Oie Ninas do meu kokoro!!! Imagino que estão muito bravas comigo, não é mesmo?
Gomen a demora, mas não imaginam a correria em que estou, bem, eu estava super desanimada com minhas fics, mas agora renovei minha criatividade e estou de volta!!!
Espero que gostem desse capitulo, obrigada pela compreensão e por acompanharem...
Amo Vocês meninas!!!
Beejos,
Jhennie.
____________________________________________________________________________
Capitulo 12
• Um dia especial •
O fim do ano se aproximava, o inverno estava rigoroso, o mês passava rápido, era 15 de novembro, e nevava muito naquela manha. Rin não precisou do despertador para se levantar, nem mesmo Ayla precisou, as mulheres Nagasaki não tiveram uma boa noite de sono, rin tomou um banho rápido, vestiu o uniforme, o casaco e as botas, os cabelos estavam soltos, ayla vestiu o terninho preto que usava para trabalhar, as duas estavam silenciosas na mesa de café, comiam uma torrada sem vontade alguma, ayla notava a face de rin de modo que a menina não percebesse seus olhos sobre ela.
Rin aceitou a carona da mãe aquela manha, como vinha fazendo toda a semana, por causa da neve, ela estava sentada em completo silencio, observando a paisagem coberta de branco do lado de fora, ayla mantinha os olhos tristes na rua a sua frente, logo parou a porta da escola, havia poucas pessoas ali, a menina saiu do carro, e antes que fechasse a porta, ayla chamou o nome da única filha,
_ rin? – ela se virou e olhou a mãe, que a encarou por um longo tempo antes de se pronunciar, - ele ia querer que estivesse sorrindo...
_ eu sei... – ela abaixou os olhos e uma lagrima escorreu por sua face – mas não consigo evitar...
Ayla se sentia ainda pior ao ver a dor da filha, mas rin fechou a porta e entrou, ela suspirou no carro,
_ por que você nos deixou? – e partiu, tomando as agora não tanto movimentadas ruas da capital japonesa em direção ao seu trabalho.
Rin entrou na escola, caminhava de cabeça baixa, foi ate sua sala, jogou a mochila sobre a mesa e sentou-se, apoiando o queixo sobre as mãos cruzadas por cima da mochila, as pessoas chegavam e logo a sala estava cheia, Myoga tinha o primeiro horário naquele dia, e começou a explicar sobre a guerra civil... Rin não ouvia uma palavra sequer do que ele dizia, nem mesmo percebeu que kagome e sango acabavam de chegar, um bocado atrasadas, e sentaram ao seu lado, mas para evitar uma outra bronca do professor, não disseram nada a amiga, ainda. Assim que o sinal indicou o final do primeiro horário, kagome foi ate a mesa da amiga,
_ tudo bem Rin? – a menina levantou os olhos e encarou os orbes azuis preocupados da morena,
_ ta, por quê?
_ você esta desanimada a semana inteira, e hoje parece ainda pior, ta acontecendo algo?
_ eu só estou cansada, dormi mal, não se preocupe Káh... Obrigada...
_ tem certeza? – ela fez que sim com a cabeça e kagome beijou-lhe a face, e se retirou indo falar com Sango,
Rin nem viu os horários passarem, quando percebeu já era horário do intervalo, e as amigas a chamavam para descer, ela levantou-se e caminhou desanimada pelos corredores ate o refeitório, sentaram-se com todos como era costume.
Kagome e kouga estavam namorando há um mês, sango estava sendo cortejada por Kouji, um novo aluno muito bonito e engraçado, - descrição de Kouji: cabelos mel, olhos verdes, filho de uma japonesa e um inglês, e muito rico, se apaixonou por Sango, estuda na Shikon há dois meses. Então se sentavam juntos, kagome, kouga, sango, kouji e rin. Inuyasha e kikyou não estavam mais namorando, mas ele virou o garoto mais galinha da escola, roubando ate o titulo de Miroku, que estava agora bem mais quieto, kikyou saiu da escola há um mês, foi para a França para um intercambio de dois anos, Kaguya rondava sesshoumaru que estava sozinho, e não lhe dava confiança, estava comemorando ter finalmente se livrado da prima da menina – ele terminara com kagura. As coisas estavam muito diferentes, Inuyasha sentava-se com as meninas do clube da liga de torcida, Miroku que preferiu evitar todo o charme de garanhão do amigo se afastou, os dois tiveram uma briga feia e agora não se falam mais, então o jovem arrumou novos amigos, e senta-se sempre com outros garotos, sesshoumaru fica na biblioteca durante o intervalo, ele e rin estavam se dando bem conversavam como amigos, apesar de em certos momentos agirem impulsivamente e se beijarem. Porem na ultima semana que se seguiu, rin preferiu se isolar, sentava-se com os amigos, mas não conversava ou mesmo prestava atenção ao que eles diziam, ficava quieta e calada, e não comia nada.
Elas entravam no refeitório, quando rin parou abruptamente,
_ meninas, se importam se eu não me sentar com vocês hoje? – as duas se olharam e olharam a amiga sem entender,
_ por que Rin-chan? – questionou sango,
_ eu... eu vou ate a biblioteca – mentiu, para que elas não insistissem, as amigas sabiam que sesshoumaru sempre ficava lá, e imaginaram que ela iria conversar com ele,
_ tudo bem então rin, - disse kagome sorrindo, e seguiram para a cantina, enquanto rin dava meia volta, mas ela não tomou as escadarias para a biblioteca, foi ate o pátio nos fundos do colégio, não havia ninguém ali, por causa da neve fina que ainda caia, ela tremia de frio, mas não se importava, sentou-se na mureta próxima a quadra, e abraçou as pernas, apoiando o queixo nelas, deixou todos os flashes passarem por sua mente, se permitiu sentir a dor que sufocava, e chorou em silencio, as lagrimas rolavam quentes sobre sua pele fria, ela soluçava, enquanto sua dor vazava por seus olhos...
Na biblioteca, sesshoumaru foi ate a janela, e viu rin sentada na neve, achou-a louca, mas percebeu que ela chorava, observou todo o tempo, ate que a menina enxugasse o rosto e tentasse voltar ao normal, para caminhar ate o banheiro e depois encontrar as amigas na sala de aula para a próxima aula.
No final da tarde, rin seguia para casa andando. Sozinha, as amigas já haviam seguido sua rua, e ela seguia a sua, sesshoumaru a avistou alguns metros a sua frente e alcançou-a, caminhando com ela em silencio ao seu lado, mas rin sabia que não podia evita-lo, não gostava de demonstrar a ninguém seu sofrimento, gostava de ficar com ele sempre para si,
_ oi sesshy...
_ oi rin, - ele não era como os outros, não iria perguntar se estava tudo bem, ele sabia que não estava,
Fizeram o restante do trajeto em silencio, sesshoumaru a observava, pararam em frente ao portão da casa da pequena,
_ obrigada pela companhia – rin agradeceu,
_ rin, eu sei que esta acontecendo alguma coisa com você, - ele a olhava nos olhos,
_ só estou cansada sesshy... – tentou desvencilhar-se do assunto,
_ essa desculpa pode acalmar as preocupações das suas amigas, mas não vai me enganar... e você sabe disso... – ele aproximou-se e envolveu-a pela cintura, colando o corpo dela ao dele, sesshoumaru estava aprendendo a ser mais delicado com rin, ela o estava ajudando a descobrir um lado doce que ele não sabia que poderia ter, mas o tinha apenas com ela, apenas para ela...
Ela retribuiu o carinho, era bom te-lo por perto, mas seus problemas eram apenas seus, não diria nada a ele, mesmo sabendo que ele insistiria... então soltou-se do abraço dele,
_ eu tenho que entrar, - ele a olhou serio,
_ rin...
_ ta tudo bem sesshy, eu tenho que entrar, Obrigada por se preocupar, - ela deu-lhe um beijo rápido na bochecha e entrou em casa, deixando um sesshoumaru disposto a descobrir a verdade parado em sua porta...
Durante todo o resto do dia rin permaneceu em seu quarto, olhava fotos antigas, mexia em caixas cheias de lembranças, boas lembranças. Já era tarde quando Ayla chegou em casa, parecia estar exausta, rin foi ate ela,
_ desculpe a demora filha, tive que adiantar umas coisas para poder folgar amanha... – a menina a olhou confusa,
_ não vai trabalhar amanha? – a mãe olhou sua menina com a compreensão no olhar pela duvida infantil, mas afirmou
_ eu nunca trabalho no dia de amanha...
_ mas desta vez é diferente – rin abaixou os olhos, e sentou-se no sofá, ayla sentou ao seu lado e passou o braço pelos ombros dela puxando-a para si,
_ faremos como sempre, estaremos com ele o dia todo, será diferente, mas não vamos deixar passar em branco, é o dia dele, prepare algumas coisas, nos pegamos a estrada pela manha, bem cedo, - então levantou-se e beijou a testa da filha, saiu do aposento deixando uma rin ainda mais confusa, ela achou que isso poderia ser ainda mais doloroso...
Amanheceu o dia 16 de novembro, eram seis da manha, e pela primeira vez em 20 anos uma tradição não se cumpriu, não havia café da manha especial, não havia bolo, não havia festa e nem comemoração, havia apenas um sentimento de falta daquele que hoje comemoraria seu aniversario, do grande homem, marido incomparável e melhor pai. As duas mulheres Nagasaki saíram de carro, seguindo a estrada ate Nagoya, onde viveram épocas muito felizes, e perderam alguém muito especial... Hoje, 16 de novembro é aniversario de Liyu Nagasaki, o pai de Rin.
Elas chegaram a Nagoya ás duas da tarde, fizeram uma parada rápida, a lanchonete de uma velha amiga...
_ Ayla? – uma velha senhora gritou surpresa ao ver a bela mulher ultrapassar as portas e entrar em seu estabelecimento, sorridente foi ate ela, - minha amiga! – abraçaram-se, depois ela voltou-se para rin – Rin-chan você cresceu! – abraçou a menina, - é bom ve-las por aqui, e estranho não te-las sempre por perto mais, - admitiu a mulher, sentaram-se em uma mesa,
_ precisávamos vir ate aqui hoje, você sabe... – a mulher abaixou os olhos,
_ eu sei... esta sendo um ano muito estranho para todos nós também, não mais do que para vocês eu tenho certeza, mas... fazem muita falta, todos sempre lembram dos Nagasaki, em tudo... sabe como são as coisas...
_ eu sei... também sinto falta da vida que eu levava aqui, Tókio é muito corrida, não tenho tempo para nada mais, nem para mim mesma...
_ o mal das grandes capitais... mas e a escola Rin? Como esta? Os amigos novos...
_ a escola é muito boa, Kaina- sama, as minhas amigas são muito legais também... Tókio não é ruim, só que também não é Nagoya... – a senhora sorriu em compreensão, a Família Nagasaki era muito querida na cidade, por todos, e depois de tudo o que aconteceu as coisas ficaram completamente diferentes... mesmo depois de os culpados do acidente terem sido pegos... afinal, já estava feito, e agora não tinha como trazer Liyu de volta...
_ estão com fome?
_ um pouco – disse rin,
_ eu estou faminta – ayla tentou animar,
_ vou trazer o preferido de vocês... – a senhora se levantou e foi ate a cozinha, muitas pessoas se aproximaram da mesa e cumprimentaram as duas mulheres, dizendo entender o motivo da vinda delas, e também lhes dando a sua condolência... não demorou muito para que a velha Kaina retornasse com um belo prato de comida para rin e ayla, e um suco de pêssego para a mais jovem e uma taça de vinho tinto para a amadurecida mulher... era três da tarde quando as duas saíram do local, e dirigiram-se direto para o cemitério memorial de Nagoya, onde agora jazia o belo e bom Liyu nagasaki.
Em sua lapide, escrito em letras douradas bem fortes estava o que ele representava;
" Dedicado a grandeza de um homem amável e amado."
As mulheres Nagasaki sentaram-se na grama bem cuidada do lugar, envolta da lapide do belo homem, as lembranças passavam em flash perfeitamente visíveis na cabeça de ambas, naquela data um ritual se cumpria todos os anos, nenhum nagasaki trabalhava, as mulheres levantavam cedo, e preparavam um banquete especial para o desjejum da manha, a casa enfeitada na noite anterior com flores de Sakura branca em todos os cômodos, velas e incensos demonstrava a harmonia da família que residia naquele local, então, com tudo pronto, o único homem das duas mulheres Nagasaki era despertador com muitos carinhos e beijos, sempre sorrindo, como era seu costume, desjejuavam todos juntos, na alegria contagiante do momento, e a canção de aniversario soava leve e doce nos lábios de suas mulheres, no ritmo harmônico perfeito da canção, e a manha se seguia com comemorações da família e momentos de união, no almoço, como rotina daqueles dias saiam para almoçar no bom e velho restaurante de kaina-sama, onde as pessoas da cidade sempre passavam para cumprimentar o aniversariante, a tarde passeavam, aproveitavam o dia juntos, no parque, nas lojas ou mesmo em casa vendo filmes ou brincando na piscina, os pais e a filha estavam sempre juntos, não somente naquele dia, mas como sempre, apesar de naquele momento o fazerem ainda mais intensamente, todos os amigos da família se emocionavam durante a noite, quando um delicioso e tradicional banquete era servido ao ar livre no parque próximo a casa, a luz da lua e de arranjos belíssimos criados pelas damas da família, e como tradição a queima de fogos, quando davam exatas dez e quarenta e oito da noite, o horário em que a mãe de Liyu deu a luz ao menino, os fogos explodiam fazendo um show de brilho no céu... todos da cidade colaboravam para a festa, e sempre era perfeita... a família Nagasaki era muito querida por ali, e sempre o seria...
Mergulhadas em suas lembranças Rin e Ayla não perceberam que anoitecia, e que o vento frio começava a soprar, mas não importava, elas não sairiam dali, não romperiam o ritual da presença continua da família em harmonia, e sem pensar ou perceber o que fazia, rin lentamente, com a voz baixa, quase em sussurros começou a cantar a canção de aniversario, Ayla deixou uma lagrima solitária escapar-lhe dos olhos e acompanhou a filha, as vozes se fundindo, se tornando uma voz singular, afinada, apropriada ao momento, tinha um leve tom mórbido, encoberto pela sensação de paz e alegria que a letra traduzia, em gestos singelos como o entrelaçar de dedos que as mulheres Nagasaki faziam, e sorriram singelamente uma a outra, captando a tristeza, a emoção e a harmonia daquele momento, fecharam os olhos e cantaram juntas, a voz agora alta, liberando a tensão e necessidade de paz que seus espíritos exalavam, quando ouviram algo explodir no céu, levantaram os olhos, o show de fogos de artifício começava, explodindo em varias cores e formatos, Ayla levantou o pulso aproximando-o do rosto e constatou no relógio,
_ dez e quarenta e oito... – disse em um quase sussurro, que rin ouviu bem,
As pessoas que estavam sempre presentes na festa noturna de comemoração da família nagasaki se encontravam ali, todas elas, com um sorriso singelo no rosto, envolta de onde se encontravam as duas mulheres, e no ultimo show de explosão uma frase se formou no céu, tomando vários tons de diferentes cores antes de sumir, com os olhos marejados em lagrimas as Nagasaki abraçaram a todos que compartilharam suas dores e aflições naquele instante e dividiram sua solidariedade e compreensão...
Rin olhou novamente para o céu antes de se juntar a mãe no meio do aglomerado de amigos, e em um tom de branco que desaparecia, ainda podia-se ler a homenagem de todos ali para o maravilhoso e honrado homem que foi Liyu nagasaki, no tom branco da paz em que ele se encontrava naquele momento, sorrindo onde quer que estivesse a observar aquela cena... podia quase ouvir o pai lhe sussurrar aquelas palavras de carinho que melhor o representavam.
"Vai ficar tudo bem, sossegue este coraçãozinho, feche estes lindos olhos e sinta a brisa leve do vento acariciar-lhe a face, e quando novamente abrir os olhos, tudo estará resolvido."
_ Vai ficar tudo bem... Feliz Aniversario Pai! – rin sussurrou indo em direção onde a mãe estava com os amigos...
______________________________________________________________________
Meninas, o que acharam?
Espero que estejam gostando, prometo não demorar mais tanto pra postar....
Obrigada por todas as reviews, vocês são demais, e meu motivo pra continuar escrevendo!!!!
Beejos carinhosos,
(Hey continuem me incentivando apertando este belo botaozinho ai embaixo e me deixe uma review!!! =D)
Obrigada!
Jhennie Lee
.
