É TUDO DA MAMY STEFF, ESTOU APENAS BRINCANDO DE BARBIE, OK?


– Bom dia Bella! Como passou a noite? – meu pai perguntou enquanto se servia de um generoso gole do seu café quente e muito, muito preto.

– Dormi maravilhosamente bem, pai. Obrigada, e você?

– Também, querida – ele sorriu.

– Pai, você sabe o que eu já lhe falei sobre cafés muito pretos. Isso vai acabar te prejudicando, chefe, você toma todos os dias sem falta. Tente ser light como eu. – ri divertida mostrando a maçã que estava comendo.

– Sinto muito Bells, maçãs não enchem barriga de grandes homens.

– Aham!

– Sua mãe comentou que você gostou da terapia. Fico feliz filha, será mais fácil pra você da segunda sessão em diante.

– Eu espero que sim, no começo foi meio constrangedor, mas tudo bem.

– Entendo – ele pôs a xícara na mesa – vamos? Papai precisa ir trabalhar, eu te levo pra escola.

– Pai – disse dengosa – tá, vamos! Mamãe já foi para a galeria?

– Há algum tempo.

Então nós saímos: Charlie em direção às empresas e eu à escola.

Meus pais e eu vivíamos numa situação de vida muito boa. Minha mãe era uma artista e designer de interiores, ela era dona da galeria mais famosa de Seattle, as pessoas realmente estavam dispostas a pagar turbilhões de dinheiro nas obras da R.S. Gallery&Design, e contratar seus serviços, Renée sabia ser muito eficiente no que fazia.

Charlie era um daqueles manda-chuvas. Ele era dono da maior construtora de Seattle também, ou seja, nadava em dinheiro. E ainda conseguia ser humilde, por isso quase todos o adoravam.

E eu? Eu sou a filha calma e nada extravagante que precisava de terapia por isso.

– Certo Bella, vejo você na saída. Boa aula!

– Obrigada pai! – disse descendo do carro.

Qualquer pessoa poderia dizer que eu deveria ter milhões de admiradores por que eu sou como uma galinha dos ovos de ouro. No começo as pessoas realmente tentavam se aproximar, eu sabia que era por causa do dinheiro. Quer dizer, o que mais de interessante eu teria, além disso? Certo que eu também não queria a amizade dessas pessoas foi aí que eu conheci Alice e Rosalie. Nós nos tornamos melhores amigas porque passamos por situações muito parecidas. Elas são filhas adotivas do dono e médico-chefe do melhor hospital da cidade, Carlisle. O homem era um doce.

Então era basicamente assim: Éramos galinhas de ovos de ouro, solitárias galinhas de ovos de ouro, porém unidas.

– Bella!

– Meninas! Oi!

– Bella, você não sabe! – Alice tiniu.

– O que eu não sei?

– Sabe o McCartney, Emmett? – ela disse.

– Sei – ergui a sobrancelha

– Pediu pra sair comigo! – Rosalie saltitou eufórica

– MENTIRA! – exaltei

– VERDADE! – Alice retorquiu.

Então como uma coisa devidamente ensaiada nós três começamos a dar gritinhos espontâneos de pura excitação.

– Sabe o que é melhor? – Rosalie suspirou – não é por interesse. Eu sinto isso, sabe? Ele é tão bom comigo, eu poderia passar o resto da minha vida com ele.

– Isso é fodidamente bom Rose. Fico muito feliz por você – eu disse.

Então o resto do dia nós passamos calmamente, discutimos qual seria a roupa de Rosalie para o encontro e optamos por um vestido pretinho básico já que seria num restaurante muito chique para que ela pudesse usar jeans. As aulas foram um saco, então eu escolhi preencher minha mente com o doutor McDreamy que eu ainda esperaria seis dias para ver.

Quinta- feira

Pensar em Edward Cullen.

Sexta- feira

Sonhar com Edward Cullen.

Sábado

Fofocar sobre o maravilhoso encontro de Rosie.

Domingo

Ansiar ver Edward Cullen.

Segunda- feira

Imaginar coisas bobamente sexuais sobre Edward Cullen.

Terça- feira

Nervos em frangalhos.

– MÃE! – gritei em plenos pulmões – MÃE!

Então eu ouvi seus passos apressados rumo ao meu quarto e não me assustei quando a porta foi aberta abruptamente por uma Renée ofegante.

– O que foi querida? O que houve?

– Mãe... – coloquei meu dedo indicador na fonte do meu nariz e respirei pacientemente apontando para o meu guarda-roupa – Onde estão... Onde estão minhas camisas? E minhas calças?

Um guarda-roupa feito só de saias curtas e diversas blusas totalmente pomposas que caberiam divinamente com as saias. E Renée suspirou aliviada. ALIVIADA.

– Ah, é isso! – ela sorriu – ah querida, eu achei que você havia ido muito mal arrumada para a consulta com o doutor Cullen da última vez, então tomei a liberdade de colocar suas roupas inadequadas para lavar justamente no dia em que você retornaria. Não é fantástico?

Eu fiquei boquiaberta.

– Fantástico, mãe, fantástico! – disse esbaforida. – por favor, pode ir. Vou tentar arrumar alguma coisa pra vestir... Já que você me deixou completamente sem roupas!

– Oh querida, não é para tanto. Deixe-me ajudar você, sim? – ela sorria

– Santo Deus, mamãe! Tudo bem arranje alguma coisa aí – joguei-me na espaçosa cama, derrotada.

Depois de vinte minutos e constantes avisos de que se não se apressasse eu iria me atrasar, Renée jogou uma saia preta de cintura alta e uma camiseta branca de gola V na cama para que eu pudesse vestir.

– Jura? – bufei.

– Juro, agora se apresse! – ela riu.

Diferente de Renée, eu era muito prática com as minhas coisas. Ou seja, minha arrumação não demorou mais que poucos minutos. E eu até que gostei do resultado, é...

Olhando no espelho eu pude ver que tinha um bom corpo, quer dizer, eu não era gorda e nem magra demais. Eu tinha umas curvas interessantes e meus seios tinham um tamanho aceitável, talvez se eu pusesse um pouco de maquiagem ficasse melhor, mas eu poderia adiar isso. Pus meu melhor all star e saí quase correndo para não me atrasar.

– Oi, minha consulta com o do...

– Pode se sentar, o doutor Cullen vai atender você em alguns minutos. – a assistente que eu denominava srt. Assistente Simpatia se chamava Jéssica, era um amor de pessoa, talvez se ela tivesse minha idade e estudasse na Forks High School nós também poderíamos ser boas amigas. Nada contra.

Então eu me sentei sentindo a familiar aflição, vulgo friozinho na barriga, antes de ver o doutor McDreamy e toda sua masculinidade em pessoa. Santo Deus, o homem era a perfeição encarnada e eu era provavelmente só mais uma dessas adolescentes babacas que ele atendia.

O que eu não daria para ser a Halle Berry. Talvez ele babasse por mim, e eu o teria na minha mão.

De onde eu venho tirando isso? Bella, você tem problemas. Você nunca tentou seduzir alguém antes, você sequer sabe o que é masturbação. Pare de atirar fogo nas calcinhas, mas que droga.

E aí eu levantei o olhar.

E lá estava ele. Lindo. Aquela blusa branca gostosa de mangas arregaçadas mostrando aqueles músculos muito pecaminosos.

Por Deus homem, dê-me seu prazer carnal!

Eu fiquei surpresa ao notar um breve olhar do sir. Cullen em mim. Não para mim. Em mim. O olhar do homem que encontra sua presa sexta à noite.

Não vou mentir. Eu adorei.

– Olá Bella, vamos? – ele sorriu ao ser pego no flagra.

– Vamos sim doutor Cullen – eu ri – até logo Jéssica!

– Até logo, querida. – ela respondeu enquanto eu entrava na sala da perdição.

– E então garota, como passou a semana?

– Muito bem, na verdade. Foi uma boa semana, exceto por hoje.

– O que houve hoje? – ele cruzou as mãos, evidenciando os tentadores dedos longos.

Pare de ser tão sensual, pare de ser tão sensual, pare de ser tão sensual...

– Antes de vir pra cá, eu descobri que minha mãe mandou todas as minhas calças e blusas mais largas para a lavanderia para que eu pudesse vir mais arrumada – suspirei – e aqui estou eu de saia e com essa blusa totalmente... Fora do meu contexto? – eu olhei para o meu próprio decote impressionando a mim mesma o quanto meus seios ficavam bons nela.

– E você se sente muito desconfortável nessas roupas?

Eu cruzei as pernas involuntariamente e olhei distraída para algum ponto da sala – Não muito, eu achei que ficaria pior. Eu até gostei do jeito como acentuou o meu corpo, sabe? Talvez eu seja capaz de usar roupas assim mais vezes, mas o jeans é o meu estilo.

Olhei novamente ao senhor McDreamy e me dei por satisfeita ao pegá-lo olhando sutilmente para as minhas expostas pernas cruzadas. Ora, ora...

– Entendo srt. Swan – ele sorriu normalmente – então você acha que há algum ponto positivo no que a sua mãe fez?

– Claro! Tipo, roupas assim atrai você... Digo caras como você, não é? Mais velhos... – dei-me por nervosa. – talvez isso seja bom.

– Pode-se dizer que sim. Os homens em geral apreciam curvas, roupas como essa sua, Bella, encaixam-se perfeitamente se você quiser ir num encontro, por exemplo.

– Isso é ótimo! Talvez algum dia eu tome uma atitude – ri suavemente.

Edward é o homem dos sonhos. Definitivamente.

Eu amei a sessão. Definitivamente.

Quer dizer, conversei com o doutor McDreamy sobre curvas e o que atrai os homens. Ou seja: o que atrairia ele. Perversa eu, não?

O nosso tempo foi maravilhoso, nós divagamos bastantes e eu nem o sentia como o profissional que estava ali para trabalhar comigo. Eu o sentia como Edward, um cara que eu estava conhecendo. Nós quebramos mais barreiras de médico e paciente, sem contar com as olhadelas e sorrisos maroto que ele dava quando eu o pegava olhando para alguma parte exposta do meu corpo. Talvez ele estivesse me achando atraente? E o pior que eu não poderia contar para Alice, eu não teria como dar explicações de como conheci o cara já que havia prometido a Renée que guardaria segredo absoluto.

Eu sei que agora eu estava mais confiante para conversar com Edward, até mesmo para ousar um pouco mais nas roupas e nas conversas. Talvez eu devesse tentar temas mais picantes, talvez. Eu poderia tentar atraí-lo e deixá-lo desconfortável, seria deliciosamente bom ter o sir. McDreamy de calças apertadas na próxima sessão.

Bella você é uma devassa.

– Edward eu sei que essa terapia deveria ser muito sobre mim, mas eu realmente odeio muita atenção, poderíamos falar um pouco de você para que eu me sinta mais à vontade?

– Claro – ele riu – o que você gostaria de saber?

– Hum... Me pegou de surpresa – ergui a sobrancelha – Talvez sua vida pessoal também? É justo.

– É também me parece justo!

– Então... Você tem namorada? Ou você prefere garotos? Ou garotos e garotas? – eu disse divertida relembrando nossa primeira sessão.

Edward olhou para mim durante poucos segundos e pendeu a cabeça para trás numa gargalhada que mostrava suas veias másculas que me atraiam como mel, supondo que eu fosse uma abelha, claro.

– Eu gosto de garotas, Bella. E não tenho nenhuma namorada, ultimamente ando sem sorte por esses campos da vida, garotas boas não se interessam por mim.

– Eu compreendo sua angústia sir. Cullen. Mas minha sorte anda um pouco diferente da sua. Encontrei um cara legal... E bonito também.

– Gostaria de falar sobre ele? – ele disse mais sério.

– Talvez numa outra sessão? – eu olhei para o relógio – temo que não temos tempo para isso agora – eu disse quase tristemente ao perceber o quão rápido as horas podem passar perto de Edward.

– É verdade – ele disse ao olhar para o seu próprio relógio – eu nem percebi o tempo passar. Pois muito bem, deixaremos para terça que vem, então?

– Perfeito. Obrigada Edward, até mais!

– Até mais, Bella – ele disse apertando a minha mão com aquela coisa gostosa que ele chama de mão.

Céus. Tenho certeza de que aqueles dedos de pianista saberiam trabalhar muito rudemente bem em mim.

Má, má, má. Bella má!


OLÁÁ minhas meninas, é ótimo saber que vocês estão positivas em relação a fic! *-*

Eu irei trabalhar bastante nos capítulos para que fiquem mais interessante gradualmente, siiim? Tentarei postar um capítulo por dia.

Espero que aproveitem e eu prometo que na próxima sessão Bella e Edward se tornarão mais danadinhos, heinnn? Mas pra isso eu preciso de reviews para saber se vocês lêem a fic. Beijiiiiin *-*