Angel: Cara, tô com raiva da Elesis...

Yura: Heh, essa é nova. Que houve?

Angel: Acredita que, se não fosse pela cena dela esse capítulo estaria pronto SEMANAS ATRÁS? Isso é ridículo! *sacode os braços no ar revoltada* Eu literalmente sentava na frente do computador olhando pra cena dela sem ter UMA IDÉIA do que fazer praquilo andar! Eu desisti de tentar essa cena por hora, ou o texto ia ficar no meu computador por mais três semanas!

Yura: *sacode ombros* Foi você quem quis aceitar OCs pra essa história...

Angel: *olhar zangado para Yura* Você realmente não tá ajudando.

Yura: Eu sou seu lado maligno, o que você esperava? *levanta sobrancelha*

Angel: *sacode cabeça* Pior que eu nem posso discutir isso...

DISCLAIMER: ...olha o capítulo 1 que você vai entender.

LEGENDA EXTRA PRA ESSE CAPÍTULO:

*FLASHBACK* texto *FIM DO FLASHBACK*


Capítulo 8 - Reforços

Ryan finalmente pode dizer que a luta está no papo. Depois de certo tempo, ele pegou o jeito de prever quando o Paradom vai se preparar para usar a barreira invisível, e como desviar rapidamente dos lasers menores. Para o laser gigante, só havia uma solução mesmo: meter o pé o mais rápido possível.

A lateral esquerda do Paradom, ou simplesmente uma das laterais, o elfo já tinha conseguido rachar bastante. Provavelmente iria quebrar com mais duas ou três investidas, e então Ryan só teria que bater no núcleo e levar a peça para completar a missão. Ele só rezava a Gaia que permitisse que isso acontecesse ANTES dele ficar exausto e virar um carvão de cabelo laranja graças aos lasers.

Falando neles...

-YEOUUU! – Um dos lasers laterais do Paradom acerta levemente parte da bermuda do elfo, causando chamas bem... na parte de trás.

-QUEEENTE quente quente quente queeeenteeee! – batendo na roupa para apagar o fogo e correndo desesperadamente para longe do monstro, Ryan consegue apagar a catástrofe acontecendo em si mesmo, mas não fica feliz com a sensação de queimadura na lateral posterior do quadril. Uma vermelhidão sobe por suas bochechas ao sentir uma brisa onde anteriormente NÃO ERA para pegar brisa. – Ah, caaaaara...

Lançando um olhar irritado para seu oponente pedregoso, Ryan franze a testa e investe contra o monstro com o dobro de determinação. Usando a parede de pedra e plataformas como apoio, ele consegue passar rapidamente para o lado frágil do Paradom e lançar machadadas em abandono.

- Isso é – machadada – pra você aprender – machadada – a não destruir – giro e machadada – a roupa – outro giro e com um impulso uma machadada mais forte – dos outros!

Nessa hora aquela parede lateral do monstro quebra completamente, deixando um núcleo laranja piscando à monstra. O druida simplesmente enfia a mão livre no meio do maquinário e arranca o objeto com um único puxão. Saltando para trás para fugir das ruínas do antigo monstro guardião, ele observa o núcleo soltando umas pequenas faíscas e ainda piscando.

- Até que enfim... agora só entregar isso na guilda. – colocando a peça numa sacola, ele procura onde colocou o pergaminho que o leva de volta para Serdin enquanto resmunga para si. – Serinho, vou reclamar com a comandante sobre falta de informação e cobrar dela a pomada de queimadura e minha bermuda nova! Eu GOSTAVA dessa bermuda, pô!

Abrindo o pergaminho, Ryan lê a palavra chave para ativar o encantamento com um pouco mais de força do que o necessário. – Kabekankiyou!


Lire e Arme haviam chegado próximo às muralhas do Castelo de Serdin graças ao pergaminho de teleporte, e agora encaminhavam-se na direção da Guilda para reportar sobre a missão e sobre o lugar misterioso que acabaram encontrando. Lançando hipóteses entre si, as meninas ainda tinham pouquíssima ideia de onde estaria localizada aquela floresta em Ernas. Tão entretida com a possibilidade de uma nova descoberta a maga estava que havia até esquecido sobre a perda do seu tempo de praia.

Uma voz séria tira a atenção das duas da conversa, e elas viram para ver a comandante Lothos caminhando apressadamente até elas, pergaminhos e uma Joia Mensageira em mãos. – Lire! Arme! Chegaram bem a tempo.

- Comandante?

A superior para ao aproximar-se das duas, e entrega os pergaminhos enquanto fala. – Receio que vocês não possam descansar ainda, sinto muito. Algo estranho está acontecendo na missão do Lass, preciso que vocês sigam até o cemitério. Aqui, e por favor apressem-se, eu receio que ele não vá dar conta sozinho dessa vez.

Pegando os pergaminhos com uma expressão preocupada, Arme entrega o de fita roxa para Lire, que abre o mesmo enquanto a maga segura o braço da loira. – Estamos indo, então. SHISHINOBOSHI!

Lothos observa enquanto as duas desaparecem no teleporte, pedindo aos deuses que elas chegassem a tempo e que conseguissem trazer o ninja de volta inteiro.


Escuridão... a escuridão o está consumindo e ele não consegue respirar, pensar, nada. Lass sabe que tem que fazer algo para impedir, mas seu corpo não responde. Não há o que enxergar; não há o que ouvir; e ele começa a não conseguir sentir também. E então...

Um som. Parecia... uma voz? Sim, era uma voz. Chamando... quem? E seu corpo estava se movendo, mas não era ele. Os pensamentos de Lass estavam lentos, a mente como se estivesse movendo em algodão... Então ele consegue compreender a voz: era Arme, chamando seu nome. E o movimento era ela sacudindo seus ombros e batendo em seu peito. O ninja inspira com força, e tosse descontroladamente; se não fosse tão séria a situação ele iria jurar que estava tossindo seu pulmão fora.

- LASS! Graças às deusas, você voltou! – Arme abraça o tronco do garoto albino, lágrimas nos olhos. – Você não tava respirando mesmo depois da gente te tirar daquela névoa eu pensei que você tinha morrido!

- Arme... ar... – Ele mal tinha conseguido fazer os pulmões trabalharem de novo, e agora a garota violeta estava esmagando ele!

A maga sai de cima dele num pulo. - AH desculpa! – Lass levanta o tronco com alguma dificuldade, apoiando-se nos cotovelos enquanto tosse mais um pouco. Olhando ao redor ele nota Lire mais para a esquerda, atirando sem parar no Lich para distraí-lo de seu alvo original e da maga violeta. As bestas atiravam sem dó nem piedade, finalmente quebrando os ossos que formavam as costelas da criatura e parte da máscara, deixando o sinistro olho vermelho do Lich á mostra.

- Isso... não vai pará-lo... – Lass comenta com Arme, enquanto ela o ajuda a sentar-se e levantar-se. – Arme, use sua magia... Temos que destruí-lo antes que... – ele grunhe segurando o lado do corpo enquanto a garota o apoia para ficar em pé. - ...que ele use o ataque relâmpago de novo... ou chame mais mortos vivos.

- Certo! – o garoto tenta se ajustar ao apoio que a maga lhe dava para não atrapalhar na conjuração mágica, e com um movimento de cetro ela conjura seu próprio ataque relâmpago, atingindo o Lich em cheio.

O monstro virava-se lentamente na direção da magia, mesmo enquanto partes de seu corpo desmanchavam-se sob a capa. O Lich ergue seu cajado como se fosse atacar uma última vez, mas então o resto do corpo desprende-se e ele vira um monte de pedaços de osso e pó, misturados a um manto negro em frangalhos.

De olho para ter certeza que seu oponente foi derrotado e não vai simplesmente levantar e atacar novamente, Lire segue para perto de seus amigos. – Bom trabalho Arme. – Ela finalmente olha para o ninja. - Como se sente Lass?

- Vou sobreviver. – Ele desencosta de Arme, experimentando ficar em pé sozinho. Está meio instável, mas consegue ficar parado sem ajuda. – Pensei que a missão de vocês fosse na Praia Carry. – Uma pergunta mascarada como afirmação, bem a cara do Lass.

- A Comandante Lothos mandou que viéssemos. Ela ficou preocupada com você, sabe..? – Olhando para o resto do Lich, Arme lembra da cena que viu quando ela e Lire chegaram na parte mais profunda do cemitério.

*Flashback*

A arqueira seguia o rastro de esqueletos derrotados e zumbis, com uma maga violeta logo atrás dela. Lass parecia ter encontrado um trabalho fácil aqui, o que será que fez a Comandante soar tão apreensiva?

- AAAAAAAAHHHHHH! – um grito ao longe surpreende Arme, e ela vê a loira à sua frente parar e olhar na direção em que o som parecia vir.

- Lass! – Lire diz preocupada, correndo na direção do grito. A garota violeta segura o cetro com força enquanto segue.

Quando chegam ao local, Lire olha chocada o garoto de cabelos prateados sendo preso por mãos roxas mortas saídas do chão, e engolfado pela névoa negra do monstro que aproximava-se dele. Ela começa a atirar nas costas do monstro, tentando ao máximo não atingir o jovem próximo a ele. – Arme! Tire o Lass daquela névoa, eu dou cobertura!

- Sim! – Enquanto a maga corre para o lado para seguir com o plano, o Lich ergue o cajado fazendo mais um morto-vivo erguer-se para atrapalhar os planos das meninas.

- Sai da minha frente seu feioso! BOLA DE FOGO! – a garota violeta tenta driblar o orc zumbi e chegar até o ninja, mas o monstro simplesmente a segue e levanta o martelo para atacar. Ela desvia, mas com isso ela acaba distanciando-se do seu alvo. Arme sabe que o tempo está correndo, ela precisa chegar até Lass e salvá-lo!

- Aaahh, INVERTER GRAVIDADE! – lançando a magia na direção do orc, ela nem espera para ver o resultado do seu ataque, simplesmente corre novamente para seu objetivo. O orc zumbi é lançado ao ar e repentinamente jogado para a esquerda, longe de Arme e bem encima de uma árvore morta. A maga nota que Lire conseguiu tirar a atenção do Lich de sua vítima, mas o monstro continuava próximo o suficiente do ninja para mantê-lo envolto pela névoa. Ela lança alguns círculos mágicos no mago morto-vivo e consegue afastá-lo do jovem, que estava inconsciente.

Destruindo o que restava das mãos mortas, a maga arrasta Lass para trás de uma lápide. - Ah deusas, por favor por favor Lass acorda! – Ela sacode os ombros dele, e nota que ele não parecia estar respirando. – Ah não, por favor não Lass, Lass respira pelo amor da Deusa da Magia respira! – Batendo quase que desesperadamente no peito do ninja, os olhos de Arme ficam cheios de lágrimas pela falta de resposta do jovem. Até que numa batida mais forte o garoto engasga, inspira, e começa um ataque de tosse incontrolável enquanto tenta colocar a respiração em ordem.

*Fim do Flashback*

A maga violeta sacode a cabeça para voltar ao presente. – E ela bem tava certa... o que era aquela névoa afinal?

- Lothos disse... – Lass tosse e caminha desajeitado para próximo das meninas, ficando á frente do monte de ossos no chão. - ...que a névoa era vista apenas em magos negros. Eu não... – ele fica tonto e perde o equilíbrio, sendo amparado por Lire e Arme.

- Melhor voltarmos, se aquela névoa for venenosa como eu acredito que seja você precisa ir para o hospital. – Lire coloca um braço do ninja sobre o ombro.

O único garoto do grupo franze a testa em desagrado. – Eu posso andar sozinho!

Arme segura o outro braço de Lass. – Lass, somos seus amigos! Por que é tão difícil pra você aceitar ajuda da gente?

Ele não responde.

- Você parece até a Elesis... – Lire suspira. – Quando entramos para a Grand Chase, ela sempre queria fazer tudo sozinha, lutar contra tudo e todos sem precisar da ajuda de ninguém. – Enquanto falava, ela levou Lass para uma área mais aberta do cemitério para que pudessem usar o pergaminho de teleporte sem problemas. – quando chegamos ao Mar de Patusei... ela quase se afogou depois que nosso navio foi destruído. Arme conjurou uma magia para que pudéssemos mover normalmente embaixo d'água, e encontramos nódulos de oxigênio que podíamos usar para respirar mesmo no fundo do oceano.

- Correção: você encontrou, Lire. – Arme comenta. – E isso foi o que salvou nossas vidas naquele momento.

A arqueira acena e continua. – O importante é: nenhuma de nós teria sequer chegado ao continente Elia sem ajuda. Somos fortes; nunca negarei esse fato. Mas é necessário mais do que a força de uma só pessoa para deter a escuridão que ameaça nosso mundo. Seja essa escuridão Cazeaje, ou seja ela outra coisa, apenas uma pessoa não vai dar conta de tudo sozinha.

Arme pega o pergaminho que os levará de volta para Serdin da bolsa, e comenta. – Não é fraqueza nem covardia contar com seus amigos! Somos um time, e você pode sempre contar com a gente! – ela sorri.

Lass fica quieto por um tempo. – ...Não estou acostumado com trabalho em grupo...

- Ah, mas vai se acostumando, porque daqui pra frente, você vai ter que aturar a gente! – a maga sacode o ombro dele divertida. – E se prepara, porque eu acho que a Lothos tem uma bronca prontinha pra te dar quando chegarmos. KABEKANKIYOU!