Ela correu o mais rápido que pôde e quando estava a uma boa distância dele parou. Seu colar brilhava mais intensamente agora e uma luz esverdeava a rodeava.
– Anaplekte.
– Pai.
– Por que estava evitando contato?- perguntou Hades. O deus se comunicava através do colar, mas sua energia e sua voz se faziam presentes.
– Não evitei contato, pai, apenas estava distraída com a beleza da lua.
– Está tudo correndo conforme o combinado?
– Sim, a convivência não está das melhores, mas também não chega a atrapalhar os planos.
– Em falar em planos, vou convocar a sua presença e a de Abáris em breve. Temos assuntos a tratar.
– Pai, com todo o respeito, mas não creio ter assuntos em comum com Abáris.
– Não creio ser você a decidir isso, minha filha. Em breve serão convocados, Apolo também estará presente.
– Sim, papai.
Dito isso a luz esverdeada se desfez e o colar parou de brilhar. Ana sabia exatamente do que eles iriam tratar. Poderia até vir a aceitar para ganhar tempo, mas jamais ficaria presa a alguém que não gostasse, ainda mais sendo Abáris. Um dia se envolveram e ela se arrependia de ter feito isso. Mas como poderia saber? Ele sempre foi arrogante, mas de um jeito tolerável, afinal quem no Olimpo não era assim? Pouco tempo depois ficou mais ambicioso e se tornou cruel. Achava-se no direito de julgar e condenar qualquer criatura que não lhe agradasse em algo. Abáris não lutava por um ideal, mas enfrentava qualquer um ou qualquer coisa que pudesse lhe ser uma ameaça. Ana não gostava dos cavaleiros de Athena, mas não levava para o lado pessoal. Não faltaria com respeito a nenhum deles, mas também não seria amiga. Já Abáris, tinha um profundo sentimento de ira contra eles e agora, em especial pelo cavaleiro de escorpião. Ana ao pensar no cavaleiro, se sentou na grama sentindo uma agitação tomar conta da sua mente. O coração disparou só de pensar nele. Isso assustou bastante a semideusa que nunca havia sentido algo assim antes. Sentiu-se tola ao pensar estar apaixonada por um cavaleiro de Athena. Jamais tal coisa daria certo. Ana começou a lembrar do que poderia ter acontecido, caso seu pai não estivesse interrompido. Sentiu raiva de si mesma. Como poderia ter permitido tal ousadia da parte dele? Como se deixou envolver daquela maneira, se entregando de bandeja a ele? O que iria pensar? Por mais que ela tentasse odiar a idéia de se envolver com aquele homem, não podia negar existir uma forte química entre eles. O cheiro dele ainda estava em sua roupa, um cheiro másculo e bom. Logo uma vontade de estar novamente nos braços dele a tomou de surpresa.
"Mas o quê está acontecendo comigo?" – pensou a morena levantando-se depressa. Ana resolveu voltar para a décima terceira casa, já era bem tarde e precisava dormir.
– Mas que mulher mais maluca. – falava Milo para si mesmo enquanto voltava para casa. – O que seria aquele brilho no colar?
– Falando sozinho escorpião? Te achava meio pancada agora tô vendo que é mesmo. – falou Máscara na entrada de sua casa.
– Não enche!
– Eu vi a lindinha morena passar por aqui. Não tem muito tempo.
– É eu sei.
– Sabe? Então estava com ela?
– Fala baixo!
– Então pegou? Juro, por um momento pensei que você iria dar pra trás.
– Eu dar pra trás?
– Não senti muita firmeza em você. Parece estar com medo de magoar a filha dos infernos.
– Eu? Não? Aliás ela já está na minha. Agora vou indo, estou com sono.
– Ô gato preto, vê se não se apaixona.
– Eu vou me arrepender de perguntar, mas por que gato preto?
– Porque atrai coisas ruins.
Milo ficou irritado com o comentário, mas resolveu ignorar e continuar andando. Enquanto subia as escadas, se sentia muito mal por estar enganando Ana. O que aconteceu há alguns minutos atrás, foi verdadeiro, mas mesmo assim, estava dentro do plano, da armação feita pelos amigos onde ele seria "isca" para conseguir informações da morena, sobre uma possível traição dos semideuses à Athena. O escorpião chegou enfim em casa e quando mal fechou a porta...
– Milo, onde o senhor estava a uma hora dessas? – perguntou Lavínia furiosa deixando o escorpião nervoso.
– E o que a senhorita está fazendo fora da vila das amazonas a essa hora?
– Não mude o rumo da conversa, seu espertinho.
– Fui andar por aí. Satisfeita?
– A uma da manhã?
– Por quê? Agora tem hora para sair pra pensar é? – fingiu ofendido.
– Não é isso, bem, mas o que você quer que eu pense? – falou a amazona já mais mansa e se aproximando do escorpião.
– Eu vou tomar um banho. – disse dando um olé na namorada, escapando dela sentir o perfume da Ana.
– Posso tomar com você?
– NÃO! Quero dizer, não estou me sentindo muito bem, foi esse um dos motivos pelo qual fui pegar um ar. Então me espera no quarto, está bem? – falou o escorpião indo rápido para o banheiro.
Lavínia ficou se sentindo mal por ter desconfiado do namorado, ele não estava se sentindo bem e ainda ela gritou com ele. A amazona iria querer recompensá-lo quando fosse para o quarto.
No banheiro, Milo se sentia péssimo de ter mentido para a namorada, mas também não podia dizer estar arrependido de ter ficado com a semideusa. Demorou um pouco debaixo da água morna. Saiu e se olhou no espelho, tomando um susto quando viu as costas arranhadas.
– Puta que pariu. E agora? – falou vendo o tamanho do "estrago". Milo colocou a blusa de manga que estava pendurada no banheiro, colocou uma cueca box e foi para o quarto. Lá estava a amazona, deitada, esperando por ele.
– Sente-se melhor? – perguntou a garota sentando na cama.
– Estou.
– Desculpe ter desconfiado de você. Posso te recompensar. – falou a garota abraçando o namorado por trás e já querendo tirar a roupa, fazendo Milo dar um pulo. – O que foi?
– Nada, eu só vou apagar a luz. – falou o escorpião para a namorada não ver a marca deixada pela semideusa. – Pronto. Você disse que ia me recompensar?
– Disse sim. – falou a garota mordendo os lábios do cavaleiro.
Lavínia deitou Milo na cama, em seguida tirou sua própria roupa e se sentou em cima dele dando uma bela visão ao cavaleiro. Ele sorriu para ela, enquanto a loira rebolava em cima do seu amigo já pronunciado.
– Você é tão linda, Lavínia.
A garota sorriu e saiu de cima dele o deixando curioso com o que ia fazer. Ela baixou a cueca box e se pôs a admirar o brinquedo do seu namorado. Começou a acariciar com a mão o local, arrancando gemidos contidos do escorpião. Enquanto a mão fazia movimentos de vai e vem, a loira começava a beijar a região do abdômen, ainda coberta parcialmente pela roupa. Sua boca roçava naquela região bem definida, alternando com leves chupadas e lambidas. Ele estava bem excitado e vendo isso, a garota resolveu dar mais prazer ao namorado. Lavínia foi beijando em volta do membro, o deixando louco.
– Está gostando disso? Estou conseguindo te recompensar? – falou a garota dando um sorriso malicioso para em seguida cair de boca no brinquedo.
Milo soltou um gemido rouco, enquanto ela fazia movimentos intensos com a boca, ora chupando, ora lambendo e beijando. Quando ele estava quase chegando ao clímax, ela parou e se colocou em cima dele novamente, encaixando seu membro pulsante dentro dela, deixando- o mais excitado ainda. A loira se mexia em cima dele, de forma a querer senti-lo mais fundo dentro de si, indo cada vez mais intensamente sobre ele. Não demorou muito, os dois chegaram juntos ao clímax. A garota deitou exausta por cima dele.
– Consegui recompensá-lo? – disse a loira ainda ofegante.
– Deixa eu pensar
– Milo!
– Brincadeira. Conseguiu sim, minha linda, foi ótimo. – falou dando um beijo na testa dela.
Não demoraram muito e pegaram no sono. Já era por volta das duas e meia da manhã e logo teriam que acordar, pois o treino começaria bem cedo.
