3. Tentação vs Razão
- Bem... Por que... – Ela estava sem graça e envergonhada – Porque tive uma discussão com meu namorado e ele se recusou a me trazer pra casa.
Quando terminou de falar, ela pode ouvir um barulho forte, que ao olhar para ver o que era, viu que Heero havia dado um soco na parede, de raiva. Então ele disse:
- Esse cara é louco? Deixar uma mulher, sozinha, durante a noite numa praça mal iluminada... Ele desejava que te ocorresse algo ou o que? – Disse num tom ríspido.
Seu rosto estava sem emoção e seu olhar frio... Seu desejo era de matar esse homem, que alem de ser um idiota, era também, o namorado da mulher que ele desejava!
Relena, ao ver a cena e ouvir aquelas palavras, se sentiu protegida, e mais do que nunca desejou estar com aquele homem, que apesar do curto período de tempo que se conheciam, lhe passava mais segurança que seu namorado, que ela conhecia há um ano.
- Você se machucou? – Perguntou preocupada.
- Não! Diga-me Relena, você ama esse cara? – Perguntou ele, tentando esconder a irritação no tom de voz, mas sem sucesso.
- Amei... Hoje, já não sei o que dizer... Não sei mais o que sinto, foi por isso que brigamos! – Ela respondeu naturalmente. Não entendia o porquê de sempre sentir necessidade de responder as perguntas dele!
Ouvindo isso, Heero a puxou pelo braço e a encostou na parede. Ela olhava-o fixamente em seus olhos. Ele, que até esse momento observava seu olhar, tentando decifrá-lo, começa a olhar para boca dela e se aproxima mais.
Ficando a dois cm de distancia dos lábios dela, ele fala:
- Quer que eu continue? Se eu começar, possivelmente eu não vou parar!
- Eu... Não devo, mas... – Ela não conseguia falar, sua respiração estava acelerada e seus lábios pediam pelos dele!
Heero, vendo a hesitação dela, chegou bem perto de seu ouvido e disse:
- Te desejo! – Depois de dizer isso, ele deu uma leve mordida na orelha dela, o que lhe causou um estremecimento e a fez soltar um leve gemido! Isso agradou muito a Heero.
- Heero, eu... – Relena pensou em dizer alguma coisa, mas foi interrompida pelos lábios dele.
Ele a beijava com desejo, seu beijo era profundo, sua língua percorria cada canto da boca dela, nesse beijo ele deixava claro o quanto a queria!
Ele aproximou mais ainda seu corpo do dela, até ficarem grudados, ele a abraçava com força, como se tentasse impedir que ela fugisse. Suas mãos percorriam as costas dela.
Ela por sua vez, correspondia ao beijo com desejo, suas mãos o enlaçavam e brincavam com os cabelos dele.
Quando ele viu que ela não estava apresentando resistencia, começou a descer sua mão em direção ao bumbum dela e começou a acariciá-la ali e em suas coxas... Ela começou a ficar excitada. Ele procurou o nó do roupão para depois abri-lo e em um movimento rápido, se livrou dele.
Suas mãos agora procuravam os seios dela, e seus lábios abandonaram os dela, para começar a percorrer seu colo...
Relena, nesse momento raciona e diz:
- Não Heero, por favor, eu não posso, não ainda... – Dizia ela tentando recobrar o fôlego.
Ao ouvir isso, ele para e se afasta. Vira de costas para ela, tentando acalmar seus ânimos.
- Tudo bem... Eu vou embora! – disse ele, sem olhar pra ela.
- Não, Heero, por favor, espera... Não me entenda mal, não é que eu não queira, mas... Eu tenho que... Primeiro resolver minha situação com o Nicolas. – Ela falava com medo, seu coração estava apertado. Por uma desconhecida razão ela não queria perdê-lo.
Ela o abraçou por traz e pedia que ele a entendesse.
- Tudo bem, eu te entendo. Não concordo, ele não merece sua consideração. Mas te entendo e admiro isso. Apesar de que, preferia que você não tivesse me parado! – Após ele ter dito isso, se virou, olhou nos olhos dela e a beijou.
- Mas eu não vou desistir! – Dizendo isso, ele pegou a sacola que ela havia lhe entregado e saiu da mansão.
Sem olhar pra traz, entrou no carro e foi embora!
Relena havia corrido atrás dele, mas não teve coragem de chamá-lo, só ficou observando ele partir. Voltou pra dentro de casa, subiu correndo a escada entrou no quarto e se jogou na cama, chorando.
- Por quê? Eu nunca me senti assim por ninguém, nem mesmo pelo Nicolas! Eu quero tanto estar com ele!
Chorou tanto que pegou no sono!
-/-/-
Heero chega a casa e estaciona o carro. Olha pra sacola e começa a lembrar de tudo que aconteceu.
- O que esta acontecendo comigo? Porque essa garota mexe tanto com meus sentimentos? Eu não consigo raciocinar perto dela, por quê? Será... será que eu estou me apaixonando? Não, eu devo estar ficando louco!
Ele sai do carro, caminha com desanimo até a porta da mansão e entra.
Sobe a escada e vai para seu quarto, tira a roupa e deita-se só de cueca, depois olha para a sacola onde estavam as roupas que ela havia devolvido. Pega a roupa de dentro da sacola e começa cheirá-las, relembrado cada partícula da pele dela...
- Relena... – Foi a ultima coisa que ele disse antes de dormir.
-/-/-
Uma semana depois:
Após o ocorrido entre Relena e Heero, e a súbita partida dele, sem olhar pra trás, eles não haviam mais se encontrado nem conversado.
18h – O som da campainha acorda Heero, ele se levanta, veste seu roupão e desce para atender a porta:
- Quem? – Disse com voz sonolenta.
- Um velho amigo! – Respondeu o homem do outro lado do interfone, com tom irônico. Atitude que fez com que Heero, não só acordasse, mas também adquirisse seu olhar frio ao reconhecer a voz do homem.
Abriu a porta, e deu passagem para o homem entrar.
- O que você quer? Como ousa vir até minha casa? – Dizia Heero com frieza, não só nas palavras, mas também no olhar.
- Nossa Yui, é assim que você trata um velho e bom amigo como eu? – Dizia o homem com um sorriso irônico. – Não me oferece nada para beber?
- Você não é meu convidado! – Respondeu Heero. (curto e grosso)
- Hum... – E o homem começou a rir.
- Qual a graça? – Heero já estava ficando impaciente, a presença daquele homem o desagradava muito. – Fala logo o que você quer Mark!
- Vim saber como esta indo sua procura... Achou alguém? Já tem alguma pista? – Mark estava se divertindo com a situação.
- E o que te faz pensar, que eu te diria alguma coisa? – Heero estava frio, como um bicho selvagem, perante sua presa.
- Não me olhe assim Heero, se você tivesse feito como eu disse, como eu propus isso não estaria acontecendo! E o pior é que você sabe que não pode me matar!
- Refresque minha memória, porque não? – Heero perguntou ironicamente.
A ironia de Heero, não agradou nem um pouco Mark. Isso fez o sorriso do rosto dele desaparecer, o que causou em Heero, um imenso prazer.
Quando Mark ia falar, toca a campainha:
- Você não sai daqui! – Disse Heero com olhar ameaçador para Mark.
Foi até o interfone e perguntou quem era, ao ouvir a resposta, levou um susto. Não era possível, ele devia estar ouvindo coisas, ao menos foi o que ele pensou, mas para sua surpresa era verdade.
- Relena... – Disse ao abrir a porta e dar passagem para ela entra. – O que faz aqui?
- Incomodo? – Perguntou ela, não gostando da pergunta feita por ele.
- Não, não é isso, é que... Estou surpreso! – Falou Heero, ainda sem saber o fazer.
- Você não me deu mais noticias e... Eu precisava falar com você... – Depois de dizer isso, Relena ouve um barulho vindo da sala e fica curiosa.
- Você não esta sozinho? – Perguntou.
- Infelizmente não, mas logo estarei... Você não quer subir e me esperar no quarto? – Pediu Heero usando um leve tom de ordem.
- Esta bem!
Quando ela ia começar a subir as escadas, um homem alto de cabelos castanhos claros e olhos verdes aparece e lhe presenteia um amplo sorriso, dizendo:
- Ola, princesa? Muito prazer eu sou Mark Vincent! Ao seu dispor... – Disse isso pegando na mão dela e se aproximando para beijá-la. Heero em um movimento rápido segurou mão dele e disse!
- Não se atreva! Volte para sala e me espere lá! – Disse em um tom autoritário e intimidador.
Relena ao ver a cena, entende que Heero não a quer perto daquele homem, então simplesmente, cumprimenta o homem com a cabeça e começa a subir as escadas.
Depois que ela desaparece da visão deles, Heero olha para o homem com raiva e diz:
- Se você se atrever se aproximar dela, toca-la ou que seja, dizer "oi" para ela... Eu te garanto, mesmo que eu ponha tudo a perder, eu MATO você!
- Calma Heero, eu só estava cumprimentando a garota... Você tem tanto ciúmes dela assim? Por quê? Ta apaixonado por uma humana? O rei dos vampiros? O vampiro mais poderoso, que já existiu, esta louco por uma humana? – O homem dizia com sarcasmo.
- Isso, não é assunto seu e se não fosse por esse problema, você não estaria mais vivo. Saia daqui agora! – Heero disse apontando a porta para o vampiro. Ele saiu e fechou a porta. Heero se acalmou e subiu as escadas para ir falar com Relena!
Ao chegar ao quarto, entrou e fechou a porta para depois dizer:
- Relena? – Chamou. A garota parecia esta perdida em pensamentos com um porta-retrato nas mãos.
- Sim? – Ela estava tão entretida em seus pensamentos que, ao ouvir seu nome, assustou–se e deixou cair o objeto. Com a queda o porta-retrato se quebrou em vários pedaços. – Oh, me desculpe! – Se abaixou para juntar os cacos.
Mas estando ainda perdidas em pensamentos, não viu um caco mais pontiagudo.
Foi tirada finalmente de seus pensamentos quando sentiu dor. – Ah...! – Deu um leve grito e a dor fez com que fechasse os olhos com força. O caco havia entrado em sua mão.
- Esta tudo bem? – Perguntou Heero preocupado se aproximando.
- Ah, sim... Foi só um corte. – Relena retirou o caco da mão, e pode sentir o sangue quente escorrer levemente. Heero sentiu o cheiro de sangue e a sede se apossou dele.
- Delicioso! – Exclamou.
Voltou a olhar para Relena, tinha um olhar faminto, a agarrou pelos pulsos e deu alguns passos para frente. Atitude que fez com que ela batesse as costas na parede.
Heero desceu seus lábios até o pescoço dela. Relena tinha os olhos arregalados de surpresa, afinal o que ele pensa que esta fazendo?
Sentiu-o lamber seu pescoço. Isso fez com que ela se arrepiasse toda. Então ela gemeu o nome dele, Heero agora pretendia cravar suas presas no pescoço da jovem.
- "Droga o que eu estou fazendo?!" - Pensou, recuperando sua razão, se afastou bruscamente de Relena. E ainda de costas para a garota indagou:
- Sai daqui, AGORA! – Relena o olhava perplexa, porque a estava tratando assim?
- Heero?
- SAIA!...
...Continua...
Ola pessoal...
Esse capitulo, podemos dizer que foi um tanto quente, não é mesmo? rsrsrsrs
Antes que alguém se assuste com o fato de ter acontecido tanta coisa entre eles logo no primeiro dia, eu vou explicar...
Na europa isso é normal! As pessoas se conhecem, se gostam e ficam juntos desde o primeiro dia! E como a historia se passa na europa, eu resolvi fazer com que as coisas fossem o mais fiéis possivel!
Bom... Espero que tenham gostado e por favor, não esqueçam das minhas REVIEWS!
Beijos a todos e até o cap 4.
