Yura: Nova postagem, e agora minha baka hikari tá toda saltitante por causa dum review... *riso escarninho*
Angel: Nem vem chatear Yu! Poxa, primeiro review da fic no FFnet! Temos que comemorar! *pega um bolo e coloca em cima da mesa, junto com um jarro de suco*
Yura: ... esse não era o bolo que vc prometeu pro P-san? *olha franzindo as sobrancelhas*
Angel: *congela* ...tem um outro pra ele, se preocupa não. *sorriso congelado*
Yura: Você que se entenda com ele, eu tô fora... u.u
Angel: Bom! Agora vamos à festa... e ao capítulo! *aperta botão enviando o capítulo e puxa Anne-chan para comer o bolo*
DISCLAIMER: O dia que eu tiver os direitos autorais de Grand Chase, pode deixar que eu aviso vocês, ok? Mas até o momento, só em sonho...
Capítulo 4 – Cura
Lass coloca o garoto elfo nas costas, segurando o mais firme que conseguia. Ele prendeu o machado que o mesmo carregava no ombro do outro lado. 'Putz, como essa coisa pesa!' O ninja corre o mais rápido que podia, sem sacudir muito seu "passageiro".
'A ferida tem um tom arroxeado, pelo que vi... deve ser esses venenos que levam algum tempo pra surtir efeito. Mas como eu não sei quando ele foi envenenado, estou lutando contra o tempo!' Ele pensava furiosamente enquanto corria. Finalmente chegou à nova capital de Serdin, e saiu em disparada para o hospital mais próximo.
Depois de deixar o garoto aos cuidados dos médicos, Lass entra em contato com Lothos para explicar a situação. Ela manda Lass continuar por perto, para saber mais sobre a condição do jovem, enquanto ela falava com o pai do mesmo.
Antes de deixá-lo próximo à floresta, Lothos entregou a Lass uma jóia azul marinho. Ela explicou que aquela era uma Jóia Mensageira, bastava ele concentrar-se na pessoa com a qual ele precisava falar e que tenha uma jóia dessa, que esta brilharia e eles poderiam conversar. Ela disse também que tanto ela quanto as meninas tinham uma. Arme não precisava usar muito por causa da telepatia, mas guardava a sua para recepção. Era desse modo que Lothos entraria em contato com eles de agora em diante. Lass usava a jóia pela primeira vez naquele momento. Assim que acabou, percebe que o médico responsável pelo garoto que trouxe o esperava. Lass caminha até ele, e o mesmo explica o estado do jovem elfo.
- O veneno é raro... se ele não fosse um elfo, já teria morrido há tempos! Mas mesmo assim, o organismo dele está lutando uma batalha perdida... precisamos fazer o antídoto o mais rápido possível.
- E o que estão esperando? - Lass diz com irritação. - Vão logo fazer, ou quer que ele morra?
- Não questione meu compromisso com a saúde, jovenzinho! - Médico retruca, irritado também. - O problema é que não temos os ingredientes para fazer esse antídoto! Eu disse, ele é raro! - ele passa a mão no rosto, tentando se acalmar e raciocinar. - Eu tenho que fazer o pedido de missão na Grand Chase, então-
- Eu SOU da Grand Chase, fala logo a porcaria que você precisa pro antídoto! - enquanto fala, ele pega o médico pela gola da roupa e depois solta.
O doutor fica um pouco desconcertado, mas arruma a gola da camisa e continua. - B-bom, para o antídoto vamos precisar dos mesmos materiais que foram usados no veneno. - ele olha uma lista. - Precisamos de galhos de árvore venenosa do Pântano Esquecido, e de escamas da estátua do Mar de Patusei.
- Desde quando estátua tem escama? No máximo tem lasca, fragmento. - Lass comenta, enquanto tira a jóia mensageira do bolso, para falar com Lothos.
Médico suspira, rogando aos céus por paciência. - Chame como quiser, mas ela está viva, e é feita de uma espécie de mármore tóxico. E dizem que não importa quantas 'lascas' caiam dela, a estátua parece sempre inteira. Pelo menos os pescadores dizem isso...
- Tá, tá. Lothos, - Lass fala na direção da jóia. - Elesis e as outras ainda estão em Patusei?
A voz de Lothos responde da jóia. - Sim, acho que ainda vão demorar um pouco. Por quê?
-Fale para elas pegarem fragmentos da estátua de Patusei, o máximo que conseguirem. O hospital precisa disso pra fazer o antídoto do garoto.
- São escamas... - o médico resmunga.
Lass o ignora completamente. - Eu vou atrás do outro ingrediente. Preciso que você me leve até o Pântano Esquecido.
- Lass, você mal entrou na Guilda, não pode ir simplesmente em qualquer missão! Seu nível pode nem ser suficiente pra-
- Não temos tempo pra isso, Lothos. - Lass a interrompe. - Esse garoto só está vivo ainda por causa da resistência física dele como elfo. ELE não tem muito tempo.
- Perdoem-me interromper... – o doutor chega para falar na jóia também. - Comandante Lothos?
- Sim?
- Eu sou o médico responsável pelo garoto que trouxeram. O que seu subordinado disse é verdade. - Lass levanta uma sobrancelha na parte do 'subordinado', mas não comenta. - Precisamos dos ingredientes para hoje, não sabemos se o jovem aguentará mais um dia. Ele está com uma febre perigosamente alta, e seu batimento cardíaco está saindo de compasso com muita frequência. Se isso continuar...
-Entendo. - Lothos fala. - Lass, estou indo para o hospital. Me espere na porta. - a jóia para de brilhar e volta ao normal.
Lass está na porta do hospital, esperando Lothos, e perguntando-se como faria pra chegar até o Pântano Esquecido e voltar com os galhos ainda no mesmo dia. Enquanto pensava, teve um pressentimento e saltou para trás, adagas em punho. No mesmo instante Lothos surge, supostamente do nada, em frente do lugar onde estava antes.
Ela levanta a sobrancelha, e olha a pose defensiva de Lass. - Olá Lass.
- Como fez isso? Que eu saiba, só a Arme tem teleporte. - Lass olha desconfiado, enquanto guarda as adagas novamente. Lothos aproxima-se dele, três pergaminhos nas mãos.
- Com estes. - Ela aponta os pergaminhos. - São pergaminhos de teletransporte, basta eu abrir um deles e ler a primeira palavra escrita em voz alta. Estes dois aqui são para você. - Lothos entrega a Lass um pergaminho com uma fita verde, e outro com uma branca. - O verde te levará até o Pântano. Quando terminar de coletar os galhos, use o branco para voltar ao hospital. E mais uma coisa – ela tira outro papel do bolso. - este é um mapa do Pântano, como as meninas já estiveram lá temos tudo mapeado. Você vai precisar disso.
- Certo.
- Vou ficar no hospital por enquanto, e as meninas virão direto para cá quando voltarem. - ela dá um tapinha no ombro de Lass. - Boa sorte.
Lass não responde, apenas abre o pergaminho e lê em voz alta. - Wasurenumachi! - ele desaparece.
Uma harpia mergulha, tentando atingir Lass que desvia, salta e ataca ela ainda no ar. Ela abaixa um pouco por causa disso, e ele volta à terra repetindo o movimento. Esses são realmente monstros chatos de lhe dar! No momento em que pousou, Lass é atingido por algo em suas costas, que o joga pra frente no chão.
- Ah! – ele levanta, olhando ao redor. - Mas que porcaria...?
Era uma gosma pantanosa que, além de ter atingido ele, deixou uma enorme quantidade de meleca nas costas de Lass com o ataque.
- Grrrr, bichos imbecis... - ele dá um chute e a gosma se afasta um pouco. Com aquele corpo gelatinoso, boa parte dos impactos é absorvido, então Lass sabe que isso vai demorar um pouco...
- Odeio Pântanos, odeio Gosmas, odeio harpias, odeio essas porcarias de Magos Negros... - Lass grunhe enquanto luta contra mais um mago negro.
Ele sabe pelo mapa que está finalmente chegando ao centro do pântano, onde estão as árvores que ele procura. Lass está irritado, coberto de gosma verde (incluindo suas adagas), e a quantidade de monstros e o cheiro desse pântano não o ajudam nem um pouco a se acalmar...
Com um último golpe ele finalmente despacha o Mago, e segue em frente. Ele chega em uma semi-clareira, envolta por árvores em tons verdes e arroxeados. O fedor nessa parte do Pântano é ainda mais forte, mas ele ignora. Ele caminha até uma das árvores e quebra um galho.
- Hn, essas devem ser as árvores que o médico falou. Agora é só quebrar mais alguns galhos. - enquanto cortava com uma adaga, Lass sente uma presença às suas costas, e vê sua sombra crescer sob ele. Lass salta pra longe, bem a tempo de evitar ser esmagado por... um bicho verde e bem fedido.
- Heh, eis a tal Elizabeth...
Em frente a ele, ainda erguendo-se, estava uma criatura verde e bege, com pinturas vermelhas nas pernas e nos enormes braços. O monstro não parecia ter pescoço, tinha olhos verdes e uma placa metálica presa ao peito por tiras de couro. Segurava uma clava de madeira.
- Então vai ser você quem vai acalmar a minha raiva... - Lass dá um sorriso malicioso enquanto se prepara pro combate.
Elizabeth corre, sacudindo sua clava para atingi-lo. Lass facilmente desvia, e ela acerta o chão onde ele estava. Ele salta por cima do monstro, e ataca pelas costas. Elizabeth vira, seus enormes braços raspando Lass por muito pouco.
- Heh, toma isso. ATAQUE FINAL! - O golpe a atinge bem no rosto, e levanta muita poeira. Lass da um mortal para trás para ver seu trabalho.
Quando a poeira ainda estava baixando, uma onda sônica sai do meio da nuvem, espalhando a mesma e atingindo Lass, jogando-o para longe. Ele só para quando atinge uma árvore.
- Ora sua...! - Lass levanta, com alguns bons machucados e ainda mais irritado.
Elizabeth faz um som que parece uma risada, e bate as mãos á sua frente. O impacto causa outra onda de choque, que Lass desvia pulando para o lado, ignorando as dores em seu torsons machucados e ainda mais irritado.
- Argh, essa coisa...! IMPACTO CORTANTE! - Lass lança seu ataque bem nas costas de Elizabeth, e salta por cima dela pouco antes da criatura virar. Ele repete essa manobra várias vezes, deixando o monstro bem irritado e um pouco tonto. Lass lança seu ataque mais uma vez, dá umas piruetas no ar, pousa, e avança novamente. Mas Elizabeth havia virado de novo, e contra-atacou o avanço de Lass com uma Barrigada. Ele é impulsionado de volta pra trás, e cai no chão. O impacto o desconcertou por um momento, e ele levanta a cabeça bem a tempo de ver Elizabeth caindo em sua direção. Ela pretendia esmagá-lo!
Ele rola para o lado e ela acerta o chão novamente. Quando se levanta, percebe que está de costas para uma enorme rocha. Isso dá a ele uma idéia.
Lass para e ergue o corpo, fazendo um gesto de desdém para Elizabeth. - Isso é tudo? Onde está sua força? - Ele dá um sorriso escarninho. 'Venha seu bicho idiota, caia no meu truque...'
Elizabeth levanta já aparentando cansaço, e faz um ataque rolante na direção de Lass, para atropelá-lo. Lass apenas salta por cima dela, carregando seu ataque. Ela bate com tudo na rocha, deixando um enorme buraco na mesma, e ficando desnorteada por um momento. Era tudo que Lass precisava.
- ATAQUE FINAL!
Quando tudo termina, a rocha havia sido demolida e soterrado Elizabeth completamente. Lass ainda fica olhando, tenso, para ter certeza que o monstro não ia simplesmente levantar-se e atacá-lo de novo. No momento que nada mais acontece, ele cautelosamente vira-se e corta mais galhos das árvores pantanosas.
'Tenho uns dez galhos grandes aqui... isso deve ser mais que suficiente.' Lass pensa, e prende os galhos com um cipó jogando tudo sobre o ombro, tomando cuidado com a secreção liberada pelos mesmos. 'A parte venenosa deve ser essa seiva...' Ele tira com cuidado o pergaminho de teleporte da bolsa, abrindo-o para voltar o mais rápido possível para o hospital; já era noite.
- Iyasumachi! - e Lass some novamente, com a salvação de um elfo nas costas.
Depois de entregar o ingrediente para os médicos (e ser 'convidado' a permanecer por alguns momentos, para tratamento das feridas), Lass encontra com Lothos e as outras guerreiras.
- Muito bem Lass, trouxe os ingredientes bem na hora. Bom trabalho. - Comenta Lothos.
- E o antídoto?
- Os médicos já estão fazendo. - Lire responde. - Como conseguimos uma boa quantidade de fragmentos, e você de galhos, eles têm suficiente até para manter um estoque do antídoto.
- Acho que até exageramos... - diz Arme. - Cada uma de nós deve ter trazido o quê? Cem fragmentos?
- Acho que por aí... - Elesis comenta casualmente.
Eles ficaram no saguão, vendo a movimentação dos enfermeiros, médicos e pacientes, enquanto esperavam notícias. Em dado momento, viram um enfermeiro entrar apressado em uma sala, depois sair com o mesmo médico que atendia o garoto elfo. Ambos seguiram rapidamente para algum lugar, e pareciam preocupados.
Aquilo não podia ser bom.
Lire decidiu ir perguntar o que houve. Ela para uma das enfermeiras para perguntar sobre o jovem, mas ela é encaminhada de volta à sala de espera apressadamente.
- Por favor senhorita, volte para o saguão. Assim que puder, o doutor vai falar com vocês, mas agora estamos muito ocupados. - a enfermeira vira e vai rapidamente pra outra direção.
- E então Lire? - Pergunta Lothos.
- Não me deixaram entrar, mas tenho uma sensação ruim...
Mais tarde, o médico vem até a Grand Chase e os leva a uma sala privada para contar o que afinal havia acontecido.
- Me desculpem, houve uma emergência e tive que atender. Seu amigo nos deu um susto... - Médico suspira.
- O que houve doutor? - Arme pergunta preocupada.
Médico respira fundo. - ... por alguns momentos, ele teve uma parada cardíaca. Mas já estabilizou! - ele fala rápido, vendo a cara das meninas. - Não tivemos problemas depois disso, e já demos o antídoto. Mas teremos que deixá-lo em observação depois de acordar, ele ainda está fraco.
Todos respiram aliviados. - Um de nós poderia passar a noite aqui, com ele, doutor? - Pergunta Lothos.
Médico coça o queixo. - Normalmente não, já que vocês não são parentes. Mas bem... vocês salvaram a vida dele, posso dar uma olhada. Mas só um, tudo bem?
Lothos acena com a cabeça. - Obrigada. Lire, poderia ficar aqui e nos avisar caso ele acorde?
- Claro Comandante.
Todos saem da sala, indo em direção ao saguão. Elesis decide mudar de assunto.
- Já que vamos pra base... cara Lass, um banho aí seria bom, hein? - Diz Elesis enquanto tapa o nariz.
Lass fulmina ela com o olhar.
- Ah, Elesis deixa de ser chata! Você mesma ficou reclamando que o cheiro daquele pântano não saía de você por dois dias! - Arme comenta.
Lire acena. - Isso é verdade.
Olhar fulminante de Elesis pra Arme.
As duas riem da cara da espadachim, enquanto Lass dá um 'hn' escarninho.
Lire vai na direção do quarto onde o garoto que salvaram está, enquanto o resto do grupo volta pra base. Ela entra, senta numa cadeira ao lado da cama, e fica olhando o rosto do jovem adormecido, a franja alaranjada caindo um pouco sobre os olhos do elfo.
- Quem é você? Por que foi atacado daquele jeito...?
Lire recebe apenas a respiração profunda do garoto como resposta.
