Os personagens pertencem à poderosa S. Meyer e a fic a Nihal Riddle, que gentilmente me cedeu à tradução.
Capítulo 8 Sentença Ardente
POV Libel
Voltamos para a casa dos meus avós para pegar o carro da Tia Alice para iremos para o aeroporto. Seria minha primeira viagem de avião, na verdade nem sei o que é um avião, mas não importasse Lupo está vindo com a gente fico contente. Lupo é meu melhor amigo e um irmão mais velho para mim, tem muito carinho por mim e se preocupa muito comigo. O conheço desde que nasci. Se chama Paul mas eu o chamo de Lupo ou lobinho. Já íamos para o aeroporto no Jeep do tio. Anya dirigindo, Alice de copiloto, meus pais atrás com Paul que me levava em suas pernas olhando a janela. Podia dizer que não aguentava a emoção de ver essas coisas enormes mas já começava a sentir saudades de meus mascotes, Zumi e Siberiano e meus dois gatinhos siameses, Juliette e Toulouse; pelo menos Embry cuidaria deles, já que Emily não poderia depois que teve sua filha Lilen, segundo minha mãe, deveria cuidar dela já que era muito pequena ainda para cuidar- se sozinha.
Descemos no estacionamento do aeroporto de Port Angeles e Lupo me colocava sentada em seus ombros segurando minhas pernas para que não caísse. De vez em quando lhe tampava os olhos entre risos, fazendo com que tropeçasse mais de uma veze fingiu se irritar comigo. Enquanto meus pais e minhas tias arrumavam os papeis do voo, fiquei olhando as outras pessoas que entravam e saíam do lugar, com curiosidade. Nem lá na reserva havia tanta gente como aqui. Tão pouco entendia muito sobre a ida de Edward a Volterra. De férias? Entrar para algum hospício? Visitar a fábrica de chocolates de Charlie? Ah não, essa era na Suíça, acho.
-Lobinho. - brincando com o cabelo do meu irmão.
-O que foi pequena?- enquanto caminhava ate uma loja de doces e revistas que estava me dando fome.
-Onde fica a fábrica de chocolates do Charlie? – perguntei enquanto ele me descia de seus ombros para que pegasse o que quisesse.
-A fábrica do filme?
-Sim.
-Não sei- coçando a cabeça confuso. Olhei as estantes de doces mas não tinha dos Wonka, que azar e eu queria prová- los. Peguei um de cada e coloquei na cesta que Lupo trazia. Okami são muitos doces.
-Por quê?- inflando as bochechas emburrada.
-Porque os doces fazem mal para as crianças, se comem bastante. -e continuei com a mesma cara. - Não fique assim, além do mais não tomaste o café da manhã. Devolveu meus doces para a estante, deixando cisco para mim e cinco para ele, também umas revistas, um livro de problemas de lógica e um livro de colorir. Vamos que já devem ter terminado com as passagens. Me colocou de novo em seus ombros e saímos da loja caminhando até onde estavam nos esperando para a sala de embarque.
-Já chegaram. - disse meu pai enquanto caminhávamos rapidamente para a porta, onde os passageiros já começavam a entrar. Enquanto estávamos na fila para entrar, fiquei vendo o avião que se via desde a janela.
- Isso é um avião? – assinalei a janela, puxando o cabelo de Lupo para que prestasse atenção.
-Sim, nesse que nós vamos. - enquanto me descia de seus ombros e caminhávamos por um corredor em direção ao avião.
- E os cavalos?
-Que cavalos?- perguntou meu pai.
-Não dizem que todas as coisas com rodas têm cavalos de força?- todos que estavam ali riram e eu não entendia o porquê.
- Não filha, não tem cavalos. Com isso me referia à força do motor. - me explicou meu pai mas continuava sem entender como uns cavalos podiam entrar no motor, ao menos que fossem do tamanho de uma formiga.- Existem cavalos do tamanho de uma formiga? Chegamos até a porta do avião onde havia uma senhorita muito bonita deixando as pessoas passarem.
- Olá pequena. - me disse a senhorita e eu me escondi atrás das pernas de Lupo com vergonha, às vezes era tímida quando conhecia gente nova. Está de férias com seu pai?
-Lupo é meu irmão mais velho. Meus pais já entraram. - a senhorita arregalou os olhos e sorriu como uma coquete tonta para o meu lobinho. Essa está pensando o que olhando desta maneira para meu Lupo, vai ver se encostar nele vou mordê- la.
-Quando volte de suas férias poderia...- mas não a deixei acabar e me agarrei no braço de Paul para que me carregasse nos braços, como sempre não demorou em fazê- lo. Veja sua estúpida e vá procurar outro, esse é meu.
- Lupo já nos esperam lá dentro...- lhe dei um beijinho nos lábio como fazia de vez em quando por carinho e entramos no avião, sem antes mostrar a língua a essa velha patona. Tonta velha. - Nos sentamos em nossos assentos da terceira fila da primeira classe, meus pais na frente e minhas tias na frente deles.
- Ciumenta? – me sorriu Lupo que estava sentado na cadeira do corredor, eu só inflei as bochechas irritada de novo. Pois suas mãos enormes sobre meus cabelos me despenteando. - Pequena você é a única na minha vida. Não duvide. - me acalmei sorrindo.
Assim as primeiras horas de voo passaram rápido, depois de tomar o café da manhã começamos a jogar cartas e o livro de lógica que não entendi nada exceto a sopa de letrinhas. Ainda que metade do tempo passei espantando essas garotas que continuavam a olhar para Paul, isso fervia meu sangue e pelo visto não iriam entender por bem então fariam por mal. Me preparava para queimá- las inteiras ali mesmo quando meu pai me deteve como se tivesse adivinhado minhas intenções.
-Libel não vá fazer chamas aqui- me repreendeu meu pai.
- Por quê? Elas não param de ...- Na verdade me dava vergonha falar ainda mais na frente dele que estava lendo uma das revistas que comprou e com certeza me ouviria.
-Por isso- apontou um sinalizador com um cigarro em um X em cima.
- Que é isso?
-Significa não fumar-Lupo respondeu desta vez.
-Mas eu não fumo. O que o fogo tinha a ver com fumar?
-Paul está se referindo à fumaça que a sua chama produz ao se apagar, está proibido. - minha mãe respondeu desta vez.- anda filhinha, durma um pouquinho ainda faltam algumas horas antes de chegarmos a Roma.
- Está bem. Tratei de me acomodar na cadeira para dormir um pouco, mas Lupo levantou o apoio de braços e colocou uma almofada em suas pernas para que eu colocasse a cabeça ali. Fiz isso e enquanto ele acariciava minha cabeça acabei dormindo logo. Entre meus sonhos que se tornavam raros, me encontrava no meio de uma selva tropical extensa ao redor de um rio muito largo e de águas escuras. Do outro lado estavam jacarés encostados na praia junto a outros animais; mas em cima de uma árvore se encontrava um enorme jaguar de pele dourada e manchas escuras me olhando com seus olhos de um verde brilhante.
-Nos encontre. Escutei atrás de mim. Ao me virar me encontre frente a um homem de pele escura, com cabelo preto e olhos verdes brilhantes, algo curioso eram as marcas da sua pele que pareciam com as manchas do jaguar mas se confundiam com a cor de sua pele.- Espírito do Jaguar Negro.
-Quem é você?- perguntei enquanto via que mais pessoas de pele escura e olhos de todas as cores apareciam entre a folhagem da selva.
-Jaguar negro, nos encontre. - Procure a cidade prateada.- ele apontou para o rio, em direção ao sul onde um enorme planalto se estendia com a parte superior coberta pelas nuvens de chuva desta selva. Senti que meu corpo se movia até ficar de frente a uma cova escura e profunda; dentro se via um rio prateado que o percorria como uma serpente brilhante. - Podemos te ajudar, sua loba da noite e espírito do jaguar negro. Prolonga a vida e damos uma nova.
- Quem são?
-A tribo Caluse. - nisso desapareceram como senão existissem e em seu lugar apareceu um bonito jaguar completamente negro com os olhos vermelho alaranjado e brilhante, me lembrava meus olhos quando usava o fogo. Tudo ficou escuro.
-Okami, hora de acordar. - escutei Lupo me mexendo para me acordar. Abri os olhos e me encontrava nos braços de Paul já quando entravamos em um carro alugado. Bocejei e esfreguei os olhos com preguiça. - Dormiu linda?
- Mais ou menos. - limpava meu rosto enquanto minha mãe arrumava meu cabelo.
- O que Edward pensa em fazer Alice?- perguntou Anya com nervosismo e tensão.
- Os Volture negaram seu pedido, vai provoca –los.- disse minha tia dirigindo mais rápido que antes. Sairá ao sol ao meio dia.
- Mas faz muito sol para sair. - a voz de minha mãe soava um pouco duvidosa de como agir. Neste momento chegávamos à cidade, era um lugar bonito e pitoresco. Parecia que havia um festival na cidade e todos vestiam capas vermelhas. Será que era o dia da Chapeuzinho Vermelho?
- Ali vendem umas capas-apontei um pequeno posto com várias capas. Papai foi comprar várias, para cada um de nós e uma preta para mim já que era a única do meu tamanho. Saíram Anya e meus pais mas quando ia sair me detiveram.
- Você vai com Alice e Paul- disse meu pai.
- Mas...- já tinham ido. Observei Anya correr entre as pessoas em direção ao centro de tudo, seguida por meus pais, estava com um pouco de raiva porque não tinham me deixado ir. Olhei para Lupo e Alice que estavam na parte da frente tratando de fazer o carro andar entre as pessoas. - Só tenho uns segundos antes que se deem conta-pensei tratando de abrir a porta, diabos! Trava para crianças.
Acho que posso derreter o tricô de segurança, mas não posso exagerar e queimar a porta. Apenas controlar o meu dom. Fechei os olhos soltando um suspiro depois de colocar a enorme capa com o capuz também; começo a sentir essa mesma sensação de ardor que me percorre desde o coração percorrendo minhas veias, como se o sangue se transformasse em ardentes rios de chamas por cada parte do meu corpo. Quando sinto minha pele ardendo, abro os olhos já da cor vermelho alaranjada como se fossem chamas e toco a porta me assegurando de que o ardor não passasse muito da porta. Depois de três tentativas, exagerei um pouco e derreti mais do que devia mas pude liberar aporta e saí correndo do carro. Alguns segundos depois de sair escutei Paul me gritando, olhei para trás e já estava me seguindo mas tinha tanta gente que demoraria um pouco para me alcançar. Então comecei a correr no meio das pessoas e cheguei a um ponto onde me sentia asfixiada e me enfiei em um dos becos para recuperar o fôlego. Aí foi quando o vi pela primeira vez na vida real.
Aquele jaguar tão negro como a noite e seus olhos como os meus, me olhava sentado do outro lado do beco balançando a cauda deum lado para o outro. Ficamos nos olhando uns segundos quando esse decidiu ir- se, não aguentava a curiosidade, o que fazia um animal tropical tão longe e em uma cidade tão cheia. Logo o capuz escorregou de minha cabeça mas não dei importância e segui correndo atrás do animal como se fosse o que ele queria. Mas algo me deteve neste momento sentia esse cheiro fedido e característico dos vampiros mas esse era outro que desconhecia, era pior com se misturasse com o enxofre ou as cinzas ao vento, ainda vermelhas. Virei rapidamente para trás pousando o olhar sobre uma figura nas sombras com uma capa negra e de cabelo castanho com a beleza indescritível dos vampiros, mas essa não era a causa dos meus arrepios, eram os olhos carmim que pousavam seu olhar em meu pescoço. Oh não, em que me meti, não esperava encontra um vampiro nesta hora do dia. Mal dizia o momento em que saí do carro e só pude começar a correr atrás do jaguar. Por que não usei o fogo? Nem eu mesma sei, mas neste momento só tinha algo em minha mente: fugir. Cheguei à praça onde o jaguar desapareceu no ar como poeira enquanto saltava a fonte da praça, olhei atrás de mim recuperando o ar não tinha me seguido. Por que não me seguiu se era uma presa fácil? Os vampiros definitivamente são estranhos. Logo alguém me agarrou por trás e só pude dar um grito de susto.
-Aqui está você Libel- disse Paul, só usava meu nome quando se irritava comigo ou em meu aniversário. - Por que saiu do carro?.-uma coisa não podia negar seus músculos lhe caiam bem, claro, quanto estava sem camisa.
-é que eu queria ir com eles. - sorri inocentemente e ele me colocou em sus ombros, assim pude ver o instante em que Anya cobria Edward com seu corpo descobrindo- se um pouco e o empurrava para a torre. Ali entrou Anya com Edward. - apontei a torre do relógio onde meus pais também entraram, Paul entrou comigo em seus ombros justo quando Anya e Edward se separavam. Essa tinha um olhar estranho que só tinham meus pais ou meus tios Sam e Emily quando se olhavam nos olhos.
- Não te falei para que ficasse no carro? – nos olhou minha mãe com cara de brava e só sorrimos os dois de forma culpada. Quando comecei a sentir esse cheiro de vampiro e enxofre em toda a torre, só de pensar naqueles olhos carmim me fazia estremecer, me fazia tremer; parecia que Lupo sentiu meus tremores porque soltou um rosnado igual ao do meu pai quando dois homens com casacos marrom escuro apareceram.
-Edward, Aro quer te ver. - disse o mais alto deles com o cabelo preto e olhos carmim, ambos enrugaram o nariz olhando para Lupo e meu pai.
- Nenhuma lei foi quebrada Felix. - respondeu Edward- já não preciso de sua ajuda.- abraçando Anya pela cintura.
- Ainda assim quer vê- los, a todos. Disse o outro justamente quando Alice entrava.
-Vamos Demetri não aconteceu nada, deixe de insistência. - disse Alice desta vez mas nisso apareceu outra vampira de trás de Demetri e Felix. Esta aparentava uns quatorze anos ou quinze mas seu rosto tinha uma expressão de ódio e um sorriso cruel desenhado em seus lábios.
-Por que demoram tanto?- perguntou friamente aquela garota e por um momento cravou seus olhos em mim mostrando em seu sorriso suas presas afiladas. Como não havia remédio tivemos que seguí- los, pelos tremores do meu pai e irmão não lhes agradava muito a situação. Comecei a temer por minha mãe e irmãozinho, eles não podiam se defender enquanto eu sim. Ia ser forte. Chegamos até uma sala com três tronos e três homens? Ou Mulheres? Um se aproximou, mas que mulher mais feia, ou era um homem? Não são as mulheres as únicas com cabelo comprido? E Porque os três tem o cabelo comprido, por acaso é uma convenção dos três mosqueteiros?
- Ora, ora o que temos aqui. Não esperava ver tanta gente. - disse aquele homem- três vampiros, três lobos e uma humana.- se aproximou de minha mãe percebendo mais o seu cheiro o que provocou um rosnado em meu pai.- bem para ser exato quatro lobos, se não me equivoco.- estendeu a mão para minha mãe- Posso?- Sorrindo macabramente, ela a apertou, mas não demorou muito para soltá- la. -Ora que interessante, deve ser Bella suponho.
-Sim.
-Uma humana com um filho da lua, que desperdício igual aos dois cachorros. – disse o loiro platinado com a cara de nojo que nos olhava, aos que se referia como filhos da lua. Não tinha notado que junto à garota cruel estava outro vampiro da mesma idade dela que também me olhava com o mesmo sorriso de quando o vi na rua.
-Olá pequena. Quem é você?- me disse o primeiro dos três patetas que estavam perto de nós mas Paul começou a reagir mal e Felix teve que segurá- lo ou se não se lançava contra esse. Demetri me desceu das costas de Lupo e Edward teve que segurar o papai porque também estava igual a Lupo.
-Tenha cuidado Aro. - disse o terceiro com cara de cavalo que sempre está deprimido.- esse garoto é muito apegado à criança.- referindo- se a Lupo.
- Sou Libel. -disse um pouco intimidada pro aquele vampiro. Me estendeu a mão e eu a olhei desconfiada, depois do que aconteceu com Anya antes de nascer, desconfio dos dons do tato.
- Aro isso não é recomendável- escutei Anya dizer.
- Por quê? – perguntaram os três patetas com curiosidade.
- Dê a mão a ele, Libel. - disse Edward como uma ordem, sem outro remédio a dei e neste mesmo instante senti uma pontada que sentia sempre quando alguém tentava entrar em minha mente. Resisti um pouco tratando de me distrair com o pensamento do jaguar que vi na rua mas não pude mais e coloquei a barreira mental em meu corpo bloqueando o dom, mas desta vez aconteceu algo diferente, desta vez eu comecei a ler sua mente com meus olhos que tinham ficado de uma cor azul elétrica. O que eu vi me assustou e soltei sua mão assustada.
Então escutei o grito de minha mãe, voltou meu olhar até minha mãe que era segurada por uma mulher que não conhecia, Felix segurava Edward no chão, Anya tentava soltar minha mãe, mas outra vampira a segurou, Alice por Demetri, meu pai jogado ao chão sem poder se mover e Paul retorcendo- se de dor inexplicavelmente, também no chão.
-Calma lobinha isso não vai doer muito. - apareceu o loiro na minha frente me agarrando pelo pescoço e começando a me sufocar com suas mãos.
- Meu nome é Libel!-pude senti essa sensação de ardor em todo o meu corpo, mais forte que antes e a mão do loiro começou a se queimar pelo calor do meu corpo. Agarrei seu braço com o qual me sustentava e criei chamas ardentes em todo o seu braço também meus olhos se tornaram vermelho alaranjado brilhante. A sala começou a aumentar a temperatura de forma extrema. - SOLTEM MINHA MÃE!
N/A: E aí pessoal? Viram que menina danada? O que será que Libel irá aprontar? Algum palpite?Coloquem no review, vou adorar ,Lu.
