Hello... Como estão minhas queridas leitoras? Olha só... Eu fui rapida dessa vez. Né?

13. Decisão

- "Deixe-o beber seu sangue"...

As palavras de Trowa ecoavam na cabeça dela. Relena virava de um lado para o outro e não conseguia dormir. Levantou e foi beber um copo de leite.

- Heero...

Ela não sabia mais o que fazer, ao mesmo tempo em que não queria vê-lo morto, também não queria ser mordida.

- Se ele beber meu sangue... Será que vou morrer?

Essa era a pergunta mais constante que ela tinha em mente. Ela não havia tido coragem de fazer a pergunta a Trowa.

- O que devo fazer?

- O que deve fazer sobre o que?

- Lucrecia? – Relena se assusta quando ouve o comentário de Noin.

- Desculpe se te assustei. Você estava tão compenetrada em seus pensamentos...

- É... Eu estava pensando...

- Tentando tomar uma decisão, certo?

- Na realidade sim...

- Se eu puder ajudar...

- Na realidade, acho que ninguém pode me ajudar... Mas obrigada assim mesmo.

Relena estava quase saindo da cozinha quando Noin fala.

- São problemas com o Heero?

- Podemos dizer que sim!

- Eu não sei o que está ocorrendo, nem mesmo sei o motivo de vocês não estarem se vendo ultimamente. E não precisa me dizer se não quiser... Mas posso somente te dar um conselho?

- Sim...

- Não importam quais sejam os obstáculos, se você o ama de verdade... Deve lutar por esse amor... Por mais que as coisas pareçam impossíveis. Eu sei que ele te ama e que você o ama... Será que não vale a pena dar o primeiro passo?

- Acho que você tem razão! – Ela volta a sair, quando para e conclui. – Lu, me promete uma coisa?

- Sim!

- Promete que você nunca vai deixar meu irmão, que vai sempre ama-lo e cuidar dele... Promete?

- Sim... Prometo!

- Obrigada...

Relena sobe as escadas correndo e se veste. Pega as chaves do carro e sai correndo. Ao chegar ao hall de entrada se encontra mais uma vez com Noin.

- Relena? Aonde você vai à 1 hora da manhã?

- Eu vou fazer o que já deveria ter feito...

- E isso não pode esperar até amanhecer o dia?

- Não... Diga a meu irmão que não se preocupe! Cuida dele Lu, por favor...

Relena pega seu casaco entra no carro e sai a toda velocidade, deixando Noin sem saber o que estava acontecendo.

-/-/-

- Heero, você tem que se acalmar... – Dizia Trowa.

- Eu já fiquei calmo demais... Eu quero a pele do Mark. Eu já descansei como os outros pediram, agora eu vou atrás dele.

- A é? Parecendo um zumbi? Você mal agüenta ficar em pé...

- Nada que eu não melhore!

- Sei... Volta pra cama... Deixa que nós nos encarreguemos dele depois!

Heero estava cada vez mais pálido, com olheiras fundas olhos cansados e corpo fraco. Tentava levantar, mas não conseguia. Sabia que seus amigos estavam certos, mas ele não podia aceitar o fato de não matar pessoalmente a Mark.

- Eu vou esperar até amanhã...

Quando Heero voltou a deitar, tocou a campainha...

- Se for ele me avisa...

- Ok, ok... Não se preocupe... Eu o trago na bandeja pra você.

Após dizer isso, Trowa sai do quarto e vai atender a porta. Todos os demais aparecem no hall de entrada, curiosos... "Quem será a essa hora"? Perguntavam-se.

- Quem é?

- Sou eu Relena...

Todos se entreolharam. Trowa abriu a porta e deu passagem para ela entrar.

- O que faz aqui? – Perguntou Quatre.

- Preciso ver Heero. Onde ele está?

- No quarto... – Respondeu Duo.

Ela nem esperou a autorização deles. Começou a subir as escadas correndo. Os demais quiseram ir atrás dela, para ver o que estava ocorrendo, mas foram impedidos por Trowa.

-/-/-

Ela para em frente a porta do quarto de Heero. Respira fundo e bate.

- Entre...

Ouve uma voz fraca responder. E sente um nó na garganta. Abre a porta e ao ver Heero naquele estado, sente um aperto muito grande no coração. Heero se surpreende ao vê-la e traga a saliva. Ela entra e tranca a porta.

- Re... Relena?

- Como você está?

- Bem...

- Não precisa mentir mais... Trowa já me contou toda a verdade!

Ao ouvir isso, Heero fica em choque!

- Trowa o que?

- Ele foi até minha casa hoje e me contou a verdade... Por que escondeu isso de mim? Acaso não confia em mim?

- Não é isso... Eu... Eu só não queria te envolver nisso!

- Mas eu já estou envolvida...

- Não sei o que te dizer... Relena eu...

- Eu te amo Heero! Por mais que eu não queira aceitar, eu te amo! E farei tudo para ficar com você...

Relena se aproxima e sobe na cama. Vai até ele e o beija. Heero a abraça e a puxa para mais perto dele. O beijo começa a esquentar.

- Heero... Por favor, fica comigo...

- Eu sempre estarei com você!

- Eu quero te dar vida...

- Do que você está falando?

- Eu sei... Se você beber o meu sangue, você pode viver...

- Não! Isso não... Eu não posso te morder!

- Pode... Escuta Heero... Eu confio em você!

- Relena eu estou fraco, não sei se conseguiria me controlar...

- Shhhh... Eu te amo!

Ela voltou a beijá-lo, com mais força e amor que antes. Discretamente, ela tira de dentro da bolsa, um pequeno canivete (desses de chaveiro, pequenos) e sem que ele percebesse, ela fez um pequeno corte no pescoço dela.

O cheiro de sangue chama a atenção dele. Ele a afasta e a olha assustado.

- O que significa isso?

- Por bem você não faria... Então será a força... Eu te amo e te quero vivo.

Após dizer isso ela puxa a cabeça dele de encontro ao corte no pescoço dela. A sede toma conta dele. Heero crava suas presas no pescoço dela sugando seu sangue.

A fome e a necessidade dele eram tamanha, que ele não percebe que ela começa a perder os sentidos. Quando Heero se separa dela ele observa que ela havia desmaiado.

- Relena... Relena acorda... Por favor!

Ele agora estava com suas forças restauradas. Estava totalmente curado. As lagrimas de desespero corriam pelo rosto dele.

- Não... NÃOOOO! Você não vai morrer...

Ele levanta correndo e veste a primeira roupa que encontra. Nesse momento os rapazes, batiam desesperadamente na porta. Eles estavam preocupados por causa do grito que Heero deu. Mas não conseguiam entrar, por que a porta estava trancada.

- Heero... Heero abre a porta... O que aconteceu? – Pediam eles.

Heero terminou de se vestir. Destrancou a porta e pegou Relena no colo. Quando os rapazes entraram e viram a moça desmaiada e Heero 100 curado, não tiveram duvidas do que havia ocorrido.

- Aonde você vai levá-la Heero? – Perguntou Quatre.

- Para o hospital...

- Não seria melhor transformá-la num vampiro? – Perguntou Duo.

- Não... Eu a quero viva... Se um dia isso ocorrer, será ela quem pedirá!

Wufey abriu a porta da mansão para que ele pudesse sair com ela nos braços. Todos entraram no carro e Duo, dirigiu a toda velocidade para o hospital. Ao chegar lá Heero entra com ela no colo, e é atendido imediatamente por um medico de plantão.

- O que aconteceu? – Perguntou o medico.

- Ela desmaiou. – Respondeu Heero.

- Isso parece uma mordida de algum animal... Enfermeira faça os exames nela e aplique uma vacina contra raiva.

- Ela ficará bem? - Perguntou Heero.

- Faremos o possível... Há quanto tempo mais ou menos ela desmaiou? – Perguntou o medico.

- Mais ou menos uns 20 minutos. Acho...

- Vocês usaram drogas? – Perguntou o medico, ao perceber que Heero tinha os olhos vermelhos.

- Não! Ela está totalmente limpa... – Concluiu.

- Muito bem... Vocês esperem aqui.

Os quatro não sabiam o que dizer. Puxaram Heero até o banco e o fizeram se sentar.

- Calma Heero ela ficará bem... – Disse Quatre.

- O que você pretende fazer agora? – Perguntou Duo.

O olhar de Heero se tornou insensível. Sem humanidade nenhuma ele respondeu:

- Matar... Matar Mark Vincent!

... Continua ...

Então? O que acharam?

Gostaram da decisão da Relena? E agora, o que ira ocorrer?

Quero reviews, muitas reviews!

Beijos e até logo!