Angel: Hum Huuum, agora coisinhas começam a esquentar...
Yura: E você não quis mesmo mudar a história do (?), hein? õ.o
Angel: Claro que não! A mudança original foi um total desperdício no meu ponto de vista. u.u Ela tava perfeitinha do jeito que era.
Yura: "tosse""tosse"fanática"tooooosse"
Angel: ò.o Eu ouvi isso!
AVISO: esta fic foi escrita ANTES DE Sieghart 3rd Job, Mari, Dio, Zero e uns vilões aparecerem por aqui. Por isso, por favor peço pra que não xinguem muito alguns pontos futuros, ok? ^^
Disclaimer: Se eu REALMENTE fosse dona de Grand Chase, não ia precisar ficar procurando emprego. Mas como essa não é minha realidade... u.u (suspiro)
Capítulo 3 - Missões
- Destruam tudo!
'Não!'
- Todos que se opuserem devem ser punidos!
'Droga, corpo me escute! Pare com isso!'
- Matem todos! Por Lady Cazeaje!
'Não, não, NÃO!'
Ele nada podia fazer, só olhar. Seu corpo não o obedecia; por mais que sua consciência lutasse contra as amarras mágicas que a prendiam, elas não cediam um milímetro. Ele assistia toda destruição que causava e não podia impedir.
Do fundo de sua prisão mental, Ronan tentava mais uma vez lutar contra o feitiço, usava cada encantamento que conhecia, mas o resultado era sempre o mesmo: zero.
'Por quê? Droga, por quê? Eu senti quando a energia de Cazeaje sumiu, por que eu ainda não consigo me soltar?'
Era verdade; há algum tempo, quase todo o continente pôde ouvir um urro, como uma besta enfurecida, ecoar. No mesmo instante, Ronan sentiu que o peso da presença de Cazeaje em sua mente diminuía, até que ele não mais a sentia. Ela havia sumido! Ainda assim, o feitiço de domínio lançado sobre ele continuava. Ele estava atacando uma vila no momento, depois das Ruínas de Kastulle, junto com vários soldados e guerreiros Amon, além de dois magos negros e um Lich. Internamente, ele achava estranho que os magos e um lich viessem atacar uma simples vila, eles costumavam ficar no castelo e nas fortalezas maiores que tinham no continente. Então por que...?
Seus pensamentos foram interrompidos ao perceber que seu corpo havia parado. Ele estava em frente à um dos magos, e este ordenava que colocassem os cadáveres juntos, para que Lich os transformasse em mortos-vivos.
- Sim, senhor.
Enquanto via seu corpo jogar os cadáveres numa pilha, como se fossem bonecos de pano velhos, sua consciência queimava de indignação. 'Eu juro, pelo nome da família Erudon, que quando eu conseguir me libertar desse feitiço, eu farei de tudo para compensar a destruição que eu causei... eu vou destruir todos os monstros de Cazeaje, depois vou acabar com ela!'
Elesis, Lire e Arme, agora acompanhadas por Lass, saem finalmente do castelo. A aura maligna ainda permeia por todo o lugar, e provavelmente não desaparecerá durante longos anos.
- Sabe gente... - Elesis começa. - Eu falei que a gente ia derrotar os monstros de Vermécia, mas agora eu acho que tou me esquecendo de algo...
Lire comenta. - A gente não tinha que reportar para a comandante Lothos?
Gota aparece na testa de Elesis. Arme começa a rir.
- Hihi... bom, acho que tem razão Lire. - Arme comenta. - Afinal, todo mundo tem que saber que Cazeaje não tá mais aqui pra aterrorizar ninguém! Vencemos! - Ela começa a saltitar.
- E acho que a gente devia parar em alguma vila no caminho, para pegar mais suprimentos também. - Lire continua. - Tudo bem pra você, Lass?
Lass está apenas olhando à frente, acena positivo com a cabeça e não responde.
As meninas entreolham-se. - Ei Lass, eu tava pensando... - Elesis tenta puxar assunto. - você não tava a fim de aproveitar e ver algumas roupas novas pra você? Quer dizer... - ela olha a armadura que ele usa, a mesma da luta contra Cazeaje: a dos servos da rainha da escuridão. - ... acho que você não deve mais estar a fim de usar essa roupa por aí, né?
Lass pelo que parece a primeira vez, olha para si para ver o que vestia; seu olhar fica duro, o que com certeza não era a intenção da Elesis com o comentário. - ... Você tem razão.
- Er...
Lass passa pelas meninas e segue na frente do grupo. - Vamos logo. - Enquanto diz isso, ele tira a parte superior da armadura e as luvas e joga longe, ficando apenas com uma camiseta azul escura que estava por baixo, e as calças da armadura.
No caminho para o vilarejo mais próximo, eles passam pelos escombros de uma das cidades de Ellia destruídas durante a guerra contra Cazeaje. Nenhum prédio restava inteiro; ou havia sido tudo levado ao chão, ou apenas partes negras de algumas paredes ainda insistiam em manter-se de pé. Cinzas, pedaços de metal retorcido, madeira semi-queimada, e vários restos de pertences dos antigos moradores espalhavam-se por todos os lados; as vítimas da guerra.
- Não importa quantas vezes eu passar por lugares como esse, nunca vou me acostumar... - Diz Elesis
- Cazeaje causou tanto sofrimento, a terra vai demorar para se curar. Eu quase nem sinto a vida deste lugar, levará tempo até que alguma coisa consiga crescer aqui. - Lire comenta, triste, enquanto olha ao redor.
Elesis salta dentro das ruínas do que parecia ser um dos maiores prédios. - E essa parece que não era mesmo só uma pequena vila.. Isso daqui parece que era uma construção bem grande, tipo... sei lá uma biblioteca, ou...
- Um hospital infantil. - Lass diz longe do grupo.
As três olham para ele, mas Lass está com o rosto virado para o outro lado, com o olhar distante. Elas só conseguem ver metade de seu rosto. Lire nota um pedaço de pano perto de seu pé, e levanta pra ver. - Ele está certo, esse lençol tem bordado "Hospital Infantil Gaijin"...
Arme volta seu olhar pra o garoto. - Lass, como-
- Vamos embora logo, já perdemos muito tempo aqui! - ele sai pisando duro, suas mãos fechadas em punho. Elesis percebe que os punhos dele tremem ligeiramente.
- Lass...
Quando chegam no outro vilarejo, a primeira coisa que fazem é as três arrastarem o pobre Lass para uma loja de roupas. Ele sabia que tinha que ir, mas os sorrisos nos rostos de Elesis, Arme e até Lire não eram reconfortantes...
Quando finalmente terminaram de comprar tudo, Lass só faltou suspirar de alívio. Como alguém consegue ficar DUAS HORAS numa mesma loja? Mulheres...
A roupa de Lass agora era bem simples, e não atrapalhava seus movimentos (o que ele EXIGIU), mas tinham alguns detalhes que lhe davam estilo(o que elas INSISTIRAM): era uma calça comprida em tons de azul escuro com detalhes em azul claro e amarelo na barra, um colete azul sem mangas com detalhes em amarelo, sapatilhas brancas com detalhes, luvas azuis com espinhos no pulso, um lenço azul escuro no pescoço e uma faixa com dois tons de azul na testa. A calça era presa com uma faixa branca, o que permitia prender ali também as suas adagas.
Enquanto as garotas compravam os suprimentos, Lass fez questão de pegar o que sobrava da armadura de Cazeaje e jogar no lixo mais próximo.
Depois de tudo isso, eles conseguiram entrar em contato com Lothos através da telepatia de Arme, e pediram para ela vir buscá-los. Quando todos estavam no quartel general, as garotas contam para a comandante tudo o que aconteceu.
- ... e ele quer entrar pra Grand Chase. - Termina Arme. - Nós três já concordamos com a idéia, mas a senhora é quem sabe.
Lothos confirma com a cabeça. - Claro, sem problema algum. Bem vindo à Grand Chase, Lass.
- Obrigado, Comandante.
- Bom, eu sei que vocês querem continuar a lutar contra os monstros de Ellia, mas tenho outras missões pra vocês. - Cara de desapontamento das meninas. - Pra você também, Lass.
- Hn.
Lothos pega a lista. - Bom, alguns pescadores pediram para vocês caçarem fantasmas que tem aparecido no Mar de Patusei... E também alguns magos querem que vocês coletem os cristais dos Golens de Gelo. Deve ser pra poções de novo... - ela vira para Lass. - Lass, eu gostaria que você fosse até a Floresta dos Desafios. Um amigo meu pediu para que encontrássemos seu filho, que sumiu há alguns dias... - ela guarda a lista. - Apesar de provavelmente parecer fácil para você, peço que tome cuidado, sim? Ninguém sabe o que aconteceu com o pobre rapaz.
- Tudo bem.
- As garotas podem ir até o mar, eu levo você até a floresta.
Lass já havia chegado até onde ficava o Ente, e já havia derrotado a criatura, mas nem sinal do garoto.
- Que coisas fracotes... - olhando os monstros que derrotou. - E cadê esse tal garoto... ah! Ali! - Ele viu um vulto atrás de um dos cogumelos maiores, parecia uma pessoa sentada encostada.
- Ei moleque, eu vim te buscar. Anda logo. - quando Lass se aproxima, percebe que o garoto está inconsciente, e parece com uma ferida atrás do ombro. - Aff, ele tá desmaiado... - Ao levantar o jovem, Lass dá uma olhada mais de perto no ferimento. 'Ei... nenhum dos monstros que tinha aqui causava danos como esse corte. Isso é ferida de lâmina! E essa cor...' - Merda, ele foi envenenado!
