calma. — Acalmou-a e pôs seu rosto em suas mãos. —Vamos ficar parados assim até que você se acostume. — Voltou a beijar delicadamente seus lábios e voltou a dedilhar pacientemente lá embaixo, com determinação, se sentindo um herói em estar se aguentando parado mesmo com toda a pulsação na cabeça. Insistiu com a carícia, esperando perseverante o momento certo para se aprofundar mais.
Ela começou a gemer mais impaciente, sua perna tremeu sobre ele. Ele ofegou, deixou seus lábios e moveu com a boca para seu pescoço, orelha, e enfiou a língua em seu ouvindo, quase a ponto de enlouquecer de vontade de puxá-la com força para se enfiar nela. Mas ele não queria agir como um selvagem. Queria que ela também sentisse prazer.
Ela se contorceu mais, deliciada, moveu o quadril buscando, procurando. Suas pernas apertaram o quadril dele, a garganta contraiu com suaves grunhidos e seu corpo enrijeceu.
Agora...
—Vem pra mim. —Ele chamou soberbo.
Da boca feminina brotou sons altos, ela estremeceu com espasmos e suas paredes o apertaram no clímax, o que o fez ficar tonto. Ainda movimentando seus dedos, ele puxou o quadril dela para baixo, no mesmo tempo que se projetou para cima, ouvindo um grito abafado dele mesmo e dela.
Tudo parou, e ele abraçou-a, sentindo uma felicidade indescritível, como se tudo tivesse se encaixado no universo. Ela ainda tremia, embalando-o em sua carne apertada. Ele mordeu seu ombro para se conter, e o tato do interior feminino, toda a sua excitação liberada, junto a sua barreira rompida, fez o fôlego de Edward faltar. Leves tremores a sacudiam quando ele deslizou os dedos em sua espinha e moveu-a devagar.
Suspirando, ele deitou as costas no carpete e tocou profundo dentro dela. Ela arrepiava-se a cada movimento dele, e ele sabia que não duraria muito, uma vez que estava na seca e tê-la tão apertada era delirante.
—Delícia. — Incentivou-a e pôs as duas mãos em seus seios. Abriu os olhos e teve a visão que sempre sonhou: ela vermelha, ofegante, trêmula, pronta para lhe cavalgar. —Você é minha agora. — Ditou possessivo e a ergueu um pouco, gemendo quando teve a visão de ele se enfiando lentamente, úmido, dentro dela. —Agora você tem um leão dentro de você. Dome-o. — Ele brincou e rebolou embaixo dela, feliz em ter lhe demarcado. Ela abriu os olhos pesados, apoiou-se nos joelhos e moveu-se insegura, para cima e para baixo. —Isso... se mexe. — Ele encorajou e apoiou suas mãos relaxadamente atrás da sua nuca para assistir a cena. —Faz de um jeito que seja bom para você, vai. — Edward sugeriu, segurando para não acabar com a festa. Hesitante, ela continuou. —Ah, assim, vai. — Ofegou, ela subiu e desceu de novo, agora o olhando mais confiante. Ele sorriu cheio de luxúria e acariciou o seu rosto, como um demente apaixonado. Ela mordeu os lábios, aumentou a cadência dos movimentos, e ele rugi. —Ah, leoa, assim está bom para você, né? Você está gostando. — Gracejou arfante, a fez deitar sobre ele, abocanhou seu seio e segurou sua cintura, se enfiando e saindo dela. Ela era ótima. Perfeita. Simplesmente se abandonou e o deixou explorá-la. —Gostosa demais. — Apertou suas coxas fortemente, entrou e saiu, freneticamente. Empurrou o quadril, rebolou e chupou ferozmente seu mamilo.
Ah, como adorava seus seios! Queria fazer tanta coisa. Sua boca queria estar em vários lugares, tomando posse, se fartando. Ele moveu dos seus seios para seus braços, ombros, mordeu, desesperadamente, com um frenesi intenso. Porra, só agora seu descobria que o melhor sexo do mundo era o feito com sentimentos. Ele adorou cada cantinho de sua pele com a língua, ouviu cada gemido como se fosse a melhor canção do mundo, se enfiava dentro dela como se o mundo fosse acabar segundos depois e ela fosse último desejo alcançado.
—Você não vai nunca mais conseguir escapar de mim. —Ele declarou possessivo. — Você é minha agora. — Rosnou quase sem fôlego pelo prazer que subia, o formigamento espalhando desde seus pés. Ofegou, ainda entrando e saindo dela, jogou sua cabeça para trás, e ela invadiu sua boca, dominando, inserindo sua língua ao sentir que ele já sucumbia. Ele grunhiu mais alto, sentindo o estremecimento percorrer sua coluna, seu coração martelando no peito. Mordeu inconsciente seu queixo, entrou mais fundo e parou tremendo, sentindo-se jorrar em sua profundidade, gemendo, enlouquecido, no melhor orgasmo da sua vida.
Ele estava acabado. Definitivamente acabado. Essa mulher o tinha em suas mãos.
Ficaram deitados no tapete algum tempo, ela descansando sobre o seu peito enquanto ele passava vagarosamente as mãos em suas costas.
—Bella, você é perfeita. — Elogiou-a saciado. —Acho que te machuquei.
—Não doeu o tempo todo. Foi bom. — Animou-o lânguida.
—Acho que amanhã você vai estar roxa. —Ele lamentou.
—Isso é o que dá acasalar com um leão. — Ela brincou. —Mas não entendi porque você fez assim... — Adicionou tímida.
—Assim como?— Afastou-a um pouco confuso, imaginando que ela não tivesse gostado de algo. Ela desviou o olhar do dele e mordeu os lábios, apreensiva.
—Sem se precaver. — Sussurrou, insegura.
Aliviado, ele abraçou-a de novo e voltou a acariciar calmamente suas costas.
—Eu estou limpo, Bella. Faço exames para o clube de três em três meses. — Massageou-a para relaxá-la. —Além disso, foi a primeira vez que fiz sem preservativos. Você não precisa se preocupar.
—Minha preocupação não era essa... Por que não usou?— Murmurou constrangida.
—Porque não queria que fosse assim. Você não percebe que eu não quero barreira entre nós?
—Edward, estar limpo não é o único problema. — Ela deslizava os dedos devagar sobre o peito dele, tranquila. Só então ele entendeu ao que ela se referia.
—Tome uma pílula do dia seguinte domingo. Depois vá ao médico e comece a tomar um anticoncepcional. — Sugeriu, despreocupado.
Ela levantou um pouco o tronco e olhou-o atentamente.
—Você confia tanto assim em mim? Outra mulher daria o golpe da barriga.
—Óbvio. Eu sei que você não faria nada para me prejudicar. — Disse enfaticamente, com o máximo de convicção que podia. Ela suspirou com a resposta, deitou a cabeça novamente em seu peito e voltou a acariciar seu peito.
Continua...
Olá,
depois de tanto tempo, voltei.
A estória está terminada. Foi escrita em 1ª pessoa.
Quem quiser a primeira versão completa, entra no grupo contos da Bia Braz no facebook e peça a fic completa.
Eu enviarei com prazer.
Bjks
