Oie Meninas!!!

Espero que estejam gostando, aqui começa o inicio das explicações, na verdade vai parecer bastante confuso, mas os próximos capítulos tratam o desenrolar desta historia, finalmente vocês vão conhecer o outro lado da Rin!!!

Boa Leitura!!!

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Capítulo 14

Descontrole •

Os raios fracos do sol da manhã cobriram seus olhos sem permissão, ela remexeu-se na cama a procura do escuro para prolongar seu sono, ainda estava cansada, mas sua mente recobrava lentamente a consciência, e os fatos e acontecimentos preenchiam impiedosamente seu espaço na memória da agora mulher, rin sorriu ainda de olhos fechados ao se recordar da noite anterior, se entregara a ele, ao amor de sua vida... Tateou a cama a procura dele, mas não o encontrou, abriu lentamente os olhos e constatou o vazio, um calafrio percorreu o seu corpo, procurou por algum sinal de que ele ainda estava ali, mas não encontrou nada, nem suas roupas antes espalhadas pelo chão estavam ali, suspirou, estava completamente nua, coberta apenas por um fino lençol, enrolou-se nele e levantou ainda lenta da cama, tocando o chão frio, caminhou cambaleante ate a porta, não havia um ruído sequer na casa, ele não estava tomando banho ou preparando o café, ele não estava ali. Suspirou derrotada, talvez tivesse acontecido algum imprevisto, ela negava veementemente que algo pudesse estar errado, caminhou ate o banheiro e relutante deixou que a água gelada escorresse por seus cabelos, por seu corpo fazendo arrepiar-se, demorou quase uma hora sob a água, ali era reconfortante, sua fuga, quase um refugio. Sob o efeito da água gelada não precisava pensar, apenas relaxar e respirar, e tudo parecia bem, desligou o chuveiro e trocou-se, escovou os dentes e penteou os cabelos, ainda descalça desceu as escadas, foi ate a cozinha preparar algo para comer, estava faminta, o relógio marcava oito horas da manha, suspirou mais uma vez, era muito cedo, cedo demais para que estivesse acordada em uma manha de domingo.

Comeu algumas torradas e bebericou um chá, assistiu um pouco de televisão antes de decidir arrumar a casa, sua mãe deveria retornar no fim da tarde e gostaria de encontrar tudo na mais exata ordem, alem do mais, ela não tinha nada, absolutamente nada para fazer. Não procuraria por ele, claro que não, esperaria ate que ele ligasse, ele ligaria não é? Afinal, passaram uma maravilhosa noite de amor, e ele havia dito que a amava... Sorriu sem nem mesmo perceber ao recordar-se, como poderia duvidar dele de tal maneira? Ele havia dito, havia jurado solene seu amor, seu verdadeiro sentimento, tanto durante aquela tarde, como em seu ato de paixão.

Já passava das três da tarde quando Rin terminou tudo, a casa estava impecável, brilhante e cheirosa, mas ela estava novamente faminta, não havia almoçado, comera apenas algumas torradas durante todo o tempo em que esteve ocupada. Tomou um banho rápido para livrar-se da poeira e suor acumulado em seu corpo e arrumou-se simples, com uma calça jeans e uma camiseta branca, um tênis e sua bolsa lateral, parou ao passar pelo telefone, ele ainda não havia ligado, conferiu pela milésima vez o seu celular, nenhuma chamada ou mensagem, suspirou, havia algo errado? Trancou a porta ao sair e caminhou um pouco apressada ate uma pequena cantina ali perto, a comida era saborosa e o preço favorável. Fez seu pedido junto á uma coca. A televisão ligada passava um filme dos Simpsons, uma comedia seriada que ela simplesmente amava, concentrou-se em assisti-la e livrou-se dos pensamentos ruins que a sombreavam.

A manha de segunda chegou rápida demais, e as horas pareciam voar, e para variar, Rin estava atrasada. Sesshoumaru não havia ligado, sua mãe chegara tarde e estava muito estressada com o trabalho, Rin foi dormir tarde com a esperança de ouvir o telefone tocar, e agora acordara atrasada e de mau-humor, desceu as escadas correndo e pegou apenas uma torrada enquanto jogava a bolsa em suas costas, sua mãe parecia com um humor ainda pior que na noite anterior,

_ esta atrasada Rin!

_ eu sei, oka-san, já estou saindo! Ja ne!

_ ja ne!

Correu pelas ruas ate a escola, por sorte conseguiu entrar a tempo de ainda assistir a primeira aula, o professor Myouga falava sem parar... Nem mesmo teve tempo de cumprimentar as amigas, apesar de que não ficaram sem se ver durante as férias de verão... logo veio a troca de horários, e kagome e Sango estavam em sua carteira, conversavam animadas, ate que o professor entrou na sala, e assim correu todos os horários, no intervalo sentou-se como sempre com os amigos e falaram bobagens, mas sua mente ainda se mantinha ligada a Sesshoumaru, assim que a aula terminou decidiu tomar uma atitude, afinal, não poderia deixar as coisas como estavam, caminhou ate a faculdade de Sesshoumaru, não demorou nada para encontra-lo, ele estava parado no portão, encostado em seu carro, ela deu um passo e logo avistou uma garota correndo ate ele, ela possuía os cabelos ruivos ate a cintura, olhos verdes e pele muito branca, era bonita, mas uma beleza comum...

Mas não foi isso que a incomodou, foi que assim que chegou ate sesshoumaru lançou seus braços ao redor do pescoço dele, e então deu-lhe um selinho e sorriu, o coração de rin disparou, ele não poderia estar fazendo isso com ela não é? Então ela viu, mesmo a distancia o anel reluzente na mão da menina, estavam namorando, ele apenas usara rin mais uma vez, seus sentimentos se confundiram e fundiram e uma raiva e magoa enorme a tomaram, mas não faria escândalos, não era de seu feitio, e não valia a pena, seguiu correndo para casa, a raiva estava dominando-a, nem mesmo raciocinava direito, e não esperava que sua mãe estivesse em casa, quando bateu a porta com tamanha força que tudo estremeceu, sua mãe surgiu da cozinha e parecia muito nervosa,

_ o que acha que esta fazendo rin? – ela gritou, a menina virou-se irada,

_ não te interessa! Não mais! Você nunca esta aqui quando preciso o que esta fazendo aqui agora? Apenas para me criticar é? – ela gritou enquanto milhares de lagrimas desciam descontroladas por sua face,

_ o que esta dizendo rin? Esta me chamando de irresponsável? Eu te dou tudo, faço tudo por você! Como pode não ver isso? – Ayla gritou alterada,

_ eu só queria que ele estivesse aqui! – rin desabou em mais lagrimas e desespero, sua voz saia estranha, mas ela não percebia que perdia o controle – Queria que ele estivesse aqui comigo! Ele se preocupava!

_ rin? – agora a voz de Ayla era baixa, ela observava a filha com lagrimas nos olhos, enfim, compreendeu que sua pequena menina estava precisando dela, - rin? – tentou se aproximar, mas foi ainda pior,

_ NÃO! – rin gritou e Ayla foi jogada para longe, - eu quero voltar para casa! Quero que ele não morra, que nada daquilo aconteça! Só quero ir para casa e te-lo de volta! – Uma enorme luz irradiou de seu corpo, e logo tempestades formaram em torno de si como se ela estivesse envolta por um tornado...

_ rin! – ayla chamava por ela, mas rin não estava mais ali, lentamente as coisas ficavam desfiguradas e passavam por si, - não Rin! – os cabelos dela estavam tão longos e negros, e seus olhos extremamente verdes, suas roupas haviam mudado completamente, com enormes botas negras ate seus joelhos, uma espécie de maio-short preto e justo moldando seu corpo, uma espécie de armadura em forma de corpete negro, faixas saiam de todos os lados rodeando seu corpo e havia um enorme bastão em sua mão, _ Rin, por favor! – ayla gritava, logo percebeu o que acontecia e não pode acreditar, não poderia deixar que acontecesse, pulou sobre a filha jogando a no chão e recebendo um golpe da forte energia que envolvia o corpo dela naquele momento, e tudo lentamente foi se acalmando e voltando ao normal...

Rin estava desacordada nos braços de Ayla que chorava copiosamente, logo a porta escancarou-se revelando a figura altiva de Inu taisho,

_ ela despertou não foi? – ele aproximou-se das duas,

_ eu não sei o que aconteceu, eu só... – ayla retornou a chorar – eu não pensei que fosse possível, depois de tudo eu finalmente achei que as coisas estavam bem, e que ela não era Rin, entende? Que ela era...

_ Nagasaki, - ele completou.

_ sim – e novamente as lagrimas vieram destruidoras,

_ você sempre soube que havia um risco a se correr Ayla, agora sabe o que deve fazer...

_ não posso... Ela vai perder o controle de novo Inu... Eu não posso... – Inu Taisho abraçou-a e deixou que chorasse em seu ombro, aquele segredo era pesado demais para as duas, e era seu dever protegê-las, e o faria, Rin tinha de ir, estava na hora...

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Lentamente Rin abriu os olhos, reconheceu seu quarto, logo à memória voltou não entendia o que havia acontecido, não entendia nada!

Completamente perdida e em busca de respostas, tentou se levantar, mas não conseguiu, percebeu que estava muito fraca e cansada, logo o sono se apoderou novamente dela, e dormiu profundamente, sem escutar nada do que era traçado e providenciado para ela no futuro mais próximo, e mergulhada em seu mundo dos sonhos, não se deu conta do quanto tudo mudara e ainda mudaria.

Já era madrugada quando Rin despertou novamente, os flashes que passavam por sua mente a deixavam tonta, não podia compreender o que havia se passado, lentamente sentou-se na cama, percebeu que uma faixa envolvia sua cintura, sentiu uma pequena pontada de dor ali, mas não sabia como havia se machucado, viu a porta ser aberta e por ela entrar Ayla, tinha alguns arranhões na face e um dos braços estava enfaixado no pulso,

_ mamãe o que houve? – ayla correu até ela e a abraçou fortemente, as lagrimas involuntárias correram por sua face,

_ esta tudo bem rin, vai ficar tudo bem...

_ o que aconteceu? Eu não entendo...

_ eu sei querida, eu sinto muito... – então ela afastou-se e encarou a filha, suspirou, era hora de contar a verdade a Rin, não poderia mais esconder tudo aquilo dela, - querida, eu preciso que fique calma e me escute com atenção, esta bem? Precisa confiar em mim e tentar entender...

_ como assim mãe?

_ tenho que te contar a verdade sobre o meu passado rin, o meu e o seu... Eu não tinha certeza, mas ontem... Quando, quando você perdeu o controle e despertou...

_ despertei?

_ aquela é a sua verdadeira face Rin, a verdadeira Rin, não a imagem Nagasaki que eu criei para você, mas a verdadeira Rin Otokuno.

_ O-otokuno? Como-como no livro? O que você ta querendo dizer?

_ aquele é o livro do oráculo rin, ele escreve a historia da maneira como ela acontece com as pessoas de suas visões, ele estava lá para que você o lesse, algumas pessoas podem tê-lo encontrado primeiro, mas ele esperava por você, e agora que você o encontrou e sabe de tudo, ninguém mais poderá lê-lo, ele não pode mais ser encontrado, - ela suspirou, - aquela é a minha historia filha, a historia de como eu conheci seu pai, de como eu me apaixonei por ele e como eu vivi tal amor, como nos fomos felizes e violentamente separados, seu pai se sacrificou por nos, morreu para que pudéssemos continuar existindo, foi por isso que ele nos mandou para esta era, para que ficássemos a salvo, então eu estava desesperada, e quando cheguei aqui não entendi nada do que estava acontecendo, e eu achei que... Achei que tinha perdido você, eu estava normal rin, sem barriga de grávida, apenas eu... Foi doloroso... Ate que eu encontrei InuTaisho, ele esperava por nos aqui, para nos ensinar tudo e proteger, o oráculo nos enviou aos cuidados dele, e assim algum tempo depois eu conheci Liyu, ele era tão gentil e bondoso comigo, aos poucos ele conseguiu quebrar a barreira que eu criei para afastar as pessoas, ele me fez sorrir novamente, me fez amar outra vez... E assim nós nos casamos, e quando eu soube que estava grávida para mim era uma Nagasaki, um presente de Liyu para mim, e em memória de tudo eu a nomeei Rin, mas Inutaisho me avisou que havia uma probabilidade de você ser... Ser uma Otokuno, que a mudança temporal poderia ter afetado algo, mas eu preferi nunca acreditar, e como você nunca despertou com seus poderes, com sua forma Youkai, eu não suspeitava... Até que ontem algo a deixou tão profundamente ferida e nervosa, tão completamente furiosa, tão a mercê dos sentimentos e das fraquezas humanas que seu corpo procurou uma saída e encontrou uma maneira de bloquear a dor humana, transformando-a em sua outra metade...

_ você quer dizer que... Que eu sou uma meio youkai da era feudal que foi transportada através do tempo e que... Não, isso não é verdade! Isso não existe!

_ acalme-se Rin, por favor!

- Inutaisho? Pai de sesshoumaru e inuyasha? Ele sabe de tudo? Ele te ajudou em tudo?

_ sim, ele sabe...

_ e sesshoumaru sabe?

_ eu não sei filha, Inuyasha não deve saber, ele ainda era um bebe de colo quando tudo aconteceu, mas sesshoumaru já era um rapazinho, deveria ter uns quatro anos ou três, mas não deve se lembrar, a não ser que o pai tenha lhe dito algo... Mas isso não é importante no momento...

_ não é?

_ rin, você... Você terá de aprender a controlar suas emoções agora, por que depois que se desperta não há volta, todos os seus sentimentos vão influenciar em você... Você precisa treinar... Eu não queria, mas... Chegou à hora de mandá-la de volta...

_ o que você quer dizer? Para onde vai me mandar?

_ para o oráculo, para que treine e se aperfeiçoe... Eu sinto muito querida, é necessário... – então Ayla se levantou e saiu do quarto deixando Rin sozinha com seus pensamentos...

Ayla chorou por todo o resto da madrugada trancada em seu quarto, exatamente como Rin fazia no seu, abraçada ao travesseiro, chorava copiosamente, ate o dia amanhecer e os poucos raios de sol encherem seu quarto, quando Ayla com os olhos vermelhos entrou em seu quarto ela já estava vestida, uma calça jeans escura, uma blusa de manga três quartos branca de botões, os cabelos presos em um rabo alto, a franja reta sobre os olhos, o tênis all star preto nos pés, uma mochila nas costas e um sobretudo preto longo, a mãe olhou-a sem compreender,

_ eu já causei problemas demais, e não quero nem pensar na possibilidade de machucá-la novamente, então, para onde eu vou? – os olhos dela ainda estavam marejados,

_ rin – a mãe sussurrou,

_ esta tudo bem mãe, - ela se levantou com a mochila jogada apenas no ombro direito, - você me leva até a rodoviária?

_ você não vai de ônibus, - Ayla disse enfim tentando se controlar, - você seguira de trem ate Kyoto e de lá vai pegar um avião, para Londres.

_ certo, terá alguém me esperando?

_ em Kyoto eu liguei para uma amiga que vai ajudá-la ate o aeroporto e quando chegar a Londres vão esperar por você... Não precisa se preocupar,

_ tudo bem, - ela cruzou a porta e seguiu ate a saída de casa, Ayla a seguiu, entraram no carro e silenciosas seguiram até a estação, nem um abraço, nem uma palavra de despedida, não houve nada, enquanto Rin entrava no vagão e se acomodava, e quando o sinal da partida foi dado seu coração se comprimiu no peito, não havia volta, não existia mais Rin Nagasaki, a doce e inocente menina, agora existia apenas, Rin Otokuno, a perigosa e independente mulher...

I woke today

Hoje eu acordei
Inside the train of dreams

Dentro de um trem de sonhos
The rain poured down

A chuva forte caía
In black and white

Em preto e branco

I stood and stared

Eu parei e olhei fixamente
The rest of what remains

O resto do que sobrou
Of my own world crumbling around

Meu próprio mundo se desmoronando

I held my tears

Eu prendi minhas lágrimas
One day comes after another

Um dia vem após outro

The falling rain

A chuva que caiu
Caressed my skin again

Acariciou minha pele novamente
Just let it flow to wash away

Só deixe-a fluir para eliminar
A time gone by

O tempo que passou
A feeling long denied

Sentindo negado por muito tempo
My heart is no more bound in pain

Meu coração não está mais amarrado em dor

And now it's clear

E agora está claro
One day leads on to another

Um dia segue o outro
I dry my tears

Eu sequei minhas lágrimas
There´s so much else to discover
Somewhere

Há tanto para se descobrir em

outro lugar

I hear the sound, of thousand voices

Eu ouço o som de mil vozes
I lost my innocence

Eu perdi minha inocência
I'm on my way across the desert

Eu estou no meu caminho através do deserto
To rescue what I sent

Para resgatar o que eu enviei
Out of my heart
Away

Fora do meu coração
Distante

And now it's clear

E agora está claro
One day leads on to another

Um dia segue o outro
We'll fight our fears

Nós enfrentaremos nossos medos
And find the way back to each other

E acharemos o caminho de volta para cada um

Oh!

I hear the sound, of thousand voices

Eu ouço o som de mil vozes
I lost my innocence

Eu perdi minha inocência
I'm on my way across the desert

Eu estou no meu caminho através do deserto
To rescue what I sent

Para resgatar o que eu enviei
Out of my heart
Away

Fora do meu coração
Distante

(Shaman – Innocence)

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Então minhas fofas o que estão achando? Agora não existe mais uma doce Rin, aos poucos vocês vão conhecer a nova personalidade de nossa protagonista querida, entender os medos e os poderes dela, e enfim compreender por que tudo isso aconteceu, e o que mais querem por que ela e o sesshy não podem ficar juntos!!!

Aguardo vocês no próximo capitulo!!!!

Obrigada a todas que lerão, especialmente a H. Quinzel; Daaf-chan; Daaf-chan e . Obrigada pelas lindas reviews meninas, me fizeram muito feliz!!!

Beejooos,

Jhennie Lee

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