Título: Espelho
BetaReader: Bela H. (Vira-Tempo) – Valeu, xuxu.
Classificação: K+
Dirigiu-se ao banheiro, parando em frente ao espelho. Tentou retirar os óculos redondos, mas não conseguia enxergar um palmo a frente de seu nariz, só sabia que estava sem blusa, porque, enfim, poderia sentir. Recolocou as lentes instantaneamente.
Olhou seu rosto, a cicatriz sempre chamava atenção e ele fazia questão de esconder – ou pelo menos tentar – com seus cabelos revoltos. Mas estava feliz, ela não doeria nunca mais.
Voldemort estava morto.
Livrara-se daquele maldito incômodo para sempre.
A guerra havia acabado, tudo estava se reconstituindo.
Olhou para toda a pele de seu rosto, não que ligasse para rugas ou velhice igual àquela morena quase sempre fútil que se encontrava deitada em sua cama, adormecida – Merlin que o perdoasse, mas ela ficava melhor assim, dormindo.
A visão desceu um pouco mais se detendo a uma marca arroxeada em seu pescoço e um leve angular de lábios tomou posse de sua boca – ele sabia tanto... – ela marcara território outra vez e ele gostava disso. Não era para gostar, ele não tinha dona (ou tinha?), no entanto, ele vergonhosamente olhava aquilo com certo ar de felicidade estampado em sua cada de idiota. Como Pansy mesmo costumava dizer.
Passou os dedos pela marca, como se a textura da pele da Slytherin tivesse se incutido por ali. Ele sabia, porém, que ela havia se infiltrado em toda a sua epiderme e até mesmo em sua alma, e isso era problemático. Fechou os olhos respirando pesadamente enquanto se apoiava na pia e balançava a cabeça de forma negativa.
– Pensando besteiras, Potter? – Ouviu a pergunta enquanto sentia mãos finas, daquele tipo que nunca fez nada na vida, esgueirando-se por suas costas e braços.
– Talvez. – Retrucou, abrindo os olhos, encarando o espelho e vendo o reflexo daquela que um dia o apontou o dedo na frente de toda a Hogwarts para lhe entregar ao Lord das Trevas.
Aquilo era loucura.
Um sorriso esverdeado, daqueles que só os que entraram para a casa das cobras sabiam fazer, se apossou dos lábios cheios de Parkinson.
– Então é melhor voltar para a cama, bobinho, ainda há perigo de sua testa rachar mais. Não pense muito. – Disse, retornando à cama.
O moreno não reprimiu o impulso de virá-la fazendo o corpo menor encostar-se ao seu, sentindo os seis fartos de encontro a sua pele, ambos sendo separados apenas pala seda fina e negra da camisola. Encostou seus lábios aos dela sentindo um sorriso que beirava a escarnaria e travessura, entre o beijo.
Ela estava certa, era melhor não pensar demais.
E o espelho viu aqueles reflexos sumirem de encontro à cama.
Mais uma vez.
Fim.
Bom, estava fazendo uma fic do Devil May Cry e me veio isso o.O'. Não pensava em fazer o ship "Violeta" tão cedo, mas recebi uma review especial e bom, postei =D. Está bobinha, eu sei, mas...
Review (?)
