Disclaimer: Harry Potter e tudo mais pertence à Jo e à WB. Vocês sabe, né? Se a mim pertencesse, eu faria uma leitura acompanhada pro povo tirar ideia torta da cabeça, se é que vocês me entendem.

Nota: A classificação desta fic foi modificada em razão dos acontecimentos deste capítulo. Portanto, NC. Eu já mudaria posteriormente, mas acabei adiantando por pura inspiração (se é que eu posso dizer isso). Sofri gente, acreditem que sofri pra escrever esse capítulo.

PS.: Povo Romione, não me matem!

Tudo em itálico corresponde a um pesadelo.

~o~

Havia dias que Harry, Ron e Hermione estavam naquela clareira escondida em alguma floresta no interior da Inglaterra. O silêncio e a solidão do lugar dariam uma impressão de tranquilidade a qualquer pessoa, menos aos três amigos que sabiam o perigo que corriam.

Eles se revezavam em turnos de vigia durante a noite. Mesmo fraco, Ron fez questão de ajudar, ainda que tivesse os turnos mais curtos. A cor voltava aos poucos ao rosto sardento, mas aparatar ainda estava fora de questão.

Os dias passavam lentamente, o verão tornando a espera mais inquietante e insuportável. Os amigos continuavam a tentar decifrar alguma maneira de destruir o medalhão e descobrir onde Voldemort havia escondido os outros horcruxes. A única conclusão a que chegaram era a de que deveriam manter o medalhão seguro, sempre pendurado no pescoço, hora de um hora de outro, por breves períodos de tempo. E esses eram os piores momentos para o trio.

Por pura teimosia, Harry usou o medalhão durante dois dias seguidos, o que lhe rendeu um momento de irritação intenso quando Hermione lhe disse que Ron ainda não podia aparatar. O garoto tentou relevar, sabia que o amigo ainda estava impossibilitado, mas a inoperância o estava matando por dentro. Harry sabia que o mundo lá fora estava sendo dominado e oprimido por Voldemort enquanto ele estava numa floresta sabe-se lá onde escondido como um rato acuado em um buraco raso.

- Olha, a gente não pode ficar aqui muito tempo Hermione, Você-Sabe-Quem já está por toda parte. A essa altura ele tem certeza que não há como perder essa guerra.

- E você sabe que há como ele perder. Paciência é uma virtude, Harry.

- Não pra mim. Quando é que ele vai poder aparatar? Eu tenho que começar a pensar como destruir esse medalhão e onde achar os outros horcruxes.

- Olha, eu concordo, não podemos ficar muito tempo em um lugar, mas você sabe que ele não vai poder aparatar tão cedo. Calculo que em cinco dias ele estará inteiro de novo. E é só um prazo aproximado; não sei se o Ron vai estar totalmente recuperado até lá, ele não está se alimentando como deveria e você sabe disso. – Ela disse baixinho, uma nota de preocupação na voz.

- Não me importa, Hermione, eu não fico aqui mais nenhum dia. Vamos embora amanhã.

- Como é? E você espera que o Ron aparate, por acaso?

- Não, não espero. Se ele não pode aparatar, nós vamos a pé. Não sei pra onde, mas vamos a pé.

- Harry, ele não pode caminhar grandes distâncias, o Ron precisa de repouso pelo menos mais dois dias e...

- NÃO! – A resposta irritada ecoou pela floresta. Um esquilo que passava ao lado da barraca, saiu em disparada, assustado com o grito - Nós vamos amanhã ou então eu deixo vocês para trás!

- Como se você pudesse, amigo. – Ron emergiu da barraca. Ainda havia rodas escuras ao redor dos olhos, braço na tipóia, o rosto um pouco mais pálido e a expressão cansada. - E, por favor, não grite com a Hermione.

- Ron, você não podia ter levantado! – Hermione exclamou, alarmada com o esforço desnecessário que o ruivo estava fazendo.

- Eu estou me sentindo melhor, Hermione. Acho que podemos ir a pé depois de amanhã, Harry. Tudo bem pra você? – Harry hesitou. Sentiu uma súbita vergonha, afinal não precisava ter gritado e se exacerbado com Hermione como fez.

- Claro, cara. Você tem que estar bem, não é? E Hermione, desculpe ter gritado com você. É que tem tanta coisa passando pela minha cabeça, tanta coisa que tem me deixado preocupado. Eu realmente não estou muito bem hoje. – Harry vacilou ao olhar para os amigos, não sabia nem o que dizer, por isso tirou o medalhão do pescoço, o entregou para Ron, pegou a capa da invisibilidade e seguiu em direção ao vilarejo.

- Ele precisa de ação pra viver, pelo jeito. – Ron comentou, sentando no banquinho que estava ao lado da entrada da barraca, segurando o medalhão.

- O Harry não consegue ficar parado. Não que queira ação o tempo todo, mas acho que ele não está acostumado a essa morosidade. É chato mesmo.

- Você tem razão. – Eles ficaram quietos por um tempo. O silêncio da floresta os envolvendo em uma atmosfera de desolação. Ron pendurou o medalhão no pescoço e levantou-se. – Eu vou entrar.

Hermione olhou para ele e sentiu seu estômago revirar; a pouca cor que havia em seu rosto voltou a desaparecer. Ela levantou-se rápido e o ajudou a chegar à cama. Se jogando nela, Ron fechou os olhos e sem demora caiu em um sono perturbado.

Mark Granger e Jean Granger & James Potter e Lily Potter (in memoriam)

Convidam para o matrimônio de seus filhos

Hermione Jean Granger & Harry James Potter

A realizar-se no dia 1º de março

Ele não acreditava no que lia. Como puderam fazer isso com ele? Por que fizeram isso? Ele ainda tinha esperança. Esperança de que talvez não fosse tarde, de que talvez ele pudesse concertar seus erros. Mas aquele convite, aquele convite o devastara como nunca antes. Ela o havia deixado para trás, dizendo que não era a melhor hora para um relacionamento. A frieza no olhar o assustara e fez um medo abominável crescer em seu peito. Ele ainda tinha esperança.

Mas aquele convite... tudo havia desmoronado de repente e o chão desaparecido. Ele sentia-se perdido e infeliz. Por que ele não fez alguma coisa? Era com ele que ela deveria se casar. Por que ele nunca disse nada?

"Talvez porque você não fosse realmente digno dela." Uma voz impiedosa martelou em seu íntimo, tornando a realidade ainda mais cruel e difícil de aceitar. "Você realmente acha que ela trocaria Harry Potter por um Weasley qualquer?" A voz tornava-se mais fria e mais realista. Quem iria olhar para ele quando Harry Potter estava a seu lado? "E quem diria, ele ainda se dizia seu amigo."

"Aquele traidor." O pensamento trespassou-o como uma flecha cuja ponta ardia em chamas, a realidade sufocando seu peito, deixando-o sem ar.

"Por que ele é traidor? Quem disse que você a merece?"

"Mas eu tentei, e ela disse que precisava de um tempo pra pensar em nós dois."

"Ingênuo, você foi ingênuo Weasley."

"Eles não podem ter feito isso comigo."

"Seu melhor amigo não pensou duas vezes antes de te trair, Weasley."

"E quem te garante que ela não o estava traindo com ele quando ainda estavam juntos?"

"Desde quando uma mulher como ela iria querer alguém como você?"

"Ela merece o que há de melhor."

"E você não é o melhor para ela."

"E ela percebeu."

"E te deixou."

"A tempo."

Ele segurava os cabelos, desesperado pela realidade que lhe queimava o coração. Havia algo tão intenso naqueles pensamentos. Algo tão verdadeiro. Afinal, quem iria se interessar por um fracassado que sequer conseguiu um emprego decente? Quem iria querer um filho que nada acrescentou à família, que foi superado pela irmã mais nova, que foi sempre esquecido mesmo sendo o melhor amigo de Harry Potter?

"Harry Potter. O menino que sobreviveu. O amigo que te traiu e que agora irá se casar com a mulher que você ama." Pensar no casamento lhe causava uma dor física que ele jamais experimentou.

E pensar que um dia ele lhe dissera que você havia sido escolhido para entrar no lago porque era a pessoa que ele mais sentiria falta.

"Mentiroso! Mentiu pra mim, me enganou. Não teve consideração por mim, pelo que sinto por ela."

"E quem se importa com os seus sentimentos?" A voz cortou-o como uma rajada de vento no inverno. "Nem sua mãe o queria, desejava tanto uma filha, mas foi você quem nasceu. Você. E quem se importa com você? Quem se lembra de você?"

O quarto era pequeno, mas organizado. Ele olhou para todos os lados. As lágrimas agora embaçavam sua visão, mas limpavam seu peito, expondo uma verdade que ele não queria admitir. A dor que se seguiu fez com que ele caísse de joelho ao lado do criado-mudo, sentindo-se abandonado, sozinho, esquecido. A foto dela que estava sobre o móvel foi arremessada contra a parede e o porta-retratos se despedaçou. Se jogou no chão, desolado, soluçando alto...

xxx

Não sabia mais onde estava. O local que antes parecia ser um pequeno apartamento desaparecera e agora ele não reconhecia o lugar onde estava, mas sabia que era um lugar suntuoso. As janelas eram amplas e altas e através delas a lua enchia o ambiente com uma luz perolada e convidativa. A penumbra escondia os detalhes, mas ele via a riqueza dos objetos.

De repente, ouviu um gemido vindo do fundo do quarto. Seu coração parecia ter parado tamanho o medo que sentiu, mesmo sem saber a razão. A luz que penetrava pelas janelas não alcançava aquela parte do cômodo e ele aproximou-se sorrateiramente, disposto a ver quem estava ali.

O choque, talvez horror, o acertou em cheio.

Duas velas surgiram e iluminaram a cena. Harry e Hermione estavam diante dele. Na penumbra, Ron conseguia vê-los apenas da cintura para cima, seminus. As mãos de Harry subiam e desciam, acariciando o corpo de Hermione, apertando os seios, desaparecendo abaixo da cintura.

Ela olhava para o ruivo, um misto de prazer sórdido e luxúria incontida em seu olhar. Repousando a cabeça no ombro de Harry, Hermione puxou-o pelo cabelo e o beijou fervorosamente, gemendo alto, a pele eriçando.

- Gostando do show, Weasley? – A voz de Harry sibilou, sórdida e impiedosa. – Veio ver como estamos sem você? Veio ter a certeza que jamais precisamos de você? Que deixamos você acreditar que era nosso amigo apenas para nos divertirmos com você depois?

Ron estava imóvel, incrédulo. E as palavras o magoavam mais do que ele admitiria. Ele se ajoelhou, enfraquecido pelas palavras duras que ouvira. Fechou os olhos.

Quando os abriu novamente, Ron não sabia onde Harry e Hermione estavam. As velas continuavam suspensas no ar e quando ele olhou onde elas estavam, sentiu, mais uma vez, seu coração acelerar desesperado.

Harry estava deitado, acariciava os seios de Hermione, suas mãos desciam pela barriga até tocar o clitóris. Hermione arquejava. Ele olhou para Ron, um brilho estranho, maléfico, sórdido nos olhos.

Hermione virou-se para ele. Seus movimentos eram lentos e provocantes. Olhava para Ron, fria e impiedosa, a voz dela chegou aos ouvidos do ruivo como um sussurro, um presságio de morte.

- Ainda aqui? Continua a contemplar a sua derrota? Sua inutilidade?

- O que quer? Não basta ser um perdedor? Ainda quer observar como somos felizes e perfeitos um para o outro? – A voz de Harry, sinistra e gutural, o acertou com um raio.

- Quer a verdade? – disse a Hermione. O rosto se transfigurando em sadismo pleno ao ver o sofrimento no rosto molhado de lágrimas do ruivo. – Você nunca significou nada para mim. Para nós. Um inútil.

- Ela me escolheu porque sou melhor que você. O que você é perto de mim? Quem você é?

Ron tremia. Espasmos de terror sacudiam seu corpo. Era verdade!

Então, Harry segurou Hermione pela cintura e mudou de posição. Ela o envolveu pela cintura e ele a penetrava com estocadas mais longas. Hermione corria as mãos por suas costas, apertando os músculos, arranhando a pele.

Os gemidos cresceram e retumbaram nos ouvidos do ruivo.

Ron tentou sair do quarto, mas não havia porta, e as janelas estavam trancadas. A cada momento que olhavam para Ron, Harry e Hermione riam deliciosamente, caçoavam da incapacidade do ruivo de sair sem a ajuda de um deles.

De longe, Ron viu Harry acelerar seus movimentos e sem demora enterrar a cabeça no pescoço de Hermione, que gritou o nome dele em êxtase.

Ron fechou os olhos e tampou os ouvidos, mas nada o impedia de ouvir Hermione dizer a Harry que era ele que ela amava.

xxx

Ao abrir os olhos, ele continuava deitado sobre os restos do porta retrato. Confuso e desolado, ele não sabia o que fazer. Era loucura? Realidade? O desespero aliou-se a um sentimento tão próximo do ódio que ele não conseguiu conter o ímpeto e tudo que havia conseguido com tanto esforço fora destruído, assim como seu coração e sua vida inteira.

Sentou-se em um canto, as mãos apertando as têmporas e os soluços sacudindo seu corpo inteiro. Um choro sufocado por um lamento que o desesperava, algo que ele jamais imaginou que iria sentir.

Horas se passaram e na penumbra do quarto, ele contemplou a foto jogada no chão e os cacos e pedaços de móveis por toda parte. Tudo ali dentro estava destruído. Era tudo um reflexo de como ele se sentia: um monte de cacos, sem motivos para serem emendados.

~o~

- Ron! Ron! – Hermione o sacudia desesperada com os gritos do ruivo. – Ron, acorda!

- Não! Por que fizeram isso comigo? Por quê? – ele gritava, um grito amargurado e desesperado de alguém que havia sido deixado para trás.

- Ron, por favor, acorda! Acorda! – erHereedkdkdkHermione o sacudiu mais algumas vezes até ele abrir os olhos. O pânico que viu no olhar do amigo apertou seu coração. – O que houve?

Os olhos castanhos, os cabelos cheios e a expressão de preocupação com que ela o encarava foram aos poucos lhe devolvendo a razão. Mas ainda respirou fundo algumas vezes antes de conseguir falar qualquer coisa.

- Pesadelo. – Ele respondeu com simplicidade, apesar de a voz estar trêmula e vacilante. – Só um pesadelo.

- Não foi só um pesadelo. Você está gritando há uns cinco minutos e se não notou, também estava chorando. Eu estava lendo um livro lá fora quando te ouvi gemer palavras que eu não entendi. Imaginei que estivesse sonhando, mas logo você começou a se debater na cama. Parecia desesperado. Que pesadelo foi esse, Ron?

Ele não poderia dizer a ela, poderia? Não, é óbvio que não. Aquele fora o pior pesadelo de que se lembrava em toda sua vida. Tão vívido, tão cruel e tão doloroso. Dois dos seus maiores medos materializados com tamanha realidade que seu coração batia descontroladamente em seu peito, a respiração curta, o rosto molhado de lágrimas e suor. A seu lado, Hermione parecia horrorizada.

- Não sei Hermione. Não consigo me lembrar, só sei que foi horrível. – Ele se jogou na cama e fixou o olhar no teto da barraca, a luz do sol entrando por um buraco mínimo. Temia fechar os olhos e rever as cenas. – Eu sei que estava chorando e sentia uma dor enorme, mas eu não consigo me recordar de nada.

Ele não estava mentindo, não é? Estava poupando Hermione. Não queria dizer a ela que cada minuto daquele pesadelo ainda estava fresco e vívido em sua memória. Imagens aterrorizantes, olhares frios... ele tinha que parar de pensar naquilo. Foi apenas um pesadelo, só isso. Mas uma frase continuava martelando insistentemente em sua cabeça... "E você não é o melhor para ela."

Hermione foi até a pia, molhou um lenço e limpou o rosto de Ron. Ela não diria a ele que o ouvira falar o nome dela. Ele teve um pesadelo com ela e sequer se lembrava. "Deve ter sido muito ruim para ele não conseguir se recordar."

O pano úmido apagou os caminhos de lágrimas e suor que havia no rosto do ruivo, o ritmo enlouquecido do coração dele diminuiu e Ron conseguiu respirar mais calmamente, mas ainda parecia aterrorizado com o pesadelo.

- Ron, tire a blusa.

- O quê?

- Tire a blusa, está encharcada de suor. – Ele nem notou. Não notou a blusa suada, nem o rosto corado de Hermione.

- Oh, claro.

Ron tirou a blusa e jogou-a no chão. Hermione relutou por um momento; levantou-se e foi novamente à cozinha, umedeceu o pano mais uma vez e quando retornou, ele estava de olhos fechados, ainda tremendo. Hermione parou por alguns segundos observando-o deitado, sem a camisa, ainda arfando um pouco.

A jovem engoliu em seco, porque aquela não poderia ser uma imagem muito saudável para seu coração. Ela passou o lenço pelo peito dele desde o alto até próximo à cintura. Sentia os músculos do abdômen se retesando e relaxando quando o tocava, ouvia a respiração dele tornar a acelerar. Pegou uma toalha e secou o peito lentamente, desejando poder tocar a pele dele, mesmo que por 'acidente'.

Ron permanecia com os olhos fechados, mas a sensação das mãos de Hermione subindo e descendo em seu peito fez com que ele esquecesse momentaneamente o pesadelo pavoroso que o desesperou. Hermione pigarreou e tirou as mãos dele rápido demais.

- Ok, agora é melhor você vestir uma camiseta e ficar quieto, você está pálido de novo.

- Obrigado! Desculpe pelo susto que eu te dei, acho.

- Não precisa se desculpar, pesadelos fazem isso mesmo com a gente. O importante é que você está acordado e a realidade é melhor. Você não precisa temer o que viu nesse sonho, se é que vai lembrar dele.

Hermione voltou para a vigia. Harry ainda não havia retornado. E Ron continuava apavorado com as imagens que viu no pesadelo. Ele tinha consciência que eram apenas imagens absurdas, temores que ele queria acreditar serem infundados. Não poderiam ser verdade, não é? A realidade é melhor, e ele queria acreditar, mas...

"Desde quando uma mulher como ela iria querer alguém como você?"

Ron ouviu uma voz sussurrar; era fria e distante. Havia naquela frase o peso do medo que ele sentia sempre que se perguntava se um dia poderia ter alguma esperança, por mínima que fosse, de ser mais que amigo de Hermione.

A pior parte é que ele sabia que não deveria se ater a esses pensamentos. Encontrar e destruir os horcruxes era a tarefa principal, o restante era um mero detalhe. E ele não queria perder o foco e esquecer o que estava fazendo ali.

Ron não percebeu, mas Hermione havia tirado o medalhão de seu pescoço. A angústia que sentia se dissipou tão depressa que ele não percebeu a ausência do objeto. Mas o frio intenso que sempre sentia em seu peito quando usava o horcrux permanecia como uma parasita, sugando suas energias e esperanças.

Ele se cobriu, tentaria dormir novamente. Tinha que estar inteiro para a viagem no dia seguinte.

~o~

Capítulo 4 no ar e...

Não sei o que dizer, peço apenas que comentem.

Vocês já sabem, um ornitorrinco é devolvido à vida selvagem para cada comentário recebido.

Obrigada por terem lido o capítulo e até a próxima!