Dois Caminhos – Parte 2

Naquela noite, Féres saiu para arejar a cabeça, pois a execução do plano se aproximava. Tinha receio dos outros colocarem tudo a perder. O semideus caminhou até a praia para pensar. Andava pela areia quando viu ao longe uma figura familiar, fazendo-o estreitar os olhos percebendo logo quem era. Shina notou que era observada e olhou na direção dele. Os dois ficaram se encarando quando o semideus resolveu caminhar em sua direção, para a surpresa da amazona. À medida que ele se aproximava, um nervosismo tomava conta dela.

– Boa noite, Shina.

– Boa noite, Féres.

– A praia é sempre um ótimo lugar para se pensar, não é mesmo?

– Sim, é verdade.

– Especialmente para pessoas como nós. Percebo que anda sozinha também.

– Eu prefiro assim.- respondeu olhando para frente.

– Não te incomoda?

– O quê?

– O fato de estar sempre sozinha. Isso não faz muito estilo das mulheres. Vocês sempre gostam de ficar em grupo ou com ... – hesitou a completar

– Algum cara. É isso? – fez uma pausa. – Sim me incomoda. Há pouco tempo eu diria que preferia estar só do que na companhia de qualquer um e eu mesma me bastava, mas estaria mentindo, assim como você.

– O que quer dizer com isso? – falou ele em um sobressalto.

– Você também não gosta de ser só, por isso veio até aqui falar comigo. Tem toda essa pose de auto- suficiente e usa uma máscara de vilão para completar seu personagem, porém no fundo Féres, te incomoda ser sozinho, assim como eu.

O semideus foi pego de surpresa, contudo ao contrário do que muitos pensariam,ele não ficou furioso com o comentário da amazona. Ela tinha sido sincera apenas. Féres deu uma gargalhada com aquilo. Era a primeira vez que alguém dizia exatamente e sem receio algum algo para ele. Shina acabou rindo também da reação dele. Quando os dois pararam, não disseram mais nada. Em um impulso, os dois se beijaram de forma bem intensa. Há muito tempo os dois não sentiam aquelas sensações percorrerem seus corpos daquela forma. Não demorou muito e os dois se deitaram na areia, continuando suas trocas de carícias, fazendo companhia um para o outro.

Continuação da cena Ana e Milo

Sentia o vento passar apressado por nós, mas diferente de uns instantes atrás,ele era agradável, não mais frio e solitário. Milo me abraçava, ouvia sua respiração. Tudo nele me atrai! Sua risada, seu toque, seu cheiro, seu corpo. Nunca me senti tão viva! Mesmo que tudo não passe dessa única noite, já terá valido a pena. Chegamos à um motel, não ficamos nos enrolando, porque tínhamos mesmo segundas intenções. Não me importo sinceramente de ter ido direto ao ponto, mas não podia perder nenhum segundo com ele. Deixei a minha moto na vaga do apartamento do lugar e subimos em seguida. Na porta mesmo ele me beijou com intensidade, fazendo meu corpo todo reagir sem vergonha alguma com aquele toque. Entramos e mal deu tempo de fechar a porta, nossos casacos já estavam no chão. Eu o abracei, mordi seus lábios, enquanto ele arrancava a minha blusa. Ele me olhou, me analisou, podia ver todo o seu desejo em seus olhos, no seu respirar desritmado. Eu também o queria muito, então resolvi desabotoar sua camisa, botão a botão, beijando cada parte da sua pele que ia ficando exposta. Fui descendo do seu peitoral definido, até o seu abdômen marcado pelos anos de treinamento. Ele é perfeito! Pensei. Quando terminei, me pus a beijar sua barriga e fazer o caminho inverso, lambendo cada centímetro seu, até chegar aos lábios dele. O abracei e em um movimento, tirei a camisa, atirando-a no chão. Milo me puxou forte pelos quadris, me beijando, me apertando. Ele dizia meu nome, me fazendo sentir única. Agilmente, desabotoou meu sutiã vermelho, expondo meus seios. Sem receio ele começou a sugá-los e acariciá-los, fazendo um imenso calor tomar meu corpo e minhas pernas fraquejarem. Ele notou e me pegou em seus braços me pondo na cama. Fiquei sentada, de frente a ele. Vi seu sorriso e senti suas mãos tocarem meu rosto. Ainda o encarando, abri sua calça e a tirei devagar, junto com sua cueca, expondo seu membro. O toquei de maneira carinhosa, sentindo tudo e ouvindo-o gemer com aquilo. Fui intensificando os movimentos com as mãos para depois fazer o mesmo com minha boca. Ele acariciava meus cabelos, puxando-os de leve de vez em quando, como se quisesse controlar o que eu fazia. Ouvia seu desejo, antes rouco agora mais forte. Eu o estava agradando e ficava feliz por isso. Quando ele sentiu que iria se derramar em mim, me afastou e me deitou. Pegou uma de minhas pernas e foi tirando a minha bota, logo fez o mesmo com a outra. Eu observava cada gesto seu, querendo gravar tudo em minha memória. Em breve eu seria daquele ser desprezível para todo o sempre, então deveria aproveitar ao máximo cada segundo com esse cavaleiro. Milo voltou a me beijar com muita delicadeza, apesar de seu corpo estar tomado de desejo. Ficamos assim por um tempo, nos sentindo. As batidas de nossos corações estavam misturadas, como nosso calor e suor. A intensidade voltou a tomar conta do momento, agora os beijos dele exploravam meu corpo com vontade, me experimentando. Em seguida, tirou minha calça me deixando apenas com minha pequena peça vermelha na parte debaixo. Sorriu para mim enquanto apertava minhas coxas, se pondo entre minhas pernas. Beijou minha barriga, minhas pernas, cada parte minha, sendo torturante a um certo ponto. Olhou de forma maliciosa para última coisa que me cobria, retirando-a em seguida. Fiquei completamente exposta! Mas sinceramente, não tinha vergonha nenhuma, apenas queria ser dele. O escorpião se abaixou, ficando perto do meu ponto fraco, iniciando uma deliciosa tortura. Lambia de forma sensual cada parte minha, enquanto seu dedo procurava minha região úmida me levando arquear e gemer de tanto prazer. Brincou comigo, com minhas reações, estava adorando aquilo! Seus dedos me penetravam, fazendo meu corpo se contorcer. Um intenso calor tomou meu corpo e eu cheguei ao clímax como nunca antes. Não permitir meu corpo relaxar com aquilo, simplesmente o puxei para cima de mim, sentindo seu membro, pulsar sobre minha pele. Ele me olhou e beijou novamente meus lábios, penetrando meu corpo em seguida. Soltou um gemido quando entrou completamente em mim. Os movimentos de vai e vem, o estava deixando louco. Resolvi então passar minha perna em volta de sua cintura, ajudando em seus movimentos. As estocadas foram ficando mais e mais intensas, unindo nossos corpos em um só. Eu gritava seu nome, arranhava suas costas. Tudo estava voraz, fazendo-o chegar ao ápice em mim. Nós nos olhamos satisfeitos com aquilo ao mesmo tempo que uma tristeza tomou conta. Sabíamos que seria apenas aquilo e mais nada. Ele se deitou do meu lado e me abraçou forte, porque sentia o mesmo que eu. Ficamos assim e não dissemos nada, até adormecermos. O dia amanheceu, senti o sol tocar minha face me despertando daquele sonho bom. Com pesar, saí de seus braços e me vesti. Seria muito difícil se ficasse ali para despedir. O observei novamente, gravando sua imagem na minha mente e em meu coração. Saí em seguida, peguei minha moto, deixando para trás a única coisa real que me aconteceu.

– Ana? – Milo disse levantando em um susto.

Ela não estava mais ali em seus braços, porém seu cheiro ainda se fazia presente. Ele entendeu perfeitamente o motivo dela ter ido embora. Mesmo querendo ficar mais um pouco ali lembrando de tudo, se levantou e tomou um banho, partindo para sua casa.

Fale comigo suavemente,
Há algo em seus olhos
Não abaixe sua cabeça na tristeza
E por favor, não chore
Eu sei como você se sente por dentro,
Pois eu também já me senti assim
Algo está mudando dentro de você
E você não sabe

Não chore esta noite
Eu ainda amo você, querida
Não chore esta noite
Não chore esta noite
Há um paraíso acima de você
E não chore esta noite

Me dê um sussurro
E me dê um suspiro
Me dê um beijo antes de você
Me dizer adeus
Não leve isto tão a sério agora
E por favor, não leve isto tão à mal
Eu ainda estarei pensando em você
E nos momentos que tivemos, querida

Talk to me softly There is something in your eyes
Don't hang your head in sorrow
And please don't cry
I know how you feel inside I've
I've been there before
Something is changin inside you
And don't you know

Don't you cry tonight
I still love you baby
Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight

Give me a whisper
And give me a sigh
Give me a kiss before you
tell me goodbye
Don't you take it so hard now
And please don't take it so bad
I'll still be thinking of you
And the times we had...baby

Lavínia estava na Casa de Escorpião esperando seu namorado voltar. Todos já tinham retornado menos ele. Sentia raiva e medo da explicação que ele pudesse te dar. Estava pronta para ouvir uma desculpa esfarrapada. Lá pelas oito e pouca da manhã, a garota ouviu um barulho de chave na porta, dando um salto do sofá e indo na direção dele.

–Pode me explicar por que do senhor só está chegando agora? Foi raptado? Abduzido? Qual a desculpa esfarrapada vai usar? – gritou a loira.

– Nenhuma. – respondeu Milo sem hesitar, fazendo o coração da namorada acelerar bruscamente.

– Então, fale logo!

– Lavínia, vamos sentar. - disse em um tom bem sério e ao mesmo tempo triste. – Eu nem sei como começar a dizer isso... Lavínia eu adoro você, é a garota mais bacana que já conheci, de verdade, mas eu acabei me envolvendo com outra. Tentei lutar contra tudo que começava a sentir por ela, porém foi em vão. Pensei no início ser apenas desejo, porém

– Você a ama Milo? – perguntou a namorada sem poder conter as lágrimas.

– Amo, Lavínia, sinto muito. Não quis ser sincero comigo, nem com você, porque não queria admitir meus sentimentos. Agora preciso ser sincero conosco, você não merece ser enganada. – falou acariciando o rosto da garota.

– Você saiu para encontrar com ela? Por isso não quis que eu fosse.

– Não! Eu a encontrei por acaso, não foi premeditado. Mas isso não faz mais diferença.

– É a Ana, não é?

– Sim é ela mesma.

– Eu devia estar esperando por isso mesmo. Você muda quando ela aparece, sendo assim desde a primeira vez que a viu. Nunca te vi reagir daquela forma, nem comigo. Quando ela aparecia, você se desligava completamente de mim, sem se dar conta disso. – falou a loira abaixando a cabeça. – Há quanto tempo ficam?

– Lavínia, isso ...

– Há quanto tempo Milo?

– Nós não estamos tendo um caso, Lavínia. Fiquei com ela muito rápido duas vezes e ontem.

– Acho que não temos mais nada a dizer um para o outro. – falou a garota se levantando.

– Espero um dia que você me perdoe.

– Eu já te perdoei Milo, estou só triste porque ainda te amo. Mas vai passar.

– Lavínia eu queria que tivesse sido diferente.

– Milo, por favor não diga mais nada. Eu já vou.

A loira saiu rápido de lá, passando pelas demais casas como uma bala, tentando não ser vista naquele estado por ninguém, quando chegava perto da vila das amazonas se deparou com Eros sentado debaixo de uma árvore. Na mesma hora ele sentiu sua presença e a olhou. O semideus se levantou ao ver a expressão de tristeza no rosto da garota, indo em sua direção.

– Lavínia o que houve?

– Me deixa Eros, eu não estou muito bem, apenas isso.

– Tudo bem, se precisa ficar só eu entendo. – falou pousando um olhar carinhoso sobre ela.

– Eu não quero ficar só, eu acho. Posso ficar aqui com você?

– Pode.

– Mas eu não quero dar explicações.

– Não precisa.

Os dois se sentaram na grama sem dizer uma palavra. A companhia daquele semideus inexplicavelmente a consolava. Estava ficando com muito sono, pois ficou acordada a noite toda esperando Milo chegar. Sem se dar conta de seu ato, deitou nas pernas de Eros, pegando no sono em seguida. O semideus ficou olhando aquela garota ali com ele, nunca teve contato algum com nenhuma. Era o mensageiro do amor e nunca havia experimentado tal sentimento. Com receio, tocou os cabelos loiros dela, caídos em sua perna e pela grama, sentindo que era muito macio. Olhou cada detalhe de seu rosto, admirado com sua beleza. Ainda havia lágrima em seu rosto, então com delicadeza a ínia dormia profundamente, mas Eros não se preocupava do tempo que podia demorar ali. Ficaria o tempo necessário até ela acordar