Angel: *olhando do cantinho da barricada* um... oi?

*chove fruta podre, ovo, sapato, pia de cozinha e afins na direção da barricada*

Angel: VIXI! *esconde de novo* DESCULPAAAAAA! NÃO FOI MINHA CULPA! O BLOQUEIO DE ESCRITOU DIGIEVOLUIU! x.x

Yura: Fato. u.u Ali o culpado. *aponta para um bloco gigante de pedra com uma rachadura no meio* Ela até conseguiu rachar ele um pouco pra escrever esse capítulo.

*chuva diminui*

Angel: É! E ESSE É UM CAPÍTULO DE LUTA PRA COMPENSAR, QUE VAI SER DIVIDIDO EM DUAS PARTES DE TÃO COMPRIDO! Por favor podem não me matar? *olha com cuidado pra fora de novo*

*não chove nada, só uma bolinha de papel*

Angel: *pega a bolinha e abre* Ah, sim. Tsuki-chan, eu acho até que o Paradom é fácil, comparado com a chatice que é ter que bater na Elena e no Basilisco. Tenho ódio é deles, já que na época que eu tive q fazer segunda e terceira classe do pessoal tinha que ir era neles. ¬.¬ Imagine ter de fazer aquela missão cerca de dez vezes, pra CADA personagem. E eu tenho TODOS os lançados pelo jogo. Enjoei de ver a cara da minhoca gigante e daquela chifruda. x.x

Yura: E se você ficou preocupada com a Rainha Harpia 2.0, espere para ver o resto dos monstros... *sorriso malvado* Já vamos te provar isso um pouquinho com o Lich.

Angel: Yu! Não conta pra não estragar a surpresa! Bora á fic! *posta*

NOTA: como para variar eles da KOG adoram mudar a história do jogo a cada novo personagem que aparece, graças ao lançamento do Lupus/Rufus o passado do Lass aqui na fic fica mais e mais distante do original... Mas não se preocupem, continua maneiro. =P E novamente lembrando, não serão todos os personagens de GC que vão aparecer na história, acho que da Mari em diante... Ainda que eu nem tenha certeza sobre colocar o Sieghart... x.x Vou ter que esperar pra ver.

DISCLAIMER: olhem o primeiro capítulo.


Capítulo 7 - Dificuldades

Ryan já havia chegado à Cidade Abandonada, graças a um pergaminho. Ele se perguntava como em nome das florestas era um Paradom, mas preferiu não perguntar a Lothos para não parecer burro.

Pensando bem agora, 'essa' foi a atitude burra.

Certo, bater naqueles Paramini não foi difícil. Como Ryan preferiu acompanhar Elesis em parte do caminho até Canaban eles encontraram alguns desses no Vale do Juramento, e a única reclamação que o elfo tinha dessas criaturas é que elas eram chatas de bater porque Ryan tinha que ficar pulando toda hora para alcançá-las. Fora isso, ele nem ficou preocupado. Fica batendo, espera o monstro virar e carregar o laser, desvia por baixo ou por cima, bate nas costas do bicho enquanto ele atira para o lado errado. Que dificuldade tem nisso?

Os golens de pedra podiam ser derrotados com mais ou menos a mesma estratégia. Única diferença foi na hora que eles resolveram ser piões. Cara, ele ficou tonto só de olhar! Ainda bem que essas criaturas tinham o nível de inteligência igual à do material que eram feitos: pedra.

Depois de colher fragmentos como foi ordenado, o druida finalmente chega até uma parte da cidade mais deserta. Subindo em uma das plataformas, ele mantém o machado em prontidão e segue em frente prestando atenção a qualquer movimento ao seu redor.

Chegando próximo do final daquela plataforma, Ryan podia ouvir um zumbido, como os que os Paramini faziam enquanto flutuavam. O que quer que fosse que permitia a eles levitar, fazia o mesmo barulho só que este parecia mais alto. Seguindo o som, ele acaba dando de cara, literalmente, com o nada na frente de uma parede lisa.

Usando uma mão para esfregar o nariz levemente dolorido, o elfo pisca e fica imaginando no quê exatamente ele bateu. E por que haveria uma barreira em uma parede?

Foi nesse momento que a 'parede' decidiu girar e Ryan viu-se de cara com uma familiar, ainda que bem maior, saída de laser.

'Ah, budega!' Saltando da plataforma onde estava, o elfo aterrissa rolando para frente um pouco, e ainda de joelhos vira para ver o que foi que o atacou.

Claro, a comandante podia ter dito que o Paradom era um bicho duas vezes e meia o tamanho do druida, mas nããããão. É muito melhor deixar o pobre elfo ir SPLAFT numa parede invisível. E também virar um garoto de 16 anos bem tostadinho por um laser do tamanho dele, com certeza.

- Pelo Ente, o que foi que esse treco comeu? Fermento? – Ryan comenta para o nada, enquanto levanta e corre de encontro ao enorme adversário.

O bicho era enorme, mas aparentemente tinha a mesma linha de raciocínio de seus parentes menores. Depois do druida ter desviado do ataque inicial, a criatura moveu-se para uma área mais ampla, um som monótono de 'intruso' ressoando do bloco de pedra flutuante. Ryan prepara o machado e o bate com toda força contra uma das laterais do Paradom, tentando quebrar rápido a rocha e chegar ao que quer que fosse o mecanismo interno que movia o seu oponente. Nem sequer uma fina rachadura surgiu na superfície de pedra.

-Okay, isso é oficial. Da próxima vez que eu não souber o que raios é um certo monstro, vou tirar minha dúvida na hora. – O garoto de cabelos laranja continua batendo, e logo depois desvia de um laser menor. – Pelo menos esses ataques são fáceis de desviar.

Como que ouvindo o comentário, abruptamente o Paradom flutua mais alto do que Ryan consegue alcançar, e abre uma saída de laser na parte inferior de si mesmo.

Apontada justamente para o elfo.

- FEDEU! – Correndo o mais rápido que podia, e saltando para o lado, o garoto desvia por muito pouco mesmo do ataque, que forma uma longa fenda no chão próximo a ele. Levantando-se o mais rápido que pode, ele nota que uma pequena parte na ponta direita do seu cabelo foi tostada.

- Isso foi perto demais pro meu gosto... – Ryan engole em seco e parte para cima de seu oponente, continuamente batendo com o machado nas laterais. O monstro para de repente, e em um novo golpe o elfo dá uma machadada na barreira invisível de antes, sendo impulsionado para trás quase perdendo o equilíbrio.

- Pombas, que barreira chata! – Pulando para uma plataforma apontada em outra direção, o guerreiro teve um flash de inspiração. Rezando para a barreira ser apenas naquele lado, ele lança dois ataques Lâminas Gêmeas no mesmo lugar. Uma rachadura do tamanho da palma dele surge no meio do segundo ataque, e o garoto sorri.

- Agora sim, tá mais para o meu gosto! – Ryan solta um grito de guerra, e sai batendo.


Lass se pergunta por que Lothos o escolheu para essa missão em particular. O cemitério é uma área consideravelmente grande, mesmo para a agilidade e velocidade de um ninja. Certo que não tem tanta gente na guilda, mas ele acreditava que as habilidades dele seriam de maior ajuda em outro lugar. Ellia, talvez. Apesar que o clima desse lugar é tão sombrio quanto o outro continente, ou o castelo de Cazeaje...

'Menos reclamação, mais ação' pensa Lass para si mesmo, e continua a seguir para o lado mais remoto do cemitério.

Ele não pode deixar de notar que os esqueletos pareciam "des"animados, apenas jogando-se sobre ele ao invés de atualmente atacarem. Os orcs zumbis aparentemente queriam compensar o desânimo de seus companheiros usando seus martelos a todo momento contra o ninja albino.

Não que isso fosse um problema para ele, claro.

Mandando os zumbis de volta para suas sepulturas e ignorando as abóboras fantasmas, Lass continua em seu caminho até que ele nota uma figura encapuzada mais alta do que todas as criaturas que viu no cemitério até o momento. Da distância em que estava não podia identificar nada além da capa, e uma aura sombria ao redor do que quer que aquilo fosse dificultava ainda mais as intenções do ninja. O jovem se esconde atrás de uma lápide em forma de cruz, e continua olhando.

No instante em que Lass nota uma mão esquelética levantar-se e trazer dois zumbis de volta á semi-vida, ele acena com a cabeça e contata a comandante Lothos através da Joia Mensageira. – Lothos, aqui é Lass.

Levados alguns momentos, a voz da comandante da guarda de Serdin responde, aparentemente de bom humor. – Diga Lass, o que foi?

- Confirmado o novo Lich. Vou cuidar dele assim que você responder uma pergunta.

Uma leve pausa vem da joia, como se Lothos estivesse surpresa com ele. – Vá em frente.

- Lichs são supostos de terem uma aura negra ao redor deles de quase quarenta centímetros de espessura? Com esse tamanho podendo variar para MAIS? – O ninja fala, sério.

Depois de um momento de absoluto silêncio do outro lado da conexão, a comandante responde preocupada. – Não. Nunca vi nem fui informada de um Lich com essa habilidade; isso é visto normalmente apenas em magos negros... Vou pedir para Arme e Lire irem aí assim que—

Lass interrompe. – Não precisa, eu cuido disso sozinho. – ele guarda a joia de novo, mas ainda é possível ouvir a voz abafada da comandante mandando-o esperar pelo reforço. O ninja ignora e parte para o ataque.

A criatura não parece notar a investida do ninja, ou se importar com a mesma. Os recém-ressuscitados zumbis porém decidem que não gostam da presença de Lass e partem ambos para cima dele. Saltando por cima do martelo de um orc e desviando a cabeça de outro, o garoto albino pondera se deve despachar esses dois primeiro ou se deve ignorá-los um pouco e ir logo pra cima do Lich. Enquanto chuta um dos zumbis para longe, a criatura encapuzada lança seu ataque; com um movimento, mãos mortas simplesmente brotam do chão sob os pés do jovem e prendem suas pernas, algumas se agarram á sua cintura e duas alcançam seu braço esquerdo, que estava mais baixo que o outro.

- MERDA! – usando o braço livre Lass apunhala os braços que o prendem rapidamente, tentando se desvencilhar logo pois ele já podia ver os zumbis com os martelos em punho contra ele.

Destruindo alguns braços a tempo de desviar do primeiro ataque, Lass usa as adagas para jogar o orc desequilibrado para longe, e com dois cortes rápidos livra uma das pernas para dar um chute na cara do segundo atacante. Novos ataques e o ninja se vê livre para saltar na direção do Lich, ataque carregado e adagas pulsando de energia.

- ATAQUE FINAL!

O ataque acerta o Lich, mas não foi o suficiente para derrubá-lo definitivamente. Um dos orcs porém estava perto demais do ataque para desviar, e é destruído.

"Um já foi, faltam dois." O garoto de cabelos prateados avança atacando o monstro envolto em névoa negra, e consegue bater o suficiente para arrancar um dos braços esqueléticos da criatura. A conquista tem um preço, entretanto.

Com dificuldade de respirar, Lass dá um salto para longe do monstro, mas cai nada graciosamente de joelhos. A garganta dele parece em chamas; os pulmões doem, e ele não para de tossir. O que quer que seja aquela névoa, se ele respirar mais dela vai ficar com muitos problemas.

"Mas que... merda..." esfregando as costas de uma das mãos no rosto, ele mal tem tempo de pensar em alguma solução antes de rolar para longe do martelo do outro orc. "Tsc, esqueci dele."

Mesmo de joelhos, o garoto tira um pergaminho escondido na perna e lança um ataque. "MIL AGULHAS!" o pergaminho rola e abre no chão abaixo do lich, liberando o que pareciam ser agulhas de luz, paralisando o oponente. Lass aproveita e termina de bater no orc zumbi, deixando apenas um inimigo para cuidar.

Um pulsar de energia chama a atenção do ninja de volta para o esqueleto mágico que ele tinha acabado de prender. Ao que parecia o mesmo havia usado a magia em seu cajado para libertar-se do efeito paralisante, e virava-se para atacar. Lass sabia que precisava acabar com isso à distância, então ele começa um ataque contínuo de adagas voadoras.

Estava funcionando! Ele podia ver melhor através da névoa, e notou vários dos ossos do Lich com muitas rachaduras. Um sorriso enviesado apareceu na face do garoto albino, até que duas coisas com que ele não contava aconteceram;

Uma, a munição de kunais não era infinita.

Duas, Lichs não tem terminações nervosas para sentirem dor, então a rachadura do esqueleto não os impede de continuarem a mover-se como antes.

No milésimo de segundo que Lass procurou por novas adagas para lançar e não achou, Lich preparou o cajado para trás e com um movimento invocou um raio mágico contra o ninja.

- AAAAAAAAHHHHHH!

Eletricidade percorrendo cada milímetro de seu corpo, ele não podia nem pensar, muito menos fugir. Estava queimando, sua pele ia se desintegrar com certeza, seus músculos e nervos espasmavam sem controle; mal notou quando o relâmpago parou por causa do choque. Mas ele com certeza notou as mãos roxas mortas que prenderam seu corpo, pois o toque era um ferro quente para seu tato ainda extremamente sensível.

Lass ainda estava um pouco desnorteado pelo choque, e uma das mãos havia conseguido agarrar sua garganta; como estava de joelhos, elas o haviam prendido muito melhor do que na primeira vez. O jovem viu o Lich aproximar-se, e sua névoa venenosa engolfou-o.

"Mal...dição..."


Yura: Você não odiava cliffhangers?

Angel: *bate dedos um no outro* ...sim, mas...

Yura: *franze testa* ...o bloqueio de novo?

Angel: *acena com a cabeça e vira para os leitores* Alguém aí tem uma britadeira pra emprestar? Dae eu posto mais rápido... acho...