"Aceite querendo recusar. Finga na tentativa de enganar."


- Não, Jasmin. - Ian disse sério. - Eu não aceitarei não como resposta.

- Mas Ian, pense! Eu não conheço a sua família, e esse baile seria uma perda de tempo.

Ian soltou um risinho fraco e agarrou a cintura da vac- ops, de Jasmin.

- Por favor... - ele disse dengoso, com o seu sotaque sedoso britânico que poderia derreter qualquer garota. - Por mim.

Jasmin abriu um sorriso amarelo e tentou resistir aos encantos do Kabra. Afinal, ela tinha que se lembrar de seu foco.

Ian abriu bem os olhos e comprimiu seus lábios, formando um beiço. Fingiu imitar o gato de botas do Shrek, não que ele tenha visto o filme, mas a sua irmã imitava muito bem o gato quando queria algo.

- Aceita?

Jasmin aproximou-se mais de Ian e logo já estava dando O Beijo nele, e, sem que o Kabra percebesse, apertou um botão na mesa que estava do lado da cama, onde eles estavam próximos.

Exatamente como planejei.

- Posso considerar isso como um sim? - Ian perguntou, olhando Jasmin bem nos olhos entre os beijos.

- Sim, amor, aceito.

Ela só não percebeu que, ao dizer amor, Ian congelou um pouco onde estava e lembrou-se de outra pessoa. Ou melhor, uma outra menina.

E ele pôde sentir seu coração bater mais forte no momento em que a imagem dela apareceu em sua cabeça.

Ao lembrar-se dela, seus olhos saíram do rosto de Jasmin e encararam a parede, involuntariamente. Algo em seu corpo dizia:

"Essa não é ela. Essa é Jasmin, não quem você pensa que é."

Então ele tentou olhar de novo para Jasmin, mas só conseguia ver isso: Jasmin. Nada em sua aparência, apesar de ser idêntica a aparência dela, lembrava-o da menina. Não lembrava-o de...

- Adorável. - ele sussurrou.

Apesar de já ter percebido que algo incomodava o namorado, ela achou que fosse algo em suas... Partes delicadas. Mas ela conseguir ouvir quando Ian sussurrou algo olhando - não para ela, o que a própria achou um insulto - para a parede.

- O que foi que disse? - ela perguntou irritada, enfatizando a última palavra. Como algum garoto pode olhar para a parede quando ela está dando a graça de sua presença - e de seus encantos - bem na frente dele?

Como se tivesse voltado de uma viagem a outra dimensão - a dimensão em que ele estava beijando outra pessoa - olhou decepcionado para Jasmin e suspirou.

- Nada, querida. - ele negava referir a Jasmin como amor. - Achei que tinha visto uma mosca.

Jasmin levantou uma sobrancelha, mas preferiu não comentar nada.

Se você prestasse atenção para a fisionomia de Ian - o que Jasmin já tinha completo conhecimento por outras razões - quando Ian mentia, tremia leve e involuntariamente o olho esquerdo.

E naquele momento, Jasmin percebeu uma leve tremedeira no olho do Kabra. Mas o que ela não sabia é que, quando ele pensava na outra menina, não era o seu olho esquerdo que tremia, era o seu direito.

Ian nunca gostou da frequência de quanto olho direito tremia.


- SABE, ERA PARA A GENTE ESTAR OBSERVANDO, PORQUE ISSO PODERIA ACONTECER, E VOCÊ SABIA DISSO! - vociferou Natalie. As veias do pescoço da Kabra saltavam enquanto ela encarava o menino de um modo assassino.

- E a gente não tava porque... - o menino fez menção de uma continuação vinda de Natalie.

A Kabra comprimiu o olhos e fechou a mão em um punho.

- Eu acho que você sabe MUITO BEM porque a gente NÃO ESTAVA OLHANDO, DANIEL ARTHUR CAHILL! - ela gritou e atirou-se em cima de Dan. - RETARDADO!

Dan tentou tirar a Kabra de cima dele, jogando-a para longe. Mas isso significaria que ele teria que machucá-la, e ele não queria machucá-la...

Certo?

- EU VOU ACABAR COM A SUA RAÇA, CAHILL! EU SÓ TE CHAMEI AQUI PARA VOCÊ ME ACOMPANHAR ENQUANTO UMA VACA ESTAVA BEIJANDO O MEU IRMÃO E EU ESTAVA MORRENDO DE VONTADE DE QUEBRAR A TELA DO COMPUTADOR A QUALQUER MOMENTO.

Dan olhou petrificado para Natalie, e eliminou a voz da Kabra de sua cabeça, tentando somente ouvir seus pensamentos. A cara de Natalie estava cômica e ameaçadora ao mesmo tempo, mas ele não riria nem que dessem dinheiro para ele rir. O que a Kabra faria se ouvisse-o rindo? Coisas muito piores do que só gritar, como ela fazia agora.

Então Dan focou-se nos lábios rosados de Natalie. Ele podia perceber as palavras saindo de sua boca, apesar de não querer ouví-las. Provavelmente palavrões. Mas algo dentro dele dizia:

"Beije-a! Cale a boca dela com um beijo!"

Ele não queria obdecê-la, e se Natalie desse um tapa bem na hora que estava aproximando-se dela? E se ela não retribuisse? De repente, uma imagem apareceu em sua cabeça. O momento em que os dois estavam em cima do outro há minutos atrás, suas bocas quase roçando-se, um beijo preste a acontecer... Ele lembrava ainda de seus pensamentos:

"Você vai beijar Natalie Kabra. Natalie Kabra, cara. Quanto tempo você esperou por esse momento?"

Suspirou fundo e fechou os olhos. Tinha decidido. Quando abriu-os novamente, encarou a Kabra bem em seus olhos âmbar, só para prosseguir novamente para os lábios. Natalie ainda gritava e tinha o punho fechado.

Rapidamente, ele ergueu as duas mãos sobre o pescoço da Kabra e empurrou sua cabeça delicadamente até o rosto dele.

- Natalie, cale a boca. - ele ordenou, antes de fechar os espaço entre os dois.

Natalie teve um choque inicial e olhou para os olhos fechados de Dan, para garantir que aquilo estava realmente acontecendo. Dan estava... Beijando-a? Estaria ela sonhando?

Ou seria um pesadelo? Ela não odiava-o? Por que então estava deixando ser beijada? Por que estava...

Retribuindo. Ela estava retribuindo e fechando lentamente os olhos. Ela estava deixando-se levar pelos seus sentimentos mais uma vez, e essa era pior regra que ela poderia quebrar para uma Lucian.

Só que ela estava pouco se fudendo para pensar em regras agora. Ela estava beijando Dan Cahill, pelo amor de Luke!

- Natalie... - Dan arfou, quando teve que encerrar o beijo pela falta de ar. - Eu... Desculpe.

Ela abriu um pequeno sorriso antes de abrir os olhos, e virou a cabeça lentamente para a direita. Aproximou-se do rosto de Dan e beijou a bochecha do menino.

- Não se desculpe por algo que você gostou. - ela sussurrou brincalhona nos ouvidos do Cahill.

Dan achava que iria morrer com aquele sussurro. Então, só para continuar a brincadeira, virou o rosto para o ouvido de Natalie e sussurrou:

- Então, responda-me, se você gostou tanto disso, daria a honra de ir ao baile de máscaras comigo?


Hamilton tinha os tão chamados rótulos da sociedade. Ele era forte e com cara de bad boy. Qual era a primeira coisa que vinha na cabeça das pessoas? Sexo, drogas e rock 'n' roll. Ou até bebiba alcoólica.

Sem coração, sem cerébro. Um destino reservado a cadeia.

Sinceramente, como não parte da história e sim como narrador, creio que a sociedade é muito ridícula a ponto de pensar isso, ou sequer imaginar. Você só realmente pode julgar a pessoa se conhecê-la devidamente.

Mas a sociedade é pobre de pensamento. Ela ofende, julga e maltrata.

Hamilton odiava rock, nunca pensou em beber nem em se drogar. Sem cerébro? Rótulo ridículo de pouca inteligência.

Sem coração? Havia uma pessoa que naquele mundo provava o contrário, provava que Hamilton era a pessoa mais doce do mundo.

- Fico muito feliz que você tenha vindo. - Hamilton falou, ao sentar-se lentamente na mesa. Duas horas em ponto.

Mas ela não respondeu. Estava com seu rosto coberto por um capuz, e Hamilton não conseguia ver seu rosto. Porém ele ouviu uma pequena fungada, seguida de um suspiro.

Involutariamente, esticou a mão para a bochecha da amada.

- Está chorando? - a voz saiu fraca, como a de um menino assustado.

Então a menina levantou a cabeça, e Hamilton pôde ver o seu rosto um tanto corado - mas não por vergonhada, e sim pelas lágrimas que caiam de seus olhos.

Assim que viu as lágrimas, automaticamente Hamilton levantou-se e foi até o lado da menina, beijando a sua bochecha onde escorria uma de diversas lágrimas que agora inundavam o seu rosto.

Ele nunca tinha visto-a chorar, ela sempre fora forte. Algo terrível tinha acontecido, e ele precisava saber.

- Fale o que aconteceu, C. - ele sussurrou, tentando parecer forte e calmo.

- B-Baile... N-N-Nós precisamos ir a-ao b-baile.

O teatro e seu atores, iludindo corações e pessoas desde a Idade Média.


Click. Ela apertou o botão sem rodeios. Tinha uma missão para cumprir, e nada poderia sair fora do planejamento.

Um DVD, rosas e um lindo cartão feliz dizendo para verem o DVD.

O plano seguia de acordo com os passos de Hamilton Holt e de seu querido...

Jonah Wizard.

Ela suspirava só em pensar nele. Só em pensar ele com um fabuloso terno - que ela obrigaria-o a usar -, junto dela, com seu vestido azul Prada e seu sapato de salto alto preto básico.

E todos juntos também, no que seria o evento mais fabuloso dos Cahill: o baile da paz, ou seja, o baile Madrigal.


DESCULPE, DESCULPE, DESCULPE PELO ATRASO DE SEMANAS DO CAPÍTULOS MAIS TROLLADOR DO MUNDO!

Baile? Que porra é essa, Caah? Tá ficando doida? Olha o momento clichê da fanfic, Caroline! Que raio de baile é esse?

Ah, claro que eu não ia botar a Natalie com outra pessoa U-U Pelo amor de Deus. A parte da Natalie é a mais clichê da fanfic, FATO.

Em segundo lugar vem os pensamentos do Ian. Espero que tenham gostado ^^

E o aparecimento repentino do Jonah? Que bafão hein? Quem será o ela, para suspirar só em pensar no nosso querido Janus?

Uma dica: se todos são contra, eu sou a favor ^^

Por favor, quero saber as suas ideias sobre os elas e os eles da fanfic. Gosto de saber o quanto estou trollando suas mentes.

Ah, última coisa. Percebem que o Hamilton chamou o seu ela de "C". Será o apelido dela? Ou a primeira letra do nome?

Espere, serei eu? Sabe, C = Caah/Caroline.

Opa, falei demais. Falei mais do que devia ^^

~CaahT39C