Desculpa a demora D: - mesmo gente, eu ia terminar nas férias e olha no que deu... Já é fevereiro! Espero que gostem, de verdade.

Ana KrolTomare que ainda esteja ansiosa *-*, brigada pela review (:

TheVamps – Vai gostar sim, pelo menos eu acho, hm. AUEHAUEH

POV - Bella

Despedi de minha mãe, que ainda dava recomendações até saírem pelos cotovelos dela, não parava de falar um minuto, dei um abraço forte nela porque apesar dela falar exageradamente eu a amava em algum lugar do meu coração. Beijei o rosto do meu pai, peguei as malas e fui para a sala de embarque, acenando com a mão para eles dando um tchau e um sorriso. Quando vi já estava sentada no banco do avião esperando a decolagem, pensando em como seria o melhor verão da minha vida, o melhor ou o pior.

Danielle iria estar me esperando, ela estava com a família dela e precisava de uma companhia e como meu irmão está em Los Angeles, ela me convidou e aproveitou já que tenho estadia grátis. Apesar de que aturar meu irmão não seria fácil, fazia tempo que não falava com ele, e não sei como ele lida com a faculdade, trabalho e não sei as regras que vai impor, não quero nem pensar. Mas eu penso que ele não seria tão duro, principalmente porque são minhas férias, e eu tenho que aproveitar.

Liguei meu Ipod no volume máximo, encostei na poltrona macia do avião e fechei os olhos. Logo entrei no sono, querendo que as horas passassem rápidas.

-x-

Senti o avião aterrissar com o baque no chão, e acordei. Esfreguei os olhos devagar, quando ele parou por completo, desci, e fui pegar as minhas malas. Estava tudo caindo da minha mão, eu realmente tinha levado coisas demais como mamãe havia dito. Fui em direção ao táxi que arrumou minhas coisas no porta-malas, e seguimos para a casa do meu irmão.

Comecei a relaxar no banco do carro, respirei fundo. Olhei para as lojas que se seguiam e fiquei me perguntando se foi uma boa escolha passar essas férias com meu irmão, pensando como ele iria me receber principalmente depois da nossa última briga quando logo depois ele foi embora.

O táxi parou na frente de um prédio enorme, e agradeci. Peguei minhas malas, e fui falar com o porteiro.

- A senhorita é Isabella Marie Swan? – ele perguntou.

- Sim, sou eu.

- Seu irmão está te esperando. Seja bem-vinda.

Sorri para ele, e fui em direção ao elevador com minhas coisas que eu nem conseguia segurar direito. Apertei o 16º andar, quando vi já estava na porta do meu irmão, 675. Ouvi a campainha soar dentro do apartamento, e passos vindo em direção da porta, fiz um sorriso amigável.

- Oi Swan. – ele abrindo a porta disse. Fez um sorriso parecido com o meu, eu foi aí que percebi o quanto sentia sua falta.

Não agüentei, deixei minhas coisas no chão e pulei nele para um abraço, que estava preso a 5 anos. Ele sorrindo retribuiu meu abraço, e depois deu um beijo na minha testa.

- Oi Emmett – sorrindo, olho pra ele. – Eu prometo não atrapalhar, e organizar a casa, e fazer comida, e... – ele começou a rir alto e me fez sorrir também.

- Claro que vai fazer tudo isso, tenho que ter alguns benefícios com a sua estadia. – ele disse piscando.

Emmett pegou parte das minhas malas me convidando para entrar, enquanto eu pegava o resto da bagagem. Logo que entrei pude ver que ele tinha muito bom gosto, ele foi me mostrando o apartamento enorme que ele tinha, seus móveis eram impecáveis, a maioria era branca ou em madeira dando um ar de um ambiente claro e bem arejado. A varanda do apartamento era praticamente minha sala de aula inteira, tinha altas portas de vidro e uma TV digital de umas 50 polegadas na sala, e a cozinha parecia aquelas de programas culinários. Fui andando pelo corredor da casa, indo para os quartos.

- Seu humilde refúgio.

Quando olhei meu quarto quase caí pra trás, todo lindo com uma baita cama, e um closet todo só pra mim, além do banheiro que eu não tinha notado ainda o que torna meu quarto uma suíte.

- Nossa Em, obrigada.

Ele assentiu e apontou a porta na frente do meu quarto

– Aqui na frente do seu quarto é o banheiro, no fundo está o meu quarto na porta direita, e na porta esquerda é somente outro quarto, mas eu achei que iria gostar mais desse. Fique a vontade, eu vou estar na cozinha fazendo alguma coisa pra você comer, tudo bem?

- Tudo certo.

Vi ele ir para a cozinha, e fui tomar um banho pra relaxar. Quando liguei o chuveiro e entrei na água, pensei em como o Em estava legal, pelo menos enquanto o assunto da nossa briga não tinha vindo à tona. Tínhamos brigado por causa de mamãe, que sempre deu preferência para Em e isso era evidente, Renée amava mais ao primogênito. Eu não ligava, mas teve um dia que ela ao ver Em passar na faculdade deixou ele sair numa boa, e eu que tinha passado de ano também tinha ficado em casa, porque eu simplesmente não podia sair e ponto. Me irritou e discuti com Em e Renée depois. E no dia seguinte vi meu irmão ir embora sem se despedir de mim, e ficar anos fora. Pode ter sido birra minha, mas mesmo assim... Quero passar uma borracha nisso.

Balancei a cabeça em baixo do chuveiro para afastar o passado, e logo desliguei o chuveiro, depois fui para o quarto, me troquei colocando uma blusa regata e um shorts, saí do quarto e fui para a cozinha.

- Gosta de lasanha no microondas?

Ele fez um olhar culpado, e eu dei um sorriso.

- Gosto Em, fica sossegado.

Eu peguei a lasanha do prato, e ele me seguiu indo para a sala, ligou a TV e ficamos assistindo alguns filmes que passavam no Tele cine. Rimos juntos com o Adam Sandler, e quando era uma da manhã ele olhou para mim.

- Tenho que trabalhar amanhã. – desligou a TV – Vou levar a chave comigo, então estava pensando se você não podia ficar com a sua amiga amanhã. Não quero deixar você sozinha.

- Preciso ligar para ela. – mordi o lábio, pensando se seria uma boa idéia.

- E eu tenho umas condições. – aperto os olhos esperando a grande revelação – Você não vai poder sair de noite, as festas em Los Angeles são muito perigosas.

- O quê você disse? – levantei do sofá bruscamente, gritando claro.

- Isso mesmo que você ouviu. Mamãe e eu combinamos. – disse num tom calmo o que me irritou ainda mais.

Tinha que ter Renée no meio, como eu não imaginei? Estava tudo bem demais para o meu gosto.

- Faça que nem da última vez, quem sabe dessa vez a gente não se mata e acaba logo com isso?

Fui batendo o pé para o meu quarto, querendo que a nossa briga tivesse sido há milênios atrás. Bato a porta, tranco, e pego meu celular.

- Alô?

- Hey Dani, - suspiro tentando parecer controlada. – Tudo bem?

- Tudo, mas e você, está bem? – ela percebeu a minha voz sair trêmula do outro lado.

- Na verdade não. Posso passar o dia com você amanhã? – perguntei ansiosa.

- Claro que pode. Melhor você me contar amanhã?

Assenti, esquecendo de que estava no telefone.

- Bem melhor, quando estiver indo pra sua casa eu mando uma mensagem. Beijos.

Desliguei antes que ela me perguntasse mais alguma coisa, e depois vi uma mensagem não lida no celular de Renée enviada naquele minuto.

Não fique brava com seu irmão, eu e ele combinamos para o seu bem, e quando quiser ir a alguma festa ele levará você sem problemas, se ele estiver junto, claro. Mamãe te ama, beijos.

Agora eu vou ser monitorada pelo meu irmão, que coisa mais perfeita para as férias. Em tinha que avisar minha mãe que as coisas estavam mal, realmente que irmão mais protetor, que mal havia eu ir às festas? Eu e Danielle sabíamos muito bem como nos comportar, e também como evitar os meninos.

Emmett era um cara protetor demais. Devia ter previsto.

Tentei nem pensar, coloquei meu relógio pra despertar cedo porque não sabia que horas Em ia trabalhar. Me troquei colocando um pijama de shorts curto e uma regata no corpo, suspirei e me enrolei nos cobertores caindo na cama, não via a hora de chegar no outro dia.

POV - Emmett

Tive que ligar pra Renée depois da cena que a Swan fez.

Minha irmã era um saco de problemas em minhas mãos, sabia que quando ela chegasse já ia implicar comigo e olha só no que deu se trancou no quarto. Eu e Renée combinamos de não deixar ela ir para essas festas sem mim, como ela ia lidar com os caras mal intencionados? Como eu ia saber que ela estava bem nessa cidade enorme comparado a Seattle? Impossível. Aquela amiga dela não ia saber se proteger da mesma forma. Tinha que ir com supervisão, assim mamãe concordou, e agora ela trancada e eu só querendo o bem dela.

Fui para o meu quarto e vi uma mensagem de Rose no meu celular.

Você poderia vir aqui em casa amanhã amor? Me avise se der. Te amo.

Sorri, lembrando do nosso beijo na noite passada, tão macio e quente eram seus lábios, nosso primeiro beijo.

Claro Rose, pode deixar. Eu vou umas 8 da noite, também te amo 3'

Deitei na cama e fiquei pensando como manter minha irmã trancada amanhã em casa. Será que Edward podia se fazer de babá? Vou perguntar, tanto porque ele está me devendo uma.

POV - Bella

Eu estava dormindo tranqüila quando um barulho na porta me sobressaltou, eram as batidas de Em quase derrubando a porta do meu quarto.

- Estou indo para o trabalho Bell, vem comer. – ele disse agitado, correndo para a cozinha.

Suspirei, e fui me trocar devagar, colocando uma blusa azul marinho e um jeans, prendo meu cabelo num rabo de cavalo e coloco meus tênis com uma lentidão exagerada, achei que tinha colocado meu celular no despertador, acho que coloquei o alarme errado, droga. E a nossa briga me deixava mais lenta ainda.

Abri a porta do meu quarto e bocejei. Senti uma mão me puxar, estremeci com o movimento.

- Estou atrasado, - vi ele pegar umas bolachas e leite num copo fechado dando na minha mão e fechando a porta do apartamento logo que saímos. – Porque você não foi mais rápida?

Ignorei-o e fui para o elevador, seguimos em silêncio para o carro. Ele foi praticamente voando mesmo nas ruas movimentadas foi rápido demais, e me deixou no endereço da Danielle que tinha mostrado a ele quando entramos no carro. Ele arrancou com o carro assim que saí pela porta com o meu café da manhã tomado.

Dou de ombros e vou ao prédio da Dani, sorrio quando a vejo abrir a porta.

- Oi Dani. – corro pra abraçá-la.

- E como você tá Bells? – ela sorri e retribui meu abraço apertado.

- Tentando superar o trauma de não poder mais ir às festas com você. – olho para ela e faço uma careta.

Vou entrando na casa dela, e explicando as condições de Emmett. Nós ficamos no seu quarto um bom tempo, quando Karina, sua mãe falou que o almoço estava ponto, fomos comer e continuamos a conversar um bom tempo, além de jogar alguns jogos juntas. Depois do jogo ela mordeu o lábio.

- Queria que tivesse mais gente para jogar com a gente, ia ser mais legal. - Concordei com ela balançando a cabeça e ela continuou. – Acho que meus primos vão vir para o meu apartamento amanhã, a gente vai ter mais companhia.

- Preciso me distrair mesmo. – comentei.

Quando vi a hora, arregalei os olhos. Eu já tinha que estar esperando Em no portão do prédio da Dani.

- Já vou indo Dani. Quando eu vier de novo, eu ligo.

Atravessei o corredor correndo para o elevador, desesperada apertando o botão esperando, queria evitar outra briga com meu irmão. Entrei no elevador respirei fundo, quando as portas de abriram eu corri pra rua e La estava Em olhando para o relógio e depois para mim. Que azar.

- Entre no carro. – disse desencostando do carro e indo para o lado do motorista.

Entrei no carro em silêncio, e ele também não se moveu para mudar o quadro. Quando entramos no apartamento, ele começou a falar como se eu tivesse 7 anos de idade.

- Meu amigo vai ficar aqui com você hoje para não ter problemas com você querendo sair de casa para ir a algum lugar. Eu vou dar uma saída com a minha namorada. – Enquanto eu deixava meu queixo cair com a palavra namorada, ele deu um meio sorriso. – Tem comida na geladeira pra você esquentar e também tem Miojo, para você e para Edward. – Meu guarda costas. Nome bonito. – E não fique com seu espírito homicida perto de Edward, ele é um cara muito legal e você vai gostar dele, ele não tem culpa que seu irmão o obrigou a vir cuidar de você.

Fiquei pensativa.

- Você o obrigou? – engoli seco.

- Ele estava me devendo. – ele dá de ombros.

Fiquei imaginando o que de tão grandioso Em tinha feito. O cara iria me odiar para o resto da vida de privá-lo de algumas noites em Los Angeles. E depois de um tempo pensando, percebi que ultraje era eu ter uma babá.

- Uma adolescente precisa de babá? Eu sei suas regras e não tem como fugir de um apartamento trancado, só se eu me jogasse pela janela. – De repente minha voz ficou intensa com uma pontada de irritação. – E coitada da sua namorada, vai ter que carregar um traste que nem você.

Ele balançou a cabeça como se fosse completamente errado eu estar ali. Eu fui calmamente para o meu quarto, precisava urgente de um banho gelado para acalmar os nervos. Depois eu me troquei coloquei um short e uma blusa de mangas compridas fazia um pouco de frio em Los Angeles, e as mangas chegavam a passar das minhas maos, e não me importava com minha aparência estava na casa de Em e seu amigo deveria me aturar. Saí do quarto e fui pra sala, e vi Emmett todo lindo e perfumado na cozinha treinando algumas frases indo de um lado para o outro enquanto eu ria baixinho. Fui ajudar ele, estava um pouco fora dos padrões.

- Isto poderia ser entregue com um simples beijo, e um eu te amo Emmett. – olhei para o buquê de rosas na sua mão, e depois para seu rosto espantado. – Sério. Muitas declarações é para quem está numa fase realmente avançada, e tenho certeza de que você não está. – Juntei as sobrancelhas esperando sua resposta.

- Talvez tenha razão. – Ele suavizou o olhar. – Vai ser bem mais fácil também.

- Mulheres se emocionam com qualquer coisa, acredite. – acabei dando um sorriso involuntário lembrando como Ângela ficou sorridente quando Eric, seu namorado, havia dado um pequeno bombom escrito 'euteamo'.

Emmett olhou para mim confuso, e eu apenas fiz um olhar para que ele acreditasse em mim. E foi nessa hora em que a campainha tocou.

POV – Edward

Não acredito que estava fazendo isso para o Emmett. Tudo bem que eu estava devendo por todas as vezes que ele me livrou do chefe e de umas belas broncas pelo meu atraso. E tudo por causa das meninas dos bares que não largavam do meu pé, e aqui estou eu tendo que cuidar de uma adolescente birrenta que quer sair de casa, mas o irmão não deixa. Estacionei meu carro esperando que seja uma noite no mínimo razoável, sem brigas com a irmã do Emmett.

Desci do carro e logo o celular vibrou no meu bolso.

- Fala Alice. – acenando ao porteiro que já me conhecia.

- Tem certeza de que não vai sair com a gente Edward? – pensei nela fazendo um biquinho.

- Não Ali, desculpa. Tenho que cuidar da irmã de Emmett como já te falei. – faço uma careta e entro no elevador.

- Fala para ela vir junto. – Alice ainda tinha esperanças.

- Eu prometi a Emmett Ali. – me odiando por isso.

- Tudo bem, eu e Jasper vamos estar na Bucks Bar se você mudar de idéia, o acontecer qualquer coisa. Beijos maninho, te amo. – ela disse saltitante.

- Também te amo, valeu Ali. – Desliguei o celular e apertei a campainha.

Emmett abriu a porta com o maior de seus sorrisos esperando que eu não fuja em algum momento. Eu achei tremendamente engraçado.

- Oi Emmett. Já vai? – lembrei do seu encontro com a Rosalie, ele estava mesmo ajeitado.

Quando eu vi uma figura tímida atrás dele com os cabelos jogados pelos ombros, com as pernas uma na frente da outra e as mãos grudadas umas nas outras. A figura da timidez. Emmett segue meu olhar e suspira.

- Edward essa é Bella. Bella esse é Edward.

Meus olhos não saiam de Bella e pude perceber que ela notava cada traço do meu rosto. Suas mãos mexiam umas nas outras ela estava meio nervosa me parecia, seus olhos chocolate eram tão profundos que me segurei para não me afundar neles, o seu corpo era tão delicado que nem uma porcelana cara e bem feita, cuidada só pelos melhores artistas. Seu cabelo era um tom inconfundível castanho, e nessa hora suas bochechas coraram e eu reprimi um sorriso. Espiei Emmett pelo canto do olho, e ele estava com a expressão confusa e dura, desviei o olhar para olhar meu amigo com muito esforço.

- Tudo bem eu cuido dela. – Ele assentiu enquanto passava as chaves para a minha mão e foi para o elevador.

Fechei a porta do apartamento e tentei não reparar o olhar de Bella sobre as minhas costas me analisando. Virei de frente para ela que estava me encarando com aqueles lindos olhos castanhos, e talvez de uma hora para outra eu estivesse reparando demais na irmã do meu melhor amigo.