Olá minhas flores,
Sinto muitíssimo pela demora, mas tive alguns probleminhas pessoais, a vida anda uma correria e não pude encontrar inspiração para escrever ou tempo para postar... Bem, obrigada á todas que comentaram mesmo nessa longa ausência.
Espero que gostem... está quase no final agora.
Beijos
Capítulo 18
• Angústias de uma alma repartida •
Rin sabia que aquela névoa era o começo de uma das ilusões que pretendiam testá-la, no entanto, não conseguia se lembrar de nenhum momento em que estivesse rodeada por névoa, aquilo não lhe era familiar, não parecia como uma de suas lembranças... Parecia começar a desanuviar em algumas partes á sua frente, como um espelho refletindo a si mesma, e foi o que Rin percebeu, ela estava olhando sua própria imagem, pálida e incerta em um espelho de névoa.
Parecia assustadoramente pálida e com olhos grandes a se observar, sem a mínima compreensão do que pudesse aquilo significar... Rin continuou a olhar-se ali no silêncio rodeado pela densa névoa que não se dissipava. E as imagens começaram a vir, e novamente não eram memórias e assim Rin continuou imóvel, sem saber o que fazer diante da pequena imagem de Miyuki que surgia no espelho.
Um mar de sensações começou a tomá-la e Rin percebeu estupidamente o efeito da sala agindo sobre suas emoções, á medida que Miyuki caminhava em sua direção dentro do espelho a sensação de medo aumentava; ela parecia um pequeno anjo, como Rin sempre a vira, mas ao observar com mais atenção, seus olhos pareciam diferentes, sem vida, sem brilho; seus lábios não sorriam e a pequena Miyuki do espelho olhava para o nada através de Rin com raiva.
_ Miyuki?
_ Olá mamãe, você não parece feliz em me ver. Não esta feliz, mamãe?
_ Essa não é você, é um teste. Eu não sei quem esta tomando a sua forma, mas diga-me, o que quer de mim?
A pequena criança sorriu e a imagem de Sesshoumaru surgiu galante no espelho tomando a menina nos braços e desaparecendo.
_ Miyuki?
Risadas começaram a ecoar a sua volta e imagens, reflexos, flashes rodavam em frente aos seus olhos. Ele havia tomado-a de si, e ela, sua pequena menina, parecia mais feliz com ele, do que jamais fora capaz de ser com ela.
_ Isso não é de verdade, e essa ilusão fraca não pode conquistar o meu coração, não pode obter a vitoria me levando em devaneios tão pateticamente elusivos, esta ouvindo?
A névoa pareceu se dissipar aos poucos no silêncio e Rin estava em um enorme campo de flores, um jardim imenso de lírios brancos onde o sol brilhava. Ela jamais vira algo tão bonito na vida, e admirou o espaço por onde caminhava. Tudo parecia calmo e tranqüilo; talvez, na ausência de seu desespero a ilusão tenha desistido de domá-la e assim ela possa vencer o teste; este singelo, mínimo momento de fraqueza, de esperança em sua mente, foi o suficiente para quebrar a calmaria a sua volta e o vento soprar com força levando as flores, o céu tornar-se negro trovejante e o aperto em seu coração comprimir-se intensamente.
Uma sombra caminhava em sua direção e Rin deparou-se consigo mesma, mas os seus olhos estavam verdes como o mar e os longos cabelos negros balançavam sobre a roupa que ela se vira muitas vezes ao perder o controle; era seu lado negro, eram os seus próprios poderes lutando com ela.
_ Sabe Rin, eu tenho de dizer que você fica bem mais interessante quando esta parecida comigo, esta sua forma humana, não tem muita graça – o sorriso era sarcástico e a arma que ela trazia nas mãos representava a morte – você esta pronta? Eu sou o juízo final para você, temos duas opções, ou você me derrota e toma meus poderes, ou você perde e morre como humana. Hoje, aqui.
Não havia o que fazer, e Rin ergueu a cabeça pronta para a batalha, prometendo a si mesma, que desta vez, não deixaria as ilusões enganarem-na.
~oO Flashback Oo~
Quando a porta enfim se abriu a sala branca era carmim e o sangue estava em todos os lados, Hashi pela primeira vez encontrou dentro de si o desespero, ao ver o corpo inerte de Rin banhado de sangue jogado em uma enorme poça carmim de sua própria vitalidade. Ali, olhando-a respirar lentamente e lutando bravamente pelo resquício de vida que lhe sobrava ele teve medo, e em muitos anos não sentira a angustia que aqueles minutos de tortura tomaram de si até que Lyna a tomasse nos braços e curasse seu corpo com a luz, mas ele sabia que o espírito quebrado da garota jamais se consertaria, o que quer que houvesse ocorrido entre aquelas paredes, havia levado muito além de quase a vida de Rin, e isso o matava por dentro, lentamente.
~oO Flashback Oo~
Por um milímetro aquela enorme foice não a acertara na face, Rin desviou-se no ultimo segundo.
_ Tão lenta... Os humanos sempre são muito lentos sabe Rin? Seres inferiores. Abaixo da capacidade de obterem de si mesmos o máximo. Tão fracos e tolos, e você se deixou contaminar por essa fraqueza estupida. O que são sentimentos? O que é essa confusão que te perturba e distrai? É apenas uma faceta da morte que chegará breve hoje, para você.
_ Não seja tola, não há necessidade de gastar palavras comigo, você é uma face daquilo que desprezo em mim, não a minha face humana. Você não pode me dominar, já tentou antes. Nunca vai ser superior, por que não é capaz de enxergar a verdade que atravessa você. É apenas uma parte da personalidade de Rin, mas você não é a Rin, eu sou.
Tudo era muito rápido e corria sem uma direção, em um paradoxo de palavras, ações e temores. Tudo girava em torno da raiva e do controle, a tensão pendia no ar sob os golpes que eram desferidos, jorrando medo junto ao sangue que manchava o chão antes tão claro.
Rin finalmente acertara seu reflexo profundamente. O sangue pingava e o barulho das gotas carmim tocando o chão acolchoado parecia ecoar á longas distancias, era palpável aos atentos sentidos de Rin.
_ Quando eu vencê-la Rin, eu vou tomar a sua filha para mim. Não se preocupe quanto ao canalha do pai, ele não tocará nela. Oh não! Ela será só minha, como um troféu que eu vou destroçar e empalhar para ficar na minha estante, aonde eu possa olhar todos os dias e me lembrar da luz sumindo de você quando eu mata-la. Será lindo!
Ela sorria, os verdes olhos malignos derramavam veneno ás gargalhadas diante da face assustada de Rin. Tudo parecia muito fácil e Rin contra-atacou sem pensar acertando a imagem que sorria em escárnio com tudo.
A sala estava branca novamente, a névoa retornara e Rin viu-se em frente ao espelho, o reflexo mostrava-lhe apenas si mesma, completamente suja de sangue e ofegante, a névoa ficando menos densa e o branco acolchoado agora carmim. No fundo do reflexo, Hakudoushi estava sentado em uma poça de sangue que se formara á sua volta, escorado apenas alguns metros distante de Rin.
Demorou apenas um segundo para que ela entendesse que ele era seu oponente, e que ela o destruíra. E agora, o corpo fraco de Hashi, que sempre cuidara dela e de Miuyki, estava totalmente ferido por suas próprias mãos.
Rin sentiu sua alma quebrar-se frente aquela imagem. E enquanto corria para socorrê-lo deixou que toda a sua angústia tomasse conta de si. Quanto mais dor ainda precisariam infringir á sua alma já devastada?
Vocês me inspiram, por favor, deixem uma review.
Até breve,
Beijinhos,
Jhennie Lee
