Olá Gurias!
Sei que demorei para postar este novo capitulo, mas espero que apreciem e que valha a pena a espera!
Beijocas,
Boa Leitura!
Capitulo 8
• Um oráculo e um enigmático Dom •
Rin acordou atrasada na manha da terça, se arrumava apressada, nem sequer comeu algo antes de sair desesperada pelas ruas em direção ao colégio, subia as escadas com pressa quando trombou em alguém, se desequilibrou e quase caiu da escada, mas esse mesmo alguém a segurou, porem os cadernos caíram de suas mãos espalhando-se pelo chão, e novamente ela encontrou os olhos âmbares que ela pensava tanto,
_ me desculpe Sesshoumaru, estava com pressa, não te vi,- ela ajeitou-se afastando-se dele, abaixou e começou a recolher seus materiais, ele pôs a ajuda-la, então pegou o velho livro que ela lia,
_ esta lendo o "Oráculo do tempo"?
_ sim, a Sr. Kira me emprestou – respondeu simplesmente.
_ ela não costuma deixar ninguém retirar os livros da biblioteca,
_ mas ela me autorizou, assim como faz com você – disse um tanto ríspida, aquela situação já a estava irritando – se não se importa pode me devolver? Estou atrasada...
Ele a entregou o livro,
_ com licença – então ela se retirou sem dizer mais nada, mas sesshoumaru não a deixou seguir, foi atrás dela, e já no vão seguinte da escada, a parou,
_ Rin! – ela virou-se e o viu vindo em sua direção
_ o que quer?
_ por que esta agindo desta forma? Você não é assim...
_ desde quando você me conhece tão bem, para me definir ou não Sesshoumaru? Estou atrasada, como já disse, com licença... – ela virou-se para seguir mas ele a puxou pelo braço colando o corpo dela ao dele, aproximou-se ainda mais, e quando seus lábios iam tocar os dela, ela se afastou, soltou-se dele e sem dizer mais nada, seguiu para sua sala, ele ficou ali parado na escada, estático, incrédulo, ela havia fugido dele, o evitado... E ele sabia o motivo, e dava completa razão a ela... Deveria fazer o mesmo, evita-la, era a melhor maneira de resolver as coisas. Rin estava tentando ser forte...
Rin seguiu atordoada pelos corredores, não acreditou que houvesse conseguido evita-lo, foi tão difícil resistir a ele, mas ela o fez, parte dela se arrependia, lembrando de como era bom beija-lo, e a outra a dava razão, entrou na sala se desculpando pelo horário, sentou-se atrás de sango, abriu o livro, mas não enxergava nenhuma daquelas letras ou gravuras, e não escutava nada que o professor de geografia falava...
Logo o sinal para o intervalo soou, e as meninas vieram conversar com Rin que se manteve todos os horários em silencio,
_ o que houve rin? – questionou kagome
_ nada, só acordei atrasada,
_ não me refiro ao seu atraso, quero dizer sobre este semblante serio e esta cara de decepção...
_ o que aconteceu Rin, pode confiar na gente, sabe disso... – completou sango,
_ eu sei meninas, é que eu...
_ sesshoumaru não é? – verificou kagome
Rin suspirou,
_ já tenho minha resposta... – disse olhando a expressão no rosto da amiga - O que houve dessa vez? Esbarraram-se de novo?
_ literalmente...
_ e?
_ e que eu o ignorei e fugi quando ele ia me beijar...
As meninas se olharam surpresas,
_ rin, você tem que tomar uma decisão a respeito disso, precisa definir o que você sente...
_ eu gosto dele – confessou enfim,
_ então por que ao invés de fugir dele, você não conversa e esclarece as coisas hun?
_ não sei se é o melhor a fazer...
_ e o que pretende então? Ficar assim é que não da né? – rin suspira derrotada, - vem, vamos descer pro pátio, depois a gente termina essa conversa...
_ ta
As três amigas descem, mas não seguem para a cantina. Desta vez sentam-se embaixo de uma arvore no pátio dos fundos da escola, próximo onde alguns garotos do primeiro ano jogavam bola, sango e kagome olhavam uma revista de moda, e conversavam animadas, rin estava concentrada em seu livro...
" Um ano se passou, enfim lá estava o vilarejo de Ayla, eles o haviam encontrado, a menina assim que avistou sua mãe correu louca para os braços dela, a mãe emocionada abraçava a filha e chorava compulsivamente gritando o marido...
_ nossa menina voltou, kami sama, obrigada, eu pedi tanto...
_ ta tudo bem mãe, eu to bem, - ela sorriu, - tem alguém que eu quero te apresentar, - ela fez um sinal para que Yuri se aproximasse, - este é o Yuri mãe, ele cuidou de mim, me protegeu e me trouxe de volta, já faz um ano que a gente ta junto procurando a vila,
A mulher se ergueu e abraçou forte e agradecida ao rapaz.
_ obrigada por cuidar da minha menina, não sei como posso agradecê-lo...
Logo o pai chegou e abraçou a menina contente, ficou a par da situação e cumprimentou o jovem rapaz Youkai, Ayla contou tudo aos pais, e disse também que estava apaixonada por Yuri e que era correspondida, queriam se casar, e logo ambos concordaram, foi uma festa linda, inesquecível para ambos, viviam juntos no vilarejo, tinham sua própria casa, e para completar a felicidade, Ayla estava grávida... Ela caminhava pela floresta, recolhia algumas folhas e frutas, quando encontrou uma criança, possuía longos cabelos azuis, os olhos verdes profundos, usava um vestido branco em detalhes de azul marinho, como a fita que usava no cabelo, a franja lhe caia nos olhos, seu andar era perdido e seu olhar desolado, ela aproximou-se:
_ olá pequena? Ta tudo bem?
A menina virou para ela; os olhos então foram tornando-se vermelhos como os sangues, em devaneios.
_ onde o tempo se esconde é onde o perigo mora, o dom se revelará na noite fatal, onde o choro de um único será o chamado de um todo. Cuidado a criança é o mal... – e apontou a barriga de Ayla,
Ela virou-se, continuou a seguir sua trilha, Ayla estava paralisada, tremula algo naquelas palavras a deixara completamente assombrada, ouviu Yuri a gritar, mas no conseguiu sequer se mover para olhá-lo,
_ Aya amor, eu... – olhou a face pálida e tremula da esposa – o que houve Aya? - Segurou-a e ela desabou em seus braços, - Aya?
_ Yu... O que ela disse? Yu...
_ ela quem? – questionou ele, olhando em todas as direções, mas não vendo ninguém,
_ a menina, a menina dos olhos vermelhos...
Ela parecia apavorada, Yuri pegou-a nos braços e levou-a para casa, fez um chá e ela adormeceu, ele não saiu do teu lado, velando teu sono preocupado... Ate que ela despertasse. "
O sinal para o fim do intervalo soou, mas Rin nem sequer o escutou, estava vidrada na leitura, as amigas a despertaram,
_ rin!
_ han? – a menina finalmente ergueu os olhos das amareladas paginas e encarou os olhos tão azuis de kagome – o que foi?
_ o intervalo terminou sua surda, - disse brincalhona, - esse livro deve ser mesmo muito bom, porque você fica surda, cega, muda e ainda por cima nem pisca quando ta lendo ele, - disse rindo,
_ nhá, sua boba, - brincou rin, elas se levantaram e caminhavam ate a cantina, para beber uma água antes de irem para a sala, mas no meio do caminho toparam com sesshoumaru, e ele estava sozinho, parou de frente a rin, porem ela continuou seguindo, sem nem mesmo olhar para trás...
A aula havia enfim terminado, as garotas caminhavam para casa,
_ sabe rin – começou kagome- não acho que deveria tratar o sesshoumaru daquele jeito
_ de que jeito?
_ você sabe, fria assim, você não é assim com ninguém...
_ com ele eu sou, ele é frio com todos, e eu sou com ele, só isso...
_ você é uma teimosa e cabeça dura sabia?
_ olha quem fala – retrucou Sango – já viu como você esta tratando o Inuyasha?
_ mas ele merece, é diferente.
_ ah é? E o que ele fez?
_ ele... Ele...
_ ele não foi aquele que você queria que ele fosse – respondeu Rin por ela – justamente o ponto!
_ pois então, ele não é obrigado a gostar de você kah, assim como o sesshoumaru não é obrigado a corresponder a Rin, e esse é o jeito que ela tem de tentar mantê-lo distante, e esse é o seu, então ponto.
_ ah Sango, ate parece que pode falar,
_ eu sei que agi errado com o Miroku, mas era a minha defesa, assim como a de vocês ora bolas, então não reclame, cada uma de nos tem uma maneira de se defender, e as usamos, não vamos criticar isso ok?
_ eu acho que a sango ta certa – concordou Rin,
_ ta, me desculpem – pediu kagome,
_ tudo bem...
Elas continuaram caminhando, no ponto da praça se separaram seguindo cada uma sua rua, kagome e sango para um lado e rin para outro, ela chegou em casa exausta, jogou a mochila e os livros em cima da cama e tomou uma boa ducha, e como sempre estava sozinha em casa, agora isso se tornara normal, a solidão... Rin abriu o livro e continuou a leitura...
" As palavras da menina ainda perseguiam Ayla, mesmo havendo se passado dois meses, ela agora estava com uma enorme barriga, oito meses, bem as coisas já estavam sendo preparadas, e Yuri estava muito ansioso, ele dizia que ia ser um menino forte, mas Ayla retrucava dizendo que era uma menina, bem... o tempo corria sempre na mesma velocidade naquele tempo, era fim de tarde, o crepúsculo, e o céu estava por inteiro recoberto de um laranja avermelhado lindo, Ayla o apreciava, quando viu que Yua sentava-se ao seu lado, ela era como uma irmã para Ayla, uma amiga especial desde a infância,
_ o céu não esta lindo Yua?
_ esta sim, - mas ela estava distante dali – Aya?
_ sim?
_ sabe... han... Há dois meses atrás, quando você falou da menina dos olhos vermelhos?
Ayla se sobressaltou um momento, depois respirou e concordou,
_ bem, eu pesquisei a respeito... eu estava preocupada sabe... E bem...
_ você descobriu?
_ hunrun... bem, ela é o oráculo, a sábia e rainha das profecias...
_ profecias?
_ sim, ela vê o que vai acontecer, e profecia com o futuro, e ela nunca errou ate agora Aya, o que quer que ela tenha lhe dito, é melhor tomar cuidado, ok?
Em um sobressalto ela levantou e caminhou depressa ate a vila, lembrou-se do olhar da garota para sua filha, para sua barriga e chamou pelo marido,
_ Yu... Yu!
_ Aya o que aconteceu? Você esta bem? – ela tinha a preocupação evidente na voz
_ não, eu não estou bem, eu preciso ir ate o oráculo
_ o oráculo? Mas para que aya? O que aconteceu?
_ você sabe do oráculo Yu?
_ claro, claro, ela faz parte do nosso povo, esta sempre próximo ao meu antigo vilarejo...
_ precisamos ir ate lá... agora!
Com certa relutância Yuri cedeu, bem, e lá foram eles, Ayla grávida, com uma enorme barriga, seguindo pela floresta... levou duas semanas, ate que chegassem ao local, era fim de tarde, e então transpuseram a barreira... logo os pais de Yuri sentiram os invasores e ficaram aliviados por reencontrarem o filho... depois de todas as explicações, e uma comemoração pela gravidez de Ayla todos foram se deitar, e o dia seguinte prometeria..."
Rin espreguiçou-se, estava cansada da solidão da casa, daquela melancolia, marcou a pagina no livro e desceu com ele ate o parque, recostou-se em uma grande arvore, desfrutando de sua sombra, e voltou a ler:
" Segundo os pais de Yuri, oráculo havia saído, pois tivera um mal pressentimento, e disse que desta vez era bem provável que demorasse, eles resolveram esperar, e assim ficaram por uma semana, mas ela não apareceu, enfim, Ayla desistiu, resolveram ir embora, ao amanhecer cruzaram a barreira e trilharam o mesmo caminho de volta, mas no terceiro dia, Ayla começou a sentir muitas dores, iam parando cada vez mais, escurecia o quarto dia, e então tudo aconteceu...
Um enorme exercito, um clã de Youkais, estavam atrás de Yuri, da barreira do oráculo, a luta foi terrível, eles fugiam, havia milhares deles os perseguindo, então a visão,
Os longos cabelos azuis soltos e esvoaçantes, os olhos completamente vermelhos, não trajava nenhuma espécie de roupa, mas diversos fios de panos de seda branco a cobriam, abrindo-se invisíveis ao final, uma enorme luz a tomou,
_ sabe o que fazer Yuri – ela sibilou
_ Yu? – gritou Ayla, ele se aproximou tomando-a em seus braços,
_ eu te amo... nunca se esqueça disso ok?
_ eu sei Yu... eu também te amo muito, alem da vida...
_ sei que vai me compreender, cuide de nossa criança ta?
_ Yu.. eu não to entendendo... Yu...
Ela estava sendo arrastada pelo oráculo e foi levada dali para um lugar muito distante, alem do tempo e do espaço...
_ eu te amo... – ele murmurou, antes que seus inimigos aparecessem e o aniquilassem... "
Rin virou a pagina, mas a encontrou em branco, e todas as seguintes assim... e então terminava tristemente o épico de amor... confusa, fechou o livro e deitou-se na grama, fechando também os olhos, ela estava confusa... sobre Sesshoumaru principalmente, deixou que seus pensamentos fluíssem, precisava achar uma solução... ficou deitada ali com seus pensamentos ate que alcançasse o crepúsculo, o sol já se punha, então ela ergueu-se e caminhou de volta para casa, resolveu preparar o jantar... e depois foi arrumar suas coisas para a viagem da escola que seria no dia seguinte...
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Bom minhas queridas, aí esta, espero que tenham gostado deste novo capitulo, logo as coisas começam a esquentar para a Rin e o Sesshy, e muitas descobertas serão feitas.
Bom, é isso! Obrigada pelas reviews, elas são extremamente importantes para mim!
Beijocas,
=*
Sayurichaan – nhay, Obrigada querida! Fico muito feliz em saber que estas gostando! Obrigada pela review! E espero que tenha apreciado também este novo capitulo, continue acompanhando sim?! Beijocas...
Pequena Rin – Olá querida! Hmmm... primeiro capitulo é sempre muito complicado, eu diria que o inicio é ate mesmo mais complicado que o final! Mas que bom que você continuou lendo e apreciou a continuação, eu tenho planos muito extravagantes e emocionantes para o enredo desta fic, uma mistura de romance com mistério, espero que goste ainda mais! Obrigada pela review, espero que aprecie este novo capitulo! Beijocas...
Daaf – huhuhuhu, pois é, Ayla teve uma atitude muito suspeita né não? O que será que ela ta escondendo, acho que você vai se surpreender muito! Hahaha, fico estonteante em saber que a fic esta agradando, Obrigada pela review querida! Sim, o sesshy da sorte de ser tão gostoso, senão já estaria morto por agir feito um canalha muitas vezes! Hehehe, bom, espero que goste do novo capitulo! Beijocaas...
Obrigada a todos pelas Reviews! Elas são realmente muito importantes para mim!
Beijocas,
Ja ne!
