"- Chama-me somente de amor - diz Romeu – e serei novamente batizado e jamais serei romeu outra vez."
Hinata Hyuuga fechou os olhos.
Quantos dias mesmo que estava ali? Fingindo ter um final feliz? Dois? Mais um e seus sonhos podiam voar para o alto, mas ela teria todo esforço para recolhe-los de volta, para tentar, ter seu principe encantado ali ao seu lado.
Hinata Hyuuga pressionou os olhos segurando as lágrimas que insistiam em querer sair.
Kami-sama, como estaria Hanabi? Como ela estaria lidando com todo peso que ela sempre renegou? Agora ela seria a lider do clã, nada que os conselheiros e Hiashi não estivessem comemorando, até que enfim a esquisita Hyuuga, que nunca mereçeu ter tal sobrenome saiu de nossas vidas; odiava pensar assim por parte sabia o quanto havia decepcionado o pai – mais uma vez – mas e se quer saber, já cansara de tentar ser alguém que nunca poderia ser, tinha defeitos, era humana, tinha um coração, e se apaixonou.
Hinata Hyuuga deixou as lágrimas cairem.
Não sabia ao certo se era de felicidade, medo, tristeza, culpa, eram só lágrimas, vindas do nada, que já estavam presas dentro de si. Desculpe Hana, susurrou ao vento que invadia a janela da pequena cabana que havia chamado de lar – ao menos nesses dois pequenos dias, tão pequenos, mas causador de tanta felicidade para o coração moço de Hinata e o de gelo de Neji.
Hinata Hyuuga logo engoliu as novas lágrimas que se formavam ao ouvir a porta de madeira se abrir e revelar Neji, com os cabelos presos em um rabo de cavalo frouxo e com duas cestinhas na mão, ela lhe jogou um olhar interrogativo e ele lhe sorriu.
– Tenten – Lhe deu umas das cestinhas com sushis, sashimis e Gyozas – Sò vamos ter que dividir os hashis.
– Venha cá – Ele se sentou á sua frente enquanto ela, suavemente pegou um dos sashimis com os hashis e pousou sobre os lábios daquele que era considerado Gênio Hyuuga, alguns segundos e Neji abocanhou o pedaço oferecido com um pequeno corar nas bochechas, por tal atitude, digna de um casal – Não estou com fome.
– Não?
– Tive um pequeno enjoo horas antes – Hinata escolheu um dos sashimis e ofereceu á Neji novamente – Não queria te preocupar e acabei escolhendo não contar.
– Deveria.
– Temos outras coisas para nos preocupar, não acha Neji?
– Partiremos hoje a noite – Neji suspirou, negando o sashimi que lhe era oferecido – Não podemos fugir para sempre.
– Mas isso já foi uma vitoria Neji – A miúda lhe sorriu, um sorriso triste porém sincero – Eu morrerei ao teu lado, se for preciso.
– Shh... – Ele pousou as mãos nos lábios pequenos da morena, de cabelos pouco azulados, angustiado com a ideia de ver Hinata morta – Aishiteru Hinata-sama.
– Aishiterumo – Neji se aproximou da pequena em sua frente e lhe roçou os lábios, pedindo permissão para aprofundar o beijo, as linguás s e cruzaram e fizeram uma dança perfeita, o beijo era cuidadosamente lento e aos poucos, pegou a velocidade necessária para os dois se afastarem buscando oxigênio.
A primogênita Hyuuga descansava embaixo de uma árvore procurando sombra e quiçá, um pouco de brisa.
O dia estava extremamente quente, fazia 5 dias desde que partira do conforto da mansão Hyuuga para correr um verdadeiro risco de morte; as manhãs passavam extremamente devagar e se resumiam em correr, fugir e se esconder; já foram quase pegos no primeiro dia de fuga – não imaginavam que Hyuuga Hiashi mandaria ninjas tão rápido assim á procura-los – mas como eram apenas uma equipa de 5, conseguiram despistar-los rapidamente.
Mas as noites, lhe traziam uma alegria incompáravel.
Neji lhe beijava com todo amor que podia e Hinata quase que podia toca-lo, sentia-o em formas de gemidos, de estocadas, de mordidas e chupoes... Deixou-se sorrir ao passar a mão pela nuca e ter certeza que ali estaria marcado, pelas mordidas selvagens que Neji depositava, não só ali, mas em todo seu corpo.
Mas o tal sorriso desapareçeu instantaneamente quando Neji lhe apareçeu a frente com uma expressão desesperada no rosto.
– Que se passa Neji? – Ele suspirou, lhe roubando as mãos e as beijando – Neji...?
– São muitos Hinata.
– Vamos fugir então! – A hyuuga ameaçou-se levantar ao entender sobre o porque de seu desespero, mas foi impedida pelo o mesmo.
– Desculpe Hinata, mas tu vem passando mal todos esses dias, vomitando, e sei que está sem forças para continuar...
– Cala-te Neji! – A miúda ativou o byakugan, ignorando os avisos, que considerava fora de questão do rapaz e olhou em volta, e sua coragem simplesmente esvarou-se de seu corpo, estava rodeada, não de 5, 10, mas se tivesse tempo de contar, com certeza teria mais de 30 – Kami-sama.
– Será o melhor pra ti Hime.
– Não! – Ela o olhou desesperada – Não! Não! Iram matar-te Neji, vá, vá, dá tempo de tu fugir, distrai-os e...
– Hime – Ele falou baixinho interropendo os pedidos de Hinata – Eles me caçaram em qualquer lugar, Hiashi me caçará – Ele deu de ombros – Prometi ficar sempre ao teu lado, se irei de morrer, morrerei com um último beijo teu.
– Neji... – Hinata olhou em volta mais uma vez antes de desativar byakugan e encarar a imensidão de cor vazia mas que trazia enormes sentimentos ali, tinha certeza, pois tais, já haviam sido confessados e demonstrados – Hei de morrer ao teu lado.
– O que? – Neji arqueou as sombracelhas e suspirou – Já disse para tirar essa ideia da cabeça, não?
– Pois não tirarei! E não queres começar uma discussão agora, não?
– Então pare de ideias malucas!
– Se tu morres eu morro! – Hinata começou a tatear os bolsos em busca de algo.
– Não irei suportar te ver...
– Te ativo o selo e depois – E suspirou ao encotrar o que tanto buscava – Cravo a kunai em meu peito, e finalmente, a eternidade nos será dada.
– Mas Hime...
– Neji - Hinata lhe segurou a mão e olhou suplicante – Ès a única saida, não?
– Eles estão se aproximando, não?
– Um último selar de lábios, só o que te peço – Neji lhe puxou delicadamente pela cintura e lhe beijou, não necessariamente um beijo, um roçar dos lábios apenas, mas o bastante para o coração pequenino e rasgado dos dois saltar de última alegria.
A Hyuuga fez uma série de jutsus, era um mal necessário; as mãos tremiam e as lágrimas dominavam seus olhos ao ver Neji cair ao chão e susurrar um último "aishiteru".
Já conseguia escutar os barulhos, identificando como os tais Ninjas do clã Hyuuga se aproximando. Soltou um suspiro e sorriu, pouco tranquila mas com a certeza de sua proxima ação e tentativa de ser feliz, ao pegar a kunai e aproxima-la do peito.
– Tua bainha é aqui. Repousa ai bem quieto e deixa-me morrer. – Susurrou a frase tão conhecida de tantos suspiros e lágrimas do final do livro que lhe deu a conformação que as felicidades eram começos de tragedias.
Fechou os olhos e no último segundo cravou a kunai sobre o peito. Ali deu seu último suspiro, caindo ao lado de seu Neji.
Morreram por amor.
Tal paixão deixou-os cegos.
Morreram por egoismo.
Não aceitavam a ideia de dividir tal sentimento com ninguém.
Morreram para encontrar a felicidade.
A eternidade os esperava para lhe realizar os sonhos.
E no ventre intacto de Hinata, encotrava-se o motivo dos enjoos matinais e a consumação do amor dos dois, a miúda estava grávida, mas tal criança nunca conheceria a historia dos dois amantes, morreu, a pequena que nunca viu o nascer do sol como uma prova – mórbida – de amor.
BÙ *-* a morta apareçeu, com uma ideia super boba de escrever uma continuação vendo que, kami-sama, eu tive rewies! muito obrigada por elas ok? E estou a esperar mais pelo capitulo supresa Em breve, postarei uma sasuhina, long fic aqui ok? *-* E também estou escrevendo uns lemons e orange, quem curte? \o/
